
Ano 8 | nº 1867 | 25 de novembro de 2022
Notícias
Marasmo na praça paulista
Na quinta-feira, a cotação permaneceu estável quando comparada ao levantamento anterior (23/11)
Em Santa Catarina, a quantidade ofertada de bovinos começou a diminuir, o que aqueceu o mercado do boi gordo. Dessa forma, foram observados altas na cotação para a arroba do boi gordo de R$5,00 e de R$3,00/@ para a vaca e novilha gordas. No RS – Pelotas, na comparação diária, a cotação do kg de boi, vaca e novilha gordos não teve alteração.
SCOT CONSULTORIA
O mercado físico do boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos na quinta-feira
No dia, houve registro de negócios acima da referência média
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate seguem mais curtas, condição que sugere para a intensificação do movimento de alta dos preços da arroba do boi gordo no curto prazo. “Além disso, a demanda doméstica de carne bovina permanece aquecida. A entrada do décimo terceiro salário, a criação dos postos temporários de trabalho e a Copa do Mundo de Futebol são fatores importantes que motivam a recuperação dos preços. Da mesma maneira, os frigoríficos exportadores têm se mostrado mais ativos no mercado”, disse Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 284. Já em Dourados (MS), a cotação é de R$265. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 248. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 275. Já em Goiânia (GO), a arroba teve cotação de R$ 275. Os preços da carne bovina também seguem firmes no mercado atacadista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,20 por quilo. Já a ponta de agulha teve preço de R$ 16,15. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 21,90 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi/Cepea: Relação de troca é a pior do ano ao terminador
Os preços médios do boi gordo vêm operando abaixo de R$ 300 desde a última semana de outubro, pressionados sobretudo pela maior oferta de animais para abate
A média da parcial de novembro (até o dia 22), está em R$ 282,04, sendo 5% abaixo da do mês anterior, 10,7% inferior à de novembro/21 e a menor desde novembro/19, quando, vale lembrar, os valores do boi gordo iniciaram um forte movimento de alta. Já os preços do bezerro vêm mostrando certa estabilidade, sustentados pelos bons volumes de chuvas, que favorecem os pastos e tendem a aquecer a demanda de terminadores por novos lotes de animais – há praticamente sete semanas, o Indicador do bezerro ESALQ/BM&FBovespa fecha nas casas de R$ 2.300/cabeça e de R$ 2.400,00. Diante disso, cálculos do Cepea mostram que a relação de troca atual é a pior ao pecuarista em 2022. Na parcial de novembro, o produtor que faz terminação precisa de 8,68 arrobas de boi gordo paulistas para a compra de um bezerro em Mato Grosso do Sul, 5% a mais que no mês anterior. Até então, o momento mais desfavorável ao pecuarista neste ano havia sido registrado em janeiro, quando foram necessárias 8,59 arrobas de boi gordo para fazer a reposição. A média da relação de troca deste ano está em 8,35 arrobas, evidenciando o atual momento desfavorável. Todas as comparações foram realizas em termos reais (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI).
Cepea
Confinamento de bovinos em Mato Grosso deverá cair 15,9%
Segundo o Imea, total chegará a 704,3 mil cabeças
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) elevou em 8,8% sua estimativa para o confinamento de bovinos no Estado em 2022, para 704,3 mil cabeças. Apesar do ajuste para cima na expectativa, o número ainda é 15,9% menor que o total de animais confinados em 2021. Quase 40% dos estabelecimentos consultados disseram que não funcionarão neste ano. De acordo com o Imea, metade dos confinamentos está preocupada com a falta de previsibilidade de preços da arroba do boi gordo. “A queda nos indicadores foi mais agressiva do que o previsto pelo mercado para o respectivo ano”, disse, em relatório. A alta dos insumos também inibiu os investimentos. O milho caiu menos do que a arroba este ano, reduzindo as margens dos confinadores.
VALOR ECONÔMICO
Brasil e Paraguai assinam acordo para cooperação em saúde animal
Os governos do Brasil e do Paraguai assinaram um memorando de entendimento na terça-feira (22) para cooperar com intercâmbio de informações sobre saúde animal e realização conjunta de vigilância epidemiológica na fronteira entre os países, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)
“O memorando será um relevante instrumento de cooperação na área de saúde animal, pois Brasil e Paraguai possuem desafios semelhantes, em especial, nas regiões fronteiriças”, disse o ministro brasileiro Marcos Montes, em nota. Os países irão cooperar na vigilância sanitária de municípios localizados na linha de fronteira e na ação conjunta de vigilância sanitária nos pontos de ingresso na linha de fronteira. A medida ocorre em momento em que diversos países produtores de proteínas animais no mundo enfrentam casos de gripe aviária e peste suína. O Brasil continua sem registrar casos dessas e outras doenças animais, favorecendo sua competitividade como exportador de carnes nos mercados globais.
CARNETEC
ECONOMIA
Dólar fecha em queda de 1,18% de olho em fiscal e equipe econômica
Negociações em torno da PEC da Transição e possibilidade de Persio Arida integrar o governo Lula animam investidores
Em meio a um ambiente de baixa liquidez, o dólar encerrou o dia em queda firme de 1,18%, negociado a R$ 5,31 no segmento à vista. Mais uma vez, o mercado foi balizado pelo noticiário político, reagindo à notícia do adiamento da apresentação do texto da PEC da Transição. Também ajudaram os relatos de que o economista Persio Arida pode integrar o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que trouxe alívio para os investidores locais. Ao fim da tarde, no mercado externo, o índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis divisas principais, operava em queda de 0,21%, aos 105,850 pontos. Na quinta-feira, os relatos nas mesas de operação no mercado de que o ex-ministro Fernando Haddad, considerado o favorito para assumir o Ministério da Fazenda no futuro governo, tem sinalizado nos bastidores disposição em trabalhar com Persio Arida, que integra o governo de transição, deram aval à queda do dólar ao fim da manhã e a continuidade do movimento ao longo da tarde. O feriado nos Estados Unidos e o jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo impactaram a liquidez dos mercados domésticos. “Em dias de baixa liquidez como ontem, que temos feriado de ação de graças nos Estados Unidos, mantendo as bolsas do mercado de títulos fechados por lá, e também a questão do jogo do Brasil aqui, alguns movimentos do mercado acabam sendo exacerbados”, avalia o economista da Guide Investimentos Victor Beyrut. Ele pontua que as sinalizações do senador Jean Paul Prates (PT-RN), integrante do grupo técnico da transição de governo, sobre o futuro da Petrobras a partir do próximo governo e que foram bem recebidas pelo mercado.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa fecha em firme alta com foco na equipe econômica e PEC da Transição; todas as ações do índice sobem
Índice avançou 2,75%, aos 111.831 pontos, em pregão de baixa liquidez em meio a feriado nos EUA e estreia do Brasil na Copa do Mundo
O Ibovespa fechou em alta firme hoje, em um pregão pouco movimentado em razão da estreia do da seleção brasileira na Copa do Mundo e do feriado de Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. A bolsa acompanhou os demais ativos brasileiros, que avançaram em meio ao noticiário político, com o governo eleito e a PEC da Transição no radar. O dia foi de melhora geral no otimismo, de modo que nenhuma ação do índice fechou em baixa. Após ajustes, o referencial local registrou alta de 2,75%, aos 111.831 pontos. O volume financeiro negociado para o índice na sessão foi de 14,14 bilhões. “Hoje teve um pouco de tudo. A questão da contestação do resultado pelo PL foi decidida, então tirou esse risco do radar. Também na parte política, há sinais de que a PEC apresentada pelo governo de transição não está andando. Parece que o projeto origina ltem poucas chances de passar”, afirma o chefe de pesquisa da Guide Investimentos, Fernando Siqueira. Ele lembra que recentemente, a bolsa enfrentou fortes quedas e os juros fortes altas; e que hoje houve ajuste técnico. Nos pregões anteriores, os projetos para a PEC da Transição que previam alto volume de gastos fora da regra do teto, e com prazo indefinido ou considerado longo pelo mercado, tinham pressionado os ativos brasileiros. Hoje, a perspectiva de que o Congresso tende a servir como contrapeso e não deve aprovar gastos altos por tempo indeterminado causou um alívio. A possibilidade de o ex-presidente do Banco Central Persio Arida integrar o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também deu mais tranquilidade ao mercado. De acordo com notícias, se o ex-ministro da Educação Fernando Haddad for nomeado para a Fazenda, ele pode ter Pérsio em sua equipe, ou então Pérsio pode ir para o ministério do Planejamento.
VALOR ECONÔMICO
Combustíveis voltam a subir, alimentos pressionam e IPCA-15 acelera alta a 0,53% em novembro
Os preços de combustíveis voltaram a subir e somaram-se à pressão de alimentos para levar o IPCA-15 a acelerar a alta em novembro, marcando o maior ritmo de avanço em cinco meses
O avanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) passou a 0,53% em novembro, depois de alta de 0,16% no mês anterior, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na quinta-feira. Essa é a taxa mensal mais elevada desde junho, quando o IPCA-15 avançou 0,69%. Apesar da aceleração, o índice considerado prévio da inflação oficial registrou nos 12 meses até novembro alta de 6,17%, de 6,85% em outubro. O resultado indica assim que Luiz Inácio Lula da Silva iniciará seu terceiro mandato como presidente, em 2023, com a inflação acima do teto da meta oficial para este ano –3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA e já abandonada pelo Banco Central. Em novembro os maiores impactos no IPCA-15 vieram das altas de 0,54% dos custos de Alimentação e bebidas e de 0,91% de Saúde e cuidados pessoais. No caso de alimentação, o resultado foi influenciado pelo avanço de 0,60% nos alimentos para consumo no domicílio, com tomate (17,79%), cebola (13,79%) e batata-inglesa (8,99%) em destaque. O aumento de 0,49% nos custos de Transportes, após queda de 0,64% em outubro, também ajudou a pressionar o resultado do IPCA-15. Os combustíveis voltaram a subir depois de cinco meses consecutivos de quedas, com alta de 2,04%, mostrando que os efeitos da redução da alíquota de ICMS sobre combustíveis, energia e telecomunicações se dissiparam. Em novembro a gasolina subiu 1,67%, depois de recuar 5,92% no mês anterior, exercendo o maior impacto individual no índice do mês. Os preços do etanol e do óleo diesel também avançaram, respectivamente, 6,16% e 0,12%.
REUTERS
Cepea: Trabalhadores atuando no agro seguem crescendo e já superam número pré-pandemia
Pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a partir de informações dos microdados da PNAD-Contínua e de dados da RAIS, mostram que, no terceiro trimestre deste ano, a população ocupada (PO) no agronegócio somou 19,07 milhões de pessoas, aumento de 0,9% (ou de 170,8 mil pessoas) frente ao mesmo período de 2021 e o maior número desde 2015, quando a PO totalizou 19,08 milhões de pessoas.
Pesquisadores do Cepea indicam que esse crescimento no número de trabalhadores no setor está atrelado aos desempenhos observados nos segmentos da agroindústria e de agrosserviços, que não só recuperaram as ocupações perdidas em decorrência dos desdobramentos da pandemia de covid-19, como já superam os contingentes observados antes da crise sanitária. Para a agroindústria, o contingente ocupado de 4,06 milhões é o maior para um terceiro trimestre desde 2015, quando foram registrados 4,2 milhões de trabalhadores no segmento. No caso dos agrosserviços, o número de pessoas trabalhando no segmento somou 6,34 milhões no terceiro trimestre, um recorde, considerando-se a série histórica acompanhada pelo Cepea, iniciada em 2012. No Brasil como um todo, 99,27 milhões de pessoas estavam ocupadas no terceiro trimestre de 2022, acima das 92,97 milhões no mesmo período do ano passado. Diante disso, a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 20,33% de julho a setembro de 2022, um pouco abaixo da observada no terceiro trimestre de 2021, quando esteve em 20,55%.
Cepea
Confiança do consumidor no Brasil cai em novembro, diz FGV
A confiança dos consumidores brasileiros recuou em novembro pela segunda vez seguida e foi ao menor nível desde agosto, uma vez que aumentou o pessimismo sobre as finanças familiares, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas divulgados na quinta-feira
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no mês queda de 3,3 pontos e foi a 85,3 pontos, com piora das avaliações tanto sobre o momento atual quanto das expectativas em relação aos próximos meses. “Passado o efeito das transferências de renda, os consumidores de baixa renda voltam a se sentir menos satisfeitos sobre a situação financeira familiar e a revisar suas expectativas para baixo nos próximos meses”, explicou em nota a coordenadora das sondagens, Viviane Seda Bittencourt. Após três meses de alta, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 3,7 pontos, para 70,8 pontos, o menor nível desde julho de 2022. Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,7 pontos, para 96,0 pontos. “Mesmo com uma queda das perspectivas sobre a inflação e um efeito ainda positivo no mercado de trabalho, há um aumento do pessimismo sobre as finanças familiares nos próximos meses. É possível que ainda exista algum espaço para o consumo pelas famílias de maior poder aquisitivo, mas dada as condições macroeconômicas, sua sustentação nos próximos meses acaba sendo uma tarefa difícil”, completou Bittencourt.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: estabilidade em todas as praças
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial baixou 0,98%/0,94%, atingindo R$ 10,10/kg/10,50/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (23), os preços ficaram estáveis nas principais praças, valendo R$ 7,26/kg em Minas Gerais, R$ 6,56/kg no Paraná, R$ 6,63/kg no Rio Grande do Sul, R$ 6,53/kg em Santa Catarina e R$ 7,15/kg em São Paulo. O mercado da suinocultura independente patina desde a última semana, sem conseguir avançar com reajustes positivos nos preços, cenário que se repetiu nas principais praças comercializadoras do animal nesta modalidade na quinta-feira (24).
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: Paraná e Santa Catarina com altas leves
No estado do Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 17/11/2022 a 23/11/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 0,11%, fechando a semana em R$ 6,48/kg vivo.
Em São Paulo, o preço se manteve estável pela quarta semana em R$ R$ 7,73/kg vivo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), com acordo entre suinocultores e frigoríficos. No mercado mineiro, o preço ficou estável pela quarta semana consecutiva em R$ 7,30/kg vivo, preço este sugerido pela Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), sem acordo entre suinocultores e frigoríficos. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal ficou teve leve alta, saindo de 6,67/kg vivo para R$ 6,70/kg nesta semana.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Poder de compra do suinocultor avança em novembro
Os preços do suíno vivo recuaram na primeira semana de novembro, mas se sustentaram nas semanas seguintes, tendo como suporte o ligeiro aquecimento na demanda
Diante disso, levantamento do Cepea mostra que a média de preço do animal vivo da parcial de novembro está acima da registrada em outubro. Já quanto ao milho, importante insumo da alimentação da atividade suinícola, os valores médios de novembro também estão acima dos do mês anterior, mas avançam de forma menos intensa que os do animal vivo. Diante desse cenário, cálculos do Cepea indicam que o poder de compra do suinocultor paulista melhorou frente ao milho de outubro para novembro.
Cepea
Frango: preços estáveis no PR e SC
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 7,20/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, da mesma maneira que no Paraná, fixado em R$ 5,19/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (24), a ave congelada teve alta de 0,13%, chegando a R$ 8,00/kg, enquanto a resfriada aumentou 0,74%, fechando em R$ 8,12/kg.
Cepea/Esalq
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