CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2031 DE 28 DE JULHO DE 2023

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Ano 9 | nº 2031 |28 de julho de 2023

 

NOTÍCIAS

Após caírem, os preços estão estáveis em São Paulo

Nas praças pecuárias paulistas, a cotação da arroba do boi gordo permaneceu estável na comparação feita dia a dia. Entretanto, a pressão baixista ainda ronda o mercado, com ofertas abaixo da referência, mas sem negócios até o momento

Pela avaliação da Scot Consultoria, “a pressão baixista ainda ronda o mercado paulista, com ofertas abaixo da referência, mas sem negócios até o momento”. Com isso, o boi gordo está sendo negociado em R$ 235/@, a vaca em R$ 207/@ e a novilha em R$ 225/@ (preços brutos e a prazo). O “boi-China” segue em R$ 240@ (preço bruto e a prazo), com ágio de R$ 5/@ sobre o animal comum. Na região de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, com escalas alongadas e compradores fora de mercado, a cotação está pressionada. As cotações do boi e da novilha caíram R$3,00/@e R$5,00/@, respectivamente. Na região Sudoeste do Mato Grosso, com o escoamento compassado e escalas de abate confortáveis, a ponta compradora passou a ofertar menos R$5,00/@ para o boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: Custos de produção caem na parcial do ano

Pesquisas realizadas pelo Cepea em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) mostram que, no balanço do primeiro semestre de 2023, os custos de produção da pecuária de corte dos sistemas de cria e de recria-engorda recuaram

Segundo pesquisadores, esse resultado esteve atrelado ao movimento de queda nos preços de insumos para suplementação e dieta do rebanho. Esse cenário traz certo alívio aos pecuaristas, sobretudo diante da queda nos valores de negociação da arroba do boi gordo ao longo deste ano. No acumulado de 2023 (de dezembro/22 até a parcial de julho/23), a média do Indicador do boi gordo CEPEA/B3, estado de São Paulo, registra baixa de 9,04%, em termos reais.

Cepea

Coreia do Sul visitará áreas livres de aftosa sem vacinação no Brasil

Autoridades do país asiático farão visita técnica a regiões brasileiras com criações de suínos e bovinos em novembro

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que a Coreia do Sul marcou para novembro deste ano uma visita técnica ao Brasil para a realização de auditoria na produção brasileira de suínos e de bovinos em áreas livres de febre aftosa sem vacinação. Com isso, a expectativa é que Estados já reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa sem vacinação, como Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia e Acre e partes do Amazonas e de Mato Grosso, possam começar a exportar as proteínas animais para o país asiático. Atualmente, apenas Santa Catarina está habilitada para enviar carnes suína e bovina para a Coreia do Sul.”Uma coisa que buscávamos há anos que era auditoria da Coreia do Sul na produção de suínos e bovinos sem febre aftosa e sem vacinação. Com isso, vai poder abrir mercado do Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia, Acre e outros Estados. A auditoria acontecerá em novembro, já confirmada pelo governo da Coreia”, disse Fávaro em um vídeo postado nas redes sociais na quinta-feira (27/07).  “Tenho certeza que ampliaremos os negócios com eles. É oportunidade para o povo brasileiro através das exportações”, completou. Fávaro e uma comitiva de técnicos da Pasta, parlamentares e representantes do setor produtivo concluíram ontem (26/07) a missão na Coreia do Sul. Na quinta-feira, a equipe já cumpriu agenda no Japão, onde tentará reverter as suspensões das compras de produtos avícolas do Espírito Santo e de Santa Catarina após o registro de casos de gripe aviária em aves de criação doméstica. O roteiro inclui também conversas para avançar na negociação do protocolo para abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira. O Ministro Carlos Fávaro anunciou também que a Coreia do Sul reconheceu a questão da regionalização para eventuais casos de gripe aviária em granjas comerciais. “O reconhecimento do governo do país para a regionalização da gripe aviária, caso aconteça em criatórios comerciais, é um grande avanço. Isso permite a gente ter tranquilidade de continuar fornecendo para Coreia do Sul com muita fluidez”, disse Fávaro no vídeo.

GLOBO.COM

Brasileiro para de comprar, e carnes ficam quase 6% mais baratas em 2023

A picanha está mais barata. Bem como o filé mignon, a alcatra, o contrafilé e essencialmente todos os outros tipos de carnes vendidos nos supermercados e açougues, incluindo, ainda, as opções de frango e de porco

É o que confirmam os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação do país: em 2023, o preço médio das carnes já caiu 5,9%. O da carne de porco caiu 2,4% e, do frango, 5,8%. Sonho de consumo do churrasco brasileiro, a picanha está 6,5% mais barata. A alcatra e o filé mignon caíram 8%, e todos os outros 14 cortes bovinos que são acompanhados mensalmente pelo IPCA também tiveram alguma redução de preço desde o começo deste ano. Os números levam em consideração as variações acumuladas de janeiro até junho do IPCA. Por trás das fortes deflações, está a crise: o brasileiro reduziu a compra das carnes vermelhas nos últimos anos, depois que o preço delas entrou em disparada com os diversos choques da pandemia. A disposição menor por comprar carnes, por sua vez, encontrou os produtores com os rebanhos em expansão, resultado da corrida de investimentos em reprodução que eles fizeram nesses anos, justamente, por conta dos bons preços da carne no mercado. “A preferência do brasileiro é pela carne bovina, mas, se ele não tem renda, ele não compra”, explica Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador de pecuária do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq, escola de agricultura da Universidade de São Paulo (USP). “Então o consumo dela veio caindo desde 2021 e de 2022, devido aos preços muito altos. A China também está pagando menos, porque a crise foi em todo o mundo. Os frigoríficos estão pagando menos. E a produção cresceu. Então tem muita oferta, e os produtores ainda estão fazendo muita promoção.” A queda nos preços das carnes, de acordo com Carvalho, já vem acontecendo, no campo, desde o começo do ano passado, quando os altos valores começaram a pesar no bolso do consumidor e as vendas começaram a cair. Ainda assim, o preço continua bastante acima do que custava antes da pandemia. O preço médio da carne do boi, de acordo com o Cepea, está em R$ 17,28 por quilo, considerada a cotação do boi casado, expressão usada para quando os criadores vendem juntas para os frigoríficos as carnes traseiras, de primeira e mais caras, e dianteiras, de segunda e mais baratas. É 20% menos do que o maior preço a que a carne bovina chegou, marcado em março do ano passado: R$ 21,71 por quilo. Esse valor vem caindo desde então, completando mais de um ano de quedas sucessivas. Segue, porém, ainda bem mais alto do que custava em janeiro de 2020, último mês completo que o Brasil viveu antes da chegada do coronavírus ao país. Naquele mês, o quilo casado da carne estava em R$ 13,40. O valor atual (R$ 17,28/quilo), mesmo com as fortes reduções recentes, está ainda 30% acima do que custava no pré-pandemia. No varejo, onde é normal que as mudanças de preço cheguem com alguma defasagem em relação ao que está acontecendo nas fazendas e nas fábricas, a história é pouco diferente. O preço da picanha, que está caindo 6,5% em 2023, ainda está longe de compensar a alta que acumulou desde o começo da pandemia: o aumento do preço nos supermercados foi de 38% entre 2020 e 2022, conforme os dados do IPCA. O músculo, que neste ano cai 4,3%, subiu 42% até 2022, e, o acém, 6% mais barato desde janeiro, tinha ficado 43% mais caro até o ano passado. Mais barato que as carnes vermelhas e uma das primeiras opções de proteína a que o brasileiro recorre quando não consegue mais comprar os bifes bovinos, o frango foi o campeão da pandemia: o preço dele subiu 51% de 2020 a 2022. “Quando o preço da carne bovina sobe muito, o brasileiro vai procurar outras proteínas mais baratas, como a suína, o frango e até o ovo”, diz Carvalho, do Cepea. “Isso faz com que a procura por eles cresça, e os preços também.”

CNN BRASIL

ECONOMIA

Dólar acompanha força da moeda no exterior e fecha em alta

O dólar à vista encerrou a sessão em alta, acompanhando o movimento observado no exterior

Pela manhã, após dados fortes nos EUA, a moeda americana se valorizou frente a maioria das 33 divisas mais líquidas acompanhadas pelo Valor, mas o real se descolou (assim como os pesos mexicano e colombiano) e mostrou leve valorização. À tarde, no entanto, após informações sobre o Banco do Japão (BoJ) alterar sua política de controle da curva de juros, a moeda americana ganhou ainda mais força no exterior, e as divisas latino americanas passaram a cair frente Dólar futuro para agosto opera e alta de 0,34%, a R 4,7585 Há 35 minutos ao dólar, enquanto o iene se apreciou fortemente. Terminadas as negociações, o dólar à vista fechou em alta de 0,66%, a R$ 4,7586, o nível máximo da sessão, enquanto o mínimo foi de R$ 4,7090. Perto das 17h05, o contrato futuro para agosto da moeda americana avançava 0,42%, a R$ 4,7225.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fecha em queda de 2% com influência negativa de Petrobras e Vale

O Ibovespa caiu na quinta-feira, depois de ter alcançado na véspera o maior fechamento desde agosto de 2021, influenciado negativamente pela forte queda de Petrobras após dados de produção e perspectiva de reunião do conselho da estatal nesta semana para definir nova política de dividendos

Vale foi outra contribuição negativa relevante, com queda do minério de ferro na Ásia e antes da mineradora divulgar resultado financeiro na quinta-feira. Do outro lado, Assaí foi destaque de alta após balanço. O Ibovespa caiu 2,03%, a 120.066,45 pontos, segundo dados preliminares, interrompendo sequência de cinco sessões de alta. Na mínima da sessão, o índice cedeu a 119.824,52 pontos e, na máxima, foi a 122.598,97 pontos. O volume financeiro somava 20,2 bilhões de reais.

REUTERS

Governo central tem déficit primário de R$45,2 bi em junho

O governo central registrou déficit primário de 45,223 bilhões de reais em junho, ante um saldo positivo de 14,588 bilhões de reais no mesmo mês do ano passado, informou o Tesouro Nacional na quinta-feira, diante de um recuo significativo nas receitas, mas também uma alta nos gastos

O déficit do governo central, que compreende o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, no mês veio ligeiramente pior do que o rombo de 44,084 bilhões de reais projetado por analistas em pesquisa da Reuters. O resultado do mês passado foi o terceiro pior para o mês da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 1997, melhor apenas que os rombos no mesmo período em 2020 (243,7 bilhões de reais) e 2021 (84,8 bilhões de reais).

As receitas líquidas, já descontados os repasses a Estados e municípios, tiveram uma queda real de 26,1% sobre junho do ano passado, para 145,3 bilhões de reais. Houve redução nos ganhos com Imposto de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido, além de forte recuo nas receitas de concessões de dividendos. Já as despesas totais aumentaram 4,9%, para 190,6 bilhões de reais, sob o impacto principalmente do aumento dos gastos com benefícios previdenciários, abono salarial e seguro desemprego. No ano, as contas federais estão agora deficitárias em 42,509 bilhões de reais. Em 12 meses até junho, o saldo é negativo em 41,5 bilhões de reais. Em dados corrigidos pela inflação, o déficit corresponde a 0,41% do PIB.

REUTERS

Queda da inflação e real apreciado reduzem receita nominal do governo, diz secretário do Tesouro

O recuo da inflação e a valorização do real são “extremamente saudáveis para a economia”, mas geram, no primeiro momento, uma redução nominal na previsão de receitas do governo, disse nesta quinta-feira o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron

Em entrevista a jornalistas, Ceron ponderou que o mês de julho vem apresentando performance positiva na arrecadação e afirmou que está mantida a previsão da pasta de fechar 2023 com um déficit primário de aproximadamente 100 bilhões de reais.

REUTERS

Caged mostra abertura de 157.198 vagas de trabalho em junho no Brasil

O Brasil abriu 157.198 vagas formais de trabalho em junho, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência

O resultado do mês passado ficou um pouco abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de criação líquida de 164.500 empregos. A leitura foi fruto de 1,914 milhões de admissões e 1,757 milhões de desligamentos, e marcou ligeira melhora ante as 155.123 vagas líquidas abertas em maio. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o saldo de empregos formais no Brasil está positivo em 1,024 milhão de vagas. No mesmo período de 2022, o superávit era de 1,388 milhão de postos de trabalho, segundo a série com ajustes. Houve saldo positivo de vagas em todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas no mês passado, com destaque para serviços, setor que abriu 76.420 postos. Houve criação de 12.117 empregos formais na indústria, 20.554 no comércio e 20.953 no setor de construção. Na agropecuária, por sua vez, foram abertos 27.159 postos de trabalho em termos líquidos. Os dados também mostraram superávit de empregos criados em todas as cinco regiões do país. O Sudeste abriu o maior número de vagas, com leitura de 76.081, seguido por Nordeste (+33.624), Centro-Oeste (+21.547), Norte (+14.105) e Sul (+9.587). Com relação ao salário médio real de contratação, houve alta em junho para 2.015,04 reais, de 2.002,57 reais no mês anterior, de acordo com a série sem ajustes.

REUTERS

Concessões de empréstimos no Brasil sobem 2,8% junho e estoque de crédito avança, mostra BC

As concessões de empréstimos no Brasil aumentaram 2,8% em junho na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central na quinta-feira, com o estoque total de crédito avançando 0,1% no período, a 5,402 trilhões de reais

Esse desempenho foi influenciado principalmente pelo crescimento de 1,0% no crédito destinado às empresas, enquanto o crédito às famílias diminuiu 0,4% no mês. No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres, nos quais as condições dos empréstimos são livremente negociadas entre bancos e tomadores, avançaram 2,0% em relação ao mês anterior. Para as operações com recursos direcionados, que atendem a parâmetros estabelecidos pelo governo, houve alta de 11,0% no período. No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres, ficou em 4,9%, repetindo a taxa de maio. Já as taxas bancárias médias recuaram em junho. Os juros cobrados pelas instituições financeiras no crédito livre ficaram em 44,6%, uma queda de 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior. Nos recursos direcionados, houve recuo de 0,4 ponto no mês, a 12,0%. O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, caiu para 33,1 pontos percentuais nos recursos livres, contra 33,3 pontos no mês anterior.

REUTERS

Confiança da indústria do Brasil tem queda em julho em meio a juros altos, diz FGV

A confiança da indústria do Brasil piorou em julho, informou na quinta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), em meio a piora na percepção sobre o momento presente do setor e redução do otimismo diante do cenário de juros elevados

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da FGV Ibre caiu 2,1 pontos neste mês, para 91,9 pontos, mostraram os dados. “O resultado de julho da sondagem mostra queda da confiança industrial no início do segundo semestre para um nível próximo ao do início do ano, que por sua vez é o mais baixo desde julho de 2020”, disse em nota Stéfano Pacini, economista da FGV IBRE. O resultado reflete piora tanto do Índice Situação Atual (ISA) quando do de Expectativas (IE), que recuaram 2,9 e 1,2 pontos, respectivamente, para 89,5 pontos e 94,4 pontos. “O atual cenário macroeconômico, com taxa de juros elevadas e aumento do endividamento, reforça a ideia de um segundo semestre com nível de atividade morno e pouca chance de continuidade da recuperação esboçada pelo setor nos meses anteriores”, disse Pacini. A taxa Selic está há meses no nível elevado de 13,75%, uma vez que o Banco Central vem tentando domar a inflação. No entanto, sinais recentes de arrefecimento do ritmo de alta dos preços instalaram um consenso no mercado de juros futuros de que a autarquia iniciará um processo de afrouxamento monetário em sua reunião do início de agosto.

FGV

Preços na indústria caem 2,72% em junho, quinta queda consecutiva

Os preços da indústria recuaram 2,72% em junho frente a maio, o quinto mês seguido de queda. O resultado no ano chegou a -6,46%, o menor índice já registrado para um mês de junho desde o início da série histórica em 2014. O acumulado em 12 meses ficou em -12,37%, também a menor taxa da série histórica.

Os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgados na quinta-feira (27/07) pelo IBGE, mostram que, em junho, 19 das 24 atividades industriais investigadas pela pesquisa tiveram variações negativas em relação a maio. “A indústria brasileira convive com quase um ano de deflação na porta da fábrica. No acumulado em 12 meses, é a primeira vez que o indicador atinge dois dígitos de variação negativa. É importante ter em vista o efeito da queda continuada dos preços de commodities chave, que tem barateado os custos de produção ao longo das cadeias produtivas nacionais, tornado produtos importados básicos mais competitivos e reduzido a receita unitária de venda do exportador brasileiro. Todo esse efeito é maximizado pela apreciação cambial dos últimos meses”, comenta o analista do IPP, Felipe Câmara. As quatro variações mais intensas foram: indústrias extrativas (-10,52%); refino de petróleo e biocombustíveis (-6,32%); outros produtos químicos (-5,01%); e papel e celulose (-4,40%). Alimentos foi o setor industrial de maior destaque na composição do resultado agregado, na comparação entre os preços de junho e os de maio. A atividade foi responsável por -0,83 ponto percentual (p.p.) de influência na variação de -2,72% da indústria geral. “A conjuntura também tem o reforço da oferta abundante de matéria-prima para a fabricação de alimentos, o que em junho foi determinante para que essa atividade fosse a principal responsável pelo recuo do IPP em relação a maio. As indústrias extrativas, o refino e a química, também foram destaques em termos de influência; juntas essas quatro atividades representam quase 50% no cálculo do IPP e todas foram afetadas por um ou mais dos fatores que citei anteriormente”, completa o analista da pesquisa. Em junho, os preços dos alimentos variaram -3,35%, segunda variação negativa consecutiva e quarta no ano, exercendo o maior impacto no IPP. A taxa negativa mais intensa da série foi a de agosto de 2022, -3,50%. No acumulado no ano, a variação é de -5,04%, um cenário distinto ao de um ano atrás, quando a variação alcançava 7,89%. Já no acumulado em 12 meses, a taxa observada de -7,56% é a segunda negativa mais intensa da série, estando muito próxima da de setembro de 2017, -7,57%. Pelo segundo mês consecutivo, os preços das indústrias extrativas apresentaram queda, com junho registrando -10,52%. Com isso, o acumulado no ano saiu de 4,82%, em maio, para -6,20%. Já o acumulado em 12 meses foi a -31,95%. “Influenciando o resultado das indústrias extrativas, o preço do óleo bruto fechou o ano em queda, acompanhando o preço no mercado internacional, e o minério de ferro brasileiro foi negociado por menores preços por mais um mês, após um primeiro trimestre de aumento sazonal da demanda chinesa”, esclarece Câmara. Pelo sétimo mês consecutivo, os preços do setor de refino de petróleo e biocombustíveis recuaram, atingindo -6,32%. Com isso, o acumulado no ano alcançou -23,30%, uma situação diferente daquela de junho de 2022, quando o acumulado era de 31,46%. Já em 12 meses, a variação é de -35,21%. Os preços dos químicos na porta da fábrica recuaram por mais um mês, na passagem de maio para junho, em -5,01%. Com o resultado, o setor completa uma série de 12 meses consecutivos de baixas nesse tipo de comparação, o que também se traduziu em taxas negativas no acumulado no ano (-16,98%) e na comparação com o mesmo mês do ano anterior (-32,38%). Já entre as grandes categorias econômicas, destacam-se as variações de -1,09% em bens de capital (BK); -3,41% em bens intermediários (BI); e -2,02% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,14%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de -2,45%.

Agência IBGE de Notícias

GOVERNO

Coreia do Sul visitará áreas livres de aftosa sem vacinação no Brasil

Autoridades do país asiático farão visita técnica a regiões brasileiras com criações de suínos e bovinos em novembro

O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que a Coreia do Sul marcou para novembro deste ano uma visita técnica ao Brasil para a realização de auditoria na produção brasileira de suínos e de bovinos em áreas livres de febre aftosa sem vacinação. Com isso, a expectativa é que Estados já reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livres de febre aftosa sem vacinação, como Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia e Acre e partes do Amazonas e de Mato Grosso, possam começar a exportar as proteínas animais para o país asiático. Atualmente, apenas Santa Catarina está habilitada para enviar carnes suína e bovina para a Coreia do Sul. “Uma coisa que buscávamos há anos que era auditoria da Coreia do Sul na produção de suínos e bovinos sem febre aftosa e sem vacinação. Com isso, vai poder abrir mercado do Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia, Acre e outros Estados. A auditoria acontecerá em novembro, já confirmada pelo governo da Coreia”, disse Fávaro em um vídeo postado nas redes sociais na quinta-feira (27/07).  “Tenho certeza que ampliaremos os negócios com eles. É oportunidade para o povo brasileiro através das exportações”, completou. Fávaro e uma comitiva de técnicos da Pasta, parlamentares e representantes do setor produtivo concluíram ontem (26/07) a missão na Coreia do Sul. Na quinta-feira, a equipe já cumpriu agenda no Japão, onde tentará reverter as suspensões das compras de produtos avícolas do Espírito Santo e de Santa Catarina após o registro de casos de gripe aviária em aves de criação doméstica. O roteiro inclui também conversas para avançar na negociação do protocolo para abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira. O Ministro Carlos Fávaro anunciou também que a Coreia do Sul reconheceu a questão da regionalização para eventuais casos de gripe aviária em granjas comerciais. “O reconhecimento do governo do país para a regionalização da gripe aviária, caso aconteça em criatórios comerciais, é um grande avanço. Isso permite a gente ter tranquilidade de continuar fornecendo para Coreia do Sul com muita fluidez”, disse Fávaro no vídeo.

GLOBO RURAL

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos: alta só no PR

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 116,00/R$ 120,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,11%/1,06%, custando R$ 8,90/kg/R$ 9,30/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quarta-feira (26), houve leve alta somente no Paraná, na ordem de 0,33%, chegando a R$ 6,06/kg. Os preços não mudaram em Minas Gerais (R$ 6,46/kg), Rio Grande do Sul (R$ 5,92/kg), Santa Catarina (R$ 5,46/kg), e São Paulo (R$ 6,55/kg).

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: baixa em SC e falta de acordo em SP e MG

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal teve baixa, saindo de R$ 6,15/kg vivo para R$ 5,88/kg vivo nesta semana.

Em São Paulo, não houve acordo entre suinocultores e frigoríficos, e a Bolsa de Suínos realizada na quinta-feira ficou em aberto, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). A referência na semana anterior era de R$ 6,83/kg vivo. No mercado mineiro também não foi feito acordo entre suinocultores e frigoríficos, ficando o preço da semana passada sugerido pela Bolsa, R$ 6,50/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

AGROLINK

Suínos/Cepea: Apesar das recentes quedas, média mensal se sustenta

Os preços do suíno vivo estão em queda no mercado doméstico

Segundo levantamento do Cepea, esse movimento é resultado da oferta elevada e das fracas vendas da carne, sobretudo nesta segunda quinzena do mês, quando o poder de compra de muitos consumidores brasileiros tipicamente diminui. Esse cenário baixista, porém, não limitou o avanço do preço médio do animal em julho. Na praça de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a média parcial (até o dia 25) subiu fortes 10,7% frente à de junho, indo a R$ 6,68/kg.

Cepea

Mercado do frango estável no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 4,317%, valendo R$ 5,32/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 4,41/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (26), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado subiram 1,03%, valendo, ambos, R$ 5,87/kg.

Cepea/Esalq

Brasil atinge 71 casos de gripe aviária; Santa Catarina tem mais 2 aves silvestres diagnosticada

A atualização feita na noite de quinta-feira (27) da plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), dedicada a apontar as detecções de influenza aviária, apontou que os casos no Brasil agora somam 72, sendo dois deles em aves de subsistência

Um novo caso foi confirmado no início da tarde de ontem em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e outro em Navegantes, em um Trinta-réis-real. São 70 casos confirmados de influenza aviária altamente patogênica até a noite de 26 de julho. Espírito Santo: 29 (sendo 28 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência). Rio de Janeiro: 15 (aves silvestres). Rio Grande do Sul: 01 (ave silvestre). São Paulo: 10 (aves silvestres). Bahia: 04 (aves silvestres). Paraná: 07 (aves silvestres). Santa Catarina: 04 (04 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência). Ainda há 12 investigações de casos suspeitos em andamento até o momento.

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