CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1926 DE 27 DE FEVEREIRO DE 2023

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Ano 9 | nº 1926 |27 de fevereiro de 2023

 

ABRAFRIGO

Carne bovina: Pequenos e médios frigoríficos buscam apoio do Mapa para ampliar exportações

 26 de fevereiro de 2023 AbrafrigoAgriculturacarne bovinaexportações de carneMapaministro Carlos Fávaropecuáriapequenos e médios frigoríficos

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Ministro Carlos Fávaro (D) e diretores da Abrafrigo – Foto: Antonio Araujo/Mapa

Os pequenos e médios frigoríficos querem o apoio do governo federal para que possam exportar mais carne bovina. O pedido foi feito pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) durante audiência com o Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nessa sexta-feira (24), em Brasília. Segundo a entidade, o Brasil precisa intensificar as negociações com os principais mercados importadores de carne para ampliar o número de frigoríficos habilitados a exportar. A entidade também pediu maior acesso de seus associados às feiras e exposições internacionais, a fim de que possam promover os seus produtos. “A exportação brasileira de carne bovina, que atingiu receita de US$ 13 bilhões e volume de 2,34 milhões de toneladas em 2022, ainda é altamente concentrada nas mãos de poucas empresas”, disse o Presidente Executivo da Abrafrigo, Paulo Mustefaga. De acordo com ele, os frigoríficos que operam predominantemente no mercado interno enfrentam uma crise que já dura anos, em consequência do baixo crescimento econômico, do desemprego e da perda de poder aquisitivo da população, o que diminuiu o consumo da população. Esse cenário, observou, foi agravado pelos efeitos da pandemia de covid-19. “É preciso dar melhores oportunidades às pequenas e médias empresas para que possam operar no mercado externo, que é muito favorável ao Brasil, assinalou Mustefaga. Só assim, acrescentou, elas terão condições de competir com os tradicionais grupos exportadores. Dificuldades financeiras. “As empresas de menor porte passam por sérias dificuldades financeiras em função dos aumentos de custos e dos preços do boi gordo, principal matéria-prima da atividade, que foram impulsionados pelas exportações dos últimos anos, situação que tem levado ao fechamento ou aumento da ociosidade de diversas empresas.” O executivo lembrou ainda que cerca de 75% da produção brasileira de carne bovina é destinada ao mercado interno. Nesse cenário, pontuou, os pequenos e médios frigoríficos têm grande importância não só no abastecimento doméstico, mas também na geração de empregos e renda no campo e nas cidades brasileiras. Além de Mustefaga, o presidente do Conselho de Administração da Abrafrigo, José João Batista Stival, e representantes de empresas e sindicatos filiados à entidade participaram da audiência com Carlos Fávaro. “Sem dúvida, tivemos um sinal de que vamos trabalhar juntos [com o Mapa] para um crescimento mais equilibrado do setor, dando oportunidade para que mais empresas forneçam [carne bovina] para o mercado mundial”, afirmou o Presidente Executivo da Abrafrigo.

AGROEMDIA

NOTÍCIAS

“Boi China” sem referência, para o boi comum, queda nas ofertas de compra

Na praça pecuária paulista, na sexta-feira (24/2), grande parte dos frigoríficos continuaram fora das compras a espera de definição do caso confirmado de “vaca louca”, se é do tipo clássica ou atípica, e como irá afetar as compras por parte da China, maior importador da carne bovina brasileira

Com expectativa de maior oferta de carne destinada ao mercado, muitas unidades frigoríficas, principalmente as que atendem apenas ao mercado interno, optaram por reduzir a quantidade de dias de abate na próxima semana, à espera de uma definição quanto à exportação, e estão ofertando menos pela arroba do boi. Logo, queda de R$10,00/@ de boi comum. Para vacas e novilhas não foram reportados preços, então a referência continua sendo os preços anteriores ao carnaval (17/2). Ao “boi China”, não há ofertas de compra. Na exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de fevereiro, antes do caso de “vaca louca”, foram exportadas 91,8 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária embarcada, até o momento, é de 7,1 mil toneladas, recuo de 15,3% na comparação com fevereiro/22, o faturamento médio diário está em US$34,3 milhões, recuo de 26,6% na mesma comparação.

SCOT CONSULTORIA

Vaca louca: Brasil deixa de faturar US$ 17 milhões por dia com suspensão de venda de carne à China

Especialistas avaliam, porém, que exportações tendem a ser repostas após liberação dos embarques, sem prejuízo ao produtor brasileiro, e acreditam em rápida retomada do comércio com o gigante asiático

O peso do consumo chinês no mercado da carne bovina brasileira fica mais evidente quando se verifica o impacto diário da paralisação no embarque desses produtos para o gigante asiático. As estimativas apontam que o Brasil deve deixar de faturar cerca de US$ 17 milhões por dia com o fechamento temporário do comércio desse produto, por causa do caso confirmado de mal da vaca louca no Pará. As estimativas da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) indicam para um mercado que movimenta cerca de US$ 500 milhões por mês. Porém, para José Augusto de Castro, presidente da AEB, apesar do impacto financeiro imediato, a tendência é de que as exportações logo sejam repostas, sem prejuízo ao produtor brasileiro, dado o tamanho da demanda chinesa. “Não acredito que vamos perder mercado. O que deve ocorrer, apenas, é adiamento de embarques da produção, ou a transferência de carne para outros países, até que tudo se normalize”, disse o especialista. O professor de agronegócio global do Insper, Marcos Sawaya Jank, afirma que o protocolo sanitário adotado pelo Brasil com a China é o único no mundo que impõe corte das exportações em situações de casos atípicos do mal da vaca louca. Ele afirma que o protocolo deve entrar na pauta da viagem de Lula ao país asiático. O protocolo entre Brasil e China que levou à paralisação das exportações da carne nacional entrou em junho de 2015, quando surgiu no País outro caso atípico de mal vaca louca. Foi quando o Brasil aderiu à regra com aquele que é o seu maior mercado. “Eu acredito que, com a ida do Presidente Lula à China, prevista para o fim de março, o Brasil tem uma ótima oportunidade de rever essa regra, porque o momento das relações bilaterais é excelente. Todos os fatores conspiram para rever isso”, afirma Jank. “É claro que tem de haver transparência e um controle real, mas para situações que realmente exijam esse tipo de medida.” Além da paralisação das exportações em 2015, houve casos atípicos de mal da vaca louca no Brasil em 2019 e em 2021, quando o fechamento chegou a durar quase quatro meses. “Acredito, dessa vez, devemos ter uma rápida solução, porque as relações entre os países estão muito boas. Não temos mais os atritos que vimos no governo passado, quando havia certo embate diplomático e pouca vontade para resolver”, comenta Jank. Alcides Torres, analista de mercado da Scot Consultoria, reforça que o Brasil é considerado um país de risco baixíssimo com relação à doença. “Nosso rebanho é alimentado por capim, criado em pastagens. Mesmo quando é confinado, não recebe resíduos de origem animal. É proibido usar, por exemplo, farinha de sangue, farinha de carne e farinha de ossos”, comenta. “Tudo isso é proibido e há, inclusive, penalização severa se não cumprir essas regras.” Torres também acredita numa resposta rápida da China, para regularizar a situação.

O ESTADO DE SÃO PAULO

ECONOMIA

IPCA-15 avança 0,76% em fevereiro com pressão do setor de educação, diz IBGE

A prévia da inflação “oficial” do Brasil avançou mais do que o esperado em fevereiro, influenciada por reajustes de preços no setor de educação no início do ano letivo, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) –uma prévia do IPCA, referência para o regime de metas de inflação– subiu 0,76% neste mês, acelerando após alta de 0,55% em janeiro. Nos 12 meses até fevereiro, o IPCA-15 avançou 5,63%, abaixo dos 5,87% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. A meta oficial para a inflação este ano é de 3,25%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA. Em fevereiro de 2022, o IPCA-15 havia subido 0,99%. Segundo o IBGE, o resultado deste mês foi influenciado principalmente pelo grupo Educação, que disparou 6,41%, representando a maior variação e o maior impacto no índice geral, de 0,36 ponto percentual. Entre os componentes do grupo, a maior contribuição veio dos cursos regulares, que avançaram 7,64% por conta de reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo, informou o IBGE. As maiores variações vieram do ensino médio (10,29%), do ensino fundamental (10,04%), da pré-escola (9,58%) e da creche (7,28%). Ensino superior (5,33%), curso técnico (4,50%) e pós-graduação (3,47%) também registraram altas. Incluindo Educação, oito dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA-15 tiveram alta em fevereiro. Entre outros destaques estão os grupos Habitação, que avançou 0,63% no mês, acelerando ante a alta de 0,17% vista em janeiro. Alimentação e bebidas, por sua vez, ganharam 0,39%, arrefecendo frente ao ritmo de 0,55% do mês anterior.

REUTERS

Dólar à vista tem alta ante o real sob influência do exterior

Em sintonia com o exterior, o dólar à vista fechou com alta ante o real na sexta-feira, após novos dados de inflação nos Estados Unidos reforçarem as apostas nos mercados de que os juros norte-americanos subirão ainda mais

A perspectiva de juros mais elevados nos EUA deu força ao dólar em todo o mundo e penalizou divisas de maior risco, como o real brasileiro. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1988 reais, em alta de 1,22%. Na semana –mais curta em função do período de Carnaval–, a moeda norte-americana acumulou elevação de 0,69%. Na B3, às 17:39 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,15%, a 5,2045 reais. Cresceram as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) elevará os juros pelo menos mais três vezes em 2023. Em reação, os investidores reduziram ainda mais as posições em ativos de risco – como ações e moedas de países emergentes. Para Felipe Novaes, chefe da mesa de operações do C6 Bank, o processo de convergência da inflação norte-americana para perto de 2% será mais lento, “não permitindo o início do ciclo de redução dos juros americanos antes de meados de 2024”. “Os juros estão fortes nos EUA, mas o Brasil tem atualmente as taxas reais (descontada a inflação) mais elevadas do mundo. Isso acaba limitando também o valor do dólar ante o real. Nas atuais condições, é improvável o dólar superar os 5,30 reais”, afirmou Fernando Bergallo, diretor da assessoria de câmbio FB Capital. Pela manhã, o Banco Central vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional, na operação de rolagem dos compromissos de abril.

REUTERS

Ibovespa cai com risco de juros mais elevado e por mais tempo nos EUA

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, abaixo dos 106 mil pontos, pressionado por receios sobre o ciclo de alta dos juros nos Estados Unidos, enquanto Minerva foi destaque negativo após resultado trimestral aquém das expectativas. MINERVA ON recuou 2,37%, a 11,52 reais, após reportar na véspera prejuízo líquido de 25,7 milhões de reais no quarto trimestre de 2022, contra lucro de 150,3 milhões em igual período do ano anterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,67%, a 105.798,43 pontos. Na semana, mais curta em razão do Carnaval, o Ibovespa contabilizou uma perda de 3,1%, afetado particularmente pelo temor de uma taxa terminal mais alta no ciclo de aperto monetário nos EUA e manutenção do juro elevado por mais tempo. O volume financeiro na sexta-feira somava 18,9 bilhões de reais. Nos EUA, o PCE, medida de inflação do consumo amplamente monitorada pelo Federal Reserve (Fed), aumentou 0,6% em janeiro, após alta de 0,2% em dezembro, mostraram dados na sexta-feira. Excluindo alimentos e energia, subiu 0,6%, de avanço de 0,4% um mês antes. Os números vieram poucos dias após a ata da última decisão de juros do Fed não mostrar consenso na redução do ritmo de alta e apontar que os riscos de uma inflação elevada justificam aumentos contínuos na taxa de juros. A resiliência da inflação norte-americana combinada com a divergência sinalizada na ata e em discursos recentes de membros do Fed endossaram receios sobre um eventual esforço adicional de política monetária pelo banco central norte-americano. “Acreditamos que o banco central americano continuará subindo os juros, com pelo menos mais dois aumentos de 25 pontos-base, alcançando a taxa terminal entre 5% e 5,25%, talvez um pouco acima disso”, afirmou a equipe do C6 Bank. “O importante, em nossa visão, é que o Fed deve manter os juros elevados por um período prolongado para consolidar o processo de desinflação. Não esperamos cortes de juros antes de meados de 2024”, acrescentou em relatório a clientes.

REUTERS

Export/Cepea: Com avanços no preço e volume, faturamento com exportações do agro atinge US$ 160 bi em 2022

Pelo terceiro ano consecutivo, o faturamento com as exportações brasileiras de produtos do agronegócio registrou recorde em 2022

Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizadas com base em dados do Ministério da Economia (ME), Secretaria de Comércio Exterior – sistema Comexstat –, mostram que, de janeiro a dezembro de 2022, o faturamento com as vendas externas do setor somou quase US$ 160 bilhões, 33% acima do registrado em 2021 (US$ 120 bilhões), que, até então, superava o recorde do ano anterior (em 2020, o faturamento somou US$ 101 bilhões). O faturamento com as vendas de produtos do agronegócio de 2022 representou 47% das exportações totais do País e contribuiu para um superávit comercial de US$ 60 bilhões. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário foi resultado dos avanços registrados tanto nos preços médios em dólar quanto no volume embarcado, que foram de respectivos 19% e 12%, de 2021 para 2022. Em moeda nacional, a evolução da taxa real de câmbio doméstica não foi favorável ao setor, mas isso não impediu o aumento do faturamento real em moeda nacional, que foi de 15%. Dentre os produtos do agronegócio considerados nesta pesquisa, com exceção da carne suína, os preços em dólar apresentaram aumento, com destaques para as altas de 55% no do café, de 39% no do milho, de 31% no do etanol e de 24% no do óleo de soja. Quanto aos volumes, os aumentos mais intensos foram verificados para o milho (+112,6%), óleo de soja (+58,1), carne bovina in natura (+27,6%), etanol (+26,3%), celulose (+21,8%), farelo de soja (+18,7), suco de laranja (+10,3%) e carne de frango (+4,2%). O carro chefe das exportações foi a soja e seus derivados, com 38% do faturamento. Em segundo e terceiro lugares estiveram as carnes e produtos florestais, representando 16% e 10% do faturamento. Do lado comprador, a China manteve-se como maior parceiro comercial do agronegócio brasileiro em 2022, com participação de 32% nas vendas externas do setor. Segundo pesquisadores do Cepea, a participação da China caiu frente à registrada em 2021 (de 33,7%). Depois do crescimento mundial em 2022, a perspectiva é de arrefecimento para 2023.

Cepea

Brasil tem déficit em conta corrente de US$8,791 bi em janeiro com maior remessa de lucros

O Brasil registrou déficit em transações correntes de 8,791 bilhões de dólares em janeiro, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,87% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central na sexta-feira, sob impacto de remessas mais fortes de lucros ao exterior

O resultado veio pior do que a expectativa do mercado, conforme pesquisa da Reuters com especialistas, que apontava para um déficit de 8,2 bilhões de dólares em janeiro. No mês, os investimentos diretos no país alcançaram 6,877 bilhões de dólares, abaixo dos 7,1 bilhões de dólares projetados na pesquisa. O dado do mês foi puxado por um déficit na conta de renda primária, de 7,808 bilhões de dólares, ante rombo de 5,737 bilhões de dólares em janeiro de 2022. Nesse segmento, as remessas líquidas de lucros e dividendos aumentaram para 4,500 bilhões de dólares, ante 2,478 bilhões de dólares em mês equivalente do ano passado. O superávit da balança comercial no mês passado foi de 1,208 bilhões de dólares, acima do saldo negativo de 1,355 bilhões de dólares em janeiro de 2022. Já o rombo na conta de serviços ficou em 2,274 bilhões de dólares, contra 2,565 bilhões de dólares no mesmo mês do ano passado.

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Confiança do consumidor brasileiro cai em fevereiro ao menor patamar em 6 meses, diz FGV

A confiança dos consumidores brasileiros caiu em fevereiro para o menor patamar em seis meses, devido à percepção de piora da situação atual, principalmente entre as famílias de menor renda, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no mês queda de 1,3 ponto, a 84,5 pontos, menor nível desde agosto de 2022 (83,6 pontos). “No geral há uma percepção de piora da situação atual, que é mais percebida pelas famílias de menor poder aquisitivo. As perspectivas ainda são cautelosas, apesar de os consumidores ainda serem otimistas em relação ao mercado de trabalho”, avaliou em nota a coordenadora das sondagens, Viviane Seda Bittencourt. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede a percepção dos consumidores sobre o momento presente, caiu 1,8 ponto em fevereiro, para 69,3 pontos, pior resultado desde maio de 2022 (69,1). Já o Índice de Expectativas (IE), indicador do sentimento sobre os próximos meses, perdeu 0,9 ponto, para 95,8 pontos. “O contexto econômico das famílias se altera pouco: maior endividamento, taxas de juros elevadas, desaceleração da atividade econômica e a elevada incerteza devem manter a confiança em patamares baixos em 2023”, alertou Bittencourt.

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EMPRESAS

Minerva vê “vaca louca” no Brasil superada em breve e volume crescente no ano

A Minerva vê algum problema de curto prazo com o caso atípico de “mal da vaca louca” no Brasil, que resultou em um embargo para exportação de carne bovina brasileira à China, mas considera que o cenário para a companhia é positivo nos próximos trimestres, com expectativa de alta de até 15% nos volumes em 2023, disse o Diretor Financeiro da empresa, Edison Ticle, na sexta-feira

“Ainda que no curto prazo tenha algum problema no Brasil em função de caso atípico de BSE (siga em inglês para Encefalopatia Espongiforme Bovina), se olhar para o horizonte de dois a três trimestres a situação é muito positiva”, disse ele durante apresentação de resultados trimestrais. Segundo Ticle, esse cenário positivo se dá pela restrição na oferta de carne bovina dos Estados Unidos, enquanto no Brasil a disponibilidade de animais prontos para abate é maior para o biênio 2023/24, com um novo ciclo pecuário. “Mesmo com a restrição do Brasil (para exportar à China), quero lembrar que o ‘footprint’ diversificado nos permite atender a China através de operações em outros países como Argentina e Uruguai”, disse ele. A Minerva registrou prejuízo líquido de 25,7 milhões de reais no quarto trimestre de 2022, em meio a uma desaceleração de preços e volumes no mercado chinês, o que impactou o período, especialmente em outubro e novembro. Agora a companhia vê o processo de retomada na China ganhando força semana a semana após o fim das medidas restritivas relacionadas à pandemia. A companhia, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, com 20% de “market share”, obteve na Ásia cerca de 50% das receitas de exportações em 2022, com a China respondendo por 43% total. “Estamos vendo os preços subindo, portanto, as exportações de Uruguai e Argentina devem ser rentabilizadas”, disse o CFO. Olhando o cenário global, com a retomada da maior demanda da China e a queda na oferta de carne bovina dos Estados Unidos, estimada em 10% pelo governo norte-americano, o executivo da Minerva vê boas oportunidades para a companhia. Ele disse que há possibilidade de a empresa aumentar seus volumes entre 10% e 15% neste ano, e considera que os preços de maneira geral seguirão firmes, “flats” (estáveis) em um cenário “conservador”. Os problemas que afetaram a empresa no quarto trimestre, incluindo menores abates em regiões do Mercosul, foram “conjunturais”, que deverão ser superados ao longo do ano, acrescentou.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: queda do preço da carcaça especial em SP

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 150,00/R$ 155,00, enquanto a carcaça especial baixou 2,75%/2,65%, custando R$ 10,60/kg/R$ 11,00/kg.

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (23), houve queda de 0,12% em Minas Gerais, chegando em R$ 8,35/kg, e de 0,74% em São Paulo, custando R$ 8,08/kg. Ficaram estáveis os valores no Paraná (R$ 7,42/kg), Rio Grande do Sul (R$ 7,20/kg) e em Santa Catarina (R$ 7,44/kg).

Cepea/Esalq

Suínos/Cepea: Preço da carne suína sobe mais que carnes concorrentes

Os preços médios das carnes suína, bovina e de frango desta parcial de fevereiro estão superiores aos registrados em janeiro

Pesquisadores do Cepea ressaltam, contudo, que o movimento de valorização registrado para a proteína suinícola está mais intenso que o observado para as carnes concorrentes. Diante desse contexto, a proteína suinícola vem perdendo a competitividade frente às demais proteínas neste mês. Vale ressaltar que, à medida que o preço médio da carne suína se distancia do frango e se aproxima do valor da carne bovina, ocorre a perda de competitividade da proteína suinícola.

Cepea

Preços do frango congelado e resfriado em São Paulo subiram na sexta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado teve recuo de 0,45%, custando R$ 6,62/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Houve registro de queda de 1,00% no Paraná, baixando para R$ 4,94/kg, e retração de 11,16% em Santa Catarina, com preço de R$ 4,30/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (23), o frango congelado teve aumento de 2,93%, avançando para R$ 7,03/kg, enquanto a ave congelada subiu 2,15%, fechando em R$ 7,12/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Poder de compra de avicultor melhora

Os preços do frango vivo vêm registrando alta nesta parcial de fevereiro, ao passo que os valores dos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, estão em queda

Esse movimento tem resultado em melhora no poder de compra do avicultor do estado de São Paulo. Dados do Cepea mostram que, na parcial de fevereiro (até o dia 22), produtores paulistas conseguem adquirir 1,74 quilo de farelo de soja com a venda de um quilo de frango vivo, 3,7% a mais que em janeiro. No caso do milho, na mesma comparação, o avicultor pode adquirir 3,59 quilos do cereal com a venda de um quilo de animal, quantidade 3,8% acima da de janeiro/23.

Cepea

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