CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1960 DE 17 DE ABRIL DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 1960 |17 de abril de 2023

 

NOTÍCIAS

Semana fecha com preços estáveis em SP

Pelos dados da Scot Consultoria, na sexta-feira, o boi gordo “comum” (direcionado ao mercado interno) ficou em R$ 275/@ na praça paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas foram negociadas por R$ 252/@ e R$ 267/@ (preços brutos e a prazo)

A cotação do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) segue valendo R$ 285/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), uma desvalorização acima de R$ 10/@ frente aos preços registrados logo após o fim do embargo chinês à carne bovina brasileira.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi: preços caem com escalas confortáveis

Oferta de boi gordo segue em ritmo crescente, com aumento no descarte de matrizes, em especial no Centro-Norte brasileiro

O mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos nesta sexta-feira (14). As informações são da Safras & Mercado. Preços do boi gordo caem devido às escalas de abate confortáveis dos frigoríficos. Oferta de boi gordo segue em ritmo crescente, com aumento no descarte de matrizes, em especial no Centro-Norte brasileiro. Preços da arroba do boi gordo em São Paulo ficam em R$ 276, em Dourados (MS) em R$ 269, em Cuiabá em R$ 249, em Goiânia em R$ 260 e em Uberaba em R$ 275. Preços da carne bovina no atacado ficam acomodados, com menor apelo ao consumo na segunda quinzena do mês e proteínas concorrentes mais competitivas, em especial a carne de frango. Preços do quarto traseiro ficam em R$ 20,35 por quilo Quarto dianteiro em R$ 15 por quilo. E ponta de agulha em R$ 15,10 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Brasil e China avançam na certificação eletrônica de produtos de origem animal

O Ministério da Agricultura do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República da China (GACC) criaram um plano de trabalho de cooperação na certificação eletrônica para produtos de origem animal, “buscando mais celeridade e segurança nas transações comerciais entre os países”, conforme comunicado

A China é a maior compradora de carnes do Brasil. Em nota, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro afirmou que o trabalho pode “ampliar as exportações e importações de forma mais segura”. A proposta foi assinada pelo Ministro da Agricultura e Pecuária durante o encontro oficial do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Presidente da China, Xi Jinping, na sexta-feira, em Pequim. Conforme o plano de trabalho, o ministério e a GACC farão a avaliação da viabilidade de intercâmbio de dados relacionados à certificação eletrônica e, a partir daí, promoverão os ajustes necessários nos sistemas utilizados no Brasil e na China. Os órgãos determinarão os modelos de certificados veterinários a serem utilizados. Os certificados sanitários internacionais para produtos de origem animal são documentos essenciais para o comércio internacional e contêm informações que comprovam o atendimento aos requisitos sanitários e de segurança dos alimentos, lembrou o ministério.

Reuters

Economia

Dólar cai pela quarta sessão ante o real e encerra semana abaixo de 5 reais

Após o recuo de quase 3% do dólar nas últimas três sessões, um novo fechamento leva a baixa pelo quarto dia seguido

Além do movimento técnico visto mais cedo, o avanço do dólar no exterior trazia um viés de alta para a moeda norte-americana no Brasil, que não se sustentou durante a tarde. Profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que o otimismo em relação ao novo arcabouço fiscal segue limitando a alta da moeda norte-americana. O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9162 reais na venda, em baixa de 0,23%. Este é o menor valor de fechamento para a moeda norte-americana desde 8 de junho de 2022, quando foi cotada a 4,8906 reais. Na semana, a moeda norte-americana acumulou baixa de 2,81%. Na B3, às 17:17 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,26%, a 4,9260 reais. Segundo Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital, o fato de o diferencial de juros entre Brasil e EUA seguir favorável para a atração de investimentos tem impedido uma alta mais intensa da moeda norte-americana. “Isso está limitado pelo nosso colchão de juros. Enquanto a Selic estiver em 13,75% ao ano, não tem como o dólar subir tanto”, avaliou. “E também não temos estresse na área fiscal ou ruídos vindos do governo”, completou. Além de atrair investimentos em portfólio, o Brasil tem recebido dólares pela via comercial, lembrou o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel. No exterior, o dólar seguia em alta neste fim de tarde. Pela manhã, o Banco Central vendeu 14.000 dos 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de junho.

Reuters

Ibovespa fecha dia no vermelho, mas tem melhor semana de 2023

O Ibovespa fechou em leve queda na sexta-feira, alinhado com Wall Street, mas garantiu, ainda assim, a maior alta semanal de 2023 após um IPCA de março abaixo do esperado elevar a perspectiva de um corte na taxa de juros do país antes do previsto

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,17%, a 106.279,37 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 5,41%, a maior desde dezembro de 2022. O volume financeiro na sessão somou 21,3 bilhões de reais. Autoridades brasileiras fizeram diversas declarações na sexta-feira, no encerramento de viagem de comitiva do governo à China, incluindo do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas as falas não geraram movimentos relevantes na bolsa, que seguiu a onda externa. Também foi vista certa correção dos movimentos do início da semana, segundo agentes de mercados ouvidos pela Reuters, à medida que até quarta-feira, a bolsa havia subido 6%. “O que aconteceu nesta semana foi uma descompressão de risco”, disse Eduardo Carlier, Co-Diretor de Gestão da Azimut Brasil Wealth Management, citando o IPCA abaixo do esperado na terça-feira –quando o Ibovespa subiu mais de 4%– como o principal fator. A elevação de 0,71% dos preços em março, contra expectativa dos analistas de 0,78%, elevou a expectativas de que o Banco Central corte a Selic, atualmente em 13,75% ao ano, antes do que era esperado, com algumas apostas apontando para possibilidade de redução já no começo do segundo semestre. Carlier mencionou que uma leitura positiva da proposta de arcabouço fiscal, ao menos frente ao que era esperado inicialmente, e uma perspectiva de que o ciclo de alta de juros do Federal Reserve (Fed) pode estar próximo do fim, também ajudaram o Ibovespa na semana.

Reuters

Vendas no varejo crescem 1,2% em março, diz índice da Cielo

As vendas do varejo nacional no mês passado subiram 1,2% em termos deflacionados sobre março de 2022, segundo dados divulgados na sexta-feira pela empresa de meios de pagamento Cielo

O indicador ICVA de março apontou crescimento nominal de 7,3% nas vendas do período. Por setores, as vendas de serviços encolheram 2,6% desconsiderando a inflação, enquanto bens duráveis sofreram queda de 6,2%, com destaques para recuos em materiais de construção e vestuário. Bens não duráveis tiveram alta de 6,7% nas vendas deflacionadas em março sobre um ano antes. “O segmento de Drogarias e Farmácias foi um dos mais importantes. Acreditamos que tenha ocorrido uma antecipação de compras em março por causa da alta de preços prevista para abril”, afirmou o vice-presidente de produtos e tecnologia da Cielo, Carlos Alves, em comunicado. O ICVA é calculado mensalmente com base em dados de vendas de 1,1 milhão de varejistas credenciados à Cielo.

Reuters

Serviços têm contração no Brasil em janeiro após pico da série

O setor de serviços brasileiro registrou forte contração de volume em janeiro, iniciando o ano em tom negativo após chegar em dezembro ao ponto mais alto da série histórica, em um cenário de desafios com o aumento dos juros e a perda de força da economia global

Em janeiro, o volume de serviços no país teve recuo de 3,1% na comparação com o mês anterior, informou na sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), maior taxa negativa desde março de 2021, período da segunda onda de Covid-19, e pior resultado para o mês na série, iniciada em 2011. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, no entanto, houve expansão de 6,1%. O setor de serviços vem de dois anos seguidos de resultados positivos alimentados pela reabertura da economia após a pandemia de Covid-19, mas neste ano não deve ganhar muito mais força, uma vez que, assim como o restante da economia, passa a sentir com mais força os efeitos defasados da elevação nos juros no país, além da desaceleração da economia global. De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, a queda de janeiro elimina o ganho acumulado de 3,0% nos dois últimos meses de 2022. Ele ressalta, entretanto, que a base de comparação está em um patamar elevado. “O setor de serviços continua muito próximo do seu ponto mais alto da série, alcançado no mês passado, o que o coloca em um patamar 10,3% acima do nível pré-pandemia”, disse ele. “É cedo para falar em uma inflexão dos serviços por conta dessa queda em janeiro. Precisamos esperar mais dados para saber se foi algo pontual ou se com o tempo vai se distanciar do pico de dezembro”, completou Lobo. O IBGE destacou o desempenho do setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios, cuja queda de 3,7% no volume exerceu a maior influência negativa no resultado do mês. “A queda do setor é explicada pela parte de armazenagem, que recuou 9,0%, com destaque negativo para gestão de portos e terminais; assim como o transporte aéreo de passageiros, que recuou 5,9% no mês”, explicou Lobo. Também foi destaque negativo o setor de outros serviços, com recuo de 9,9% em janeiro sobre dezembro, em um movimento decorrente de receitas atípicas recebidas no mês anterior pelas empresas que atuam nos segmentos de serviços financeiros auxiliares. O índice de atividades turísticas, por sua vez, avançou 0,5% frente ao mês imediatamente anterior, segundo resultado positivo seguido, acumulando ganho de 5,3%. Segundo o IBGE, o segmento de turismo está 2,5% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 4,6% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Reuters

Conab estima produção de grãos em 312,5 milhões de toneladas na safra 2022/23

Com a entrada da fase final da colheita das culturas de primeira safra, a produção de grãos no Brasil no ciclo 2022/23 está estimada em 312,5 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de 40,1 milhões de toneladas quando comparada com a temporada 2021/22 – alta de 15%

No caso da área plantada, é esperado um crescimento de 3,3%, o que corresponde à incorporação de 2,5 milhões de hectares, chegando a 77 milhões de hectares. Os dados estão disponíveis no 7º Levantamento da Safra de Grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O bom desempenho é explicado não só pelo aumento de área, como também pela melhoria da produtividade de culturas como soja, milho, algodão, girassol, mamona e sorgo. No entanto, o resultado consolidado ainda depende do comportamento climático, fator preponderante para o desenvolvimento das culturas de 2ª e 3ª safras. A soja segue como o produto com maior volume colhido no país, com uma produção estimada em 153,6 milhões de toneladas. Com índice de colheita em 78,2%, conforme indica o Progresso de Safra divulgado nesta semana pela Companhia, a boa produtividade nas lavouras segue sendo confirmada e está estimada em 3.527 quilos por hectare. Para o milho, a Conab aponta para um aumento tanto em área como em produção. O cultivo do cereal está estimado em 21,97 milhões de hectares, acréscimo de 1,8%, com aumento para a área semeada na 2ª safra e redução na 1ª. Já a colheita total do grão está estimada em 124,88 milhões de toneladas, influenciada pelo incremento da produção de 8,8% na 1ª safra e de 11% na 2ª, podendo chegar a 27,24 milhões de toneladas e 95,32 milhões de toneladas, respectivamente. Outro produto que apresenta crescimento é o sorgo, influenciado pela perda da janela ideal de plantio do milho em algumas regiões produtoras e por ser um produto mais resistente à estiagem, a produção do grão pode ultrapassar as 3,7 milhões de toneladas nesta safra. Já para o arroz, a produção estimada é de 9,94 milhões de toneladas. O menor volume produzido é explicado pela queda na área destinada ao produto, aliada às condições climáticas adversas registradas no desenvolvimento da cultura, sobretudo no Rio Grande do Sul, maior produtor do grão. Queda também na área total a ser semeada de feijão, podendo chegar a 2,76 milhões de hectares. Somando as 3 safras, a produção deve ficar em 2,95 milhões de toneladas. Neste levantamento, a Companhia ajustou as estimativas de exportação de soja da safra 2022/23, com expectativa de atingir um volume de 94,35 milhões de toneladas. A estatal também alterou as projeções de consumo interno para o óleo de soja, que passam de 9,15 milhões de toneladas para 8,29 milhões de toneladas.

CONAB

Frangos & Suínos

Suínos: Estabilidade na sexta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 120,00/R$ 125,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 9,80 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (13), houve leve alta de 0,48% apenas em Santa Catarina, chegando a R$ 6,33/kg. Ficaram estáveis os valores em Minas Gerais (R$ 6,47/kg), Paraná (R$ 6,36/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,48/kg), e São Paulo (R$ 6,61/kg).

Cepea/Esalq

Preços do frango em queda ou estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,80/kg, enquanto o frango no atacado caiu 1,54%, custando R$ 6,40/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o valor ficou inalterado em R$ 4,32/kg, enquanto o Paraná teve recuo de 1,42%, custando R$ 4,86/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (13), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preços, custando, respectivamente, R$ 6,70/kg e R$ 6,74/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Após recordes em março, exportação começa abril em ritmo intenso

O setor avícola nacional acredita que o desempenho das exportações brasileiras de carne de frango em abril seja parecido com o de março, quando as vendas externas da proteína (considerando-se produtos in natura e processados) atingiram recordes em volume e em receita, considerando-se toda a série história da Secex, iniciada em 1997

Na parcial deste mês, a Secex aponta que os embarques diários seguem intensos, registrando média de 32,6 mil toneladas, bem acima das 20,4 mil toneladas de abril do ano passado. Em março, o resultado recorde foi garantido pelos maiores embarques ao Japão, China e México – de fevereiro para março, o crescimento nos envios a estes destinos foram de respectivos 78%, 48% e 50%.

Cepea

EUA começam a testar vacinas contra gripe aviária para aves após surto recorde

O governo dos Estados Unidos está testando várias possíveis vacinas contra a gripe aviária para aves, disseram autoridades na sexta-feira, depois que mais de 58 milhões de frangos, perus e outras aves morreram no pior surto da história do país

Os testes, conduzidos pelo Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), são o primeiro passo de um longo processo rumo ao possível uso de vacinas para proteger as aves do vírus letal. Não há garantia de que o governo finalmente aprovará seu uso. A gripe aviária, também conhecida como influenza aviária altamente patogênica (HPAI), matou centenas de milhões de aves em todo o mundo, aumentando o interesse em vacinas. O vírus é amplamente disseminado por aves selvagens que o transmitem às aves domésticas. Os dados iniciais de um estudo nos EUA com uma única dose de uma vacina são esperados para maio, enquanto os resultados de estudos sobre regimes de vacina de duas doses são esperados para junho, disse o USDA. Se os testes forem bem-sucedidos e o USDA decidir continuar o desenvolvimento, levará pelo menos 18 a 24 meses para que uma vacina que corresponda ao vírus atual esteja disponível comercialmente, disse à agência. Anteriormente, os governos se concentravam em abater bandos infectados para controlar o vírus devido a preocupações de que as vacinas pudessem mascarar a propagação da gripe aviária e prejudicar as exportações para países que proibiram aves vacinadas por temores de que as aves infectadas pudessem escapar. O USDA disse na sexta-feira que sua “estratégia atual de eliminar e erradicar o HPAI… continua sendo a estratégia mais eficaz porque funciona”. A França disse na semana passada que encomendou 80 milhões de doses de vacinas para começar um programa de vacinação em patos no outono se os resultados finais do teste forem positivos, o primeiro membro da União Europeia a iniciar tal plano.

REUTERS

INTERNACIONAL

Onda verde derruba consumo de carne vermelha na Alemanha

Alemães comeram cerca de 52 quilos de carne por pessoa em média em 2022, uma queda de 4,2 quilos em relação ao ano anterior. “Uma possível razão para o declínio do consumo de carne pode ser a tendência contínua de uma dieta baseada em vegetais.”

Essa é uma das justificativas do Centro Federal de Informações para a Agricultura (BZL, na sigla original) da Alemanha para a queda no consumo de carne no país, o que vem acontecendo de forma regular há três anos. O BZL acaba de divulgar os dados do 2022, quando os alemães deglutiram cerca de 52 quilos de carne por pessoa em média, uma queda de 4,2 quilos em relação ao ano anterior. É o nível mais baixo desde pelo menos a reunificação das duas Alemanhas, em 1989, quando esses cálculos de consumo começaram. Para Tanja Dräger, especialista do think tank alemão Agora Agriculture ouvida pela reportagem, “os padrões de bem-estar animal na produção pecuária e o impacto climático do consumo de carne têm sido objeto de um debate público ativo por mais de dez anos na Alemanha”. “Como a nutrição é responsável por até 25% das emissões de gases de efeito estufa de uma pessoa na Alemanha e a carne é o principal fator [nessa equação], mudar a base das dietas em direção aos vegetais é uma contribuição importante para alcançar nossas metas climáticas.” Dados do Agora indicam que, em 2021, cerca de 10% dos alemães seguiam uma alimentação vegetariana, e 2%, vegana. Uma parcela crescente da população se descreve como flexitariana, comendo carne apenas ocasionalmente. Consumir menos carne e mais vegetais é uma tendência impulsionada pelos hábitos alimentares da geração mais jovem. Em comparação com a população geral, no grupo de 15 a 29 anos há o dobro de pessoas que seguem uma dieta vegetariana ou vegana. Além disso, o mercado de proteína à base de plantas está em franca expansão, e cresceu 42% desde 2020. Em comparação com o restante da Europa, a Alemanha é de longe o maior mercado de alimentos à base de plantas, seguida pelo Reino Unido, Itália, Espanha e França. A tendência de queda não acontece apenas no território germânico. Dados do site alemão Statista mostram que, nos últimos três anos, o consumo de carne está caindo em oito de nove países tabulados: além de Alemanha e Reino Unido, há Espanha, Itália, Holanda, Finlândia, Polônia e França. Apenas a República Tcheca não apresentou diminuição, mas sim o mesmo número. No Reino Unido, a queda vem desde 2008. A média de 52 quilos por alemão divulgados pelo BZL soma carnes bovina, suína e de frango, divididas da seguinte maneira: cerca de 9 quilos de boi, 13 de frango e 29 de porco. Analisando as estatísticas, observa-se que os alemães vêm diminuindo o uso de carne bovina e de porco e aumentando a de frango.

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