CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2086 DE 17 DE OUTUBRO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 2086 |17 de outubro de 2023

 

NOTÍCIAS

Cotações estáveis do boi gordo em São Paulo

A semana iniciou com estabilidade nas cotações de todas as categorias de bovinos para abate nas praças paulistas. Boa parte das indústrias frigoríficas estão fora das compras aguardando o resultado das vendas do final de semana

O boi está sendo negociado em R$235,00/@, a vaca gorda em R$210,00/@ e a novilha gorda em R$225,00/@, preços brutos e a prazo. O “boi China” está sendo negociado em R$240,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$5,00/@. Na região Sul da Bahia, na comparação com a última sexta-feira (13/10), a cotação da arroba do boi subiu R$2,00. Para as demais categorias os preços estão estáveis. O boi comum está sendo negociado em R$217,00/@, a vaca gorda em R$205,00/@ e a novilha gorda em R$210,00/@, preços brutos e a prazo. Não há referência para o “boi China” na região. No mercado atacadista de carne com osso, a maior oferta de carne e menor consumo devido à segunda quinzena do mês refletiram em quedas nos preços para a maioria dos cortes. No comparativo feito semana a semana, as cotações da vaca e da novilha casadas tiveram queda de 1,0% e 1,6%, precificadas em R$15,25/kg e R$15,70/kg, respectivamente. A cotação da carcaça casada de bovinos castrados caiu 0,9%, negociada em R$16,21/kg. Para a carcaça de bovinos inteiros, queda de 2,4%, precificada em R$15,67/kg.

Scot Consultoria

Preços da arroba do boi gordo apresentam acomodação

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana apresentando acomodação nos preços nas principais regiões de produção e comercialização

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana apresentando acomodação nos preços nas principais regiões de produção e comercialização. Segundo informações da Safras & Mercado, os frigoríficos começam a desfrutar de uma posição de maior conforto nas escalas de abate, como em São Paulo. Mesmo assim, o padrão das negociações vem se sustentando. “No Centro-Norte brasileiro, ainda são evidenciadas negociações acima da referência média, considerando a posição menos confortável das escalas de abate”, disse o analista Fernando Henrique Iglesias. São Paulo, Capital, referência média para a arroba do boi: R$ 237. Goiânia, Goiás, indicação para a arroba do boi gordo: R$ 230. Uberaba (MG), preço da arroba: R$ 235. Dourados (MS), arroba indicada: R$ 236. Cuiabá, arroba indicada: R$ 203. Já os preços da carne bovina caíram no mercado atacadista. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com menor reposição entre atacado e varejo ao longo da segunda quinzena do mês. O quarto dianteiro recuou ao patamar de R$ 14,25 por quilo, queda de R$ 0,05. O quarto traseiro caiu ao patamar de R$ 18,50 por quilo, queda de R$ 0,10. Já a ponta de agulha ainda é precificada a R$ 14,30, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Embarques de carne bovina in natura alcançam 91,2 mil toneladas em outubro. Queda de 21,10% nos preços

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne bovina in natura alcançaram 91,2 mil toneladas exportadas na segunda semana de outubro/23

A média diária embarcada ficou em 10,1 mil toneladas, avanço de 2,30%, frente ao mês de outubro do ano anterior, com 9,9 mil toneladas. No comparativo semanal, a média diária aumentou 32,89% frente a média da primeira semana de outubro, que estava em 7,6 mil toneladas. O preço médio, US$ 4.610 mil por tonelada representou uma queda de 21,10% frente a outubro de 2022, com valor médio de US$ 5.846 por tonelada. O valor negociado para o produto ficou em US $ 420,8 milhões. A média diária ficou em US$ 46,7 milhões, queda de 19,40%, frente a outubro do ano passado, com US$ 57,9 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

Cresce a pressão sobre as margens dos frigoríficos

Arroba do boi sobe no país, enquanto preços externos da carne caem

A escassez de boi gordo no mercado brasileiro está obrigando os frigoríficos a elevar os preços pagos pelos animais para tentar garantir suas escalas de abate. A nova realidade do mercado é de valores da arroba em alta e preços dos cortes exportados ainda em queda, e as indústrias já estão sentindo esses efeitos, com margens mais apertadas neste quarto trimestre. Embora tenha registrado leve recuo nos últimos dias, o preço médio da arroba do boi em São Paulo está 12% maior do que a média registrada em setembro, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). Na quarta-feira, o valor ficou em R$ 233,05, Em 30 dias, a alta chegou a 17,4%, e em relação ao mesmo período de 2022, a 23%. Para boa parte dos analistas, a trajetória ascendente deverá continuar. Trata-se de uma virada. Até agosto, o mercado vinha convivendo com a cotação do boi gordo em espiral de queda. Naquele mês, a arroba chegou ao patamar mais baixo desde maio de 2020. O movimento era uma resposta ao ciclo de aumento da oferta de animais disponíveis para abate. “A arroba do boi teve em agosto a maior perda de valor da história da pecuária. Nem quando as exportações para a China foram suspensas a desvalorização foi tão elevada”, afirma Michel Tortelli, sócio da Finpec. Um dos resultados do derretimento dos preços foi o menor interesse dos pecuaristas em confinar seus animais durante o inverno. A expectativa era que os bois confinados começassem a ficar disponíveis para abate nos frigoríficos no início de outubro, mas a oferta foi menor do que projetavam as indústrias. Relatórios privados de empresas de nutrição que fornecem ração e suplementos mostram que a taxa de ociosidade em agosto deste ano nos confinamentos era de 40%, ante 20% no mesmo período do ano passado, sinal de que a oferta de animais deverá continuar restrita nos próximos meses. Com custos mais elevados, os frigoríficos começam a sentir a pressão sobre suas operações. Indicadores da Scot Consultoria mostram que a margem média das empresas no fim de agosto estava 42%, considerando apenas as operações no mercado doméstico. No fim de setembro, haviam recuado para 21%. “As margens das indústrias tendem a sofrer um achatamento até o fim do ano, ainda que os patamares sejam relativamente confortáveis. Os frigoríficos de menor porte são os que vão sofrer mais, especialmente aqueles que trabalham apenas com abate”, afirma Alcides Torres, presidente da Scot Consultoria. No segundo trimestre do ano, Marfrig e Minerva registraram margens Ebitda ligeiramente melhores na América do Sul, em comparação ao mesmo período de 2022. Já a JBS viu a margem Ebitda de sua operação no Brasil encolher um ponto percentual. O efeito sobre os resultados só não será maior porque as indústrias estão encontrando espaço para reajustes ao longo da cadeia. O levantamento da Scot mostra que a carne com osso comercializada no atacado de São Paulo passou de R$ 15,55 por quilo, no fim de agosto, para R$ 18,75 na semana passada. Esse incremento ajuda um pouco a compensar a queda dos preços no mercado externo, onde os frigoríficos capturam suas melhores margens. “Entre janeiro e setembro, o preço médio dos embarques de carne bovina do país, em dólar, foi 24% menor que em igual intervalo do ano passado. Apenas em setembro, o valor ficou 29% inferior ao de um ano antes”, afirmou Paulo Mustefaga, presidente da Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo). Com isso, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela entidade mostram que as exportações de carne bovina do país cresceram 6% em volume e chegaram a 246,3 mil toneladas, mas a receita diminuiu 24%, para US$ 1 bilhão. A expectativa de oferta escassa de animais no país no quarto trimestre, aliada ao aumento sazonal da demanda no período, pode fazer com que a relação de preços com outras proteínas fique menos favorável à carne bovina no mercado doméstico. “O boi saiu do fundo do poço, o que se reflete no preço da carne bovina. Isso costuma abrir espaço para o aumento do consumo de outras proteínas mais baratas”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA, entidade que representa a indústria de aves e suínos.

INFOMONEY

ECONOMIA

Dólar cai 1% ante real com investidores em busca de ativos de risco

O dólar à vista fechou em queda firme ante o real na segunda-feira, perto de 1%, em sintonia com o exterior, onde a tendência foi de maior busca por ativos de risco, embora o conflito entre Israel e Hamas ainda inspire certa cautela nos investidores

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0370 reais na venda, em baixa de 1,02%. Em outubro, no entanto, a moeda norte-americana ainda acumula alta de 0,19%. Na B3, às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,02%, a 5,0450 reais. O dólar cedeu ante o real durante toda a segunda-feira, acompanhado a queda da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior. Por trás do movimento estava a busca dos investidores por ativos de maior risco, ainda que o conflito entre Israel e Hamas no Oriente Médio esteja longe do fim. “Temos a percepção de que está começando a haver uma organização geopolítica para evitar uma deterioração na guerra, que poderia ocorrer com o envolvimento de outros países. Isso está aliviando os mercados hoje (segunda-feira)”, pontuou Cleber Alessie Machado, gerente da mesa de Derivativos Financeiros da Commcor DTVM. “O dólar lá fora passou por um dia de procura por risco, depois da aversão pesada na semana passada. Além disso, exportadores aproveitaram para vender um pouco de moeda no Brasil”, afirmou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, ao justificar a queda nas cotações. Na semana passada, os receios em torno do conflito deram suporte aos preços do petróleo, o que também favorece moedas de países exportadores da commodity, lembrou pela manhã um profissional ouvido pela Reuters, ainda que a segunda-feira tenha sido de queda do valor dos barris.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta puxada por Vale

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, com o avanço do minério de ferro na China beneficiando as ações da Vale, enquanto os papéis do GPA dispararam com a perspectiva de a varejista embolsar 790 milhões de reais

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,67%, a 116.533,85 pontos. O volume financeiro somou 17,1 bilhões de reais. Na visão do responsável pela mesa de ações do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi, o mercado brasileiro refletiu uma descompressão de risco, após uma semana complexa, com alguns eventos específicos ditando a direção da sessão. Entre esses eventos ele citou a injeção de liquidez realizada pela autoridade monetária da China, que ajudou o minério de ferro e favoreceu os papéis da Vale, bem como o anúncio do GPA envolvendo venda da participação no Éxito. Zanlorenzi ainda apontou o alívio recente na curva de juros norte-americana, que foi acompanhando pelas taxas dos contratos de DI, como mais um componente positivo para a bolsa paulista. Nesta sessão, porém, os retornos dos Treasuries subiram. Ele, entretanto, ressaltou que o cenário permanece de cautela, com as atenções ainda voltadas para os desdobramentos do conflito entre Israel e o Hamas, mesmo que a probabilidade de alguma piora drástica da situação venha se reduzindo. “É muito mais uma redução de risco hoje do que algum otimismo”, acrescentou ele. O S&P 500, uma das referências sobre o comportamento das ações de empresas nos Estados Unidos, avançou 1,06%, em meio a expectativas para os resultados corporativos. Vários bancos norte-americanos reportam seus balanços nesta semana. Investidores também continuam atentos a dados da economia dos EUA, em busca de mais pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve.

REUTERS

Projeção do mercado para IPCA cai para 4,75% em 2023, no limite da meta, diz Focus

Para o dólar, a mediana das expectativas subiu de R$ 5,02 para R$ 5,05 no fim de 2024

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira de 2023 caiu de 4,86% para 4,75% — topo da banda de tolerância da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) —, segundo o Relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado na segunda-feira (16) com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2024, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 3,88%. Para 2025, permaneceu em 3,50%. Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas manteve-se em 11,75% no fim de 2023, 9,00% no de 2024 e 8,50% em 2025. A meta de inflação perseguida pelo BC é de 3,25% em 2023, e 3,00% em 2024 e 2025, sempre com margem de 1,5 p.p. para cima ou para baixo. A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2023 permaneceu em 2,92%, segundo o Focus. Para 2024, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) manteve-se em 1,50%. Para 2025, ficou parada em 1,90%. A economia brasileira cresceu 0,9% no segundo trimestre, informou o IBGE no começo de setembro, acima da mediana das

estimativas de 74 consultorias e bancos ouvidos pela reportagem do Valor, de +0,3%, com intervalo de projeções de -0,8% a +1,1%. A mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano foi mantida em R$ 5,00. Para 2024, a mediana das estimativas para a moeda americana subiu de R$ 5,02 para R$ 5,05 entre uma semana e outra. Para 2025, permaneceu em R$ 5,10. A mediana das estimativas para o IPCA no fim de 2023 caiu de 4,75% para 4,69% entre os economistas que mais acertam as previsões compiladas pelo BC para o Focus, os chamados Top 5, de médio prazo. Para 2024, a mediana das expectativas para a inflação oficial brasileira recuou de 3,70% para 3,49%, entre eles. Para 2025, subiu de 3,25% para 3,40%. A meta de inflação perseguida pelo BC é de 3,25% em 2023, e 3,00% em 2024 e 2025, sempre com margem de 1,5 p.p. para cima ou para baixo. Para o dólar, os campeões de acertos reduziram as estimativas de R$ 5,00 para R$ 4,90 no fim de 2023, de R$ 5,05 para R$ 4,85 em 2024, e de R$ 5,18 para R$ 4,85 em 2025.

VALOR ECONÔMICO

FMI passa a projetar Brasil como 9ª economia mundial

Ao elevar estimativas, órgão apontou dinamismo da agricultura e resiliência dos serviços no primeiro semestre como explicação

O Brasil poderá voltar a ocupar o nono lugar entre as maiores economias do mundo em 2023, de acordo com as mais recentes projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional). Em relatório divulgado no último dia 10, o Fundo passou a estimar que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro será de US$ 2,13 trilhões em 2023, ultrapassando o Canadá (US$ 2,117 trilhões). Em abril, as estimativas eram de US$ 2,090 trilhões para o Canadá e de US$ 2,081 trilhões para o Brasil, em valores correntes. Ao divulgar seu relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI apontou “uma agricultura dinâmica e serviços resilientes no primeiro semestre de 2023” como os principais motivos para elevar a projeção de expansão do Produto Interno Bruto do Brasil neste ano a 3,1%, vindo de 2,1% em julho e de 0,9% em abril. A melhor projeção do Fundo Monetário Internacional para o crescimento da economia do Brasil neste ano, segundo o relatório, reflete os resultados positivos do primeiro semestre. Caso as novas estimativas se concretizem, o país voltaria a ocupar a mesma posição entre as maiores economias que tinha antes da pandemia, em 2019. Para 2024, o FMI vê um crescimento do PIB de 1,5%. Ainda no fim de julho, o Conselho Executivo do FMI elogiou a política monetária do Brasil, considerando-a “apropriada”, e pediu a continuação de uma abordagem orientada para o futuro e baseada em dados. Ao elaborar as projeções, os analistas olham o passado recente da economia e tentam extrapolar para o futuro, levando em conta fatores que podem aumentar ou reduzir o crescimento dos países. Caso as novas expectativas do Fundo se mantenham para os próximos anos, o Brasil poderá alcançar o oitavo lugar do ranking em 2026. O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, avalia que a revisão do FMI faz sentido, e que o PIB brasileiro neste ano deve crescer entre 3% e 3,5%. “Houve uma mudança de cenário, ante o começo do ano, com a produção agrícola surpreendendo positivamente. Mineração e petróleo também devem ter um impacto positivo.” Ainda segundo Vale, o Brasil deve contar no fim do ano com um efeito de crescimento vindo da queda de juros e da inflação de alimentos, aumentando a renda disponível da população mais pobre. “No ano que vem, o crescimento deve ser mais baixo, em torno de 2%, as commodities não devem ter a mesma força. O Brasil crescerá menos, mas esse crescimento deve ser mais distribuído, alcançando outras regiões além do Centro-Oeste.”

FOLHA DE SP

EMPRESAS

Marfrig eleva participação na BRF para 45%

Em setembro, empresa já havia aumentado sua parcela no capital da BRF para cerca de 40%. Segundo casas de análise de investimentos, a compra da BRF pela Marfrig seria uma questão de tempo

A Marfrig elevou novamente sua participação na BRF. Em comunicado, a companhia afirmou que agora tem 45% sua participação acionária na BRF na comparação com 40% anteriormente. “A BRF comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que recebeu, em 13 de outubro de 2023, após o fechamento do mercado, notificação da Marfrig, informando que passou a deter direta e indiretamente 757.225.906 entre ações ordinárias e American Depositary Receipts (ADRs), representando 45,0067% do total das ações de emissão da companhia”, destacou a BRF em comunicado. Em setembro, a Marfrig já havia aumentado sua participação no capital da dona da Sadia de 33,2% para cerca de 40%.

VALOR ECONÔMICO

FEIRAS & EVENTOS

Após Anuga, exportadores da ABPA projetam US$ 1,8 bilhão em exportações para os próximos 12 meses

Apenas nos cinco dias de evento, foram mais de US$ 570 milhões em negócios concretizados

Terminou bem-sucedida a ação organizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), durante a Anuga, maior feira de alimentos do mundo, realizada entre os dias 07 e 11 de outubro, em Colônia (Alemanha). Apenas nos cinco dias do evento, as 22 agroindústrias participantes da ação no espaço da ABPA concretizaram negócios que superam US$ 570 milhões em exportações para mercados dos cinco continentes, que estiveram presentes no evento. A partir das tratativas realizadas no evento com os mais de 2 mil encontros de negócios realizados na feira, as empresas participantes da ação projetam exportações que deverão superar US$ 1,8 bilhão nos próximos 12 meses, contemplando os setores de aves, suínos e ovos. Os grandes números do evento não se resumem aos resultados em exportações.  A ação também foi marcada pelo fortalecimento das ações de imagem internacional do setor produtivo brasileiro.  Foi o momento do lançamento da campanha internacional “Good Food – Sustainable Protein”, segunda fase da campanha iniciada em 2021 que destaca os atributos que diferenciam a sustentabilidade da avicultura e da suinocultura do Brasil.  O lançamento contou com a presença de diversas autoridades – entre eles, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana. A ação marca uma nova frente estratégica de ação setorial, desta vez, marcada pela apresentação de cases de sustentabilidade das empresas produtoras e exportadoras da avicultura e da suinocultura do Brasil. Também serão realizadas ações em redes sociais, além da difusão de um vídeo da campanha. Ao todo, 22 empresas confirmaram presença na ação da ABPA & ApexBrasil: Alibem, Avenorte, Bello Alimentos, C.Vale, Coasul, Copacol, Dália Alimentos, Ecofrigo, Frangos Pioneiro, Friato, Frigoestrela, Frimesa, Jaguafrangos, GTFoods, Lar Agroindustrial, Netto Alimentos, Rudolph, Somave, SSA, Vibra, Villa Germânia, Zanchetta Alimentos. Outras associadas da ABPA estiveram com espaço próprio no evento, como Aurora Alimentos, BRF, Pamplona Alimentos, Seara Alimentos e Vossko.

ABPA

GOVERNO

Ministério busca crédito suplementar para o seguro rural 

O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, por meio de Nota Técnica, solicitou a abertura de crédito suplementar ao Orçamento Geral da União (OGU) no total de R$ 500 milhões para a concessão de subvenção econômica ao Prêmio do Seguro Rural

“Sabemos da importância de ampliar os recursos para o Seguro Rural. Desde maio estamos pleiteando a ampliação desses recursos”, ponderou o Ministro. Conforme a análise técnica, os sinistros ocorridos nas últimas safras (2020 e 2022) – que resultaram em cerca de R$ 16 bilhões pagos em indenizações – fez com que as seguradoras ajustassem as taxas de prêmio. Além disso, houve crescimento significativo do valor médio das apólices de seguro rural em consequência da elevação dos preços das principais atividades que impactam no Programa de Segura Rural (PSR). Vale ressaltar, que o recente remanejamento de recursos do orçamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), remanescente da Lei Orçamentária aprovada no governo passado, assim como ocorreu nos anos anteriores, foi necessária, porém, o PSR nunca deixou de ser prioridade. “Por isso estamos reforçando o pedido agora aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e à Casa Civil na possibilidade de que, ao início do 4º trimestre, esta prioridade possa ser atendida”, explicou Fávaro. O PSR contempla 106 mil apólices, beneficiando mais de 74 mil produtores em uma área de aproximadamente 5,5 milhões de hectares. A avaliação técnica do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa aponta ainda que há grandes chances de impacto do fenômeno El Niño na safra 2023/2024, com maior risco de estiagem nas regiões Norte e Nordeste, especialmente no “Matopiba” e chuvas excessivas na Região Sul. “Esses recursos são fundamentais para que os nossos produtores, em momentos de crise climática, sofrendo com as intempéries e adversidades, seja uma hora com muita chuva, outra com seca, como vimos neste ano, possam plantar e colher com a segurança de que a sua lavoura está coberta pelo seguro”, detalhou o Ministro.

MAPA

FRANGOS & SUÍNOS

Leves altas para o suíno vivo no PR E SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 128,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 10,00/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (13), houve alta de 0,15% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,71/kg, avanço de 0,16% no Paraná, atingindo R$ 6,33/kg, e de 0,30% em São Paulo, alcançando R$ 6,73/kg. Ficaram estáveis os preços no Rio Grande do Sul (R$ 6,22/kg), e Santa Catarina (R$ 6,17/kg).

Cepea/Esalq

Exportações de carne suína na segunda semana de outubro estão abaixo de outubro/22

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne suína in natura nos nove dias úteis de outubro seguem com quedas relação a outubro do ano passado

A receita, US$ 92,2 milhões, representa 41,38% do total de todo o mês de outubro de 2022, com US$ 222,8 milhões. No volume embarcado, as 39.718 toneladas são 44,09% do total registrado em outubro do ano passado, com 90.082 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 10,2 milhões, valor 12,6% menor do que o de outubro de 2022. No comparativo com a semana anterior, aumento de 6,67%. Em toneladas por média diária, 4.413 toneladas, houve diminuição de 6,9% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, incremento de 5,73%. No preço pago por tonelada, US$ 2.321, ele é 6,1% inferior ao praticado em outubro passado. Em relação à semana anterior, alta de 0,88% em comparação aos US$ 2.301 anteriores.

AGÊNCIA SAFRAS

Preços se sustentam no mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 7,10/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,28/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (13), houve alta de 0,14% para a ave congelada, chegando a R$ 7,23/kg, e incremento de 0,27% para o frango resfriado, fechando em R$ 7,31/kg.

Cepea/Esalq

Exportação de carne de frango de outubro segue com preços mais baixos que os de 2022

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de carne de aves in natura nos nove dias úteis de outubro seguem com preço menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado

A receita, US$ 336.9 milhões, representa 44,88% do total de todo o mês de outubro de 2022, que foi de US$ 750 milhões.  No volume embarcado, as 187.963 toneladas são 51,81% do total registrado em outubro do ano passado, quantidade de 362.760 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 37.434,612, valor 5,2% menor do que o registrado em outubro de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve elevação de 3,19%. Em toneladas por média diária, 20.884 toneladas, houve alta de 9,4% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação à semana anterior, incremento de 2,29%. No preço pago por tonelada, US$ 1.792, ele é 13,4% inferior ao praticado em outubro do ano passado. Frente ao valor da semana anterior, alta de 0,88%.

AGÊNCIA SAFRAS

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