CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1943 DE 22 DE MARÇO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 1943 |22 de março de 2023

 

NOTÍCIAS

Em São Paulo, a cotação do boi gordo reage

Nas praças pecuárias paulistas, os compradores que atendem ao mercado interno têm encontrado resistência da ponta vendedora que, desde o auto embargo, diminuiu a oferta apoiada na boa condição das pastagens

Com isso, a pressão baixista imposta pela ponta compradora perdeu força e a cotação do boi destinado ao mercado interno, que trabalhava estável desde 24/2, subiu. Os compradores abriram o dia ofertando R$3,00 a mais pela arroba do boi gordo, para as fêmeas, os preços continuaram estáveis na comparação dia a dia. Para o “boi China”, com as indústrias exportadoras remanejando escalas de abate e bem-posicionadas, ou em férias coletivas, não houve oferta de compra. No Mato Grosso, Sudeste, a maior oferta de fêmeas resultou em ajustes negativos para o preço pago pela arroba da vaca, R$3,00 a menos está sendo ofertado, na comparação diária. Na exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de março, foram exportadas 89,8 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária embarcada foi de 6,9 mil toneladas, queda de 10,1% comparada a março/22, o faturamento médio diário está em US$33,6 milhões, queda de 26,0% no mesmo comparativo.

SCOT CONSULTORIA

O mercado físico do boi gordo registrou preços em alta na terça-feira (21), com ênfase no Centro-Norte

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda optam por manter as escalas de abate encurtadas, de uma forma geral, da mesma maneira que os pecuaristas brasileiros têm optado pela retenção, uma vez que as pastagens ainda apresentam boas condições, principalmente no Centro-Norte

A expectativa ainda é pela retomada das exportações brasileiras de carne bovina com destino à China nos próximos dias. Mais do que questões políticas, precisa ser mencionada a situação de mercado. Diferente de 2021 a China não dispõe de estoques tão confortáveis de carne bovina, da mesma maneira que as opções de fornecimento são mais restritas em 2023, aumentando a necessidade de compra de produto brasileiro. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 279. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 274. Na capital de Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 245. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 260 por arroba. O mercado atacadista voltou a apresentar queda em seus preços. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por nova queda das cotações, algo compreensível diante de uma demanda mais lenta no decorrer da segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo. Além disso, a carne de frango permanece mais competitiva na comparação com as proteínas concorrentes. O quarto dianteiro ainda foi cotado a R$ 14,20, por quilo. Quarto traseiro foi precificado a R$ 20 por quilo, queda de R$ 0,25. Ponta de agulha segue cotada a R$ 14,30, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Brasil tem recorde na produção de carne e participação externa aumenta

Três principais proteínas somaram 26 mi de toneladas em 2022; 28% foram para exterior

O Brasil produziu 26 milhões de toneladas de carnes bovina, suína e de frango no ano passado, 4% a mais do que em 2021. A participação do mercado externo na produção brasileira vem aumentando. No ano passado, 28% das carnes “in natura” foram para o mercado externo, acima dos 27% de 2021. Os dados de produção são do peso das carcaças obtidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); os de exportação, da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). Essa participação maior no mercado externo ajudou na manutenção dos preços aquecidos no mercado interno. Embora tenha perdido força em alguns meses, o preço médio dos bovinos subiu 12% no ano passado, para R$ 317 por arroba, conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O preço médio das exportações teve valorização de 16% por tonelada, em dólares. O frango, líder em volume enviado ao exterior, tem a maior fatia entre produção e exportações. No ano passado, 34% da produção foi para o mercado externo. Em média, os preços externos subiram 22% em 2022, segundo a Secex. Os internos tiveram valorização de 5,4%, aponta o Cepea. O setor de suínos, após a aceleração das vendas externas para os chineses nos anos de 2020 e 2021, devido à peste suína africana no país asiático, perdeu força no mercado da China em 2022. As exportações para os chineses tiveram redução de 14%. O Brasil conseguiu, no entanto, outros mercados asiáticos, como Filipinas e Tailândia. Com isso, as vendas externas de carne “in natura” de suínos ficaram estáveis. Os preços externos médios recuaram 2,6% no ano passado, segundo a Secex, enquanto os internos tiveram retração de 17%, mostra o Cepea. Essa queda ocorreu em um período de elevação de custos da produção e de oferta interna maior. No segundo semestre, no entanto, houve uma recuperação dos preços. Na pesquisa trimestral de abates de animais, divulgada no dia 15, o IBGE informa que o peso das carcaças, resultante do abate de 29,8 milhões de animais, atingiu 7,97 milhões de toneladas, 6,9% a mais do que no ano anterior. A produção de carne de frango subiu para 12,9 milhões de toneladas, com o abate de 6,1 bilhões de aves, e a de suíno foi a 5,17 milhões. Enquanto o frango teve evolução de 2% na produção interna, os suínos somaram 5,5% a mais.

FOLHA DE SP

Brasil tenta retomar as vendas de carne à China

Tema vai ser prioridade da comitiva brasileira em Pequim

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, desembarca nesta quarta-feira na China, principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, com a expectativa de conseguir a autorização para o Brasil retomar as vendas de carne bovina para o país asiático e novas habilitações de frigoríficos para enviar suas carnes para Pequim. O ministro aposta também em um avanço nas tratativas para a aceitação de certificações eletrônicas nos processos de exportação de produtos agropecuários para os chineses, o que pode encurtar prazos e facilitar a expansão dos negócios. Tudo leva a crer que as autoridades chinesas vão anunciar ainda nesta semana o levantamento do embargo para as exportações de carne bovina do Brasil, disse uma fonte. A suspensão completará um mês nesta quinta-feira. A presença da comitiva de Fávaro no país reforça a expectativa do lado brasileiro pela retomada das vendas. A possibilidade de reabertura do mercado “nos próximos dias” já foi sinalizada por Pequim à Brasília. Sem novas habilitações desde 2019, cresce a expectativa de que a China autorize frigoríficos brasileiros a iniciar a exportação de carnes bovina, suína e de frango para lá. As autoridades chinesas pediram ao Ministério da Agricultura a lista completa de plantas que cumprem os requisitos para habilitação. Ao todo, são 83 estabelecimentos aptos a receber o aval, disse uma fonte. Integrantes da comitiva acreditam, inclusive, em uma habilitação em massa das plantas. Atualmente, cerca de 100 empresas brasileiras exportam carnes para a China. Em 2022, foram exportadas 2,2 milhões de toneladas, em negócios de US$ 10,4 bilhões, segundo o Agrostat do Ministério da Agricultura. A equipe de Fávaro deve adiantar as negociações com as autoridades técnicas da China para que possam ser aceitas certificações eletrônicas dos estabelecimentos exportadores e dos produtos agropecuários enviados do Brasil para lá. O acordo nessa área deverá ser assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na outra semana. Se concretizada, a digitalização pode significar a desburocratização dos processos e um passo diplomático relevante, ressaltou Larissa Wachholz, sócia da Vallya Participações e ex-coordenadora do Núcleo China do Ministério da Agricultura na gestão da ex-ministra Tereza Cristina. “É um sinal de visão de longo prazo na parceria, de aposta, de potencial de incremento na quantidade de produto a ser demandado do Brasil pela China. É um voto de confiança grande no nosso produto”, disse ao Valor. “Nenhum governo gasta tempo com negociações que exigem tamanha interação entre as equipes se não for dentro de uma estratégia de longo prazo. É super favorável para a gente, não só no efeito imediato, mas na visão de futuro”, completou.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar à vista fecha perto da estabilidade com investidores à espera de BC e Fed

A moeda norte-americana fechou a terça-feira perto da estabilidade, com investidores à espera das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2456 reais na venda, em leve alta de 0,05%. Na B3, às 17:10 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,10%, a 5,2580 reais. O fator mal recebido pelos mercados pela manhã foram as falas de Lula contra o presidente do BC, Roberto Campos Neto. Na entrevista, Lula afirmou que manter a Selic (a taxa básica da economia) em 13,75% ao ano é uma “irresponsabilidade”. Além disso, disse que Campos Neto não se importa com a questão do emprego. Apesar das falas de Lula, o dólar pouco se afastou no nível de estabilidade. “O mercado fica no compasso de espera. A tendência até quarta-feira é mesmo o mercado ficar mais engessado”, afirmou Mário Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora. Um operador afirmou à Reuters que, antes da entrevista de Lula, havia maior volume de negócios com a moeda norte-americana. Com a informação de que o arcabouço seria adiado, as negociações diminuíram, em mais um sinal de que os investidores decidiram esperar pela quarta-feira. No exterior, o ambiente mais favorável, após governos e instituições atuarem para evitar o espalhamento da crise bancária, fazia o dólar ceder ante uma cesta de moedas, ao mesmo tempo em que as bolsas de ações avançavam. Pela manhã, o BC venceu 6.600 dos 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de maio.

REUTERS

Ibovespa fecha no azul com apoio de NY

O Ibovespa fechou em alta marginal na terça-feira, com suporte de Wall Street diante da redução de temores de uma crise bancária global, enquanto, declarações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a perspectiva de um anúncio do novo arcabouço fiscal apenas em abril pesaram negativamente.

O foco agora muda para as decisões de política monetária na próxima quarta-feira nos Estados Unidos e no Brasil. Bancos, acompanhando seus pares globais, e Petrobras foram as principais influências para a alta do índice. Vale e Eletrobras ficaram como destaques negativos. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa teve variação positiva de 0,11%, a 101.035,34 pontos. O volume financeiro somava 15,2 bilhões de reais, bem abaixo da média diária do ano até a véspera de 25,9 bilhões de reais.

REUTERS

IPPA/Cepea: Após cair por cinco meses seguidos, IPPA reage em fevereiro

Depois de recuar por cinco meses consecutivos, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) avançou 0,6%, em termos nominais, em fevereiro

Esse resultado se deve ao desempenho positivo do IPPA-Pecuária (4,6%), do IPPA-Cana-Café (3,6%) e do IPPA-Hortifrutícolas (0,3%). Na contramão, o IPPA-Grãos recuou na mesma comparação (-2,3%). Em fevereiro, observou-se que o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, apresentou ligeira queda de 0,16%, indicando que, no período, os preços agropecuários caíram frente aos industriais da economia brasileira. No cenário internacional, houve recuo de 0,6% dos preços internacionais dos alimentos, cujo índice é divulgado pela FAO, e de 0,6% da taxa de câmbio oficial (US$/R$), divulgada pelo Bacen. No acumulado do ano, o IPPA/CEPEA registra queda, de 6,3%, ao passo que o IPA-OG-DI Preços Industriais avança, 2%. Na mesma comparação, aos preços internacionais dos alimentos e o câmbio nominal caíram 5,9% e 3,4%, respectivamente. Nesse sentido, nota-se que o comportamento do IPPA/CEPEA converge para aquele observado pelos preços internacionais dos alimentos, levando em consideração, ainda, as variações cambiais.

Cepea

EMPRESAS

Desajuste entre oferta e demanda de carne pressiona lucro da JBS, que cai 24,5%

Ganhos da companhia somaram ano com lucro líquido de R$ 15,5 bilhões no ano passado

Os desajustes entre oferta e demanda globais por carnes que ocorreram na retomada da atividade econômica após a pandemia apertaram os resultados da JBS ao longo de 2022, especialmente no quarto trimestre, com a mudança no ciclo da pecuária nos Estados Unidos. Como resultado, a companhia dos Batista encerrou o ano com lucro líquido de R$ 15,5 bilhões, montante 24,5% menor do que o registrado no excepcional ano de 2021. Apesar da queda, ainda foi um resultado bem melhor do que o dos anos de 2019 e 2020. Mesmo com uma demanda por carnes que patina em diversos mercados por causa do processo inflacionário global, a companhia não deixou de crescer. No ano, a receita líquida da JBS aumentou 6,9%, para R$ 374,9 bilhões, passando à frente da Petrobras. O que ficou mais evidente foi o aperto de margens: o lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 2022 retraiu 24,3% e ficou em R$ 34,6 bilhões. A margem Ebitda foi a menor em quatro anos, de 9,2%, com retração nas margens principalmente do negócio de bovinos nos Estados Unidos. O aperto geral foi maior no quarto trimestre, quando até o faturamento sofreu um recuo, a despeito das expectativas positivas que se esperavam com a demanda do período da Copa do Mundo e do Natal. A receita de outubro a dezembro caiu 4,5% na comparação anual, para R$ 93 bilhões, enquanto o lucro do período retraiu 63,7%, para R$ 2,3 bilhões, e o Ebitda ajustado cedeu 24,3%, a R$ 4,6 bilhões. Globalmente, os números demonstram que houve um aumento da oferta para atender o consumo do período da pandemia, e que agora está descasada, com uma demanda mais fraca. “Isso fez cair os preços e comprimir as margens. E ainda tem a pressão de custos que continua existindo”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, ao Valor. “Este cenário que vimos no 4° trimestre continua”, sinalizou. Com 49% de sua receita oriunda das vendas no mercado americano, a JBS sentiu mais fortemente a mudança do ciclo da pecuária no país, onde o abate de matrizes vem crescendo, sinalizando uma redução da oferta de animais. O Ebitda da operação de bovinos na América do Norte no ano caiu mais da metade em relação a 2021 (a R$ 10,7 bilhões), sendo que no 4° trimestre o Ebitda não passou de R$ 1 bilhão, despencando mais de 85%. No Brasil, a Seara ainda encerrou 2022 com resultados melhores, mas os últimos três meses do ano sentiram o peso da queda dos preços de frango para o mercado externo. Enquanto no ano o Ebitda da Seara cresceu 19,3%, para R$ 4,6 bilhões, no trimestre o Ebitda caiu 38%, a R$ 703,9 milhões. “O grande desafio do resultado da Seara foi nas exportações. Havia uma oferta grande nos mercados para onde a Seara exportava e teve queda de preços”, explicou o executivo.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Quedas nas cotações do mercado de suínos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 3,79%/42,92%, chegando a R$ 127,00/R$ 133,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,00%/0,96%, custando R$ 19,90/R$ 10,30 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (20), houve recuo de 1,47% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,36/kg, baixa de 2,30% no Paraná, valendo R$ 6,81/kg, retração de 0,72% no Rio Grande do Sul, chegando em R$ 6,91/kg, desvalorização de 1,16% em Santa Catarina, caindo para R$ 6,81/kg, e de 1,90% em São Paulo, fechando em R$ 7,24/kg.

Cepea/Esalq

Frango: no atacado paulista nova queda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de 1,23%, custando R$ 6,42/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não mudou, valendo R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, fixado em R$ 4,89/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (20), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado não mudaram de preço, custando, ambos, R$ 7,30/kg.

Cepea/Esalq

Chile registra segundo caso de gripe aviária em granja industrial

“Queremos insistir na mensagem aos pequenos agricultores que possuem aves de que, por favor, tranquem-nas. Existem muitos vetores de contaminação, e os países andinos relataram a afetação da gripe aviária (IA, na sigla em espanhol), por isso devemos agir com a máxima diligência pela segurança alimentar e pela carne branca e ovos como proteínas saudáveis e seguras a um preço acessível”

Com estas palavras, o Ministro da Agricultura do Chile, Esteban Valenzuela, confirmou o segundo caso de influenza aviária em uma planta produtiva, desta vez na região de Maule. Esta constatação foi feita através de uma denúncia feita ao Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) de Maule por um aumento da mortalidade no estabelecimento de cerca de 70 aves e outras 60 que apresentavam sintomas do vírus. O secretário de Estado explicou que se trata de uma instalação industrial de postura (produção de ovos para consumo) situada na comuna de Linares e que as aves foram abatidas, conforme indica o Plano de Contingência da doença. “Em uma escola secundária agrícola em Linares, detectou-se a existência de um foco na pequena e média indústria, basicamente no campus da própria formação dos alunos. Entre quatro mil e cinco mil aves que o SAG deve submeter aos devidos protocolos”, disse o Ministro Valenzuela durante o balanço feito na Sala de Situação da Gripe Aviária do SAG. Da mesma forma, o ministro Valenzuela explicou que o caso ocorrido na “região de O’Higgins não se repetiu, não houve novos casos nessa mesma área e podemos dizer que a influenza aviária foi erradicada dos plantéis do oeste parte de Rancagua com os dados que temos hoje”. Cabe destacar que o Chile mantém sua auto suspensão da certificação de exportação de todos os produtos avícolas nacionais, juntamente com a respectiva notificação a todos os parceiros comerciais e à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

SAG/CHILE

INTERNACIONAL

Rebanho bovino do Uruguai deve crescer em 2022/23

A queda drástica no abate e a expectativa de que o parto da última primavera foi bom mudam a evolução do rebanho bovino no atual exercício financeiro 2022/23

Após a queda em 2021/22, as projeções iniciais são de recuperação do rebanho que seria da ordem de 200 mil animais. Em 2021/22, graças ao recorde de mais de 2,7 milhões de animais abatidos, o rebanho caiu cerca de 373 mil cabeças, para 11,54 milhões. Em 2022/23, decorridos dois terços do ano agrícola, tudo indica que o abate cairá para cerca de 2,2 milhões de cabeças, uma queda impressionante de 500 mil cabeças entre um ano e outro.

Além disso, as expectativas são de um bom parto na primavera passada. Os dados do Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária (INIA) mostram que, no ano passado foram de 80%, a maior desde que essa pesquisa foi realizada. Apesar do fato de que entre a gestação+ e o desmame este ano a redução pode ser um pouco maior do que o normal, em qualquer caso, os bezerros que serão contados no final do ano certamente serão mais de 2,8 milhões. Para além da expectativa de aumento da mortalidade em consequência da grande seca que assola o setor neste verão, em todo o caso estão reunidas as condições para que o rebanho bovino cresça para cerca de 11,7-11,8 milhões de cabeças, cerca de 200 mil a mais que no ano anterior ano. Mas é improvável que isso se torne uma tendência. Os partos da primavera de 2023 — os bezerros a serem contados em meados de 2024 — sofrerão uma diminuição considerável como consequência da seca. Não seria surpresa se os animais desmamados caíssem para cerca de 2,6 milhões de cabeças. Portanto, será muito difícil que a tendência de crescimento do rebanho seja sustentada, pois a princípio a expectativa é de que a demanda internacional melhore e, portanto, o abate não volte a cair.

EL País

Importações chinesas de carne bovina superam 428 mil toneladas no primeiro bimestre de 2023, informa Datagro

Resultado foi o maior da história tanto em volume quanto em valor transacionado para o mês de fevereiro, reafirmando o posicionamento da China como maior importador global de proteína bovina

Ao longo dos meses de janeiro e fevereiro do ano corrente, foram desembarcadas mais de 428,3 mil toneladas de carne bovina nos portos chineses, um aumento de 36,1% em relação ao mesmo período do ano anterior (YoY). O valor transacionado nessa mega operação superou US$ 2,3 bilhões, registrando um crescimento de 15,9% ante o primeiro bimestre de 2022 (YoY). Em 2023, a reabertura econômica acelerada da China tem potencial para impulsionar ainda mais o consumo local, dado que os segmentos de comércio, turismo e similares estão entre os mais ligados ao consumo de carne bovina importada. No entanto, o efeito da recente suspensão das exportações brasileiras de proteína bovina à China deve reduzir o volume total importado nos próximos meses, dado que o Brasil representou em torno de 46% do total desembarcado nos portos chineses em 2023 e que há um atraso médio de 40-60 dias na contabilização dos resultados na alfândega chinesa. Esse período fora das compras pode limitar a tendência de estímulo ao consumo de carne importada vinda da reabertura econômica acelerada no curtíssimo prazo, mas também deve incentivar compras volumosas assim que normalizados os embarques.

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