CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1995 DE 07 DE JUNHO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 1995 |07 de junho de 2023

 

NOTÍCIAS

Queda na cotação do “boi China” em São Paulo

Poucos negócios nessa terça-feira. A indústria frigorífica comprou o suficiente para deixar as escalas de abate programadas para os próximos dias

A cotação do boi está em R$240,00/@, a da vaca em R$215,00/@ e a da novilha em R$230,00/@, preços brutos e a prazo. A cotação do “boi China” está apregoada em R$240,00/@, queda de R$5,00/@ no comparativo diário, preço bruto e a prazo. Não há ágio na praça paulista atualmente. Na região Oeste do Maranhão com o aumento de oferta de bovinos, a cotação do boi caiu R$4,00/@. Para as fêmeas, não houve alteração na comparação feita dia a dia. O boi está cotado em R$197,00/@, a vaca em R$180,00/@ e a novilha em R$190,00/@, preços brutos e a prazo. No primeiro trimestre de 2023, foram abatidas 7,34 milhões de cabeças de bovinos, aumento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O abate de fêmeas aumentou 17,9% em relação ao primeiro trimestre de 2022, já o abate de machos caiu 3,8% no período.

SCOT CONSULTORIA

Boi: mercado espera quedas mais suaves

O mercado físico do boi gordo está operando com uma pressão de queda mais amena na primeira semana de junho

Em alguns estados, a exemplo do Mato Grosso, ainda são relatadas negociações abaixo da referência média. No entanto, de maneira ampla o quadro é de maior acomodação dos preços da arroba em um ambiente pautado por menor fluidez dos negócios, diz o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, ainda não é possível vislumbrar alta dos preços, uma vez que os frigoríficos ainda contam com uma posição confortável em suas escalas de abate, em especial na Região Norte. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 243. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 226. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 208. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 220 para a arroba do boi gordo. Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 225. O atacado volta a apresentar preços acomodados. Mesmo assim é improvável que ocorram altas, considerando a posição dos estoques da indústria frigorífica, somado ao recente comportamento dos preços das proteínas concorrentes, que vem ganhando competitividade na comparação com a carne bovina, em especial com os cortes do traseiro. O quarto traseiro foi precificado a R$ 17,90 por quilo, estável. O quarto dianteiro teve preço de R$ 13,15 por quilo, inalterado. A ponta de agulha foi precificada a R$ 12,90 por quilo, estável.

AGÊNCIA SAFRAS

Brasil tenta liberar carne bovina parada nos portos da China; Lula fala com Xi

Carregamentos de carne bovina brasileira, estimados em até 70 mil toneladas, estão parados nos portos chineses à espera de uma solução para um impasse relacionado a um embargo anterior decorrente de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da “vaca louca”, no Brasil

Enquanto isso, as cargas de carnes produzidas há meses aguardam para entrar no país asiático. A situação motivou até mesmo uma ligação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o seu colega chinês, Xi Jinping, em uma tentativa de resolver a situação, disse o próprio governante brasileiro durante um evento na Bahia, na terça-feira. O Brasil suspendeu a produção de carne bovina para a China após o relato de um caso de EEB em 23 de fevereiro, mas a produção certificada para embarque ao país asiático antes daquela data continuou sendo embarcada, sob o risco de ter a entrada proibida no território chinês, o que acabou acontecendo. Um mês depois, em 23 de março, a China concordou com a retomada das exportações de carne bovina do Brasil, que tem no país asiático seu principal cliente, com compras de mais de 60% do total exportado em 2022 pelos brasileiros. Os embarques foram retomados após o fim do embargo, estabelecido entre os dois países quando há EEB atípica. Mas isso não resolveu a situação daqueles lotes embarcados durante o período da proibição, embora as exportações posteriores a 23 de março não enfrentem qualquer problema. Segundo Lula, o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, informou que há “70 mil toneladas de carne parada dentro de contêineres nos portos da China”. O Presidente revelou ainda, durante uma feira agropecuária na Bahia, que Fávaro lhe disse esta semana que o produto foi enviado “fora de data”, e que pouco poderia ser feito, após o ministro ter conversado com seu colega chinês. “Errado ou não, nós temos o oceano Atlântico cheio de contêineres brasileiros com carne. Eu precisei pegar o telefone e ligar para o presidente Xi Jinping”, disse Lula. “Eu não quero saber se o cara que tem o contêiner votou ou não votou no Lula, ou se anulou o voto. Eu quero saber que ele é brasileiro e que está exportando um produto brasileiro, e que ele tem o direito de ganhar o dinheiro pelo produto que ele produziu…”, acrescentou. O volume citado pelo Presidente, que estaria nos contêineres que aguardam liberação para ingressar na China, é representativo, considerando as exportações mensais do Brasil. Em maio, o Brasil exportou cerca de 170 mil toneladas de carne bovina in natura para todos os destinos, contabilizando um aumento nas exportações totais de cerca de 16 mil toneladas ante o mesmo mês de 2022. Segundo uma fonte do setor, que falou na condição de anonimato, o acordo com a China prevê a interrupção de exportações em caso de EEB, e isso foi cumprido. Mas o pacto não vale para cargas certificadas antes do embargo. “Foi o que aconteceu, na data do anúncio, 23 de fevereiro, a produção para a China foi interrompida. A partir disso o Ministério da Agricultura não certifica mais nada. O que acontece é que existe um volume que foi produzido antes de 23/02, mas que foi embarcado depois desse dia”, explicou. “Os chineses acham que o Brasil descumpriu o acordo porque continuou embarcando… mas o acordo é em relação à produção, e não ao embarque…”, explicou. Esse mesmo impasse foi registrado 2021, quando dois casos atípicos de EEB foram registrados no Brasil, e houve um embargo temporário para exportar à China. Naquela oportunidade, as autoridades alfandegárias chinesas acabaram aceitando as cargas, após ações do governo brasileiro. O volume parado naquela oportunidade era de 100 mil toneladas.

O GLOBO

IBGE: Abate de bovinos cresce 4,8%,

O abate de bovinos chegou a 7,34 milhões de cabeças no 1º trimestre de 2023, alta de 4,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas 2,7% inferior em comparação com o 4º trimestre de 2022

Os dados são da Estatística da Produção Pecuária, divulgada ontem (06) pelo IBGE. O supervisor da pesquisa, Bernardo Viscardi, explicou que a queda no abate de bovinos em relação ao 4º trimestre de 2023 é esperada devido a efeitos sazonais. “O último trimestre é o ponto mais alto do ano com aumento do consumo de carnes devido às festas e aumento de renda com o décimo terceiro. A queda no início do ano também é relacionada à redução do consumo interno devido a despesas extras como IPTU, IPVA e material escolar. Apesar disso o consumo no primeiro trimestre foi superior ao de igual período do ano passado. Outro fator foi o embargo da China afetando a exportação brasileira que, ainda assim, foi a segunda maior da série histórica iniciada em 1997 para um primeiro trimestre”, analisa Viscardi. Em relação ao mesmo período de 2022, foram 333,04 mil cabeças de bovinos a mais no 1º trimestre de 2023, impulsionado por aumentos em 19 das 27 Unidades da Federação (UFs). Os aumentos mais significativos foram em Rondônia (+166,81 mil cabeças) e Mato Grosso (+83,11 mil cabeças), que continua liderando o abate de bovinos, com 16,4% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,0%).

IBGE

ECONOMIA

Dólar cai pelo 4º dia ante real com percepção de que Brasil segue atrativo

O dólar à vista completou na terça-feira a quarta sessão consecutiva de queda ante o real, em meio à percepção de que os EUA tendem a não elevar os juros em sua próxima reunião, na semana que vem, o que mantém o Brasil atrativo para os investidores internacionais

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,9118 reais na venda, com baixa de 0,39%. Em quatro sessões, a moeda norte-americana acumulou queda de 3,16%. Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,43%, a 4,9345 reais. “O desempenho da economia norte-americana não está tão pujante, o que mostra que o Fed pode não subir sua taxa de juros. E como a nossa taxa continua alta, o investidor prefere colocar o dinheiro aqui”, comentou Mário Battistel, Gerente de câmbio da Fair Corretora. Como tem ocorrido em sessões recentes, permanece a leitura de que enquanto a taxa básica Selic seguir em 13,75% ao ano, com o juro norte-americano na faixa de 5,00% a 5,25% ao ano, o diferencial de juros segue favorável ao Brasil, o que atrai investimentos. Battistel cita ainda a perspectiva de uma boa safra favorecendo a exportação de commodities e a entrada de moeda estrangeira no país.

“Embora a maioria dos preços das commodities esteja tendo um desempenho negativo no ano, as altas quantidades exportadas estão levando a superávits recordes na balança comercial do Brasil”, disse em relatório a consultoria hEDGEpoint Global Markets. O recuo do dólar nesta sexta-feira também esteve em sintonia com o movimento da moeda norte-americana ante boa parte das divisas de exportadores de commodities ou emergentes no exterior.

REUTERS

Ibovespa sobe ao maior nível de fechamento em 2023 com expectativa por corte de juros

O Ibovespa subiu na terça-feira para o maior fechamento do ano, com a quarta alta diária consecutiva, após novo dado de inflação reiterar apostas de queda dos juros no segundo semestre, o que gerou reposicionamento de investidores para ações de setores mais ligados à economia interna

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,70%, a 114.610,10 pontos, o maior patamar de fechamento desde 8 novembro de 2022. O volume financeiro somou 29,5 bilhões de reais. O destaque do dia ficou por conta do índice de inflação IGP-DI, que recuou 2,33% em maio, conforme divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV) pela manhã. A queda foi a mais forte desde abril de 1947, e também veio mais intensa do que a expectativa em pesquisa da Reuters, que era de declínio de 1,81% no mês. “Isso corrobora a ideia de que os juros podem começar a cair no terceiro trimestre”, disse Adriano Yamamoto, head comercial da corretora do C6 Bank. A leitura do IGP-DI também criou expectativa para o dado de maio do IPCA, principal índice de inflação do país, a ser divulgado na quarta-feira. A próxima reunião de política monetária do Banco Central ocorre neste mês, mas agentes financeiros, em geral, esperam um corte nos juros apenas a partir da reunião de agosto. Para Yamamoto, agentes financeiros estão voltando a se posicionar em bolsa, em especial nas ações que mais podem se beneficiar de um corte de juros, como varejistas, construtoras, empresas de educação e companhias de tecnologia. “Eu ainda eu acredito que, dado as incertezas e o receio do mercado, o posicionamento geral é pouco em bolsa, e menos ainda em setores domésticos e de beta mais alto”, disse Yamamoto. A forte alta da sessão, segundo ele, “é uma confirmação de que muitos fundos multimercados estão pouco alocados em bolsa e bastante fundos de ações estão muito alocados em caixa”.

REUTERS

IGP-DI cai mais de 2% em maio e taxa em 12 meses renova maior queda histórica

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu mais de 2% em maio com deflação dos preços de diesel e grandes commodities ao produtor, renovando no acumulado em 12 meses a maior queda na série histórica

O IGP-DI recuou 2,33% em maio, intensificando o recuo de 1,01% visto no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira. O recuo foi bem mais intenso do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 1,81% no mês. O resultado levou o índice a acumular em 12 meses deflação de 5,49%, de queda de 2,57% em abril, renovando a taxa negativa mais forte desde o início da série histórica desse dado em janeiro de 1998. No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 3,37%, de queda de 1,56% no mês anterior. De acordo com André Braz, coordenador dos índices de preços, esse resultado se deveu principalmente à queda dos preços do diesel (de -3,85% para -14,82%) e de grandes commodities, especialmente do minério de ferro (de -7,94% para -11,89%) e do milho (de -8,06% para -16,85%). Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – que responde por 30% do IGP-DI – mostrou que a pressão aos consumidores diminuiu bastante ao desacelerar a alta a 0,08% no período, de 0,50% em abril. Nesse caso, as maiores contribuições para a desaceleração do índice partiram de passagens aéreas (de -3,67% para -17,91%) e gasolina (de -0,38% para -1,97%). O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou aceleração da alta a 0,59% em maio, de 0,14% antes. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

REUTERS

OCDE eleva projeção do PIB do Brasil para 1,7% em 2023

Entidade alerta que o crescimento continuará moderado em 2024 e sugere aceleração de reformas

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou para cima sua projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Projeta agora crescimento de 1,7% da economia brasileira neste ano, num salto comparado à estimativa de 1% feita há apenas três meses. Para 2024, a projeção agora é de alta de 1,2% ante 1,1% em março. O relatório anual da OCDE sobre perspectivas globais mostra que a expansão da economia brasileira será ainda inferior ao crescimento mundial de 2,7% estimado para este ano e 2,9% no ano que vem. Também fica abaixo do crescimento econômico de países como o México (2,6%), Turquia (3,6%), Indonésia (4,7%), além da China (5,4%) e Índia (6,0%). Expande mais que a Argentina (-1,6%), Chile (-0,1%), Colômbia e Coreia do Sul (1,5%). Dois acontecimentos levaram a OCDE a rever suas estimativas para o Brasil, diz Jens Arnold, responsável na entidade pelo acompanhamento da economia brasileira. Primeiro, a atividade econômica aumentou 1,95% no primeiro trimestre, apoiada pelo setor dos serviços e pela forte expansão da produção agrícola. ‘Porém, desde um ponto de vista de médio prazo, vemos uma economia brasileira que está voltando a níveis mais moderados de crescimento, depois da forte recuperação post-pandemia’, diz ele. Apesar de uma política fiscal expansionista, a projeção é de que a expansão da economia brasileira vai desacelerar no ano que vem com menor crescimento da demanda doméstica. Prevê que o consumo e o investimento das famílias continuarão a se desacelerar em 2023, na medida em que as condições monetárias mais rígidas aumentarem gradualmente o custo de empréstimo. Como se espera que a demanda externa pelas exportações do Brasil seja modesta e os preços das commodities caíram, as exportações líquidas não poderão contribuir muito para o crescimento. A política monetária deve permanecer restritiva, com a taxa Selic permanecendo em 13,75% até, pelo menos, o terceiro trimestre, podendo a partir daí surgir espaço para baixa de juros. A política fiscal continua expansionista por enquanto, mas a consolidação gradual deve começar em 2024. A diminuição do crédito para a economia e o desemprego ligeiramente maior reduzirão a renda disponível das famílias e contribuirão para a redução da inflação. Neste contexto, a OCDE sugere que continuar as reformas estruturais será ainda mais importante do que foi no passado. ‘Esperamos a reforma tributária adotada este ano, já que isso poderia reduzir os custos de cumprimento das empresas e aumentar a produtividade, e com isso dar um impulso ao crescimento’’, diz Arnold. Mais progresso para fechar as grandes lacunas na infraestrutura de transporte, água e saneamento reforçariam esses efeitos. Para a entidade, o aumento do nível do benefício do programa Bolsa Família é uma medida bem direcionada para os mais necessitados e ajudará a reduzir a pobreza e a desigualdade. A necessidade de acabar com o desmatamento ilegal e esforços contínuos para aproveitar o forte potencial do Brasil na geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis tornariam o crescimento mais sustentável.

VALOR ECONÔMICO

BNDES reabre Plano Safra com R$ 3,6 bi e chega a R$ 7,6 bi em recursos novos para crédito agrícola

Reabertura dos programas agropecuários do Governo Federal, somam-se aos R$ 4 bi disponibilizados para financiamento com opção de taxa fixa em dólar

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reabriu protocolo para novas operações de financiamento no âmbito do Plano Safra 2022/2023, que segue vigente até o próximo dia 30. O anúncio ao público foi feito na terça-feira, 6, na abertura da Bahia Farm Show, feira de agronegócios realizada em Luís Eduardo Magalhães (BA), da qual participaram o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Fávaro, e o Diretor Financeiro e de Crédito Digital para MPMEs do BNDES, Alexandre Abreu. Com isso, um total de R$ 3,6 bilhões volta a estar disponível para dez programas de crédito agrícola do Governo Federal com que o Banco opera, entre eles, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota). A reabertura dos programas foi possível devido à atualização de saldos referentes a cancelamentos de operações contratadas previamente, bem como em função de portaria do Ministério da Fazenda (Portaria MF 446/2023) que permitiu a suplementação de recursos para o período restante. Tal medida foi definida em conjunto com o Mapa e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Novas solicitações de crédito poderão ser feitas por meio de agentes financeiros credenciados no BNDES (agências de fomento, cooperativas de crédito e bancos cooperativos, de montadoras, privados e públicos), enquanto houver recursos disponíveis ou até o fim de junho, quando expira a vigência do Plano Safra 2022/2023. Os programas do Plano estão voltados ao custeio e a investimentos da agricultura familiar e empresarial, tais como aquisição de máquinas e equipamentos, projetos de ampliação, modernização da produção e de inovação e sustentabilidade.

BNDES

Taxas futuras de juros caem pela sexta sessão após IGP-DI ter maior queda desde 1947

As taxas dos contratos futuros de juros recuaram pela sexta sessão consecutiva no Brasil, na contramão do exterior, em meio à percepção de que os índices mais recentes de inflação, como o IGP-DI divulgado na terça-feira, reforçam a perspectiva de um início de corte da taxa básica Selic no futuro próximo

Após o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) indicarem, em semanas anteriores, que os preços no Brasil finalmente estão cedendo, na terça-feira foi a vez de o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) mostrar fraqueza. Conforme a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-DI recuou 2,33% em maio, intensificando o recuo de 1,01% visto no mês anterior. Esta foi a queda mais forte do indicador de inflação em 76 anos, desde abril de 1947 (-2,59%). “Temos visto há alguns dias a curva de juros fechando, praticamente em todos os vértices, e o motivo é único: a desaceleração da inflação”, comentou Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital. “IPCA-15, IGP-M… todos os indicadores estão convergindo para o mesmo lado. E hoje (terça-feira) tivemos o IGP-DI, que está fazendo preço também.” Em análise a clientes, a Azimut Brasil afirmou que a deflação no atacado, observada nos dados do IGP-DI, é justificada pela queda nos preços de commodities como minério de ferro, milho e soja. “O que estamos observando, e não apenas no Brasil, é a reversão da forte alta desses preços durante a pandemia”, avaliou a gestora. Mesmo com os dados de inflação mais favoráveis, a curva a termo segue precificando chances pequenas de o Banco Central iniciar o ciclo de cortes da Selic, atualmente em 13,75% ao ano, já este mês. No entanto, as chances de um corte em agosto aumentaram, pela precificação da curva. Na quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio – o indicador oficial de inflação.

REUTERS

Preço da cesta básica cai em 11 capitais, mostra Dieese

O preço da cesta básica de alimentos caiu em 11 capitais no mês de maio em comparação com abril. As maiores quedas ocorreram em Brasília (-1,9%) e Campo Grande (-1,85%)

As altas principais foram observadas em Salvador (1,42%) e Curitiba (1,41%). Os dados, divulgados na terça-feira (6), são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que pesquisa mensalmente o preço da cesta em 17 capitais.São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 791,82), seguida de Porto Alegre (R$ 781,56), Florianópolis (R$ 765,13) e do Rio de Janeiro (R$ 749,76). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 553,76), João Pessoa (R$ 580,95) e Recife (R$ 587,13). Comparando o preço da cesta de maio de 2023 com o do mesmo mês de 2022, houve aumento em 14 capitais, com variações que oscilaram de 0,98%, em Aracaju, a 7,03%, em Fortaleza. Em três capitais houve queda: Recife (-1,47%), Curitiba (-1,38%) e Florianópolis (-0,9%). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano (de janeiro a maio), o custo da cesta básica aumentou em 11 capitais, com destaque para as taxas acumuladas em Aracaju (6,28%), Belém (4,75%) e Salvador (4,14%). As quedas, que ocorreram em seis capitais, variaram de -4,24%, em Belo Horizonte, a -0,4%, no Rio de Janeiro. Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas da família de um trabalhador com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário, em maio, deveria ter sido R$ 6.652,09 ou 5,04 vezes o mínimo atual, de R$ 1.320.

Agência Brasil

Poupança tem resgate líquido de R$11,747 bi em maio, diz BC

A caderneta de poupança fechou maio com saques líquidos pelo quinto mês consecutivo, mostraram dados do Banco Central divulgados na sexta-feira

A aplicação financeira mais procurada pelos brasileiros registrou um saque líquido de 11,747 bilhões de reais no mês passado, após uma perda líquida de 6,252 bilhões de reais em abril. Em maio do ano passado, houve depósitos líquidos de 3,515 bilhões de reais, mas 2022 terminou com um resgate total acumulado recorde de 103,237 bilhões de reais, no segundo ano seguido de perdas da aplicação. No mês passado, os saques superaram os depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em 10,444 bilhões de reais. Já na poupança rural, as saídas líquidas foram de 1,303 bilhão de reais. No ano, a poupança acumula uma perda de 69,232 bilhões de reais. O movimento de saques ocorre em meio a um cenário de juros elevados, que reduz a competitividade da poupança frente a outros investimentos. Na terça, o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, afirmou em entrevista coletiva que a autarquia está sempre estudando a rentabilidade da poupança para deixar a aplicação “rentável e sustentável”, e levando em conta os impactos agregados.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

SUÍNOS: Preços em queda no PR e SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 107,00/R$ 112,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 8,40/kg/R$ 8,80/kg

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à segunda-feira (5), houve tímida alta apenas em São Paulo, na ordem de 0,17%, chegando a R$ 5,90/kg. Foram registradas quedas de 2,72% no Paraná, atingindo R$ 5,36/kg, e de 0,75% em Santa Catarina, baixando para R$ 5,28/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, custando, respectivamente, R$ 5,97/kg e R$ 5,65/kg.

Cepea/Esalq

Abate de suínos atinge recorde para um 1º trimestre

O abate de suínos mantém uma trajetória de recordes. A carne suína atua como uma substituta da carne bovina por ser de menor preço

No 1º trimestre de 2023, foram abatidas 14,16 milhões de cabeças de suínos, com aumentos de 3,2% em relação ao mesmo período de 2022 e de 1,2% na comparação com o 4° trimestre de 2022. Junto com esse recorde, houve uma elevação nas exportações em comparação com o mesmo período do ano passado. Os embarques para a China, principal comprador, aumentaram. Devido a uma incidência de peste suína em 2018, o país tornou-se o principal comprador de carne suína brasileira. Eles já controlaram a epidemia, mas continuam comprando como medida de regulação de preços e da inflação. Em relação ao mesmo período de 2022, foram 443,98 mil cabeças a mais no 1º trimestre de 2023, em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado por aumentos em 11 das 24 UFs participantes da pesquisa. A maior alta foi em Santa Catarina (+349,21 mil cabeças), que também é o principal estado produtor, com 29,9% da participação nacional.

IBGE

Frango: alta para a ave no atacado paulista

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,50/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 2,80%, valendo R$ 5,50/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço não mudou, valendo R$ 4,37/kg, da mesma maneira que o preço no Paraná, fixado em R$ 4,74/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (5), tanto o preço da ave congelada quanto o do frango resfriado não mudou, valendo, respectivamente, R$ 5,96/kg e R$ 5,97/kg.

Cepea/Esalq

Abate e exportação de frangos atingem novos recordes

O abate de 1,60 bilhão de cabeças de frangos, no 1º trimestre de 2023, representa altas de 4,9% em relação ao mesmo período de 2022 e de 2,3% na comparação com o 4° trimestre

Este resultado determinou novo recorde trimestral na série histórica iniciada em 1997. O Brasil também alcançou novo recorde de volume exportado no mercado de frango. As exportações se beneficiaram da redução da oferta de outros países exportadores impactados pela gripe aviária. O Brasil não foi afetado pela gripe aviária durante o primeiro trimestre e isso facilitou nossas exportações em detrimento de outros países afetados. Além do aumento das exportações, o mercado interno também tem demandado bastante o produto, devido ao menor preço. O total de 74,96 milhões de cabeças de frangos a mais no 1º trimestre de 2023, em relação a igual período do ano anterior, foi determinado pelo aumento no abate em 17 das 25 UFs que fazem parte da pesquisa. O maior acréscimo se deu no Paraná (+48,17 milhões de cabeças), que também lidera o abate de frangos, com 34,1% da participação nacional. Já a produção de ovos de galinha atingiu de 1,02 bilhão de dúzias, o que equivale a um aumento de 2,6% em relação à quantidade apurada no mesmo trimestre em 2022 e queda de 2,8% em comparação à registrada no 4º trimestre do ano passado. Apesar da retração em relação ao trimestre imediatamente anterior, essa foi a maior produção já registrada para um 1º trimestre e a sétima vez que a produção ultrapassou a marca do bilhão, considerando a série histórica da pesquisa, iniciada em 1987.

IBGE

Governo libera R$ 200 mi para combate à gripe aviária após 24 casos confirmados

O governo federal liberou o crédito extraordinário de R$ 200 milhões em favor do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para as ações de enfrentamento à influenza aviária segundo Medida provisória publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (06)

O crédito foi liberado para o fortalecimento do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), após 24 casos de influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres já terem sido confirmados em quatro estados brasileiros. Na segunda-feira (05), o Mapa confirmou o primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade no estado de São Paulo em uma ave silvestre da espécie Thalasseus maximus (trinta-réis-real) encontrada no município de Ubatuba, litoral norte. O ministério também informou a detecção de mais um caso em Niterói, no Rio de Janeiro, em uma ave da mesma espécie. O combate à influenza aviária inclui a rápida identificação, testagem e cuidados sanitários dos casos suspeitos. O Brasil continua livre de influenza aviária em aves do setor produtivo e o comércio internacional de carnes não foi afetado. “O combate à gripe aviária é uma questão que merece a atenção de todos, pois o avanço da doença poderia impactar diversos setores do país”, disse o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em nota. “Por isso, essa medida do presidente Lula e o trabalho que estamos fazendo conjunto com os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ibama e Defesa Civil, além dos órgãos estaduais, vão nos dar mais segurança para o enfrentamento a esta crise sem maiores riscos.”

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