
Ano 9 | nº 1955 |10 de abril de 2023
NOTÍCIAS
A cotação do boi gordo terminou a semana estável
Após a queda nos preços para o mercado interno (R$2,00/@), e para o mercado exportador (R$10,00/@), a semana termina com as cotações estáveis. A semana curta, devido ao feriado em 7/4, permitiu o alongamento das escalas e as ofertas de compra menores nas praças pecuárias em São Paulo
Para o boi, a cotação referência está em R$285,00/@, para a vaca está em R$257,00/@ e para novilha R$275,00/@, preços brutos e a prazo. A cotação do “boi China” está em R$290,00/@, preço bruto e a prazo. Na região Oeste do Maranhão, as cotações para o boi e novilha estão estáveis, e a cotação da vaca subiu R$2,00/@. A cotação do boi está em R$240,00/@, da vaca em R$217,00/@ e da novilha em R$220,00/@, preços brutos e a prazo. Na região Sudeste de Rondônia, queda de R$3,00/@ para a novilha, enquanto para o boi e a vaca as cotações seguiram estáveis. Assim, a referência para o boi, vaca e novilha está apregoada em R$237,00/@, R$215,00/@ e R$ 227,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Governo anuncia fim de restrições da Rússia à carne bovina brasileira
Russos impuseram embargo à proteína de animais com mais de 30 meses de idade que fossem abatidos no Pará após caso de “vaca louca” no Estado
O governo federal anunciou na sexta-feira fim do embargo russo à carne bovina brasileira exportada a partir do Pará. A Rússia impôs as restrições em março, após a confirmação de um caso atípico de “vaca louca” em Marabá, no sul do Estado, no dia 22 de fevereiro. Em comunicado, o governo destacou que o fim das restrições russas se soma à reabertura do mercado das Filipinas, em 28 de março, e representa a plena normalização do comércio do produto com a Rússia. No dia 1º de março, o país impôs o embargo à carne de animais com mais de 30 meses de idade que fossem abatidos no Pará. O governo federal explicou que, diferentemente da forma clássica da chamada “vaca louca”, a forma atípica é decorrência natural no rebanho e não apresenta risco à saúde pública. Em 2022, as exportações de carne bovina para Rússia somaram cerca de US$ 165 milhões. Foram exportadas o equivalente a 24 mil toneladas do produto. As Filipinas são o sexto destino das exportações da carne bovina no Brasil, somando 275 milhões de dólares em 2022. O governo brasileiro comunicou também que o Ministério das Relações Exteriores (MRE) segue atuando desde a ocorrência no Pará para evitar fechamentos indevidos de mercados.
VALOR ECONÔMICO
Boi/Cepea: Embarque no 1º trimestre registra 2º melhor desempenho da história
De janeiro a março deste ano, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 411,08 mil toneladas, abaixo apenas das vendas registradas no mesmo período de 2022 (queda de 12,36%), quando os envios foram recordes para um primeiro trimestre, segundo dados da Secex
Já frente ao primeiro trimestre de 2021, observa-se forte aumento de 19,75% no volume escoado ao mercado externo. Pesquisadores do Cepea indicam que a suspensão dos envios de carne bovina à China por um mês evitou que o resultado fosse ainda melhor em 2023. No mercado brasileiro, as vendas externas em bom desempenho também influenciaram a recuperação dos preços do boi gordo, sobretudo na segunda quinzena de março. No acumulado do último mês, o Indicador CEPEA/B3 (estado de São Paulo) avançou expressivos 10,45%, fechando a R$ 295,95 no dia 31.
Cepea
Portaria proíbe vacinação contra febre aftosa em sete unidades da Federação
A medida dá continuidade ao avanço do Plano Estratégico que tem como objetivo criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria n0 574 que proíbe o armazenamento, a comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa no Distrito Federal e nos estados do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins pertencentes ao Bloco IV do Plano Estratégico 2017-2026, do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA). “O Brasil tem um plano estratégico para se tornar livre de febre aftosa sem vacinação, com reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), até 2026 e essa proibição, nesses sete estados, faz parte desse Plano”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Animal, Eduardo de Azevedo. As sete unidades Federativas, que não precisarão mais vacinar seu rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa, somam aproximadamente 113 milhões de cabeças, representando cerca de 48% do rebanho total do País. A retirada da vacinação suspende alguns custos, gerando um benefício imediato aos produtores e uma oportunidade para que parte dos recursos seja redirecionado para ajudar no custeio e investimentos necessários à manutenção do status sanitário alcançado. O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de carne bovina do mundo, sendo responsável por cerca de 15% da produção global de carne bovina e por 20% das exportações mundiais. Em 2022, o Brasil exportou mais de 2,26 milhões de toneladas de carne bovina, gerando uma receita de cerca de US$ 13 bilhões. Além disso, o setor pecuário é responsável por cerca de 30% do PIB do agronegócio brasileiro, que representa cerca de 21% do PIB total do país.
MAPA
Programa de conversão de pastagens pode prejudicar a produção brasileira de carne bovina
Anunciada como uma das principais ações para o campo neste terceiro governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a conversão de áreas de pastagens degradadas para o aumento da área plantada com grãos preocupa a cadeia produtiva da bovinocultura de corte
Representantes do setor consideram a proposta positiva, mas entendem que ela não deve se limitar à produção de grãos, o que pode provocar desequilíbrio na agropecuária, com impacto nas exportações, no abastecimento interno de carne bovina e na geração de empregos e renda. Lideranças da bovinocultura defendem que o programa de reconversão de áreas degradadas também tenha uma política compatível para a pecuária, permitindo que ela mantenha a produção e aumente a produtividade nas áreas remanescentes de criação de gado. Ou seja, oferecer ao setor condições para que possa investir em tecnologia e tornar as pastagens mais intensivas para continuar garantindo o fornecimento de carne bovina em volumes capazes de atender a demanda doméstica e mundial. O temor é que a pecuária venha a perder competitividade, caso não tenha uma política de sustentação. Isso, alertam, ameaçaria a permanência especialmente dos pequenos e médios frigoríficos no mercado, diminuiria a produção de carne bovina e reduziria o número de empregos e a geração de renda na cadeia produtiva, além de incentivar a expansão da atividade em regiões de fronteira e na Amazônia. Tudo isso, pontuam, vai na contramão do próprio programa do governo Lula. A recuperação de pastagens já faz parte do Plano ABC (agricultura de baixo carbono), mas o governo quer impulsioná-la ainda mais no Plano Safra 2023/24, a ser divulgado em junho. A meta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é reconverter, em duas décadas, 40 milhões de hectares destinados hoje à pecuária, que ocupa um total de 165,2 mi/ha do território brasileiro. A projeção do governo federal é que a incorporação dessa área à agricultura permitirá ao Brasil elevar, de forma sustentável socioambientalmente, a produção de grãos para atender parte substancial da demanda mundial por alimentos em 2050, quando o planeta deve ter 9,7 bilhões de habitantes, conforme estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU). Representantes da pecuária lembram, no entanto, que normalmente a conversão ocorre em áreas de melhor aptidão à agricultura, relegando a pecuária a áreas de menor potencial produtivo ou às regiões de fronteira agrícola. Apontam ainda que a rentabilidade da pecuária costuma ser muito inferior à alcançada pela agricultura de alta tecnologia, destinada normalmente às exportações, o que torna difícil para a pecuária competir em termos de atração investimentos. Leia mais em: https://agroemdia.com.br/2023/04/08/programa-de-conversao-de-pastagens-pode-prejudicar-a-producao-brasileira-de-carne-bovina/
AGROEMDIA
Estatística da pecuária (Oeste – MA)
Apesar da pressão baixista ao longo de março, após a suspensão da exportação, a oferta reduzida de boiadas limitou o viés. Nos últimos trinta dias, o mercado do boi gordo subiu, 4,4% ou R$10,00/@.
A arroba do boi gordo é negociada, atualmente, em R$236,50/@, a prazo e descontado dos impostos (Senar e Funrural), segundo o levantamento da Scot Consultoria. Já a novilha gorda está cotada em R$216,50/@ a prazo e descontado os impostos (Senar e Funrural), incremento de 0,9% ou R$2,00/@, em sete dias. O diferencial de base do boi gordo na praça, em relação a São Paulo, está 18,60% negativo ou R$44,00/@ a menos, com o boi gordo na praça paulista cotado em R$280,50/@, livre de impostos e a prazo. Em curto prazo, com a capacidade de suporte da pastagem ainda favorável ao pecuarista maranhense, o preço deve trabalhar lateralizado, sem descartar altas pontuais.
Scot Consultoria
ECONOMIA
Dólar tem leve alta ante real com investidores buscando proteção antes do feriado
Em uma sessão marcada pela baixa liquidez, o dólar à vista fechou em leve alta ante o real na quinta-feira, com investidores protegendo posições no Brasil antes do feriado de sexta-feira e em sintonia com o movimento da divisa ante outras moedas emergentes
O movimento de busca pelo dólar antes do feriado de Sexta-Feira Santa foi perceptível em especial durante a manhã, quando a divisa dos EUA atingiu as cotações máximas da sessão. Por trás disso estava a intenção de alguns participantes do mercado de se protegerem antes da divulgação dos dados de emprego nos EUA na sexta-feira. Economistas consultados pela Reuters esperam que a criação de vagas de trabalho em março nos EUA tenha sido de 239 mil, após aumento de 311 mil em fevereiro. À tarde, com as mesas de operação já esvaziadas no Brasil, as cotações da moeda norte-americana desaceleraram, mas ainda assim a divisa encerrou no terreno positivo. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0582 reais na venda, em alta de 0,16%. Na B3, às 17:23 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,10%, a 5,0750 reais. No exterior, a moeda norte-americana sustentava no fim da tarde ganhos ante o dólar australiano e o peso chileno, entre outras divisas, e tinha leve alta ante uma cesta de moedas. Às 17:23 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,03%, a 101,900. Na manhã de quinta-feira, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de maio.
REUTERS
Ibovespa tem queda marginal antes de feriado
O Ibovespa fechou com recuo marginal na quinta-feira, tendo operado próximo da estabilidade em grande parte do pregão
Localmente, investidores permaneceram na expectativa pelo início da tramitação da nova proposta de arcabouço fiscal no Congresso, assim como no aguardo de anúncios das medidas do Ministério da Fazenda para elevar a arrecadação. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou com variação negativa de 0,15%, a 100.821,73 pontos, acumulando queda de 1,04% na semana. O volume financeiro somou 15,2 bilhões de reais, contra média diária neste ano –até 5 de abril– de 16,8 bilhões de reais. O número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos na semana passada veio maior do que o mercado esperava, conforme divulgado, o que pesou em Wall Street na abertura, ainda que o dado da semana anterior tenha sido revisto em 48 mil pedidos para cima. O S&P 500 fechou em alta de 0,36% e o Dow Jones ficou praticamente estável. No Brasil, enquanto o mercado aguarda novidades sobre como o governo pretende elevar a arrecadação para sustentar sua proposta de arcabouço fiscal, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a queda da taxa de juros será consequência da nova regra anunciada na semana passada e da reforma tributária que o governo quer aprovar no Congresso. “O principal foco do mercado (na cena local) agora é ver como é que o projeto vai caminhar no Senado e Câmara dos Deputados”, disse Mário Mariante, analista-chefe da Planner Corretora. Ele disse não acreditar que as declarações de Haddad tenham feito preço na sessão. Além disso, Lula disse nesta quinta-feira que se a atual meta de inflação está errada, ela deve ser alterada, e voltou a criticar o atual patamar da taxa de juros, que classificou de “incompreensível”. As falas, no entanto, não geraram grandes movimentações no Ibovespa.
REUTERS
Liberação do crédito rural alcança R$ 267 bilhões em nove meses
De janeiro a março deste ano, foram liberados R$ 55,4 bilhões de crédito rural, que representa 10% a mais do aplicado no mesmo período do ano passado
O desembolso do crédito rural totalizou R$ 267,5 bilhões no Plano Safra 2022/23, no período de julho/2022 até março/2023. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 160 bilhões. Já as contratações das linhas de investimentos totalizaram mais de R$ 72,7 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 21,7 bilhões e as de industrialização, R$ 13 bilhões. De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram realizados 1.473.837 contratos no período de nove meses, sendo 1.069.286 no Pronaf e 167.745 no Pronamp. Os valores contratados pelos pequenos e pelos médios produtores foram, respectivamente, de R$ 43 bilhões no Pronaf e de R$ 40 bilhões no Pronamp, em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização). Os demais produtores formalizaram 236.806 contratos, correspondendo a R$ 185 bilhões de financiamentos contraídos nas instituições financeiras. Entre os programas prioritários de financiamento agropecuário, o Programa ABC+, conhecido como Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, se destaca, com a aplicação de R$ 3,5 bilhões, seguido dos programas de construção de armazém, de inovação e de apoio aos médios produtores rurais, cujas contratações foram, respectivamente, da ordem de R$ 2 bilhões. Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos obrigatórios, no total das contratações, foi de R$ 63 bilhões, e a de recursos da poupança rural controlada atingiu R$ 53 bilhões. As duas fontes somam 43% do total do crédito rural. A demanda por recursos não controlados somou R$ 107,9 bilhões, com destaque para os recursos da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) com R$ 64,1 bilhões, o equivalente a 24% de todos os financiamentos. A região Sul continua com o destaque nos financiamentos do Plano Safra com R$ 89 bilhões. O estado do Rio Grande do Sul lidera o ranking das contratações na região, com 44% das contratações da região, seguido pelo Paraná, com 41%. O Centro-Oeste está em segundo lugar no desempenho do crédito, com R$ 71 bilhões. Nas contratações desta região, Mato Grosso detém a maior parte das contratações (39%). Goiás soma 37% das aplicações da região. No atual governo, de janeiro a março, foram liberados R$ 55,4 bilhões de crédito rural, que representa 10% a mais do aplicado no mesmo período do ano passado, em todas as finalidades do crédito rural (custeio, investimento, comercialização e industrialização). Nos três primeiros meses do ano, o custeio totalizou quase R$ 31,5 bilhões, o financiamento em investimentos alcançou R$ 13,3 bilhões, a comercialização somou R$ 7,9 bilhões e a industrialização, R$ 2,8 bilhões.
MAPA
Poupança sofre resgate líquido de R$6 bi em março
Depois de registrar um saque líquido recorde para o mês em fevereiro, a caderneta de poupança fechou março com um volume ainda expressivo de resgates, mas distante do maior valor já verificado no período, mostraram dados do Banco Central divulgados na quinta-feira
A aplicação financeira mais procurada por brasileiros sofreu um saque líquido de 6,087 bilhões de reais no mês passado, após uma perda de 11,515 bilhões de reais em fevereiro. O maior saque líquido já registrado para março foi de 15,356 bilhões de reais em 2022, ano que terminou com um resgate total recorde de 103,237 bilhões de reais. No mês passado, os saques superaram os depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em 5,665 bilhões de reais. Já na poupança rural, as saídas líquidas foram de 422,4 milhões de reais. No ano, a poupança acumula uma perda de 51,233 bilhões de reais. O movimento de saques ocorre em meio a um cenário de juros elevados, que reduz a competitividade da poupança frente a outros investimentos.
REUTERS
Produção industrial recua em oito dos 15 locais pesquisados em janeiro
Na passagem de dezembro para janeiro, quando a produção industrial do país recuou -0,3%, houve retração em oito dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional. As maiores quedas no período foram registradas por Rio Grande do Sul (-3,4%), São Paulo (-3,1%) e Mato Grosso (-2,0%). No acumulado em 12 meses, a indústria variou -0,2%, com resultados negativos em sete locais. Os dados foram divulgados na quinta-feira (06/04) pelo IBGE
A queda da produção industrial em São Paulo veio após um recuo de 0,8% no mês anterior. Com isso, a indústria do estado acumula retração de 3,9% nesses dois meses. “Esse resultado da indústria paulista, na comparação com dezembro, foi o de maior influência sobre o resultado nacional e foi impactado pelos setores de derivados de petróleo e de veículos. No Rio Grande do Sul, a retração de janeiro eliminou o ganho de 1,9% que havia sido registrado em dezembro. O resultado também é ligado ao setor de derivados do petróleo. Em Mato Grosso, a retração interrompeu dois meses seguidos de expansão, quando havia ganho acumulado de 9,3%. “Nesse estado, houve queda na produção de alimentos e, secundariamente, também houve o impacto negativo o setor de bebidas”, diz o IBGE. Outros resultados negativos vieram do Rio de Janeiro (-1,0%), Santa Catarina (-1,0%), Pará (-0,4%), Paraná (-0,3%) e Bahia (-0,2%). Já Espírito Santo (18,6%) e Pernambuco (17,3%) foram os locais em que houve maior expansão. A alta da produção capixaba foi antecedida por um recuo de 5,2% em dezembro, enquanto a indústria pernambucana eliminou, com o avanço de janeiro, parte da perda de 26,2% acumulada nos últimos quatro meses do ano passado. Os demais resultados positivos, ainda na comparação com o mês anterior, vieram dos seguintes locais: Região Nordeste (6,1%), Goiás (2,5%), Amazonas (2,4%), Ceará (1,5%) e Minas Gerais (0,6%). Também foram incluídos três novos locais entre os pesquisados: Rio Grande do Norte, Maranhão e Mato Grosso do Sul – por atingirem 0,5% do valor de transformação industrial (VTI), de acordo com a Pesquisa Industrial Anual (PIA) Empresa. Com a variação de 0,3% da indústria nacional, na comparação com janeiro do ano passado, sete dos 18 locais pesquisados também tiveram resultados positivos. As maiores expansões vieram do Amazonas (13,0%), Maranhão (11,5%) e Minas Gerais (9,8%). “Minas Gerais foi a principal influência sobre o resultado de 0,3% da indústria nacional. O setor que mais impulsionou a indústria no estado foi o extrativo, em decorrência do aumento da produção de minério de ferro. Também há o destaque para os derivados do petróleo, com aumento da produção de óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e óleos combustíveis”, afirma. A segunda maior influência no resultado da indústria veio do Rio de Janeiro (3,2%). “Na indústria fluminense, também houve a influência do setor de derivados de petróleo, que foi impulsionado pelo aumento da produção de gasolina automotiva, gás liquefeito de petróleo e querosene de avião. Outro setor de destaque é o extrativo, com a expansão de óleos brutos de petróleo”. As outras expansões vieram de Mato Grosso do Sul (4,5%), Goiás (3,5%) e Ceará (0,2%). Do lado das quedas, Mato Grosso (-14,6%), Rio Grande do Norte (-10,5%) e Bahia (-10,3%) tiveram os resultados mais expressivos. Rio Grande do Sul (-7,7%), Espírito Santo (-6,5%), Região Nordeste (-5,3%), Santa Catarina (-4,9%), Pará (-4,6%), Pernambuco (-2,8%), São Paulo (-2,1%) e Paraná (-0,4%) também recuaram frente a janeiro de 2022.
Agência IBGE de Notícias
EMPRESAS
Frigorífico deve milhões a pecuaristas
O Frigorífico RioBeef, localizado em Ji-Paraná (RO), entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro deste ano, alegando crise econômica e financeira. Agora, o administrador judicial revelou que a dívida da empresa ultrapassa R$ 135 milhões, com débitos para quase 600 credores, a maioria produtores rurais e fornecedores
De acordo com a empresa, diante da grande quantidade de processos judiciais, torna-se inviável a manutenção das atividades da empresa e o pagamento ordenado dos créditos. A defesa da empresa afirma que os sócios foram vítimas de um golpe e que 80% da empresa foi alienada em 2021 e passou a ser administrada por novos acionistas, que tomaram empréstimos e deixaram de pagar fornecedores. Os sócios reassumiram o controle da empresa em 2022, após decisão judicial. No último ano, o frigorífico foi alvo de uma ação na Justiça do Trabalho de Rondônia e Acre (TRT14) por atraso nos salários dos funcionários por pelo menos três meses. Na época, a Justiça deu um prazo de 24 horas para que a empresa cumprisse a decisão judicial e efetuasse os pagamentos. Dois dias depois, a Justiça do Trabalho estabeleceu uma multa de R$ 200 mil por dia, já que a decisão não foi cumprida. A empresa tem exercido regularmente suas atividades, mantendo a folha salarial e pagamento de fornecedores rigorosamente em dia, esclarecendo que o passivo tratado na recuperação judicial é aquele acumulado pela gestão anterior. Agora, a empresa tem até maio para apresentar o plano de recuperação que pretende contemplar uma forma de pagamento parcelado para todos os credores. O pedido de recuperação judicial é feito à Justiça por meio de uma petição inicial que contém, entre outras informações, o balanço financeiro dos últimos três anos, as razões pelas quais entrou em crise financeira e a lista de credores. Depois que o pedido é aceito, a empresa tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação, e as execuções (cobranças de dívida) contra ela são suspensas por 180 dias. A lei determina que a assembleia de credores aconteça em até 150 dias após o deferimento do processo pela Justiça, mas, na prática, esse prazo costuma ser ultrapassado.
PECUARIA.COM.BR
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: cotações estáveis
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 117,00/R$ 123,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 9,80 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (5), houve alta somente em Santa Catarina, na ordem de 0,32%, chegando em R$ 6,24/kg. Os preços ficaram inalterados em Minas Gerais (R$ 6,46/kg), Paraná (R$ 6,41/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,49/kg), e em São Paulo (R$ 6,57/kg). Na quinta-feira (6), véspera do feriado de Sexta-Feira Santa, emendando com a Páscoa, as principais praças comercializadoras de suínos no mercado independente registraram queda ou estabilidade nos preços.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: queda ou estabilidade
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 30/03/2023 a 05/04/2023), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 1,78%, fechando a semana em R$ 6,32/kg vivo. “Espera-se que nesta semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,26/kg vivo”, informou o Lapesui
Em São Paulo o mercado teve acordo de R$ 7,22/kg vivo, mantendo o mesmo preço pela terceira semana consecutiva, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). No mercado mineiro, não houve acordo entre suinocultores e frigoríficos, ficando sugerido o preço de comercialização em R$ 6,80/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve queda, saindo de R$ 6,63/kg vivo para R$ 6,51/kg vivo nesta semana. Na quinta-feira, o Rio Grande do Sul divulgou o resultado da pesquisa de preços da suinocultura, que tradicionalmente é realizada no Estado às sextas-feiras. Segundo dados da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), o preço ficou estável em R$ 6,83/kg.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Março tem recuo nas cotações, mas Indicador mostra avanço no comparativo anual
Ao longo de março, os preços do suíno vivo e da carne foram pressionados pelo enfraquecimento da demanda e pela oferta elevada – cenário observado na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea
Apesar da retração mensal, os valores do animal e da proteína ficaram acima dos registrados em março de 2022. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi comercializada à média de R$ 10,60/kg em março, queda de 5,7% em relação à do mês anterior, mas 16,3% acima da de março/22, em termos reais (série deflacionada pelo IPCA de fevereiro/22).
Cepea
Preços do frango em alta ou estabilidade
Segundo análise do Cepea, a maior demanda por carne de frango registrada nas duas primeiras semanas de março somada às exportações em alta sustentaram o preço médio mensal da proteína no mercado interno no último mês
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,80/kg, enquanto o frango no atacado subiu 2,85%, custando R$ 6,50/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o valor ficou inalterado em R$ 4,30/kg, da mesma maneira que no Paraná, custando R$ 4,93/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (5), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado subiram 0,28%, custando, respectivamente, R$ 7,07/kg e R$ 7,08/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Aumento nos embarques garante novo recorde e sustenta preço interno da carne
A maior demanda por carne de frango registrada nas duas primeiras semanas de março somada às exportações em alta sustentaram o preço médio mensal da proteína no mercado interno no último mês
De acordo com dados do Cepea, o preço do frango inteiro congelado comercializado no atacado da Grande São Paulo teve média de R$ 6,75/kg em março, alta de 1,5% frente ao verificado em fevereiro. Quanto às exportações, conforme relatório da Secex, a média diária de embarques de carne de frango in natura foi de 21,1 mil toneladas em março, 7,2% acima da observada em fevereiro, 20% maior que a de março/22 e um recorde, considerando-se toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997.
Cepea
INTERNACIONAL
Preços mundiais dos alimentos registram queda de 20,5% em março, diz FAO
Os preços mundiais dos alimentos registraram queda de 20,5% em março na comparação com o nível recorde registrado há 12 meses, uma consequência da Guerra da Ucrânia, mas continuam “muito elevados”, informou na sexta-feira (7) a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura)
Na comparação com o mês anterior, o índice da FAO, que mede uma cesta de produtos básicos, caiu 2,1% em março. “A oferta abundante, a frágil demanda de importações e a prorrogação da Iniciativa de Grãos do Mar Negro (o corredor marítimo que permite as exportações a partir da Ucrânia) contribuíram para a queda”, destacou a FAO. “Apesar da redução dos preços globalmente, estes continuam muito elevados e seguem aumentando nos mercados internos, o que representa problemas adicionais em termos de segurança alimentar”, declarou Máximo Torero, economista-chefe da FAO. A queda dos preços dos cereais, de 5,6% na comparação com o mês anterior, e dos óleos vegetais (-3%) compensaram o aumento do açúcar (+1,5%), que registra o “nível mais elevado desde outubro de 2016, devido aos temores vinculados a uma queda das projeções de produção na Índia, Tailândia e China”, destacou a organização. O preço do trigo caiu 7%, “estimulado por uma produção forte na Austrália, condições melhores na União Europeia, o abastecimento da Rússia e as exportações contínuas da Ucrânia”. Por sua vez, os preços mundiais do milho caíram 4,6%, em parte devido às “expectativas de uma safra recorde no Brasil”, e os preços do arroz caíram 3,2% devido a “safras em curso ou que são iminentes nos principais exportadores, como Índia, Vietnã e Tailândia”.
Agencia france presse(AFP)
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