
Ano 11 | nº 2626 | 08 de janeiro de 2026
NOTÍCIAS
Alta na cotação do boi gordo em São Paulo
A quarta-feira começou com alta de R$1,00/@ na cotação do boi gordo, na comparação feita dia a dia. A cotação das demais categorias não mudou. A oferta de bovinos atendeu à demanda dos frigoríficos, sem excedentes. O escoamento da carne bovina esteve firme para o mercado interno e para a exportação, o que sustentou as cotações.
Na quarta-feira (7/1), o boi gordo sem padrão-exportação subiu R$1/@ na praça de São Paulo, para R$ 318/@, no prazo (valor bruto), conforme apuração da Scot Consultoria. As demais categorias terminadas não sofreram alteração no mercado paulista e seguem valendo R$ 312/@ (“boi-China), R$ 302/@ (vaca) e R$ 312/@ (novilha), acrescentou a Scot. As escalas de abate atenderam, em média, a sete dias. Em Minas Gerais, o mercado esteve frio, com ofertas contidas e escoamento da carne bovina um pouco aquém do esperado. Na região do Triângulo Mineiro, a cotação não mudou em relação a ontem. Na região de Belo Horizonte, a cotação se manteve para todas as categorias na comparação feita no dia a dia. Na região Norte, a cotação também não mudou. Na região Sul, a cotação da arroba do boi gordo caiu R$1,00, e a da vaca e da novilha caiu R$2,00 na comparação diária. A cotação do “boi China” não mudou. Na região Oeste do Maranhão a oferta de bovinos esteve confortável. O cenário ampliou a margem de negociação dos compradores. Com isso, a cotação da arroba do boi gordo caiu R$3,00. Não há referência para o “boi China” na região. Na exportação de carne bovina in natura, a movimentação foi recorde para um mês de dezembro, com 304,9 mil toneladas embarcadas. O volume foi 50,6% maior que o de dezembro de 2024 e 4,2% menor que o de novembro. Com esse resultado, o Brasil encerrou o ano com o maior volume de carne bovina exportada da história.
SCOT CONSULTORIA
Mercado do boi gordo volta a apresentar alta
Frigoríficos iniciam o ano com mais apetite nas aquisições de gado
O mercado físico brasileiro do boi gordo voltou a se deparar com o registro de alguns negócios acima da referência média. De acordo com o consultor de Safras & Mercado, esse movimento é consequência do atual posicionamento das escalas de abate, exigindo uma postura mais agressiva por parte dos frigoríficos na compra de gado, em especial os de menor porte. “O mercado não reúne condições para movimentos mais consistentes de alta no curtíssimo prazo. Haveria necessidade de um fato novo para justificar altas mais expressivas. A oferta de animais terminados a pasto segue restrita, situação que tende a mudar apenas no final do trimestre”, comentou. Preços médios do boi gordo: São Paulo: R$ 320,77 — ontem: R$ 321,00. Goiás: R$ 314,46 — R$ 312,86. Minas Gerais: R$ 315,29 — R$ 314,41. Mato Grosso do Sul: R$ 312,84 — R$ 312,50. Mato Grosso: R$ 301,53 — R$ 300,70. O mercado atacadista ainda se depara com manutenção dos preços no decorrer da semana. Segundo Iglesias, vale destacar que após o período de festividades o que se aguarda é a retração dos cortes de maior valor agregado (traseiro bovino), diante de um perfil de consumo que prioriza produtos mais acessíveis, a exemplo dos cortes do dianteiro bovino, carne de frango, ovos e embutidos em geral. Quarto dianteiro: ainda está precificado a R$ 17,85 por quilo; Quarto traseiro: segue cotado a R$ 25,40 por quilo; Ponta de agulha: permanece no patamar de R$ 17,50 por quilo.
SAFRAS NEWS
Gado vivo: exportações brasileiras superam 1,05 milhão de cabeças em 2025, um recorde histórico
Na comparação com 2024, embarques de “bovinos em pé” registraram um avanço de 5,53%, com destaque para os mercados da Turquia e do Egito
As exportações brasileiras de gado vivo atingiram um novo marco histórico em 2025, superando 1,05 milhão de cabeças, um avanço de 5,53% frente ao volume de 2024, informou a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior. “O resultado confirma a consolidação do Brasil como fornecedor estratégico no mercado internacional de animais vivos, sustentado por competitividade produtiva, escala e regularidade de oferta”, destaca a equipe de analistas da consultoria. A liderança regional permanece concentrada no Pará, responsável por 54,96% do total exportado no ano, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 23,96% de participação. “Essa configuração reflete não apenas a disponibilidade de oferta, mas também a eficiência logística e a proximidade com rotas marítimas consolidadas”, observa a Agrifatto. Do lado da demanda, os embarques seguem fortemente direcionados ao Norte da África e ao Oriente Médio, com destaque para a Turquia (com participação de 32,58% do total exportado) e o Egito (17,62%). Turquia, Egito, Marrocos e Iraque — concentraram 83,34% do volume exportado pelo Brasil em 2025, relata a consultoria. Segundo ressaltam os analistas da Agrifatto, apesar de ainda representar uma parcela menor quando comparado ao volume total de abates domésticos, “o segmento de gado vivo apresenta uma trajetória consistente de crescimento, ampliando sua relevância estratégica dentro do portfólio exportador brasileiro e diversificando canais de escoamento da produção”. No último mês do ano, o protagonismo ficou com Marrocos, que respondeu por 30,51% dos embarques, seguido pelo Iraque, com 27,23%, informa a Agrifatto. No último mês do ano, as exportações brasileiras de gado vivo somaram 91,31 mil cabeças, com retração mensal de 18,33%. Em receita, as vendas externas de animais “em pé” geraram receita de US$ 105,01 milhões em dezembro/25 (equivalentes a 35,87 mil toneladas embarcadas), com preço médio de US$ 87,82 por arroba.
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar fecha estável no Brasil em dia de liquidez menor
O dólar fechou a quarta-feira próximo da estabilidade no Brasil, em mais um dia de pouca oscilação e liquidez reduzida, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante boa parte das divisas de países emergentes.
O dólar à vista fechou o dia em leve alta de 0,09%, aos R$5,3869, interrompendo uma sequência de quatro sessões de baixas. Às 17h10, o contrato de dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,20% na B3, aos R$5,4205, mas a liquidez era menor que a média para o horário, com cerca de 157 mil contratos negociados. Com o Congresso brasileiro em recesso, Brasília deixou de fornecer gatilhos fortes para as operações no mercado brasileiro, pelo menos neste início de 2026. O resultado é que nos últimos dias a liquidez diminuiu, assim como as variações de preços. As atenções ficaram voltadas principalmente para o exterior, onde foram divulgados novos dados da economia norte-americana. Enquanto alguns dados sugeriram enfraquecimento do mercado de trabalho, outros indicaram força do setor de serviços no encerramento de 2025. Os sinais mistos alimentaram a expectativa pela divulgação do relatório de emprego payroll na sexta-feira, que pode influenciar mais diretamente as apostas para a decisão sobre juros do Federal Reserve no fim do mês. No Brasil, o destaque foi o noticiário em torno da liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Em entrevista exclusiva à Reuters, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que eventual reversão da liquidação não caberia à corte de contas, mas sim ao Supremo Tribunal Federal (STF). Pela manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$33,316 bilhões no acumulado de 2025. A saída de recursos do país no ano passado foi superior à verificada em 2024, quando o fluxo foi negativo em US$18,564 bilhões.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com ajuste e exterior negativo
O Ibovespa e fechou em queda na quarta-feira, em movimento de ajuste após os ganhos observados na véspera, ao mesmo tempo em que dados de emprego dos Estados Unidos e os novos desdobramentos do ataque norte-americano à Venezuela geraram temores entre os investidores.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,01%, a 162.007,93 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro no pregão desta terça-feira somava R$21,5 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Brasil tem fluxo cambial negativo de US$33,3 bi em 2025, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$33,316 bilhões no acumulado de 2025, em movimento puxado pela via financeira, informou na quarta-feira o Banco Central. A saída de recursos do país no ano passado foi bem superior à verificada em 2024, quando o fluxo foi negativo em US$18,564 bilhões.
Somente no mês passado, saíram do país líquidos US$13,562 bilhões, conforme os dados do BC. Tradicionalmente, dezembro é marcado por envios de recursos ao exterior por parte das empresas, para pagamento de dividendos. No mês passado, o fluxo financeiro foi negativo em US$20,982 bilhões, enquanto o comercial foi positivo em US$7,421 bilhões. Em 2025, especificamente, os envios em dezembro foram potencializados por quem buscou se antecipar ao fim, em janeiro de 2026, da isenção de imposto de renda sobre as remessas ao exterior, que passaram a ser taxadas em 10%, e ao início da cobrança de 10% sobre valores recebidos acima de R$50 mil por mês em dividendos. Ainda assim, a saída líquida de US$13,562 bilhões do país em dezembro último foi menor que saldo negativo de US$26,961 bilhões registrado em dezembro de 2024 — quando uma forte aversão ao risco atingiu o mercado brasileiro, na esteira das preocupações com o equilíbrio fiscal do Brasil e o início do governo Trump nos EUA. Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$82,467 bilhões no acumulado de 2025. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, o saldo de 2026 foi positivo em US$49,151 bilhões. Somente na semana passada, que abrangeu o período de 29 de dezembro a 2 de janeiro, o fluxo cambial total foi negativo em US$4,127 bilhões. A semana teve apenas três dias úteis em função do Ano Novo.
REUTERS
GOVERNO
Funrural: produtores têm até o fim do mês para escolher forma de recolhimento
Escolha vale para todo o ano e precisa ser informada à empresa que compra a produção para evitar retenção automática na venda
Produtores rurais têm até o dia 31 deste mês para definir a forma de recolhimento do Funrural. A opção é válida para quem atua como pessoa física e vale para todo o ano-calendário de 2026. O Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) é uma contribuição obrigatória que financia a seguridade social dos trabalhadores do campo. A legislação permite que o produtor rural pessoa física empregador escolha a forma de recolhimento. No entanto, é necessário escolher entre uma das opções: pagar a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento dos empregados ou manter a cobrança sobre a receita bruta da comercialização da produção. Conforme a legislação vigente, quando não há opção pelo recolhimento em folha, o Funrural é retido diretamente na venda, à alíquota total de 1,5% sobre a receita bruta. Já na opção pelo recolhimento em folha, a contribuição incide sobre os salários pagos aos empregados, com alíquota total que varia de 21,2% a 23,2%, conforme o grau de risco da atividade. Para que a opção pelo recolhimento em folha seja concretizada, o produtor deve apresentar declaração formal à empresa adquirente da produção, como frigoríficos, cooperativas, cerealistas, laticínios, tradings ou agroindústrias. Na prática, se houver comercialização antes dessa data, a declaração deve ser entregue na primeira venda do ano. Sem a formalização, a empresa adquirente é obrigada a aplicar a retenção padrão do Funrural sobre o valor da operação. A escolha antecipada ajuda a evitar surpresas no caixa. Algumas instituições, como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) oferecem ferramentas de simulação da contribuição. O produtor interessado pode ainda obter orientação presencialmente nos sindicatos locais.
O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO
FRANGOS & SUÍNOS
Exportações de carne suína fecham 2025 com crescimento de 11,6%
Embarques de dezembro crescem 25,8%
Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 1,510 milhão de toneladas ao longo de 2025 (recorde histórico para as exportações do setor), volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas. Com isto, o Brasil deverá superar o Canadá, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suína. O resultado anual foi influenciado positivamente pelo bom desempenho registrado no mês de dezembro, com os embarques de 137,8 mil toneladas de carne suína, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas. Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões. Principal destino da carne suína brasileira em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024. Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33,9%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%). Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores.
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