CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1585 DE 01 DE OUTUBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1585 | 01 de outubro de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

STF julga dia 6 a ação da ABRAFRIGO que pode anular dívida do Funrural de produtores e de empresas

Está pautado para 06 de outubro próximo o voto de desempate, pelo Ministro Dias Toffoli, na ADI 4.395, cuja autora é a ABRAFRIGO – Associação Brasileira de Frigoríficos e em que se pede pela inconstitucionalidade do Funrural do empregador rural pessoa física (artigo 25, incisos I e II) e da sub-rogação, que é o dever do adquirente/frigorífico reter e recolher tal tributo (artigo 30, inciso IV), ambos da Lei 8.212/91, com redação atualizada até a Lei 11.718/2008

No julgamento iniciado e suspenso em maio/20 pelo pedido de vista do Min. Toffoli, já julgaram, pela improcedência da ADI os Ministros Gilmar Mendes (relator), Alexandre de Moraes, Carmen Lúcia, Luiz Fux e Roberto Barroso e a favor dos Contribuintes os Ministros Marco Aurélio, Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Segundo o advogado Fabriccio Petreli Tarosso, da Tarosso Advogados, escritório que patrocina a ADI, ainda que se entenda tenha a Corte julgado válido o FUNRURAL no RE nº 718.874/RS em 2017, fato é que, pelos votos já exarados na referida ADI, o Supremo mostra plenas condições para promover uma evolução no entendimento ali manifestado (validade do tributo após 2001) e, selar, em definitivo, pela inconstitucionalidade deste tributo. O STF, em duas ocasiões, em 2010 e 2011 (neste último, pelos autos do Recurso Extraordinário nº 363.852, estendeu efeitos contra todos e não só às partes do processo) declarou inconstitucionais, por decisão definitiva, os dispositivos de Lei do FUNRURAL (art. 1º da Lei nº 8.540, de 22 de dezembro de 1992 que deu nova redação ao art. 25, incisos I e II, e ao art. 30, inciso IV, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, todos com a redação atualizada até a Lei nº 9.528, de 10 de dezembro de 1997). Com base na decisão de 2011, o Senado Federal, então, editou a Resolução n. 15/2017 e, nos termos do art. 52, inciso X, da Constituição Federal, suspendeu a execução dos mencionados dispositivos legais. Assim, explica Tarosso, “caso o STF declare nesta ADI da ABRAFRIGO a inconstitucionalidade da sub-rogação, estará mantendo hígida e irretocável sua jurisprudência, já que, em duas vezes, assim se manifestou, não havendo, inclusive, razões para eventual modulação de efeitos”. Isso porque a Corte, acertadamente, invalidou as leis que estenderam a aludida sub-rogação do Funrural aos adquirentes. A sub-rogação não foi objeto de análise pelo STF no julgado terminado em 2017, pois tal ação judicial foi proposta por produtor e não pelo adquirente. Além disso, o dispositivo legal que prevê a sub-rogação (art. 30, inciso IV da Lei nº 8.212/91) teve sua eficácia suspensa pela Resolução n. 15 do Senado Federal. Caso o julgamento pelo STF seja favorável, produtores e frigoríficos estarão livres do passivo tributário do FUNRURAL que a Fazenda Nacional lhes exige. Mesmo que decida pela inconstitucionalidade do FUNRURAL, especialmente da sub-rogação (pois invalidada por duas vezes), o Supremo Tribunal Federal manterá sua Jurisprudência intacta, em coerência e uniformidade com suas decisões, contribuindo com a Segurança Jurídica que se espera da Corte.

Publicado em: VALOR ECONÔMICO/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/PORTAL DBO/CANAL RURAL/AGROEMDIA/ESTADÃO BROADCAST/AGROLINK/SBA SISTEMA BRASILEIRO DO AGRONEGÓCIO/TV TERRA VIVA BAND/O GLOBO/PECUARIA.COM/PORTAL DBO

NOTÍCIAS 

Recuos nos preços no mercado do boi gordo

Na última quinta-feira (30/9), o mercado do boi gordo abriu em queda mais uma vez nas praças paulistas.

Na comparação feita dia a dia a cotação do boi gordo caiu R$2,00/@ e os preços da vaca e da novilha gordas ficaram estáveis. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo foi negociado em R$293,00/@, preço bruto e a prazo, no estado. No Paraná, devido ao baixo escoamento de carne, as cotações do boi, vaca e novilha gordos recuaram R$1,00/@ na comparação diária. Boi, vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, em R$298,00/@, R$284,00/@ e R$294,00/@, preços brutos e a prazo. Em Cuiabá – MT, os compradores abriram as ofertas de compra R$2,00/@ a menos pelo boi gordo e R$3,00/@ pela vaca e novilha gordas, na comparação diária. Dessa forma, o boi ficou cotado em R$278,00/@, a vaca em R$269,00/@ e a novilha em R$272,00/@.

Scot Consultoria 

Boi/Cepea: Queda no preço da arroba paulista chega a quase 6% em setembro

No acumulado de setembro (até o dia 29), o Indicador CEPEA/B3 do boi gordo registrou baixa de 5,9%, fechando a R$ 294,80 na quarta-feira, 29 

Trata-se da variação negativa mensal mais intensa desde janeiro de 2020, quando a queda no acumulado foi de 7,8%. Segundo pesquisadores do Cepea, nas primeiras semanas de setembro, notícias indicando dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) afastaram compradores do mercado interno, resultando em recuos nos preços da arroba do boi gordo. Agora, neste encerramento do mês, a retração compradora se somou ao fraco ritmo de vendas de carne no mercado atacadista da Grande São Paulo. Além disso, pesquisadores do Cepea ressaltam que os envios da proteína à China, o principal destino internacional da carne brasileira, se mantêm suspensos – o que, por sua vez, acaba limitando a demanda por novos lotes de animais para abate.

Cepea 

Boi: arroba tem forte baixa sem aceno da China, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo negociada no mercado brasileiro teve mais um dia de forte baixa

Em São Paulo, capital, a arroba passou de R$ 298 para R$ 290, na modalidade a prazo, em Goiânia (GO), foi de R$ 285 para R$ 280 e em Dourados (MS), de R$ 298 para R$ 292. A falta de aceno da China em relação às exportações segue penalizando os preços. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram o segundo dia consecutivo com quedas expressivas entre os vértices mais negociados. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 292,85 para R$ 285,25, do novembro foi de R$ 299,60 para R$ 289,05 e do dezembro foi de R$ 308,25 para R$ 297,15 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS 

Boi: Preços da arroba sofrem forte queda sem China

Com isso, em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 290 na modalidade à prazo, mesmo preço de ontem

O mercado físico de boi gordo apresentou preços acentuadamente mais baixos na quinta-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, com as portas ainda fechadas para o mercado chinês, os frigoríficos passaram praticamente todo o mês remanejando as escalas de abate, acreditando que o problema não se estenderia por tanto tempo. “Há volume importante de carne bovina estocada em câmaras frias e nos portos ainda aguardando a retomada das compras chinesas”, disse Iglesias. Praticamente apenas com o mercado doméstico aberto, não há sustentação para preços tão elevados para a arroba do boi gordo. “Com isso, os frigoríficos aumentaram a pressão sobre os pecuaristas por preços mais baixos. Sob a ótica do pecuarista, a situação também é delicada, considerando os elevados custos de manutenção dos animais nos confinamentos em 2021. A previsão de chuvas no Centro-Sul do país tende a tornar esse quadro ainda mais grave, pois reduz a capacidade de retenção das boiadas nos pastos”, completou. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 290 na modalidade à prazo, ante R$ 290 ontem. Em Goiânia (GO), a arroba caiu de R$ 285 para R$ 280. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 292, contra R$ 298 na quarta-feira. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 282, contra R$ 281. Em Uberaba (MG), preços a R$ 293 a arroba, contra R$ 299 a arroba ontem. No mercado atacadista, os preços da carne bovina também recuaram no último dia do mês, pelo menos para a maioria dos cortes. “O ambiente de negócios é preocupante neste momento. Mesmo para a primeira quinzena de outubro haverá pouco escopo para altas, apesar do repique sazonal no consumo doméstico”, alertou o analista. A cada dia que passa se torna mais factível a possibilidade dos frigoríficos de escoarem a carne estocada nas câmaras frias e nos portos no mercado doméstico, “o que pode provocar derrocada dos preços e contaminar outras proteínas de origem animal, como a carne de frango e a carne suína”, disse Iglesias. O quarto traseiro ainda foi precificado a R$ 21,25 por quilo. Quarto dianteiro apresentou queda de R$ 0,20 por quilo e foi cotado a R$ 15,80 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 0,36%, a R$5,4496

O Banco Central deu as caras no mercado e tirou o dólar à vista de perto dos 5,50 reais, mas a moeda ainda fechou em alta e no maior patamar desde abril, registrando os maiores ganhos para setembro e para o terceiro trimestre em seis anos

Começou a ganhar força com o movimento que se intensificou nas negociações vespertinas conforme o mercado adicionava prêmio de risco por temores de flexibilização fiscal relacionada ao auxílio emergencial. Mas o anúncio pelo BC à tarde de um leilão extraordinário de 500 milhões de dólares em swaps cambiais tirou a cotação dos picos do dia –na máxima, o dólar spot foi a 5,4771 reais, alta de 0,87%, enquanto no mercado futuro a taxa superou 5,5000 reais. No fechamento da quinta-feira, o dólar à vista subiu 0,36%, a 5,4496 reais na venda. É o nível mais alto desde 27 de abril (5,4625 reais). A moeda engatou o sétimo pregão de ganhos, já perto de igualar a sequência de oito altas ocorridas entre o fim de junho e início de julho. Em setembro, o dólar avançou 5,36% –maior valorização desde janeiro passado (+5,53%) e a mais forte para o mês desde 2015 (+9,33%). No terceiro trimestre, a moeda saltou 9,51%. É a mais intensa apreciação desde os três meses findos em março de 2020 (+29,44%), quando a pandemia de Covid-19 chacoalhou pela primeira vez os mercados globais. Para o período de julho a setembro, a alta deste ano foi a mais veemente desde 2015 (+27,55%). No acumulado de 2021, o dólar sobe 4,97%.

REUTERS 

Ibovespa tem 3º mês negativo e investidor ainda vê horizonte nebuloso

A bolsa brasileira fechou em queda na quinta-feira, cravando o terceiro mês seguido no vermelho, com agentes do mercado pessimistas para o médio prazo, diante da deterioração dos cenários para inflação e crescimento no Brasil e no exterior

Principal índice acionário do país, o Ibovespa teve baixa de 0,11%, aos 110.979,10 pontos, fechando o mês com perda acumulada de 6,57%. Desde o início de julho, a desvalorização já chega a 12,48%. O giro financeiro do dia foi de 35,5 bilhões de reais. Segundo profissionais do mercado, o comportamento do índice ilustrou o horizonte dos investidores para os próximos meses, com correção nas ações de empresas de alto crescimento, mais atingidas pelo ciclo de aperto monetário no Brasil e no mundo, e recuperação em setores de commodities. Para o analista da Toro Investimentos João Vitor Freitas, além de alta de juro pelo mundo para conter a inflação, afetando a atividade econômica ainda frágil, os negócios no médio prazo ainda devem refletir o temor com crises de energia na China e na Europa, e o fim do programa de compra de títulos nos EUA. “No caso de Brasil, há ainda ruído em relação ao quadro fiscal”, disse Freitas. Economistas têm citado o risco crescente de que o governo Bolsonaro adote medidas populistas à medida que o país se aproxima das eleições presidenciais em 2022.

REUTERS 

Ipea reduz projeção para alta do PIB em 2022 a 1,8% diante de aperto monetário

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) rebaixou sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2022 a 1,8%, de uma taxa de 2% estimada antes, devido principalmente à pressão inflacionária que vem obrigando o Banco Central a elevar a taxa básica de juros

O instituto, que manteve a previsão de expansão do Produto Interno Bruto em 2021 de 4,8%, destacou que a inflação em um patamar mais alto nos últimos meses e as previsões futuras afetam o poder de compra dos brasileiros. “Essa pequena redução na projeção para 2022 se deve a uma política monetária mais restritiva, que tende a arrefecer o crescimento da economia”, explicou à Reuters o Diretor do Ipea, José Ronaldo Souza Junior. “Essa política mais restritiva é uma resposta à inflação mais elevada que a gente vive este ano”, completou ele. Para 2021, o Ipea calcula uma inflação de 8,3% para o IPCA, resultado que fica acima do teto da meta oficial para este ano, de 3,75% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Já para o ano que vem, o instituto projeta desaceleração, mas ainda fora do centro do objetivo –avanço de 4,1% do IPCA, contra meta central de 3,5% com margem também de 1,5 ponto. Além da pressão inflacionária, o Ipea aponta ainda uma deterioração das condições financeiras das famílias brasileiras devido ao crescimento no nível de endividamento.

REUTERS 

Risco fiscal segue elevado apesar de melhora recente nos números, diz BC

O risco fiscal brasileiro segue elevado apesar da melhora recente nas contas públicas, avaliou o Banco Central na quinta-feira, pontuando que há incerteza tanto do lado das receitas, cujo aumento recente pode não ser sustentável, quanto do lado das despesas, em meio a indefinições associadas ao Bolsa Família e à conta de precatórios

Em seu Relatório Trimestral de Inflação, o BC afirmou que houve aumento “relevante” da curva de juros neste cenário, o que impacta o custo de financiamento da dívida pública no longo prazo. Mas destacou que, apesar disso, o mercado seguiu mais otimista quanto à evolução da dívida, considerando as estimativas coletadas pelo boletim Focus. O BC pontuou que uma análise sobre as projeções entre o fim de 2020 e o momento atual mostra que a queda de 13,8 pontos esperada para a relação dívida bruta/PIB em 2021, ao nível previsto de 82%, ocorre fundamentalmente pela reavaliação positiva para o PIB nominal (-9 pontos) e melhor cenário para o resultado primário este ano (-4 pontos). O BC alertou, nesse sentido, que apesar da forte contribuição de fatores alheios à dinâmica fiscal, essa melhora foi incorporada nas expectativas de médio e longo prazo: a estimativa para a dívida bruta em 2029 caiu 5,3 pontos em relação ao patamar apontado no seu relatório de junho. “Nesse contexto, o Comitê de Política Monetária (Copom) reconhece que o risco fiscal segue elevado, apesar da melhora recente nos indicadores de sustentabilidade da dívida pública”, afirmou. “Caso as recentes dúvidas quanto à continuidade do processo de consolidação fiscal não sejam dirimidas, essa melhora recente pode não se manter”, complementou. Em relação ao cenário das despesas, o BC destacou indefinições sobre o financiamento do novo Bolsa Família, batizado pelo governo de Auxílio Brasil, além da maior despesa projetada com sentenças judiciais (precatórios) e a menor desaceleração da inflação no segundo semestre deste ano. Todos esses fatores, ressaltou o BC, “são temas com impacto potencial sobre o conjunto de despesas programadas para 2022”.

REUTERS 

Desemprego no Brasil cai a 13,7%, mas mais de 14 mi ainda buscam trabalho

A taxa de desemprego voltou a recuar no Brasil no trimestre encerrado em julho diante do aumento no número de pessoas ocupadas, dando prosseguimento à retomada do mercado de trabalho, mas mais de 14 milhões de trabalhadores ainda estão sem emprego e os informais se destacam

A taxa de desemprego caiu a 13,7% nos três meses até julho, de 14,1% no segundo trimestre, segundo os dados de quinta-feira do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mostrou ainda queda na comparação com a taxa de 14,7% do trimestre imediatamente anterior, de fevereiro a abril, e também em relação ao mesmo período de 2020, quando foi de 13,8%. Nesse período, o contingente de pessoas ocupadas aumentou 3,6% sobre o trimestre imediatamente anterior, chegando a 89,042 milhões. Em relação ao mesmo período de 2020, o aumento foi de 8,6%. Com isso, o nível de ocupação subiu 1,7 ponto percentual e chegou a 50,2%. “Essa é a primeira vez, desde o trimestre encerrado em abril de 2020, que o nível de ocupação fica acima de 50%, o que indica que mais da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país”, explicou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. “Mas no geral ainda há um caminho a ser percorrido na direção de recuperar o início de 2020, ou seja, antes da pandemia”, completou. Já o número de desempregados no Brasil teve queda de 4,6% em relação aos três meses até abril, mas ainda atinge 14,085 milhões de brasileiros. Na comparação com o período de maio a julho de 2020, houve um aumento de 7,3%. Aqueles que tinham carteira no setor privado somavam 30,631 milhões entre maio e julho, um aumento de 3,5% em relação ao trimestre anterior. Mas os empregados sem carteira aumentaram 6,0% e eram 10,339 milhões na mesma base de comparação, o que indica aumento dos trabalhos informais –a taxa de informalidade subiu de 39,8% do trimestre móvel anterior para 40,8%, nos três meses encerrados em julho. De acordo com o IBGE, o trabalho por conta própria manteve a trajetória de crescimento e atingiu o patamar recorde de 25,2 milhões de pessoas, um aumento de 4,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O trabalho doméstico aumentou 7,7% e somou 5,3 milhões pessoas entre maio e julho, também um recorde da série histórica. Entre as atividades econômicas, o crescimento da ocupação foi de 10,3% na construção, seguida por alojamento e alimentação (9,0%), serviços domésticos (7,7%), transporte, armazenagem e correio (4,9%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4,5%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,2%). O IBGE informou ainda que o rendimento médio real dos trabalhadores caiu 2,9% frente ao trimestre anterior e 8,8% em relação ao mesmo trimestre de 2020, ficando em 2.508 reais.

REUTERS 

EMPRESAS

BRF aprova programa de recompra de até 3,69 mi de ações ordinárias

O Conselho de Administração da BRF aprovou na quinta-feira a criação de um programa de recompra de até 3.696.858 de ações ordinárias, mediante determinadas condições, informou a companhia em fato relevante

Segundo a empresa, o objetivo do programa é cumprir obrigações e compromissos assumidos no âmbito de planos de outorga de opções, já aprovados em assembleias. “A companhia entende que as aquisições de ações de sua emissão não acarretarão impactos sobre a composição acionária ou sobre sua estrutura administrativa”, afirmou no comunicado. O prazo máximo para a aquisição é de 18 meses, iniciando-se em 1 de outubro de 2021 e encerrando-se em 1 de abril de 2023, cabendo à diretoria definir quando as recompras serão, de fato, executadas.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS

Suinocultura: setembro fecha com mercado andando de lado

Apesar de certa estabilidade nos preços, consumo interno enfraquecido e custos de produção em alta ainda mantêm suinocultores no prejuízo

As principais praças que comercializam suínos na modalidade independente registraram mercado andando de lado nesta última semana de setembro. De acordo com lideranças, apesar de preços estáveis em algumas localidades, os altos custos de produção ainda empurram para longe a possibilidade de haver margem de lucro na atividade. Em São Paulo, segundo a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o valor do suíno vivo se manteve em R$ 7,73/kg na negociação da Bolsa na quinta-feira (30). A opção pela manutenção do preço é motivada pela disputa no mercado paulista pela carcaça do animal, e a opção por esperar a próxima semana, com a entrada da massa salarial, para checar o andamento do mercado. O mercado mineiro se manteve estável pela terceira consecutiva em R$ 7,50/kg. Segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), o cenário interno de oferta das granjas não se alterou, os pesos e idades estão literalmente abaixo dos níveis do final de ano. Não há pressão de oferta.  O equilíbrio do mercado, considerando-se a demanda, é de manutenção. Já em Santa Catarina, a Bolsa realizada na quinta-feira resultou em ligeira queda, saindo de R$ 7,34/kg para R$ 7,31/kg vivo. Para a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o mercado está andando de lado, e em contrapartida, ‘os custos de produção sobem a cada dia”.  No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 23/09/2021 a 29/09/2021), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) apresentou queda de 1,33%, fechando a semana em R$ 7,02. Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,99. O mercado gaúcho, que negocia os animais no mercado independente às sextas-feiras, aguarda manutenção nos preços, conforme a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). Na última sexta-feira (24), o Estado registrou aumento de preço do animal, passando R$ 6,79/kg vivo para R$ 6,93.

AGROLINK

Suínos/Cepea: Nova desvalorização eleva competitividade da carne suína frente às concorrentes

Com o consumo interno de carne suína enfraquecido e a consequente menor demanda da indústria por carcaças, os preços da proteína vêm recuando neste mês em todas as praças acompanhadas pelo Cepea

Por outro lado, para as principais concorrentes, as carnes bovina e de frango, o movimento das cotações é de alta. Esse contexto aproximou os valores da proteína suína dos da de frango – a mais barata dentre as três –, mas os distanciou das cotações da bovina, elevando a competitividade da primeira frente às concorrentes.

Cepea 

INTERNACIONAL

Bloomberg: Peste Suína Africana se aproxima dos EUA

O Hemisfério Ocidental registrou seu primeiro surto do vírus da peste suína africana (PSA) em quase 40 anos em 28 de julho em fazendas de suínos na República Dominicana. Em setembro, a doença devastadora foi encontrada no vizinho Haiti. Agora os EUA, o maior produtor mundial de carne suína depois da China, estão lutando para evitar que a doença chegue à costa e fechando sua indústria de exportação de carne suína de US $ 7,7 bilhões

Embora Porto Rico esteja a mais de 2.200 milhas das fazendas de suínos de Iowa, é parte dos Estados Unidos. E está experimentando um aumento dramático no número de migrantes indocumentados de focos de febre suína africana. Isso está gerando temores de que um surto na ilha caribenha possa desencadear a proibição da exportação de todos os produtos suínos dos EUA. “Este não é um problema apenas de Porto Rico”, disse o Secretário da Agricultura da ilha, Ramón González. “Este é um problema para todos os Estados Unidos.” O que torna a PSA tão perniciosa é que é difícil de erradicar e tão fácil de transmitir. Os pesquisadores encontraram o vírus enterrado na medula óssea de porcos mortos há muito tempo e em produtos de presunto curado. Acredita-se que um surto de 2018 na Bélgica esteja relacionado a um pedaço rebelde de carne de porco, descartado durante operações militares ou por um caminhoneiro de longa distância, que foi comido por um porco selvagem. A doença acabou se espalhando para fazendas comerciais. O vírus também pode viajar em pequenas quantidades de sujeira e esterco. Como não há tratamento ou cura para a PSA, o abate em massa é uma das poucas maneiras de controlar a doença. A República Dominicana já abateu mais de 65.700 porcos este ano, enquanto tenta evitar a repetição de um surto da década de 1970 que a levou a exterminar todo o seu estoque de suínos – mais de 1,4 milhão de animais. A China tem lutado contra vários surtos desde que a doença foi detectada pela primeira vez em 2018. A PSA está agora presente em 50 países na África, Europa e Ásia. “Esta pode ser facilmente a crise sanitária animal mais séria de nossa geração”, diz Gregorio Torres, Chefe do Departamento de Ciências da Organização Mundial de Saúde Animal, órgão com sede em Paris que ajuda a coordenar a resposta global aos surtos por meio da divulgação de informações e publicação de diretrizes de saúde e segurança que podem afetar o comércio internacional. Não é apenas um problema para operações comerciais de gado. Muitas famílias pobres no Caribe e em outros lugares dependem da criação de suínos de subsistência, diz Torres. Os EUA não importam produtos suínos do Haiti ou da República Dominicana porque os dois países também têm a peste suína clássica, menos mortal. Porto Rico proibiu recentemente a exportação ou transporte de qualquer produto de carne de porco para o continente americano, incluindo a onipresente empanadilla de iguarias locais.

Bloomberg 

Indústria de carne da China sofre com alto custo da ração por crise de energia

O enorme setor pecuário da China está enfrentando um aumento nos custos de ração, já que as piores interrupções de energia do país em anos forçaram o fechamento de plantas de esmagamento de soja, reduzindo o fornecimento e elevando os preços, disseram analistas e participantes da indústria

Pelo menos metade das plantas de esmagamento de soja no norte e nordeste da China tem sido fechada desde a semana passada, e permanecerão fechadas pelo menos até depois do feriado do Dia Nacional em 1º de outubro, disseram à Reuters um gerente de uma unidade e um gerente de compra de rações, sob condição de anonimato, por não estarem autorizados a falar com a mídia. O volume de soja processada em todo o país neste mês caiu 9,4% em relação a agosto, para 7,68 milhões de toneladas, disse a consultoria MySteel em relatório na quinta-feira. Os preços do farelo de soja em Tianjin, um importante centro de produção do norte, saltaram 220 iuanes (34 dólares) para 3.800 iuanes por tonelada na semana passada, embora os preços tenham caído um pouco antes do feriado do Dia Nacional. Os aumentos no custo da ração ocorrem em um momento em que os criadores de porcos sofrem com os preços baixos dos suínos, sob a pressão do aumento da produção, já que os estoques estão sendo reconstruídos depois que a doença mortal da peste suína africana dizimou o enorme rebanho de suínos. “No momento, os suinocultores estão sendo pressionados nas duas pontas. O preço dos suínos está incrivelmente baixo e a demanda está fraca, ao mesmo tempo que o preço do farelo de soja e da ração está subindo”, disse Darin Friedrichs, analista sênior de commodities sobre a Ásia da StoneX. Os preços da ração já estão 10% acima do ano anterior, de acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, enquanto os preços do suíno vivo estão em seus níveis mais baixos em mais de dois anos. Os suinocultores perderam mais de 500 iuanes por porco no mês passado, disse o ministério, e as margens caíram ainda mais desde então. Os preços da ração provavelmente subirão ainda mais, disse Friedrichs, acrescentando que a falta de energia também poderia impactar a secagem da safra de milho que acabou de começar a ser colhida.

REUTERS

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA 

041 3289 7122

 

abrafrigo

Leave Comment