
Ano 8 | nº 1748 | 06 de junho de 2022
NOTÍCIAS
Boi gordo: preços seguem fracos
Frigoríficos operam com escalas confortáveis, fazendo mercado físico ter pouca alteração na sexta-feira
O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados na sexta-feira (3). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o volume de animais ofertados permanece em bom nível, fazendo com que os frigoríficos não encontrem dificuldades na composição de suas escalas de abate. “Mesmo durante a primeira quinzena do mês parece pouco provável que os preços reajam, uma vez que os frigoríficos operam com estoques confortáveis”, diz Iglesias. Em relação à China, as operações no porto de Xangai retornaram à normalidade desde o último dia 1°. Uma possível flexibilização da política de tolerância zero contra a Covid-19 pode ser evidenciada, o que pode alterar a dinâmica em torno dos embargos impostos sobre alguns frigoríficos brasileiros. Na capital de São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 304 a arroba. Em Dourados (MS), foi indicada em R$ 271. A arroba de boi gordo em Cuiabá (MT) ficou indicada em R$ 273. Já em Uberaba (MG), preços a R$ 280 por arroba. Em Goiânia (GO) a indicação foi de R$ 270 para a arroba. O mercado atacadista registrou preços estáveis para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo. O padrão de consumo delimitado para 2022 ainda aponta para a preferência da população por proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e dos ovos. O quarto traseiro foi precificado a R$ 22 por quilo, estável. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,80 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,30 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Preços do boi gordo têm forte queda em maio
O mês de maio foi marcado por forte queda nos preços da arroba do boi gordo
Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos exerceram pressão durante todo o mês, testando patamares mais baixos na compra de gado junto aos pecuaristas. As escalas de abate no geral estão confortáveis, dado o bom volume de oferta de boiadas nas últimas semanas. “Nesse ambiente a tendência é que o movimento de queda persista mesmo durante a primeira quinzena de junho, período que tradicionalmente conta com maior apelo ao consumo de carne bovina”, assinalou Iglesias. A oferta de animais terminados permanece em bom nível, pois o pecuarista ainda se depara com capacidade reduzida de retenção. Além disso, os ruídos em torno da política de tolerância zero adotada pela China no mercado segue impactando nas decisões dos frigoríficos exportadores na compra de gado, com o país asiático mantendo embargos sobre a exportação de algumas unidades. Com isso, os preços a arroba do boi gordona modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 2 de junho: São Paulo (Capital) – R$ 300 a arroba, na comparação com R$ 330 em 28 de abril, queda de 9%. Minas Gerais (Uberaba) – R$ 280 a arroba, ante R$ 310, queda de 9,68%. Goiânia (Goiás) – R$ 270 a arroba, contra R$ 300, caindo 10%. Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 270 a arroba, contra R$ 290,00, recuo de 6,9%. Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 275 a arroba, ante R$ 292, caindo 5,82%.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: trégua na tendência de baixa da arroba
De todo modo, o cenário ainda é de pressão de baixa em algumas regiões onde a oferta de animais é maior, como observado no Norte e Nordeste do País
Após um período de desvalorização nas cotações, mercado registra estabilidade na maioria das praças brasileiras; em SP, macho terminado fechou a sexta-feira (3/6) cotado em R$ 297/@, segundo a Scot Consultoria. Durante os meses de abril e maio, o mercado do boi gordo operou sob forte pressão baixista, motivada pelo avanço de oferta de lotes terminados a pastos (desova de início de entressafra), além dos problemas gerados pela fraca demanda interna pela carne bovina, um reflexo do menor poder de compra dos consumidores brasileiros, prejudicados sobretudo pelo aumento da inflação no País. Os volumes de lotes de animais terminados a pasto nas regiões do Brasil Central começam a dar sinais de redução, notadamente nas regiões do Sudeste e Sul, relata a IHS. A consultoria captou, na sexta-feira (3/6), o primeiro avanço de preços na cotação do boi gordo em semanas, observado na praça de Maringá (PR), com indústrias ofertando preços de R$ 295/@, ante R$ 290 registrado no dia anterior. Nas praças do interior de São Paulo, as ofertas por boiadas abaixo da referência estão ocorrendo, mas sem negócios efetivos, informa a Scot Consultoria. “Com escalas de abate programadas para a próxima semana, as cotações de todas as categorias destinadas ao abate abriram o dia estáveis no comparativo diário”, acrescenta a Scot. Com isso, as referências para a arroba do boi, vaca e novilha gordos em São Paulo estão em R$ 297/@, R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). A cotação de bovinos destinados à China gira em torno de R$ 305/@ no mercado paulista.
SCOT CONSULTORIA
Fraqueza da demanda ofusca queda da carne
Em maio, preço caiu no varejo pela primeira vez no ano, mas consumo continua a ser incógnita
A redução da demanda tem pressionado as cotações da carne bovina no atacado no Brasil e também o valor pago pelo boi gordo. Já há algum efeito da diminuição do consumo sobre os preços no varejo, que caíram no mês passado, mas, com o poder de compra das famílias encolhendo por causa da inflação, a queda recente de preços ainda não se transformou em um propulsor da retomada do consumo – e, para analistas que acompanham o mercado da pecuária, há dúvidas sobre a possibilidade de esse quadro mudar no curto prazo. O mês passado foi o primeiro de 2022 em que os preços da carne bovina recuaram no varejo paulista. O quilo da proteína ao consumidor caiu 0,3% e, na última segunda-feira, saiu por R$ 51,56, em média, segundo levantamento da Scot Consultoria. Mesmo com o declínio, o valor ainda é 22% superior ao de um ano atrás. O recuo dos preços da carne no varejo ocorreu como reflexo da queda no atacado. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o quilo da carcaça casada, que inclui toda a carne do boi antes da desossa, caiu 6,3% no atacado paulista e chegou a R$ 20,13 no fim de maio – esse foi o primeiro recuo desde fevereiro. Já a Scot registrou queda de 1,5% no produto desossado, para R$ 33,21 por quilo, em média. A arroba do boi vendido para o mercado interno está em queda há três meses, em parte devido à diminuição da demanda, que pressionou as cotações no atacado, em parte como reflexo do aumento da oferta de animais no campo. Segundo a Scot, entre 25 de fevereiro e 31 de maio, a cotação da arroba caiu 10,7%, a R$ 297,50. Em valores nominais, no momento, o boi está 2,6% mais barato do que há um ano, calcula a Scot. Mas a inflação acumulada entre maio de 2021 e abril deste ano chega a 12,47%; no grupo alimentos e bebidas do IPCA, o índice oficial de preços do país, a alta é de 13,44%, informa o IBGE. No começo do ano, a disponibilidade de fêmeas aumentou, diz a Scot. E agora, com a deterioração dos pastos por causa da queda das temperaturas, há mais animais saindo dos pastos porque os criadores optam por vendê-los para não gastar mais com suplementação nas rações. Amanda Skokoff, analista da Scot ressalva que só foi possível haver queda de preços porque o varejo tinha conseguido recuperar parte de suas margens nos meses anteriores. “Tanto é que, no começo do ano, mesmo com as quedas do boi, não vimos os repasses chegando ao varejo”, afirma.
VALOR ECONÔMICO
Após episódio de agressão, fiscais agropecuários retomam atividades no Paraguai
Sindicato da categoria enviou técnicos ao local para avaliar adequações
Os auditores fiscais federais agropecuários que atuam na Área de Controle Integrado de Cidade do Leste, no Paraguai, retomaram suas atividades, que estavam paralisadas desde um episódio de agressão a um funcionário do posto. O Anffa Sindical, que representa a categoria, informou ter enviado técnicos ao local para acompanhar o retorno. O episódio de violência ocorreu há duas semanas. Segundo nota do sindicato, a detecção frequente de irregularidades no posto, responsável pela fiscalização de produtos vegetais que o Brasil compra do país vizinho, teria irritado caminhoneiros paraguaios e criado um ambiente de trabalho hostil. A agressão a um dos servidores da fronteira atestaria, assim, que havia risco à segurança dos auditores. Depois do ataque ao agente, a chefia do serviço de vigilância agropecuária retirou os profissionais do Ministério da Agricultura alocados em Cidade do Leste e transferiu as operações para o Porto Seco Rodoviário de Foz do Iguaçu (PR). A Área de Controle Integrado de Cidade do Leste é responsável pela fiscalização de produtos vegetais que o Brasil compra do país vizinho. De acordo com o Anffa Sindical, a falta de segurança não é o único problema no local. Recentemente, cresceu de maneira expressiva o volume de cargas de produtos a granel, submetidas à intervenção do ministério, que contêm fosfina ativa, um agrotóxico usado para matar pragas e insetos em produtos vegetais. Na fiscalização, os técnicos identificaram excesso de gás em suspensão – os níveis desse resíduo estavam mais de 20 vezes acima do limite máximo permitido pelos órgãos de controle brasileiros. “Além de comprometer a saúde dos profissionais que fiscalizam as cargas, o produto tóxico é altamente inflamável, considerado um risco à segurança de quem trafega pelas rodovias e ao meio ambiente”, diz o Anffa Sindical, em nota. Os técnicos da entidade avaliam agora se os pedidos de adequações na estrutura para preservar a segurança e a saúde dos trabalhadores foram cumpridos. Os auditores precisam ter certeza, por exemplo, de que poderão fiscalizar uma carga sem risco de contaminação por agrotóxicos, como vinha ocorrendo.
VALOR ECONÔMICO
Escalas de abate dos frigoríficos continuam alongadas, informa Agrifatto
De acordo com a consultoria paulista, a média nacional das programações de abate se encontra em 11 dias úteis
Com a oferta de boi gordo ainda firme e as vendas no mercado doméstico fragilizadas, as escalas de abate nas principais regiões pecuárias brasileiras seguem “confortáveis” para os frigoríficos, relatou na sexta-feira, 3 de junho, a consultoria Agrifatto. “Enquanto o boi gordo é negociado na média de R$ 295/@ em São Paulo, a média nacional das programações de abate se encontra em 11 dias úteis, a mesma que foi registrada durante a última semana”, relata Yago Travagini, analista da Agrifatto. São Paulo – As indústrias fecharam a sexta-feira com 11 dias úteis programados, 1 dia a menos ante o que foi visto na semana passada. Pará – As escalas de abate se encontram na média de 19 dias úteis, 1 dia de alta no comparativo semanal. Minas Gerais – As indústrias mineiras encerraram a semana com as escalas próxima dos 13 dias úteis, 4 dias de aumento ante a sexta-feira passada. Goiás – As programações de abate se encontram na média de 10 dias úteis, recuo de 1 dia ante a semana passada. MS e TO – Os frigoríficos sul-mato-grossenses e tocantinenses encerraram a semana com as escalas na média de 9 dias úteis – não houve variação em ambas as regiões no comparativo semanal.
Rondônia – As programações de abate estão próximas dos 8 dias úteis, queda de 1 dia ante a sexta-feira passada.
AGRIFATTO
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em queda de 0,18%, a R$4,7776
O dólar fechou em leve declínio na sexta-feira, suficiente para manter a moeda abaixo da marca psicológica de 4,80 reais, num dia sem direção comum nas praças cambiais do exterior após dados fortes de emprego nos EUA endossarem expectativas de mais altas de juros na maior economia do mundo
O dólar à vista caiu 0,18%, a 4,7776 reais na venda. No pregão, variou de 4,8325 reais (+0,97%) a 4,776 reais (-0,21%). Na semana, a cotação avançou 0,83%, após três semanas consecutivas de queda nas quais acumulou baixa de 6,60%. Nos três primeiros dias de junho, a moeda dos EUA tem alta somada de 0,49%. Em 2022, o dólar ainda recua 14,28%.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com dados dos EUA e tem perda semanal
O Ibovespa encerrou em queda nesta sexta-feira, contaminando pelas preocupações acerca do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos, após dados do mercado de trabalho reforçarem a percepção de que a economia norte-americana permanece aquecida
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,03%, a 111.238,50 pontos, segundo dados preliminares. O giro no pregão somava 17,65 bilhões de reais. Na semana, o índice acumulou declínio de 0,63%, interrompendo uma sequência de três altas semanais.
REUTERS
Atividade industrial apresentou sinais de perda de dinamismo em abril, diz CNI
Mês teve queda do faturamento real, do emprego, das horas trabalhadas na produção e da massa salarial
A atividade industrial apresentou sinais de perda de dinamismo no mês de abril, aponta a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na sexta-feira, 3. Em abril, houve queda do faturamento real, do emprego, das horas trabalhadas na produção e da massa salarial, o que afetou negativamente o desempenho da indústria. De acordo com a pesquisa, o faturamento real do setor caiu 0,6% em abril na comparação com março, na série livre de efeitos sazonais. Essa queda, destaca a CNI, reverte a alta de 0,7% registrada em março e leva o faturamento ao mesmo patamar em que começou o ano. Se comparado com abril de 2021, a queda real do faturamento é de 5,8%. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, “a fragilidade atual da indústria é resultado da persistência e do agravamento da escassez e do alto custo dos insumos, aliada a uma demanda também frágil, reduzida pela inflação alta”. “São quedas que revertem pequenos ganhos ocorridos no primeiro trimestre. Em um cenário de inflação persistente e juros altos é difícil prever desempenho muito positivo, sobretudo sustentado, nos próximos meses. A economia brasileira precisa de uma alavanca para atrair investimentos e voltar a crescer, que deveria ser a reforma tributária, mas todos os esforços nesse sentido têm sido frustrados”, afirma Azevedo. As horas trabalhadas na produção registraram queda de 2,2% em abril ante março, na série dessazonalizada. Em relação a abril de 2021, o número de horas trabalhadas apresenta recuo de 0,2%. O emprego industrial, segundo a pesquisa, consolidou queda em abril, após dar sinais de recuperação. O índice registrou queda de 0,5% no mês, reforçando “os sinais de perda de dinamismo do emprego nos primeiros meses do ano, após série de altas consecutivas ao longo da segunda metade de 2020 e 2021”. Em relação a abril do ano passado, há um crescimento no emprego industrial de 1,6%. Houve queda também na massa salarial real da indústria de transformação, de 0,5% na mesma base de comparação. “Apesar do patamar relativamente elevado no qual se encontra desde o início do ano, a massa salarial dá sinais de perda de dinamismo com o recuo de abril, após cinco meses de crescimento ou estabilidade”, diz a CNI. Em relação a abril do ano passado, no entanto, a massa salarial ainda apresenta um pequeno crescimento de 0,2%. Já o rendimento médio real dos trabalhadores da indústria permaneceu estável em abril em relação a março, com uma ligeira alta de 0,1%. Isso, na avaliação da CNI, mostra a recuperação gradual dos rendimentos, que já acumula seis meses consecutivos de altas ou estabilidade. Apesar disso, na comparação com abril de 2021, o rendimento médio apresenta queda de 1,2%. O levantamento apontou ainda que a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou 0,1 ponto porcentual entre março e abril, ficando em 80,9%. Segundo a CNI, o nível de UCI dos primeiros quatro meses do ano é muito próximo, o que evidencia um cenário de estabilidade da UCI em 2022 até o momento, após quedas registradas no 2º semestre de 2021.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Indústria do Brasil cresce pelo 3º mês em abril, mas ainda mostra dificuldade de recuperação
A indústria brasileira iniciou o segundo trimestre com ganhos em abril pelo terceiro mês seguido e em linha com o esperado, indicando alguma melhora, ainda que insuficiente para compensar as perdas recentes
Em abril, a produção industrial aumentou 0,1% na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a indústria ainda tentando engatar uma recuperação sustentada em meio à inflação elevada e problemas persistentes de oferta, a leitura ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters. Nos três meses seguidos de ganhos até abril, a produção industrial acumulou ganho de 1,4%, o que ainda foi insuficiente para compensar a queda de 1,9% de janeiro, destacou o IBGE. O setor ainda está 1,5% abaixo do nível de fevereiro de 2020, pré-pandemia, e 18% aquém do ponto mais alto da série, de maio de 2011. “As perdas do passado ainda estão longe de serem recuperadas apesar da modificação do ritmo de produção nos últimos meses”, afirmou o gerente da pesquisa, André Macedo. “Apesar de ter mudado o ritmo e ter mais dados positivos, (a indústria) ainda está muito aquém de recuperar o que perdeu com a pandemia.” Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial registrou queda de 0,5%, contra expectativa de taxa negativa de 0,8%. Em um cenário de inflação e juros altos no país, o setor industrial ainda enfrenta demanda fraca já que os preços elevados corroem a renda, bem como problemas persistentes nas cadeias de oferta em meio à guerra na Ucrânia. O ambiente ainda é de custos elevados por conta de energia, gastos logísticos e outros insumos, e esse cenário deve levar a um baixo dinamismo no setor ao longo do ano. “Ainda há problemas de desabastecimento para bens, os custos seguem elevados, temos juros em elevação que encarecem o crédito, a inflação mais alta afeta a renda disponível bem como fatores ligados ao mercado de trabalho, com milhões de desempregados e renda comprometida”, pontuou Macedo. Em abril, 16 das 26 atividades pesquisadas apresentaram ganhos, e a maior influência positiva veio de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com crescimento de 4,6%. Já entre as que tiveram redução, os destaques ficaram para produtos alimentícios (-4,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,2%). “Os produtos alimentícios registram o segundo mês seguido de queda, muito relacionada à produção de açúcar. Porém, antes dessas quedas, a atividade vinha de 4 meses de crescimento, mantendo ainda um saldo positivo nesses últimos seis meses”, disse Macedo. Entre as categorias econômicas, a produção de bens de consumo semi e não duráveis cresceu 2,3% e a de bens intermediários aumentou 0,8%. Já os produtores de bens de capital registraram contração de 9,2% e os de bens de consumo duráveis viram recuo de 5,5% na fabricação.
REUTERS
Setor de serviços do Brasil tem recordes de altas de preços e criação de empregos em maio e perde a força, mostra PMI
O setor de serviços do Brasil registrou em maio recorde de criação de empregos, mas também os aumentos mais acentuados de preços em mais de 15 anos, com a expansão da atividade perdendo força, de acordo com dados da pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da S&P Global
O PMI recuou a 58,6 em maio, de 60,6 em abril, permanecendo acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Embora tenha mostrado perda de força, essa ainda foi a segunda taxa mais rápida de expansão desde maio de 2007. A manutenção do crescimento deve-se à retomada da demanda e de eventos após a pandemia de Covid-19, bem como a políticas de estímulo, de acordo com a S&P Global. Os novos negócios aumentaram pelo 13º mês em maio devido à demanda forte e à conquista de novos clientes, o que levou os prestadores de serviços a buscarem expansão da capacidade e a contratarem novos funcionários. Em maio, a taxa de criação de vagas no setor de serviços brasileiro foi a mais forte desde que a pesquisa começou, em março de 2007. Mas o mês também foi marcado por aumentos recordes de preços. A inflação de insumos apresentou ritmo sem precedentes em maio, com os participantes da pesquisa citando custos mais altos de energia, alimentos, combustíveis, mão de obra e materiais. Eles ainda indicaram pressão derivada da força do dólar e da guerra da Ucrânia. Esse cenário levou os fornecedores de serviços a elevaram os preços cobrados novamente em maio, com a taxa de inflação geral batendo máxima pelo terceiro mês seguido. “Com os preços também subindo no setor industrial, os resultados do PMI mostram aumentos sem precedentes tanto nos custos de insumo quanto nos preços cobrados no setor privado”, disse a diretora associada de economia da S&P Markit, Pollyanna de Lima. “Isso será preocupante para as autoridades dado que o aperto agressivo da política monetária falhou até agora em conter as pressões de preços causadas por limitações da cadeia de abastecimento, volatilidade dos preços de energia e a guerra na Ucrânia”, completou. Com o crescimento menor em serviços, o PMI Composto do Brasil caiu da máxima de 14 anos e meio de 58,5 atingida em abril para 58,0 em maio.
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FAO vê queda de preços de alimentos em maio, prevê menor produção de cereais em 2022/23
Os preços mundiais dos alimentos caíram em maio pelo segundo mês consecutivo, após atingirem um recorde em março, embora o custo dos cereais e da carne tenha aumentado, disse à agência de alimentos das Nações Unidas na sexta-feira
O índice de preços de alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que acompanha as commodities alimentares mais comercializadas globalmente, atingiu uma média de 157,4 pontos no mês passado, contra 158,3 em abril. O número de abril foi anteriormente fixado em 158,5. Apesar do declínio mensal, o índice de maio ainda estava 22,8% acima do ano anterior, impulsionado em parte por preocupações com o impacto da invasão russa da Ucrânia. Em estimativas separadas de oferta e demanda de cereais, a FAO disse esperar que a produção global de cereais caia na temporada 2022/23 pela primeira vez em quatro anos, para 2,784 bilhões de toneladas, diminuindo 16 milhões de toneladas dos níveis recordes de 2021. Enquanto os índices de preços de laticínios, açúcar e óleo vegetal caíram no mês passado, o índice de carnes atingiu um recorde histórico e o índice de cereais subiu 2,2%, com o trigo registrando um ganho mensal de 5,6%. Na comparação anual, os preços do trigo subiram 56,2%. A FAO disse que os preços do trigo foram influenciados pelo anúncio da Índia de uma proibição de exportação, bem como pela redução das perspectivas de produção na Ucrânia após a invasão russa. Em sua primeira previsão para a produção global de cereais, a FAO previu declínios na produção de milho, trigo e arroz, ao mesmo tempo em que projetou maior produção de cevada e sorgo. “As previsões são baseadas nas condições das culturas já no solo e nas intenções de plantio das que ainda serão semeadas”, disse a FAO. A utilização mundial de cereais estava prevista para diminuir em 2022/23 em 0,1% em relação aos níveis de 2021/22, para 2,788 bilhões de toneladas –a primeira contração em 20 anos.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Cotações dos suínos fecham a sexta-feira estáveis
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 95,00/R$ 105,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,20 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (2), houve aumento somente em Minas Gerais, na ordem de 0,84%, chegando em R$ 6,02/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná, valendo R$ 4,35/kg, R$ 4,49/kg no Rio Grande do Sul, R$ 4,38/kg em Santa Catarina e R$ 5,42/kg em São Paulo.
Cepea/Esalq
Suinocultor independente do Rio Grande do Sul tem prejuízo de cerca de R$ 180,00 por animal vendido
De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, o milho é que continua pesando mais nos custos de produção
Após trabalhar com quedas ao longo de maio, a suinocultura independente gaúcha registrou alta de preço na sexta-feira (3), saindo de R$ 5,23/kg vivo para R$ 5,58/kg vivo, de acordo com o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador. Segundo ele, ainda que tenha havido esta alta, o produtor gaúcho independente tem prejuízo de cerca de R$ 180,00 por animal vendido. Com a crise dos preços baixos para a venda dos animais e a alta nos custos de produção, pelo menos, desde janeiro deste ano, Folador afirma que há uma expectativa de que os produtores independentes façam o descarte de matrizes ao longo do ano para enxugar a produção em uma tentativa de mitigar os prejuízos na atividade. A perspectiva é que cerca de 15 a 20 mil matrizes sejam descartadas de um total de 60 a 65 mil fêmeas do setor independente. Isso representa um recuo de até 30% no número de reprodutoras no plantel. “Pensando no preço de venda, se consegue custear boa parte dos itens que compõem a cesta de custos de produção, exceto o milho”, afirma o dirigente, ressaltando que a média para se produzir um quilo de suíno é de cerca de R$ 7,00. “Esperamos que neste segundo semestre a situação comece a melhorar, mas não vemos perspectiva de que os preços de venda dos animais cheguem a R$ 7,00, R$7,30 o quilo para que os suinocultores consigam ter margem de lucro”, revelou.
ACSURS
Mercado do frango com poucas alterações
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 1,47%, chegando em R$ 6,90/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, enquanto no Paraná houve queda de 0,18%, custando R$ 5,55/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (2), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,68/kg e R$ 7,69/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Com vendas enfraquecidas, preços recuam em maio
O baixo poder de compra da população brasileira, fragilizado sobretudo pelo avanço da inflação no País, limitou as vendas de carne de frango em maio
Além disso, o elevado patamar do preço da proteína no mercado interno entre o encerramento de abril e o começo de maio também dificultou o escoamento do produto. Diante disso, muitos vendedores consultados pelo Cepea reduziram os valores de negociação ao longo do mês, como forma de evitar o acúmulo de estoques. De abril a maio, o valor médio do frango inteiro congelado caiu 5% no atacado da Grande São Paulo, passando para R$ 7,51/kg no último mês. No mercado de cortes e miúdos da Grande São Paulo, dentre os produtos acompanhados pelo Cepea, a coxa com sobre coxa congelada registrou a maior desvalorização, de 7,6% de abril a maio, a R$ 7,62/kg no último mês. A queda nos preços da carne, por sua vez, resultou também em leve reajuste negativo nos preços do frango vivo em parte das regiões produtoras. Na média do estado de São Paulo, o animal para abate foi cotado a R$ 6,36/kg em maio, baixa de 0,8% frente a abril.
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