CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1539 DE 28 DE JULHO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1539 | 28 de julho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado ganhando força

A proximidade com a virada do mês, associada à expectativa de melhora no escoamento da carne, desenham um quadro otimista da demanda

Do lado da oferta, o volume de animais confinados está ligeiramente melhor, mas não de forma abundante, levando os frigoríficos a aumentarem as ofertas de compra para manutenção das escalas de abate. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a arroba do boi gordo subiu 0,6% na última terça-feira (27/7) na comparação feita dia a dia, ou alta de R$2,00/@, e ficou cotada em R$317,00/@, considerando o preço bruto e a prazo.

No Sudeste de Rondônia, com as ofertas tímidas e as escalas encurtando, atendendo, em média, três dias, os frigoríficos da região abriram as compras ofertando R$1,00/@ a mais para o boi gordo, que ficou cotado em R$303,00/@, considerando o preço bruto e a prazo, R$302,50/@, com desconto do Senar, e R$298,50/@, com desconto do Funrural e Senar. Cenário firme também para a novilha gorda, com alta de R$1,00/@ para a categoria na comparação diária.

SCOT CONSULTORIA

Boi: arroba tem leve elevação, diz Safras & Mercado

O mercado brasileiro do boi gordo teve um dia de preços entre estáveis e mais altos, de acordo com a consultoria Safras & Mercado 

Segundo o analista Fernando Iglesias, houve registro de negócios acima da referência média em algumas regiões, porém, essas negociações se concentram em animais destinados ao mercado externo. Em São Paulo, a arroba passou de R$ 316 para R$ 317, a prazo. Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram o segundo dia de altas em praticamente toda a curva, sendo que apenas o prazo para agosto teve recuo. O ajuste do vencimento para julho passou de R$ 317,65 para R$ 319,35, do outubro foi de R$ 325,45 para R$ 327,05 e do novembro foi de R$ 328,55 para R$ 330,15 por arroba.

CANAL RURAL

boi gordo registra desvalorização no Mato Grosso, aponta IMEA

Segundo o relatório semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o preço do boi gordo apresentou queda de 0,26% ante a semana passada e fechou na média de R$ 301,06/@.  No caso da vaca gorda, a cotação recuou de 0,31% no comparativo semanal e ficou em R$ 290,36/@ 

Com as escalas de abate confortáveis, atualmente as programações atendem uma média de 7,43 dias úteis com incremento de 0,21 dias. Conforme o levantamento do IMEA, o volume de animais abatidos no estado teve um aumento de 4,70% em junho/21 frente ao observado no mês de maio/21.  Por outro lado, a utilização da capacidade industrial demonstrou queda de 6,25 p.p. ante a maio.21 e fechou o indicador com o percentual médio de 74,66%.  No mercado de reposição, os preços do bezerro de ano apresentaram queda de 0,46% no comparativo semanal. Essa queda nas cotações é reflexo da maior oferta de animais devido ao período da seca. Atualmente, o preço para o bezerro até 12 meses passou de R$ 3.106,67 a R$ 3.0,92,36 por cabeça. Os custos de produção para referentes ao 2º trim.21 para a cadeia da bovinocultura de corte em Mato Grosso registraram crescimento em todos os sistemas de produção. Cria, recria, engorda e ciclo completo subiram 4,80%, 10,55% e 5,71%, respectivamente, com o total de R$ 143,26/@, R$ 256,52/@ e R$ 136,66/@, na mesma ordem. Para os custos de cria e ciclo completo, a suplementação apresentou maior participação em torno de 22,07% e 25,24%, respectivamente, enquanto para o sistema de recria-engorda a aquisição de animais apresentou maior share sobre o resultado, com 60,31% de participação.

IMEA

MAPA nega informação de que China teria rejeitado habilitações de novos frigoríficos de carne bovina

Informações divulgadas na terça-feira (27) por meio de um aplicativo que traz dados sobre a área de mercado dos grandes investidores institucionais apontavam que a China teria recusado 70 novas habilitações de plantas brasileiras processadoras de carne bovina

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em nota,  disse que que essas informações não procedem e que, após gestões do lado brasileiro, o governo chinês, por meio da General Administration of Customs People’s Republic of China (GACC), concordou em retomar a análise de pedidos de habilitação. “Esse trabalho havia sido suspenso desde o início da pandemia, em virtude de a necessidade desse órgão dedicar seus quadros a atividades relacionadas a prevenção e controle da pandemia”, informou o MAPA. “Para dar continuidade ao processo, o governo chinês solicitou a atualização das informações técnicas apresentadas pelas empresas brasileiras, incluindo controles implementados para prevenção da COVID. Há 56 plantas frigorificas que aguardam análise para habilitação pelo governo chinês e precisarão ter suas informações técnicas atualizadas”, informou o Ministério.

MAPA 

Movimentação das carnes nas quatro primeiras semanas de julho

O melhor desempenho vem sendo o da carne de frango

A média diária embarcada de frango na semana passada aumentou em relação às semanas anteriores e, com isso, a média diária mensal se encontra agora em 18.398 toneladas, resultado que corresponde a um aumento de mais de 25% sobre o mesmo mês de 2020 e projeta embarques superiores às 400 mil toneladas, um quinto a mais que o exportado um ano atrás. Com evolução mais moderada, a carne bovina registra embarques médios de 7.676 toneladas diárias, 4,3% a mais que há um ano. Mas como julho corrente tem um dia útil a menos, corre o risco de não alcançar o recorde mensal registrado em 2020 – 169.275 toneladas, justamente no mês de julho. O previsto é um recuo inferior a meio por cento. Já as exportações de carne suína pela média diária permanecem em semi estabilidade, com incremento de apenas 0,21%. E isto, considerado o mês mais curto, sinaliza queda mensal superior a 4% no volume embarcado. Há recuperação de preços das três carnes. O da carne bovina registra aumento de 32%, o da carne de frango de quase 30% e o da carne suína de 18%. A receita cambial neste mês deve atingir novo recorde superando a casa do US$1,8 bilhão, aumento de 35% em comparação a julho de 2020.

AGROLINK 

Cadeia da carne bovina girou R$ 747 bi em 2020

Das fazendas às gôndolas, montante aumentou 20,8% ante 2019

Puxado por um forte aumento do faturamento da pecuária, o sistema agroindustrial da carne bovina movimentou, das fazendas às gôndolas, R$ 747,1 bilhões no ano passado, 20,8% mais que em 2019. A estimativa faz parte do Beef Report, da Apex Brasil. Apenas o faturamento total da pecuária aumentou 40,3% na comparação, para R$ 178,2 bilhões, impulsionado pela alta dos preços do boi durante o ciclo de baixa da oferta. O Brasil abateu 41,5 milhões de cabeças no ano passado, o que gerou mais de R$ 144 bilhões. Os frigoríficos faturaram R$ 179 bilhões, dos quais R$ 44 bilhões vieram das exportações. A receita com as vendas de carne bovina e subprodutos no varejo totalizou R$ 204,64 bilhões – R$ 184,5 bilhões em vendas de carne e R$ 20,2 bilhões em outros itens. 73,9%, ou 7,6 milhões de toneladas de carne bovina foram comercializadas no mercado doméstico no ano passado. Os segmentos de insumos e serviços prestados à pecuária registraram faturamento 18,7% menor no ano passado, de pouco mais de R$ 60 bilhões. Cerca de R$ 17 bilhões foram movimentados pela área de nutrição; cerca de R$ 1 bilhão em protocolos, materiais e sêmen; e R$ 2,8 bilhões em sanidade animal.

VALOR ECONÔMICO 

ECONOMIA

Mercado “trava” dólar abaixo de R$5,20 à espera de Fed e Copom

O dólar encerrou a sessão no mercado à vista praticamente estável, mantendo-se abaixo de 5,20 reais conforme operadores evitaram novas apostas menos de 24 horas até a decisão de política monetária nos Estados Unidos

O dólar spot fechou a 5,1755 reais na venda, com variação positiva de 0,01%. No exterior, o dólar caía 0,17% ante divisas fortes, mas de forma geral ganhava terreno frente a pares mais arriscados, evidência da postura defensiva dos agentes financeiros antes da decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Para Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, a perspectiva de um aumento mais forte de juros no Brasil na semana que vem está amparando a taxa de câmbio. As revisões para cima nos juros brasileiros prosseguiram nesta sessão. O Barclays passou a ver alta de 100 pontos-base na taxa básica de juros (Selic) no próximo encontro do Copom (no começo de agosto) e a projetar juro a 7,5% no segundo trimestre de 2022.  Dados do Banco Central mostraram mais cedo que os fluxos para portfólio (parte dos quais em busca de juros mais altos) registram novo mês ingresso, de 5,1 bilhões de dólares. Contudo, esse cenário seria desafiado caso o Fed indicasse redução de oferta de liquidez, por isso a atenção total dos investidores às sinalizações de política monetária a serem emitidas na quarta-feira pelo comunicado da decisão de política monetária e também por declarações do chair do Fed, Jerome Powell, em coletiva de imprensa na sequência.

REUTERS 

Ibovespa fecha em queda com cautela antes de Fed e balanços

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, trabalhando abaixo dos 124 mil pontos no pior momento, refletindo posições mais defensivas antes do desfecho da reunião do Federal Reserve, com a temporada de balanços também sob os holofotes

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,1%, a 124.612,03 pontos, chegando a marcar 123.670,33 pontos na mínima. O volume financeiro somou 25,9 bilhões de reais. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,47%. Na visão do especialista em renda variável da Easynvest by Nubank, José Falcão Castro, prevaleceu a cautela antes da decisão de política monetária do banco central dos EUA, que será conhecida na quarta-feira e pode indicar o início do “tapering”. “O mercado busca qualquer sinal de possível antecipação para o corte de estímulos monetários”, afirmou. Em reunião anterior, em junho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed antecipou para 2023 projeções para aumento de juros e abriu a discussão sobre quando pode ser apropriado começar a reduzir suas compras mensais de ativos. Também sob os holofotes está a temporada de resultados, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, que, segundo Castro, será um grande termômetro para acompanhar e medir o nível de recuperação das empresas e da atividade econômica. O calendário brasileiro, por sua vez, traz ainda nesta terça os balanços de CSN, Assaí, Carrefour Brasil, Telefônica Brasil e Unidas e reserva nova bateria nos próximos dias.

REUTERS 

País recebe menor fluxo de investimento direto em 5 anos em junho, mostra BC

O ingresso líquido de investimentos diretos no Brasil (IDP) despencou a 174 milhões de dólares em junho, nível mensal mais baixo em cinco anos, sob o impacto de uma redução dos empréstimos feitos pelas matrizes das empresas estrangeiras a suas subsidiárias no país, mostraram dados divulgados na terça-feira pelo Banco Central

Já os investimentos em renda fixa, ações e fundos de investimentos registraram novo mês de fluxos fortes, com 5,1 bilhões de dólares. O dado mensal do IDP foi o mais baixo desde julho de 2016 (-103 milhões de dólares) e contrasta com um fluxo positivo de investimentos diretos de 5,164 bilhões de dólares em junho de 2020. Segundo o BC, em junho o dado sofreu o efeito de uma saída de 2,3 bilhões de dólares em operações intercompanhia, refletindo uma queda dos desembolsos de operações de crédito intercompanhia. A conta de lucros reinvestidos no país também foi negativa, com as empresas optando por remeter a suas sedes um volume de recursos superior ao lucro auferido no mês. No acumulado do semestre, o ingresso de IDP supera o registrado no mesmo período de 2020, somando 25,691 bilhões de dólares, ante 23,724 bilhões de dólares no ano passado. Para julho, o BC estima IDP de 4,7 bilhões de dólares, com base em dados preliminares. Já os investimentos em portfólio acumulam ingressos de 44,6 bilhões de dólares em 12 meses. Em junho de 2020, essa conta, tradicionalmente muito mais volátil do que o IDP, registrou saída de 47,6 bilhões de reais em 12 meses. As transações correntes do país foram superavitárias em 2,791 bilhões de dólares em junho. Em 12 meses, o país ainda acumula déficit de 1,27% do PIB em suas trocas com o exterior. Os dados das contas externas do primeiro quadrimestre deste ano e do ano de 2020 foram revisados pelo BC levando em conta informações prestadas pelas empresas em pesquisa anual sobre capitais brasileiros no exterior. A revisão ordinária elevou em 3,6 bilhões de dólares o déficit em transações correntes apurado de janeiro a maio, enquanto o IDP sofreu acréscimo de 3 bilhões de dólares. Já o fluxo de IDP de todo o ano de 2020 aumentou em 10,5 bilhões de dólares, para 44,7 bilhões de dólares, enquanto o déficit em transações correntes foi elevado em 1,8 bilhão de dólares, para 24,1 bilhões de dólares.

REUTERS 

FMI melhora previsão de crescimento do Brasil este ano a 5,3%

O relatório Perspectiva Econômica Global do FMI divulgado na terça-feira mostrou que o Fundo passou a ver um crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro de 5,3% em 2021, 1,6 ponto percentual a mais do que era estimado em abril

Entretanto, para 2022 a projeção de crescimento foi reduzida em 0,7 ponto, a 1,9%. A melhora do cenário do país para este ano ajudou a levar a perspectiva para América Latina e Caribe a um crescimento econômico de 5,8% em 2021, 1,2 ponto a mais do que em abril. A previsão para a região no ano que vem, por sua vez, melhorou em apenas 0,1 ponto, a 3,2%. Além disso, o Fundo citou repercussões positivas para o México da melhora do cenário para os Estados Unidos e termos comerciais em alta expressiva no Brasil, que tem sido favorecido pela alta dos preços das commodities. Já a perspectiva para o grupo de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, do qual o Brasil faz parte, passou a 6,3% em 2021 e 5,2% em 2022, respectivamente de 6,7% e 5,0% antes. A projeção do FMI para a expansão do PIB brasileiro este ano ficou em linha com a do Ministério da Economia feita em meados deste mês. O FMI chamou a atenção para a possibilidade de piora da pandemia e de condições financeiras externas mais apertadas, o que seria um revés grave para a recuperação dos mercados emergentes e em desenvolvimento, levando o crescimento global para abaixo do cenário básico previsto no relatório. O relatório destacou ainda a inflação elevada esperada para esse grupo de países, relacionada em parte aos altos preços dos alimentos.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS

Agrifatto aponta possibilidade de nova onda de PSA na China trazer alta de preços da carne suína

A chance de haver uma nova onda de Peste Suína Africana e alta nos preços da proteína não está descartada, segundo a Diretora Executiva da Agrifatto, Lygia Pimentel, durante o seminário “Novo Ciclo das Commodities”, promovido na segunda-feira (26) pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

“Nós temos duas teorias agora: uma que o rebanho se recompôs, então os abates estão começando a subir e os preços, a cair. A segunda é de que os produtores estão com tanto medo que a PSA dizime o rebanho que eles estão forçando os suínos na linha de abate para receber menos pela mercadoria, mas ainda assim receber alguma coisa”. A segunda tese, de acordo com Lygia, poderia ocasionar uma segunda onda de alta dos preços da carne suína na China, além de influenciar a commodity globalmente e também puxar o preço das carnes concorrentes (bovina e de frango) para cima, na mesma dinâmica. “Ainda precisamos de uma confirmação desse movimento, assim como precisamos de uma confirmação mais clara de uma tese de que existe um superciclo de commodities, mas fato é que essa tese está no ar e estamos acompanhando os indicadores que formam essa hipótese de preços em alta após esse suposto descarte de animais”, informou.

Agrifatto

INTERNACIONAL

Rebanho mundial de bovinos vai alcançar 1 bilhão de cabeças

Projeção foi feita pelo USDA e deve sustentar maior estoque desde 2009

Segundo estimativas do Departamento de Agricultura Norte-Americano (USDA), o rebanho mundial de bovinos deve chegar a pouco mais de 1 bilhão de cabeças em 2021. A se confirmar tal previsão, o estoque de gado no mundo crescerá 0,7% em relação a 2020, o que representa um aumento de 6,4 milhões de cabeças, o maior patamar desde 2009. Sete países concentram 90% do rebanho mundial: Índia, Brasil, Estados Unidos, China, União Europeia, Argentina e Austrália. Índia e Brasil representam 55%, respectivamente, 30,6% e 24,7%. Os dados constam no Boletim CiCarne, da Embrapa Gado de Corte. O mundo deve produzir 61,16 milhões de toneladas equivalente carcaça de carne bovina em 2021, crescendo 1% em relação a 2020. Segundo as projeções, os Estados Unidos seguem como o principal produtor mundial com 20% do volume global produzido, seguido do Brasil com 16,8% e a União Europeia aparecendo em terceiro lugar com 12,5%. A China, quarto maior produtor mundial de carne bovina, também deve apresentar crescimento da produção de 1% até o final de 2021, mas com sua produção ainda muito aquém do seu consumo interno. Índia e Argentina, quinto e sexto no ranking dos maiores produtores do mundo, aparecem como destaques, aumentando, respectivamente, 10% e 9% no período analisado. Já a Austrália, que teve crescimento irrisório no período, experimentou uma forte queda da produção em 2020 em relação a 2019. O consumo mundial de carne bovina em 2021 deve alcançar 60,04 milhões de toneladas, aumento de 1,6% frente a 2020. O consumo nos Estados Unidos, maior consumidor mundial, deve chegar a 12,52 milhões de toneladas em 2021, crescimento de 1,01% em relação a 2020. A China, segundo maior consumidor, deve consumir 10,08 milhões de toneladas em 2021. O Brasil pode superar o consumo da UE em 2021, já que por aqui o consumo é crescente e, na UE, a tendência é de queda: 7,73 milhões de toneladas e, na UE, 7,69 milhões de toneladas. O consumo de carne bovina no mundo atingiu mais de 59 milhões de toneladas em 2019 contra 34 milhões de toneladas em 1970, em função do crescimento da população mundial que duplicou no mesmo período, saindo de 3,7 bilhões para mais de 7,6 bilhões de habitantes. Percebe-se com isso uma redução do consumo per capita. A produção mundial de carne bovina deve seguir crescendo e alcançar 79,3 milhões de toneladas em 2027, incremento médio de 1,28% ao ano. O crescimento projetado para o Brasil sobressai e fortalecerá sua posição entre os principais players de carne bovina do mundo (Gráfico 4). EUA, UE e China, permanecerão como principais produtores em 2026, mas com crescimento aquém do esperado.

EMBRAPA GADO DE CORTE 

Bezerro dispara nos EUA e indica boi mais caro

Bezerros de confinamento são animais que ainda não foram engordados com milho para abate. Os preços desses animais no mercado futuro subiram para o nível mais alto desde março de 2016 em Chicago

Os ganhos seguem uma pesquisa segundo a qual o rebanho dos Estados Unidos encolheu 1,3% em relação ao ano anterior. Clima rigoroso e ração cara contribuíram para a tendência, e o frio atípico matou bezerros no início do ano. A recente seca e aumento das temperaturas para nível recorde também levaram pecuaristas a antecipar o abate de animais. Com isso, consumidores podem esperar preços ainda mais altos da carne bovina, que também subiu no último ano devido a interrupções causadas pela pandemia nas cadeias de suprimento. Isso também significa que frigoríficos como Tyson Foods, que têm desfrutado de margens recordes da carne bovina devido aos problemas, terão que pagar mais pelo gado. Pecuaristas dos EUA têm se queixado ao governo de Washington de que os frigoríficos capturam uma parcela desproporcional dos lucros. Agora, o setor pode recuperar o poder de barganha reduzindo o número de animais disponíveis para venda. “Todo o resto igual, a oferta de gado mais baixa historicamente tem sido um fator negativo para frigoríficos como a Tyson”, disseram analistas do JPMorgan Chase como Ken Goldman em relatório na segunda-feira. Os futuros do chamado “feeder cattle” para entrega em setembro subiram até o teto de negociação de 3 centavos, para US$ 1,6555 por libra-peso em Chicago, o maior nível desde 17 de março de 2016. A Tyson não quis comentar, citando o período de silêncio antes da divulgação do balanço.

Bloomberg 

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