
Ano 8 | nº 1740 | 25 de maio de 2022
NOTÍCIAS
Decisões unilaterais da China reforçam pressão de baixa nos preços da arroba
As recentes quedas de temperatura intensificaram a saída do gado de pasto, favorecendo as escalas de abate dos frigoríficos, afirma a Scot Consultoria; nas praças paulistas, arroba recua para R$ 304
De acordo com a Scot Consultoria, a boa oferta de boiadas sustenta a pressão de baixa nas praças pecuárias paulistas. “As recentes quedas de temperatura intensificaram a saída do gado de pasto”, afirma a Scot, acrescentando que os estragos causados pelas geadas no ano passado ainda está vivo na memória dos produtores. No comparativo com os preços da segunda-feira, as cotações das três categorias destinadas ao abate recuaram R$ 2/@ nas praças do interior de São Paulo, informa a Scot. A referência do boi gordo está em R$ 304/@, enquanto a vaca e novilha são negociadas em R$ 272/@ e R$ 300/@ (preços brutos e a prazo). Os preços dos bovinos direcionados ao mercado da China estão em R$ 310/@, informa a Scot.
SCOT CONSULTORIA
Escalas andam e preços caem
A boa oferta de boiadas sustenta a pressão de baixa nas praças pecuárias paulistas. As recentes quedas de temperatura intensificaram a saída do gado de pasto. O estrago causado pelas geadas no ano passado está vivo na memória dos produtores
No comparativo feito dia a dia, a cotação caiu R$2,00/@ em todas as categorias de bovinos destinados ao abate. Oeste de Santa Catarina – Com escalas de abate bem-posicionadas, os compradores abriram o dia ofertando R$3,00/@ a menos para o boi gordo, R$2,00/@ a menos para a vaca gorda e R$1,00/@ a menos para a novilha gorda. Exportação de carne bovina – O cenário exportador está positivo. Até a terceira semana de maio foram embarcadas 99,5 mil toneladas de carne bovina in natura, com faturamento de US$634,61 milhões. Comparado a maio do ano passado, o volume médio diário embarcado e o preço por tonelada estão, respectivamente, 9,9% e 29,2% maiores.
SCOT CONSULTORIA
Exportação de carne bovina in natura chega a 99,5 mil toneladas até a terceira semana de maio
Segundo a Secretária Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, as exportações de carne bovina in natura alcançaram 99,5 mil toneladas em quinze dias úteis de maio/22. No ano anterior, o volume embarcado em maio foi de 126,7 mil toneladas em 21 dias úteis
Até a terceira semana de maio/22, a média diária exportada ficou em 6,6 mil toneladas e registrou um avanço de 9,9% frente à média exportada no mês de maio do ano passado, que ficou em 6,03 mil toneladas. O valor negociado para o produto até aqui foi de US$ 634,307 milhões. A média diária das receitas ficou em US$ 42,3 milhões, alta de 42,1%, frente ao observado no mês de maio do ano passado, que ficou em US$ 29,7 milhões. Os preços médios ficaram em US$ 6.375 por tonelada, alta de 29,2% frente aos dados divulgados em maio de 2021, com preços médios de US$ 4.933,6 mil por tonelada.
AGÊNCIA SAFRAS
China suspende importações de carne bovina de quatro frigoríficos brasileiros
Em comunicado oficial da segunda-feira (23), a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, sigla em Inglês) informou que suspendeu por quatro semanas as importações de carne bovina da unidade frigorífica da Marfrig, que está localizada no município de Promissão/SP e outro em Várzea Grande/MT por uma semana
A China também informou a suspensão de duas plantas frigoríficas brasileiras da JBS por uma semana, sendo uma unidade em Senador Caneda/GO e outra localizada em Lins/SP. A medida entrou em vigor a partir das 0h00 da terça-feira, mas não foi informado o motivo desta decisão. De acordo com as informações do Broadcast Agro, o governo chinês já tinha suspendido por uma semana as importações de carne bovina desta mesma unidade em Promissão/SP no dia 15 de abril. Por conta do avanço do covid-19 na China, o País vem interrompendo os embarques de algumas plantas por conta de um controle sanitário. A China também suspendeu as compras por uma semana de uma planta frigorífica uruguaia (com número de registro 74) e do frigorífico Russo (número de registro RU-050/PJ12224), conforme divulgado em comunicado da GACC.
Broadcast Agro
Preço da arroba do boi cede 4,99% em abril em MT, para a média de R$ 291,93
O preço do bezerro também cedeu no mesmo período, para R$ 2.997,50 por cabeça, recuo de 2,66%, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)
O preço da arroba do boi gordo cedeu 4,99% em abril em Mato Grosso, para a média de R$ 291,93, com a maior oferta de animais, além do menor poder de compra do consumidor, que reduziu as aquisições de carne vermelha. O cálculo é do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em boletim semanal. O preço do bezerro também cedeu no mesmo período, para R$ 2.997,50 por cabeça, recuo de 2,66%. “Com isso, a relação de troca entre boi e bezerro caiu 2,39% no comparativo mensal”, diz o Imea. O menor poder de compra do pecuarista em relação ao bezerro ocorreu pela redução maior no preço da arroba do boi gordo ante o animal de reposição. “O fator sazonal foi o principal agravante neste cenário, em que se costuma observar aumento na oferta de animais para abate por causa da menor disponibilidade de pastagem”, diz o instituto. Assim, segundo o Imea, a relação de troca atingiu o patamar menos favorável para o mês de abril desde 2010.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Impacto dos embargos da China no mercado de boi gordo
Sucessão de suspensões impostas pelo país asiático vai resultando em mudanças no comportamento da indústria, aponta a consultoria Safras & Mercado
O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos na terça-feira (24). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços da arroba seguem pressionados. “A sucessão de embargos impostos pela China vai resultando em mudanças no comportamento da indústria do mercado do boi. Os frigoríficos exportadores seguem encontrando dificuldades logísticas em função desse ambiente. Além disso, a oferta de animais terminados segue avançando. Os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico não encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, que hoje atendem mais de sete dias úteis. O mercado tende a apresentar reação no início da entressafra, período do ano em que haverá maior dependência da oferta de confinados para a composição das escalas de abate”, disse Iglesias. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 311. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 281. Em Cuiabá (MT), a arroba do boi ficou indicada em R$ 282. Já em Uberaba (MG), preços a R$ 280 por arroba. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 275 para a arroba do boi gordo. No mercado atacadista, os preços da carne de boi ficaram estáveis. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma queda das cotações no curto prazo, em linha com a lenta reposição entre atacado e varejo no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. “Somado a isso precisa ser mencionada a preferência de importante parcela da população por proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e dos ovos”, disse Iglesias. O quarto traseiro do boi foi precificado a R$ 23 por quilo. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 16 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,70 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Auditores Fiscais Federais Agropecuários votam indicativo de greve nesta quarta-feira
Indicativo de greve da categoria caso a carreira não esteja incluída na reestruturação no Executivo Federal
Segundo informações divulgadas pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), deve ocorrer nesta quarta-feira (25) uma Assembleia Geral Nacional Extraordinária, ocasião na qual será votada “o indicativo de greve da categoria caso a carreira não esteja incluída na reestruturação no Executivo Federal”. Em audiência pública realizada pela Câmara dos Deputados na terça-feira (24) de maneira híbrida, o presidente do Sindicato, Janus Pablo, ressaltou que “a categoria não recebe reajuste salarial deste 2017, ao contrário de outras carreiras de auditoria e fiscalização”. Na última quinta-feira (19) os integrantes da mesa do Conselho de Delegados Sindicais (CDS) e do Comando Nacional de Mobilização (CNM) aprovaram a realização da Assembleia para votar o indicativo de greve. Segundo a entidade, o reajuste geral de 5% proposto para os Auditores Fiscais Federais Agropecuários e outras categorias não satisfez o setor.
Anffa Sindical
RS: Declaração Anual de Rebanho será mais completa
O prazo para Declaração Anual de Rebanho, obrigatória para os produtores rurais, terá início em 1º de junho e se estenderá até 31 de outubro. Este ano a atualização cadastral será mais completa, com informações mais detalhadas sobre a propriedade rural e os sistemas de produção animal
“São detalhamentos técnicos que vão nos possibilitar fazer um cenário mais aperfeiçoado do tipo de produção, em cada espécie animal, que o Rio Grande do Sul tem. Não são informações que o produtor já não saiba. Mas, vamos tornar nosso sistema ainda mais robusto”, explica o chefe da Divisão de Controle e Informações Sanitárias da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (DCIS/Seapdr), Francisco Nunes Lopes. A Declaração Anual de Rebanho contará com um formulário de identificação do produtor e características gerais da propriedade. Formulários específicos deverão ser preenchidos para cada tipo de espécie animal que seja criada na propriedade, como equinos, suínos, bovinos, aves, peixes, entre outros. No formulário de caracterização da propriedade, há campos novos, como situação fundiária, atividade principal desenvolvida na propriedade e somatória das áreas totais, em hectares, com explorações pecuárias. Já os formulários específicos sobre os animais terão questões sobre finalidade da criação, tipo de exploração, classificação da propriedade, tipo de manejo, entre outros. Conforme Francisco, a maior quantidade de dados captados pela nova Declaração Anual de Rebanho permitirá delinear um perfil mais completo sobre a produção pecuária no Rio Grande do Sul. “Quanto mais robusto for nosso sistema, mais conseguimos comprovar o controle sanitário do Estado, e isso vai abrir mercados e portas. A China é nosso principal comprador, mas queremos ter uma gama maior de compradores que pagam mais. A nova declaração e a inteligência de dados são um passo muito importante para conseguirmos evoluir cada vez mais no mercado internacional”, explica.
Sec. de Agricultura – RS
ECONOMIA
IPCA-15 sobe mais que o esperado e tem maior alta para maio em 6 anos
O IPCA-15 desacelerou em maio, mas ainda assim surpreendeu com alta acima do esperado e registrou o resultado mais intenso para o mês em seis anos, com a taxa acumulada em 12 meses bem acima de 12% e no maior nível em 18 anos e meio
Em maio, a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou a 0,59%, de 1,73% no mês anterior, de acordo com dados divulgados na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do número mais baixo, a leitura mensal da prévia da inflação brasileira representa a maior variação para um mês de maio desde 2016 (+0,86%) e fica acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,45%. Mesmo com o alívio, o índice passou a acumular em 12 meses inflação de 12,20%, o resultado mais alto desde novembro de 2003, quando chegou a 12,69%. A expectativa para o dado em 12 meses era de alta de 12,03%. Isso representa quase 2,5 vezes o teto da meta oficial para a inflação este ano, que é de 3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. “A inflação está agora não apenas muito elevada como também altamente disseminada, com projeção de que a taxa permanecerá acima de 10% até outubro de 2022 e acima de 8% até março de 2023”, avaliou em relatório Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para a América Latina no Goldman Sachs. Reajustes de preços vêm garantindo a persistência das pressões inflacionárias no país. Em maio, o item de maior influência no IPCA-15 foi produtos farmacêuticos, com aumento de 5,24% nos preços após reajuste de até 10,89% autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Isso levou o grupo Saúde e cuidados pessoais a registrar avanço de 2,19%, a maior alta, de acordo com o IBGE. Também se destacou a alta de 1,80% do grupo dos Transportes, embora tenha desacelerado em relação à taxa de 3,43% de abril. A maior contribuição para o grupo veio do item passagens aéreas, cujos custos dispararam 18,40%. Os combustíveis também seguiram em alta, de 2,05% no mês, mas bem abaixo dos 7,54% do mês anterior, com aumentos de 1,24% da gasolina e de 7,79% do etanol. Mas em maio a entrada em vigor da bandeira tarifária verde para as contas de energia impediu um salto ainda maior do IPCA-15, após seis meses de bandeira “Escassez Hídrica”. A energia elétrica registrou queda de 14,09%, levando o grupo Habitação a uma deflação de 3,85% no mês. “Dado que as pressões da inflação estão para cima, achamos que não vai ter como o Banco Central para de subir juros tão rápido. Continuamos achando que vai ter que subir pelo menos mais duas vezes”, com cenário de 14,25% para a Selic terminal em 2022, disse a economista para Brasil do BNP Paribas Laiz Carvalho.
Reuters
Dólar à vista fecha em alta de 0,11%, a R$4,813
O dólar acabou encerrando as operações no mercado à vista com apenas modesta alta nesta terça-feira, conforme a moeda manteve sua consolidação no exterior um dia antes de o banco central norte-americano emitir nova sinalização de política monetária
O dólar subiu 0,11%, a 4,813 reais. O mercado aguarda agora a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (banco central dos EUA), ocorrida em 3 e 4 de maio e que resultou em aumento de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros pelo Fed, maior alta em 22 anos. Investidores buscam sinalizações sobre os próximos aumentos de juros, o ritmo e os planos para o balanço do Fed, num momento em que os mercados sentem o peso do aperto da política monetária. “A visão de curto prazo é de volatilidade para o câmbio, e vemos o dólar entre 4,60 reais e 5 reais. Esse intervalo nos parece mais provável do que taxas acima de 5 reais”, disse Margato, da XP. As incertezas até o fim do ano –incluindo a eleitoral–, contudo, levam a XP a prever dólar de 5 reais ao fim do ano. “O cenário de juros mais altos na cena global limita o fortalecimento da paridade, mas aquele cenário de 5,50 reais, 5,60 reais, 5,70 reais que a gente observava na virada do ano, isso na nossa leitura está bastante distante também. Precisaria de um choque negativo adicional para gente ver o câmbio (dólar) escalando”, finalizou.
Reuters
Ibovespa fecha estável com reação no final; Petrobras cede com troca de comando
O principal índice da bolsa brasileira encerrou próximo da estabilidade nesta terça-feira, apagando na última hora as fortes perdas de mais cedo
A Petrobras teve fortes perdas, após decisão do governo federal de mudar novamente o presidente da empresa. Papéis ligados ao consumo doméstico também cederam depois de dado de inflação acima do esperado e alta dos juros futuros. Vale e bancos subiram e fizeram contraponto. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa fechou com variação negativa de 0,01%, a 110.330,42 pontos, após três sessões seguidas de alta. O volume financeiro foi de 25,9 bilhões de reais.
Reuters
FRANGOS & SUÍNOS
Exportações de carne suína na terceira semana de maio apresentam melhora
Mas os resultados deste mês seguem abaixo dos registrados em maio de 2021
Segundo a Secretária Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura até a terceira semana de maio (15 dias úteis) apresentaram melhora em relação à semana anterior. Para o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, há uma certa sustentação, com países como as Filipinas, por exemplo, que estão comprando mais. “O preço começou a melhorar um pouquinho, mas em contrapartida, o real está se valorizando, o que no final das contas neutralizando a receita”, disse. A receita obtida até o momento, US$ 142,8 milhões, representa 60% do montante obtido em todo maio de 2021, que foi de US$ 238 milhões. No volume embarcado, as 59.858 toneladas representam 65,5% do total exportado em maio do ano passado, com 91.386 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 9.521, valor 16% menor do que maio de 2021. Em toneladas por média diária, 3.990 toneladas, retração de 8,3% no comparativo com o mesmo mês de 2021. No preço pago por tonelada, US$ 2.386, ele é 8,4% inferior ao praticado em maio passado.
AGÊNCIA SAFRAS
Suíno vivo amplia quedas
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve recuo de 2,00%/1,82%, chegando em R$ 98,00/R$ 108,00, enquanto a carcaça especial teve alta de, pelo menos, 1,27%, custando R$ 8,00 o quilo/R$ 8,40 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (23), houve queda de 8,03% no Paraná, descendo para R$ 4,58/kg, baixa de 5,30% em Minas Gerais, atingindo R$ 5,90/kg, recuo de 5,22% em Santa Catarina, chegando em R$ 4,72/kg, desvalorização de 4,59% em São Paulo, alcançando R$ 5,61/kg, e de 2,76% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 4,93/kg.
Cepea/Esalq
Receita das exportações de carne de frango chega a 99% do faturamento total de maio de 2021
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura, até a segunda semana de maio (15 dias úteis), praticamente alcançaram o faturamento total do mês de maio de 2021
O analista da SAFRAS & Mercado, Allan Maia, disse que com os problemas da gripe aviária no hemisfério norte, as exportações brasileiras acabam impulsionadas, e os embarques devem seguir bem. Para o mercado halal as exportações seguem fortes, de acordo com Maia, já que o Brasil é líder neste tipo de abate. A receita obtida com as exportações de carne de frango até o momento alcançou US$ 590,1 milhões, o que representa 99,2% o montante obtido em todo maio de 2021. No volume embarcado, as 285.951 toneladas são 74,7% do total exportado em maio do ano passado, com 382.762 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 39.3 milhões, valor 38,8% maior que os US$ 28,3 registrados em maio de 2021. Em toneladas por média diária, 19.063 toneladas, houve avanço de 4,6% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Já no preço pago por tonelada, US$ 2.386, ele é 32,8% superior ao praticado em maio passado.
AGÊNCIA SAFRAS
Mercado do frango com preços estáveis
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 6,90/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,00/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (23), tanto a ave congelada quanto a resfriada permaneceram custando, ambas, R$ 7,64/kg, sem alteração em relação à referência anterior.
Cepea/Esalq
Avicultores estimam perdas anuais de R$ 80 milhões com operação-padrão no Sul
Com protesto de fiscais agropecuários, milho paraguaio tem demorado mais para entrar no Brasil, diz Organização Avícola do Rio Grande do Sul
A operação-padrão dos fiscais agropecuários federais no posto aduaneiro de Foz do Iguaçu (PR) tem atrasado a entrada no Brasil de cargas de milho do Paraguai, segundo a Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (a antiga Associação Gaúcha de Avicultura). A entidade calcula que a demora provocará um prejuízo anual de R$ 80 milhões aos produtores de aves e suínos do Sul. Em operação-padrão, os fiscais do Ministério da Agricultura levam mais tempo verificar os documentos das cargas e avaliam uma quantidade maior de produtos. Essa tem sido a estratégia da categoria para protestar pela reestruturação da carreira — os agentes federais rechaçaram a proposta de aumento de 5% nos salários oferecida pelo governo. Em documento, a Organização Avícola cobra das autoridades uma solução para o impasse. “Estamos pagando uma conta que não geramos e que fragmenta nossos planos de desenvolvimento e produção de alimentos para milhões de pessoas”, afirma o presidente da organização, José Eduardo dos Santos.
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