
Ano 8 | nº 1743 | 30 de maio de 2022
NOTÍCIAS
Boi gordo: mercado encerrou a semana em baixa
Os preços no curto prazo devem seguir sofrendo por conta principalmente dos embargos chineses, o que foi recorrente nos últimos dias
O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos na sexta-feira (27). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete à continuidade desse movimento, uma vez que os frigoríficos ainda operam com escalas de abate bastante confortáveis. “A oferta de animais segue em bom nível neste momento. O pecuarista não se depara com boas condições de retenção, consequência do amplo desgaste das pastagens. Além disso, a movimentação da China optando por realizar embargos a determinadas unidades frigoríficas segue gerando ruídos regionais, moldando o comportamento dos frigoríficos exportadores na compra de gado”, disse Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 307. A arroba em Dourados (MS) e Cuiabá (MT) foi indicada em R$ 277. Já em Uberaba (MG), a cotação foi de R$ 280 por arroba. Em Goiânia (GO) a indicação foi de R$ 270 para a arroba do boi gordo. No mercado atacadista, os preços da carne bovina caíram. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por continuidade deste movimento no curto prazo, mesmo com a entrada dos salários na economia parece haver pouco espaço para reação dos preços. O padrão de consumo delimitado para 2022 ainda indica para amplo consumo de proteínas mais acessíveis no mercado doméstico. O quarto traseiro do boi foi precificado a R$ 22,80 por quilo. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,80 por quilo, queda de R$ 0,20. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,50, por quilo, queda de R$ 0,20.
AGÊNCIA SAFRAS
Poucos negócios em São Paulo
Após a queda de R$4,00/@ para o boi gordo ao longo da semana, o cenário foi típico de sexta-feira, com boa parte das indústrias fora das compras
Por outro lado, as indústrias ativas abriram o dia ofertando menos R$2,00/@ para a novilha gorda na comparação feita dia a dia. Para boi gordo e vaca gorda as cotações permaneceram estáveis. Vale ressaltar que há oferta de preços menores para todas as categorias, mas com volume irrisório de compras. No Norte de Minas Gerais, as indústrias com escalas atendendo em torno de sete dias não hesitaram em oferecer R$ 2,00/@ abaixo da referência para o boi e vaca gordos no levantamento desta manhã. No Sul de Goiás, o mesmo cenário na região resultou em queda de 0,3%, ou R$1,00/@, para o boi e novilha gordos na comparação feita dia a dia. Com isso, o valor do boi gordo comum, direcionado ao mercado interno, permaneceu estável, cotado em R$ 302/@ (preço bruto e a prazo), informa a Scot. A cotação da vaca também andou de lado no mercado paulista, negociada em R$ 272/@, no prazo, valor bruto.
Por sua vez, nesta sexta-feira, a Scot apurou baixa de R$ 2/@ para os lotes de novilha gorda, agora vendidos a R$ 292/@ (valor bruto e a prazo), em São Paulo.
SCOT CONSULTORIA
Escalas de abate avançam mais nas principais regiões brasileiras
A média nacional das programações das indústrias ficou em 11 dias úteis, um dia a mais do que foi registrado na sexta-feira anterior, relata Agrifatto
Em uma semana marcada pelas suspensões, por parte da China, de quatro frigoríficos brasileiros (dois em SP, um MT e outro em Goiás), as escalas de abate das indústrias avançam mais um pouco, ainda refletindo a maior oferta de boiadas terminadas a pasto, informa a consultoria Agrifatto. Na sexta-feira, 27 de maio, a média nacional das programações de abate atingiu 11 dias úteis, 1 dia a mais do que foi registrado na sexta-feira anterior. São Paulo – As indústrias fecharam a sexta-feira com 12 dias úteis programados, sem mudanças frente ao que foi visto na semana passada. Pará – As escalas de abate se encontram na média de 18 dias úteis, 5 dias de alta no comparativo semanal. Goiás – Os frigoríficos conseguiram alongar as suas programações de abate, que se encontram na média de 11 dias úteis, avanço de 1 dia ante a semana passada. MG/MS/TO/RO – As indústrias mineiras, sul-mato-grossenses, tocantinenses e rondonienses encerraram a semana com as escalas na média de 9 dias úteis. As programações recuaram 1 dia em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, enquanto em Rondônia e Tocantins avançaram 2 dias e 1 dia, respectivamente, no comparativo entre as semanas. Mato Grosso – As escalas continuam próximas dos 8 dias úteis, sem variação ante ao registrado na sexta-feira passada.
Agrifatto
Mercado de reposição segue com preços fragilizados, informa IHS Markit
Preços de animais jovens, de todas as categorias, registraram quedas generalizadas nesta semana em quase todas as praças pecuárias do País, destacam os analistas
Em mais uma semana, o mercado de gado para reposição registrou queda nos preços entre as diversas categorias, relatam os analistas da IHS Markit. Além de uma maior oferta de animais jovens à venda, a procura por parte dos recriadores e invernistas continuou bastante fraca, informa a consultoria. “Diante do descompasso entre oferta e demanda, a especulação baixista ganhou ainda mais força nesta semana”, afirmam os analistas da IHS, acrescentando que o enfraquecimento dos preços da arroba da boiada gorda também contribui para tal movimento. Além disso, o mercado de reposição também vem acompanhando os desdobramentos relacionados aos embargos chineses de plantas frigoríficas do Brasil. “Mesmo as categorias mais pesadas e mais eradas de gado de reposição também mostram demanda mais acanhada, fator que deve impactar o número de animais confinados neste ano”, observa a IHS. Esse quadro mais pessimista reflete ainda as incertezas com relação a demanda por animais prontos para abate, além dos elevados custos de ração, acrescenta a consultoria. Entre os Estados do Centro-Oeste, destaque para as fortes quedas nos preços da bezerrada nas praças de Goiás e do Mato Grosso do Sul. A oferta elevada de animais jovens, o avanço do clima seco e período de vacinação contra aftosa são alguns fatores que geraram baixas nas cotações, relata a IHS. Na praça do MS, por exemplo, foi possível ouvir relatos nesta semana de vendas de bezerro de ano (12 meses de idade) a R$ 2.200 por cabeça. No Mato Grosso, a semana também foi de reajustes negativos nos preços. Na região Sudeste, os preços recuaram no interior paulista e nas praças de Minas Gerais. Entre as praças da região Norte, informa a IHS, a morosidade de negócios também persistiu, com quedas nos preços em Rondônia e no Pará. No Sul do País, pequenos ajustes negativos foram observados nas praças do Paraná, mas o mercado do Rio Grande do Sul registrou estabilidade. “O mercado gaúcho encontrou suporte no ritmo forte das vendas de gado em pé”, justificam os analistas da IHS.
PORTAL DBO
Exportações de genética bovina já cresceram 53% em 2022, diz ASBIA
O principal destaque apontado pelo relatório é o crescimento das exportações de doses de sêmen. Nos três primeiros meses deste ano, 229.620 doses foram exportadas – um crescimento de 53% em relação ao mesmo período de 2021. Os números relacionados à prestação de serviço na saída de doses do mercado também são positivos, alcançando um incremento de 8% em relação ao ano passado
A coleta de sêmen de corte alcançou a marca de 5.487.647 doses, face a 4.242.087 em 2021. O crescimento das coletas também foi registrado no setor leiteiro, com 739.640 doses coletadas, refletindo um avanço de 37%. O Index ASBIA também revela retrações no setor comercial durante o primeiro trimestre de 2022, com uma variação de -6% nas vendas de corte, -10% nas vendas de leite e -3,4% no mercado total nacional. Segundo o Presidente da ASBIA, Márcio Nery, os dados estão dentro da margem de expectativas da Associação e refletem os principais desafios do mercado nesse período. “A análise do Index ASBIA 1º Trimestre 2022 não deve ser feita de forma isolada, mas em um contexto mais amplo. Definitivamente não foi um bom resultado, mas era esperado, por três razões principais: a situação do leite, onde os custos de produção avançaram sobre o lucro do produtor, o crescimento de 50% no corte durante o 1º trimestre de 2021, e a utilização do estoque de sêmen dos botijões por parte dos pecuaristas”, explica. Ainda de acordo com Nery, a inseminação artificial segue como um dos pilares da produção pecuária nacional. “Podemos dizer que não houve recuo do uso da IA no Brasil, mas tão somente um ajuste de estoque. O melhoramento genético continua na pauta diária de todo pecuarista, mais ainda quando devemos atuar na ponta da redução de custos através da genética correta”, conclui.
ASBIA
ECONOMIA
Dólar cai e renova mínima em 5 semanas
O dólar caiu pelo segundo pregão consecutivo e renovou a mínima de fechamento em cinco semanas nesta sexta-feira, com melhora do sentimento externo pela percepção de que os juros nos EUA não devem subir tão rapidamente quanto o temido
Com isso, o dólar emendou a terceira semana consecutiva de baixa, mais longa série do tipo desde o começo de abril. Na sexta, o dólar spot caiu 0,49%, a 4,7384 reais na venda, menor valor desde 20 de abril (4,6186 reais). Na semana, a cotação recuou 2,73%, intensificando a queda em maio para 4,15%. Em 2022, a moeda norte-americana perde 14,98%. “Globalmente o dólar ainda tem espaço para ceder, o DXY (índice do dólar) ainda está valorizado. E com isso temos espaço para o real apreciar aqui também”, disse Fábio Guarda, sócio e gestor na Galápagos Capital. O DXY ainda sobe 6,3% em 2022. Do lado negativo, ele cita o que chamou de “microajustes” na economia –medidas para segurar preços da gasolina ou via ICMS para baixar a inflação, por exemplo– e lembra o risco fiscal e a eleição presidencial de outubro. No campo benigno, a guerra na Ucrânia deixou o Brasil mais em destaque para a comunidade financeira que investe em mercados emergentes e fugiu de ativos do leste europeu. “Além disso, voltamos a exportar o melhor produto da nossa pauta de exportação: o juro alto. O BC muito provavelmente vai deixar a porta aberta para mais alta da Selic, e com esse juro elevado se mantendo por mais tempo não tem como, a gente vai atrair muito capital”, afirmou. O juro mais farto teria potencial ainda de fazer exportadores internalizarem receitas das vendas externas, movimento que segundo Guarda ocorreu em pequena escala nos últimos dois anos. “Tecnicamente o mercado está muito em aberto para a gente fechar o mês com o real continuando a se valorizar e entrar junho com essa tendência”, afirmou Guarda, que acredita no fortalecimento da taxa de câmbio até pelo menos meados do próximo trimestre, quando o tema eleição ocupará mais espaço nas discussões. Faltando dois pregões para o encerramento de maio, o dólar cai 4,15% no acumulado do mês, mais do que anulando a alta de 3,79% de abril, que interrompeu uma série de cinco meses consecutivos de perdas. Na semana que vem, além dos números do PIB brasileiro do primeiro trimestre, as atenções estarão voltadas para o relatório mensal do mercado de trabalho norte-americano, que pode mexer com as expectativas para os rumos do aperto monetário em curso nos EUA.
REUTERS
Ibovespa fecha estável com alta em NY e peso de Petrobras, mas engata 3ª semana de ganhos
A BRF ON cresceu 4,8%, a quinta sessão de ganhos nas últimas seis. A companhia de alimentos decidiu cortar 25% dos cargos de diretoria, como parte de uma reestruturação, disse uma fonte à Reuters na quinta-feira
O principal índice da bolsa brasileira terminou praticamente estável na sexta-feira, à medida que ruídos políticos em torno da Petrobras derrubaram as ações da estatal, o que limitou os efeitos locais de disparada em Wall Street. O Ibovespa teve variação positiva de 0,05%, a 111.941,68 pontos. Na semana, a alta foi de 3,18%, a maior desde o final de março e a terceira consecutiva no azul. O volume financeiro foi de 23,8 bilhões de reais. “Se não fosse o efeito da Petrobras…o Ibovespa não estaria tão descolado do exterior”, diz Cesar Mikail, gestor de renda variável da Western Asset. A ação preferencial da petrolífera estatal é a segunda de maior peso no índice, atrás apenas do papel ordinário de Vale. As ações da petrolífera caíram diante de declarações de autoridades e notícias nos jornais sobre potenciais trocas na diretoria e no conselho de administração da companhia, além de críticas de autoridades à estatal. “O mercado não gosta de intervenção de governo. Quando você vê muito barulho de governo, a ação recua”, afirma Mikail. Os principais índices em Wall Street deram tom positivo do dia para as bolsas globais, após desaceleração em 12 meses de indicador de inflação de abril sinalizar para parte do mercado que o pico nos preços nos Estados Unidos pode ter chegado, enquanto dado de gastos ao consumidor mais forte do que o esperado reduziu temores com a economia norte-americana. O Nasdaq saltou 3,3%, o S&P 500 avançou 2,5% e o Dow Jones teve alta de 1,8%. Os três índices encerraram suas maiores sequências semanais de baixas em décadas – no caso do Dow, a liquidação de oito semanas foi a maior desde 1932. Os mercados nos EUA estarão fechados na segunda-feira para feriado “Memorial Day”. Investidores ainda repercutiram a nova pesquisa Datafolha, divulgada na véspera, na qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro nas intenções de voto para a o Palácio do Planalto.
REUTERS
Confiança da indústria do Brasil vai a máxima em 5 meses em maio, diz FGV
Dados divulgados no início deste mês pelo IBGE mostraram que produção industrial do Brasil avançou 0,3% em março, segunda alta seguida, mas terminou o primeiro trimestre com perda de força, dando novos sinais de dificuldades de retomada em meio ao aperto das condições financeiras e monetárias, além do aumento de custos
A confiança da indústria no Brasil avançou ao maior patamar em cinco meses em maio diante de melhora tanto na percepção sobre o momento atual quanto nas expectativas para os próximos meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira. Os dados mostraram que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 2,3 pontos na comparação com o mês passado, para 99,7, máxima desde dezembro de 2021 (100,1 pontos). “Houve aumento da satisfação em relação à situação corrente dos negócios, com avaliações bastante favoráveis quanto ao nível atual da demanda externa”, explicou o economista da FGV IBRE Aloisio Campelo Jr. em nota. “O Índice de Expectativas cresceu de forma disseminada entre os setores, mas a magnitude da alta foi influenciada pela recuperação expressiva do otimismo entre os produtores de (bens) não duráveis.” De acordo com Campelo, a única categoria de uso que registrou aumento do pessimismo em maio foi a de bens duráveis, o que está diretamente relacionado ao aumento gradual dos juros. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, subiu 1,6 ponto em maio, para 100,4 pontos, segundo a FGV. Já o Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, ganhou 3,0 pontos, a 99,0. Ambos retornam ao maior nível desde dezembro de 2021.
REUTERS
MEIO AMBIENTE
Empresas brasileiras arriscam perder R$ 24 bi ao ignorar desmatamento na cadeia de valor, diz estudo
Dado daz parte de estudo da AFi (Accountability Framework Initiative) em parceria com o CDP (Carbon Disclosure Project); mundialmente, perda pode atingir US$ 80 bilhões (R$ 386 bilhões)
Empresas de todo o mundo podem perder US$ 80 bilhões (R$ 386 bilhões) caso não atuem para combater o desmatamento em suas cadeias de valor. Considerando apenas o Brasil – país que mais derruba florestas tropicais no planeta – o risco financeiro é estimado em até US$ 5 bilhões (R$ 24 bilhões). Os dados são de um estudo publicado nesta semana pela AFi (Accountability Framework Initiative) em parceria com o CDP (Carbon Disclosure Project), organização que auxilia companhias e governos a divulgarem seus desempenhos ambientais. Segundo o relatório, ao ignorar ações para zerar o desmatamento em todos os elos do negócio, as empresas estão se sujeitando a um prejuízo bilionário, que pode ser causado por fatores como: dano reputacional, fuga de consumidores, dificuldades em acessar mercados internacionais e alterações na dinâmica dos ecossistemas. Enfrentar o risco sai mais barato O estudo ainda destaca que enfrentar esse risco sairia muito mais barato. No cenário global, o impacto de US$ 80 bilhões poderia ser evitado com investimentos da ordem de US$ 6,7 bilhões (R$ 32,3 bilhões). Já no caso brasileiro, o custo total seria de US$ 680 milhões (R$ 3,2 bilhões) –cerca de um oitavo do prejuízo projetado. As estimativas levam em conta as respostas das próprias empresas no questionário sobre florestas do CDP em 2021. Foram considerados os dados divulgados por 675 companhias que produzem ou adquirem alguma das sete principais commodities ligadas ao desmatamento: óleo de palma, produtos madeireiros, carne bovina, soja, borracha, cacau e café. No Brasil, o questionário foi respondido por 45 empresas, em sua maioria gigantes do agro como JBS, Marfrig, Minerva Foods, Amaggi e BRF. O país concentra o maior risco financeiro ligado ao desmatamento na América Latina, de acordo com o estudo. Até mesmo num cenário otimista, as perdas estimadas são altas: US$ 3 bilhões (R$ 14,5 bilhões). No Chile, por exemplo, que ocupa a segunda posição entre os países da região, as empresas reportaram riscos de até US$ 417 milhões (R$ 2 bilhões). Já no México –terceiro do ranking– os valores não ultrapassam os US$ 17 milhões (R$ 82 milhões). Para Fernanda Coletti, gerente do CDP na América Latina, o relatório deixa claro que adotar ações contra o desmatamento não é uma questão de custo adicional para as companhias, mas de mitigação de risco. De todo modo, é bastante provável que o risco brasileiro já esteja subestimado, visto que o cálculo parte da resposta de apenas 45 companhias. “Considerando todo o PIB do agro brasileiro, esses bilhões poderiam ser muito maiores”, afirma Coletti. O estudo do CDP indica que as empresas têm investido em estratégias operacionais e de governança para garantir a preservação de florestas. No entanto, a maioria dos sistemas relatados não têm o rigor, a escala ou o escopo necessário para fazer frente ao desmatamento associado à produção de commodities. Apenas 36% das 675 companhias possuem políticas públicas de não-desmatamento ou não-degradação florestal. Apenas 13% incluem compromissos de restauração e/ou compensação de danos passados em suas políticas, assim como metas para proteger os direitos e meios de subsistência das comunidades locais.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Investimentos em curso ou previstos na área de proteínas animais no Paraná alcançam R$ 6,6bi
Reconhecimento do Estado como área livre de aftosa sem vacinação completa um ano nesta sexta-feira
O governo do Paraná lembrou que nesta sexta-feira que o reconhecimento internacional do Estado como área livre de febre aftosa sem vacinação completa um ano, e que a partir do status concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) os investimentos do segmento de proteínas animais continuam em alta. Nos últimos anos, informou o governo, cerca de 30 frigoríficos anunciaram a há 2 dias instalação ou a ampliação de unidades no Paraná, com investimentos em curso ou previstos de cerca de R$ 6,6 bilhões, em 23 municípios e com a geração de 14 mil empregos diretos. Em 2021, a produção paranaense de carnes bovina, suína e de frango alcançaram, no total, 6,2 milhões de toneladas. O Estado liderou o abate de frangos e foi o segundo maior no abate de suínos no ano passado.
VALOR ECONÔMICO
Suínos: mercado acumula perdas ao longo da semana, mas fecha sexta-feira perto da estabilidade
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 98,00/R$ 108,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,20 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (26), houve recuo de 0,17% em Minas Gerais, chegando em R$ 5,76/kg, e leve alta de 0,46% em Santa Catarina, alcançando R$ 4,37/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná, custando R$ 4,45/kg, R$ 4,67/kg no Rio Grande do Sul e R$ 5,62/kg em São Paulo.
Cepea/Esalq
Preço do quilo do suíno vivo no RS é de R$5,23, queda de R$ 0,20 centavos
A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou, nesta sexta-feira (27), o preço de R$ 5,23 para o quilo do suíno vivo pago ao produtor independente no estado. A queda é de 20 centavos se comparado a semana anterior
O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 89,50. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.385,00 e da casquinha de soja é de R$ 1.200,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). Agroindústrias e cooperativas – O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,02. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,10 (base suíno gordo) e R$ 5,20 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 09/02; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,10, vigente desde 09/02; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,20 (leitão), vigentes desde 10/02, respectivamente; BRF R$ 5,30, vigente desde 09/02; Estrela Alimentos R$ 4,10 (base creche e terminação), vigente desde 08/02, e R$ 5,15 (leitão), vigente desde 09/02; JBS R$ 5,10, vigente desde 23/05; e Pamplona R$ 5,10 (base terminação) e R$ 5,20 (base suíno leitão), vigentes desde 09/02.
Acsurs
Caso de peste suína africana detectado em fazenda alemã
Um caso de peste suína africana foi detectado em uma fazenda com cerca de 35 animais no estado de Baden-Wuerttemberg, na Alemanha, informou o Ministério da Agricultura e Alimentação na quinta-feira
Todos os animais da fazenda foram mortos e descartados para conter a propagação do patógeno, e uma investigação começou sobre como ele entrou na população, disse o ministério. A peste suína africana é inofensiva para os seres humanos, mas muitas vezes fatal para os porcos, levando a perdas financeiras para os agricultores. Originou-se na África antes de se espalhar para a Europa e a Ásia e matou centenas de milhões de porcos em todo o mundo.
REUTERS
Caso de peste suína africana encontrado em fazenda de porcos na Coreia do Sul
Um caso de peste suína africana foi detectado em uma fazenda com cerca de 1.500 animais no condado de Hongcheon, no nordeste da Coreia do Sul, informou o Ministério da Agricultura e Alimentação na quinta-feira
Todos os animais da fazenda foram mortos para conter a propagação do patógeno, e uma investigação deve ser iniciada em outras fazendas de porcos da região, disse o ministério. As autoridades emitiram uma ordem de suspensão em todas as fazendas de suínos e outras instalações relacionadas à pecuária até segunda-feira. A peste suína africana é inofensiva para os seres humanos, mas muitas vezes fatal para os porcos, levando a perdas financeiras para os agricultores. Originou-se na África antes de se espalhar para a Europa e a Ásia e matou centenas de milhões de porcos em todo o mundo. O último surto marca a primeira vez em mais de sete meses que a febre é detectada em uma fazenda de suínos no país.
REUTERS
Mercado do frango com baixa liquidez, após elevação de preços
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve queda de 0,44%, chegando em R$ 6,72/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg.
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (26), tanto a ave congelada quanto a resfriada não mudaram de valor custando, ambas, R$ 7,63/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Preço médio da carne recua na parcial de maio
O valor médio da carne de frango nesta parcial de maio está inferior ao registrado em abril, segundo apontam pesquisas do Cepea
A retração dos consumidores diante dos elevados patamares de preços limitou a liquidez. Assim, vendedores reajustaram negativamente as cotações ao longo de maio. O preço médio da carne suína, por sua vez, está em elevação frente ao observado no mês anterior. Esse cenário ampliou a diferença entre a carne de frango e a substituta, garantindo boa competitividade frente à carne suína.
Cepea
INTERNACIONAL
Governo dos EUA lança ofensiva contra frigoríficos
Em janeiro deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou um plano para reduzir a concentração da indústria de proteína animal no país, aumentar a competitividade do setor e tentar controlar a inflação, que está no maior nível desde os anos 1980
Algumas dessas medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (26) e colocam na alça de mira da Casa Branca gigantes do setor como Cargill, Tyson, JBS e National Beef, controlada pela brasileira Marfrig. Juntas, as quatro empresas dominam 85% da produção de carne bovina dos Estados Unidos, 70% da suína e 54% da de frango. Procuradas, a Marfrig informou que não comentaria o assunto e a JBS não retornou ao pedido de posicionamento sobre o tema feito pela Bloomberg Línea. As ações da JBS recuaram 0,31%, e as da Marfrig, 1,94% nesta quinta; nos Estados Unidos, as ações da Tyson subiram 0,79%, em dia de ganho de 1,18% do Ibovespa e de 1,99% do S&P 500. As medidas apresentadas têm como alvo principal o setor de aves. Uma das ações do governo Biden será a abertura de uma investigação sobre a possibilidade de algumas práticas das indústrias na relação comercial com os avicultores serem consideradas injustas o suficiente para serem banidas ou, pelo menos, regulamentadas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai conduzir a apuração das informações do setor e avaliar a possibilidade de restringir ou modernizar o sistema de contratos que existe atualmente. Paralelamente à investigação, passará a ser exigido das indústrias um número maior de informações para garantir mais transparência no processo de remuneração dos produtores e ajustes nos contratos firmados entre empresas e produtores. Entre as informações solicitadas está o detalhamento dos insumos fornecidos pelas empresas aos produtores, apresentando eventuais diferenças existentes. Além disso, será exigido que as indústrias apresentem nos contratos com fornecedores a expectativa de retorno financeiro com base nas experiências reais de outros produtores. “Por muito tempo, avicultores e pecuaristas viram o valor e as oportunidades pelo qual trabalharam tanto para criar se afastarem das comunidades rurais onde vivem e operam”, disse em comunicado o secretário do USDA, Tom Vilsack. A inflação ao consumidor nos Estados Unidos, medida pelo CPI, chegou a 8,3% em abril na comparação anual, com leve desaceleração em relação aos 8,5% até março. São os maiores níveis desde 1982. O subíndice para carnes, frango, peixes e ovos avançou 14,3% em abril na base anual, o maior nível desde 1979. Os ajustes para as empresas de frango teriam como objetivo dar mais transparência à relação comercial que elas mantêm com os produtores. Para o USDA, o problema está no fato de não haver total clareza sobre a metodologia dessa comparação. No comunicado, o USDA diz ainda que as “ações combatem o domínio do mercado por um pequeno número de grandes processadores de carne e aves em mercados-chave, em que a concentração e o controle excessivos levaram a preços mais baixos pagos aos produtores e a preços mais altos pagos aos consumidores”. Para tentar reduzir a concentração da indústria de proteínas de origem animal nos EUA, a administração Biden anunciou também a liberação de US$ 200 milhões para o novo Programa de Empréstimo Intermediário de Carnes e Aves (MPILP). O plano é financiar o início ou a expansão da capacidade instalada de pequenas empresas, empreendedores e processadores independentes de carne e aves.
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