Ano 9 | nº 2130 |20 de dezembro de 2023
NOTÍCIAS
Mercado do boi estável em São Paulo
Os estoques nas praças paulistas estão um pouco mais confortáveis, as escalas de abate estão sendo preenchidas e dessa forma, as cotações ficaram estáveis na comparação diária
Na região de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com a demanda maior que a oferta, a cotação do boi subiu R$5,00/@ e a da novilha R$2,00/@ na comparação feita dia a dia. Na região de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, a cotação da novilha subiu R$1,00/@ na comparação diária. Para as demais categorias, a cotação ficou estável. Na exportação de carne bovina in natura até a terceira semana de dezembro (11 dias úteis), foram exportadas 97,4 mil toneladas de carne bovina in natura e a média diária embarcada foi de 8,8 mil toneladas, aumento de 27,5% frente à média de dezembro/22. Na mesma comparação, o preço pago por tonelada ficou em US$4,5 mil, queda de 7,6%. O faturamento médio diário, em dólares, subiu 17,8%, ficando em US$40,5 milhões.
Scot Consultoria
Boi Gordo: preços acomodados
Em São Paulo, o boi foi negociado entre R$ 245/250 por arroba, tanto para animais destinados ao mercado interno como para o padrão China
“Os fatores presentes no mercado permanecem inalterados”, afirmou o analista da Safras & Mercado, Allan Maia. Os frigoríficos contam com escalas de abate bem posicionadas em grande parte do país, variando entre 7 e 10 dias úteis; no entanto, não conseguem exercer pressão sobre as cotações. Conforme as festividades se aproximam, espera-se um ambiente de negócios arrastado, e, com isso, as expectativas voltam-se para o início de janeiro. Além disso, a logística tende a ser mais complicada. Nas próximas semanas, deve-se acompanhar com atenção a evolução do clima e a situação das pastagens. Allan Maia disse que também considera importante o movimento do atacado e o ritmo da exportação brasileira. Em São Paulo, as negociações continuam girando na mesma faixa de preços. O boi gordo foi precificado entre R$ 245/250 por arroba, tanto para animais destinados ao mercado interno como para o padrão China. Em Minas Gerais, as indicações seguiram inalteradas. No Triângulo Mineiro, a arroba foi precificada em até R$ 250/@ a prazo. Em Goiás, as cotações ficaram acomodadas. A arroba do boi gordo foi precificada entre R$ 230/240 no sudoeste do estado. No Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram firmes. Em Campo Grande, houve registro de preço em até R$ 230/@ a prazo. Em Naviraí, a indicação da arroba ficou posicionada em R$ 230 a prazo. No Mato Grosso, houve apenas movimentações de preços pontuais. Em Cáceres, a indicação ficou em R$ 208/@ a prazo. Em Campos de Júlio, o boi gordo ficou em R$ 209/@ a prazo. O mercado atacadista prossegue com pouca variação de preços. A expectativa para os preços permanece positiva, considerando o período de festas e a boa capitalização das famílias, com a entrada da parcela do décimo terceiro na economia. O quarto traseiro registrou alta de cinco centavos, alcançando R$ 20 por quilo. O quarto dianteiro ficou acomodado em R$ 13 por quilo. A ponta de agulha permaneceu estável em R$ 13,10 por quilo.
Agência Safras
China puxará aumento de embarques brasileiros de carnes no próximo ano
Mercado chinês tende a elevar um pouco os preços pagos pela proteína bovina e avançar nas compras de suíno. Rabobank estima que as vendas brasileiras de carne bovina ao mercado externo crescerão de 2% a 3% no próximo ano
O ano de 2024 promete crescimento para as exportações brasileiras de carnes, com demanda aquecida, principalmente na China, e ampla oferta de bovinos e frango. No mercado de suínos, a oferta de animais crescerá menos, mas o aumento de restrições em países concorrentes deve estimular a busca pela proteína do Brasil. O Rabobank estima que as vendas brasileiras de carne bovina ao mercado externo crescerão de 2% a 3% no próximo ano, guiadas pelos chineses — o Brasil exportou 2,3 milhões de toneladas de janeiro a novembro deste ano, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Nos cálculos do banco, o volume total das importações chinesas da proteína crescerá de 6% a 7% em relação a 2023, ou o equivalente a 200 mil toneladas. “Isso deverá favorecer diretamente o Brasil, que já é o maior exportador para a China”, disse Wagner Yanaguizawa, analista do Rabobank. Os brasileiros respondem hoje por 41% de toda a carne bovina que os chineses importam. Além de aumento do volume, também existe a expectativa de que os importadores chineses paguem um pouco mais pela tonelada do produto. O presidente da Abrafrigo, Paulo Mustefaga, disse ao Valor que o volume dos embarques de carne bovina deve encerrar 2023 com aumento de 4% a 5%. A receita, porém, deverá cair cerca de 20%, ainda pressionada pela baixa dos preços da tonelada exportada, principalmente ao mercado chinês. “Já para o ano que vem, acredito que há espaço para reação, sim, no preço que a China paga. Tudo depende da recuperação econômica deles, que parece estar melhorando”, afirmou. Os exportadores, no entanto, não devem esperar que os valores retornem ao patamar do período entre 2021 e 2022, quando a tonelada passou de US$ 7 mil, mas há potencial para ela superar os atuais US$ 5 mil. Mustefaga lembrou ainda que a diminuição da oferta de carne bovina nos Estados Unidos, em decorrência do ciclo de baixa do número de animais disponíveis para abate, torna o Brasil mais competitivo. Há possibilidade de o país ampliar suas vendas aos americanos, para complementar a produção nos EUA, assim como existem chances de os brasileiros suprirem mercados que os americanos eventualmente deixem de atender.
Valor Econômico
ECONOMIA
Dólar cai abaixo de R$4,90 com exterior e elevação da nota do Brasil pela S&P
O dólar fechou em queda pela segunda sessão consecutiva na terça-feira, para abaixo dos 4,90 reais, com as cotações refletindo o recuo da moeda norte-americana no exterior, a elevação da nota do Brasil pela agência de classificação de risco S&P e a avaliação de que, ainda que o Banco Central siga cortando juros, o país se manterá atrativo ao capital internacional
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8652 reais na venda, em baixa de 0,78%. Este é o menor valor de fechamento em um mês, desde 20 de novembro, quando encerrou em 4,8523 reais. Em dezembro, a moeda norte-americana acumula baixa de 1,02%. Na B3, às 17:19 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,63%, a 4,8655 reais. A moeda norte-americana à vista oscilou no território negativo durante toda a sessão. A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada mais cedo, foi um dos fatores que favoreceram o movimento. Nela, o BC corroborou a expectativa majoritária de que o colegiado promoverá pelos menos mais dois cortes de 0,50 ponto percentual da Selic em seus próximos encontros, em janeiro e março. Profissionais do mercado avaliaram que o documento não deixou margem para aceleração dos cortes para 0,75 ponto percentual. Na prática, a visão é de que, apesar dos cortes, a Selic — atualmente em 11,75% ao ano — seguirá em níveis elevados, mantendo o Brasil competitivo em termos de diferencial de juros, o que favorece a atração de capital. “A ata não disse nada demais, continuou indicando queda da Selic, mantendo o ritmo de 50 pontos-base de cortes até meados do ano que vem”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. “Como o Fed vai cortar juros também, o Brasil não vai ter problema de diferencial de juros”, acrescentou. Durante a tarde, o dólar renovou as cotações mínimas da sessão após a agência de classificação de risco S&P elevar a nota de longo prazo do Brasil para “BB”, de “BB-“. A agência afirmou que a aprovação da reforma tributária estende o histórico de implementação de “políticas pragmáticas” no país nos últimos sete anos. Porém, a nota brasileira segue em território especulativo, dois degraus abaixo do chamado grau de investimento. A S&P informou que a perspectiva para a nota é estável. “(A elevação da nota do Brasil é) ótima notícia, apesar das ressalvas que a agência coloca, de que o progresso fiscal ainda é lento, senão a nota poderia até melhorar mais, e se a questão fiscal se deteriorar, eles podem diminuir a nota”, disse Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes.
Reuters
Ibovespa flerta com 132 mil pontos em sessão com novos recordes
O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, renovando máximas históricas, endossado por avanço nos pregões em Wall Street e queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, além de melhora do rating soberano do Brasil pela agência S&P
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,59 %, a 131.850,9 pontos, nível recorde de fechamento. O volume financeiro somou 20,6 bilhões de reais, abaixo da média diária do mês de dezembro, de 28,2 bilhões de reais. As ações brasileiras permanecem amparadas principalmente pelo fluxo de capital externo para a bolsa paulista, diante de perspectivas de que acabou o aperto monetário nos Estados Unidos e que o Federal Reserve deve começar a reduzir os juros em 2024. De acordo com dados da B3, as compras de ações por estrangeiros superaram as vendas em 9,6 bilhões de reais em dezembro até o dia 15. Em novembro, o saldo ficou positivo em 21 bilhões de reais. Pesquisa do Bank of America com gestores de fundos na América Latina referenda tal movimento ao mostrar que 48% dos entrevistados enxergam o Ibovespa acima de 140 mil pontos no final do próximo ano, de uma fatia de 16% no mês passado. Na parte da tarde, o mercado brasileiro recebeu mais uma boa notícia, com a S&P elevando a nota de risco de crédito do Brasil para “BB”, com perspectiva estável, citando a aprovação da reforma tributária. Também à tarde, o Congresso Nacional aprovou, em sessão conjunta, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2024, trazendo as linhas gerais para o Orçamento, incluindo meta de déficit primário zero para o próximo ano. O segundo pregão da semana ainda trouxe a ata da última decisão de juros do Banco Central, no qual a autoridade monetária reforçou o cenário de cortes de 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões.
Reuters
S&P eleva nota do Brasil para “BB” citando avanço com aprovação da reforma tributária
A agência de classificação de risco S&P elevou na terça-feira a nota de crédito de longo prazo do Brasil para “BB”, de “BB-“, afirmando que a aprovação da reforma tributária estende o histórico dos últimos anos de implementação de “políticas pragmáticas” no país
“Embora a reforma será implementada gradualmente, ela traz uma revisão significativa do sistema tributário e provavelmente se traduzirá em ganhos de produtividade no longo prazo”, disse a S&P em comunicado, ressaltando que as reformas implementadas desde 2016 também contribuem para ancorar a estabilidade macroeconômica no país. A nota brasileira segue em território especulativo, dois degraus abaixo do chamado grau de investimento. A S&P informou que a perspectiva para a nota é estável, ponderando que a expectativa é que o Brasil tenha um progresso lento no enfrentamento dos desequilíbrios fiscais e perspectivas econômicas fracas, contrabalançados por uma posição externa forte e uma política monetária que tem ajudado a reancorar as expectativas de inflação. Após o anúncio da decisão, o Tesouro Nacional informou que reitera seu compromisso com a agenda de reformas em curso, que contribuirá para melhorar o balanço fiscal do governo, mas também levará à redução das taxas de juros e à melhoria das condições de crédito, assegurando estabilidade dos preços. “Serão criadas as condições para a ampliação dos investimentos públicos e privados e a geração de empregos, aumento da renda e maior eficiência econômica, elementos essenciais para o desenvolvimento econômico e social do país”, disse a pasta em nota. O aumento da nota pela S&P veio seis meses após a agência ter elevado de estável para positiva a perspectiva da avaliação do Brasil, justificando o movimento como um reflexo de sinais de maior certeza sobre a estabilidade das políticas fiscal e monetária do país. Na ocasião, a S&P indicou que a aprovação de reformas adicionais seria “essencial” para uma elevação da nota, e destacou especificamente a reforma tributária. A agência Fitch já havia elevado a nota do Brasil em julho, para “BB”, também abaixo do grau de investimento. A agência reafirmou a nota na semana passada, quando destacou o “pragmatismo” do governo Lula e manteve a perspectiva estável. A Moody’s, que completa o trio das maiores agências globais de classificação de risco, tem atualmente nota “Ba2” para o Brasil.
Reuters
Brasil salta duas posições e se torna a nona economia do mundo em 2023
Segundo projeção do FMI, o país deverá encerrar o ano com PIB nominal de US$ 2,13 trilhões, ultrapassando o Canadá
Com previsão de crescimento de 3,1% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, o Brasil saltará duas posições e se tornará a nona economia do mundo em 2023, divulgou na terça-feira (19) o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo a instituição, o país deverá encerrar o ano com PIB nominal de US$ 2,13 trilhões, ultrapassando o Canadá, com PIB estimado em US$ 2,12 trilhões. No ano passado, o Brasil estava na 11ª posição. Segundo o FMI, até 2026, o Brasil pode subir uma posição e tornar-se a oitava maior economia do planeta, com PIB estimado em US$ 2,476 trilhões. As estimativas foram divulgadas com base no relatório Perspectiva Econômica Mundial, lançado em outubro. Na ocasião, o FMI estimou crescimento de 3,1% para o PIB brasileiro neste ano, contra estimativa de 2,1% no relatório anterior.
Valor Econômico
Índice de produção da agroindústria sobe pelo terceiro mês seguido
Alta do PIMAgro, calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas, foi de 3,6% em outubro. De janeiro a outubro, o indicador de produção da agroindústria subiu 0,3% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado
O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) calculado pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) subiu 3,6% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado. Essa foi a terceira alta mensal consecutiva. Em outubro, tanto o grupo de alimentos e bebidas quanto o segmento de não-alimentícios subiram — as altas foram de 5% e 1,8%, respectivamente. Com o desempenho, o desempenho da indústria de produtos não-alimentícios voltou a crescer em relação ao mesmo mês do ano anterior, o que não ocorria desde agosto de 2022. Em nota, os pesquisadores ressaltaram que o aumento se deve, ao menos em parte, ao fato de outubro de 2023 ter tido 21 dias úteis, ou dois a mais do que no mesmo mês de 2022. Com o resultado positivo de outubro, o índice de produção da agroindústria referente a todo o ano voltou a ficar acima do desempenho de 2022. De janeiro a outubro, o indicador subiu 0,3% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Os produtos alimentícios e bebidas somaram sua nona alta nos dez primeiros meses de 2023 — o segmento recuou apenas em fevereiro; a indústria de alimentos avançou 4,3% e a de bebidas, 8,8%. Os alimentos de origem vegetal avançaram 3,6% e os de origem animal aumentaram em 2,3%. Na indústria de produtos não-alimentícios, a alta ocorreu em quase todos os segmentos. A única exceção foi o de insumos agropecuários, que caiu 2,3% em relação a outubro de 2022. De acordo com o FGV Agro, já se esperava a contração da produção de insumos agropecuários porque, no ano passado, sob o impacto da guerra na Ucrânia, as fabricantes aumentaram a produção no mercado interno para garantir a oferta. “O setor iniciou 2023 com estoques de passagens bem expressivos, o que está impedindo o aumento da produção neste ano”, aponta a FGV Agro.
Valor Econômico
FRANGOS & SUÍNOS
Produção e exportação de carne suína e de frango no Brasil batem recorde em 2023, diz ABPA
Mesmo com desafio da influenza aviária, produção, exportação, disponibilidade e consumo per capita de carne de frango brasileira aumentaram em 2023
De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), dados preliminares indicam que o encerramento do ano de 2023 deve ser recorde tanto para a produção quanto para a exportação de carne suína e de frango brasileiras. Em entrevista coletiva à imprensa, o presidente da entidade, Ricardo Santin, trouxe os detalhes das projeções para 2024. A produção brasileira de carne suína deve encerrar o ano de 2023 com um aumento de até 2,3%, com volume entre 5 a 5,1 milhões de toneladas. A perspectiva para 2024 é de incremento de até 1% no comparativo com 2023, chegando a um montante de 5,1 a 5,150 milhões de toneladas de proteína suinícola produzidas. No caso das exportações, este ano deu um salto em relação a 2022, aumentando até 8,9% o volume exportado, chegando à casa das 1,220 milhões de toneladas. Deve haver aumento nas exportações em 2024 também, na ordem de até 6,6%, atingindo 1,3 milhões de toneladas. Em relação à disponibilidade interna de carne suína, 2023 fechará com estabilidade em 3,88 milhões de toneladas, assim como a projeção de 2024, com 3,850 milhões de toneladas. O consumo per capita projetado para o fechamento de 2023 e 2014 deve permanecer em 18 quilos por pessoa/ano. “A gente veio há dez anos com consumo per capita estável, e conseguimos fazer este consumo crescer. Há um programa de que se fortaleça os diferentes tipos de corte, as empresas têm feito isso de diferentes formas”, disse Santin. O encerramento de 2023 para a produção de carne de frango deve atingir um volume produzido de 14,8 a 14,9 milhões de toneladas, incremento de 2,6% no comparativo com 2022. A projeção para 2024 é de aumento na produção da proteína avícola, subindo até 3,7%, alcançando um volume de 15,350 milhões de toneladas. As exportações da proteína avícola em 2023 devem encerrar com elevação de até 6,8%, com volume acumulado de 5,05 a 5,15 milhões de toneladas. A prospecção para 2024 é de um incremento de até 3,9%, alcançando entre 5,2 a 5,3 milhões de toneladas. Diferente da carne suína, a disponibilidade interna da carne de frango no ano de 2023 aumentou até 1%, chegando a 9,8 milhões de toneladas, com projeção de que cresça até 3,6% em 2024, alcançando entre 10 a 10,150 milhões de toneladas. O consumo per capita em 2023 chegou a 46 quilos por pessoa/ano, crescimento de até 1,8%, e para 2024, o aumento deve ser de até 2,2%, com volume de até 47 quilos por pessoa/ano. “O alojamento teve um pico, mas houve a influência do consumo da carne de frango que vinha em nível muito positivo, e teve sobreoferta de carne de boi, e essa situação acabou dando mais oferta de carne no final do primeiro semestre, pressionando os preços do frango. Isso (sobreoferta de carne bovina) fez muito mais efeito do que o alojamento em questão da depreciação nos preços da carne de frango”, afirmou Santin.
ABPA
Movimento de alta para as cotações no mercado de suínos na terça-feira (19)
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 135,00, enquanto a carcaça especial teve aumento de 0,94%, com valor de R$ 10,70/kg, em média
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (18), houve aumento de 0,54% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,40/kg, avanço de 0,61% no Paraná, atingindo R$ 6,57/kg, incremento de 0,31% no Rio Grande do Sul, com valor de R$ 6,42/kg, crescimento de 0,15% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,49/kg, e de 0,71% em São Paulo, fechando em R$ 7,09/kg.
Cepea/Esalq
Carne suína: produção brasileira deve crescer até 1% em 2024, prevê ABPA
Perspectiva para este ano é de aumento de até 2,3% em relação ao ano passado, atingindo entre 5 milhões e 5,1 milhões de toneladas
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a produção de carne suína pelo Brasil deve atingir entre 5,1 milhões e 5,15 milhões de toneladas no ano que vem. O volume é até 1% maior do que o esperado para o total obtido em 2023, estimado entre 5 milhões e 5,1 milhões de toneladas, número até 2,3% superior ao registrado em 2022, de 4,983 milhões de toneladas. Nas exportações, as projeções apontam para embarques totais neste ano de até 1,22 milhão de toneladas, número 8,9% superior ao alcançado em 2022, com 1,12 milhão de toneladas. Em 2024 as vendas internacionais poderão chegar a 1,3 milhão de toneladas, volume que supera em até 6,6% as exportações projetadas para 2023. A oferta interna de carne suína em 2023 deve alcançar até 3,88 milhões de toneladas, pouco acima, portanto, das 3,863 milhões de toneladas registradas em 2022. Para 2024, a disponibilidade doméstica deve chegar a 3,85 milhões de toneladas, volume estável frente ao previsto para este ano. Com relação ao consumo per capita, o índice deverá ser mantido neste ano e em 2024 em até 18 quilos per capita, sem mudanças. “Existem boas perspectivas de incremento nas exportações a partir da abertura de novos mercados e a ampliação em destinos já consolidados, também em função da desaceleração dos embarques de importantes concorrentes, como é o caso da União Europeia e do Canadá. Por outro lado, no mercado interno, consolida-se um novo patamar de consumo, em torno de 18 quilos anuais por habitante, bem acima do que se via até alguns anos atrás”, avalia o diretor de mercados, Luis Rua.
ABPA
Terça-feira (19) de cotações mistas para o mercado do frango
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado caiu 0,71%, valendo R$ 6,95/kg
Na cotação do animal vivo, Paraná ficou estável em R$ 4,65/kg, assim como em Santa Catarina, custando R$ 4,23/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à segunda-feira (18), a ave congelada teve aumento de 0,97%, alcançando R$ 7,29/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,54%, fechando em R$ 7,38/kg.
Cepea/Esalq
Brasil tem 151 casos de gripe aviária com nova confirmação em SC
De acordo com a plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dedicada a informar casos de gripe aviária de alta patogenicidade no país, o Brasil soma agora 151 ocorrências. Conforme a atualização da noite de terça-feira (18) foi confirmado um caso em uma ave do tipo biguá em Barra Velha, em Santa Catarina
Desta forma, o país soma agora 151 casos da doença, sendo 3 em aves de subsistência e 5 em mamíferos marinhos. Espírito Santo: 31 (sendo 30 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência). Rio de Janeiro: 23 (aves silvestres). Rio Grande do Sul: 05 (02 em ave silvestre e 03 em animais marinhos). São Paulo: 53 (52 em aves silvestres e 01 em mamífero marinho); Bahia: 04 (aves silvestres). Paraná: 13 (aves silvestres). Santa Catarina: 21 (19 em ave silvestre, 01 em ave de subsistência e 01 em mamífero marinho). Mato Grosso do Sul: 01 em ave de subsistência.
Apa
Aumento da oferta não derrubará preço do frango no mercado interno, diz ABPA
O avicultor brasileiro deve ampliar o número de animais em 2024. No ano que vem, a produção brasileira de carne de frango deve totalizar 15,35 milhões de toneladas
A oferta de carne de frango no mercado brasileiro deve ser até 3,6% maior em 2024 do que foi este ano, estima a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No entanto, o presidente da entidade, Ricardo Santin, afirma que o setor não passará por um momento de sobreoferta — que poderia derrubar os preços. No ano que vem, a produção brasileira de carne de frango deve totalizar 15,35 milhões de toneladas, um crescimento em relação à oferta de 2023, estimada de 14,8 a 14,9 milhões de toneladas. “Vemos a renda média da população aumentando, então acaba tendo maior equilíbrio”, diz o presidente da ABPA. A maior oferta é consequência direta de um aumento de 3,7% na produção brasileira de frango, saindo de 14,8/14,9 milhões de toneladas este ano para 15,35 milhões de toneladas no ano que vem. O avicultor brasileiro deve ampliar o número de animais em 2024 mesmo com uma tendência de alta para os preços do milho. Santin avalia que o cereal deve ficar “um pouco mais caro”, mas longe dos R$ 100 por saca batidos no auge da guerra na Ucrânia. “Temos milho no Brasil o suficiente para nós, leite, boi e etanol de milho”, garante. Os aumentos nos demais custos da atividade, como embalagens, já foram normalizados pelos avicultores.
GLOBO RURAL
Carne de frango: Brasil deve liderar exportações mundiais em 2023 com 37,8% do total
De acordo com a ABPA, país estaria, assim, à frente dos Estados Unidos e da União Europeia no ranking de exportadores do setor
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a exportação global estimada de 13,606 milhões de toneladas de carne de frango em 2023, o Brasil deverá responder por 37,8% dos embarques, estimados em 5,15 milhões de toneladas. Dessa forma, o país estaria à frente dos Estados Unidos, com 3,324 milhões de toneladas, e da União Europeia, com 1,725 milhão de toneladas. Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a produção total mundial está estimada em 102,259 milhões de toneladas de carne de frango e os Estados Unidos se mantêm liderando os volumes neste ano, com 21,125 milhões de toneladas, seguidos pelo Brasil, com 14,9 milhões de toneladas, e pela China, com 14,3 milhões de toneladas. Santin disse que a ABPA estima embarques totais mundiais em 2024 da ordem de 14,002 milhões de toneladas de carne de frango. O Brasil seguirá na liderança, com exportações projetadas em 5,3 milhões de toneladas. Os Estados Unidos ficariam em segundo lugar, com 3,358 milhões de toneladas e, então, a União Europeia, com 1,725 milhão de toneladas. A produção mundial de carne de frango poderá chegar a 103,351 milhões de toneladas, liderada pelos Estados Unidos, com 21,396 milhões de toneladas, seguida pelo Brasil, com 15,350 milhões de toneladas, e pela China, com 13,870 milhões de toneladas. “Após um primeiro semestre de desafios, o setor de carne de frango tem encontrado um balanço maior entre oferta e demanda neste segundo semestre. Ao mesmo tempo, as exportações mantiveram níveis elevados durante todo o ano, e há perspectiva de manutenção do fluxo em 2024, reforçando a posição brasileira e a confiança do mundo na capacidade da avicultura do país em apoiar a segurança alimentar das nações parceiras”, disse Ricardo Santin, presidente.
ABPA
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