Ano 7 | nº 1548 | 10 de agosto de 2021
NOTÍCIAS
Altas no mercado do boi em Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins
Em Minas Gerais, na região de Belo Horizonte, a oferta de gado confinado melhorou, no entanto, a necessidade dos frigoríficos em manter as programações de abate somada à pressão pelos confinadores resultou em alta de R$1,00/@ para todas as categorias destinadas ao abate na última segunda-feira (9/5/21), na comparação diária
Segundo levantamento da Scot Consultoria, as cotações do boi, da vaca e da novilha gordos ficaram em R$313,00/@, R$298,00/@ e R$300,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. No Norte de Mato Grosso, o fim de semana com escoamento positivo puxou para cima os preços do boi (+R$2,00/@) e novilha (+R$1,00/@) gordos na última segunda-feira. A cotação da vaca gorda ficou estável na região. Com isso, boi, vaca e novilha gordos foram negociadas em R$305,00/@, R$295,00/@ e R$297,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Por fim, no Norte do Tocantins, a cotação das fêmeas subiu R$1,00/@ em relação à última sexta-feira (6/8). Para o boi gordo, o cenário foi de preços estáveis. As cotações do boi, da vaca e da novilha gordos ficaram em R$297,00/@, R$290,00/@ e R$292,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
O atacado de carne bovina sem osso registrou mais uma semana de alta nos preços
Dessa vez, a alta foi puxada tanto pelos cortes de traseiro quanto pelos cortes de dianteiro, com altas respectivas de 0,5% e 0,7%.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: semana começa com lentidão e preços firmes
Ausência de frigoríficos na compra de gado, por estarem avaliando melhor estratégia de compra, seguraram os preços, segundo analista
O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos na segunda-feira (9). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, algumas unidades frigoríficas permaneceram ausentes da compra de gado, avaliando as melhoras estratégias para aquisição de boiadas no decorrer da semana. “As escalas de abate permanecem confortáveis, posicionadas entre cinco e sete dias úteis em média, a incidência de contratos a termo e a utilização de confinamento próprio favorece essa situação. Os preços seguem acomodados em grande parte do país, a exceção é novamente o Rio Grande do Sul que se depara com queda dos preços”, disse Iglesias. O resultado das exportações semanais de carne bovina da primeira semana surpreendeu, sinalizando que as vendas destinadas ao mercado chinês permanecem em bom nível. “A tendência é que a China siga atuante no mercado internacional de carnes, reduzindo seu ímpeto de compra a partir de 2022”, apontou o analista. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 317 na modalidade a prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, ante R$ 304. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 313 a arroba, ante R$ 311. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Segundo Iglesias, a expectativa é que menor espaço para reajustes a partir da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo.
AGÊNCIA SAFRAS
Carne bovina: Média diária exportada surpreende e fica em 11,5 mil toneladas na primeira semana de agosto/21
O volume exportado de carne bovina in natura chegou a 57,7mil toneladas nos primeiros 5 dias úteis de agosto. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou uma média diária de 11,5 mil toneladas. Isso representa alta de 48,55% em relação a média diária do total exportado no mesmo período do ano passado, com 7,7 mil toneladas
Para a Radar Investimentos é preciso acompanhar as próximas semanas para saber como será o cenário para as exportações. “É bem prematuro usar como base os volumes embarcados em apenas uma primeira semana do mês. Temos que olhar com cautela estes dados divulgados pelo MDIC. O volume embarcado em agosto do ano passado foi de 163,2 mil toneladas e a projeção do mercado é a de que o embarque pode chegar a 223,7 mil toneladas até o final de agosto se o desempenho for o mesmo nas próximas semanas. Os preços médios foram de US$ 5.547 mil por tonelada, uma alta de 38,43% em relação a agosto de 2020, com US$ 4.007 por tonelada. A média diária ficou em US$ 64 milhões, crescimento de 105,64% diante do mês de agosto do ano passado, com US$ 31 milhões.
SECEX
Boi gordo: aumento na oferta de animais começa a reduzir ociosidade nas indústrias no RS
No Rio Grande do Sul, os frigoríficos estão abatendo 40% abaixo de sua capacidade. Segundo especialista, esse cenário deve mudar em breve
Por causa da entressafra, redução no consumo e entrada de carne de outros estados, os frigoríficos do Rio Grande do Sul estão abatendo 40% abaixo de sua capacidade, de acordo com o Presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do estado, Ronei Lauxen. “Essa época do ano já é marcada por uma certa ociosidade das indústrias frigoríficas no Sul do país, principalmente pela menor oferta de gado como das características da entressafra. Com o final deste período, já começam a surgir mais animais para o abate, o que deve atender, ao menos de forma parcial, a demanda da indústria”, observa o Coordenador do núcleo de estudos em sistemas de produção de bovinos de corte e cadeia produtiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Júlio Barcellos. Ainda segundo ele, existe uma leitura equivocada sobre a capacidade da indústria da frigorífica de maneira geral. “O que acontece é que a capacidade de abate está superdimensionada no Brasil, pois algumas plantas são antigas e com baixa eficiência. Diante de uma menor oferta, essas indústrias terão custos operacionais relativamente elevados, é um fenômeno natural neste período de inverno no Sul, mas que começa a perder força”, analisa. Barcellos explica que a queda no preço do boi gordo observada em julho é um sinal de que a indústria aumentou a oferta de animais, e, diante desse cenário, consegue precificar com valores menores o boi gordo no mercado interno.
CANAL RURAL
Preço do boi gaúcho recuou
A melhora na oferta de boi, com a aproximação do final da entressafra, já pode ser notada com a ligeira queda no preço do quilo vivo, aquecido em praticamente todo o primeiro semestre
De acordo com a pesquisa semanal feita pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em julho, no dia 21, o quilo vivo do boi atingiu R$ 12,50. Na semana passada, em levantamento do dia 4 de agosto, o preço já havia caído para R$ 11,00. O movimento, segundo o Coordenador do NESPro, Júlio Barcellos, é normal para a época do ano e deve se manter até meados de setembro, quando há uma reação natural do mercado em direção ao final de ano, reforçada pela retomada gradual da economia e pelo aumento da mobilidade do consumidor com o avanço da vacinação contra o Covid-19. “Neste momento, o que está realmente impedindo que o preço pago ao produtor aumente é o consumo muito baixo”, complementa Barcellos. A queda no consumo é sentida de forma direta no número de abates nos frigoríficos do Rio Grande do Sul. O Presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados (Sicadergs), Ronei Lauxen, afirma que a capacidade de abate das empresas gaúchas do segmento é de 11 mil cabeças/dia. Segundo ele, ao longo do primeiro trimestre ficou por volta das 9 mil cabeças/dia e agora está em 6 mil. Lauxen observa que há pelo menos três meses o preço da carne bovina não aumenta para o varejo e adianta que o setor estuda inclusive uma forma de deflacionar alguns valores para melhorar o consumo. “Mas ainda não temos como dizer de quanto vai ser essa diminuição”, ressalva.
Correio do Povo
ECONOMIA
Dólar fecha em leve alta com noticiário político
O dólar fechou em leve alta na segunda-feira, depois de uma sessão em que o mercado repercutiu o intenso noticiário de Brasília e o clima mais conservador no exterior
O dia foi marcado pela entrega do governo ao Congresso do texto que propõe mudanças no Bolsa Família, que se chamará Auxílio Brasil e, segundo o Presidente Jair Bolsonaro, deverá ter um reajuste de pelo menos 50%. O mercado teve uma reação inicial negativa. Como resultado, o dólar bateu a máxima intradiária de 5,3000 reais. O dólar à vista subiu 0,22%, a 5,2460 reais na venda. Investidores ficaram incomodados também com a ideia da equipe econômica de alterar modelo de pagamento dos precatórios, o que foi entendido por alguns como uma forma de calote. Essa conta está estimada em torno de 90 bilhões de reais para o ano que vem. As taxas de DI negociadas na B3 chegaram ao fim da tarde desta segunda com alta de mais de 10 pontos-base nos contratos mais longos. Lá fora, a moeda norte-americana deixou a estabilidade e subia 0,12% neste fim da tarde contra uma cesta de moedas fortes. Frente a divisas emergentes, os ganhos do dólar eram bem mais acentuados. O BTG Pactual elevou de 4,90 reais para 5,00 reais sua projeção para o dólar ao fim do ano –dentro de seu cenário-base. O Rabobank vê taxa de câmbio de 5,15 reais por dólar em dezembro de 2021, com alta de juros e ambiente por ora tranquilo para as contas externas.
REUTERS
Ibovespa avança, mas Petrobras e Vale limitam alta
O Ibovespa fechou em alta discreta na segunda-feira, enquanto Petrobras e Vale pesaram, na esteira do declínio dos preços do petróleo e do minério de ferro
Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 0,17%, a 123.019,38 pontos, após ter chegado a cair a 122.258,47 pontos. Na máxima, avançou a 123.597,30 pontos. O volume financeiro no pregão somou 25,3 bilhões de reais. Para o analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro, o desempenho também foi favorecido pela fala do Ministro da Cidadania, João Roma, descartando possibilidade de o reajuste do benefício do novo Bolsa Família superar o teto de gastos. De acordo com Ribeiro, a fala trouxe certo alívio para a curva de juros – o que tende a reverberar positivamente na bolsa paulista. “Mas os investidores seguem de olho em como será resolvido esse impasse, afinal de contas o valor do novo benefício será definido somente no final do ano pelo governo.” Agentes também seguiram atentos à temporada de balanços corporativos, com a agenda desta segunda-feira incluindo os números de Minerva, Iguatemi e Itaúsa após o fechamento. No exterior, Wall Street fechou sem sinal único, com o Nasdaq Composite no azul, mas o Dow Jones e o S&P 500 em baixa após máximas históricas. A MINERVA ON valorizou-se 4% antes do balanço do segundo trimestre, previsto para a noite de ontem com o setor de proteínas na ponta positiva.
REUTERS
Mercado eleva perspectiva para taxa de juros a 7,25% em 2021 e 2022, mostra Focus
O mercado passou a ver a taxa básica de juros em 7,25% tanto ao final deste ano quanto não depois do Banco Central ter próximo acelerado o ritmo de aperto monetário e indicado que deve repetir a dose devido às pressões inflacionárias
Anteriormente, os especialistas consultados na pesquisa Focus realizada pelo Banco Central via Selic a 7,0% em ambos os anos. Na semana passada, o BC subiu a Selic em 1 ponto percentual, a 5,25% ao ano, que para domar as pressões inflacionárias a necessidade agora é de uma taxa básica de juros acima do patamar neutro, ou seja, em nível suficiente para desaquecer a economia. Agora a expectativa é pela divulgação da ata desse encontro, na terça-feira. O levantamento semanal apontou novo aumento nas taxas de câmbio, com a alta do IPCA exata agora em 6,88% em 2021 e 3,84% em 2022, de 6,79% e 3,81%, respectivamente, na semana anterior. O centro da meta oficial para 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento permaneceu em 5,30% este ano e caiu 0,05 ponto percentual para 2022, a 2,05%.
REUTERS
IGP acima de 1% pode se tornar tendência, aponta FGV
Pressionada por commodities e energia, taxa acelera de 0,11% em junho para 1,45% em julho
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou de 0,11% para 1,45% entre junho e julho, pressionado por commodities e energia mais caras, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). Para André Braz, economista da fundação, o resultado sinaliza que taxas acima 1% nos Índices Gerais de Preços (IGPs) podem se tornar tendência, nos próximos meses. Isso porque os fatores que estão elevando preços, de commodities e de energia, não vão desaparecer entre um mês e outro, notou. Com taxas mensais pressionadas, a inflação anual apurada por IGPs pode terminar o ano próxima ao do ano passado, completou o técnico. Em 2020, o IGP-DI subiu 23,08%. Ao detalhar a evolução do indicador em trajetória mensal, o especialista comentou que a inflação atacadista apurada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), 60% do IGP-DI, passou de queda de 0,26% em junho para 1,65% em julho. Houve mudança de trajetória de preços em soja e em milho, notou ele. Enquanto a variação no preço da soja passou de -8,12% para 2,84%, de junho para julho; a de milho passou de -8,75% para 4,62% no mesmo período. Esses itens tem forte peso na composição da inflação atacadista, e representam mais de 10% do IPA-DI, acrescentou. Mas o IGP-DI não foi somente pressionada por atacado, frisou ele. Preços monitorados em alta influenciaram para cima o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), de 0,64% para 0,92% entre junho e julho. “Tivemos a alta em energia elétrica,”, explicou ele. De junho para julho, a variação no varejo de tarifa de energia elétrica subiu de 2,09% para 7,80% – sendo que esse item, sozinho, representa 4,3% do IPC. Até julho, o IGP-DI acumula alta de 33,35% em 12 meses.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Minerva vê lucro do 2º tri cair 54% a R$ 117 mi, mas segue otimista com exportações
A Minerva Foods registrou lucro líquido de 116,7 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 54% ante o mesmo período do ano passado, conforme balanço divulgado na segunda-feira
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia atingiu 544,9 milhões de reais no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo.
O Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, disse que o destaque do trimestre é o lucro líquido pois, apesar da queda, trata-se de um “resultado realmente muito forte”, mas que é comparado a uma base mais elevada –em 2020, a pandemia da Covid-19 elevou a demanda por alimentos em diversos setores. A receita líquida da empresa atingiu 6,28 bilhões de reais no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano. O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que ainda há certas dificuldades logísticas no mercado global, com falta de contêineres e tempos mais longos para transportes de cargas, mas a demanda externa segue aquecida. No setor de carne bovina, em geral, o cenário é de recuo nas vendas do Brasil para a China em volume e avanço nas receitas. Questionado sobre o posicionamento da Minerva neste contexto, Queiroz disse que tanto os volumes quanto o faturamento da empresa avançam nos mercados chinês e asiático como um todo. O CEO ainda ressaltou que a estratégia da companhia de redirecionar a produção, para contornar fatores como a restrição e altos preços do gado no Brasil, tem papel fundamental para garantir o desempenho operacional da empresa. “Isso é um trabalho em andamento, de olhar América do Sul como uma única região, considerando as diferentes moedas e podendo arbitrar e tomar as decisões onde se maximiza o ganho”, afirmou Queiroz. Os abates do segundo trimestre totalizaram 869 mil cabeças, avanço de 15,5% no ano a ano puxado pela subsidiária Athena –que responde pelas operações na América do Sul, exceto Brasil. “Se pegar uma média no trimestre, os destaques (em abates) vão para Uruguai, Paraguai e Colômbia”, disse ele. No mercado brasileiro os abates recuaram 6% no período, para 323,6 mil cabeças de gado. O Diretor Financeiro acrescentou que para lidar com o alto patamar de preços da arroba no Brasil, uma estratégia adotada na gestão de fornecedores é adquirir o animal à vista com desconto e utilizar essa margem para custear financiamentos com bancos a prazos curtos, como 60 dias. A Minerva disse que realizou uma campanha massiva de conscientização sobre a importância da vacinação contra a Covid-19 entre os colaboradores. “No Brasil, 95% dos colaboradores elegíveis à vacinação já tomaram a 1ª dose da vacina”, afirmou.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Embarques de carne de frango seguem em bom ritmo com destaque no valor médio pago por tonelada
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura na primeira semana de agosto seguem em bom ritmo
Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “chama a atenção o valor médio, que é mais de 30% maior do que o visto em agosto do ano passado”, disse. A receita da carne de frango neste mês, US$ 147.8 milhões, representa 32,5% do montante obtido em todo agosto de 2020, que foi de US$ 454,7 milhões. No volume embarcado, as 83.605 toneladas são 24,6% do total exportado em agosto do ano passado, quantia de 340.460 toneladas. O faturamento por média diária, US$ 29.569, foi 36,56% maior do que agosto do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve queda de 3,57%. Em toneladas por média diária, foram 16.721, aumento de 3,14% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Em relação à semana anterior, baixa de 6%. No preço pago por tonelada, US$ 1.768, ele foi 32,41% superior ao praticado em agosto do ano passado. Em relação a semana anterior, avanço de 2,6%.
AGÊNCIA SAFRAS
Exportação de carne suína no início de agosto segue firme, mesmo com preço mais baixo
Em cinco dias úteis, faturamento e volume embarcado já são quase 30% do total registrado em agosto de 2020
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura na primeira semana de agosto podem ser consideradas como “excelentes”, disse a Agrifatto. O analista de mercado, Yago Travagini, explica que os números vieram bem acima da média diária do mês passado e que, apesar do preço levemente menor, foi possível embarcar um bom volume. A receita neste mês, US$ 58,1 milhões, representa 29,7% de agosto de 2020, com US$ 196 milhões. No volume embarcado, 24.053 toneladas, ele é 27,4% do exportado em agosto do ano passado, 87.704 toneladas. O faturamento por média diária foi de US$ 11.632, valor 24,58% maior do que agosto de 2020. No comparativo com a semana anterior, alta de 10,36%. Em toneladas por média diária, 4.810, aumento de 15,19% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Em relação à semana anterior, avanço de 14%. No preço pago por tonelada, US$ 2.418, ele é 8,15% superior ao praticado em agosto passado. No resultado, frente a semana anterior, recuo de 3,2%.
Consultoria Agrifatto
SERVIÇOS
CNA, Mapa, MRE, Apex-Brasil e Embrapa promovem capacitação para o mercado internacional
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Apex-Brasil e a Embrapa promovem o curso virtual “Capacitação Inteligência Comercial – Como acessar informações relevantes para o mercado internacional”, que ocorrerá nos próximos dias 17, 24 e 31 às 10h
Voltado à capacitação de produtores rurais, profissionais que trabalham com comércio exterior, além de interessados, o curso irá mostrar aos participantes as ferramentas que auxiliam e facilitam a busca por dados, informações e oportunidades no mercado internacional. A capacitação será dividida em três módulos: “O Agro brasileiro no mundo” (17/08), “Identificação de oportunidades comerciais” (24/08) e “Conhecendo a concorrência internacional” (31/08). Os encontros serão ministrados, respectivamente, pelo Mapa, pela Apex-Brasil e MRE e pela CNA e Embrapa. Os inscritos que assistirem dois dos três módulos da capacitação receberão certificado de participação.
CNA
INTERNACIONAL
Importações de carne SUÍNA em julho pela China chegaram a 854 mil toneladas, queda de 14,43% em relação a 2020
A China importou 854 mil toneladas de carne em julho, queda de 14,43% em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostraram dados alfandegários no sábado, com os fracos preços domésticos de carne suína pesando sobre a sobre a demanda por importações
As importações de carnes no período de janeiro a julho totalizaram 5,93 milhões de toneladas, mostraram os dados da Administração Geral das Alfândegas da China, acima dos 5,75 milhões de toneladas do ano passado nos primeiros sete meses de 2020. No entanto, as importações de julho de carne suína aumentaram em relação às 743 mil toneladas de junho. Os preços domésticos da carne suína PORK-CN-TOT-D caíram pela metade desde o início deste ano, devido aos grandes volumes de importação e à medida que a produção aumentou devido aos esforços para reabastecer e expandir as fazendas depois que a peste suína africana dizimou os rebanhos. Os preços estavam em 21,04 yuans (US $ 3,26) o kg em 3 de agosto. Em uma base mensal, as importações de carne da China ultrapassaram 1 milhão de toneladas em março, os maiores volumes mensais desde pelo menos janeiro de 2020, quando o país construiu estoques para suprir a escassez.
REUTERS
Peste Suína Africana: República Dominicana trabalha em plano de contingenciamento da doença
A Comissão Oficial para o Controle e Erradicação de Surtos de Peste Suína Africana supervisionou na República Dominicana o plano de contingência para o controle de fontes de contágio em fazendas e incubadoras de quintal, e anunciou um técnico espanhol enviado pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) para de colaborar na eliminação do surto
O Ministro da Agricultura do país, Limber Cruz, que chefia a comissão, informou que este técnico está trabalhando no desenvolvimento de uma vacina para ajudar a combater a doença suína, que atualmente atinge fazendas de quintal e algumas fazendas em cidades da República Dominicana. Nesta terça-feira, por meio do Banco Agrícola, em Sánchez Ramírez, no município de Cotuí, começará a entrega da compensação financeira, de acordo com o preço de mercado atual, aos produtores cujos suínos foram abatidos, para que não sejam economicamente afetados. A comissão informou que em Moca foi identificada apenas uma fonte de contágio, por isso as autoridades continuam a reforçar o plano de contingência para suprimir o vírus da demarcação. Para a execução do plano de combate à peste suína, o Governo dominicano conta com o apoio técnico e financeiro da Organização Regional Internacional para a Saúde Agropecuária (OIRSA), da FAO e da USAID dos Estados Unidos.
Ministério da agricultura, República Dominicana
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