CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1747 DE 03 DE JUNHO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1747 | 03 de junho de 2022

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta ainda é alta e preços voltam a cair

A política de tolerância zero adotada pela China com a Covid continua impactando na compra de gado. O mercado físico de boi gordo registrou preços predominantemente mais baixos na quinta-feira (2).

Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário de pressão se consolida conforme os frigoríficos avançam em suas escalas de abate. “A oferta de animais terminados permanece em bom nível. O pecuarista ainda se depara com capacidade reduzida de retenção. Além disso, os ruídos em torno da política de tolerância zero adotada pela China no mercado seguem impactando nas decisões dos frigoríficos exportadores na compra de gado”, disse Iglesias. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 304, enquanto em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 271. Para Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 273 e em Uberaba (MG), os preços foram de R$ 280 por arroba. Já em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 270 para a arroba do boi gordo. O mercado atacadista registrou preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, mesmo no decorrer da primeira quinzena do mês haverá pouco espaço para alta das cotações, considerando a posição dos estoques dos frigoríficos neste momento. O quarto traseiro do boi foi precificado a R$ 22 por quilo, estável. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,80 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,30 por quilo, recuo de dez centavos.

AGÊNCIA SAFRAS

Cotação do boi gordo segue em queda em São Paulo

Com escalas de abate confortáveis nas praças paulistas, as cotações do boi gordo abriram o dia com queda de R$2,00/@ frente ao dia anterior (1/6). Para as fêmeas, preços estáveis

No Oeste da Bahia, na comparação com o dia anterior (1/6), houve queda de R$2,00/@ para todas as categorias de bovinos terminados. No Sul de Tocantins, com a maior oferta de boiadas e o alongamento das escalas, as cotações do boi, vaca e novilha gordos caíram R$2,00/@ em relação ao dia anterior (1/6). Desde o início de 2022, arroba do boi gordo perde R$ 25,50 em São Paulo, informa a Scot. “A dúvida agora é até onde seguirá essa pressão de baixa”, afirma o zootecnista Felipe Fabbri, analista de mercado da Scot Consultoria. Considerando a praça pecuária de São Paulo, a referência para o boi gordo recuou 5,2% (ou R$ 16/@) em maio. No acumulado de janeiro/22 a até maio, a arroba paulista teve queda de 8%, ou R$ 25,50/@, acrescenta Fabbri. “O movimento de baixa encorpou em abril e maio deste ano, tendência típica para o período de início da entressafra de capim, marcado pela maior entrega de animais para diminuir a pressão no pasto”, relata o analista da Scot. Dessa maneira, a referência para a arroba do boi, vaca e novilha gordos está em R$ 297/@, R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O valor do boi-China gira em torno de R$ 305/@ no mercado paulista, relata a Scot. Segundo Fabbri, esse movimento de queda nas cotações do boi gordo se intensificou com as suspensões chinesas de plantas brasileiras habilitadas, além de uma demanda doméstica ainda fragilizada e o registro de geadas em algumas regiões pecuárias, o que também forçou a saída de gado.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina cai 6% no atacado e ajuda a reduzir preço do boi

Cotações da proteína tiveram seu maior recuo mensal desde janeiro de 2020, segundo o Cepea

Em maio, a cotação da carcaça casada do boi — que inclui cortes do traseiro, do dianteiro e a ponta de agulha — caiu 6,3% no atacado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Esse foi o maior recuo mensal de preços desde janeiro de 2020. O Cepea não informou os valores. Com os preços altos, boa parte da população diminuiu o consumo da proteína. Essa redução da demanda puxou a desvalorização no atacado, dizem os pesquisadores, em nota. O declínio de preços foi sentido ao longo da cadeia. O valor pago ao pecuarista pelo boi gordo caiu 4% no mês passado e chegou a R$ 321,40 por arroba na última terça-feira (31/5). O aumento da oferta também pesou sobre os valores do animal vivo. O Cepea lembra que, com a aproximação do inverno, as pastagens começam a se deteriorar, e, para evitar gastos com suplementação, os produtores vendem animais aos frigoríficos.

VALOR ECONÔMICO

Boi/Cepea: Queda no preço da carne reforça pressão sobre valores do boi

Os preços do boi gordo (Indicador CEPEA/B3, estado de São Paulo) caíram 4% no acumulado de maio, fechando a R$ 321,40/arroba no dia 31

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio do crescimento na oferta de boi, como típico neste período do ano, quando as pastagens começam a se deteriorar, e o pecuarista acaba disponibilizando os animais para abate, visando evitar gastos com suplementação. Além disso, a fraca demanda doméstica por carne também reforçou o movimento de queda nos preços do boi gordo. Pesquisadores do Cepea indicam que o poder de compra da população brasileira está fragilizado, e demandantes buscam proteínas mais baratas, como ovos e frango, em detrimento da carne bovina. Neste cenário, as vendas de carne no mercado atacadista estiveram tão lentas em maio, que a carcaça casada do boi se desvalorizou 6,3% no acumulado do mês. Trata-se da maior baixa no acumulado de um mês desde janeiro de 2020, quando a retração foi de 8,16%.

Cepea

Pecuária/Cepea: Mercado de reprodução animal brasileiro arrefece no 1º tri de 2022

O mercado brasileiro de reprodução animal contabilizou a venda de 4,85 milhões de doses de sêmen ao longo do primeiro trimestre de 2022, queda de 3,4% frente ao mesmo período de 2021 (de 5,02 milhões de doses vendidas)

Esse cenário se deve aos estoques de doses acumulados em 2021, quando propriedades nacionais de cria de corte adiantaram as compras de sêmen visando garantir o insumo para a estação de monta – vale lembrar que as vendas no trimestre de 2021 cresceram 50% em comparação ao mesmo período de 2020. Esses dados são levantados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), desde 2017, e fazem parte do relatório setorial Index Asbia. A Associação representa, segundo estimativas internas, cerca de 94% do share nacional de vendas de sêmen bovino. De janeiro a março deste ano, 95% das doses de sêmen tiveram como destino o mercado interno, contra 97% no primeiro trimestre de 2021. Observa-se, neste ponto, crescimento na demanda internacional pela genética do Brasil. Segundo dados do Cepea/Asbia, 230 mil doses foram exportadas no primeiro trimestre de 2022, contra 150 mil no mesmo período do ano anterior, forte avanço de 53%. E os envios externos de doses de sêmen de raças leiteiras se destacam, tendo em vista que cresceram expressivos 75% de janeiro a março deste ano frente ao mesmo período de 2021 e representaram 63% do total embarcado pelo Brasil. Já no mercado interno, as vendas de doses são divididas entre “Prestação de Serviços”, ou “PS” (que representa o contrato de coleta e industrialização de doses de sêmen de um touro de posse de um produtor rural, que irá utilizar as doses coletadas para a inseminação de seu rebanho próprio), e as “vendidas para cliente final” (doses vendidas pelas empresas de genética para produtores rurais, visando o uso para inseminação das matrizes de seus rebanhos).  No caso das entregas via “PS”, houve avanço de 8% nas vendas de doses no primeiro trimestre de 2022 contra o mesmo período do ano passado. Destaca-se que esta modalidade é muito voltada ao mercado de raças de corte, que, por sua vez, somaram 97% do total de doses entregues. Já no segmento de vendas para cliente final, que representou 95% do total de doses de sêmen entregues em solo brasileiro, observa-se queda de 7% entre os primeiros trimestres de 2021 e de 2022, passando de 4,34 milhões de doses para 4,05 milhões. A diminuição foi observada nos setores de pecuária de corte (recuo de 6%) e de leite (baixa de 10%).

Cepea

CRA do Senado adia para próxima semana votação de projeto que revisa legislação de defesa agropecuária

Foi adiada a votação, pela Comissão de Agricultura (CRA), do projeto do Executivo que estabelece uma ampla revisão das leis de defesa agropecuária, permitindo às empresas criarem seu próprio programa de defesa agropecuária, com autofiscalização (PL 1.293/2021)

A proposta é relatada pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), que já apresentou relatório favorável. No entanto, os senadores aprovaram requerimento do senador Jean Paul Prates (PT-RN) para que a matéria passe por discussão em audiência pública. O debate será na próxima quarta-feira (8), e a votação do projeto, que o governo nomeou como o PL do Autocontrole de Defesa Agropecuária, deve acontecer na quinta-feira (9). A previsão é de que o projeto tramite apenas na CRA, em decisão terminativa. Na avaliação do senador Jean Paul Prates, a matéria contém mudanças consideráveis não somente para o setor produtivo em si, mas para toda a cadeia econômica, na exportação, na saúde pública e na própria estrutura do Estado. — Esse projeto chegou na CRA no dia 5 de maio e foi nomeado relator dia 20 de maio. Há duas semanas apenas. E ontem foi apresentado o relatório. Não há tempo absolutamente nenhum para a gente analisar isso dignamente. E ele implica na terceirização, na permissão dessa fiscalização do setor ser feita através de terceirizados e não por fiscais oficiais. Ora, eu tenho vários argumentos aqui delineados para que a gente discuta isso melhor: saúde pública; o próprio mecanismo de fiscalização, se está devidamente equacionado no projeto de lei; a execução por terceirizados; a auditoria desses trabalhos; a fiscalização e a punição, caso esses trabalhos não sejam realizados a contento, já que eles não só afetam — e aí, sim — a saúde pública do próprio brasileiro que consumir, como afetam a exportação e a fiscalização lá de fora. Não adianta a gente fazer vista grossa aqui e passar os olhos em cima, se lá fora alguém vai detectar algum defeito, alguma coisa, como já houve no passado — argumentou Prates, referindo-se à fiscalização do processo produtivo, inclusive do uso de agrotóxicos, que é abarcado pela defesa agropecuária.  O senador Paulo Rocha (PT-PA) acrescentou que durante a tramitação da matéria na Câmara dos Deputados foram apresentadas 109 emendas. Já no Senado, segundo ele, só a bancada do PT apresentou 62. Para o senador, isso demonstra a necessidade de se aprofundar o debate com o intuito de também de receber outras colaborações para elaboração do texto final. Heinze concordou em adiar a leitura do relatório e com a realização da audiência. Ele disse que o debate dará mais “visibilidade ao processo”. O relator também respondeu às observações de Jean Paul Prates sobre o projeto. De acordo com Heinze, o texto permitirá maior “dinamismo e liberdade a atividade econômica agropecuária” e não retirar a função de fiscalização pelo Estado já prevista em Lei.

Agência Senado

ECONOMIA

PIB do Brasil cresce 1,0% no 1º tri, diz IBGE; agropecuária recuou 0,9%

O Brasil iniciou 2022 com crescimento econômico, registrando entre janeiro e março expansão por três trimestres seguidos com a ajuda da retomada do setor de serviços, mesmo com o cenário de inflação e juros elevados e incertezas externas

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve crescimento de 1,0% na comparação com os últimos três meses de 2021, mostrando aceleração em relação ao fim do ano passado, quando avançou 0,7% sobre o trimestre anterior. O dado divulgado na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou abaixo da expectativa em pesquisa de Reuters de um ganho de 1,2%. O IBGE, entretanto, revisou para cima os números do terceiro e quarto trimestre de 2021, passando a ver respectivamente altas de 0,7% e 0,1%, depois de informar anteriormente taxas de 0,5% e -0,1%. O número do segundo trimestre também melhorou, embora ainda tenha ficado negativo, passando a retração de 0,2%, ante declínio de 0,3% informado previamente. Com o agora resultado positivo do terceiro trimestre, o Brasil sai do cenário de recessão técnica que havia sido apontado antes com dois trimestres seguidos de recuos. Entretanto, o avanço de 4,6% do PIB no ano de 2021 como um todo foi mantido, e a atividade econômica está agora 1,6% acima do patamar do quatro trimestre de 2019, período pré-pandemia, segundo o IBGE. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021, o PIB teve expansão de 1,7%, ante expectativa de 1,8% nessa base de comparação. O desempenho da atividade econômica surpreendeu no início deste ano, mesmo com a inflação em 12 meses em dois dígitos e a alta da taxa básica de juros. A reabertura da economia após os lockdowns contra a Covid-19 ajudou, bem como a recuperação do emprego e a expansão da renda disponível, ainda que abaixo do esperado no primeiro trimestre. E a demanda no país foi auxiliada por um maior estímulo fiscal, após o aumento da transferência de renda aos mais pobres por meio do Auxílio Brasil. Nos três primeiros meses do ano, o destaque foi o crescimento de 1,0% dos serviços, que respondem por 70% do PIB brasileiro, acelerando ante avanço de 0,6% no quarto trimestre. “Dentro dos serviços, o maior crescimento foi de outros serviços (+2,2%), que comportam muitas atividades dos serviços prestados às famílias, como alojamento e alimentação. Muitas dessas atividades são presenciais e tiveram demanda reprimida durante a pandemia”, explicou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Ainda do lado da produção, a indústria teve crescimento de apenas 0,1% no período, mas voltou a uma taxa positiva depois de três trimestres seguidos de contração. Por outro lado, a Agropecuária encolheu 0,9% nos três primeiros meses deste ano, depois de saltar 6,0% no quarto trimestre, devido à estiagem no Sul, segundo o IBGE. Pelo lado das despesas, o consumo das famílias cresceu 0,7% e o do governo, 0,1%. No entanto, a Formação Bruta de Capital Fixo, uma medida de investimento, encolheu 3,5%, com redução na produção e importação de bens de capital. Em relação ao setor externo, as exportações de bens de serviços aumentaram 5,0%, mas as importações contraíram 4,6% em relação ao quarto trimestre de 2021.

REUTERS

Dólar à vista fecha em queda de 0,42%, a R$4,7862

O dólar fechou em declínio moderado na quinta-feira e voltou a ficar abaixo de 4,80 reais, em dia de vaivém influenciado pelos movimentos de ativos no exterior e por ruídos domésticos

A moeda negociada no mercado à vista caiu 0,42%, a 4,7862 reais na venda. O real se beneficiou em menor grau da forte queda do dólar no exterior quando comparado a vários de seus pares. O noticiário doméstico apontando renovadas pressões por aumentos de gastos em ano eleitoral adicionou cautela às operações, enquanto os números do PIB do primeiro trimestre, embora benignos, não afastaram cenários de recessão na segunda metade do ano.

REUTERS

Ibovespa avança e retoma os 112 mil pontos liderado por Vale e siderúrgicas

O otimismo renovado dos investidores globais com a economia chinesa voltou a impulsionar o Ibovespa na sessão de hoje, a segunda liderada consecutivamente por empresas ligadas às commodities metálicas

Com isso, e o desempenho positivo dos índices de Nova York, o referencial local fechou acima dos 111 mil pontos pela primeira vez desde 20 de abril. Durante o pregão, investidores também analisaram o resultado do PIB brasileiro para o primeiro trimestre. Após ajustes, o índice local fechou em alta de 0,93%, aos 112.392,91 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 17,4 bilhões. Lá fora, o S&P 500 subiu 1,84%, Dow Jones avançou 1,33% e Nasdaq saltou 2,69%. Mesmo com a volatilidade dos pares internacionais, o Ibovespa ficou no positivo desde os primeiros negócios da sessão, refletindo a melhora do humor dos agentes em relação à economia chinesa. A notícia de que bancos locais deverão criar linhas de crédito para projetos de infraestrutura impulsionou a cotação das commodities metálicas e, consequentemente, de mineradoras e siderúrgicas. Por aqui, CSN ON cresceu 3,52%, CSN Mineração ON saltou 9,28%, Gerdau PN avançava 4,06%, Usiminas PNA subiu 5,24% e Vale ON teve alta de 1,88%. No cenário macro, investidores analisaram também o resultado do PIB brasileiro, que avançou 1% no primeiro trimestre do ano, ante o último de 2021, na série com ajuste sazonal. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE e vieram em linha com a mediana das estimativas de 82 consultorias e bancos ouvidos pelo Valor. Para economistas do Credit Suisse, ainda é de se esperar uma desaceleração do crescimento econômico nos próximos trimestres devido ao aperto das condições financeiras, mas o resultado de hoje indica que a desaceleração pode ser mais gradual do que a expectativa inicial do banco. Di Sora entende, no entanto, que um alívio mais consistente para a classe de ativos só virá de fato com uma reversão da política monetária. “O juro real segue elevado e tem uma correlação negativa muito grande com a bolsa. Crescimento é uma leitura de curtíssimo prazo e, quando olhamos para 2023, as dúvidas seguem.”

VALOR ECONÔMICO

Bancos melhoram projeções para PIB do Brasil, mas mantêm alerta sobre desaceleração no 2º semestre

A divulgação na quinta-feira do PIB brasileiro do primeiro trimestre acionou uma série de revisões de alta nos prognósticos para a atividade por parte de bancos, que seguem vendo ritmo mais fraco no segundo semestre

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve crescimento de 1,0% na comparação com os últimos três meses de 2021, acelerando em relação ao fim do ano passado, quando avançou 0,7% sobre o trimestre anterior. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Itaú Unibanco aumentou para 1,6% a taxa de crescimento esperado para 2022, de 1,0% do cenário prévio, e projeta elevação de 0,8% do PIB no segundo trimestre. “Apesar do resultado abaixo do esperado, a divulgação do PIB do primeiro trimestre confirma que a economia teve um início de ano forte e consolida nossa percepção de que o primeiro semestre deve ter crescimento mais robusto do que se esperava inicialmente”, disse o banco em relatório de revisão de cenário, sem deixar de ressalvar, contudo, perspectiva de declínio de 0,4% do PIB tanto no terceiro trimestre quanto no quarto. O Citi dobrou sua estimativa de expansão da economia neste ano para 1,4%, de 0,7% antes. O JPMorgan prevê que o segundo trimestre do ano deverá ser “mais forte” do que o banco estava esperando e calcula aumento do PIB de 1,5% entre abril e junho sobre o primeiro trimestre do ano –em taxa anualizada com ajuste sazonal. O número cheio para 2022 foi elevado a 1,2%, de 1% do cenário anterior. O Santander Brasil agora vê a atividade econômica em alta de 1,2% em 2022, bem acima do prognóstico anterior, de aumento de 0,7%, citando “surpresas positivas que melhoraram a perspectiva” para o primeiro semestre e a consolidação da reabertura econômica, a recuperação do mercado de trabalho e o fortalecimento de setores menos cíclicos relacionados às commodities. Em revisão de cenário macro, o banco espanhol disse esperar variação positiva de 0,2% no PIB do segundo trimestre sobre o primeiro (com ajuste sazonal). Nas contas do Santander, entre julho e setembro a economia ficará parada, já sob efeitos de uma política monetária contracionista, e no quarto trimestre sofrerá retração de 0,4%. O Credit Suisse não chegou a alterar suas projeções e segue vendo expansão de 1,4% na economia em 2022. O banco, conhecido por suas visões conservadoras, ainda espera esfriamento da economia por causa dos efeitos do aperto das condições financeiras. O Barclays adotou um tom mais sóbrio e se limitou a falar de “algum risco de alta (para a atividade) no curto prazo” devido a melhores condições no mercado de trabalho e a maiores gastos do governo antes das eleições. O banco manteve prognóstico de aumento do PIB de 1,0% em 2022 e vê como “mais desafiadora” a segunda metade do ano, tanto por fatores internos –política monetária restritiva e incertezas eleitorais– quanto por temas externos –eventos geopolíticos na Europa e a política de Covid zero na China.

REUTERS

IPC-Fipe sobe 0,42% em maio

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo desacelerou a alta a 0,42% em maio, depois de subir 1,62% em abril, uma vez que os custos de Habitação registraram queda

De acordo com os dados informados na quinta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os preços de Habitação tiveram forte impacto negativo no índice do mês ao apresentarem recuo de 1,18%. Em abril esse grupo havia subido 0,44%. Por outro lado, a maior influência positiva veio de Despesas Pessoais, cujos custos subiram 2,18% em maio, acelerando ante alta de 1,71% no mês anterior. Os preços de Alimentação também se destacaram, com avanço de 1,15%, embora tenham desacelerado depois de subir 3,38% em abril. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS

PIB da Agropecuária cai 8% no primeiro trimestre de 2022

Culturas relevantes para tiveram queda, refletindo no resultado comparado com o mesmo período de 2021. Em 12 meses, retração é de 4,7%

O PIB da Agropecuária teve retração no primeiro trimestre de 2022, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na contramão do resultado geral da economia brasileira no período. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil referente ao período de janeiro a março deste ano foram divulgados na quinta-feira (2/6). Em números absolutos, a soma das riquezas geradas pelo setor somou R$ 183,6 bilhões. Em comparação com os últimos três meses de 2021, a queda foi de 0,9%. Foi o único segmento entre os analisados com desempenho negativo. Os serviços cresceram 1% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1% na mesma comparação. A queda mais significativa da agropecuária foi verificada na comparação com o primeiro trimestre de 2021: 8%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desempenho é explicado pelo resultado negativo de culturas agrícolas relevantes para o período. Com base nos dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), feito pelo próprio IBGE, a produção de soja teve queda de 12,2%; a de arroz, 8,5%; a de fumo, 7,3%; e a de mandioca teve baixa de 2,7%. “Já o milho, que também tem safra relevante no trimestre, apontou ganho de produtividade e crescimento na produção anual, estimado em 27,5%. Cabe ressaltar que a estimativa da Pecuária demonstrou bom desempenho no decorrer do primeiro trimestre do ano, com destaque para os bovinos”, destaca o comunicado do IBGE. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em março deste ano, o PIB da Agropecuária teve retração de 4,8%. No período, foi o único setor com desempenho negativo. A indústria teve alta de 3,3% e os serviços registraram expansão de 5,8%.

GLOBO RURAL

MEIO AMBIENTE

Marfrig lança seu Relatório de Sustentabilidade 2021

A Marfrig lançou na quinta-feira (02) seu Relatório de Sustentabilidade 2021 (PDF aqui) com o objetivo de disseminar, para todos os seus públicos, informações financeiras e socioambientais sobre a companhia de forma clara, direta e concisa, informou a empresa no mesmo dia

Além de abordar o desempenho recorde da Marfrig no ano, o documento, em sua 16ª edição, faz um balanço dos avanços da companhia em práticas ESG, tema que permeia e guia a atuação da empresa e originou o Programa Marfrig Verde+. Lançado em julho de 2020, o projeto foi fortalecido e consolidado em 2021, rumo à meta de ter 100% da cadeia de fornecimento da Marfrig livre de desmatamento até 2025, no Bioma Amazônia, e até 2030, no Cerrado e demais biomas. A Marfrig investiu no ano passado US$ 30 milhões na gestão da cadeia de fornecedores da Amazônia e do Cerrado. Alcançou uma taxa de identificação (via satélite) de 100% das fazendas fornecedoras diretas. Quanto ao monitoramento de fornecedores indiretos – um dos maiores desafios da cadeia agropecuária nacional –, a companhia identificou a origem de 63% dos indiretos da Amazônia e 67% dos indiretos do Cerrado. A média geral de identificação de fornecedores indiretos em todos os biomas brasileiros foi de 64%. A Marfrig usou diversos instrumentos, como o mapa de mitigação de riscos na Amazônia, que identifica áreas expostas a desmatamento e conflitos sociais. Nos demais países latino-americanos onde a Marfrig opera, as taxas de identificação de fornecedores indiretos foram de 100% no Uruguai, 82% na Argentina e 79% no Chile. Em consonância com o princípio de produção-conservação-inclusão do Marfrig Verde+, a companhia realizou, em 2021, a reinclusão de mais de 2 mil fazendas no cadastro de fornecedores, por voltarem a operar em conformidade com os compromissos socioambientais da empresa; o número representou 26% dos fornecedores ativos no período. A Marfrig também avança nas ações de descarbonização de sua cadeia de fornecimento com o Marfrig Club, programa que recomenda, para os produtores, práticas sustentáveis como: oferecer aos animais alimentação proveniente de áreas e pastagens corretamente manejadas, o que permite fixação de carbono no solo; produção de animais por meio de sistemas de baixa emissão, o que inclui a precocidade e o abate em prazo menor, reduzindo a emissão de metano; investimentos em melhoria da qualidade genética; orientações sobre práticas e processos agrícolas eficientes (manejo de pastagens, alimentação animal e destinação de resíduos).

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: cotações perto da estabilidade; mercado independente com reajuste positivo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 95,00/R$ 105,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,20 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (1), houve queda somente no Paraná, na ordem de 0,23%, chegando em R$ 4,35/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, valendo R$ 5,97/kg, R$ 4,49/kg no Rio Grande do Sul, R$ 4,38/kg em Santa Catarina e R$ 5,42/kg em São Paulo.

Cepea/Esalq

Suínos/Cepea: Cotação do vivo no mercado independente é menor que no integrado

Os valores pagos pelo suíno vivo no mercado independente encerraram o mês de maio em queda na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea

A pressão veio tanto da maior oferta quanto da fraca demanda pela carne do animal. Diante desse cenário, os preços do suíno comercializado no mercado spot passaram a operar abaixo dos observados para os animais de produção integrada. Vale destacar que, historicamente, as cotações do suíno no mercado independente operam acima dos preços de produção integrada, devido aos maiores custos. No dia 31 de maio, o valor do suíno vivo de produção independente, posto no frigorifico no Oeste Catarinense, fechou com média de R$ 4,59/kg, queda de 24,4% em relação ao dia 29 de abril. Esse valor está abaixo do recebido por produtores integrados no dia 31, de R$ 5,07/kg. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário esteve atrelado à menor presença de compradores de suíno ao longo de maio no mercado spot, devido à redução das vendas da carne. Já no caso das integradoras, estas mantiveram o “preço-base” dos contratos com suinocultores integrados.

Cepea

Frango: mercado tem leves altas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 0,74%, chegando em R$ 6,80/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg.
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (1), tanto a ave congelada quanto a resfriada tiveram aumento de 0,13%, custando, respectivamente, R$ 7,68/kg e R$ 7,69/kg.

Cepea/Esalq

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