CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2089 DE 20 DE OUTUBRO DE 2023

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Ano 9 | nº 2089 |20 de outubro de 2023

 

NOTÍCIAS

Estabilidade nas cotações no mercado do boi em São Paulo

Nas praças paulistas, com as escalas de abate preenchidas, as cotações dos bovinos destinados ao abate permaneceram estáveis na comparação diária

O mercado físico do boi gordo registrou estabilidade de preços na quinta-feira (19/10. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, nas praças paulistas – importante referência para as demais regiões pecuárias –, as cotações dos bovinos destinados ao abate andaram de lado no dia de hoje, refletindo um maior conforto nas escalas de abate. Com isso, o boi gordo “comum” (direcionado ao mercado interno) está sendo negociado em R$ 235/@, a vaca gorda em R$ 215/@ e a novilha gorda em R$ 227/@ (preços brutos e a prazo), informou a Scot. O “boi-China” (com padrão-exportação – abatido mais jovem, até 30 meses de idade) vale R$ 240/@ nas praças de São Paulo (bruto, no prazo), com ágio de R$ 5/@ sobre o valor do animal “comum”. Na região de Marabá no Pará, com escalas de abate também preenchidas, em média, com 8 dias, as cotações dos bovinos destinados ao abate não mudaram na comparação feita dia a dia. Na região de Redenção no Pará, A cotação da arroba do boi destinado ao mercado interno subiu R$2,00. Para as cotações da arroba do “boi China”, da vaca e a da novilha gorda, estabilidade.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo: preços estão acomodados

O mercado físico do boi gordo está com preços acomodados, de acordo com informações da Consultoria Safras & Mercado

De acordo com informações da Consultoria Safras & Mercado, frigoríficos em alguns estados estão sinalizando uma posição mais confortável em suas escalas de abate, mas ainda não têm grande capacidade para comprar a preços mais baixos. Vale ressaltar que os fatores de demanda de carne bovina são importantes para sustentar os preços do boi gordo. Isso começa com a expectativa positiva de consumo durante o último bimestre no mercado doméstico. As exportações continuam em alto nível, com volumes expressivos. “O problema está nos preços pagos pela carne bovina no mercado internacional, que estão afetando negativamente as receitas de exportação”, de acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias. Preços da arroba do boi; São Paulo (SP): R$ 237. Goiânia (GO): R$ 230. Uberaba (MG): R$ 235. Dourados (MS): R$ 236. Cuiabá (MT): R$ 204. No mercado atacadista, os preços estão acomodados, e há pouco espaço para reajustes até o final do mês. No entanto, a expectativa é que a demanda seja forte durante o último bimestre, o que pode impulsionar os preços da carne no atacado, especialmente porque esse período é o auge do consumo no mercado doméstico. A carne de frango ainda é a preferida da parcela da população com menor renda, observou Iglesias. Preços no mercado atacadista: Quarto traseiro: R$ 18,25 por quilo. Quarto dianteiro: R$ 14,00 por quilo. Ponta de agulha: R$ 14,05 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi/Cepea: Preço do boi sobe, e diferença entre médias de animal e carne diminui

A diferença entre os preços de comercialização das arrobas do boi gordo para abate (estado de São Paulo, à vista) e da carcaça casada bovina (atacado da Grande São Paulo, à vista) voltou a cair nesta parcial de outubro

Vale lembrar que, em setembro, levantamento do Cepea mostrou que a diferença entre os preços médios da arroba do boi gordo e da carne atingiu recorde, com vantagem para a proteína. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário se deve à recuperação verificada nos valores do animal para abate nas últimas semanas, como reflexo da redução na oferta de gado pronto para abate. Já no caso da carne, os preços também subiram, mas de forma menos intensa. Diante disso, dados do Cepea mostram que, em outubro (até o dia 17), a diferença média entre os preços da arroba do animal para abate e da carne no atacado está em 14,84 Reais/@, abaixo da verificada em setembro, de 22,68 Reais/@ (na parcial daquele mês – até o dia 19 –, a carne no atacado chegou a ser negociada a quase 29 Reais/@ acima do boi gordo, diferença recorde).

REUTERS

MAPA manda lista polêmica de frigoríficos à China

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou na terça-feira (17/10) que o Brasil encaminhou à China uma lista de 20 frigoríficos em busca de habilitação para exportação

A escolha dessas unidades ocorreu em agosto, após consultas a entidades representativas do setor de proteína animal e respeitou a ordem de solicitação, considerando a conformidade com os requisitos chineses, segundo o ministro. A elaboração desta lista, com a exclusão de unidades, foi alvo de uma série de acusações de parlamentares. Segundo eles, os grandes frigoríficos teriam sido favorecidos. Ainda não há previsão para a autorização por parte da China, uma decisão que depende da Administração-Geral de Alfândegas chinesa (GACC). O governo brasileiro mantém um diálogo constante com a GACC para avançar nesse processo. Anteriormente, o Brasil havia encaminhado listas com um número maior de unidades, mas as autoridades chinesas solicitaram listas mais enxutas. Carlos Fávaro explicou que outras unidades também atendem aos requisitos, porém, a decisão de quantos frigoríficos serão autorizados a exportar carne para a China fica exclusivamente a cargo das autoridades chinesas. No total, 77 estabelecimentos brasileiros estão aptos a buscar essa habilitação. No processo de formulação da lista, as empresas com múltiplas unidades tiveram a opção de substituir a posição dos frigoríficos, permitindo priorizar a habilitação de unidades específicas. Fávaro enfatizou que a ordem cronológica foi mantida, mas a possibilidade de substituição visou estratégias comerciais para favorecer determinadas unidades. O ministro mencionou que, para surpresa do Brasil, a GACC já analisou 50 dos 77 frigoríficos. Ele enfatizou que todos os 77 estão aptos para a habilitação, e agora cabe à China analisar e autorizar.

PECUARIA.COM.BR

ECONOMIA

Dólar fecha estável ante real em dia de volatilidade e comentários de Powell

O dólar à vista fechou a quinta-feira estável ante o real, após oscilar em sintonia com a moeda norte-americana no exterior — que chegou a subir no período da manhã, mas se firmou no território negativo após comentários do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, sobre a política monetária nos EUA

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,0540 reais na venda, em variação negativa de 0,01%. Em outubro, a moeda norte-americana acumula alta de 0,53%. Na B3, às 17:35 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,06%, a 5,0670 reais. A sessão foi marcada pela volatilidade. Em pronunciamento ao Clube Econômico de Nova York, Powell afirmou que a recente alta nos rendimentos dos títulos norte-americanos de longo prazo está tornando as condições financeiras mais restritivas, como o Fed deseja, e pode “na margem” significar que há menos necessidade de aumentar ainda mais os juros. Para o economista-chefe da Kínitro Capital, Sávio Barbosa, a fala de Powell foi “relativamente neutra”. “Powell afirmou que um aperto das condições financeiras promovido pelo aumento de juros na parte longa da curva pode fazer com que não seja necessário mais um aumento de juros. Mas disse também que novas evidências de força no crescimento, mercado de trabalho e inflação podem demandar mais aumentos de juros”, afirmou Barbosa, em comentário a clientes. Com a fala de Powell nas telas dos operadores, os yields de 2 anos cederam, mas os rendimentos dos Treasuries voltaram a acelerar na ponta longa. Nos mercados de câmbio, isso se traduziu em um viés de baixa para o dólar index — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — e para o dólar ante boa parte das moedas de emergentes ou exportadores de commodities. No restante da tarde, a divisa dos EUA se reaproximou da estabilidade no Brasil, com o dólar index também reduzindo suas perdas.

REUTERS

Ibovespa fecha com declínio marginal após ajustes em meio à incertezas externas

O Ibovespa fechou praticamente estável na quinta-feira, quase perdendo o patamar dos 114 mil pontos nos ajustes finais, pressionado particularmente pelo declínio das ações da Vale, enquanto a alta dos papéis de Itaú Unibanco e Equatorial forneceu algum contrapeso

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,05%, a 114.004,3 pontos, passando ao território negativo nos ajustes de fechamento. Na mínima, a 113.767,75 pontos. O volume financeiro somou 22 bilhões de reais. Na visão de Adriano Yamamoto, diretor comercial da corretora do C6 Bank, o mercado continua bastante sensível em razão de incertezas relacionadas particularmente à política monetária norte-americana e ao ritmo da economia chinesa, mas agora também aos riscos atrelados ao conflito entre Israel e o Hamas. Ele chamou a atenção também para a menor liquidez no mercado nas últimas semanas como um sinal de receio dos agentes financeiros, que cada vez mais devem tomar suas decisões de alocação olhando para o mercado internacional. O volume médio diário negociado no segmento Bovespa está abaixo dos 25 milhões de reais do ano e ainda mais distante dos 29,6 milhões de reais registrados em junho — o mais elevado de 2023. No começo da tarde, ao falar no Economic Club of New York, Powell afirmou que a economia dos EUA e o mercado de trabalho ainda apertado podem justificar novos aumentos da taxa de juros, embora tenha ponderado que é preciso “paciência” para ver o efeito do aperto monetário. Ele também acrescentou que a política monetária dos EUA não está rígida demais, mas citou que a recente alta nos rendimentos dos Treasuries de longo prazo está tornando as condições financeiras mais restritiva e pode “na margem” significar que há menos necessidade de o Fed aumentar ainda mais os juros.

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MEIO AMBIENTE

Reclamação de indígenas contra JBS põe em evidência dilemas da rastreabilidade

Rastreabilidade pode ser solução definitiva para acabar com desmatamento ilegal, segundo especialista

Objeto central da reclamação de indígenas contra a JBS na Securities and Exchange Commission (SEC), a rastreabilidade de animais é um tema cada vez mais frequente no setor. Dois dias antes da denúncia ser entregue à autoridade regulatória nos EUA, a diretora de Sustentabilidade da multinacional brasileira, Liège Correia, participou de um seminário promovido pela AmCham Brasil, em São Paulo, e defendeu a existência de um programa nacional obrigatório de rastreabilidade do gado. “Há mais de dez anos a JBS investe em sistemas de monitoramento para garantir o cumprimento da nossa política de compra responsável. Mas esse é um desafio que ninguém vai resolver sozinho. Por isso, temos defendido a importância de um sistema nacional obrigatório de rastreabilidade como solução definitiva para acabar com desmatamento ilegal”, diz Liège, segundo material de divulgação produzido pela empresa. No evento, a executiva falou das iniciativas da empresa a uma delegação da Casa Branca comandada por David Thorne, conselheiro sênior do Gabinete de John Kerry, enviado especial para o clima da Presidência dos Estados Unidos. O engenheiro florestal Paulo Barreto, pesquisador associado do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), diz que os grandes frigoríficos avançaram no rastreamento de fornecedores diretos nos últimos anos, mas até hoje não conseguiram resolver o problema dos fornecedores indiretos. O problema ganha dimensão porque, durante a fase de engorda, é comum a transferência de bois entre fazendas. “De fato, os frigoríficos não são capazes garantir que, ao longo da cadeia produtiva, o gado abatido não esteja associado a desmatamento, invasão de terras indígenas e outras ilegalidades”, afirma. “É como você comprar um carro numa concessionária e o vendedor dizer que não tem como garantir que o automóvel não esteja equipado com peças roubadas.” Em linhas gerais, sem analisar o mérito do caso, Barreto diz que a reclamação do povo Parakanã “é plausível, faz sentido”. Um indício do tamanho do problema aparece no indicador Radar Verde, do Instituto O Mundo Que Queremos e do Imazon. A entidade convidou 90 frigoríficos e 69 redes varejistas a comprovar que suas políticas garantem que a carne que compram e vendem não está associada ao desmatamento. Em 2022, só 5% das empresas aceitaram participar do desafio. A JBS foi uma delas, assim como Marfrig, Minerva, Carrefour, GPA e Assaí. Nenhuma, porém, autorizou a divulgação de sua classificação final. A associação empresarial Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, que tem a JBS como associada, mantém um grupo de trabalho dedicado a aprimorar a rastreabilidade. Responsável pelo setor, o empresário Aécio Flores afirma que a indústria faz “um trabalho hercúleo” para conhecer a origem de cada animal. Mas, em razão da complexidade do mercado, ainda não tem condições de estabelecer prazo para oferecer controle total. “A pecuária tem uma característica que dificulta: o animal se movimenta ao longo da vida, diferentemente do que ocorre na agricultura com uma plantação. Um boi passa por três a cinco propriedades até ficar adulto. E são 210 milhões de cabeças no país. Só no Pará, a JBS tem 70 mil propriedades mapeadas. É difícil fixar um prazo, mas o Brasil está caminhando para ter um modelo que garanta o animal 100% rastreado”, disse. Flores diz que a iniciativa dos indígenas na SEC provavelmente é inédita, mas não surpreendente: “Estão no papel deles. Pegaram um caso isolado na indústria, que não tem como controlar. Acredito que, daqui para frente, teremos cada vez mais casos assim”.  Localizada na bacia do Xingu, entre Altamira e São Félix do Xingu, a Terra Apyterewa tem 981 mil hectares e é reconhecida como o território protegido mais desmatado da Amazônia. Além da criação irregular de gado, o povo Parakanã é afetado pela presença de madeireiros, fazendeiros, colonos e garimpeiros.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Preços dos suínos sobem no PR, SC e RS

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, o preço médio da arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 126,00, enquanto a carcaça especial teve queda de 1,00%, valendo R$ 9,80/kg, em média

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (18) os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,71/kg) e São Paulo (R$ 6,73/kg). Houve alta de 0,47% no Paraná, chegando a R$ 6,38/kg, avanço de 0,32% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 6,24/kg, e de 0,32% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,20/kg. Na quinta-feira (19), as principais Bolsas de Suínos que comercializam os animais no mercado independente registraram queda nos preços ou falta de acordo entre suinocultores e frigoríficos. Na semana anterior, os preços haviam ficado estáveis de maneira generalizada, mas nesta semana, lideranças apontaram disputa entre o preço da carcaça do animal abatido e o preço do animal vivo.

Cepea/Esalq

Suinocultura Independente: preços cedem

Em São Paulo, o preço caiu, passando de R$ 7,00/kg vivo para R$ 6,72/kg, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS)

No mercado mineiro, o valor ficou inalterado em R$ R$ 6,75/kg vivo, sem acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal sofreu queda, passando de R$ 6,33/kg vivo para R$ 6,25/kg vivo nesta semana.

AGROLINK

Suínos/Cepea: Chuvas no Oeste Catarinense causam prejuízos ao setor suinícola

As fortes chuvas registradas em Santa Catarina neste mês têm causado prejuízos ao setor suinícola de algumas regiões, principalmente nas do oeste do estado

Colaboradores consultados pelo Cepea relataram que os alagamentos e interdições de estradas têm dificultado e até mesmo impedido o recebimento de insumos para a nutrição do animal. O transporte de suínos para atender a demandantes de dentro e de fora do estado também foi comprometido em parte das regiões. Segundo pesquisadores do Cepea, alguns agentes de frigoríficos indicaram que as escalas de abate foram prejudicadas, em decorrência do não recebimento de caminhões com animais. Em casos mais severos, unidades de abate foram inundadas, e os prejuízos ainda estão sendo contabilizados. Nesse cenário, a liquidez no mercado suinícola do Oeste Catarinense tem sido lenta. Quanto aos preços, levantamento do Cepea mostra pequeno avanço nesta semana, o que se deve à redução na oferta, em consequência dos animais represados em granjas afetadas.

Cepea

Frango: preços estáveis na quinta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,28%, valendo R$ 7,03/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado em R$ 4,28/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (18) não houve mudança de preço tanto para a ave congelada, valendo R$ 7,23/kg, enquanto o frango resfriado teve tímida alta de 0,14%, fechando em R$ 7,31/kg.

Cepea/Esalq

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