CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2148 DE 24 DE JANEIRO DE 2024

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Ano 10 | nº 2148 |24 de janeiro de 2024

 

NOTÍCIAS

Boi: Estabilidade no mercado paulista

No mercado pecuário paulista, a oferta de rebanhos diminuiu, contudo, com o escoamento ainda enfraquecido da carne bovina, a oferta está atendendo à demanda, e dessa forma, as cotações ficaram estáveis na comparação feita dia a dia

A cotação da arroba do boi gordo está em R$240,00, a da vaca gorda em R$215,00 e a da novilha gorda em R$237,00, preços brutos e a prazo. O “boi China” está sendo negociado em R$245,00/@, preço bruto e a prazo. Em Alagoas, na região, com a maior oferta de fêmeas, as cotações da vaca e da novilha caíram R$5,00/@. A cotação do boi gordo ficou estável. O boi gordo está sendo negociado em R$240,00/@, a vaca gorda em R$220,00/@ e a novilha gorda em R$230,00/@, preços brutos e a prazo. Na região Sul de Minas Gerais, na comparação dia a dia, como as escalas estão para em média 7 dias, os preços estão estáveis para todas as categorias de bovinos destinados ao abate. A arroba do boi gordo está sendo comercializada em R$220,00, a da vaca gorda em R$205,00 e a da novilha gorda em R$210,00, preços brutos e a prazo. Na região de Paragominas no Pará, com o aumento na oferta de fêmeas, as cotações caíram R$6,00/@ na comparação diária, tanto para a vaca gorda, quanto para a novilha gorda. A cotação da arroba do boi gordo está em R$226,00, da vaca gorda e a da novilha gorda, em R$210,00, preços brutos e a prazo. O “boi China” está sendo negociado em R$226,00/@, preço bruto e a prazo. Sem ágio. Na exportação de carne bovina in natura até a terceira semana de janeiro foram exportadas 123 mil toneladas – média diária de 8,7 mil toneladas/dia, crescimento de 20,7% frente à média vigente em janeiro de 2023. A cotação média está em US$4,5 mil/t, retração de 6,9% considerando o mesmo intervalo de tempo. Apesar da retração no preço, o forte ritmo dos embarques aumentou o faturamento médio diário para o período em 12,4%.

Scot Consultoria

Mercado do boi gordo permanece estável

Segundo o consultor da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o grande desafio continua sendo o escoamento da carne bovina no atacado, que persiste em queda ao longo de todo o mês de janeiro

Desta forma, as indústrias devem manter a pressão baixa, pelo menos no curto prazo. “O pecuarista continua ajustando o ritmo das negociações, considerando que o pasto ainda respalda essa estratégia. Essa abordagem torna-se um limitador para quedas mais acentuadas”, comenta. Cotações: São Paulo: R$ 244. Goiânia: R$ 235. Uberaba: R$ 245. Dourados: R$ 236. Cuiabá: R$ 210. O mercado atacadista enfrenta uma forte queda nos preços ao longo da semana. Iglesias afirma que o movimento atingiu todos os cortes, destacando que a queda foi mais intensa para o quarto traseiro. “Devido ao lento escoamento da carne, espera-se uma nova queda nos preços a curto prazo. Vale ressaltar que o perfil de consumo restrito para esta época do ano justifica esse cenário”, destaca. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,00 por quilo, uma queda de R$ 0,45. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 12,60, registrando uma redução de R$ 0,40. A ponta de agulha foi precificada a R$ 12,70 por quilo, uma queda de R$ 0,40.

Agência Safras

Pressão de baixa sobre a arroba do boi gordo começa a surtir efeito

A pressão de baixa sobre os preços do boi gordo começa a ter mais efeito, indica a Agrifatto

Segundo a consultoria, a arroba caiu 1,3% em uma semana, em São Paulo, a R$ 243,80 na segunda-feira (22/1). Na B3, após registrar quedas consecutivas nas últimas semanas, o vencimento para janeiro teve um aumento de 0,33% no comparativo diário, cotado a R$246,65 por arroba. Em nota, a consultoria destacou que as exportações de carne bovina in natura desaceleraram na terceira semana do mês. Além disso, o preço médio ficou em US$ 4.510 por tonelada, o menor patamar desde setembro de 2023.

Globo Rural

Diferencial de base entre as praças Mato Grosso e São Paulo atingiu o maior patamar da série histórica, aponta Imea

Na parcial de jan./24 (até 19/01) o indicador ficou em – 18,62%

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o diferencial de base entre as praças Mato Grosso e São Paulo atingiu o maior patamar da série histórica, na parcial de janeiro/24 (até 19/01) o indicador ficou em – 18,62% (maior que a média do último mês). Desde out/23, a arroba do boi no Mato Grosso vem patinando, com ganho mensal na casa de R$ 1,00/@, e encerrou dez/23 cotada a R$ 204,71/@. Por outro lado, na praça paulista, o boi gordo apresentou maior sustentação nos preços, e no último mês foi cotado a R$ 253,71/@ (ambos a prazo e livre de impostos). “Dessa forma, o indicador caminha para encerrar janeiro/24 com um novo recorde, tendo em vista que, em Mato Grosso, as escalas alongadas e a fraca demanda interna indicam que os preços se mantenham lateralizados”, informou o IMEA. No estado do Mato Grosso, o Custo Operacional Efetivo (COE) para o sistema de recria engorda registrou uma redução de 27,54% no comparativo anual e ficou em R$ 197,00/@. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a redução foi influenciada pela queda no custo com a suplementação e aquisição de animais que tiveram uma baixa de 23,99% e 37,71%, respectivamente. O instituto ainda destacou em seu informativo semanal que a despesa com aquisição de animais saiu de R$ 156,93/@ vendida em 2022, para R$ 97,76/@ no 4º tri/23. “Esse movimento foi justificado pela intensa oferta de animais de reposição, o que pressionou os preços (favorecendo os invernistas)”, reportou o IMEA. No caso da suplementação, é um ponto de atenção para os pecuaristas quanto ao custo de produção, mediante a possível redução na produção do grão em função do fenômeno climático El Niño, que pode resultar no aumento nos preços dos insumos. Com relação às cotações da arroba, o mercado segue lateralizado e teve ganho de 0,71% no comparativo semanal, não demonstrando grandes alterações no interesse das indústrias pela proteína bovina.  Além disso, a estabilidade se mantém também para o boi magro, que passou por ajuste positivo de 0,44% ante a última semana, com preço médio de R$ 2.749,00/cab.

Imea

ECONOMIA

Dólar cai ante real em dia de ajustes

O dólar à vista fechou a terça-feira em queda ante o real, numa sessão marcada por ajustes de posições e a despeito da alta da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9554 reais na venda, em baixa de 0,65%. Em janeiro, a moeda acumula elevação de 2,14%. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,70%, a 4,9605 reais. Dados da B3 indicaram que, na última sexta-feira, os investidores estrangeiros retiraram 3,45 bilhões de reais da bolsa brasileira, o que não passou despercebido entre os players que atuam no câmbio. Na prática, houve recomposição de posições e realização de lucros por parte de alguns investidores, em especial quando a moeda norte-americana se reaproximou dos 5,00 reais — uma marca psicológica que tem atraído vendedores para o mercado. “Na região de 5,00 reais podemos vender um pouco mais, aumentando o médio da venda”, opinou pela manhã o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em comentário enviado a clientes. Além disso, dando suporte aos ativos brasileiros, os contratos futuros de minério de ferro subiram na terça-feira, atingindo o nível mais alto em mais de uma semana, depois que autoridades da China prometeram estabilizar seus mercados. Durante a sessão, dados sobre a arrecadação federal em dezembro melhoraram a percepção de risco fiscal entre os investidores, o que favoreceu o fechamento da curva de juros futuros e contribuiu para maior otimismo também no mercado de câmbio. O recuo da divisa dos EUA no Brasil ocorreu apesar de, no exterior, o dólar registrar ganhos firmes ante uma cesta de moedas fortes e também subir ante boa parte das demais moedas.

Reuters

Ibovespa fecha em alta firme e retoma os 128 mil pontos liderado por Vale

Ativos locais tiveram sessão de recuperação, com investidores ainda calibrando suas carteiras à espera dos próximos passos do Fed

O Ibovespa teve uma sessão de recuperação na terça-feira, em linha com os demais ativos locais, e sustentou um desempenho mais forte que o das bolsas americanas, conforme investidores seguem calibrando suas carteiras enquanto aguardam os próximos passos de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Altas relevantes de Vale e Petrobras ajudaram a potencializar o avanço do índice na sessão. No fim do dia, o Ibovespa avançou 1,31%, aos 128.263 pontos. O volume financeiro negociado na sessão (até 18h20) foi de R$ 16,58 bilhões no Ibovespa e R$ 21,75 bilhões na B3. Depois de registrar queda na sessão anterior, em movimento disseminado nos mercados locais, mas descolado dos pares globais, o Ibovespa se recuperou ontem. Agentes argumentam que o quadro fiscal do país, que desencadeou piora nos ativos domésticos ontem após apresentação da nova política industrial pelo governo, não teve grande mudança e apontam que os movimentos recentes têm mais a ver com a dinâmica externa. “Parece muito mais uma questão de ajuste do que uma mudança de cenário, principalmente depois das altas de fim de ano. Primeiro houve uma diminuição do apetite por risco lá fora, o que impacta emergentes como um todo. Agora, as bolsas americanas até voltaram a subir, mas com destaque para ações de tecnologia, o que também não ajuda mercados em desenvolvimento, como o brasileiro, que tem mais força em commodities e em ações de valor”, diz o responsável pela mesa de ações do BTG Pactual, Jerson Zanlorenzi. Para o executivo, o cenário ideal para o mercado local seria uma desaceleração controlada da economia americana, com o mercado de trabalho sofrendo mais que a atividade. “Assim teríamos cortes de juros sem que as commodities sintam tanto”, afirma.

Valor Econômico

Juros futuros caem com arrecadação acima do esperado em dezembro

As taxas dos DIs fecharam a terça-feira em baixa no Brasil, novamente na contramão do mercado de Treasuries, com investidores ajustando posições após a forte alta da véspera e reagindo aos dados acima do esperado da arrecadação federal em dezembro, que sugerem um cenário fiscal mais favorável

A divulgação de números acima do esperado da arrecadação federal em dezembro, pela manhã, serviu de gatilho para que a percepção de risco em relação ao fiscal melhorasse, o que fez as taxas dos contratos futuros de juros recuarem no Brasil. A Receita Federal informou que a arrecadação de dezembro subiu 5,15% ante o mesmo mês do ano anterior, para 231,2 bilhões de reais. O dado veio acima da expectativa indicada em pesquisa da Reuters, que apontava para arrecadação de 227,3 bilhões de reais. No ano de 2023, a arrecadação teve queda real de 0,12% ante 2022, para 2,318 trilhões de reais, mas ainda assim foi a segunda melhor da série histórica iniciada em 1995. A queda das taxas dos DIs ocorreu a despeito da alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com investidores ainda reduzindo apostas de corte de juros pelo Federal Reserve em março e se posicionando antes de leilões de títulos que acontecem até quinta-feira. Foi a quarta sessão consecutiva em que a curva brasileira operou na contramão da curva norte-americana, em um sinal de que questões locais, ainda que Brasília esteja em marcha lenta em função do recesso parlamentar, seguem no radar dos investidores. A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), na próxima sexta-feira, vem sendo citada como evento que pode voltar a mexer com a curva de juros. A percepção é de que uma inflação mais pressionada pode alterar as projeções para a taxa Selic terminal — hoje precificada em torno de 9% para o fim de 2024.

Reuters

IPPA/Cepea: Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários cai 16,4% em 2023

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) caiu expressivos 16,4% em 2023, frente a 2022

Para o IPA-OG-DI Preços Industriais, a queda foi menos intensa, de 4,5%. Em relação às cotações internacionais dos alimentos, também houve expressiva baixa, de 13,7%, enquanto a taxa de câmbio nominal recuou 3,3%. Segundo pesquisadores do Cepea, esses resultados indicam certa paridade entre os preços agropecuários domésticos e internacionais. Em dezembro, especificamente, o IPPA/CEPEA avançou 3,6% frente a novembro, em termos nominais, fechando um trimestre de altas consecutivas. O resultado reflete os avanços observados para todos os grupos de alimentos: IPPA-Grãos (3,7%), IPPA-Pecuária (4,2%), IPPA-Hortifrutícolas (2,4%) e IPPA-Cana-Café (2,3%). No mês, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, por sua vez, apresentou queda de 0,2%; logo, de novembro para dezembro, os preços agropecuários subiram frente aos industriais da economia brasileira. No cenário internacional, os preços dos alimentos, cujo índice é divulgado pela FAO, recuaram 1,5% frente a novembro; enquanto a taxa de câmbio oficial (US$/R$), divulgada pelo Bacen, permaneceu estável.

Cepea

EMPRESAS

Ações de frigoríficos sobem com previsão positiva do BTG sobre resultados

Banco espera uma temporada de resultados saudáveis para o setor. BTG espera melhoria nas margens de lucro da BRF no Brasil e no exterior

As ações dos frigoríficos brasileiros operaram na terça-feira (23/1) em alta na B3, após o BTG Pactual divulgar em relatório que espera bons resultados para as empresas do setor no quarto trimestre de 2023. As ações da BRF e da Minerva situaram-se entre as maiores altas do Ibovespa. Ações da Minerva (BEEF3) subiam 5,93% na bolsa, cotadas a R$ 7,15. Os papéis da BRF (BRFS3), por sua vez, registravam alta de 6,82%, para R$ 14,57. O Ibovespa operava em alta de 1,32%, aos 128.278 pontos. Fora do Ibovespa, as ações da JBS (JBSS3) subiam 2,74%, para R$ 24,35. E as ações da Marfrig (MRFG3) valorizavam 1,53%, para R$ 9,32. Em relatório assinado pelos analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin, o BTG Pactual informou que espera uma temporada de resultados saudáveis para o setor. O banco recomenda as ações da JBS. O banco estima que a companhia terá uma melhora sequencial, graças à sua estratégia de diversificação. O banco estima alta de 1% na receita, para R$ 93,8 bilhões, e de 25% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), para R$ 5,8 bilhões, com margem de 6,2%. Os analistas preveem pressão de margens nos Estados Unidos, compensado por melhor rentabilidade em todas as outras unidades de negócios. No caso da Minerva, o BTG Pactual espera um resultado sólido, com aumento nas margens de lucro e volumes mais elevados de vendas. “Os preços da carne bovina devem continuar afetando o dinamismo das receitas, mas a estabilização nos últimos meses e as comparações anuais mais fáceis indicam que os preços não serão mais um obstáculo”, afirmaram os analistas em relatório. Além disso, o banco espera um forte crescimento de volume impulsionado pelo ciclo positivo no Brasil e pela compra da BPU no Uruguai. Isso deve resultar em um crescimento anual de 8% nas receitas, para R$ 7,4 bilhões. O BTG prevê aumento de 29% no Ebitda, para R$ 783 milhões, com margem de 10,6%. “Com a redução da oferta global de carne em 2024, esperamos que os preços comecem a se recuperar, fazendo deste um ano forte para os negócios da Minerva”, acrescentaram os analistas. O BTG também espera resultados fortes para a BRF, com melhoria nas margens de lucro no Brasil e no exterior. Os custos devem continuar caindo, uma vez que os grãos originados na colheita do ano passado são absorvidos pela cadeia de produção, proporcionando expansão das margens em todas as divisões. No Brasil, a expectativa é de aumento de 1% no volume vendido, com crescimento de 61% no Ebitda, e margem de 14,6%. Na área internacional, é esperado aumento na margem Ebitda de 6,5 pontos percentuais, para 10,7%. O banco estima receita consolidada de R$ 14,4 bilhões, com retração de 2%, e Ebitda de R$ 1,9 bilhão, com alta de 83%, e margem de 13,1%. Para o futuro, a expectativa é de margens ainda sólidas, com custos de ração favoráveis. Em relação à Marfrig, o banco prevê um trimestre mais fraco, com deterioração nas margens da carne bovina nos Estados Unidos. O banco espera um faturamento de US$ 3 bilhões, com preços mais altos compensando a queda de volume. O BTG também prevê queda de 1,9 ponto percentual na margem Ebitda e redução de 41% no Ebitda. Para a operação na América do Sul, a previsão é de queda de 17% na receita, para R$ 5,5 bilhões, devido aos preços mais baixos, margem Ebitda de 10,7% e alta de 11% no Ebitda. Os analistas consideram que há pouca visibilidade em relação ao impacto da venda de ativos na América Latina, o que pode limitar a alta das ações no momento. O BTG Pactual manteve recomendações neutras (equivalentes à manutenção) para as ações da BRF e da Marfrig, com preços-alvos de R$ 13,64 e R$ 9,18, respectivamente. Para o Minerva, a recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 6,75. O banco também manteve recomendação de compra para a JBS, com preço-alvo de R$ 23,70.

Valor Econômico

MEIO AMBIENTE

Protocolos de produção de carne reduzem em até 15% a emissão de gás de efeito estufa, diz Embrapa

Os protocolos permitiram ganhos superiores de peso dos animais, entre 2% a 5% em relação ao manejo tradicional

A aplicação dos protocolos Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne Baixo Carbono (CBC) em uma área comercial demonstrou que os sistemas reduzem em 12% e 15%, respectivamente, a emissão de metano entérico pelos animais durante a fase de recria a pasto. O metano entérico é um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa, que provoca o aquecimento global. Além desse benefício, os protocolos permitiram ganhos superiores de peso dos animais, entre 2% a 5% em relação ao manejo tradicional. Essa é a primeira vez que esses protocolos são aplicados em um rebanho de alto padrão genético. O estudo foi realizado na Fazenda Experimental Orestes Prata Tibery Jr., em Uberaba (MG), em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). “Comprovamos que a atividade pecuária, com recria a pasto e terminação em confinamento, seguindo as práticas corretas, proporciona a redução das emissões e tem viabilidade. O sistema, no caso da Carne Carbono Neutro, não é capaz de neutralizar todas as emissões, mas a redução é significativa. E o que é muito importante para o pecuarista, o desempenho animal é muito bom”, afirma a pesquisadora da Embrapa Cerrados (DF) Giovana Maciel, responsável pela condução do experimento. Considerando as fases de recria e terminação, o uso dos protocolos CCN e CBC promoveu a redução na emissão de metano entérico, de 2% a 5%, e o aumento na produtividade, de 4% a 8%, respectivamente, em relação ao manejo tradicional. Com esses resultados, o pesquisador Roberto Giolo, da Embrapa Gado de Corte (MS), ressalta a importância do manejo de pastagem, com a aplicação dos protocolos CCN e CBC, e que mesmo em rebanhos de alto padrão genético se mostrou eficiente, com melhoria na produtividade e redução das emissões de metano entérico no pasto. As marcas Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne Baixo Carbono (CBC) atestam que a produção de bovinos de corte em sistemas pecuários neutraliza ou reduz, respectivamente, a emissão do metano entérico. A primeira, com introdução obrigatória de árvores no sistema de produção (Ilpf ou silvipastoril), considera o carbono sequestrado e armazenado nos troncos e sua utilização como produtos de madeira com valor agregado. A segunda produz animais cujas emissões de metano foram mitigadas pelo próprio processo produtivo, por meio da redução na idade do abate, da melhoria da dieta e do aumento do estoque de carbono no solo, resultante da adoção de boas práticas agropecuárias envolvendo recuperação e manejo sustentável das pastagens e sistemas de integração lavoura-pecuária (ILP). O Protocolo CBC deverá ser disponibilizado ao público na plataforma Agri Trace Rastreabilidade Animal, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em 2024. Para aderir à certificação, a propriedade deverá, já na auditoria inicial, estar em conformidade com os 20 requisitos mínimos obrigatórios para sua implantação, de um total de 67, que serão requeridos progressivamente ao longo de auditorias bienais. O CCN está disponível nessa mesma plataforma desde 2020, à disposição dos pecuaristas interessados. Ao final de 385 dias de prova, o ganho de peso final do rebanho foi elevado: 346 quilos para os animais na área de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (Ilpf), dentro do protocolo Carne Carbono Neutro; 359 quilos para os animais na área de ILP, no protocolo Carne Baixo Carbono, aos 21,5 meses de idade – um aumento de 4,2% e 8,1%, respectivamente, em relação ao rebanho em manejo padrão da ABCZ.

Página Rural

FRANGOS & SUÍNOS

Cotações do suíno vivo caem nas principais praças

Segundo pesquisadores do Cepea, a desvalorização da carcaça especial suína, após quatro meses seguidos de alta, se deve à demanda enfraquecida típica de início de ano, em razão das despesas extras da população e à oferta elevada

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF teve queda de 1,69, custando, em média, R$ 116,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, com valor de R$ 8,90/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (22), houve queda de 2,32% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,75/kg, queda de 1,47% no Paraná, atingindo R$ 6,02/kg, baixa de 2,66% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 5,86/kg, recuo de 2,51% em Santa Catarina, valendo R$ 5,82/kg, e de 2,97% em São Paulo, fechando em R$ 6,20/kg.

Cepea/Esalq

Ave congelada e frango resfriado ficaram estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve queda de 0,98%, valendo R$ 5,05/kg, enquanto o frango no atacado subiu 1,07%, valendo R$ 6,62/kg

Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, houve queda de 0,43%, chegando a 4,58/kg, e no Paraná, o preço ficou estável em R$ 4,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (22), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,36/kg e R$ 7,38/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Uruguai: Exportação de gado vivo em 2023 “foi excelente”.

O Instituto Nacional de Carnes do Uruguai divulgou os dados de exportação de gado vivo durante 2023, que ficou em quase 300.000 cabeças

“Foi uma excelente campanha, não só pelo volume, mas pela oportunidade e valores, que sustentaram os preços de toda a reposição em um ano muito complicado”, disse Gustavo Basso, consignatário de gado no departamento da Flórida. Entrevistado no Valor Agregado da rádio Carve, Basso acrescentou que “a exportação permitiu manter uma tendência de alta apesar das dificuldades de forragem que o país teve, e isso é o mais notável”. Das quase 300.000 cabeças exportadas durante 2023, 93% foram destinadas à Turquia. Consultado o consignatário sobre as expectativas com esse mercado para 2024, ele disse que “o que podemos destacar é que o que é tratado como necessidades pelo governo de concessão de licenças está acima do que no ano passado havia concedido, 10% a mais”. Basso acrescentou que “enquanto o Uruguai tiver preços competitivos, poderá ter um desempenho muito bom. Em outras palavras, as possibilidades existem, temos que ver se os preços são competitivos com o Brasil, que é um dos principais fornecedores”. Por outro lado, Basso afirmou que “não devemos subestimar os mercados alternativos, que não têm a relevância em termos de volume e preço que a Turquia tem, mas também estão ativos”. Pensando na próxima safra de bezerros, o consignatário da Flórida disse que as expectativas para o preço dos bezerros inteiros “são muito auspiciosas, para o desenvolvimento do gado de reposição em geral, que será predeterminante para saber qual será o nível de participação da exportação de gado vivo”. Além disso, a possibilidade de fazer negócios com bois de 400 quilos continuará disponível este ano. Após a safra anterior de bezerros, “as exportações nunca deixaram de operar, as empresas dedicadas à exportação continuaram a operar permanentemente, com valores que não acompanharam os aumentos no mercado de exportação”.

EL PAÍS

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