
Ano 9 | nº 2113 |27 de novembro de 2023
NOTÍCIAS
Sexta-feira com preços estáveis no mercado do boi em São Paulo
A alta de preços ocorrida na quinta não continuou e, na sexta-feira o mercado abriu com preços estáveis. Mas apesar disso frigoríficos que normalmente ficam fora das compras às sextas-feiras, permaneceram em atividade buscando recompor as escalas de abate
Na região Sul de Goiás, com as escalas de abate bem-posicionadas, as cotações ficaram estáveis na comparação diária. Na região de Três Lagoas em Mato Grosso do Sul, a cotação da arroba do boi gordo caiu R$5,00/@ no comparativo dia a dia. Na região Noroeste do Paraná
com a menor oferta de vacas gordas, os frigoríficos aumentaram a cotação em R$2,00/@ na comparação diária.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: oferta restrita sustenta preços no mercado físico a curto prazo
O preço do boi gordo voltou a encontrar sustentação na oferta restrita de animais para abate nos últimos dias. Analistas de mercado comentam que o cenário ainda é de estabilidade na maior parte das regiões, mas a tendência é de alta no curto prazo.
Em vídeo divulgado via internet, Marina Mioto, analista da Scot Consultoria, afirma que os pecuaristas tentam segurar os bovinos nas fazendas à espera de preços melhores. Em São Paulo, a arroba do animal pronto voltado ao mercado interno é cotada a R$ 235, e a do boi China, R$ 240. Para a consultoria Agrifatto, o mercado sinaliza que a recente pressão de baixa do boi gordo ficou para trás. A oferta, que estava maior, ficou mais acomodada e as escalas de abate na indústria voltaram a cair. A média nacional calculada pela empresa, com base em valores praticados em oito estados foi de R$ 221,80 a arroba na quarta-feira (22/11), 1,5% a mais que o registrado uma semana atrás e 0,6% superior ao praticado no dia anterior. Em média, as escalas de abate estão em 8,5 dias. Em relatório mensal divulgado nesta semana, o Itaú BBA também avalia que a tendência é do preço do boi gordo se manter sustentado no curto prazo. A oferta de gado terminado tende a ser mais contida em novembro e dezembro por causa de condições menos favoráveis de confinamento em agosto e setembro. Os analistas destacam que a recuperação da arroba do boi deixou novamente positivas as margens para quem pretende terminar o gado no cocho. No entanto, os animais que foram confinados em outubro só devem estar alojados em janeiro, quando a demanda deve ser menor. “Importante considerar que, o atraso das chuvas neste ano postergará a recuperação das pastagens e consequentemente a safra”, diz o Itaú BBA.
GLOBO RURAL
Boi gordo: oferta limitada garante estabilidade de preços
O mercado físico de boi gordo apresentou preços estáveis ao longo da semana no Brasil
A perspectiva é de que possa haver um movimento de leve alta nos preços no curto prazo, em especial no centro-norte do país, onde as pastagens apresentam condições complicadas devido à seca. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mais provável é que animais terminados a pasto estejam aptos ao abate apenas no primeiro trimestre de 2024. Isso significa que a oferta de boi gordo para atender a demanda de final de ano dependerá, principalmente, dos animais confinados, o que aumenta a propensão a reajustes ao longo da cadeia produtiva. São Paulo, Capital: Referência para a arroba do boi a prazo foi de R$ 245, estável em relação à semana passada. Dourados (MS): Arroba cotada em R$ 230 na modalidade a prazo, sem alterações. Cuiabá (MT): Arroba manteve-se em R$ 209 a prazo. Uberaba (MG): Preço a prazo cotado a R$ 235 por arroba, sem mudanças. Goiânia (GO): Indicação a prazo de R$ 235, sem alterações. O mercado atacadista apresentou preços estáveis durante a semana. Isso ocorre em linha com o auge do consumo no mercado doméstico, impulsionado pela entrada do décimo terceiro salário, demais bonificações, criação dos postos temporários de emprego e confraternizações de final de ano. Iglesias ressalta que esses fatores puxam a demanda, especialmente pelos cortes de maior valor agregado, que são os mais demandados nessa época do ano. O quarto do traseiro seguiu cotado a R$ 19,10 por quilo. O quarto do dianteiro foi cotado a R$ 12,90 por quilo, sem mudanças frente à semana passada.
AGÊNCIA SAFRAS
Estatística da pecuária (Sudeste – RO)
Com a aproximação do pagamento da primeira parcela do 13° salário, aliado a um movimento mais firme de consumo pelas festividades e a menor oferta de boiadas, que diminuiu as escalas de abate dos frigoríficos, os preços subiram na região
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo está sendo negociado em R$210,00/@ na região, preço a prazo, descontados os impostos (Senar e Funrural). O diferencial de base do boi gordo na praça, em relação a São Paulo, está 11,2% negativo, ou seja, são R$23,50/@ a menos nas negociações. O boi gordo na praça paulista está cotado em R$233,50/@, preço a prazo, descontados os impostos. Acompanhando a alta da arroba do boi gordo, a cotação da novilha gorda subiu 5,00/@, precificada em R$202,00/@, preço a prazo, descontados os impostos. No curto prazo, o El Niño, tem levado a condições de seca severa, impactando a qualidade e oferta de pastagens na região Norte. Dessa forma, a oferta de animais terminados é escassa e, com a expectativa de maior demanda nas vendas no atacado de carne bovina no final do ano, a cotação da arroba do boi deve seguir firme.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar tem leve queda em linha com exterior e repercutindo veto de Lula a desoneração da folha
O dólar fechou a sexta-feira em leve queda frente ao real, amplamente em linha com a fraqueza da divisa norte-americana no exterior, ao mesmo tempo que investidores repercutiram a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de vetar integralmente projeto que prorrogava a desoneração da folha de pagamento
A moeda norte-americana à vista encerrou a sessão em baixa de 0,17%, a 4,8990 reais na venda. Na semana, o dólar recuou 0,14% frente ao real, marcando a sexta baixa nessa base de comparação em sete semanas. No mês de novembro, o dólar acumula baixa de quase 3% frente ao real. Operadores afirmaram que a queda do dólar nesta sexta refletiu principalmente a fraqueza da divisa norte-americana no exterior, onde seu índice frente a uma cesta de pares fortes caía 0,40% na volta do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. Recentemente, dados de inflação mais baixos do que o esperado reforçou a visão de que o Federal Reserve já terminou de elevar os juros e pode começar a cortá-los no primeiro semestre do ano que vem, narrativa que têm reduzido o apelo do dólar frente a divisas mais rentáveis nas últimas semanas. Mas investidores domésticos também repercutiram positivamente o veto de Lula ao projeto que prorrogava até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, que teve sua votação concluída no Congresso no fim de outubro e poderia implicar perda de arrecadação num momento em que o governo se esforça para melhorar a situação fiscal. “Com um ambiente externo favorável e avanço nas pautas fiscais locais, os investidores aumentam suas apostas em busca de maiores prêmios, resultando na valorização do real, que, por enquanto, se mantém abaixo dos R$ 5,00”, disse Diego Costa, chefe de câmbio para Norte e Nordeste da B&T Câmbio. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na sexta-feira que o veto à prorrogação da desoneração da folha salarial foi necessário porque a medida é inconstitucional, e prometeu apresentar uma alternativa ao benefício, ressaltando que o governo continuará a fazer revisões de incentivos tributários que estão comprometendo as contas da União.
REUTERS
Ibovespa tem queda em dia de menor liquidez, mas marca 5ª alta semanal seguida
O Ibovespa caiu na sexta-feira, em sessão marcada por menor liquidez em função de pregão reduzido em Nova York, enquanto investidores repercutiram o novo plano estratégico da Petrobras e avaliaram os cenários político e fiscal após o veto presidencial à prorrogação da desoneração da folha de pagamentos
Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em queda de 0,84%, a 125.517,27 pontos. O volume financeiro da sessão somou 17,1 bilhões de reais, bem abaixo da média de 27,4 bilhões de reais em novembro até quinta-feira. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 0,6%, na quinta semana consecutiva de ganho. Para Victor Luiz Martins, analista sênior da Planner Corretora, os principais fatores de influência ao Ibovespa na sexta-feira foram o volume baixo e certa realização de lucros após semanas de ganhos. “O mercado está buscando um gatilho, mas que hoje está não aparecendo”, disse. O Ibovespa acumula em novembro avanço de 10,9%, que, se confirmado ao final do mês, será a maior alta mensal em três anos. Localmente, agentes financeiros repercutiram o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que prorroga até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a ação de Lula e prometeu apresentar uma alternativa ao benefício, mas parlamentares afirmaram que vão trabalhar pela derrubada do veto. Luis Novaes, analista da Terra Investimentos, disse que a decisão do veto, embora possa ser revertida pelos parlamentares, tem potencial de agravar a relação entre governo e Congresso, comprometendo a aprovação de futuras matérias para elevar a arrecadação federal. A declaração de Haddad, segundo ele, “buscou evitar uma reação negativa com a decisão do veto, demonstrando que havia um racional por trás, mas ainda assim, agora existe um novo fator de incerteza na perspectiva de aprovação dos projetos.”
REUTERS
Confiança do consumidor do Brasil cai em novembro para menor nível desde junho, diz FGV
A satisfação dos consumidores brasileiros em relação a situação atual piorou em novembro e a confiança caiu para o nível mais baixo em cinco meses, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas divulgados na sexta-feira
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no mês queda de 0,2 ponto e foi a 93,0 pontos, menor nível desde junho deste ano (92,3 pontos). “O resultado foi influenciado por uma ligeira piora da satisfação em relação à situação atual e manutenção das expectativas”, explicou em nota a economista da FGV IBRE Anna Carolina Gouveia. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 0,4 ponto em novembro, para 82,1 pontos, marcando o segundo mês seguido de baixa. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 0,1 ponto, para 100,8 pontos. “Há uma queda intensa na confiança dos consumidores de classes de renda baixa, recuperação das faixas intermediárias e estabilidade na classe mais alta. Essas diferenças parecem estar relacionadas a uma maior dificuldade financeira dessas famílias, perspectivas mais pessimistas em relação ao emprego, com forte impacto na situação financeira futura e na sua capacidade de comprar bens duráveis”, ressaltou Gouveia.
REUTERS
Lula veta na íntegra prorrogação da desoneração da folha de pagamentos
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto que prorroga até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, mostrou edição extra do Diário Oficial da União publicada na noite de quinta-feira
A decisão de Lula de vetar a prorrogação da desoneração, que ocorre em meio aos esforços de ajustes nas contas públicas lideradas pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi antecipada à Reuters por duas fontes com conhecimento do assunto. O projeto, que teve sua votação concluída no Congresso no fim de outubro, poderia implicar em perda de arrecadação em um momento em que o governo se esforça para melhorar a situação fiscal. Em mensagem de veto publicada no DOU, Lula argumentou que a prorrogação da desoneração, que deixa de valer originalmente em 31 de dezembro deste ano, é inconstitucional e contraria o interesse público. “Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição legislativa padece de vício de inconstitucionalidade e contraria o interesse público tendo em vista que cria renúncia de receita sem apresentar demonstrativo de impacto orçamentário financeiro para o ano corrente e os dois seguintes, com memória de cálculo, e sem indicar as medidas de compensação”, afirma a mensagem, endereçada ao presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A negativa presidencial não confere a última palavra à proposta, já que o Congresso Nacional pode derrubar o veto, em sessão conjunta com a Câmara dos Deputados e o Senado. Para que o veto seja derrubado, são necessários a maioria absoluta dos votos na Câmara e no Senado, ou seja, 257 votos de deputados e 41 de senadores contabilizados separadamente. Se este número de votos não for atingido em uma das Casas, o veto é mantido.
REUTERS
GOVERNO
Crédito de R$ 15 bilhões compensará estados por perda com ICMS de combustíveis
Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em edição extraordinária de quarta-feira (22/11), após sanção pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei 14.727, que abre ao Orçamento crédito especial no valor de R$ 15 bilhões
De origem do Poder Executivo, o projeto de lei PLN 40/2023 determinou compensar a perda de arrecadação de estados, Distrito Federal e municípios com a isenção de impostos determinada no ano passada pelo governo Bolsonaro. A maior parte dos recursos (R$ 8,7 bilhões) vai cobrir perdas de arrecadação do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). Os R$ 6,3 bilhões restantes compensam a redução nas transferências aos Fundos de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e dos Municípios (FPM) em 2023. O repasse para compensar as perdas com o ICMS está previsto na Lei Complementar 201, de 2023, sancionada em outubro. De acordo com o texto, a União deve repassar um total de R$ 27 bilhões a estados e ao DF até 2025. Os R$ 15 bilhões liberados neste ano devem ser rateados de forma proporcional à perda de arrecadação de cada ente. A redução da receita foi provocada pela Lei Complementar 194, de 2022. A norma limitou a 17% ou 18% a alíquota do ICMS cobrada sobre combustíveis e outros produtos considerados essenciais.
Agência Senado
Criadores e indústrias de carne buscam aumentar rastreabilidade do gado na Amazônia
Programa Boi na Linha pretende conectar a cadeia produtiva de carne e couro de ponta a ponta. Para Imaflora, Pará desponta como um futuro modelo na multiplicação do monitoramento de gado
Detentor do segundo maior rebanho de bovinos do Brasil, com 27 milhões de cabeças de gado, o Pará pretende atender as exigências do comércio internacional e ser pioneiro na discussão e implementação de práticas sustentáveis para a cadeia produtiva de carne e couro. Dessa forma, o Estado busca ir na contramão do histórico de desmatamentos e grilagem de terra que constituiu a prática agropecuária da região. Segundo Marina Piatto, editora executiva da Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), o Pará desponta como um futuro modelo na multiplicação do monitoramento de gado. “Tudo indica que este processo vai se iniciar pelo Pará, que tem maior abertura de acesso a dados. Estamos no comitê técnico do governo estadual para a criação das regras para o sistema de rastreabilidade individual. O estado sinalizou que até a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025) não vai mais apresentar compromissos e sim resultados”, conta. Compartilhar experiências e debater as demandas da cadeia produtiva da carne e do couro dentro da Amazônia Legal, especialmente os desafios da implementação da rastreabilidade, foram os objetivos do primeiro Diálogos Boi na linha, evento realizado no dia 16 deste mês, pelo Imaflora, no município de Marabá, no Pará. Criado em 2019 pelo Imaflora, em parceria com o Ministério Público Federal, o Programa Boi na Linha é uma iniciativa que pretende conectar a cadeia produtiva de carne e couro de ponta a ponta, por meio de protocolos de monitoramento de fornecedores de gado na Amazônia Legal, além de auditorias, com o objetivo de que a atividade se desenvolva livre do desmatamento ilegal, mão de obra escravizada, invasão de terras públicas ou de povos e comunidades tradicionais. De acordo com Marina, o ano de 2023 apresentou o primeiro resultado harmonizado da auditoria, com relatórios padronizados. Porém o rastreamento dos produtores diretos ainda não foi alcançado em sua totalidade. “Este ano tivemos o primeiro resultado onde todos os frigoríficos seguiram as normas do termo de ajustamento de conduta (TAC), baseados no protocolo Boi na Linha. A nossa meta é aumentar o número de frigoríficos dentro do TAC, para que eles monitorem seus fornecedores diretos. Os problemas dos produtores diretos ainda não foram totalmente resolvidos”.
GLOBO RURAL
EMPRESAS
Minerva crê em sobra de gado no Brasil até 2025
No final de agosto, a Minerva Foods e a Marfrig Global Foods acordaram a venda de 16 plantas frigoríficas e um centro de distribuição por R$ 7,5 bilhões. Danilo Cabrera, head de relações com investidores da Minerva, destacou em entrevista a estratégia por trás da aquisição
Segundo ele, a operação visa aumentar a capacidade de arbitragem da empresa, com o acréscimo de ativos localizados no Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. Cabrera ressaltou que a aquisição ampliará a participação da Minerva no mercado internacional, melhorando a eficiência no uso dos ativos e na logística. A expectativa é de que a integração desses ativos, após aprovações regulatórias, contribua para a geração de valor, aumento do EBITDA e desalavancagem da empresa. A aquisição ocorre em um contexto favorável, marcado pela alta disponibilidade de gado no Brasil, segundo Cabrera. Esta situação deverá impulsionar a operação da Minerva, aumentando o volume de produção e fortalecendo a presença no mercado internacional. Além disso, Cabrera comentou sobre os resultados do terceiro trimestre de 2023 da Minerva e as perspectivas para 2024. Ele também abordou os impactos da vitória de Javier Milei nas eleições da Argentina. Cabrera manifestou otimismo quanto à continuidade das operações da empresa no país sob a nova administração. Por fim, o executivo falou sobre a relevância dos ciclos de gado no Brasil para a Minerva. A abundante disponibilidade de animais reduziu os custos, impactando positivamente na rentabilidade da empresa. A expectativa é que essa situação continue até o final de 2025, beneficiando as operações da Minerva.
PECUARIA.COM.BR
Projeto de rastreabilidade une frigorífico Rio Maria e Durlicouros
Piloto começou em junho com previsão de chegar a 20 mil animais rastreados até dezembro, mas já alcançou 113 mil, de 40 propriedades. Os bezerros são rastreados individualmente desde o nascimento
“A gente está ficando ilhado”, diz Roberto Paulinelli, proprietário do frigorífico Rio Maria, no Pará, sobre a crescente pressão para que a pecuária brasileira garanta que a carne e o couro que vão parar nos mercados internacionais não vêm de bois criados em áreas desmatadas.
Por isso, na semana passada, Paulinelli fez questão de acompanhar uma série de visitas técnicas de representantes da indústria do couro que queriam conhecer o Protocolo de Rastreabilidade Individual e Monitoramento Indireto (Primi), criado para atender essa demanda. “A única forma é colocar o brinco no boi”, afirma. O Primi foi desenvolvido pelo Rio Maria em parceria com a gaúcha Durlicouros, segunda maior empresa do setor de couros do país, a assessoria em conformidade Niceplanet, a certificadora SBCert e a consultoria Green Level Environment Strategy. O projeto-piloto começou em junho com previsão de chegar a 20 mil animais rastreados até dezembro, mas já alcançou 113 mil, de 40 propriedades. Os bezerros são rastreados individualmente desde o nascimento — em alguns casos, as empresas conseguiram certificar animais de forma retroativa graças à documentação dos pecuaristas. Na semana passada, as empresas apresentaram os primeiros resultados do Primi a membros da indústria de couro. Segundo Paulinelli, eles puderam ver de perto como funciona a cadeia, da criação de bezerros até o couro que lhes será vendido pelo programa. “Também fomos procurados pelo Carrefour para desenvolver produto rastreado, e o McDonalds, a chefe de sustentabilidade veio na visita. Além do couro, acredito que vão surgir muitos negócios bons para a carne”, afirma. Agora, as empresas engajadas na iniciativa acreditam que há como alcançar 200 mil animais rastreados antes do fim do ano, superando a meta inicial em dez vezes. O Rio Maria abate aproximadamente 18 mil cabeças de bovinos ao mês. Ainda que 50% de sua receita venha das exportações à China, Paulinelli vê que a certificação de sustentabilidade que será exigida pela União Europeia a partir de 2025 também pode colocar os produtos da empresa em destaque para outros mercados exigentes. A Durlicouros também entrou no projeto para garantir que as peles fornecidas são livres de desmatamento e outros crimes socioambientais, posicionando a companhia como uma fornecedora segura para empresas europeias que redobraram as exigências em relação à origem dos produtos. Geralmente, a rastreabilidade costuma ser feita por lote de animais, o que torna o processo menos seguro do que o modelo desenvolvido neste projeto. “Isso nos coloca à frente para acessar mercados. Estamos fazendo um investimento grande e melhorando os processos internos de qualidade”, disse Ivens Domingos, gerente de sustentabilidade da Durlicouros. Cerca de 75% das seis milhões de peles produzidas pela empresa ao ano são exportadas, principalmente para Itália, China e Estados Unidos. A Durlicouros vende couro curtido (wet blue), semi acabado (crust) e acabado para outras companhias, que processam as peças para uso em estofamento automotivo, móveis ou calçados.
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: cotações na maioria estáveis
De acordo com análise do Cepea, os preços da carne suína vinham registrando valorizações desde a segunda semana de novembro
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável, custando, em média, R$ 128,00, assim como a carcaça especial, com valor de R$ 10,10/kg, em média. Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (22), houve queda de 0,31% no Paraná, chegando a R$ 6,46/kg, e de 0,16% em Santa Catarina, com valor de R$ 6,27/kg. Os preços não mudaram em Minas Gerais (R$ 6,97/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,29/kg), e São Paulo (R$ 6,71/kg).
Cepea/Esalq
China reabastecerá reservas de carne suína para estabilizar preços
A China armazenará carne suína, a carne básica do país, em suas reservas centrais para facilitar uma recuperação razoável dos preços do suíno, disse na sexta-feira o principal planejador econômico da China
Será o terceiro lote de carne suína este ano a ser comprado e armazenado em reservas centrais, disse a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC). A medida foi anunciada em resposta à tendência recente de queda dos preços do suíno na China. O preço do porco caiu 0,7% em meados de novembro em comparação com o início de novembro, mostraram os últimos dados do Departamento Nacional de Estatísticas na sexta-feira. Além disso, o preço médio nacional da carne de porco em comparação com os preços dos cereais, um índice monitorizado pela NDRC relativo aos preços da carne de porco, tem estado dentro do segundo nível de alerta mais elevado, de 5 para 1 a 6 para 1, durante mais de três semanas consecutivas. De acordo com um plano de trabalho para estabilizar o mercado de carne suína, a China introduziu um sistema de alerta precoce de três níveis para soar o alarme para altos e baixos excessivos nos preços do suíno. A NDRC disse que cooperará com os departamentos relevantes para iniciar o trabalho de acumulação de reservas estatais de acordo com o plano de trabalho.
Xinhua
Hong Kong abaterá 1.900 suínos após relatar segundo caso de peste suína em um mês
Hong Kong ordenou o abate de quase dois mil porcos depois de confirmar um segundo caso de peste suína africana (PSA) em um mês
O Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação (AFCD) disse na quinta-feira que planejava abater cerca de 1.900 suínos de um rebanho em 25 de novembro, depois que o vírus foi descoberto em uma fazenda local. A exploração suinícola licenciada em Lau Fau Shan, na zona rural de Yuen Long, perto da fronteira com a China continental, testou positivo para o vírus da PSA depois de os funcionários terem recolhido amostras de 62 animais. “O presente caso não afeta o funcionamento dos abatedouros locais nem o fornecimento global de suínos vivos”, disse o porta-voz do departamento num comunicado, acrescentando que conduzirá rigorosamente a limpeza e manterá as granjas suínas locais sob estreita vigilância. No início deste mês, as autoridades ordenaram o abate de cerca de 5.600 suínos depois de detectarem um surto de PSA em uma granja em Yuen Long. Não ficou imediatamente claro se o segundo caso foi encontrado na mesma fazenda ou em outra.
REUTERS
Preço do frango vivo subiu no Paraná e em Santa Catarina na sexta-feira
De acordo com análise do Cepea, o poder de compra do avicultor paulista frente ao farelo de soja caiu neste mês. Segundo pesquisadores do Cepea, isso se deve às valorizações mais intensas do derivado em relação às do frango vivo.
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado subiu 10,70%, valendo R$ 7,18/kg. Na cotação do animal vivo, no Paraná, houve aumento de 0,44%, chegando a R$ 4,57/kg, e avanço de 0,48% em Santa Catarina, valendo R$ 4,22/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, Vivo, referentes à quinta-feira (23), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com preços estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,38/kg e R$ 7,47/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Cai poder de compra de avicultor frente ao farelo
O poder de compra do avicultor paulista frente ao farelo de soja caiu neste mês. Segundo pesquisadores do Cepea, isso se deve às valorizações mais intensas do derivado em relação às do frango vivo
Já frente ao milho, outro importante insumo da atividade, verifica-se sustentação no poder de compra do avicultor. Segundo agentes consultados pela Equipe de Proteína Animal do Cepea, os aumentos do vivo estão atrelados sobretudo ao menor ritmo de produção nas agroindústrias ao longo deste mês. Isso porque os feriados registrados em novembro resultaram em diminuição nos dias úteis para abate. Consequentemente, houve queda na disponibilidade interna de carne.
Cepea
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