
Ano 9 | nº 2068 |20 de setembro de 2023
NOTÍCIAS
A cotação do boi gordo sobe mais em São Paulo
Na comparação feita dia a dia, a cotação do boi gordo – mercado interno – e do “boi China” subiram R$5,00/@ e estão sendo negociados em R$215,00/@ e R$220,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Ágio de R$5,00/@
Nas praças paulistas, na comparação feita dia a dia, a cotação do boi gordo “comum” (destinado ao mercado interno) e do “boi-China”, com prêmio-exportação, subiram R$ 5/@, para R$ 215/@ e R$ 220/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo apuração da Scot Consultoria. A arroba da novilha também avançou R$ 5 em São Paulo, sendo negociada em R$ 205, e a cotação da arroba da vaca ficou estável, em R$ 190 (preços brutos e a prazo), acrescentou a Scot. Na região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, as cotações de todas as categorias subiram R$5,00/@ no comparativo dia a dia. Na exportação de carne bovina in natura até a terceira semana de setembro, a média diária de carne bovina in natura exportada foi de 11,99 mil toneladas, aumento de 24,1% frente à média diária de setembro/22. Na mesma comparação, o preço pago por tonelada está em US$4,50 mil, queda de 24,9%. O faturamento médio diário, em dólares, caiu 6,8%, em comparação com o mesmo período do ano passado, ficando em US$54,03 milhões.
SCOT CONSULTORIA
Preços da arroba do boi gordo continuam subindo
Em relação aos preços, em São Paulo, o boi foi vendido a R$ 221 por arroba. Em Goiânia, o preço foi de R$ 200 por arroba de boi gordo
O mercado físico do boi gordo voltou a ter preços mais altos na terça-feira (19). Apesar do aumento constante no preço do boi, as empresas de carne ainda estão abatendo menos animais, o que sugere que os preços devem continuar subindo a curto prazo. No que diz respeito à demanda por carne bovina, o mercado está de olho no consumo no último trimestre, que costuma ser alto no mercado interno. Além disso, a expectativa é de um aumento nas exportações, com a China comprando mais carne para o Ano Novo Lunar. Há preocupação com os preços da carne bovina no mercado internacional, conforme o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Em relação aos preços, em São Paulo, o boi foi vendido a R$ 221 por arroba. Em Goiânia, o preço foi de R$ 200 por arroba de boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba custou R$ 218. Em Dourados (MS), R$ 222. Em Cuiabá, a arroba foi vendida por R$ 179. No mercado atacadista, os preços permanecem firmes. A carne bovina está mais competitiva em comparação com outras proteínas, mas o frango ainda é a escolha para quem tem menor renda, segundo Iglesias. Os preços por quilo continuam os mesmos: quarto traseiro a R$ 16,15, quarto dianteiro a R$ 12,50 e ponta de agulha a R$ 12,70.
AGÊNCIA SAFRAS
Conab prevê virada de ciclo pecuário e estabilização nos abates de bovinos em 2024
Exportações de carne bovina devem se recuperar no próximo ano e chegar a 3 milhões de toneladas. Até junho/2024, espera-se uma cotação média próxima de R$250/@ do boi gordo pago ao produtor no estado de São Paulo, avalia a Conab
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê inversão do ciclo pecuário no Brasil a partir do próximo ano, com estabilização nos abates após alta de 9,7% esperada para 2023. Em relatório sobre as perspectivas do setor agropecuário no atual ano-safra 2023/24, o órgão destaca o movimento de descarte de fêmeas iniciado no país em 2022 e cenário de pressão sobre a cotação da arroba bovina desde então. “Até junho/2024, espera-se uma cotação média próxima de R$250/@ do boi gordo pago ao produtor no estado de São Paulo, de forma que os preços devem experimentar novas quedas no curto prazo seguidas de leve recuperação no último trimestre de 2023”, aponta do documento divulgado na terça-feira (19/9). O valor representa queda de 7% em relação ao período anterior, de agosto de 2022 a julho de 2023. Com as exportações em queda no acumulado deste ano, ainda reflexo do embargo das exportações para a China no primeiro trimestre, a Conab estima embarques de 2,9 milhões de toneladas em 2023, queda de 3,4% ante 2022, com recuperação de 1,3% em 2024, quando deverão ser exportadas três milhões de toneladas, segundo a Companhia. “O embargo chinês à carne bovina no início de 2023 comprometeu o resultado anual. Contudo, as exportações já voltaram à normalidade e a expectativa é de um crescimento moderado em 2024 como resultado da estabilidade da demanda mundial. Dessa forma, a produção de carne e o consumo interno tende à estabilidade em 2024, em torno de 31 quilos por habitante ao ano”, completa o documento.
GLOBO RURAL
Escalas de abate no MT atingem o maior patamar da série história na primeira quinzena de Set/23
Indicador está 43,94% maior que no mesmo período de set/22
As programações de abate no estado do Mato Grosso seguem alongadas e atendem a média de 12,91 dias úteis na primeira quinzena de setembro/23. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), as escalas de abate atingiram o maior patamar para o período na série histórica e o indicador está 43,94% maior que no mesmo período de set/22. O instituto ainda destacou que esse cenário é resultado, principalmente, do baixo escoamento da proteína para o mercado interno ante a grande oferta de bovinos terminados. Para se ter ideia, segundo o Indea, em ago/23 foram abatidas 581,51 mil cabeças de gado de MT, maior volume de abate mensal para o estado, o que justifica a queda no preço pago pela arroba do boi gordo vista nos últimos meses. “O volume de abate nos próximos meses dependerá do ritmo do envio dos animais confinados para a indústria, uma vez que a oferta de fêmeas é tipicamente menor no segundo semestre e muitas incertezas giram entre os pecuaristas quanto ao volume de bovinos a ser fechado no 3º giro do confinamento”, relatou o instituto em seu boletim semanal. Após sucessivas quedas a cotação do boi gordo ficou lateralizada e fechou a semana na média R$ 172,37/@, indicando sustentação nos preços. na praça mato-grossense, a cotação do garrote de 18 meses fechou na média de R$ 2.032,86/cab, o que resultou em ajuste semanal de 0,19%. O Imea também destacou que com a demanda interna sinalizando melhora, o atacado sem osso valorizou 0,37% no comparativo semanal, com a média de R$ 26,07/kg.
IMEA
ECONOMIA
Dólar sobe no Brasil com investidores à espera de decisão de BC e Fed
O dólar à vista fechou a terça-feira em leve alta ante o real, interrompendo a sequência mais recente de baixas, com investidores mantendo a maior parte das posições antes das decisões sobre juros do Banco Central e do Federal Reserve, ambas marcadas para a quarta-feira
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8728 reais na venda, com alta de 0,34%. Nas quatro sessões anteriores, a moeda norte-americana havia registrado perdas em três delas e ficado estável em uma. Na B3, às 17:21 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,35%, a 4,8805 reais. “Todo mundo está aguardando as decisões sobre taxas de juros do BC, do Fed e de outros países também. Então, nada mais normal que o pessoal tire o pé das operações do dia e espere”, comentou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. No Brasil, está consolidada a ideia de que o Copom cortará a taxa básica Selic em 0,50 ponto percentual, de 13,25% para 12,75% ao ano. No caso dos EUA, a perspectiva é de que o Fed mantenha a taxa básica na faixa de 5,25% a 5,50%. Tanto no Brasil quanto nos EUA, porém, a expectativa gira em torno das possíveis indicações dos bancos centrais sobre os passos seguintes da política monetária. Investidores querem saber se o Copom poderá acelerar o ritmo de cortes para 0,75 ponto percentual em novembro ou dezembro e se o Fed poderá promover nova alta de juros ainda em 2023. Estas indicações, conforme profissionais ouvidos pela Reuters nos últimos dias, têm potencial para gerar uma reprecificação do câmbio. No exterior, no fim da tarde o dólar sustentava leves ganhos ante moedas fortes e tinha sinais mistos ante as divisas de emergentes ou exportadores de commodities. Pela manhã, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,44% em julho na ante junho, em dado dessazonalizado. A leitura de julho ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,3%. No entanto, o dado de junho foi revisado para baixo, de alta de 0,63% para elevação de 0,22%. Os números não afetaram o mercado de câmbio.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda seguindo NY e sob expectativa por decisões de juros
No setor de proteínas, – MARFRIG ON avançou 4,07%, a 7,42 reais, tendo no radar anúncio pela companhia de que atingiu participação de 35,77% do total de ações da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão. BRF ON terminou o dia com elevação de 1,28%
O Ibovespa fechou no vermelho na terça-feira, sob influência negativa de Wall Street e pressionado pelo avanço dos juros futuros de vencimentos mais longos localmente, em meio à expectativa de investidores pelas decisões de juros nos Estados Unidos e também no Brasil a serem divulgadas na quarta-feira. Bancos pesaram negativamente no Ibovespa, enquanto Vale e Suzano exerceram a maior influência positiva ao índice. O Ibovespa fechou em queda de 0,37%, a 117.845,78 pontos, em seu terceiro recuo seguido. O volume financeiro somou 21,6 bilhões de reais. O analista da Terra Investimentos Luis Novaes disse que o cenário externo pesou sob os ativos locais na sessão, “especialmente pela expectativa com relação à comunicação do Fed após a decisão, considerando que a manutenção é consensual”. O Federal Reserve anuncia decisão na quarta-feira e a expectativa majoritária é de que os juros permaneçam na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. O desfecho da reunião virá acompanhado de projeções econômicas e seguido por entrevista coletiva do chair do banco central norte-americano, Jerome Powell. No Brasil, o Banco Central anuncia a decisão sobre a Selic também na quarta-feira, com as previsões apontando corte de 0,50 ponto percentual, para 12,75% ao ano. A atenção estará no comunicado e indicações sobre os movimentos seguintes. O economista-chefe da Nova Futura, Nicolas Borsoi, disse que outra influência para o Ibovespa na sessão foi o avanço dos juros futuros locais. Esse movimento, em geral, afeta principalmente as empresas com negócios mais ligados à economia brasileira. “A alta dos juros no exterior, puxou o câmbio e as taxas de juros aqui”, afirmou ele. No Brasil, o BC divulgou seu índice de atividade econômica (IBC-Br) mostrando alta de 0,44% em julho ante o mês anterior, um pouco acima das expectativas do mercado.
REUTERS
MEIO AMBIENTE
Brasil vai reforçar metas climáticas para reduzir emissões em 53% até 2030, dizem fontes
O Brasil deve anunciar esta semana uma revisão das suas metas climáticas, conforme o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca ampliar compromisso anterior estabelecido por seu antecessor Jair Bolsonaro, disseram à Reuters autoridades governamentais com conhecimento do assunto
Lula deve falar na quarta-feira em uma Cúpula de Ambição Climática convocada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde “em princípio” ele anunciará as metas revisadas, disse uma autoridade. O país instituirá um limite anual de 1,32 gigatonelada de emissões de gases do efeito estufa até 2025, equivalente a uma redução de 50% em relação a 2005, disse uma segunda autoridade, que pediu anonimato porque não está autorizada a falar com a imprensa antes do anúncio. O Brasil ainda pretende limitar as emissões a 1,20 gigatonelada até 2030, uma redução de 53% em relação a 2005, disse a fonte. As novas metas seriam mais ambiciosas do que as dos Estados Unidos, que se comprometeram a reduzir as emissões em 50-52% até 2030, também em comparação com 2005. A fonte disse que limitar as emissões em gigatoneladas trará clareza e colocará a nova meta no mesmo nível da meta original do Brasil para 2015. O Ministério das Relações Exteriores não respondeu imediatamente ao pedido de comentário. Lula dedicou uma parte de seu discurso da terça-feira, na abertura da Assembleia Geral da ONU, à questão das mudanças climáticas. “São as populações vulneráveis do Sul Global as mais afetadas pelas perdas e danos causados pela mudança do clima”, disse Lula. “Os 10% mais ricos da população mundial são responsáveis por quase a metade de todo o carbono lançado na atmosfera.” O presidente Lula tem atuado em seu terceiro mandato na restauração da política ambiental brasileira, após o aumento do desmatamento da Floresta Amazônica durante o governo do ex-presidente Bolsonaro. Aproximadamente metade das emissões de gases de efeito estufa no Brasil vem do desmatamento e de outros usos da terra. Pouco depois de quase 200 países terem concordado com o histórico Acordo de Paris de 2015 sobre as mudanças climáticas, o Brasil se comprometeu a reduzir as suas emissões em 43% até 2030, em comparação com os níveis de 2005. Bolsonaro, enfrentando a pressão internacional sobre o aumento do desmatamento, elevou a meta para 50% — mas seu governo também aumentou a linha de base de 2005, de modo que o novo compromisso era mais fácil de cumprir do que a antiga meta. Fontes disseram à Reuters em maio que o governo pretendia revisar a meta da era Bolsonaro. Em junho, Lula disse que o país faria as “correções necessárias” sem dar detalhes.
REUTERS
EMPRESAS
Marfrig atinge participação de 35,8% na BRF
A BRF anunciou na terça-feira que a Marfrig atingiu participação de 35,77% do total de ações da dona das marcas Sadia e Perdigão, segundo comunicado ao mercado
A participação da maior produtora de hambúrgueres do mundo na maior processadora de carne de frango do Brasil equivale a 601.890.861 ações, afirmou a BRF. A Marfrig afirmou à BRF que “tem por objetivo incrementar sua participação acionária na BRF”, mas que “não objetiva alterar a atual composição do controle ou a estrutura administrativa atual da companhia”, segundo comunicado da processadora de frango.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: Mercado com queda no PR
A Scot Consultoria informou que os preços da carcaça especial seguiram estáveis e estão em R$ 9,80 por kg. Os valores para o suíno CIF não tiveram alterações e estão em R$ 128,00/@
O preço do animal vivo em Minas Gerais está em R$ 6,87/kg e seguiu estável, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última segunda-feira (18). Já no estado do Paraná ficou em R$ 6,42/kg, com baixa de 0,31%. O preço do animal vivo no estado de São Paulo está próximo de R$ 6,68/kg e apresentou ganho de 0,60%. Em Santa Catarina, o preço do animal vivo teve ganho de 0,16% e está ao redor de R$ 6,27/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno permaneceu com estabilidade e está cotado em torno de R $ 6,17/kg.
Cepea/Esalq
Queda na cotação do milho deve estimular abate de suínos, avalia Conab
Perspectivas são de recuperação do preço do animal vivo neste segundo semestre de 2023. Brasil deve abater 57,5 milhões de cabeças este ano, alta de 2% em relação a 2022, e 59,6 milhões de cabeças em 2024, crescimento de 3,5%
A queda nas cotações do milho este ano depois do bom desenvolvimento da safra 2022/23 devem estimular os abates de suínos no país, segundo apontou na terça-feira (19/9) a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em relatório sobre as perspectivas para o ano-safra 2023/24. A previsão é de que sejam abatidas 57,5 milhões de cabeças este ano, alta de 2% em comparação com 2022, e 59,6 milhões de cabeças em 2024, crescimento de 3,5%. “Em virtude das quedas no milho, principal item do custo, espera-se um aumento mais robusto na produção de carne, em virtude de um maior peso médio de abate”, afirma o documento. A previsão é de uma produção de 5,35 milhões de toneladas em 2023, crescimento de 3,14%, e de 5,57 milhões de toneladas em 2024, avanço de 4,2%. Em relação às cotações no mercado interno, as perspectivas são de recuperação do preço do suíno vivo neste segundo semestre de 2023 em virtude da baixa de oferta de grãos durante o período de entressafra. O cenário, de acordo com os pesquisadores da Conab, força o aumento nos custos de produção, cenário que só deverá se reverter em 2024 com a entrada da primeira safra de milho. Nas exportações, o volume esperado para este ano é de 1,22 milhão de toneladas, crescimento de 10% em relação a 2022, e de 1,24 milhão de toneladas em 2024, avanço de 2,1%. Além da abertura de novos mercados, a China também impulsiona os embarques este ano com crescimento de 14,2% no volume importado do Brasil nos seis primeiros meses deste ano. “Embora com redução gradativa da demanda externa pela carne suína, a China ainda tem uma participação relevante nas exportações brasileiras, com 37% do volume exportado no período acumulado de janeiro a julho de 2023”, completa o documento. No Brasil, a previsão é de um consumo acima de 21 quilos por habitante ao ano em 2024, avanço de 4,2% em relação a 2023, refletindo o cenário econômico mais favorável a proteínas mais baratas após a perda do poder aquisitivo da população nos últimos anos.
GLOBO RURAL
Frango no atacado paulista tem queda de 0,72%
Na terça-feira (19), a referência para o frango no atacado em São Paulo apresentou queda de 0,72%, próxima de R$ 6,85 por kg. A Scot Consultoria disse que as cotações para o frango na granja na praça paulista não tiveram reajuste e seguiu em R$ 5,00 por kg
A cotação do frango vivo em Santa Catarina seguiu estável e está em R$ 4,28/kg, conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). No Paraná, a cotação do frango vivo também seguiu estável em R$ 4,47/kg. Em São Paulo, a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea na segunda-feira (18), o preço do frango congelado seguiu estável e está em R$ 7,24/kg. Já a cotação do frango resfriado não teve movimentação e está em R$ 7,29/kg.
Cepea/Esalq
Gripe aviária: Ministério da Agricultura confirma dois casos; total chega em 106
Na terça-feira (19), o Ministério da Agricultura informou três novos focos de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP, vírus H5N1) no Brasil. No total, há 103 casos da doença em aves silvestres e 03 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, somando 105
Segundo as informações reportadas pelo ministério, há cinco casos em investigações em andamento, com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo. Espírito Santo: 29 (sendo 28 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência); Rio de Janeiro: 18 (aves silvestres); Rio Grande do Sul: 01 (ave silvestre); São Paulo: 29 (aves silvestres); Bahia: 04 (aves silvestres); Paraná: 12 (aves silvestres); Santa Catarina: 11 (10 em ave silvestre e 01 em ave de subsistência); Mato Grosso do Sul: 01 em ave de subsistência.
MAPA
Brasil deve terminar 2023 com exportação recorde de frango
Maior demanda internacional em um contexto de avanço da gripe aviária e de alta inflacionária global deve estimular a demanda pelo produto brasileiro. Conab projeta crescimento de 4,4% na produção nacional este ano, para 15,4 milhões de toneladas, e de 3,8% em 2024, para 16 milhões de toneladas
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na terça-feira (19/9) previsão de exportações recordes de carne de frango do Brasil em 2023, puxada pela maior demanda internacional num contexto de avanço da gripe aviária e de alta inflacionária global – que fortalece o consumo de proteínas mais baratas. “Com o aumento da demanda mundial pela carne de frango brasileira, aliado a um consumo interno aquecido, estas deverão ser recordes em volume em 2023, superando a barreira dos 5 milhões de toneladas. Os indicadores apontam para um ano de excelente desempenho das exportações em 2023, com crescimento de volume em torno de 9%”, afirma o documento. Para 2024, a previsão é de aumento de 3,6% no volume embarcado. Do lado da oferta, a Companhia projeta crescimento de 4,4% na produção nacional este ano, para 15,4 milhões de toneladas, e de 3,8% em 2024, para 16 milhões de toneladas. “Os atuais níveis de alojamentos de pintainhas de corte encontram-se em patamares recordes. O aumento da demanda por carne de frango, favorecido pela ocorrência da Influenza Aviária em grande parte do mundo, contribuiu para este cenário”. A previsão é de aumento de 3,5% no alojamento de pintos de corte em 2023 e de 2,7% em 2024. Já os preços pagos ao produtor devem acumular queda de 8,9% este ano, com média de R$ 4,76 o quilo, segundo as projeções da Conab. Mesmo assim, a demanda firme, com o consumo mundial superando a marca de 100 milhões de toneladas, deve continuar estimulando o aumento da oferta, segundo os pesquisadores da Companhia.
GLOBO RURAL
Japão suspende importações de carne de aves de MS após caso de gripe aviária
Segundo o Ministério da Agricultura brasileiro, decisão é temporária e não afeta a comercialização de outros Estados. Governo reforça vigilância em populações de aves domésticas em Mato Grosso do Sul após caso de gripe aviária
O governo do Japão suspendeu na noite da terça-feira (19/9) a importação de ovos, aves vivas, carne de aves e seus subprodutos do Estado de Mato Grosso do Sul. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura. O bloqueio às compras ocorreu após a confirmação de um caso de gripe aviária de alta patogenicidade no município de Bonito (MS) em uma criação de aves domésticas de subsistência. Em comunicado, a Pasta informou que após o caso, as medidas sanitárias estão sendo aplicadas pelo Serviço Veterinário Oficial para contenção e erradicação do foco, bem como estão sendo intensificadas as ações de vigilância em populações de aves domésticas na região. Não há estabelecimentos avícolas industriais nas áreas de risco epidemiológico ao redor do foco. Em junho, o governo japonês suspendeu também as importações de produtos avícolas do Espírito Santo. Os asiáticos também restringiram as compras de Santa Catarina pelo mesmo motivo. Ainda de acordo com o ministério, a comercialização com os demais Estados continua normalmente. Até esta terça, o Brasil registrou 106 casos de gripe aviária de alta patogenicidade. São 103 ocorrências em aves silvestres e três em criação de subsistência. A despeito do aumento de focos de gripe aviária no Brasil, não há registro de casos da em plantéis comerciais, e por isso o Brasil mantém o status de livre da enfermidade perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
GLOBO RURAL
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