
Ano 9 | nº 2024 |19 de julho de 2023
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Exportações totais de carne bovina fecham em queda no primeiro semestre, diz Abrafrigo
As exportações totais de carne bovina (in natura + carne processada), fecharam o primeiro semestre com queda acentuada de 21% nas receitas em relação ao mesmo período de 2022
Embora o volume embarcado tenha apresentado uma ligeira queda de 1% no mesmo período comparativo, o resultado das receitas foi fortemente influenciado pelos preços médios, que passaram de US$ 5.740 por tonelada no primeiro semestre de 2022 para US$ 4.585 no primeiro semestre do ano corrente (-20%). As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No primeiro semestre de 2023, as exportações totais atingiram a 1.076.780 toneladas do produto, frente a 1.085.595 toneladas nos primeiros seis meses de 2022. A receita, nos primeiros seis meses do ano passado, atingiu a US$ 6,230 bilhões. Neste ano, de janeiro a junho, foi a US$ 4,937 bilhões. Estes resultados foram consolidados a partir da movimentação de 236.360 toneladas em junho de 2023, que proporcionaram a receita de US$ 1,090 bilhão. Houve aumento de 34% no volume e queda de 4,73% na receita em relação a junho de 2022, com 176.233 toneladas e US$ 1,144 bilhão. A China continua a ser o maior cliente do Brasil, importando 136.902 toneladas da carne bovina brasileira no mês de junho de 2023, frente a 103.147 toneladas em junho do ano anterior. No acumulado do primeiro semestre deste ano, a China proporcionou uma receita de US$ 2,612 bilhões (52,9% do total do país) para uma movimentação de 518.350 toneladas (48,1% do total do país). Esse resultado representou uma queda de 4,6% no volume e de 29% em receitas em comparação ao primeiro semestre de 2022, quando o País asiático movimentou 543.191 toneladas e receita de US$ 3,676 bilhões. Os Estados Unidos foram o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, aumentando suas importações em 19,7%, de 97.657 toneladas no primeiro semestre de 2022 para 116.851 toneladas no mesmo período de 2023. Neste caso, a receita caiu 12,7%, passando de US$ 556,1 milhões em 2022 para US$ 485,2 milhões em 2023. O Chile ficou na terceira posição, aumentando sua movimentação em 25,1% de 36.597 toneladas em 2022 para 44.542 toneladas em 2023, com receita de US$ 183,1 milhões em 2022 e de US$ 217,7 milhões em 2023 (+ 18,9%). Hong Kong ficou na quarta posição entre os importadores, com a elevação de 48.256 toneladas em 2022 para 55.006 toneladas em 2023 (+14%) e receita de US$ 170,9 milhões tanto em 2022 como em 2023. O Egito ficou na quinta posição, com redução nas suas compras de 71.648 toneladas em 2022 para 42.567 toneladas em 2023 (-40,6%). A receita, por sua vez, caiu 45,3%, de US$ 275,1 milhões em 2022 para US$ 150,4 milhões em 2023. No total, 74 países aumentaram suas importações, enquanto outros 82 diminuíram.
Publicado em: Notícias Agrícolas/Portal DBO/Globo Rural/Broadcast Agro/Canal Rural/ Agroemdia/UOL Agro+/Agrolink/Safras&Mercado/Carnetec
NOTÍCIAS
Queda na cotação da novilha
Em São Paulo, algumas indústrias frigoríficas permanecem fora das compras, visto que as escalas de abate estão preenchidas até o final de julho e o escoamento de carne está baixo. Com isso, as cotações do boi gordo e da vaca gorda ficaram estáveis no comparativo diário. No entanto, houve recuo de R$5,00/@ no preço da novilha gorda
O boi gordo está sendo negociado em R$240,00/@, a vaca gorda em R$212,00/@ e a novilha gorda em R$230,00/@, preços brutos e a prazo. A arroba do “boi China” está sendo negociada em R$250,00, preço bruto e a prazo. Ágio de R$10,00/@. No Acre, terça-feira de bons negócios para os pecuaristas, devido à melhora nas ofertas de compra. A cotação do boi gordo subiu R$7,00/@, enquanto as cotações da vaca e da novilha gordas subiram R$3,00/@. O boi está sendo negociado em R$202,00/@, a vaca e a novilha, ambas, em R$185,00/@, preços brutos e a prazo. Na exportação de carne bovina in natura, até a segunda semana de julho, foram exportadas 76,6 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária embarcada foi de 7,6 mil toneladas, queda de 3,7% comparada ao mesmo período de julho/22. O faturamento médio diário está em US$37,0 milhões, queda de 29%. O preço médio pago pela tonelada caiu e está em US$4.831 frente a US$6.549 em julho/22.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo mantendo a tendência de queda
O mercado físico do boi gordo registrou poucas variações nos preços, mantendo a tendência de queda devido ao lento escoamento da carne bovina entre as cadeias, em meio a um cenário de sobreoferta
O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, destacou essa pressão sobre os preços. m São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou na faixa de R$ 247 a R$ 248. No interior de Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 241. Já em Cuiabá (MT), a arroba ficou em R$ 214. Em Goiânia, a indicação foi de R$ 230 para a arroba. Por fim, em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 245. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) divulgou informações sobre as exportações totais de carne bovina no primeiro semestre de 2023. As receitas tiveram uma queda de 21% em relação ao mesmo período de 2022. Os preços médios caíram 20%, passando de US$ 5.740 por tonelada para US$ 4.585. No primeiro semestre de 2023, as exportações totais atingiram 1.076.780 toneladas, enquanto nos primeiros seis meses de 2022, foram 1.085.595 toneladas. A receita no mesmo período de 2022 foi de US$ 6,230 bilhões, enquanto este ano foi de US$ 4,937 bilhões.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar fica perto da estabilidade no Brasil após dados de varejo nos EUA
Numa sessão em que oscilou em margens bastante estreitas, o dólar fechou praticamente estável na terça-feira no Brasil, em leve alta ante o real, influenciado pelo viés positivo da moeda norte-americana no exterior, após a divulgação de dados sobre o varejo dos EUA
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8091 reais na venda, com alta de 0,04%. Na B3, às 17:16 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,04%, a 4,8215 reais. Os dados de vendas no varejo dos EUA mostraram uma alta abaixo do esperado, o que impactou a curva de juros norte-americana, com reflexos no Brasil, mas o núcleo das vendas demonstrou resiliência, garantindo certo suporte ao dólar. Departamento de Comércio informou que as vendas no varejo aumentaram 0,2% no mês passado, enquanto economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,5%. Já as vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação cresceram 0,6% em junho. Além disso, os dados de maio foram ligeiramente revisados para mostrar que o núcleo aumentou 0,3%, em vez do 0,2% relatado anteriormente. Neste cenário, o dólar ganhou força ante as moedas pares e as divisas de boa parte dos países exportadores de commodities, incluindo o real. “No exterior, o dólar mostrava um pouco de força ante as divisas ligadas a commodities, mas aqui toda vez que a moeda quer subir aparece um exportador vendendo”, pontuou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. “A cotação acima de 4,80 chama vendedores”, acrescentou. No exterior, a divisa se mantinha em baixa ante boa parte das moedas ligadas a commodities e tinha leves ganhos ante outras moedas fortes.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com volume reduzido
No setor de proteínas, JBS ON perdeu 2,77%, a 18,22 reais, com outros papéis do setor de proteínas também entre as maiores quedas — MINERVA ON caiu 2,13% e MARFRIG ON cedeu 1,77%. BRF ON fechou em alta de 1,04%, quebrando uma sequência de seis pregões de baixa, período em que acumulou declínio de 14%
Na véspera, o governo brasileiro afirmou que o Japão suspendeu importação de carne de frango de Santa Catarina após caso de gripe aviária. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,32 %, a 117.841,19 pontos. O volume financeiro somou 18,6 bilhões de reais, de uma média diária de 25,9 bilhões de reais no ano. Em julho, a média está em 24,2 bilhões de reais. No mês passado, foi de 29,6 bilhões de reais. A bolsa paulista tem operado nos últimos dias com um volume baixo, com agentes financeiros aguardando catalisadores para novas compras, mas também sem motivação para vender ações. Na visão do analista Luis Novaes, da Terra Investimentos, entre os fatores que podem estar influenciando essa cautela a está a trajetória de juros nos Estados Unidos, ainda sem um consenso no mercado sobre a taxa terminal. “Investidores esperam por uma sinalização no comunicado pós-decisão que ocorre daqui alguns dias”, afirmou, referindo-se à reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve que terá seu resultado conhecido no próximo dia 26. Na terça-feira, novos dados da economia norte-americana corroboraram o cenário de desaceleração da atividade, com expansão abaixo do esperado nas vendas no varejo e queda na produção industrial contra expectativa de estabilidade. Também no radar do mercado brasileiro está a segunda etapa da reforma tributária. Fontes da equipe econômica afirmaram à Reuters que o governo quer propor até o próximo mês mudanças na tributação sobre rendimentos de fundos exclusivos de investimento e o fim da distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP) por empresas. Mais cedo, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a reforma do Imposto de Renda deverá ser apresentada ao Congresso somente no fim do ano pelo governo, mas os planos da pasta envolvem o envio antecipado de algumas medidas.
REUTERS
Exportações do agronegócio batem recorde no semestre com alta de 4,5%
No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras de produtos do agronegócio alcançaram o valor recorde de US$ 82,8 bilhões, alta de 4,5% na comparação com o primeiro semestre de 2022, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
O aumento de 8% no índice de quantum (volume exportado) foi responsável pelo maior valor da série histórica, uma vez que o índice de preços caiu 3,2% no período. De acordo com os analistas da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa), o crescimento nas exportações de soja em grãos foi o que mais contribuiu para a expansão nas vendas do agro de janeiro a junho de 2023, com US$ 2,88 bilhões acima do que foi registrado no ano anterior. Outro destaque foi o milho (+US$ 1,58 bilhão). As exportações do agronegócio alcançaram US$ 15,54 bilhões em junho deste ano, recuo de 0,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, apesar de diversos recordes observados em soja em grãos (valor e volume), açúcar de cana em bruto (valor), carnes bovina e de frango in natura (recordes em volume) e celulose (recorde em volume). Segundo análise da SCRI, este cenário é explicado pela forte queda do índice de preços das exportações brasileiras no mês (-12,9%), que reduziu levemente o valor mensal relativo a junho de 2022, mesmo com alta expressiva do índice de quantum (+14,2%). A participação das exportações do agronegócio no total da balança comercial de junho foi de quase 52%, já que a redução das exportações dos demais produtos foi superior (-15,7%). A principal carne exportada em junho foi a bovina in natura: U$$ 974,13 milhões (-6,4%), com alta de 26,4% nos volumes exportados e redução de 26% nos preços médios. A China foi o principal destino, responsável por 70,2% das exportações em volumes: US$ 698,52 milhões (-7,1%), e 135,37 mil toneladas (+32%). As exportações de carne de frango in natura em junho foram de US$ 835,88 milhões (-6,2%), alta de 4% em volumes e queda de 9,8% nos preços médios. Os principais destinos foram: China (US$ 155,88 milhões, +28,7%; 14,9% de participação; alta de 35,4% dos volumes exportados) e Japão (US$ 97,67 milhões, +9,7%; 9,6% do total; +11,8% em volumes).
CARNETEC
Exportações superam importações em US$ 1,559 bilhão na segunda semana de julho
A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,559 bilhão na segunda semana de julho e corrente de comércio de US$ 11,282 bilhões – soma de exportações de US$ 6,42 bilhões e importações de US$ 4,862 bilhões
No mês, as exportações somam US$ 14,126 bilhões e as importações, US$ 9,79 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,336 bilhões e corrente de comércio de US$ 23,915 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 179,806 bilhões e as importações, US$ 130,405 bilhões, com saldo positivo de US$ 49,401 bilhões e corrente de comércio de US$ 310,211 bilhões. Dados foram disponibilizados nessa segunda-feira (17/7), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Nos embarques ao exterior, comparadas as médias até a segunda semana do mês (US$ 1,413 bilhão) com a de julho de 2022, (US$ 1,421 bilhão), houve queda de 0,6%. Em relação às importações, houve redução de 16% na comparação entre as médias até a segunda semana de julho (US$ 978,98 milhões) com a do mês de julho de 2022 (US$ 1,166 bilhão). Até a segunda semana, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,391 bilhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 433,59 milhões. Comparando-se este período com a média de julho de 2022, houve queda de 7,6% na corrente de comércio. No acumulado até a segunda semana de julho, se compararmos com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 61,09 milhões (+19,1%) em agropecuária; queda de US$ 46,87 milhões (-14,9%) em indústria extrativa e queda de US$ 26,93 milhões (-3,4%) em produtos da indústria de transformação. Importações por setor e produtos – Pela média diária, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores foi o seguinte: queda de US$ 8,17 milhões (-36,1%) em agropecuária; crescimento de US$ 12 milhões (+16,8%) em indústria extrativa e queda de US$ 187,66 milhões (-17,7%) em produtos da indústria de transformação.
MDIC
GOVERNO
Fim dos controles reforçados às exportações de carnes brasileiras para o Reino Unido
O governo brasileiro recebeu com satisfação a divulgação, pelo governo britânico, do fim dos controles reforçados às exportações brasileiras de produtos cárneos para o Reino Unido e da retomada plena do sistema de habilitação de estabelecimentos por indicação das autoridades sanitárias brasileiras, o chamado “pre-listing”
A decisão fundamentou-se no relatório da auditoria técnica realizada por equipes britânicas em outubro de 2022, cujo foco foi o sistema brasileiro de inspeção de produtos de origem animal, notadamente carne bovina e carne de aves. Foi a primeira missão de auditoria britânica ao exterior depois do Brexit. A missão de auditoria reconheceu que o Brasil resolveu as questões relacionadas ao seu sistema regulatório sanitário e fitossanitário que haviam levado à instituição dos controles reforçados. A decisão das autoridades britânicas confirma a excelência dos controles sanitários oficiais brasileiros, que garantem a qualidade e a inocuidade dos produtos consumidos no Brasil e em países importadores. O governo britânico anunciou, ainda, a regionalização do território brasileiro em nível estadual em relação à gripe aviária. Dessa forma, eventuais focos da doença que venham a ocorrer no Brasil não mais levarão ao fechamento do mercado britânico para todas as exportações de carne de aves, mas apenas as provenientes do estado onde se tenha identificado a doença. A decisão reflete a sólida parceria entre o Brasil e o Reino Unido, adotando abordagem preventiva a fim de preservar o comércio entre os dois países. O resultado positivo ora alcançado é fruto de estreita coordenação entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), tanto em Brasília quanto em Londres. O anúncio segue-se a tratativas que a Embaixada do Brasil no Reino Unido, que conta com adidância agrícola do Mapa, manteve com o lado britânico desde a efetivação do Brexit. O Reino Unido é um importante destino das carnes exportadas pelo Brasil. Em 2022, o Brasil exportou US$ 282,2 milhões em carne de aves e cerca de US$ 134,5 milhões de carne bovina para aquele país. Desde o Brexit, as exportações agropecuárias brasileiras para o Reino Unido aumentaram 67%, atingindo US$ 1,8 bilhão em 2022.
Mapa
EMPRESAS
JBS reabre unidade da Friboi em Juara (MT)
A JBS retomou na segunda-feira (17) as operações na unidade da Friboi em Juara (MT), com processamento inicial de 300 cabeças por dia, informou a empresa em nota
A planta retoma as operações após um incêndio atingir a unidade da Friboi em Diamantino (MT) no final de junho, que está passando por uma reforma que irá triplicar sua capacidade de produção. A JBS disse que a planta em Juara irá elevar a produção gradualmente até atingir a capacidade máxima de 700 cabeças por dia. A unidade tem um posicionamento logístico que garante acesso a importantes regiões produtoras, está bem localizada para abastecer a demanda doméstica e possui habilitações para atender importantes mercados no exterior, segundo a JBS. “A reinauguração da nossa planta em Juara é mais uma prova do compromisso da Friboi com os nossos fornecedores da região e com o estado de Mato Grosso”, disse o presidente da Friboi, Renato Costa, em comunicado. “Com esse movimento, vamos garantir capacidade produtiva adequada localmente, além de reforçar a nossa condição de relevância para a geração de emprego e renda no estado.” A JBS disse que pretende gerar cerca de 2 mil novos empregos em Mato Grosso até o fim de 2023. A reinauguração da unidade de Juara irá gerar 350 empregos na região, além dos 1.450 novos postos que serão gerados com a recuperação da unidade de Diamantino e das 210 vagas que foram abertas pela unidade de Confresa (MT) na semana passada. A JBS gera atualmente cerca de 9,5 mil empregos diretos em Mato Grosso, número que deverá subir para 11,5 mil quando a reforma da unidade de Diamantino estiver finalizada.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Custos de produção de suínos e de frangos de corte voltam a cair em junho
Os custos de produção de suínos e de frangos de corte voltaram a cair no mês de junho segundo os estudos mensais da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa Suínos e Aves, disponível em embrapa.br/suinos-e-aves/cias.
O ICPSuíno foi de -1,11% no mês de junho em relação a maio, fechando em 329,58 pontos. Já o ICPFrango encerrou o mesmo período com uma variação de -3,07%, registrando 345,83 pontos. No caso do ICPSuíno, a maior influência foi a redução no item nutrição, com -3% de variação e um peso de 73,52% na composição do custo total. No ano, o ICPSuíno acumulado é de -28,65% e, nos últimos 12 meses, de -21,51%. Com isto, o custo total de produção por quilo de suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina em junho chegou a R$ 5,76, uma queda de R$ 0,07 por quilo vivo em relação a maio e R$ 1,22 por quilo vivo a menos em relação a janeiro. O ICPFrango apresentou queda na maioria dos itens de composição dos custos, incluindo nutrição (-5,13%), apesar do aumento no custo da aquisição dos pintos de um dia (+1,84%). O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva em junho foi de R$ 4,47, o que representa R$ 0,14 a menos que em comparação a maio e uma queda de R$ 0,87 em comparação a janeiro. No ano, o ICPFrango acumula -19,30% e, nos últimos 12 meses, uma variação de -18,34%. A CIAS ampliou a informação dos custos de produção de suínos para mais três estados. Agora, os custos de produção de suínos no mercado independente de Goiás, referentes ao primeiro e segundo trimestre desse ano, e de Mato Grosso, desde o primeiro trimestre de 2019 até o primeiro trimestre desse ano, já estão disponíveis para consulta. O estado de Minas Gerais será o próximo a ter os custos de produção divulgados, ainda no segundo semestre.
EMBRAPA SUÍNOS E AVES
Suíno: Carcaça Especial cai 1,04% em São Paulo
Segundo a Scot Consultoria, o valor Carcaça Especial registrou queda de 1,04%/1,00%e ficou precificado em R$ 9,50/R$ 9,90 por kg
A negociação para o Suíno CIF apresentou recuo 0,78% e ele está precificado em R$ 126,00/@ e R$ 128,00/@. O preço do animal vivo em Minas Gerais está cotado em R$ 7,04/kg, queda de 1,25%, conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última segunda-feira (17). No Paraná, ele ficou precificado em R$ 6,42/kg e teve desvalorização de 0,31%. O preço do animal vivo no estado de São Paulo está próximo de R$ 6,80/kg e seguiu estável. Em Santa Catarina, o animal vivo apresentou queda de 0,64% está em R$ 6,24/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno está cotado em torno de R$ 6,14/kg, desvalorização de 0,32%.
Cepea/Esalq
Frango: Mercado estável
Segundo a Scot Consultoria, a cotação do frango na granja está em R$ 4,50/kg e no atacado está próximo de R$ 5,15/kg
As referências para o frango vivo em Santa Catarina também seguiram com estabilidade e precificado em R$ 4,21/kg. conforme divulgado pelo Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). A cotação do frango vivo no Paraná está estável e está em R$ 4,39/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência. No último levantamento realizado pelo Cepea/Esalq na segunda-feira (17), o preço do frango congelado seguiu estável em R$ 5,83/kg. A cotação do frango resfriado também registrou estabilidade em R$ 5,83/kg.
Cepea/Esalq
Indústria de carne de frango lamenta suspensão de compras por Japão
A indústria brasileira de carne de frango lamentou na terça-feira (18)a decisão do Japão em suspender as importações de carne de frango produzida em Santa Catarina após a confirmação de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade em ave de subsistência no estado
Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Catarinense de Avicultura (Acav) e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne-SC) reafirmaram que o registro de gripe aviária em ave de fundo de quintal não altera o status do Brasil como livre da doença, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal. O Brasil não possui qualquer registro de gripe aviária na produção industrial. Os embarques mensais de carne de frango de plantas catarinenses para o Japão representam menos de 3% do total exportado pelo Brasil, segundo as entidades. “A ABPA, a Acav e o Sindicarne-SC esperam que parte do impacto da suspensão imposta seja absorvida por outras unidades frigoríficas também habilitadas a exportar, localizadas em outros estados – diminuindo, assim, os efeitos negativos para as exportações brasileiras e aos consumidores japoneses”, disseram as entidades em nota. O Japão já havia banido as compras de carne de frango do Espírito Santo após um caso de influenza aviária ter sido confirmado em ave doméstica no estado. As associações disseram que também estão apoiando o trabalho realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, juntamente com a Secretaria de Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, no monitoramento do caso de influenza aviária em ave de fundo de quintal registrado no estado.
CARNETEC
INTERNACIONAL
Setor de carne bovina do Reino Unido enfrenta ‘declínio catastrófico’
A National Beef Association (NBA) pediu “mudanças urgentes” nas atuais políticas agrícolas do Reino Unido, ou então o setor de carne bovina será empurrado para um “declínio catastrófico”.
A organização enviou uma mensagem ao primeiro-ministro, alertando que uma política agrícola ‘mal orientada’ vai levar o setor a uma ‘crise’
Embora a carta reconheça o compromisso de Rishi Sunak com a agricultura, ela destaca uma “falta de comunicação e coordenação” na implementação da política e “nenhum plano futuro para a manutenção e melhoria da segurança alimentar do Reino Unido”. Como um país do G7, o Reino Unido como um todo consegue produzir apenas 60% de sua própria comida. No entanto, a NBA diz que essa tendência está diminuindo e a ação do governo é necessária para evitar um “futuro grande desastre nesta área vital”. A NBA sugere que as questões de segurança alimentar estão sendo ofuscadas pelo Comitê de Mudanças Climáticas. “Planos mal pensados”, incluindo reduções nos rebanhos de bovinos de corte em aleitamento na Escócia e no País de Gales, “deixarão um buraco” nas exigências da Inglaterra, que provavelmente serão atendidas pelo aumento das importações de países com padrões ambientais e de bem-estar inferiores aos do Reino Unido. A carta aponta que esse resultado simplesmente exportaria as responsabilidades de carbono do Reino Unido, quando uma “maneira muito mais simples e extremamente eficaz de reduzir nossa pegada de carbono e manter a segurança alimentar seria apoiar e desenvolver a capacidade de produção no Reino Unido como um todo “. Com políticas de carbono separadas e diferentes para o País de Gales, Inglaterra, Irlanda do Norte e Escócia, o Reino Unido está “falhando em capitalizar os pontos fortes únicos dessas regiões”. Definir protocolos climáticos para cada país separadamente, em vez de como um todo, “provavelmente levará a um aumento na produção geral de carbono, a uma redução dramática do nível de eficiência e segurança alimentar do Reino Unido e à destruição de comunidades rurais e seu modo de vida”. Na carta, a NBA insta Sunak a reconhecer que os órgãos nomeados pelo governo estão “faltando com ele, com a indústria agrícola e com o país”. “A Covid e a guerra na Ucrânia deixaram claro que devemos confiar mais em nossos próprios recursos, não menos”, diz a carta. “Um equilíbrio coordenado entre os objetivos da mudança climática e a segurança alimentar deve ser alcançado para permitir que o Reino Unido avance com a agricultura e o meio ambiente de mãos dadas, assim como tem feito há séculos”. A carta da NBA diz: “A indústria da carne bovina pode desempenhar um papel vital tanto na produção de alimentos quanto no sequestro de carbono, ajudando a alcançar níveis mais altos de autossuficiência e segurança alimentar, ao mesmo tempo em que garante que nossa produção de carbono seja ambientalmente correta. “As consequências para o país se o governo errar no equilíbrio serão catastróficas. O fracasso da indústria agrícola do Reino Unido não é uma opção.”
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