CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2825 DE 26 DE OUTUBRO DE 2026

clipping

Ano 11 | nº 2825 | 26 de outubro de 2026

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo fica estável em São Paulo

Boi China registra alta no Mato Grosso do Sul. Mercado do boi gordo fica estável em São Paulo

O mercado do boi gordo começou a sexta-feira, 23 de outubro, com preços estáveis em São Paulo, apesar da oferta enxuta de animais e do consumo doméstico mais fraco, típico do fim do mês. Segundo dados divulgados pela Scot Consultoria, no informativo Tem Boi na Linha, as cotações paulistas permaneceram estáveis na comparação diária, mantendo os preços de lado ao longo da semana. A movimentação foi diferente em outros estados. No Mato Grosso do Sul, a novilha e o boi China registraram alta de R$ 2,00 por arroba, enquanto no Acre as cotações do boi gordo e da novilha subiram R$ 5,00/@. Em São Paulo, o mercado abriu o dia com poucos negócios. Parte das indústrias frigoríficas estava fora das compras, enquanto outras aguardavam para definir suas estratégias de aquisição. Segundo dados divulgados pela Scot Consultoria, a oferta enxuta de boiadas e a postura dos vendedores, que seguravam os lotes à espera de preços melhores, ajudaram a sustentar as cotações. Esse cenário limitou a pressão de baixa mesmo diante do consumo doméstico mais fraco no fim do mês. As escalas de abate atendiam, em média, a sete dias. Alguns frigoríficos, porém, estavam com programações mais alongadas e, por terem maior conforto operacional, ofereciam preços abaixo das referências de mercado. Apesar dessas ofertas, as negociações ocorreram, de modo geral, dentro dos valores de referência, mantendo a estabilidade das cotações paulistas. No Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou movimentos distintos entre as categorias. Após as altas registradas em 22 de outubro para todas as categorias nas regiões de Campo Grande e Dourados, a novilha teve valorização de R$ 2,00 por arroba nas três praças pecuárias do estado. Segundo dados divulgados pela Scot Consultoria, as cotações do boi gordo e da vaca permaneceram estáveis na comparação diária. Já o chamado boi China, destinado ao mercado chinês, registrou alta de R$ 2,00/@. As escalas de abate no estado atendiam, em média, entre sete e 10 dias. No Acre, as cotações apresentaram valorização para duas categorias. Segundo dados divulgados pela Scot Consultoria, o boi gordo e a novilha subiram R$ 5,00 por arroba na comparação diária. Para a vaca, os preços permaneceram estáveis. O cenário indica comportamentos diferentes entre as praças pecuárias acompanhadas, com estabilidade em São Paulo, altas pontuais no Mato Grosso do Sul e valorização do boi gordo e da novilha no Acre.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo encerra a semana em leve alta

Oferta restrita e escalas de abate concentradas entre cinco e seis dias úteis mantêm os frigoríficos ativos nas compras

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes, embora o avanço das cotações continue ocorrendo de maneira seletiva. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Allan Maia, a oferta restrita e as escalas de abate, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões, mantêm os frigoríficos ativos nas compras. “Em São Paulo, foram relatados negócios a R$ 400 por arroba na região de Franca, estabelecendo um novo ponto de máxima histórica. Entretanto, essas operações permanecem pontuais e não representam a referência predominante do estado.” Segundo ele, o mercado também mantém expectativas em torno da retomada de uma demanda mais consistente da China no último trimestre, fator que pode ampliar a necessidade de compra da indústria. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 386,25 — ontem: R$ 384,47. Goiás: R$ 371,25 — ontem: R$ 370,32. Minas Gerais: R$ 380,29 — ontem: R$ 378,71. Mato Grosso do Sul: R$ 380,45 — ontem: R$ 379,77. Mato Grosso: R$ 360,81 — ontem: R$ 359,26. O mercado atacadista de carne bovina encerra a semana com preços inalterados. Segundo Iglesias, a menor intensidade do consumo na segunda quinzena limita o espaço para novos reajustes. “Enquanto isso, a elevada competitividade da carne de frango e dos cortes suínos continua influenciando as decisões do consumidor”, aponta Maia. Quarto dianteiro: R$ 22,30 por quilo. Quarto traseiro: R$ 29,50 por quilo. Ponta de agulha: R$ 21,00 por quilo.

SAFRAS NEWS

Mercado pecuário encerra a semana com poucos negócios e preços estáveis

Grande parte das indústrias estava fora das compras e outras aguardam o cenário dos próximos dias para se posicionar. Oferta de boiadas estava enxuta e a ponta vendedora segurava os lotes em busca de melhores preços

O mercado pecuário encerrou a semana com poucos negócios, informa a Scot Consultoria. Grande parte das indústrias estava fora das compras e outras aguardam o cenário dos próximos dias para se posicionar. No geral, os preços ficaram de lado ao longo da semana. Nesta sexta-feira (23/10), o indicador Cepea/Esalq para o boi gordo (baseado nos negócios realizados no Estado de São Paulo) registrou a cotação de R$ 381,40 a arroba, avanço semanal de apenas 0,18%. No acumulado de outubro, o indicador registra alta de 4,69%. Das 33 regiões monitoradas pela Scot, 28 não tiveram mudanças no preço do boi gordo na comparação diária. Foram registradas altas em Belo Horizonte (MG), Marabá (PA), Alagoas, sudeste de Rondônia e Acre. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo segue em R$ 380 a arroba para o pagamento em 30 dias. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não tiveram alterações. Segundo a Scot, a oferta de boiadas estava enxuta e a ponta vendedora segurava os lotes em busca de melhores preços. Dessa forma, mesmo com o consumo doméstico mais fraco, típico do fim do mês, a menor oferta sustentou as cotações. Em São Paulo, as escalas de abate atendiam, em média, a sete dias. Alguns frigoríficos, porém, estavam com programações mais alongadas e, por estarem mais confortáveis, ofertavam preços abaixo das referências. Apesar disso, as negociações seguiram, de modo geral, sendo realizadas dentro das referências.

GLOBO RURAL

Escalas de abate dos frigoríficos avançam, aponta Agrifatto

Segundo a Agrifatto, 7 das 9 praças analisadas registraram avanço nas programações

A média nacional das programações de abate subiu ao longo desta semana e encerraram a sexta-feira (23/10) em 7 dias úteis, um aumento semanal de 1 dia útil, informou levantamento realizado pela equipe de analistas da Agrifatto. Segundo a consultoria, 7 das 9 praças analisadas registraram avanço nas programações de abate quando comparado aos números da sexta-feira anterior (16/10). Paraná e Tocantins fecharam a semana com 6 dias de programação para abate, um quadro confortável para ambas as praças, e com avanço semanal de 1 dia útil no PR e sem variação no TO. Pará e São Paulo também obtiveram alta de 1 dia, com 6 dias de programação em ambas as praças, um patamar considerado confortável no PA, porém curto em SP, observa a Agrifatto. Rondônia e Goiás finalizaram a semana com programação de abate em 7 dias úteis, com alta semanal de 1 dia útil em RO e sem variação em GO – também fechando a semana com escalas confortáveis, de acordo com a Agrifatto. Minas Gerais e Mato Grosso fecharam a semana em 8 dias de programação de abate, com avanço semanal de 1 dia, um quadro confortável em MG e considerado “longa” em MT. Por fim, com programações longas e alta semanal de 2 dias úteis, Mato Grosso do Sul fechou a 43ª semana do ano com 7 dias úteis de escala.

PORTAL DBO 

China importa em set/26 o menor volume de carne bovina desde maio de 2020

Volume de compras chinesas do mês passado representou queda de 30,48% em relação ao resultado de ago/26 e um recuo de 52,37% sobre set/25, destaca a Agrifatto

As importações chinesas de carne bovina somaram 152,12 mil toneladas em setembro/26, o menor volume mensal desde maio de 2020, destaca a Agrifatto, com base em números do governo chinês. O desempenho de setembro/26 representou queda de 30,48% em relação ao volume de agosto/26 e um recuo de 52,37% sobre setembro de 2025. No acumulado do ano, as compras chinesas de carne bovina atingiram 2,16 milhões de toneladas, um ligeiro aumento de 0,37% sobre igual período de 2025. Segundo observa a Agrifatto, a cota de salvaguarda aplicada ao Brasil, de 1,1 milhão de toneladas, explica a maior parte das quedas recentes das importações da China. Como a China conta a carne na chegada e a viagem leva de 40 a 45 dias, os exportadores brasileiros frearam os embarques de carne bovina in natura perto do limite da cota, visando escapar da alta tarifa de 55% cobrada após o preenchimento da cota (além da taxa de 12% já existente). O Ministério do Comércio da China confirmou o preenchimento da cota brasileira em 29 de setembro/26, ou seja, desde 1º de outubro/26, a carne brasileira está sujeita a uma tarifa de 67% (12% mais a sobretaxa de 55%). Segundo destaca a Agrifatto, em setembro/26, a participação brasileira no mercado de importação de carne bovina da China atingiu apenas 32,9%, uma forte queda em relação à fatia registrada em setembro/25, de 53,5%. Porém, no acumulado de janeiro a setembro de 2026, o Brasil ainda responde por 55,2% do total de compras chinesas, contra 48,5% em igual período de 2025. Do lado chinês, observa a Agrifatto, a salvaguarda cumpre o papel de proteger a pecuária local. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS), a carne bovina no atacado chegou a 74,76 iuanes/kg em agosto/26, 7,1% acima de um ano antes e o maior valor desde março de 2024. Por sua vez, o preço do boi vivo atingiu 30,01 iuanes/kg em agosto/26, o maior desde fevereiro de 2024. Com preço interno firme e carne importada mais cara fora das cotas, a demanda chinesa tende a se concentrar nos fornecedores com cotas sobrando, diz a Agrifatto. Segundo a consultoria, a carne bovina fornecida por exportadores da Argentina e do Uruguai ganhou espaço em setembro/26. No mês passado, a China importou 40,26 mil toneladas de carne bovina da Argentina, 12,42% a mais que em agosto/26. Com isso, a participação da proteína argentina no mercado chinês subiu de 16,4%, em agosto/26, para 26,5%, em setembro/26.

Já as compras chinesas de carne bovina do Uruguai cresceram 32,02% em setembro/26, para 21,44 mil toneladas, com participação no total de importações de 14,1% (ante 7,4% ). Até setembro/26, a Argentina usou 67,3% da sua cota de 511 mil toneladas e ainda tem 167,2 mil toneladas com tarifa de 12%, informa a Agrifatto. Por sua vez, o Uruguai utilizou 51,0% de sua cota, restando 158,8 mil toneladas ainda livres. Para o Brasil, a retomada dos embarques de carne bovina para a China ganhará força antes de janeiro/27, quando passará a valer a próxima cota anual de salvaguarda. Como a carne é contada na chegada, os embarques feitos a partir de meados de novembro/26 irão desembarcar na China somente em janeiro/27, ou seja, já dentro da nova cota de 1,128 milhão de toneladas, observa a Agrifatto. A tendência, prevê a consultoria, é de aceleração nos embarques brasileiros, visando o abastecimento do mercado no período que antecede o Ano Novo Chinês, em fevereiro/27.

DBO

ECONOMIA

Dólar encerrou abaixo de R$ 5 na sexta-feira

O dólar à vista encerrou o pregão da sexta-feira em queda firme frente ao real, abaixo do patamar técnico e psicológico de R$ 5,00, no último pregão antes do resultado da corrida presidencial brasileira deste ano.

Na sexta, trackings de partidos políticos teriam animado os investidores a reduzir o prêmio de risco e a ajustar posição, segundo relatos de operadores. Diante disso, o dólar à vista exibiu desvalorização de 0,90%, a R$ 4,9930, depois de ter tocado a mínima de R$ 4,9878 e batido na máxima de R$ 5,0558. Na semana, o dólar à vista teve queda de 1,57%. Já o euro comercial caiu 1,10%, a R$ 5,5892, tendo acumulado depreciação de 1,97% na semana. No exterior, perto das 17h15, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, apreciava 0,20%, aos 101,811 pontos. O dólar hoje chegou a tentar uma direção algumas vezes, mas acabou voltando para perto da estabilidade em toda a parte da manhã e começo da tarde. Perto das 14h40, porém, houve uma melhora intensa nos mercados locais, em meio a relatos sobre trackings mais favoráveis ao senador Flávio Bolsonaro. Estrategistas do Wells Fargo diziam, em nota, que o cenário-base do banco era de vitória de Flávio no domingo. O banco diz ver o dólar a R$ 4,75, caso Flávio vença, mas a R$ 5,30, caso Lula ganhe a disputa. “É importante destacar que, em caso de uma vitória surpreendente de Lula, recomendaríamos enfaticamente posições compradas em real e posições aplicadas em juros, caso as taxas atingissem níveis superiores aos indicados acima. Por exemplo, qualquer disparada do dólar acima de R$ 5,30 na segunda-feira representaria, em nossa avaliação, uma oportunidade para aumentar a posição comprada em real.” Essa leitura se baseia no fato de que os estrategistas veem os fundamentos dos ativos brasileiros como favoráveis mesmo sob um governo Lula, levando em consideração as contas fiscais e externas, além do carry ainda elevado.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fechou em alta à espera de desfecho da eleição

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, firmando o sinal positivo à tarde, com investidores fazendo as últimas apostas para o segundo turno da eleição presidencial.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,76%, a 205.679,81 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, marcou 205.757,04 pontos. Na mínima, registrou 203.428 pontos. Na semana, acumulou acréscimo de 0,12%. O volume financeiro no pregão somava R$40,83 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

IPCA-15 desacelera mais do que o esperado em outubro

O IPCA-15 desacelerou mais do que o esperado em outubro, com a deflação dos preços de energia e de passagens aéreas ajudando a compensar uma alta maior dos preços de alimentos e de combustíveis, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira, antevéspera do segundo turno eleitoral no país.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve alta de 0,32% em outubro sobre o mês anterior, após aumento de 0,70% em setembro, acumulando alta de 4,62% em 12 meses, acima do teto de 4,5% da meta de inflação do Banco Central. Economistas esperavam avanço de 0,43% na comparação mensal e alta de 4,73% em 12 meses, segundo pesquisa da Reuters. O índice, que mede os preços de meados de um mês até meados do mês seguinte e compara com o período anterior, é visto como uma prévia do IPCA, usado como parâmetro para a meta inflacionária do Banco Central. O grupo alimentação e bebidas sofreu a maior alta de preços em outubro e o maior impacto no índice, avançando 0,88%, após aumento de 0,40% em setembro. O destaque foi a alimentação no domicílio, cujos preços saltaram 1,01% em outubro, ante 0,38% no mês anterior. Já os preços do grupo habitação recuaram 0,10%, após salto de 2,07% em setembro. A principal contribuição negativa veio da inflação da energia elétrica residencial, que passou de 7,42% para -0,89%. O movimento foi impactado pela passagem da bandeira tarifária de amarela — que impõe cobrança adicional aos consumidores de R$1,885 a cada 100 Kwh consumidos — para verde, sem cobrança adicional. Também refletiu o fim do efeito nas contas do bônus de Itaipu, valor distribuído a milhões de consumidores residenciais e rurais todo ano após apuração do saldo registrado na conta de comercialização da energia da usina hidrelétrica binacional no ano anterior. Esse pagamento se deu em agosto, contribuindo para uma deflação dos preços de energia no mês e uma alta subsequente em setembro. Já os combustíveis sofreram alta de 1,20% em outubro, acelerando frente a setembro, quando avançaram 0,22%, em meio ao aumento dos preços do petróleo no mercado internacional diante da escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. “A principal surpresa veio das passagens aéreas, que caíram 9,24% e ajudaram a conter uma alta mais forte da inflação”, disse a economista Claudia Moreno, do C6 Bank. Ela ressaltou que, ainda assim, a inflação de serviços segue mostrando resistência, com alta de 5,5% em 12 meses quando excluídos os itens mais voláteis, como passagens aéreas. “Isso reforça a leitura de que trazer a inflação de volta para a meta não será uma tarefa simples.” O Banco Central se reunirá para deliberar sobre os juros em 3 e 4 de novembro, e a expectativa predominante no mercado é de que a instituição promova o sexto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa básica Selic, atualmente em 13,75%. Essa será a primeira decisão de política monetária após a eleição presidencial do próximo domingo, disputada em segundo turno pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

REUTERS

VBP da agropecuária é estimado em R$ 1,44 trilhão em setembro

Lavouras representam 64% do faturamento agropecuário. VBP da agropecuária é estimado em R$ 1,44 trilhão em setembro

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) foi estimado em R$ 1,44 trilhão em setembro, segundo dados divulgados pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O resultado reúne o faturamento bruto das principais atividades agrícolas e pecuárias do Brasil, com liderança da soja na agricultura e da carne bovina na pecuária. As lavouras respondem por R$ 921,7 bilhões do VBP estimado, o equivalente a 64% do total. A pecuária representa os outros 36%, com R$ 517,9 bilhões. O indicador permite acompanhar o desempenho econômico das principais atividades do setor agropecuário brasileiro, considerando o valor bruto da produção. A soja apresenta o maior valor estimado entre os produtos agrícolas, com R$ 352,7 bilhões, cerca de 24,5% do VBP nacional. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 162 bilhões, equivalente a 11,3% do total; a cana-de-açúcar, com R$ 112,3 bilhões, ou 7,8%; e o café, com R$ 106,5 bilhões, correspondente a 7,4%. Segundo dados divulgados pelo Mapa, esses produtos estão entre os principais componentes do faturamento bruto das lavouras brasileiras. Na pecuária, a carne bovina registra o maior valor estimado, de R$ 253,4 bilhões, o equivalente a 17,6% do VBP total. A carne de frango ocupa a segunda posição, com R$ 110 bilhões, correspondente a 7,6% do indicador nacional. Os resultados mostram a participação expressiva das cadeias de grãos, café, cana-de-açúcar e proteínas animais na composição do valor bruto da produção agropecuária. O Centro-Oeste apresenta o maior VBP entre as regiões brasileiras, com estimativa de R$ 431,2 bilhões. O resultado é impulsionado principalmente por Mato Grosso, que concentra R$ 225,2 bilhões, equivalente a 15,6% do total nacional. O Sudeste ocupa a segunda posição, com R$ 367,3 bilhões. Minas Gerais se destaca na região, com VBP estimado em R$ 172,4 bilhões, correspondente a 12% do resultado brasileiro. A região Sul aparece em terceiro lugar, com valor estimado de R$ 315,7 bilhões. Os dados regionais reforçam o peso do Centro-Oeste na produção agropecuária nacional, enquanto Sudeste e Sul também concentram parcelas expressivas do faturamento do setor.

AGROLINK

GOVERNO

Brasil conquista seis novos mercados para produtos agropecuários

Brasil conquista autorizações para exportar sementes, animais e insumos

O Brasil ampliou as oportunidades de exportação do agronegócio com a abertura de mercados para produtos agropecuários na Argentina, no Egito, no Marrocos, no Peru, no Quênia e em Singapura. As autoridades competentes desses seis países comunicaram a aprovação para a entrada de diferentes produtos brasileiros, incluindo sementes, animais vivos, insumos para alimentação animal e soro fetal bovino. As novas autorizações abrangem diferentes segmentos do agronegócio e permitem ampliar as possibilidades de comercialização de produtos brasileiros no mercado internacional. Na Argentina, foi autorizada a exportação de sementes de crotalária. Já o Peru aprovou a entrada de sementes de feijão-mungo, sementes de coentro e couro equino. As autorizações ampliam as opções de acesso para produtos agrícolas e de origem animal brasileiros nesses mercados. No Egito, a autorização contempla aves de criação destinadas a fins ornamentais. No Marrocos, a abertura de mercado permite a exportação de bubalinos vivos para abate, criando uma possibilidade de comercialização para esse segmento da pecuária brasileira. O Quênia autorizou a exportação de ingredientes hemoderivados e palatabilizantes sem proteínas de ruminantes destinados à alimentação animal. Em Singapura, a autorização contempla o soro fetal bovino, produto utilizado em aplicações específicas, inclusive em atividades de pesquisa e desenvolvimento. As seis aberturas ampliam o conjunto de produtos agropecuários brasileiros autorizados a acessar mercados estrangeiros e diversificam as oportunidades comerciais para o setor.

MAPA 

EMPRESAS

Masterboi iniciou operação para exportar a partir de sua unidade do Nordeste à China

Ao todo, o Brasil tem 69 plantas com habilitação para exportar aos chineses

Na última sexta-feira (23/10), uma carga de 27 toneladas de carne bovina saiu, pela primeira vez, do interior do Nordeste brasileiro com destino à China. O contêiner carregado com cortes do dianteiro percorrerá cerca de 200 quilômetros entre o município de Canhotinho, no agreste de Pernambuco, e o Porto de Suape, na região metropolitana do Recife. De lá, seguirá de navio em novembro até Xangai, do outro lado do mundo, aonde chegará apenas em 2027. A exportação é realizada pela Masterboi, cuja unidade pernambucana, inaugurada em 2022, foi habilitada para vender carne bovina para a China no fim de setembro deste ano. O frigorífico da Supremo Carnes, em Carlos Chagas (MG), que pleiteava o acesso desde 2018, também foi autorizado. Ao todo, o Brasil tem 69 plantas com habilitação para exportar aos chineses, de 32 empresas do setor. Elas estão localizadas em 12 Estados, apenas uma no Nordeste. A abertura das portas do principal cliente da cadeia frigorífica brasileira pode significar uma “virada de chave” para a receita e o posicionamento de mercado desses frigoríficos, com reflexos positivos na cadeia pecuária e na economia das regiões onde estão instalados. Já existem planos para expandir a produção nas duas unidades recém-habilitadas. A dúvida, no entanto, mora na velocidade e no tamanho do acesso que elas terão ao mercado chinês em função da cota para carne bovina imposta por Pequim até 2028. A unidade da Masterboi em Pernambuco abate cerca de 800 animais por dia e já exporta regularmente para cerca de 40 países, além de destinar boa parte da carne ao mercado interno. A estratégia será abater 920 animais por dia. “A habilitação de Canhotinho amplia nossa capacidade de acessar esse mercado e, principalmente, permite melhorar o valor obtido com o conjunto da carcaça”, disse Nelson Bezerra, sócio fundador e presidente da Masterboi, ao Valor. A companhia, fundada por ele e a irmã Guilhermina, atual vice-presidente, deve faturar R$ 5,5 bilhões neste ano. Um dos principais ganhos da habilitação para a China é agregar valor aos cortes do dianteiro do bovino — como músculo, peito, acém, peixinho, pescoço, paleta e vazio — cuja demanda e preços são menores no Brasil. O movimento também deverá se refletir na expansão da oferta de animais na região e na valorização do rebanho, que aumentou mais de 800 mil cabeças em 2025, segundo Bezerra. A instalação do frigorífico no agreste nordestino, há quatro anos, já ajudou a dar maior previsibilidade de compra ao pecuarista e balizou novos investimentos de criadores de nelore, afirmou. A Supremo Carnes já começou as negociações e pretende realizar o primeiro embarque para a China em novembro. A empresa deverá faturar R$ 1,5 bilhão neste ano e projeta incrementar a receita em 30% em 2027, boa parte com ajuda das vendas ao mercado chinês, disse Sandro Oliveira, CEO da empresa. O grupo já exporta cerca de 40% da produção das unidades em Minas Gerais. Agora, com a habilitação para a China, a expectativa é chegar a 60%. As cargas atualmente vão para cerca de 30 países, como Rússia, Indonésia, Hong Kong, Egito, Cingapura e para o Oriente Médio. Para alcançar esse desempenho, o executivo planeja expandir a capacidade de abate do frigorífico autorizado de 640 para 850 animais por dia já no próximo ano. A habilitação aumentará a procura pelo chamado “boi China”, que precisa ser abatido com menos de 30 meses para atender exigências dos compradores, o que melhora a remuneração para os criadores mineiros, disse. “Estamos abatendo cada dia mais animais mais jovens e o pecuarista também está sendo mais bem remunerado. Minas Gerais tem uma boa quantidade de animais que atende ao protocolo de idade”, contou Oliveira. A Masterboi tem uma planta em São Geraldo do Araguaia (PA) que já exporta desde 2019 para a China, destino de 40% das vendas externas totais da companhia. A unidade paraense também foi habilitada na semana passada para vender cálculo biliar aos chineses, mercado aberto neste ano e que também tem potencial bilionário para o Brasil. O plano da empresa é aproveitar os relacionamentos comerciais e o conhecimento adquirido no período para incrementar gradualmente os volumes enviados para os chineses a partir de Pernambuco. A operação que marcou a estreia da unidade de Canhotinho da Masterboi no mercado chinês foi planejada para que a carga entre no país asiático apenas no ano que vem porque a cota estabelecida ao Brasil neste ano, de 1,106 milhão de toneladas de carne in natura sujeita à tarifa de 12%, já foi totalmente preenchida. Em 2027, o volume que poderá ser exportado sem a taxa extra de 55% é de 1,128 milhão de toneladas. “Para uma unidade recém-habilitada, o critério de distribuição é especialmente relevante. A habilitação sanitária abre o mercado, mas a possibilidade efetiva de desenvolver as exportações dependerá também do volume ao qual a planta terá acesso dentro da cota”, avaliou Bezerra, da Masterboi.

GLOBO RURAL

SUÍNOS & FRANGOS

Santa Catarina confirma segundo foco de doença de Newcastle em granja de perus

Também foi identificado o vírus da doença de Newcastle em pombos de vida livre no município de Marema (SC)

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou um segundo foco da doença de Newscastle no oeste catarinense, em um núcleo de criação de perus de corte em Coronel Freitas (SC), a cerca de 35 quilômetros de Nova Itaberaba (SC), onde o vírus foi detectado pela primeira vez na segunda-feira (19/10). Além dos casos em granjas comerciais, a companhia identificou o vírus da doença de Newscastle em pombos de vida livre no município de Marema (SC), fora da área de emergência zoossanitária. A confirmação ocorreu entre sexta-feira (23/10) e sábado (24/10). Segundo a Cidasc, mais de 70% da área de vigilância delimitada para o novo foco coincide com a região monitorada após o primeiro caso, identificado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba. Com isso, grande parte das propriedades próximas já havia sido vistoriada pelas equipes de defesa sanitária. Outras 15 granjas comerciais da região tiveram resultados negativos para a doença e foram autorizadas a manter o fluxo normal de produção, incluindo o abate das aves. As equipes de defesa sanitária seguem com as ações de vigilância e contenção na região. A Cidasc orienta os produtores a manterem telas de proteção nos aviários, controlarem pragas e reforçarem a desinfecção de veículos, equipamentos e calçados. A doença de Newscastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres e pode provocar perdas na produção avícola.

GLOBO RURAL

Preço do frango pode cair após caso de Newcastle em SC

Itaú BBA aponta risco de queda nas cotações com aumento da oferta interna

O foco da doença de Newcastle confirmado em Santa Catarina pode provocar impactos sobre as exportações de carne de frango do estado e aumentar a pressão sobre os preços no mercado interno no primeiro trimestre de 2027. A avaliação é da Consultoria Agro do Itaú BBA, que aponta a duração das restrições comerciais impostas por países importadores como o principal fator de risco para a avicultura catarinense. Apesar disso, os efeitos sobre o desempenho nacional das exportações tendem a ser limitados. Segundo análise divulgada, Santa Catarina apresenta maior vulnerabilidade aos embargos devido à elevada participação das vendas externas na produção estadual. Cerca de 63% da carne de frango produzida no estado é destinada ao exterior, proporção superior à média brasileira, de 37%. Em 2025, os frigoríficos catarinenses exportaram 1,2 milhão de toneladas de carne de frango, o equivalente a 22,5% do volume nacional. A receita somou US$ 2,45 bilhões, representando 25% do faturamento brasileiro com as exportações do produto. O estado também ocupa a segunda posição na produção nacional, com 1,9 milhão de toneladas produzidas no ano passado. A preocupação está concentrada na suspensão das compras de produtos catarinenses pela China e pela Arábia Saudita. Os dois mercados estão entre os principais destinos da carne de frango brasileira e adotaram restrições após a confirmação da doença em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A China, responsável por aproximadamente 10% das exportações brasileiras de frango entre janeiro e setembro de 2026, restringiu as compras de Santa Catarina, afetando 14 das 61 plantas brasileiras habilitadas a exportar para o país. A Arábia Saudita, terceiro maior comprador do produto nacional, também suspendeu as importações catarinenses. O país adquiriu 327,8 mil toneladas nos primeiros nove meses do ano, cerca de 8% dos embarques brasileiros. O Chile adotou restrições direcionadas a Santa Catarina, enquanto México e Malásia determinaram a suspensão das importações de todo o Brasil. O mercado mexicano respondeu por aproximadamente 4% das exportações brasileiras de carne de frango entre janeiro e setembro, com 171 mil toneladas embarcadas. De acordo com o Itaú BBA, a decisão chinesa de limitar o embargo ao estado representa uma mudança importante em relação às crises sanitárias anteriores. Em 2024, após a identificação de Newcastle em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, a China suspendeu inicialmente as compras de todo o Brasil e levou 26 dias para restringir a medida ao território gaúcho. Além das restrições às exportações, o Itaú BBA identifica possíveis consequências para a operação dos frigoríficos e cooperativas catarinenses. Cargas produzidas após 21 de setembro, data utilizada como referência para a certificação sanitária, não podem ser certificadas para determinados destinos, o que pode elevar a necessidade de armazenagem em câmaras frias e aumentar os custos logísticos. A dificuldade de acesso aos mercados também pode exigir o redirecionamento das vendas para compradores que remuneram menos ou para o mercado doméstico. Nesse cenário, a consultoria aponta riscos de acúmulo de estoques, descontos nos preços, renegociação de contratos e pressão sobre o fluxo de caixa das empresas.

ITAÚ BBA

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY NORBERTO STAVISKI EDITORA LTDA

Whatsapp 041 999368886

 

abrafrigo

Leave Comment