CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1538 DE 27 DE JULHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1538 | 27 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: marasmo nas praças paulistas

O cenário na última segunda-feira (26/7) foi de estabilidade nos preços no mercado do boi gordo em São Paulo

As escalas de abates estão confortáveis há alguns dias e no começo dessa semana não foi diferente. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, a vaca e a novilha gordos foram negociados por R$315,00/@, R$294,00/@ e R$298,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Em função da virada de mês, os frigoríficos estão mais ativos. Diante desse quadro, os pecuaristas poderão endurecer as negociações.

SCOT CONSULTORIA

Boi: início de agosto pode trazer alta para arroba, diz Safras & Mercado

O mercado brasileiro do boi gordo pode ter espaço para novas altas no início de agosto, de acordo com a consultoria Safras & Mercado 

Segundo o analista Fernando Iglesias, a expectativa de aquecimento da demanda na primeira quinzena do mês com a entrada dos salários e o dia dos pais podem abrir espaço para aumentos da arroba após a estabilidade dos últimos dias. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nas quatro primeiras semanas de julho foram exportadas 130,5 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. Dessa forma, a média embarcada por dia útil alcançou 7,67 mil toneladas e ficou 4,3% acima do registrado em julho de 2020.

CANAL RURAL

Volume exportado de carne bovina atinge 130,4 mil toneladas na quarta semana de julho/21

Com as fortes compras da China, a média diária ficou em 7,67 mil toneladas, o que representa avanço de 4,30% em relação à média exportada em julho do ano passado, com 7,3 mil toneladas

A Secretaria de Comércio Exterior (Camex) do Governo Federal informou que a movimentação de carne bovina in natura alcançou 130,4 mil toneladas até a quarta semana de julho. O analista da Agrifatto Consultoria, Yago Travagini, destacou que as exportações podem atingir o melhor desempenho do ano até o final de julho/21. “Estamos muito bem neste mês com a China demandando muita carne bovina brasileira. Acredito que os chineses estão distribuindo a oferta argentina pelos países que podem atender, como é o caso do Brasil”, informou.  O analista ressalta que a tendência é que o segundo semestre demonstre resultados parecidos ao que estão observando em julho. “Provavelmente teremos o melhor mês do ano e os preços médios estão mostrando bons avanços semana a semana”, informou. Os preços médios ficaram próximos de US$ 5.385 por tonelada, alta de 31,96% frente aos dados divulgados em julho de 2020, com valor médio de US$ 4.081 por tonelada.  A média diária ficou em US$ 41,3 milhões, valorização de 37,64%, frente ao observado no mês de julho do ano passado, que ficou em US$ 30 milhões.

AGRIFATTO 

Uso da capacidade frigorífica em MT cai em junho

A utilização da capacidade industrial do segmento de carne bovina em Mato Grosso teve queda de 6,25 pontos percentuais em junho, na comparação com maio, para 74,66%, segundo informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgadas na segunda-feira (26)

“Esse resultado foi pautado, principalmente, pelo retorno das atividades de alguns frigoríficos que se encontravam fora das compras, de férias coletivas ou paralisados devido às reformas estruturais no mês passado”, disse o Imea. Cerca de 85% da indústria frigorífica em Mato Grosso estava em funcionamento em junho, o que resultou na maior distribuição de animais e aumento da ociosidade. A queda na utilização da capacidade ocorreu apesar de o volume total de animais abatidos em Mato Grosso ter aumentado 4,7% no comparativo mensal. O Imea disse ainda que o custo de produção da cadeia da bovinocultura teve alta no segundo trimestre. Os custos para o sistema de recria subiram 4,8% para R$ 143,26/arroba, os de engorda tiveram alta de 10,55% para R$ 256,52/@ e os de ciclo completo aumentaram 5,71%, para R$ 136,66/@.

CARNETEC

Geadas impõem mais dificuldades ao mercado de reposição, apontam analistas

Áreas de pastagens nas porções sul e sudoeste do País foram prejudicadas. Apesar disso, a tendência é que o mercado de reposição continue firme

Inúmeros produtores reportaram perdas do pasto. Assim como a queda da temperatura, esfriou ainda mais o mercado de reposição. “Quem que vai querer comprar reposição agora? E para botar onde?”, pergunta a médica veterinária e economista, Lygia Pimentel, da Agrifatto, consultoria de mercado agropecuário de São Paulo (SP). Para os analistas, apesar da queda de preços atual – cerca de 2%, de meados de maio para julho, e as perdas de pasto, por conta das geadas, a tendência é que o mercado de reposição ainda continue firme. “Os preços de reposição, apesar da redução, também se mantêm no patamar muito elevado. Se levar em conta os últimos 12 meses, a variação chega a 83%, demonstrando realmente que a gente vive o cenário ainda de escassez de animais para reposição”, avalia o economista Daniel Latorraca, superintendente do Instituo Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). “Essa inviabilidade da passagem momentânea acaba causando uma oferta maior de animais, e os preços acabam perdendo esse suporte”, diz Lygia. Os preços só devem cair mesmo a partir de 2022 e 2023, quando começa a se perceber um maior volume de animais de reposição sendo ofertados no mercado. “A gente acredita que em 2022 vai ter a maior produção de bezerros desde 2016. Então fica aí acende-se uma luz amarela para o criador, sobre o que ele fará da vida daqui para frente”, diz Lygia. Para o Superintendente do Imea, a atividade pecuária no Estado está bem dividida. De um lado, a pecuária de cria se vê pressionada com o processo natural do avanço da agricultura sobre as áreas de pastagens, e do outro um grande avanço da engorda intensiva de gado, cada vez mais ao lado da produção de grãos. Segundo o economista, apesar da queda de 20% do número de animais confinados no Estado como um todo – saindo de 759 mil animais, no ano passado, para 606 mil bovinos, este ano, a região do médio-norte, cortada pela BR 163, deve crescer o número de animais confinados. A região está crescendo 116% em relação ao que fechou no mesmo período no ano passado, com cerca de 170 mil cabeças.

PORTAL DBO

Contrabando de bois: ação da polícia apreende

O contrabando de oito bovinos vindos da Argentina para o Rio Grande do Sul foi flagrado na quarta (21) pela Brigada Militar gaúcha, informou em nota a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado 

A Brigada integra o Programa Sentinela, que fiscaliza o ingresso ilegal de animais nas fronteiras gaúchas a fim de prevenir riscos de contaminação dos animais por febre aftosa e outras doenças. Recentemente, o Rio Grande do Sul foi reconhecido como área livre de aftosa, sem vacinação, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). No início desta semana a Polícia de Mato Grosso já havia apreendido um lote de bezerros contrabandeados da Bolívia.  Conforme o coordenador do Programa Sentinela, Francisco Lopes, os bovinos foram atravessados a nado pelo Rio Uruguai. “Foram apreendidos e encaminhados para abate imediato, segundo previsão legal, devido ao risco sanitário, visto que o status para febre aftosa do Rio Grande do Sul é superior ao da Argentina, que ainda pratica a vacinação”, disse. O inquérito criminal deverá ser aberto junto à Delegacia da Polícia Federal de Santo Ângelo para apurar a materialidade e autoria do crime.

Canal Rural

ECONOMIA

Dólar segue exterior e fecha em queda com atenções voltadas ao Fed

De forma geral, o mercado doméstico de câmbio segue instável, enquanto investidores se preparam também para a decisão do Copom na próxima semana

O dólar à vista fechou em baixa de 0,68%, a 5,1748 reais na venda. O foco total dos agentes financeiros está nas sinalizações a serem dadas pelo Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) na quarta-feira, especialmente num momento em que o mercado enfrenta renovados temores da pandemia e potencial impacto sobre uma economia que produz números mais altos de inflação. Analistas do Citi esperam que o Fed seja de forma geral neutro e, por isso, veem sentimento de risco ainda positivo, preferindo vender dólar em momentos de alta da moeda. O índice do dólar sobe 3,3% desde as mínimas de junho. Uma semana após a decisão do Fed, será a vez de o Comitê de Política Monetária anunciar seu parecer sobre juros aqui. No fim da semana passada, os mercados de câmbio e de ações no Brasil sentiram o baque observado nos contratos de DI, que dispararam em meio a dúvidas sobre como o Banco Central reagirá a evidências de inflação persistentemente elevada, num momento em que outros mercados emergentes promovem fortes altas de juros tendo como pano de fundo incertezas sobre o Fed. Por ora, a aposta do Morgan Stanley é que o dólar se manterá acima de 5 reais no curto prazo, mas com a moeda brasileira não sendo uma opção de venda relevante. Analistas chamaram atenção nesta segunda para a China, depois que as ações do país tiveram forte queda na madrugada em meio ao aperto do cerco regulatório por Pequim.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta com setor de mineração e siderurgia

A JBS ON valorizou-se 2,54%, com as rivais MARFRIG ON e MINERVA ON e apresentando desempenhos mais tímidos, com acréscimo de 1,49% e estabilidade, respectivamente

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,76%, a 126.003,86 pontos. O volume financeiro totalizou 22,6 bilhões de reais. Na semana passada, o Ibovespa acumulou queda de 0,72%, enquanto o norte-americano S&P 500 avançou quase 2%. A safra de IPOs e follow-ons ajuda a pressionar o mercado secundário de ações, com investidores possivelmente vendendo ações de suas carteiras para financiar participações nessas ofertas.

Agentes financeiros também aguardam reunião do Federal Reserve, que terá seu desfecho conhecido na quarta-feira, com a divulgação do comunicado sobre o encontro seguido de coletiva à imprensa do chair do BC norte-americano, Jerome Powell. “(O mercado) ainda espera bastante pelo Fed”, afirmou o Superintendente de operações da mesa de renda variável e sócio da Blue3, Bruno Moura. Em Nova York, o S&P 500 avançou e cravou uma nova máxima recorde de fechamento, ajudado otimismo em relação a resultados de empresas, embora a cautela antes de uma reunião de política monetária do Federal Reserve tenha atenuado o fôlego.

REUTERS 

Boletim Focus: Mercado projeta que taxa de juros vai chegar a 7% ao ano no final de 2021

Para o fim de 2022, o ponto médio para Selic permaneceu em 7% ao ano

Para o fim de 2022, o ponto médio permaneceu em 7% ao ano. Entre os economistas que mais acertam as previsões compiladas pelo BC, os chamados Top 5, de médio prazo, a projeção para a Selic manteve-se em 7% ao ano no fim de 2021 e permaneceu em 7,50% ao ano no fim de 2022. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 aumentou de 6,31% para 6,56%. Foi a décima sexta semana consecutiva de ajuste para cima nas projeções. Para 2022, a mediana para o IPCA subiu de 3,75% para 3,80%. Entre o Top 5, a mediana das estimativas para a inflação oficial neste ano subiu de 6,49% para 7,03%. Para 2022, a mediana das expectativas para a inflação oficial brasileira aumentou de 3,74% para 3,99%, entre eles, de uma semana para outra. A mediana das projeções do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro voltou a subir, de 5,27% para 5,29%. Foi a décima quarta alta consecutiva nas projeções. Para 2022, a mediana das expectativas permaneceu em 2,10%. A mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano subiu de R$ 5,05 para R$ 5,09. Para 2022, o ponto-médio das projeções foi mantido em R$ 5,20. Os campeões de acertos reduziram a mediana das estimativas de R$ 5,26 para R$ 5,05 no fim deste ano e ajustaram a projeção mediana de R$ 5,65 para R$ 5,25 no fim de 2022.

VALOR ECONÔMICO

Confiança do consumidor: maior nível em 9 meses

A confiança do consumidor no Brasil chegou em julho ao nível mais alto em nove meses diante da melhora na percepção sobre as expectativas em relação aos próximos meses

Os dados divulgados na segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram que seu Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 1,3 ponto em julho, na quarta alta seguida, chegando a 82,2 pontos. Esse é o nível mais alto desde outubro de 2020 (82,4 pontos). No mês, O Índice de Situação Atual (ISA) perdeu 0,7 ponto, indo a 70,9 pontos, mostrando acomodação da satisfação em relação à situação presente, segundo a FGV. Já o Índice de Expectativas (IE) aumentou 2,5 pontos, para 90,8 pontos, maior nível desde setembro de 2020. “Há uma melhora das perspectivas futuras, mas o índice que mede a situação atual continua rodando em torno dos 70 pontos, mostrando que apesar do otimismo, os consumidores vêm tendo dificuldade de recuperação financeira, principalmente as famílias de menor poder aquisitivo que tem mais dificuldade de obter emprego, organizar as finanças familiares e sofrem maior impacto do aumento dos preços”, disse Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das sondagens, em nota. “O cenário dos próximos meses vai depender do avanço da vacinação, do controle das novas cepas para que a confiança continue avançando”, alertou ela.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carne suína segue em bom ritmo

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura nos 17 dias úteis de julho seguem normalmente 

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, apesar de mais lento do que o que já foi visto, chegando a 100 mil toneladas, a expectativa é que este mês de julho, somando a movimentação de carne in natura e a industrializada alcancem 90 mil toneladas. “Ainda é um resultado ótimo. A gente percebe que os Estados Unidos, que antes aproveitavam o gap de proteína animal da China, não está mais embarcando tanto, e mesmo assim, a China segue atuante no mercado, mostrando que ainda precisa comprar”, disse. O faturamento por média diária até aqui foi de US$ 9,897 milhões, valor 18,83% maior do que julho de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve leve alta de 0,41%. Em toneladas por média diária, foram 3.931, houve pequeno aumento de 0,21% no comparativo com o mesmo mês de 2020. No preço pago por tonelada, US$ 2,517, ele é 18,58% superior ao praticado em julho passado. Em relação à semana anterior, recuo de 0,26%. A receita obtida, US$ 168,2 milhões, representa 87,8% do montante obtido em todo julho de 2020, que foi de US$ 191,5 milhões.  No volume embarcado, as 66.843 toneladas são 74,06% do total exportado em julho do ano passado quando a movimentação alcançou   90.246 toneladas.

AGÊNCIA SAFRAS 

Faturamento com exportação de carne de frango supera em 20% o total arrecadado em junho/20

Segundo Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura nos 17 dias úteis de julho superaram o faturamento obtido em todo junho de 2020

Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “a impressão que se tem é de que o embargo da Arábia Saudita não impactou nada”. “O Brasil tem vendido muita carne de frango neste ano de 2021, porque a proteína brasileira segue sendo a mais competitiva em escala mundial e a gente vê a China também embarcando grandes volumes”, disse ele. A receita obtida neste mês até aqui, US$ 535.9 milhões, ultrapassou em 20% o valor obtido em todo julho de 2020, com US$ 446,6 milhões. No volume embarcado, as 312.766 toneladas são 92,7% do total exportado em julho do ano passado, com 337.256 toneladas.  O faturamento por média diária, US$ 3.152 milhões, foi 62,35% maior do que julho do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve alta de 6,05%. Em toneladas por média diária, 18.398, houve aumento de 25,47% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No preço pago por tonelada, US$ 1.713 ele foi 29,40% superior ao praticado em julho do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve queda de 0,26%.

AGÊNCIA SAFRAS

Suínos: segunda quinzena com reajustes positivos

Desde a virada da segunda quinzena desse mês, o suíno terminado nas granjas paulistas e a carcaça suína no atacado tiveram altas de 5,5% e de 3,1%, respectivamente, e têm sido sendo negociados em R$135,00/@ e R$10,00/kg, respectivamente. 

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