CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 967 DE 05 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 967 | 05 de abril de 2019

 ABRAFRIGO NA MÍDIA

Frigoríficos reclamam de excesso de rigor de fiscais agropecuários

Diversos frigoríficos do país começaram a se queixar do “excesso de rigor” de fiscais agropecuários e resolveram centrar fogo em auditores mais jovens, a mais nova geração de fiscais contratada após a Operação Carne Fraca, que identificou um esquema de corrupção entre fiscais e funcionários de empresas de carnes

Frigoríficos consultados pelo Valor dizem que, para não extrapolar as 48 horas semanais de trabalho permitidas por lei – e evitar os “mensalinhos” descritos em delação premiada de executivos da JBS contra mais de 200 fiscais – ou não serem alvo de futuros questionamentos de favorecimento, os auditores estão endurecendo as diligências, multando mais, interditando unidades e até cancelando o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) de abatedouros no Paraná e em São Paulo. Em 2017, quando foi deflagrada a Carne Fraca, o então Ministro Blairo Maggi determinou a contratação de 300 médicos veterinários por concurso público e outros 300 de forma temporária. O objetivo era minimizar o crônico déficit de fiscais nos abatedouros, crítica ampliada nos últimos anos com a reação de importadores como os europeus. De lá para cá, contudo, as reclamações dos frigoríficos só aumentaram. E a suspensão, nesta semana, dos abates do frigorífico Big Boi em Maringá (PR) foi um estopim para tornar pública as crescentes divergências entre frigoríficos e fiscais federais, que chegaram aos ouvidos da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em fevereiro, durante evento sobre autocontrole das indústrias de alimentos no país. Péricles Salazar, Presidente da Abrafrigo, associação que reúne pequenos e médios frigoríficos, assinou na terça-feira uma carta em que critica o que chama de “atual linha de conduta” dos fiscais agropecuários que atuam na inspeção de estabelecimentos de carnes bovina, suína e de frango e de leite. Ele sustenta que os auditores estão “exorbitando de suas funções e preocupados única e exclusivamente em punir as empresas a ponto de inviabilizar economicamente as atividades de muitas delas (…) Nas atuais circunstâncias os fiscais nas plantas estão travando a atividade empresarial com abuso de autoridade”, disse o dirigente.

https://www.valor.com.br/agro/6198667/frigorificos-reclamam-de-excesso-de-rigor-de-fiscais-agropecuarios

VALOR ECONÔMICO

Abrafrigo aponta queda de 4% nas exportações de carne bovina

Em receita, as exportações de carne bovina recuaram 10% em março deste ano comparado a igual período de 2018

As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda de 4% em março na comparação com igual período do ano passado, segundo dados divulgados ontem pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). No total, foram enviadas ao exterior 143,6 mil toneladas do produto no último mês. Em receita, as exportações de carne bovina recuaram 10% na mesma comparação, para US$ 598,8 milhões. De acordo com a associação, a queda reflete a redução das importações chinesas por Hong Kong sem compensação no volume importado pela China continental. Nos três primeiros meses de 2019 a China importou 74.291 toneladas pelo continente contra 69.967 no mesmo período de 2018 (+ 6,2%). Já a cidade estado de Hong Kong importou 87.491 toneladas neste ano contra 111.698 toneladas no ano passado (-21,7%). As importações do Egito, segundo maior cliente do país, também estão menores: de 47,7 mil toneladas em 2018 caíram para 37,9 mil toneladas em 2019. O Chile, terceiro maior importador, também reduziu suas compras em 5,8% para 22,5 mil toneladas. No total, 71 países aumentaram suas importações de carne bovina brasileira nos três primeiros meses do ano e 63 reduziram. Entre os aumentos estão Irã (+18,8%), Emirados Árabes (+ 253%), Rússia (+431%), Turquia (+ 180%), Filipinas (+ 105%), Itália (+ 18%) e Uruguai (+47%). A previsão da Abrafrigo é de crescimento de 5% nas exportações brasileiras este ano.

VALOR ECONÔMICO/PORTAL DBO/AGROEMDIA/AGÊNCIA SAFRAS/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/CONEXAO TOCANTINS/PÁGINA RURAL/PECUARIA.COM.BR

Kosher: “Se há novas exigências, vamos cumprir” diz Abrafrigo

Desde junho do ano passado, uma nova regra de abate animal em Israel exige uso de box rotativo de imobilização de bovinos

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) afirmou hoje que a indústria brasileira cumprirá as mudanças estipuladas por Israel no abate kosher. “Se há alguma exigência nova em relação ao abate kosher, evidentemente vamos ter que nos adequar a elas”, observou o Presidente da instituição, Péricles Salazar, em entrevista ao Portal DBO. Desde junho do ano passado, uma nova regra de abate animal em Israel estabelecida pelo Serviço Veterinário e de Saúde Animal do Ministério da Agricultura de Israel, (IVSAH, na sigla em inglês), que exige o uso de um box rotativo de imobilização de bovinos, a implantação de novas normas de bem-estar animal e o cumprimento das Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). A nova norma afetou especialmente as plantas de abate animal do Mercosul, que são grandes fornecedoras de carne bovina para Israel. O Uruguai é hoje o principal exportador do bloco, com 26,2% do mercado, seguido pela Argentina (22,5%), Paraguai (18,4%) e Brasil (16,41%). Para a indústria brasileira, contudo, Salazar se disse estar mais preocupado com as tensões geradas com o mercado árabe após a visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel do que com as alterações técnicas em si. “A questão diplomática é algo que preocupa mais porque é um mercado importante pra nós e precisa o governo ter sensibilidade de que nós não podemos prescindir desses mercados árabes”, afirmou Salazar. Segundo Salazar, o setor tem negociado com o governo a melhor forma para evitar que a nova orientação diplomática do país comprometa o comércio internacional, sobretudo o setor de carnes. O Presidente da Abrafrigo defende, ainda, que o Brasil mantenha relações comerciais tanto com Israel quanto com os países Árabes. “É possível. Israel também é um mercado importante para nós – todo mercado é importante – mas no caso israelense é importante porque também temos empresas aqui no país que já trabalham com fornecimento de carne kosher e o nosso objetivo é abrir mercados”, destacou Salazar.

PORTAL DBO

NOTÍCIAS

Consumo limita altas consistentes da arroba do boi gordo

No panorama geral, a oferta de boiadas segue limitada e mantém firme o mercado do boi gordo.

Em algumas regiões o mercado subiu na última quinta-feira (4/4). Foi o caso de Goiás, onde a cotação da arroba aumentou nas duas praças pesquisadas, bem como no Rio Grande do Sul. Em ambos estados as programações de abate estão curtas devido a dificuldade de encontrar animais terminados. Em São Paulo o mercado do boi segue sustentado e as ofertas de compra aos poucos vão se alinhado a referência, ou seja, os pagamentos estão variando pouco entre as indústrias. Este cenário demonstra que diante da oferta baixa, os frigoríficos não têm sucesso quando tentam testar o mercado para baixo. Já em Rondônia, após começar a semana com preços em alta, as indústrias conseguiram alongar suas escalas e agora mais próximo do fim da primeira semana do mês, aproveitaram para pressionar o mercado para baixo. Enquanto o escoamento interno não melhorar, a venda de carne continuará colocando uma barreira e limitando valorizações para a arroba. Contudo, as expectativas são positivas já que o recebimento dos salários está próximo.

SCOT CONSULTORIA

Platô no mercado de carne bovina

Os frigoríficos tentam equilibrar as altas para arroba na cotação da carne. Em São Paulo, o preço do boi gordo subiu R$2,50/@ (considerando o preço a prazo, livre do Funrural) nas últimas duas semanas.

A finalidade desta estratégia é proteger suas margens de comercialização, que por sua vez estão abaixo da média histórica, que é próxima de 20%. Nos patamares atuais a diferença entre o preço pago pela matéria-prima (boi gordo) e as receitas com as vendas da produção dos frigoríficos (carne, subprodutos e derivados) está em 16,2%. Contudo, esta não é uma tarefa fácil, pois qualquer alteração nos preços da proteína bovina pode afetar o consumo, já fragilizado. Por isso, os reajustes nas cotações são singelos, na semana passada a valorização foi de 0,2% na média de todos os cortes e nesta semana também. A virada do mês já foi assim como o período de reabastecimento do varejo, por isso, para os próximos dias não são esperadas grandes movimentações para o atacado da carne bovina. No mercado externo, em março foram exportadas 118,5 mil toneladas de carne bovina in natura, 2,3% a menos do volume embarcado no mesmo período de 2019. Comparando com o mês passado foram vendidas 2,7% toneladas a mais.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar recua contra real em dia positivo para emergentes

O dólar fechou em queda ante o real na quinta-feira, anulando a alta da véspera, conforme o mercado demonstrou alívio com as tentativas do governo de melhorar a articulação com o Congresso sobre a reforma da Previdência, num dia positivo para moedas emergentes no exterior.

O dólar à vista caiu 0,55 por cento, a 3,8575 reais na venda. Na quarta-feira, a cotação havia subido 0,57 por cento, a 3,8787 reais. Na B3, a referência do dólar futuro cedia 0,31 por cento, a 3,8640 reais. O real teve nesta sessão o terceiro melhor desempenho entre as principais moedas globais, atrás apenas da libra esterlina e da lira turca. Outros pares do real, como peso mexicano e rand sul-africano também se apreciavam. Depois de voltar antecipadamente de Israel para tratar da reforma, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, se reuniu na quinta com cinco presidentes de partidos e conseguiu reduzir as tensões. ACM Neto —Presidente do DEM, mesma legenda do presidente da Câmara, Rodrigo Maia— disse que o partido vai analisar a possibilidade de fazer oficialmente parte da base do governo Bolsonaro, e não descarta fechar questão na votação da reforma da Previdência. “Continuamos acreditando que a reforma da Previdência passará este ano, na Câmara, ainda que apenas no quarto trimestre. Nossa projeção já contemplava uma economia de 700 bilhões de reais (ao longo de uma década) a ser aprovada apenas em outubro, e mudou muito pouco” com os ruídos recentes, disse em nota a equipe da gestora Gauss Capital. O Santander Brasil, porém, vê uma economia menor, de 615 bilhões de reais, 55 por cento da proposta original (1,1 trilhão de reais). O banco estima que os mercados reagiriam “positivamente” a esse cenário, mas mantém projeção de dólar a 4,00 reais ao fim deste ano, com a taxa de câmbio impactada pelo menor diferencial de juros entre o Brasil e o mundo e pelas incertezas internacionais.

REUTERS

Ibovespa sobe 1,9%

A bolsa paulista fechou em alta na quinta-feira, impulsionada um cenário externo mais positivo e por perspectivas otimistas sobre o andamento da reforma da Previdência, após o Presidente Jair Bolsonaro se encontrar com líderes de partidos no Planalto na tentativa de integrar uma coalizão governista

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,93 por cento, a 96.313,06 pontos. O volume financeiro somou 13,13 bilhões de reais. Na máxima da sessão, principal índice de ações da B3 subiu 2 por cento. No pior momento, recuou a 94.333,95 pontos. “É uma combinação de dois fatores, uma releitura da queda do dia anterior e um otimismo com a tentativa de articulação por parte do governo”, afirmou Rafael Bevilacqua, estrategista chefe da consultoria independente de investimentos Levante. Na véspera, o índice encerrou em queda de 0,94 por cento, a 94.491,48 pontos, em reação de cautela de agentes do mercado diante de discussões intensas sobre a reforma da Previdência em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com o Ministro da Economia, Paulo Guedes. Bolsonaro se reuniu com presidentes de partidos na quinta-feira e conseguiu diminuir a tensão, mas não conseguiu dos líderes partidários a promessa de apoio incondicional à proposta de reforma da Previdência e nem aumentar a base de apoio do governo. O Ibovespa também recebeu apoio de um cenário externo mais positivo, na esteira da redução dos temores sobre o crescimento global e de sinais de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

REUTERS

Poupança tem entrada de R$1,853 bi em março, queda de 53,4%, diz Banco Central

A caderneta de poupança registrou entrada líquida de 1,853 bilhão de reais em março, divulgou o Banco Central na quinta-feira, queda de 53,4 por cento sobre a entrada observada no mesmo mês do ano passado

No período, os depósitos superaram os saques em 1,567 bilhão de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve entrada de 285,430 milhões de reais. No primeiro trimestre de 2019, a poupança teve retirada de 13,4 bilhões de reais, bem maior que a saída de 1,932 bilhão de reais de igual período de 2018.

REUTERS

Supermercados têm queda de 5,12% nas vendas de fevereiro ante janeiro, diz Abras

As vendas do setor supermercadista do Brasil caíram 5,12 por cento em fevereiro na comparação com janeiro, descontada a inflação, mas avançaram 2,05 na comparação anual, informou na quinta-feira a associação que representa o setor, Abras

No acumulado do primeiro bimestre, o faturamento teve avanço real de 2,51 por cento, segundo os dados da entidade. Considerando a queda das vendas de fevereiro como “leve” ante janeiro, a Abras afirmou que o resultado do período foi “o melhor registrado para o mês nos últimos dois anos”. “A economia ainda segue em ritmo lento e o desemprego continua com taxa elevada, de 12,4 por cento, e isso impacta no consumo da população, que tem ponderado seus gastos”, disse o Presidente da Abras, João Sanzovo Neto, em nota. Segundo ele, a projeção da entidade para as vendas do setor em 2019 é de crescimento de 3 por cento.

REUTERS

Indice da FAO para alimentos permaneceu em patamar elevado em março

O índice de preços dos alimentos da FAO, braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para agricultura e alimentação, ficou praticamente estável em março. Alcançou 167 pontos em março, 0,2 ponto mais que em fevereiro e em queda de 3,6% em relação a março de 2018

A leve variação mensal foi resultado de um aumento acentuado nos preços dos lácteos e das cotações mais firmes das carnes, compensados pelas quedas de cereais, oleaginosas e açúcares. O indicador específico dos lácteos registrou a terceira alta consecutiva e alcançou 204,3 pontos, 6,2% mais que em fevereiro. Houve aumento dos preços da manteiga, do leite em pó integral e do queijo, principalmente em virtude da menor oferta na Oceania. Em contrapartida, disse a FAO em relatório, os valores do leite em pó desnatado recuaram. O sub-índice de carnes subiu marginalmente, 0,4%, em relação ao resultado revisado de fevereiro e ficou em 162,5 pontos. “As cotações das carnes suína, bovina e de frango receberam impulso de um aumento na demanda de importação, especialmente da China. ” O indicador dos cereais caiu 2,2% em março ante fevereiro, para 164,8 pontos. Os preços do trigo foram os que mais recuaram no mês, mas os do milho também caíram, ambos devido à maior oferta mundial. A cotação média dos óleos vegetais também caiu em março, influenciada importações moderadas de óleo de soja, canola e palma, ao mesmo tempo em que se percebeu um acúmulo de estoques nos países produtores. O indicador ficou em 127,6 pontos em março, 4,4% menos que em fevereiro. Conforme a FAO, o preço médio do açúcar também caiu, refletindo a maior oferta em países produtores como Brasil e Índia. A agência também citou que a fraqueza do real ante o dólar faz pressão adicional sobre as cotações. O sub-índice de açúcar ficou em 180,4 pontos em março, com queda de 2,1%.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Uruguai, trunfo da Marfrig na exportação

Responsável por 22% dos abates e por mais de 30% das exportações uruguaias de carne, a companhia é o maior grupo privado do país, empregando mais de 3 mil pessoas e faturando ao menos US$ 500 milhões por ano – estimativa a partir das exportações uruguaias, que renderam US$ 1,6 bilhão em 2018.

Na terra de Pepe Mujica, a pecuária é parte de um estilo de vida. E a carne bovina, um assunto de Estado. Em um país pequenino – “chiquito”, como dizem os nativos -, que não dispõe da abundância de grãos que caracteriza os vizinhos Brasil e Argentina, a produção extensiva de gado deixou de ser uma necessidade para evitar a deterioração das pastagens naturais e se transformou em um ativo explorado para a propaganda da carne uruguaia no mundo. “Temos dois campos de futebol para cada cabeça de gado”, brinca Marcelo Secco, executivo que comanda as operações da Marfrig Global Foods no Uruguai, em alusão à liberdade de movimentação do rebanho e à comida verde. Com um rebanho de 12 milhões de bovinos, quase o quádruplo da população local, o Uruguai se notabilizou na pecuária global como um país de rara estabilidade para os padrões da América do Sul e acesso privilegiado a cobiçados mercados, como EUA, União Europeia e China – a conquista mais recente veio em janeiro, com a abertura do Japão. Embora o país seja o mais carnívoro do mundo – o consumo anual é de cerca de 60 quilos por habitante – 70% da produção nacional é exportada. As condições especiais da agroindústria do Uruguai estão relacionadas, é claro, ao tamanho do país, reconhece Secco. Afinal, as importações uruguaias representam uma parcela menor do comércio de carnes – 5% das exportações mundiais, conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Mas isso não é tudo, ressalta o brasileiro Miguel Gularte, Executivo-Chefe da Marfrig na América do Sul. Nas últimas cinco décadas, o Uruguai erigiu um sólido sistema sanitário, lastreado pelo Ministério da Agricultura local e, principalmente, pelo Instituto Nacional de Carnes (Inac), entidade pública de direito privado financiada com recursos dos frigoríficos e dos pecuaristas. Essa estrutura permitiu ao Uruguai criar, há mais de dez anos, um programa obrigatório de rastreabilidade do rebanho bovino, o que ajuda na certificação de importadores exigentes como os europeus. O país também conta com um modelo nacional para remunerar os pecuaristas com base em características da carcaça. O sistema, automatizado, é regulado por quatro balanças em diferentes fases do processo produtivo, do animal vivo à carcaça bovina já limpa (toalete, no jargão setorial). Os dados da balança são enviados em tempo real para o Inac, o que também dota o país de uma capacidade estatística incomum para os padrões do segmento. Com a gestão azeitada, os frigoríficos uruguaios conseguiram se especializar em nichos. https://www.valor.com.br/agro/6198671/uruguai-trunfo-da-marfrig-na-exportacao

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Frango vivo obtém primeira alta de abril; em São Paulo e em Minas Gerais

Frango vivo ofertado no interior paulista foi surpreendido por uma procura muito mais intensa que o disponível

Na quarta-feira, (3) frango vivo ofertado no interior paulista foi surpreendido por uma procura muito mais intensa que o disponível. Resultado: obteve ajuste de cinco centavos – aparentemente, apenas o primeiro do mês – sendo negociado por R$3,45/kg. Como em Minas Gerais a situação foi idêntica, os negócios locais também obtiveram ajuste de cinco centavos, com o que o novo preço permaneceu igual ao de São Paulo. Para o frango paulista, a atual cotação – 15% superior à registrada 30 dias atrás – representa novo recorde nominal. Já para Minas Gerais – cujo incremento mensal é ligeiramente superior a 11% – o valor ora registrado apenas se iguala ao recorde atingido em agosto de 2016. Porém, o que mais chama a atenção nas duas praças são as variações em relação aos preços praticados um ano atrás, na mesma data: quase 57% de aumento em São Paulo; mais de 64% em Minas Gerais. Os valores atuais sinalizam, apenas, natural reação à baixa remuneração de um ano atrás, quando o frango enfrentou os menores preços e ocasionou um dos maiores prejuízos da presente década. Tal quadro, aliás, também se aplica ao frango abatido que, no momento, alcança, nominalmente, um dos melhores preços de todos os tempos. Como o período é de pagamento de salários e de alto consumo e, mais à frente, vem o feriado de Páscoa, pode-se contar com novas valorizações, tanto da ave viva como da abatida. 

AGROLINK

SUÍNOS/CEPEA: valor do suíno vivo registra maior média real desde dez/17

Preços internos do suíno vivo e também da carne subiram em março

Os preços internos do suíno vivo e também da carne subiram em março, impulsionados pela maior demanda, especialmente do mercado internacional, e também pela menor oferta de animais prontos para abate. Assim, os preços médios do vivo nas regiões de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) e de Belo Horizonte (MG) registraram no mês passado os maiores patamares desde dezembro de 2017, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro/19). Na região SP-5, o preço médio do suíno foi de R$ 4,21/kg, alta de expressivos 11,3% frente ao de fevereiro – em dezembro/17, a média real do vivo foi de R$ 4,27/kg. Em Belo Horizonte, no mesmo comparativo, a elevação foi de 9,5%, com o animal negociado na média de R$ 4,25/kg – em dezembro/17, a média foi de R$ 4,41/kg. Segundo colaboradores do Cepea, a maior procura pelo animal vivo, devido à elevação das vendas da carne ao mercado internacional, tem aumentado a liquidez do produto no mercado brasileiro. Além disso, a redução de plantéis e a saída de agentes da atividade ao longo do último ano têm reduzido a oferta doméstica dos animais, contribuindo para alavancar os preços.

CEPEA/ESALQ

Preços em alta no mercado de frango

O mercado de frango segue valorizado

Nas granjas paulistas a alta foi de 1,5% na comparação semanal. O frango ficou cotado, em média, R$3,45 por quilo. As indústrias saíram com mais afinco às compras com o intuito de repor seus estoques para o início do mês, o que colaborou com a alta nos preços. No atacado, o consumo maior de início de mês também causou valorizações. A carcaça está cotada, em média, R$4,55 por quilo, aumento de 5,3% comparado a semana passada. No curto prazo, novas altas podem ocorrer tendo em vista o aumento do consumo, típico da época do mês.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Exportações de carne do Uruguai ultrapassaram 32 mil toneladas em março

Em março, o Uruguai exportou 32 mil toneladas de carne bovina disse Rafael Tardáguila, diretor de Tardáguila Agromercados, acrescentando: “Volumes que têm uma relação com abates sendo sustentados acima de 50 mil cabeças”

A China teve uma participação “quase hegemônica” na compra de carne congelada, com compras superiores a 21,5 mil toneladas. Tardáguila constatou que três em cada quatro quilos de carne congelada foram destinados ao país asiático, o que representa 74% do total. Na carne refrigerada, a China também é o maior comprador, com 66% do total. De qualquer forma, outros mercados importantes aparecem como União Europeia, que compra dentro das cotas 481 e cota Hilton. Tardáguila disse que os preços de exportação “evoluíram” e a média de março foi de US $ 5.083 por tonelada de peso embarque, enquanto a média para o trimestre em US $ 5.017 por tonelada posições “, acrescentou.

El País Digital

Demanda por proteína “incerta” nos EUA em 2019: CoBank

As ofertas de carne bovina, de frango e carne suína não devem mudar com relação aos níveis de 2018, mas a demanda doméstica e internacional traz “muito mais incerteza” neste ano, de acordo com um novo relatório do CoBank

A produção total de proteína animal nos EUA subiu 2,5% no ano passado, com a carne suína liderando em 3%. O consumo de proteína per capita nos EUA aumentou 9% desde 2014 e, em 2019, espera-se que teste o recorde estabelecido em 2006 antes da Grande Recessão, adicionando mais 1%, diz o relatório. No entanto, a fraqueza atual do preço do frango e da carne suína reflete a fadiga dos consumidores norte-americanos, que provavelmente aumentará à medida que as ofertas continuarem a subir, prevê o CoBank. O banco, um provedor de empréstimos e serviços financeiros para agronegócios dos EUA e associações de crédito agrícola, disse que as questões comerciais continuam sendo o curinga para os mercados de proteína animal internacionalmente. As negociações comerciais com o Canadá, a China, o Japão, a Coreia e o México podem dominar as oportunidades para os produtores de proteína dos EUA, especialmente considerando as negociações comerciais em curso com a China e o Japão, diz o relatório. Os fluxos comerciais com o Canadá e o México podem ser prejudicados se o Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) pendente não for ratificado pelos governos das três nações, disse o banco.

MeatingPlace.com

Exportação semanal de carne dos EUA cresce 58%

Principais compradores foram Coreia do Sul, Japão,Taiwan, México e Hong Kong

Os Estados Unidos venderam 20,5 mil toneladas de carne bovina para entrega em 2019, na semana encerrada em 28 de março, informou o Departamento de Agricultura do país (USDA). O resultado representa aumento de 58% ante a semana anterior e de 18% em relação à média das quatro semanas anteriores. Os principais compradores foram Coreia do Sul (8,9 mil t), Japão (5,4 mil t), Taiwan (2,6 mil t), México (1 mil t) e Hong Kong (1 mil t). Os embarques ao exterior somaram 15 mil toneladas no período, volume 1% maior que o reportado na semana anterior e 2% superior em relação à média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram Japão (5 mil t), Coreia do Sul (4,2 mil t), México (1,4 mil t), Hong Kong (1,2 mil t) e Taiwan (1,1 mil t).

ESTADÃO CONTEÚDO

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