CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 2019 DE 12 DE JULHO DE 2023

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Ano 9 | nº 2019 |12 de julho de 2023

 

NOTÍCIAS

Estabilidade de preços em São Paulo

Os preços se mantiveram estáveis na comparação feita dia a dia nas praças paulistas. Parte das indústrias frigoríficas permaneceram fora das compras, com escalas de abates bem-posicionadas e consumo interno enfraquecido

Dessa maneira, relatou a Scot, o preço do boi direcionado ao mercado interno (sem prêmio-exportação) segue em R$ 250/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 212/@ e R$ 235/@, respectivamente (valores brutos e a prazo). O preço pago pela arroba do “boi-China” (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está em R$ 255 em São Paulo (no prazo, valor bruto) – portanto com ágio de R$ 5/@ sobre o animal “comum”, acrescenta a Scot. No Espírito Santo, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias na comparação diária. Na exportação de carne bovina in natura, até a primeira semana de julho, foram exportadas 37,3mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária embarcada foi de 7,4 mil toneladas, queda de 6,1% comparada ao mesmo período de julho/22. O faturamento médio diário está em US$36,3 milhões, queda de 30,3%. O preço médio pago pela tonelada caiu e está em US$4.862,8 frente a US$6.549,9 em julho/22.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico do boi gordo com preços mais baixos em algumas praças

Especificamente em São Paulo, os frigoríficos encontraram algum conforto em suas escalas de abate e estão tentando realizar compras a preços mais baixos

Segundo o analista da Safraas & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a situação da demanda também é preocupante, com um desempenho modesto nas exportações durante a primeira semana de julho. Além disso, a demanda doméstica por carne bovina também levanta preocupações, considerando a maior competitividade da carne de frango neste momento. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 252. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada a R$ 246. Em Cuiabá (MT), o valor indicado para a arroba foi de R$ 216. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 235 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), o preço da arroba foi de R$ 250. No atacado, os preços da carne bovina permanecem estáveis. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios indica menor espaço para recuperação dos preços durante a segunda quinzena do mês, período com menor demanda. Além disso, a situação da carne de frango chama a atenção neste terceiro trimestre, com sintomas de excesso de oferta aumentando sua competitividade em relação às proteínas concorrentes, especialmente a carne bovina. O quarto traseiro continua sendo cotado a R$ 18,60 por quilo. O quarto dianteiro ainda é vendido a R$ 14,40 por quilo, enquanto a ponta de agulha mantém-se no patamar de R$ 14,25 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

China compra menos e Brasil reduz exportação de carne bovina no semestre

A suspensão da compra de carne bovina brasileira entre fevereiro e março em decorrência do caso de “vaca louca” contribuiu para resultado negativo no primeiro semestre do ano

No primeiro semestre de 2023, os números relativos a carne bovina produzida no Brasil baixaram no mesmo período. De acordo com dados da Associação Brasileira da Industria Exportadora de Carne (Abiec), os embarques caíram 4% em volume e mais de 21% em valores. Assim como no caso da carne de porco, a China foi o principal responsável pelo resultado, neste caso, negativo. O país comprou 5% a menos em volume e pagou 29% a menos.

CBN/GLOBO RURAL

Um quinto do rebanho está em áreas com baixa produtividade

Consultoria Athenagro cruzou dados do IBGE com informações obtidas durante o Rally da Pecuária 2022/23. Foram visitadas propriedades em 12 Estados que atuam em diversos elos da cadeia, da criação de bezerros até a terminação, entre novembro de 2022 e junho deste ano

Um terço das pastagens brasileiras e um quinto dos bovinos — de corte e leite — estão nas mãos de produtores menos profissionalizados, estimou a Athenagro, que cruzou dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com informações obtidas durante o Rally da Pecuária 2022/23. Mauricio Nogueira, diretor da consultoria, explica que são pecuaristas que vendem poucos animais por ano e, consequentemente, movimentam menos a cadeia de insumos e serviços, que é uma das responsáveis por melhorar a produtividade. “Conhecemos uma fazenda que negociava sete animais (ao ano)”, exemplificou durante apresentação dos resultados da expedição. A consultoria visitou propriedades em 12 Estados que atuam em diversos elos da cadeia, da criação de bezerros até a terminação, entre novembro de 2022 e junho deste ano. Com um rebanho total de 560 mil animais, a produtividade média desse público era de 12,88 arrobas por hectares ao ano, bem acima do índice nacional, de 4,77 arrobas por hectares. A empresa comparou esses dados com os da PPM para projetar um grupo maior de pecuaristas nacionais com bons indicadores de produtividade (oito arrobas por hectare no ano), classificados como produtores comerciais. A partir disso, estimou que das 202,8 milhões de cabeças de gado no país em 2022, apenas 162,8 milhões estavam nas mãos dos chamados produtores comerciais. Em relação à área, dos 158 milhões de hectares de pasto, a atividade comercial ocupava pouco menos de 100 milhões. “Essa pecuária que se movimenta pouco está sendo excluída. São 1,4 milhão de produtores que não vão evoluir, enquanto 300 mil crescem em um ritmo acelerado. Os preços vão se ajustar por quem produz mais, e complicarão a vida dos outros”, avisou Nogueira. A Athenagro estabeleceu o grupo mediano, com rendimentos entre 12 e 18 arrobas por hectare ao ano, e verificou que esses pecuaristas — que são 13% do total — representam 19% dos negócios com a indústria. Enquanto isso, os 69% abaixo do intervalo médio respondem por 23% das vendas, e os 18% que estão acima movimentam 58%. De positivo, Nogueira afirmou que caso a pecuária nacional atinja um índice médio de produtividade do grupo de produtores comerciais, a produção de carne vai praticamente dobrar na mesma área e chegar a 19 milhões de toneladas em equivalente carcaça (TEC). Os produtores das fazendas visitadas pela expedição compram bezerros de, em média, 11 outras propriedades. As maiores chegam a ter 80 fornecedores de animais de reposição. Maurício Nogueira, da Athenagro, afirmou que esse dado permite enxergar quão complexo é o trabalho da indústria para garantir que o boi abatido pelo frigorífico não venha de áreas desmatadas. Ele explicou que o boi abatido passa por até três mãos antes de chegar ao frigorífico. “A atividade da recria, que a gente achou que seria extinta, voltou. São produtores que reúnem gado de outros para atender a demanda de quem termina. Acontece muito em Mato Grosso. Como é que se garante que nenhum desses fornecedores tinham inconformidade ambiental? É praticamente impossível com as propostas que temos hoje, de controle individual”, disse.

GLOBO RURAL

Produtividade da pecuária de corte brasileira cresceu 41%, revela Rally da Pecuária

A taxa é para um período de 12 anos, segundo as projeções a partir do levantamento anual realizado pela Athenagro, em 2023

Em 2011, na primeira edição da expedição, a produtividade verificada em campo pelos técnicos do Rally da Pecuária era de 6,88 arrobas por hectare/ano, enquanto em todo o Brasil, de 3,38 arrobas por hectare/ano. Ao fechar os números de 2023, a produtividade entre os envolvidos no Rally chegou a 12,88 arrobas por hectare/ano e, no País, em 4,77@/ha/ano (+41%). Ou seja, entre os bovinocultores mais tecnificados e consultados para o certame realizado pela Athenagro, a produtividade cresceu 87,2%, em 12 anos. Já nos últimos 12 meses, essa taxa é de 5,4%, considerando ciclo completo, da geração do bezerro à sua terminação. No Brasil como um todo, esse índice cai para 2,9%.

PORTAL DBO

ECONOMIA

IPCA tem 1ª deflação desde setembro e taxa em 12 meses vai abaixo do centro da meta

A inflação ao consumidor brasileiro registrou deflação em junho pela primeira vez em nove meses graças às quedas nos preços de alimentação e transportes, levando a taxa em 12 meses para abaixo do centro da meta, dando espaço para o Banco Central iniciar um ciclo de corte de juros

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou 0,08% em junho, contra avanço de 0,23% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. O resultado marcou a primeira taxa negativa desde setembro de 2022 (-0,29%) e a menor variação para o mês de junho desde 2017, ficando praticamente em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de uma queda de 0,10% do índice. Com isso, o IPCA passou a acumular em 12 meses até junho taxa de 3,16%, contra 3,94% antes e expectativa de uma alta de 3,17%. Essa é a taxa acumulada mais fraca desde setembro de 2020 (+3,14%), indo abaixo do centro da meta para a inflação deste ano –de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. Apesar do enfraquecimento visto em junho, analistas avaliam que a inflação deve voltar a ganhar força no segundo semestre, quando as deflações de julho, agosto e setembro do ano passado, provocadas pela desoneração de impostos, saírem da base de cálculo do IPCA em 12 meses. Ao mesmo tempo, os últimos resultados reforçam os argumentos para o BC reduzir a taxa básica de juros Selic, atualmente em 13,75%, já no próximo mês. O BC já sinalizou que pode iniciar em agosto um ciclo de afrouxamento, desde que se mantenha o cenário de arrefecimento da inflação. Em junho, os resultados que mais contribuíram para o resultado foram as quedas de 0,66% nos preços de Alimentação e bebidas e de 0,41% em Transportes. Também registraram quedas os Artigos de residência (-0,42%) e Comunicação (-0,14%). “Alimentação e bebidas e Transportes são os grupos mais pesados dentro da cesta de consumo das famílias. Juntos, eles representam cerca de 42% do IPCA. Assim, a queda nos preços desses dois grupos foi o que mais contribuiu para esse resultado de deflação no mês de junho”, explicou André Almeida, analista da pesquisa. Entre os alimentos, destacaram-se os recuos nos preços do óleo de soja (-8,96%), das frutas (-3,38%), do leite longa vida (-2,68%) e das carnes (-2,10%). “Nos últimos meses, os preços dos grãos, como a soja, caíram. Isso impactou diretamente o preço do óleo de soja e indiretamente os preços das carnes e do leite, por exemplo”, disse Almeida. Já o resultado de Transportes se deveu ao recuo nos preços dos automóveis novos (-2,76%) e dos automóveis usados (-0,93%) devido ao programa de descontos para compra de veículos novos do governo federal. Os combustíveis também apresentaram queda, de 1,85%, sendo que os preços do óleo diesel recuaram 6,68%, os do etanol tiveram queda de 5,11%, os do gás veicular perderam 2,77% e os da gasolina caíram 1,14%. Na outra ponta, o maior impacto positivo e a maior variação foram registrados por Habitação, com alta de 0,69%. Já a inflação de serviços, acompanhada de perto pelo Banco Central, registrou alta de 0,62% em junho, depois de variação negativa de 0,06% em maio, acumulando em 12 meses avanço de 6,21%. O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, recuou a 50% em junho, de 56% em maio. De acordo com a pesquisa Focus mais recente, o mercado prevê que o IPCA encerrará este ano com alta de 4,95%, indo a 3,92% em 2024.

REUTERS

Dólar à vista fecha em baixa de 0,43%, a R$4,8619 na venda

O dólar à vista fechou em baixa ante o real na terça-feira, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana no exterior, que ofuscou o viés positivo trazido pelos dados de inflação no Brasil e pela expectativa de alta de juros nos Estados Unidos

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8619 reais na venda, com baixa de 0,43%. Na B3, às 17:03 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,76%, a 4,8785 reais. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a sustentar ganhos ante o real, em um momento em que o dólar também subia ante algumas divisas no exterior e após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou 0,08% em junho, contra avanço de 0,23% em maio. À tarde, o dólar passou a sustentar perdas. O recuo foi resultado da perda de força da moeda norte-americana também no exterior, com investidores à espera da divulgação de novos dados de inflação nos EUA na quarta-feira.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda após IPCA, mas Vale atenua perda

O Ibovespa fechou com uma queda discreta na terça-feira, pressionado particularmente pelo recuo das ações de Itaú Unibanco e Petrobras, mas distante da mínima em meio ao forte avanço dos papéis da Vale, com agentes financeiros também analisando no dia a primeira deflação em nove meses do IPCA

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,26%, a 117.632,57 pontos, de acordo com dados preliminares. No pior momento, chegou a 115.703,93 pontos, mínima intradia em cerca de um mês. O volume financeiro somava 24,6 bilhões de reais.

REUTERS

Desembolsos do BNDES cresceram 21% no 1º semestre, diz Mercadante

Os desembolsos do BNDES cresceram 21% no primeiro semestre desse ano ante igual período do ano passado e as perspectivas são muito animadoras para o segundo semestre, afirmou na terça-feira o Presidente do banco de fomento, Aloizio Mercadante

“Nossa expectativa é muito promissora para o segundo semestre”, afirmou Mercadante, acrescentando que o BNDES já financiou na primeira metade de 2023 mais exportações do que em todo o ano passado. Ele também disse que, em agosto, os desembolsos para infraestrutura no acumulado de 2023 devem superar o total registrado em 2022. “Há um gigantesco interesse em investir no Brasil”, reforçou em participação virtual em um evento do próprio banco. Mercadante afirmou que o BNDES tem dado sua parcela de contribuição para fomentar investimentos na economia brasileira e afirmou esperar que a taxa Selic caia rapidamente, “de forma sustentável, porque todo cenário macro aponta nessa direção”. O banco, segundo ele, também tem colaborado com estudos e análises junto ao governo federal para aquecer a atividade econômica do país e ajudar a criar uma economia alternativa no campo da bioeconomia.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos seguiu com altas nas cotações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de 0,80%/1,57%, valendo R$ 126,00/R$ 129,00, enquanto a carcaça especial teve alta de 1,04%/2,04%, custando R$ 9,70/kg/R$ 10,00/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (10), houve tímida queda somente no Rio Grande do Sul, na ordem de 0,16%, com preço de R$ 6,13/kg. Foram registradas altas de 3,03% em Minas Gerais, alcançando R$ 7,13/kg, avanço de 2,63% no Paraná, precificado em R$ 6,25/kg, incremento de 2,31% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,20/kg, e de 2,15%, fechando em R$ 6,66/kg.

Cepea/Esalq

Cotações em campo misto na terça-feira (11) para o mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, enquanto o frango no atacado teve pequeno aumento de 0,95%, valendo R$ 5,30/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço caiu 2,29%, alcançando R$ 4,27/kg; já no Paraná, o preço ficou estável em R$ 4,46/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (10), a ave congelada teve recuo de 1,03%, chegando a R$ 5,78/kg, enquanto o frango resfriado ficou estável em R$ 5,66/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Come-se cada vez menos carne na Alemanha

O consumo de carne atingiu um mínimo histórico na Alemanha. Os alemães estão comendo cada vez menos produtos com carne, das típicas salsichas grelhadas ao schnitzel, apontam os dados.

De acordo com o Ministério da Agricultura e da Alimentação, o consumo caiu para 52 quilos por pessoa no último ano, o valor mais baixo de sempre desde que os dados começaram a ser monitorizados, em 1989. Os dados do relatório preliminar apontam para uma redução no consumo de 4,2 quilos de carne, quando comparados os números de 2022 com os de 2021. Que mudanças fizeram os alemães na sua alimentação? De acordo com os dados, cada alemão comeu menos 2,8 quilos de porco, 900 gramas de carne de vaca e vitela e menos 400 gramas de carne de aves. “Provavelmente, este declínio no consumo de carne é causado pela tendência contínua de adesão a dietas vegetarianas”, aponta o Ministério da Agricultura e da Alimentação. Há apenas cinco anos, em 2017, o consumo por pessoa estava nos 61 quilogramas. Esta redução pode ser explicada por vários fatores: o aumento do preço da carne devido à inflação, preocupações ambientais e a já referida adesão ao vegetarianismo. Estima-se que, atualmente, 10% da população alemã siga uma alimentação veggie quando, em 2018, era apenas 6%. Em sentido contrário, em Portugal come-se cada vez mais carne. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, em 2022, cada português comeu 118,5 quilogramas de carne. Isto representa um aumento de quatro quilos face ao ano anterior, em que se registaram 114,5 quilos por habitante. Ainda assim, já houve anos em que os portugueses comeram mais carne. Olhando para os números do INE, atualizados a 25 de maio, pode ver-se que o ano em que o consumo de carne foi mais alto foi 2019, com cada português a comer 119,9 quilos de carne por ano. Quanto ao número de vegetarianos em Portugal, o primeiro estudo feito sobre esta realidade mostrou que 9% da população portuguesa deixa a carne e o peixe fora do prato. Esta percentagem representa cerca de 764 mil adultos e considera todo o tipo de vegetarianos, assim como quem come produtos de origem animal esporadicamente.

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