CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2066 DE 18 DE SETEMBRO DE 2023

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Ano 9 | nº 2066 |18 de setembro de 2023

 

NOTÍCIAS

Poucos negócios no mercado do boi nas praças pecuárias paulistas

O mercado do boi gordo, nesta sexta-feira, foi marcado por um volume pequeno de negócios. A cotação da arroba do boi gordo ficou estável na comparação diária

Depois das quedas consecutivas em agosto e o período de estabilidade na primeira semana de setembro, os preços do boi gordo “comum” (destinado ao mercado interno), do “boi-China” (com prêmio-exportação) e da novilha gorda subiram ao longo da segunda semana de setembro no mercado paulista, informou a analista Nicole Santos, da Scot Consultoria. “No período, o incremento foi de R$ 10/@ para o boi comum e o “boi-China”, e de R$ 8/@ para a novilha gorda”, contabilizou Nicole, que acrescentou: “O boi destinado ao mercado interno (de SP) voltou a estar precificado acima dos R$ 200/@”. A arroba do macho terminado está valendo R$ 205 no mercado paulista, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 210/@ (valores brutos, no prazo). A vaca gorda é negociada por R$ 185/@ e novilha gorda vale R$ 200/@, disse a Scot, ainda referindo-se às praças paulistas. Segundo Nicole, a variação positiva da arroba vem puxada, principalmente, pelo melhor escoamento da carne no mercado interno, pela redução da oferta de bovinos destinados ao abate e pelo bom volume de carne bovina in natura exportada, apesar dos preços menores ao produto destinado ao mercado externo. Na região de Belo Horizonte – MG, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias de bovinos. Na região de Redenção no Pará, os preços do boi destinado ao mercado interno e do “boi China” ficaram estáveis. As cotações das fêmeas subiram. Alta de R$2,00/@ para a vaca gorda e de R$5,00/@ para a novilha gorda.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo: preços sobem na semana

O mercado físico do boi gordo teve preços mais altos ao longo da semana passada. No entanto, o ritmo de negócios foi fraco em São Paulo e no Mato Grosso do Sul desde a quinta-feira

O volume de animais ofertados caiu substancialmente nos últimos dias, mantendo um lento avanço das escalas de abate, mesmo após a elevação dos preços da arroba, disse o analista e consultor Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado. Conforme Iglesias, a fluidez dos negócios na segunda quinzena de setembro será fundamental para determinar se haverá espaço para a continuidade do movimento de recuperação dos preços da arroba. Em São Paulo, Capital, a referência média para a arroba do boi estava em R$ 209. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 200 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 203. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 214. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 176. Os preços da carne bovina, por outro lado, seguiram acomodados no atacado. O mercado perde apelo para novas altas no decorrer da segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo. E vale destacar que a carne de frango ainda é mais competitiva se comparado a carne bovina, em especial no varejo, pontuou Iglesias. O quarto traseiro seguiu precificado a R$ 15,90 por quilo. A ponta de agulha continua em R$ 12,50 por quilo, e o quarto dianteiro segue no patamar de R$ 12,20 por quilo. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 335,911 milhões em setembro (5 dias úteis), com média diária de US$ 67,182 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 74,841 mil toneladas, com média diária de 14,968 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.488,40. Em relação a setembro de 2022, houve alta de 15,8% no valor médio diário da exportação, de 54,9% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 25,2% no preço médio.

AGÊNCIA SAFRAS

Queda dos preços impulsiona o consumo de carne no país

Retomada do emprego e a melhora da renda também contribuíram para elevar a procura por essas proteínas. IPCA mostra uma queda de 7,9% no indicador de carnes em geral

Passado o pico da pandemia de covid-19, a retomada do emprego e a melhora da renda da população elevaram o consumo de carnes no país. E a queda nos preços do boi gordo, do frango e do suíno, a partir de abril deste ano, impulsionou ainda mais a procura por essas proteínas. Uma pesquisa da Horus, empresa de inteligência de mercado que faz captação de dados por meio de notas fiscais, mostra que em janeiro deste ano 1,4 item com carne de frango estava presente nos carrinhos de supermercado do país. Em julho, o número chegava a 1,7. O pico de consumo ocorreu em abril, com a presença de 1,9 item em cada carrinho de compra. Não coincidentemente, o preço do frango havia caído em abril. Segundo o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea/USP), o frango resfriado custava cerca de R$ 6,50 o quilo naquele mês e passou a pouco mais de R$ 7 depois disso. Para o consumidor, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra uma baixa de 7,9% no preço do frango inteiro neste ano até julho e de 9,4% para o frango em pedaços. Segundo a Horus, os preços dos itens de frango que constam da cesta de compras caíram de R$ 19,03 em janeiro, para R$ 19 em abril e R$ 16,57 em julho. A incidência de carne bovina, que era de 1 item por sacola de compras em janeiro, também subiu em abril e manteve-se assim desde então, com 1,3. Segundo o Cepea, os preços do boi gordo caíram no Estado de São Paulo, de mais de R$ 290 a arroba, para menos de R$ 260 em abril. O IPCA mostra uma queda de 7,9% no indicador de carnes em geral, com baixa pronunciada de 11,5% nos preços da alcatra, por exemplo, e de 8,5% no acém. No levantamento da empresa de inteligência de dados, o tíquete médio da carne bovina, que estava em R$ 34,26 em janeiro, passou para R$ 33,83 em abril e para R$ 31,01 em julho. No caso da carne suína, a incidência passou de 1 para 1,1 na mesma comparação. O indicador oficial de inflação mostrou uma baixa de 3,8% em média nos valores praticados no país entre janeiro e julho. Enquanto isso, o levantamento da Horus mostra um preço médio de R$ 22 para as compras de suínos em janeiro, R$ 25,16 em abril e R$ 22,47 em julho. “Nos anos anteriores, com a pandemia, elevou-se muito o consumo de ovos. Mas com a renda e os preços das proteínas animais mais estáveis, as famílias voltaram a preferir as carnes”, afirmou ao Valor Ana Carolina Fercher, chefe de percepções e consumo da Horus. A executiva considera que há uma estabilidade nos preços desde meados de 2022, o que proporcionou um leve aumento no consumo de carne bovina em relação ao frango. “A gente percebe que as pessoas preferem carne de boi, mas o preço é um restritivo porque é mais caro e, em muitos momentos, o consumidor então opta pelo frango. Ainda assim, ao analisar o histórico vemos um pico de consumo sempre nos fins do ano, com as festas e churrascos de verão”, observou. A incidência de carne bovina nas compras fica entre 47% e 48% ao longo do ano, com pequenas quedas quando os preços sobem. Mas entre outubro e fevereiro, passa para 54% das compras. Nesse período, a incidência de frango, que é em média de 54%, passa para 49% ou 50%. A carne suína tem uma incidência entre 13% e 16% ao longo do ano e atinge picos de 20% nas festas de fim de ano, segundo a Horus.

VALOR ECONÔMICO

Estatística da pecuária (Oeste – RS)

No decorrer da semana, a cotação do boi gordo caiu na região oeste do Rio Grande do Sul

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo está sendo negociada em R$198,00 na região, preço a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). O diferencial de base do boi gordo, em relação a São Paulo, está em 2,0% negativo, ou R$4,00 a menos, com o boi gordo na praça paulista cotado em R$202,00/@, preço a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). Ao longo da semana, a pressão baixista prevaleceu na região para a cotação da vaca gorda, com recuo de 6,9%, ou seja, R$12,00 a menos, sendo negociada em R$162,00, preço a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). O ciclone extratropical que se formou no Rio Grande do Sul, teve como consequências enchentes, ventos fortes e granizos, causando grandes perdas econômicas aos produtores rurais, não apenas devido a morte de diversos animais de produção, como os bovinos, como também a perda de hectares de pastagem cultivada, silagem, estoques de insumo e infraestrutura. No curto prazo, com o cenário observado de grandes perdas econômicas na região, recuos poderão ser observados.

SCOT CONSULTORIA

Preços da arroba boi gordo subiram quase 11% na semana

A tendência atual sugere que o boi gordo já alcançou seu ponto mais baixo, com perspectivas de estabilidade ou mesmo de aumento

O mercado do boi gordo no Brasil registrou uma valorização de 10,91% ao longo da última semana, de acordo com o analista Lucas Schilling Möller, da Datagro. A redução nas escaladas de redução está impulsionando esse aumento. Segundo Möller, ela diminui de 36 para 19 dias. “Isso resultou em uma oferta menor de boi gordo no mercado em um período curto, elevando os preços”, afirmou. De acordo com o analista, é importante destacar que, mesmo com a queda nos preços do milho, os pecuaristas ainda enfrentam custos de produção relativamente altos, que variam de R$ 195 a R$ 200 por arroba em São Paulo. Essa dinâmica de custos também teve um impacto na valorização do boi gordo. Möller prevê que, a partir deste ponto, o mercado seguirá em direção à estabilidade. Neste momento, os preços do boi gordo estão em torno de R$ 200. O mercado futuro indica que a arroba atingirá cerca de R$ 230 em outubro. A demanda internacional, especialmente da China, ainda não se recuperou completamente, o que está contribuindo para a sensação de estabilidade nos preços. Möller aconselha os produtores de gado a considerar estratégias para manter seus estoques de animais, aproveitando os preços mais baixos dos bezerros. Embora seja difícil prever com certeza o comportamento futuro dos preços, a tendência atual sugere que o boi gordo já alcançou seu ponto mais baixo, com perspectivas de estabilidade ou mesmo de aumento nos próximos meses.

Canal Rural

ECONOMIA

Dólar fica estável ante real em dia de dados positivos da China

O dólar à vista fechou a sexta-feira praticamente estável ante o real, depois de ter sustentado leves perdas durante a maior parte sessão sob influência do exterior, onde o viés também era de baixa para a moeda norte-americana após a divulgação de dados positivos sobre a economia

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8716 reais na venda, com variação negativa de 0,02%. Na semana, a moeda acumulou queda de 2,21%. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,08%, a 4,8835 reais. Pela manhã, o dólar chegou a sustentar leves ganhos ante o real em alguns momentos, mas o viés negativo para a moeda acabou prevalecendo, assim como ocorria no exterior. Os dados divulgados pela China — considerados positivos – deram força a moedas de países exportadores de commodities, como o real, em meio à leitura a economia do gigante asiático começa a reagir a estímulos recentes. A Agência Nacional de Estatísticas informou que a produção industrial chinesa aumentou 4,5% em agosto em relação ao mesmo mês do ano anterior, ace ante o ritmo de 3,7% de julho e superando as expectativas de aumento de 3,9% em pesquisa da Reuters com analistas. As vendas no varejo aumentaram 4,6% em agosto, no crescimento mais rápido desde maio. Isso se compara a um aumento de 2,5% em julho e a uma alta esperada de 3%. “Os indicadores mais recentes mostram que o que foi feito de política econômica na China está começando a aparecer agora”, pontuou Alex Martins, anal câmbio da Nova Futura. “E o fluxo cambial no Brasil é mais favorável justamente na via comercial. Então, qualquer número positivo na China tem influência muito grande na cotação do dólar.” Martins cita ainda a política monetária dos EUA como um fator favorável à queda recente do dólar ante o real. Segundo ele, os números do mercado norte-americano elevaram a percepção de que o Federal Reserve pode não subir mais os juros, o que tem pesado nas cotações do dólar. A sexta-feira também foi marcada por nova alta do petróleo no mercado internacional — um fator que, segundo analistas ouvidos pela Reuters tem contribuído para a valorização do real em detrimento do dólar. Ainda que os principais fatores de influência para o dólar fossem baixistas, a divisa à vista oscilou em margens estreitas no Brasil e encerrou praticamente estável.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com NY, mas sobe 3% na semana

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, com o viés negativo em Wall Street corroborando realização de lucros no pregão brasileiro após quatro altas seguidas, em sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre ações

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,53%, a 118.757,53 pontos, tendo oscilado entre a mínima de 118.666,46 pontos e a máxima de 119.780,2 pontos no dia. O volume financeiro somou 29,6 bilhões de reais. Apesar de tal desempenho, ainda assim o Ibovespa acumulou um avanço de 2,99% na semana. Em Nova York, os principais índices acionários recuaram, em meio ao declínio de ações de fabricantes de chips por preocupações com a demanda e tendo como pano de fundo a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. De acordo com o gestor de renda variável da Western Asset César Mikail, o cenário externo tem dado o tom no mercado brasileiro, e as atenções estão voltadas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Há um percentual grande de investidores esperando que o banco central norte-americano não aumentará os juros na próxima semana, embora exista a possibilidade de um novo acréscimo em novembro, acrescentou. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed anuncia na próxima quarta-feira sua decisão de política monetária, e a perspectiva é de que a taxa de juros permaneça na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. Mikail ainda destacou que o desempenho do Ibovespa na semana encontrou suporte nas commodities, na esteira de alguns números econômicos melhores na China conhecidos nos últimos dias, quando também foram anunciadas medidas de estímulo.

REUTERS

Vendas no comércio varejista crescem 0,7% em julho, diz IBGE

As vendas no comércio varejista cresceram 0,7% em julho na comparação com o mês anterior

É o segundo mês consecutivo de alta. Em junho, o crescimento havia sido de 0,1%. No acumulado do ano, o resultado é positivo em 1,5%. Em 12 meses, há uma expansão de 1,6%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta foi de 2,4%. Com os resultados desta quarta-feira, o comércio varejista está 2,2% abaixo do nível recorde da série, de outubro de 2020. Na comparação entre julho e junho, quatro das oito atividades avaliadas pelo IBGE tiveram crescimento de vendas. O destaque ficou com o segmento equipamentos e material para escritório informática e comunicação, com alta de 11,7%. A segunda maior alta foi no setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que apresentou expansão de 8,4%. “A alta vem muito por conta de base de comparação baixa, mas também houve promoções pontuais. Algumas grandes lojas realizaram uma espécie de antecipação de Black Friday. Embora tenha sido algo bastante específico, focado, e não tenha atingido a atividade como um todo, foi suficiente pra dar essa virada de trajetória.” Responsável por mais de 45% do setor de comércio, o ramo hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve crescimento de 0,3% ante junho. Nos últimos dois anos, esse segmento soma alta de 1,7%. Para o IBGE, o resultado positivo é reflexo de uma pressão menor da inflação. “Uma vez que diminuiu a pressão dos preços dos alimentos, a demanda tem margem para crescimento”, afirmou Cristiano Santos. A outra atividade que fechou julho com número positivo foi artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,1%). Apresentaram queda em julho as atividades tecidos, vestuário e calçados (-2,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,6%); móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e combustíveis e lubrificantes (-0,1%).  No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas teve retração de 0,3% ante junho. A forte queda nas atividades de veículos e motos, partes e peças (-6,2%) influenciou o resultado. “A política de mudança fiscal que culminou na redução do preço de alguns automóveis acabou se concentrando mais em junho, quando o setor registrou crescimento 8,8%”, justificou o gerente da pesquisa. Nos últimos 12 meses, o varejo ampliado tem alta acumulada de 2,3%.

AGÊNCIA BRASIL

Exportações do agro somam US$ 15,63 bilhões e batem recorde para os meses de agosto

Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações somaram US$ 112,68 bilhões, alta de 4,2%

As exportações brasileiras de produtos do agronegócio subiram 6,6% em agosto deste ano, atingindo US$ 15,63 bilhões. O valor correspondeu a 50,4% do total exportado pelo Brasil. Segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), dois fatores explicam o resultado de agosto: aumento da quantidade exportada e redução de preços. O primeiro fator está relacionado à safra recorde de grãos colhida em 2022/2023, que ampliou a capacidade de excedente exportável. O outro fator trata do recuo dos preços internacionais dos alimentos. Para os analistas da SCRI, os produtos que merecem destaque no mês são o milho, a soja em grãos, o farelo de soja, o açúcar e a carne de frango in natura. O milho bateu recorde mensal da série histórica em valor e quantidade. Já para os meses de agosto, a soja em grãos e o farelo de soja bateram recorde de valor e quantidade. Ainda para os meses de agosto, o açúcar e a carne de frango in natura bateram recorde de volume. As vendas externas de soja em grãos atingiram recorde de US$ 4,19 bilhões para os meses de agosto, com alta de 12,3%. O volume exportado também foi recorde, com 8,39 milhões de toneladas (+41,1%). A China, como o principal destino deste produto, ampliou a participação de US$ 2,72 bilhões para US$ 3,15 bilhões. Já o farelo de soja registrou vendas de US$ 1,19 bilhão, cifra obtida em função do volume recorde exportado para o mês de 2,41 milhões de toneladas. A União Europeia continua como principal importadora do farelo de soja brasileira com aquisições de US$ 504,29 milhões, o equivalente a 1 milhão de toneladas. As vendas externas de milho alcançaram 9,33 milhões de toneladas, quantidade recorde para a série histórica iniciada em 1997. O valor atingiu US$ 2,21 bilhões no mês pesquisado. A China importou praticamente um quarto das exportações do cereal. O Brasil exportou 425 milhões de toneladas de carne de frango in natura, com expansão de 3,3%, o que equivale à cifra de US$ 780 milhões. O açúcar registrou vendas externas de US$ 1,78 bilhão, com alta de 48,7% e a quantidade exportada foi de 3,63 milhões de toneladas (+23,0%), recorde para os meses de agosto. A China também é a maior compradora da carne de frango in natura e de açúcar brasileiro. Entre janeiro e agosto deste ano, as exportações somaram US$ 112,68 bilhões, alta de 4,2%. O incremento se deve a expansão da quantidade exportada, mesmo com recuo de 5,2% no índice de preços. As vendas de soja em grãos, açúcar e milho foram os produtos que mais contribuíram para o desempenho favorável no acumulado do ano.

MAPA

EMPRESAS

Viposa e Vancouros se unem e criam empresa de R$ 3,1 bi

Fusão criará companhia Viva que terá capacidade de processamento de sete milhões de unidades de couro ao ano

Após cinco anos de negociações e seis joint ventures, as indústrias brasileiras de couros Viposa e Vancouros decidiram unir as duas operações e criar a Viva S/A, empresa que nascerá com faturamento de R$ 3,1 bilhões. O pedido de fusão acaba de ser protocolado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que avalia os efeitos do negócio sobre a concorrência. A Viva terá uma capacidade de processamento de sete milhões de unidades de couro ao ano, consolidando-se como uma das maiores indústrias do segmento no país. Atualmente, as duas empresas fornecem couros às indústrias automobilística, de mobiliário e moda. “As estradas das nossas empresas eram paralelas e se cruzaram no ano de 2001 quando nós montamos uma planta em Sinop, no Mato Grosso”, disse o diretor-presidente da Vancouros, Edson Vanzella Pereira de Souza. A primeira parceria, afirmou, foi uma saída para evitar uma concorrência predatória entre as duas empresas, ambas com interesse na região. “Os nossos maiores concorrentes não estão dentro do Brasil, eles estão lá fora. A gente compete muito com os produtos chineses e eles têm custos extremamente baixos”, acrescentou. Desde então, a união tem sido a estratégia das duas companhias para aumentar a eficiência e reduzir custos, segundo ele. Além do segmento de couros e curtumes, os investimentos conjuntos nas últimas duas décadas incluíram a abertura de duas indústrias químicas para atender as próprias operações com couros e, mais recentemente, uma fábrica de gelatinas (a Gelprime) em Ibiporã (PR). “Através da Viva S/A a gente inaugura uma nova fase transformando o couro, além de revestimento, em proteína. Era uma possibilidade que existia e que estava sendo usada por grandes players no mercado, mas nunca pela indústria de couro”, disse Vanzella, em referência à gelatina. Segundo ele, a Viva será a primeira indústria exclusivamente de couro do mundo a aproveitar a pele animal para produção de gelatina, algo já feito por frigoríficos que atuam nesse mercado. Hoje, a unidade tem produção de 8 mil toneladas de gelatina ao ano, e a previsão é de que triplique a operação até 2028. Também até esse ano, estão previstas a abertura de mais uma planta para processamento de couro e a internacionalização das operações com a instalação de filiais na América Latina e na América do Norte. A meta, segundo ele, é dobrar o faturamento nos primeiros quatro anos de operação. Além dos avanços na operação, a fusão permitirá uma mudança de patamar do ponto de vista financeiro, segundo Vanzella. “A gente muda de patamar e passa a ter uma capacidade maior de financiabilidade e de bancabilidade”, disse. A fusão da Viposa e da Vancouros ocorre num momento difícil para o setor de couros e curtumes. Diante da expectativa de retomada do consumo, com o paulatino controle da pandemia de Covid-19, o preço médio do couro no Rio Grande do Sul chegou a passar dos R$ 4,47 o quilo em outubro de 2021, mas o contexto inflacionário global freou a retomada esperada fazendo com que os preços caíssem para R$ 1 o quilo em dezembro do ano passado, segundo levantamento da Scot Consultoria.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos fecham a semana em estabilidade

A Scot Consultoria informou que os preços da carcaça especial seguiram estáveis e estão precificados em R$ 9,80 por kg. Os valores para o suíno CIF não tiveram alterações e estão cotados em R$ 128,00/@.

O preço do animal vivo em Minas Gerais está cotado em R$ 6,87/kg e seguiu estável, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última quinta-feira (14). Já no estado do Paraná ficou precificado em R$ 6,44/kg e com baixa de 0,31%. O preço do animal vivo no estado de São Paulo está em R$ 6,64/kg e seguiu estável. Em Santa Catarina, o preço do animal vivo não teve alteração e está em R$ 6,27/kg.  Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno permaneceu com estabilidade e está em R$ 6,17/kg. Segundo as informações do Cepea, os preços do suíno vivo e da carne suína voltaram a subir neste início de setembro em todas as praças acompanhadas. “Os valores foram impulsionados pela típica elevação da demanda no início de cada mês, devido ao pagamento dos salários, e pelo consequente maior poder de compra da população. O aumento da procura por carne suína também intensificou a procura da indústria por animais em peso ideal para abate, o que elevou as cotações do vivo”, informou o Cepea.

Cepea/Esalq

Frango no atacado paulista teve queda de 1,43%

A Scot Consultoria informou que as cotações para o frango na granja na praça paulista não tiveram reajuste e seguiu estável em R$ 5,00 por kg

A cotação do frango vivo no estado de Santa Catarina seguiu estável e está em R$ 4,28/kg, conforme a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No Paraná, a cotação do frango vivo teve alta de 1,13% e está em R$ 4,47/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea na quinta-feira (14), o preço do frango congelado apresentou ganho de 10,98% e está em R$ 7,19/kg. Já a cotação do frango resfriado teve alta de 1,12% e está sendo negociado em R$ 7,25/kg. Segundo o Cepea, a demanda aquecida desta primeira quinzena de setembro – devido ao pagamento de salários – e a disponibilidade mais enxuta no mercado interno impulsionaram com força os valores dos produtos de origem avícola nos últimos dias, segundo levantamento do Cepea. No mercado de cortes e miúdos da Grande São Paulo, especificamente, o filé de peito foi o que apresentou a valorização mais intensa, evidenciando sua boa liquidez no mercado nacional.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Carne registra forte valorização nesta 1ª quinzena de setembro

 A demanda aquecida desta primeira quinzena de setembro – devido ao pagamento de salários – e a disponibilidade mais enxuta no mercado interno impulsionaram com força os valores dos produtos de origem avícola nos últimos dias, segundo levantamento do Cepea

No mercado de cortes e miúdos da Grande São Paulo, especificamente, o filé de peito foi o que apresentou a valorização mais intensa, evidenciando sua boa liquidez no mercado nacional.

Cepea

Focos de gripe aviária sobem para 102, nenhum em ave comercial

O Brasil tinha 102 focos de influenza aviária de alta patogenicidade confirmados até a noite de domingo (17), nenhum deles em ave do setor produtivo, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

Entre os dias 13 e 15 de setembro, sete novos focos foram confirmados em aves silvestres: seis no litoral de São Paulo (2 em Santos e outros no Guarujá, Itanhaém, Praia Grande e Bertioga) e um no Rio de Janeiro (São João da Barra). Entre os casos confirmados até agora, cem foram em aves silvestres e dois em aves domésticas, de subsistência. Nove investigações de casos suspeitos da doença estavam em andamento. Desde a confirmação do primeiro caso em 15 de maio, 1.861 investigações de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves foram realizadas no país. Entre essas, 480 com coletas de amostras. O estado com o maior número de focos é o Espírito Santo (28 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), seguido de São Paulo (27 em aves silvestres), Rio de Janeiro (18 em aves silvestres), Paraná (12), Santa Catarina (10 em aves silvestres e 1 em ave de subsistência), Bahia (4) e Rio Grande do Sul (1). O Brasil continua considerado livre de influenza aviária de alta patogenicidade, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), já que não possui caso confirmado da doença em ave do setor produtivo.

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