Ano 7 | nº 1520 | 01 de julho de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: mais um dia de estabilidade em São Paulo
As cotações ficaram estáveis nas praças paulistas
A escala satisfatória em parte das indústrias frigoríficas e algumas indústrias fora das compras esfriaram as negociações. Bovinos destinados à exportação foram negociados em até R$320,00/@, preço bruto e à vista. Em Santa Catarina, a restrição na oferta foi determinante para altas nas cotações que aconteceram ontem. Na comparação feita dia a dia, o boi gordo subiu R$3,00/@ e as fêmeas R$2,00/@. Dessa maneira, o boi, a vaca e a novilha gordos ficaram apregoadas, respectivamente, em R$322,00/@, R$298,00/@ e R$315,00/@, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Boi: escalas alongadas não garantem baixas
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o cenário em que os frigoríficos mesmo com escalas alongadas não conseguem pressionar por preços mais baixos permanece no mercado físico do boi gordo
A arroba continua estabilizada em torno de R$ 320 no mercado paulista e em R$ 313 em Dourados (MS). Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram comportamento misto com altas e baixas ao longo da curva. O ajuste do vencimento para junho, em seu último dia de negociação, passou de R$ 320,00 para R$ 319,68, enquanto o do outubro caiu de R$ 319,75 para R$ 318,00 e do novembro, subiu de R$ 320,15 para R$ 321,00 por arroba.
CANAL RURAL
Boi gordo: preços seguem acima da referência média
Os maiores valores são observados principalmente para animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na quarta-feira, 30. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, ainda são relatados alguns negócios acima da referência média, principalmente para animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês. “Os frigoríficos mantêm uma frente de relativo conforto em suas escalas de abate, posicionadas entre três e cinco dias úteis em média. Mesmo assim não conseguem exercer pressão sobre o mercado neste momento”, diz o analista. Ainda conforme Iglesias, a questão chinesa segue imprescindível para o entendimento do mercado doméstico. “O movimento de queda no mercado chinês acendeu o sinal de alerta no mercado mundial, com a expectativa de uma China menos atuante na importação de proteína animal. A boataria em torno de um novo surto da Peste Suína Africana ainda se faz presente, no entanto sem a confirmação da OIE e da FAO”, disse. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 320 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 313, inalterada. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 316 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajuste dos preços no curto prazo, em linha com a melhor reposição durante a primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo, consequência de entrada dos salários na economia. O corte traseiro teve preço de R$ 20,30 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,30 o quilo e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,40 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Mapa abre consulta pública sobre a regulamentação do trânsito e certificação sanitária de subprodutos animais não comestíveis
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na segunda-feira (28), a Portaria nº 338 que submete à consulta pública, pelo prazo de 60 dias, a proposta de Portaria que dispõe sobre os procedimentos de trânsito e certificação sanitária de subprodutos animais não comestíveis e de certificação sanitária de produtos obtidos de fontes animais com finalidades de uso específicas
A normativa tem por objetivo regulamentar os procedimentos destinados ao trânsito nacional e internacional, bem como disciplinar os procedimentos de transição para regularizar a situação dos estabelecimentos anteriormente registrados junto ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária. A proposta viabiliza a certificação sanitária internacional, sob os aspectos de saúde animal, de produtos derivados de matérias-primas ou tecidos animais que não são passíveis de uso na alimentação humana, a exemplo de insumos farmoquímicos ou produtos de uso laboratorial extraídos dos tecidos animais, como a heparina, sulfato de condroitina, fios de sutura, implantes de uso cardíacos, soro fetal, sais biliares, entre outros. Entre as regras gerais estão a aprovação do modelo de documento de trânsito de subprodutos e sua obrigatoriedade de uso no trânsito, as situações de dispensa de emissão do documento, a dispensa de registro ou cadastro de produto junto aos órgãos executores e obrigações gerais que devem ser atendidas pelos estabelecimentos que exportam determinados produtos obtidos do posterior processamento de subprodutos animais. Em relação à certificação sanitária internacional, ficam definidos os procedimentos de emissão, os casos em que não serão emitidos os certificados, a documentação de respaldo, forma de requerimento, prazos de atendimento da solicitação de certificação e controles a serem realizados pelas unidades emitentes. As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (Solicita).
MAPA
Crise hídrica pode reduzir ainda mais a oferta de gado no Brasil
Chuvas abaixo da média desde o ano passado afetam pastagem, pressionam custos com a alimentação e reduzem disponibilidade de água nas fazendas
O cenário de escassez de animais prontos para a abate enfrentado pela indústria frigorífica desde o ano passado pode ser agravar ainda mais diante dos efeitos da crise hídrica sobre a pecuária nacional. Além da quebra da safra de milho de inverno e das pastagens ainda debilitadas pela seca, a falta de água nas fazendas e o aumento dos custos com energia elétrica criam um estímulo adicional ao descarte de matrizes, sobretudo na pecuária de leite, o que pode atrasar a recuperação do rebanho em algumas regiões. “Não é só o reservatório das usinas hidrelétricas que está rebaixado. Os vários reservatórios que existem nas fazendas também estão rebaixados, o que pode significar uma redução da disponibilidade hídrica para os animais. E a consequência disso é um impacto direto no desempenho dos animais”, explica o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Júlio Palhares. De acordo com ele, nas regiões afetadas há mais tempo pela seca, como o Rio Grande do Sul, há falta de água até mesmo para o básico. “Tem uma série de relatos de falta de água nas propriedades rurais e os produtores estão tendo que, numa ação mais extrema, comprar caminhões pipa para oferecer água aos animais”, conta. Segundo o pesquisador de proteína animal do Cepea, Thiago Bernardino, o principal impacto da crise hídrica tem se dado justamente na alimentação dos animais, item que responde por cerca de 70% dos custos de produção e cujos preços dispararam nos últimos 12 meses. Ele ressalta que as chuvas deste ano não foram suficientes para a recuperação das pastagens afetadas pela estiagem registrada em 2020 e que, com a quebra da safrinha, tem sido cada vez mais difícil encontrar alternativas para enfrentar o inverno – quando há redução natural na oferta de pastagem. Com isso, o pesquisador ressalta que o momento atual é tão grave para o setor quanto o vivido há oito anos. Quando a gente volta para 2013/2014, embora fosse outro cenário econômico, em termos de oferta foi exatamente isso que aconteceu. A crise hídrica foi responsável, sim, por uma oferta restrita da animais e realmente retardou a produção. A gente teve uma queda na produção em torno de duas arrobas por animal o que representou, na época, cerca de um mês de abate a menos”, recorda-se Bernardino. “Estamos falando de água, mas minha maior preocupação é com o fornecimento de alimento porque realmente não temos esse produto para dar aos animais. E quando isso acontece a saída que o produtor encontra é descartar o rebanho ou dar menos alimento”, explica o pesquisador do Cepea.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar volta a fechar em alta, com 0,67%, a R$4,9764
O dólar fechou em alta na quarta-feira, puxado por uma correção global na moeda norte-americana e por realização de lucros depois de um mês inteiro de queda na cotação
O mercado acompanhou de perto o noticiário político, atento à CPI da Covid-19 no Senado e a informações sobre contratos de compra de vacinas pelo governo federal. O dólar à vista subiu 0,67% nesta quarta, para 4,9764 reais. A moeda chegou a superar 5 reais ao avançar 1,66% na máxima da sessão, quando bateu 5,025 reais. Em junho, o dólar caiu 4,77%, maior perda mensal desde novembro passado (-6,82%). No trimestre, a cotação recuou 11,62%, baixa mais expressiva desde o segundo trimestre de 2009 (-15,80%). No primeiro semestre de 2021, o dólar caiu 4,14%.
REUTERS
Ibovespa cai 0,41%, a 126.801,66 pontos,
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,41%, a 126.801,66 pontos, nesta quarta-feira, longe dos recordes do último dia 7 (de 130.776,27 no fechamento e 131.190,30 no intradia), mas ainda com desempenho positivo de 0,46% no mês
O desempenho do Ibovespa no mês assegurou um ganho de 8,7% no segundo trimestre, com a primeira metade do ano encerrando com alta de 6,54%. Na quarta-feira, o volume financeiro no pregão brasileiro somou 32 bilhões de reais. Uma projeção do Federal Reserve antecipando para 2023 a primeira alta de juros nos Estados Unidos, bem como a perspectiva de uma Selic mais elevada no Brasil neste ano, antes do que se esperava, corroboraram a acomodação no pregão brasileiro. “A recuperação econômica continua a todo vapor no Brasil e no mundo”, afirmou o Diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, acrescentando que isso prejudica o cenário de estímulos fiscais e monetários em abundância. Nos EUA, citou, se iniciou a discussão de quando o Fed subirá os juros e reduzirá a compra de títulos, enquanto no Brasil o BC anunciou que levará a taxa Selic ao patamar neutro ainda esse ano. Ao mesmo tempo, a China tem anunciado controle de preços de commodities e políticas mais contracionistas. Os últimos pregões do mês ainda refletiram a reação a mudanças tributárias propostas pelo governo brasileiro, incluindo aumento do limite de isenção do IR a pessoas físicas e redução da alíquota sobre empresas, mas taxação de dividendos e o fim do benefício fiscal de juros sobre o capital próprio. Do ponto de vista do acionista, afirmaram estrategistas do Itaú BBA Marcelo Sa e Matheus Marques em relatório encaminhado a clientes nesta semana, a redução dos impostos sobre a empresas não seria suficiente para compensar o fim do mecanismo de JCP e a tributação sobre dividendos. A cena política continuou sendo monitorada, particularmente a CPI da Covid e suspeitas de irregularidades envolvendo o processo para a importação da vacina indiana Covaxin. Nesta semana, o Ministério da Saúde decidiu suspender o contrato de aquisição da vacina.
REUTERS
Relação dívida/PIB cai a menor patamar em 11 meses em maio, sob impacto de PIB, câmbio e inflação
A dívida bruta do país recuou em maio para 84,5% do PIB, menor patamar em 11 meses, em movimento favorecido pela revisão para cima dos dados nominais do PIB e pela valorização do câmbio, mostraram dados do Banco Central na quarta-feira
O recuo da dívida, que estava em 85,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril, segundo dado revisado, se deu a despeito de as contas do setor público consolidado terem voltado a registrar déficit primário no mês, de 15,541 bilhões de reais, rombo menor do que o esperado por analistas. Quando computadas as despesas com juros, o déficit (nominal) foi de 37,439 bilhões de reais em maio. O efeito negativo do déficit fiscal sobre a dívida em maio foi parcialmente compensado pela valorização do câmbio no mês, de 3,2%, que contribuiu para reduzir o valor em reais da dívida do setor público indexada ao câmbio. Mas a principal explicação para a queda da dívida como proporção do PIB foi a revisão do dado estimado para o valor nominal do PIB mensal. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, essa revisão se deu diante da projeção de maior crescimento real –após o IBGE anunciar uma alta maior do que a esperada para o PIB do primeiro trimestre do ano– mas também refletiu a alta da inflação. Isso porque o dado do PIB usado para mensurar o nível de endividamento do país é o valor nominal, ajustado pela inflação corrente da economia. Em entrevista à imprensa, Rocha ponderou que, ainda que esses movimentos do câmbio e do PIB possam impactar a dívida por vários meses, eles não afetam a tendência de mais longo prazo da dívida, que depende de um ajuste nas contas públicas. “Isso não altera os objetivos ou desafios da política fiscal”, disse Rocha. Em números absolutos, a dívida bruta atingiu 6,696 trilhões de reais em maio, ante 6,665 trilhões de reais em abril. A dívida líquida do país passou a 59,7% do PIB, de 59,8% do PIB.
REUTERS
Brasil permanece com taxa e número de desempregados recordes
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quarta-feira que a taxa ficou em 14,7% no trimestre até abril, repetindo o recorde visto nos três meses até março, e ante 12,6% no mesmo período de 2020
“O primeiro trimestre normalmente tem queda de ocupação mais procura por trabalho. Ao entrar em abril, ainda tem influência do período e reflexo de medidas de isolamento e restrição para conter a segunda onda (do coronavírus)”, explicou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. “O isolamento afeta tanto a geração (de vagas) quanto a procura.” No trimestre até abril, o Brasil registrava 14,761 milhões de pessoas em busca de emprego, uma alta de 3,4% sobre o trimestre imediatamente anterior, de novembro a janeiro, o que significa 489 mil de desempregados, novo recorde da série iniciada em 2012. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve avanço de 15,2%. Por sua vez o total de pessoas ocupadas era de 85,940 milhões, uma queda de 0,1% sobre o trimestre até janeiro e recuo de 3,7% ante fevereiro a abril de 2020. “O cenário foi de estabilidade da população ocupada e crescimento da população desocupada, com mais pressão sobre o mercado de trabalho”, resumiu Beringuy. “A questão é se a geração será suficiente para atender a essa demanda.” Ela destacou que o mercado de trabalho brasileiro vem apresentando redução de perdas a cada trimestre desde o auge da pandemia, mas destacou que “no cômputo geral, contudo, temos menos 3,3 milhões de pessoas trabalhando desde o início da pandemia”. No setor privado, o total de empregados com carteira assinada teve recuo de 0,6% sobre o trimestre imediatamente anterior, enquanto o contingente dos que não tinham carteira também caiu 0,6%. No trimestre encerrado em abril, o nível de ocupação ficou em 48,5%, permanecendo abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país, disse o IBGE. Entre as categorias profissionais, somente os trabalhadores por conta própria cresceram, 2,3%, totalizando 24,0 milhões. Também se destacou na pesquisa a alta no total de pessoas subutilizadas, que são aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial. Esse contingente atingiu 33,3 milhões no período, o maior da série comparável, um aumento de 2,7% com mais 872 mil pessoas. A taxa de 29,7% também foi recorde. O total de desalentados, aqueles que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado, somaram 6,0 milhões de pessoas, permanecendo no maior nível da série.
REUTERS
Alimentos ficaram 13,2% mais caros no Brasil durante pandemia, aponta CEPEA
Pesquisa divulgada na quarta-feira (30/6) pelo Cepea ainda destaca que preços aos produtores agropecuários tiveram alta de 45,5% em 2020
A inflação dos alimentos aos consumidores foi de 13,2% em 2020, enquanto os preços aos produtores agropecuários cresceram 45,5%. Os dados estão em estudo divulgado na quarta-feira pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). Grande parte da alta se deu no segundo semestre, o que veio a agravar a crise causada pela pandemia de Covid-19. A avaliação da equipe de macroeconomia do Cepea é de que o menor crescimento da agropecuária, frente às expectativas, e fatores como frete e maior demanda no segundo semestre também contribuíram para o resultado. Quanto ao aumento do custo da alimentação em 2020, o estudo mostra que câmbio e preços internacionais em dólares teriam feito a inflação dos alimentos chegar a 15,4%. “Considerando-se o choque de produção agropecuária, essa inflação chegaria a 16,5%. A recessão (com queda de emprego e renda) impediu que isso acontecesse, ficando, então, a taxa em 13,2%”, afirmam os pesquisadores. O levantamento ainda destaca “problemas estruturais” que não são resolvidos no Brasil e reforça que “o país precisa proteger sua população mais pobre”. “Um programa dinâmico de transferência de renda, institucionalizado e calibrado para a realidade socioeconômica do Brasil, é indicado para que a dramaticidade das ocorrências de 2020 não se repita”, sugere.
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Aberta consulta pública sobre boletim sanitário e controle de recebimento de lote de suínos para abate
Por meio da Portaria nº 341, a Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), submete à consulta pública, pelo prazo de 60 dias, a proposta de Portaria que dispõe sobre as informações do formulário “Boletim Sanitário” e do formulário “Controle de recebimento de lote de suínos para abate”
A proposta de normativa visa padronizar os formulários e procedimentos a serem apresentados ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) pelos abatedouros de suínos registrados no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa). Atualmente, há 87 frigoríficos registrados sob SIF com abate de suínos, realizando um total de abate de 40,7 milhões de cabeças de suínos por ano. “A produção de alimentos seguros para o consumidor e a certificação internacional dos produtos de origem animal depende do controle e obtenção de informações sobre a fase de produção animal”, destaca a Diretora do Dipoa, Ana Lúcia Viana. As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.
MAPA
MEIO AMBIENTE
BRF promete zerar emissões até 2040
Compromisso foi anunciado ontem, e envolve ações em diferentes frentes
A BRF, uma das maiores empresas de alimentos do país, divulgou ontem o compromisso de zerar o balanço de emissões de gases causadores de efeito estufa até 2040. O anúncio foi feito por Lorival Luz, CEO global da companhia, durante o 2º Fórum ESG organizado pela companhia. “A questão climática é um desafio para todos. Cada um precisará fazer a sua parte, e o prazo para agirmos diminui a cada dia. A BRF vem se preparando para enfrentar a questão do aquecimento global há muito tempo, por isso temos consciência da relevância do anúncio que estamos formalizando hoje”, disse ele no evento online. “Vamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa e neutralizar as residuais”. De acordo com a Vice-Presidente global de relações institucionais da BRF, Grazielle Parenti, a empresa adotará ações em várias etapas de sua cadeia de produção. O objetivo será reduzir, até 2030, 35% das emissões diretas geradas pelas operações da empresa, como fábricas e centros de distribuição, e as indiretas originadas pelo consumo de energia elétrica ou térmica, além de baixar 12,3% das emissões indiretas, frente em que estão os fornecedores integrados, e neutralizar as emissões residuais até 2040. A companhia identificou um conjunto de iniciativas em quatro frentes prioritárias para a sua cadeia de valor, que incluem a compra sustentável de grãos, fomento à agricultura de baixo carbono, aumento de uso de energia renovável e incremento da eficiência operacional. O processo de compra de grãos, informaram os executivos, terá novas diretrizes para que essa cadeia seja livre de desmatamento – inclusive legal, com prioridade ao combate dessa prática na Amazônia. A companhia não originará grãos do bioma amazônico de propriedades em que tenha havido desmatamento. Em energia renovável, a empresa direcionará investimentos a fontes eólica e solar para que mais de 50% da energia consumida pela operação seja proveniente de fontes limpas até 2030. A empresa já havia anunciado em março uma parceria com o Banco do Brasil a oferta de R$ 200 milhões em limite de crédito para financiar investimentos na instalação de painéis de energia solar nas granjas de 9,5 mil produtores integrados de aves e suínos. A expectativa é chegar a 700 granjas até o próximo ano. O uso de biogás parar gerar energia para essas estruturas é outra uma tecnologia que também ajudará a empresa a alcançar as metas. Nas operações industriais, a BRF utilizará novas tecnologias de tratamento de efluentes e resíduos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Já na parte logística, a empresa anunciou recentemente o novo centro de distribuição no Espírito Santo, o mais sustentável das operações e que servirá como modelo dos próximos e para nortear ajustes nos atuais, com painéis solares com capacidade para gerar até 1,5 megawatt de energia. A instalação terá, também, reaproveitamento de água, inovações na geração de frio e veículos com zero emissão de gás carbônico. A empresa deu início a algumas mudanças anteriormente, e elencou 22 compromissos no âmbito da Política de Sustentabilidade divulgada no fim de 2020. Até 2030, 50% do consumo de energia elétrica terá que vir de fontes renováveis e limpas. Em 2020, a fatia foi de 3%.
VALOR ECONÔMICO
JBS antecipa meta de zerar desmatamento ilegal em todos os biomas do país
Empresa reduz de 2030 para 2025 o prazo também para Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga
A JBS, maior empresa de proteínas animais do mundo, anunciou que antecipou de 2030 para 2025 a meta de zerar o desmatamento ilegal dos fornecedores indiretos em sua cadeia de produção de bovinos no Cerrado, no Pantanal, na Mata Atlântica e na Caatinga. Para a Amazônia, o limite estabelecido pela companhia já era 2025. Segundo Márcio Nappo, Diretor de Sustentabilidade da JBS, a antecipação da meta para os demais biomas, que responde a uma demanda de clientes, consumidores e da sociedade em geral, tornou-se possível graças ao compromisso da empresa, às tecnologias empregadas na rastreabilidade e ao engajamento dos pecuaristas fornecedores – muitos dos que estão fora da Amazônia pediram para que o compromisso da empresa fosse antecipado. Em todo o país, informa Nappo, a JBS, que compra cerca de 30 mil cabeças de bovinos todos os dias, monitora diariamente quase 80 mil fazendas de fornecedores diretos. A rastreabilidade dos animais entregues por esses fornecedores diretos já é uma realidade na JBS há uma década, e o desafio para zerar o desmatamento ilegal até 2025 é enquadrar os dos indiretos. E enquadrar, nesse caso, não significa punir. Nappo lembra que, nos últimos dez anos, mais de 11 mil fornecedores foram bloqueados pelo sistema da companhia por alguma inconformidade ambiental na Amazônia, e que nem por isso o desmatamento do bioma diminuiu. Por isso, afirma, os esforços atualmente são pela regularização e inclusão de pecuaristas que eventualmente cometam alguma irregularidade. O trabalho de rastreabilidade da companhia ganhou força com o avanço da Plataforma Pecuária Transparente, que usa tecnologia blockchain. Mas, para que o processo dê os resultados esperados, é importante que os fornecedores diretos deem informações sobre seus próprios fornecedores. Daí o engajamento da cadeia ser um ponto crucial no trabalho. Nos próximos cinco anos, diz Nappo, todos os fornecedores deverão aderir à plataforma, e a empresa continuará a prestar assistência para ajudar a corrigir eventuais problemas, como já acontece por meio de “escritórios verdes” espalhados pelo país – são 13 atualmente. A partir de 2026, essa adesão será condição obrigatória para que o pecuarista entregue seus animais à empresa.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Contratos futuros do suíno magro atingem o máximo em uma semana em Chicago
Os contratos futuros do suíno magro da Chicago Mercantile Exchange (CME) atingiram o máximo de uma semana na terça-feira (29) em uma recuperação das perdas recentes, enquanto os futuros do boi gordo foram mistos
O mercado de suínos está se recuperando depois de cair na semana passada para uma baixa de nove semanas, disseram traders. A esperança de uma melhora na demanda de exportação ajudou a sustentar os preços, disseram traders. O contrato futuro de suíno de agosto do CME, o contrato mais negociado, fechou em 0,850 centavos a 103,625 centavos de dólar por libra-peso. O preço de corte da carcaça de porco no atacado nos Estados Unidos diminuiu US $ 0,91 para US $ 114,22 por cwt, depois de saltar US $ 5 na segunda-feira, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Comerciantes de gado na quarta-feira revisarão os relatórios do USDA sobre plantações e estoques de grãos usados para ração animal. Os analistas esperam que a agência relate os estoques de milho e soja em 1º de junho, queda de 17% e 43% em relação ao ano anterior, respectivamente. Os preços dos grãos dispararam este ano devido ao estreitamento da oferta e à forte demanda, prejudicando os lucros dos produtores de suínos e bovinos. Os processadores de carne suína estavam enfrentando uma perda estimada de US $ 11,40 por porco, que não foi tão ruim quanto uma perda de US $ 33,55 na segunda-feira, de acordo com o serviço de consultoria de marketing de gado HedgersEdge.com. As margens de lucro dos frigoríficos continuaram enfraquecendo para US $ 557,50 por cabeça de gado, ante US $ 587,65 na segunda-feira e US $ 690,95 há uma semana. Os futuros de gado vivo da CME em agosto fecharam 0,325 centavos mais alta, a 121,925 centavos de dólar por libra-peso. O gado para alimentação do CME em agosto subiu 1,050 centavos para 157,400 centavos por libra. Os preços dos cortes selecionados de carne bovina em caixa foram de $ 292,34 por cwt, queda de $ 5,09, e o corte selecionado caiu em $ 3,56 para $ 270,40 por cwt, de acordo com o USDA.
REUTERS
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122

