CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1913 DE 06 DE FEVEREIRO DE 2023

abra

Ano 9 | nº 1913 |06 de fevereiro de 2023

NOTÍCIAS

A cotação da arroba do boi gordo em São Paulo encerrou a semana com alta

Mesmo com escalas de abate confortáveis para grande parte das indústrias frigoríficas e outras fora das compras, a cotação do boi gordo subiu R$5,00/@ nesta sexta-feira (3/2)

Mesmo com escalas de abate confortáveis para grande parte das indústrias frigoríficas e algumas outras fora das compras da matéria-prima, a cotação do boi gordo subiu R$ 5/@ na sexta-feira, 3 de fevereiro, no mercado paulista, informou a Scot Consultoria. O boi gordo foi negociado por R$ 275/@, enquanto os preços da vaca e novilha gordas seguiram estáveis, em R$ 259/@ e R$ 265/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, destaca a valorização de R$ 10/@ no preço do boi-China durante a virada de janeiro para fevereiro. Neste momento, o animal entregue aos importadores chineses está valendo R$ 285/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo), mas há relatos de negócios em até R$ 290/@, relata Fabbri. “O ágio do boi-China deverá seguir elevado, principalmente no primeiro semestre”, prevê o analista da Scot, que justifica: “a retomada da habilitação da exportação à China da planta frigorífica em Mozarlândia (GO), somado a menor pressão pela entrega de boiadas pelo pecuarista, além do período de fim do Ano Novo Lunar chinês e a revisão do crescimento econômico chinês pelo Fundo Monetário Internacional (de 4,4% para 5,2%), põem boas expectativas para a exportação brasileira de carne bovina”. No ambiente interno, continua Fabbri, “o quadro será ditado pelo comportamento do varejo e suas ações ante a um recuo de preços nos elos anteriores da cadeia de carne bovina, com a perspectiva de manutenção do quadro de descarte de fêmeas e, consequentemente, de um maior volume de carne chegando ao mercado”. Em Pelotas – RS, a ponta compradora gaúcha fechou a semana ofertando R$0,10/kg a mais para a vaca gorda. Na exportação de carne bovina in natura em janeiro de 2023, a exportação foi recorde em volume e faturamento, considerando os meses de janeiro, porém o preço da tonelada, em dólares, caiu. Foram exportadas 160,2 mil toneladas de carne bovina in natura, com faturamento de US$775,8 milhões, incrementos, respectivamente, de 10,8% e 2,5% em relação à média diária de janeiro de 2022. O preço médio por tonelada (US$,4,8 mil) caiu 7,5% nessa mesma comparação.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico do boi gordo com preços acomodados nos principais estados produtores

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a demanda de carne bovina na virada de mês pode ser um fator importante para a recuperação dos preços da arroba país afora

O contraponto segue na posição das escalas de abate, ainda confortáveis na região Centro-Norte, que permitem a indústria atuar e maneira mais tímida na compra de gado. Por sua vez, os pecuaristas também dispõem de boa capacidade de retenção, com pastagens apresentando boas condições. “No Sudeste as negociações envolvendo animais padrão China dão o tom do mercado, ainda contando com algumas negociações acima da referência média”, diz o comentarista. Iglesias ainda destaca que essa dinâmica mudará durante o segundo trimestre, período de seca em que o pecuarista tende a perder capacidade de retenção. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi subiu para R$ 287. Em Minas Gerais, os preços fecharam em R$ 287. Em Dourados (MS), a cotação se manteve R$ 254. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 247. Em Goiânia (GO), a arroba está em R$ 265. Já os preços da carne bovina subiram no mercado atacadista. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por moderada alta das cotações no decorrer da primeira quinzena de fevereiro, período que conta com maior apelo ao consumo. “O grande ponto de entrave a altas mais agressivas é a situação das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, ainda em dificuldades no início de 2023, com indícios de excesso de oferta no mercado.”, destaca o comentarista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,50 por quilo, alta de R$ 0,50.  Já a ponta de agulha ficou com preço de R$ 14,60, subindo R$ 0,30. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 19,90 por quilo, alta de R$ 0,10.

AGÊNCIA SAFRAS

Cepea projeta aumento no consumo de carne bovina de 1,5% em 2023

“O fator que pode fortalecer a melhora no consumo doméstico é o preço da carne na ponta final. Isso porque o possível avanço na produção no campo tende a resultar em preço mais atrativo ao consumidor brasileiro”, informou

A produção brasileira vinha mostrando sinais de recuperação nos primeiros três trimestres de 2022 – tanto em volume de animais abatidos quanto em quantidade de carne por cabeça (maior produtividade) – cenário que pode ser mantido em 2023. A retenção de fêmeas em 2020 e em 2021 resultou em investimentos na produção de animais jovens que, por sua vez, começaram a entrar no mercado em 2022 e que devem continuar sendo disponibilizados em 2023.  E uma possível recuperação na oferta deve enfraquecer os valores de negociação da arroba, especialmente no primeiro semestre de 2023. Por outro lado, os custos de produção no campo seguem bastante elevados, com altos preços de adubos, diesel, nutrição e milho. Esse cenário pode desestimular pecuaristas e limitar o número de animais em confinamento. Os embarques de carne bovina devem seguir influenciando na formação de preços da pecuária em 2023, conforme apontou o relatório mensal do Cepea. “A China deve continuar sendo o maior destino da carne bovina brasileira, mas os recentes posicionamentos do país asiático frente ao combate aos novos casos de covid-19 e os esforços para recuperar a produção de suínos podem enfraquecer o intenso ritmo das compras internacionais verificado nos últimos anos. Diante disso, é primordial que o setor exportador nacional siga fortalecendo as relações com outros importantes destinos da carne, como Estados Unidos, Chile e Emirados Árabes Unidos”, reportou o Cepea. Outro fator a acompanhar neste ano, é o comportamento do câmbio que deve operar na casa dos R$ 5,27 em 2023 – segundo o relatório do Banco Central (Boletim Focus) divulgado no último dia 26 de dezembro –, o que tende a manter atrativas as vendas externas da proteína.

Cepea

Preço da carne bovina cai no atacado em janeiro, diz Cepea

O preço da carne bovina no atacado da Grande São Paulo caiu em janeiro, em relação a dezembro, apesar do aumento nas exportações do produto in natura, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

A carcaça casada do boi no atacado da Grande São Paulo foi comercializada a R$ 18,93/kg em janeiro, recuo de 2,8% em relação a dezembro. A queda no preço da carne acompanhou o declínio nos valores dos animais para abate. “Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, o enfraquecimento nos valores esteve atrelado ao crescimento na produção de animais jovens e, consequentemente, à maior oferta de gado pronto para abate”, disse o Cepea em nota. O indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo) caiu 2,1% em janeiro, ante dezembro, para R$ 285,97. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Mato Grosso do Sul) do bezerro teve média de R$ 2.395,32/cabeça em janeiro, queda de 1,1% em relação a dezembro. As exportações de carne bovina brasileira in natura em janeiro somaram 160,2 mil toneladas, um aumento em relação ao volume de 152,4 mil toneladas de dezembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Serviços (Mdic).

CARNETEC

CEE abre cota para importação de carne bovina sem tarifa em 2023, a maior parte da Rússia

Adido agrícola russo no Brasil, Andrey Yurkov, disse que frigoríficos brasileiros habilitados podem se beneficiar com a isenção

O Conselho da Comissão Econômica Eurasiática (CEE) abriu, na sexta-feira, uma cota para a importação de até 125 mil toneladas de carne bovina de parceiros comerciais para cinco países do bloco sem tarifas ao longo de 2023. A maior parte da cota, 100 mil toneladas, é para a Rússia. A decisão também prevê até 10 mil toneladas para a Armênia, até 7,5 mil toneladas para Belarus, até 5 mil toneladas para o Cazaquistão, e até 2,5 mil toneladas para o Quirguistão. O adido agrícola russo no Brasil, Andrey Yurkov, disse ao Valor que os frigoríficos brasileiros habilitados podem se beneficiar com a isenção para a importação. Em 2022, a cota para a importação russa sem tarifa foi o dobro, 200 mil toneladas. No ano passado, o Brasil exportou 49,8 mil toneladas de carne bovina para a Rússia, com receita de US$ 197,5 milhões, segundo dados do Agrostat do Ministério da Agricultura. Dos demais países da lista, o Brasil tem negócios com o Cazaquistão, para onde vendeu apenas 42 toneladas em 2022. O comunicado do Conselho diz que “o principal volume de carne importada de países terceiros recai sobre os produtos congelados, que se destinam à produção de conservas e embutidos”. O órgão explicou ainda que a medida tem o objetivo de “fornecer aos produtores de carne matérias-primas acessíveis e estabilizar os preços ao consumidor”. A decisão entrará em vigor 10 dias após a publicação da norma. O Brasil tem dezenas de frigoríficos habilitados para exportação de carne bovina para a Rússia. Algumas, no entanto, têm algumas restrições para as vendas. Em 2021, três plantas que estavam suspensas tiveram embargos retirados.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

Dólar sobe quase 2% após relatório de emprego dos EUA

O dólar subiu quase 2% frente ao real na sexta-feira, depois que um relatório de emprego surpreendentemente forte do governo dos Estados Unidos reduziu esperanças de abrandamento do aperto monetário do Federal Reserve

No mercado à vista, o dólar subiu 1,98%, a 5,1456 reais na venda, bem distante de patamares intradiários abaixo de 5 atingidos na véspera. A moeda teve a maior valorização percentual diária desde 10 de novembro passado (+4,10%) e a cotação de encerramento mais alta desde 23 de janeiro (5,1993). Na semana, a divisa norte-americana avançou 0,64%. O dólar disparou globalmente depois que o Departamento do Trabalho dos EUA informou na sexta-feira a abertura de 517 mil vagas de emprego fora do setor agrícola do país no mês passado. Os dados “mostram que o mercado de trabalho está muito apertado, sem sinais de que terá um arrefecimento significativo no curto prazo”, disse Nicole Kretzmann, economista-chefe da UPON Global Capital. “Portanto, aumenta muito a probabilidade de que o Fed precise manter a política monetária em patamar mais restritivo e por mais tempo.” Após os dados de emprego desta sexta, o mercado futuro norte-americano passou a refletir chances maiores de que o Fed não pare de elevar os juros até que chegue à faixa de 5% a 5,25%. Segundo Denilson Alencastro, economista-chefe da Geral Asset, também colaboraram para a alta do dólar frente ao real nesta sessão falas recentes de Lula, que afirmou na quinta-feira em entrevista à RedeTV que pode buscar rever a autonomia do Banco Central quando terminar o mandato do atual presidente da instituição, Roberto Campos Neto, em 2024. Custos de empréstimo altos no Brasil tornam o real mais atraente para uso em estratégias que buscam lucrar com diferenciais de juros entre economias. Por outro lado, tendem a esfriar a atividade econômica, o que no curto prazo pode jogar contra a agenda desenvolvimentista do governo Lula.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com exterior e amplia perda na semana

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, abaixo dos 109 mil pontos, contaminado pela aversão a risco no exterior, em meio a dados mais fortes do mercado de trabalho nos Estados Unidos e balanços de tecnologia em Wall Street

Ações sensíveis à economia brasileira também sofreram com o aumento da inclinação da curva de juros doméstica, após declarações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a independência do Banco Central e a taxa básica de juros. Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 1,36%, a 108.645,3 pontos, segundo dados preliminares. O volume financeiro somava 22,5 bilhões de reais. O Ibovespa acumulou queda de 3,27% na semana, a primeira de queda desde o declínio de 0,7% na primeira semana do ano.

REUTERS

Serviços perde força em janeiro e confiança do setor é a menor em um ano e meio, mostra PMI

O crescimento da atividade de serviços do Brasil perdeu fôlego em janeiro, quando a produção e os novos negócios do setor registraram os aumentos mais fracos em 20 meses, mostrou uma pesquisa na sexta-feira que apontou ainda menor confiança nos negócios

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado na sexta-feira pela S&P Global mostrou queda para 50,7 em janeiro, de 51,0 em dezembro. O resultado acima de 50 mostra expansão do setor pelo 20º mês seguido, mas no ritmo mais fraco neste período. Enquanto alguns entrevistados mencionaram aumento das vendas e conquista de novos clientes, outros citaram a demanda fraca por seus serviços. “O setor de serviços do Brasil conseguiu manter a cabeça acima da água no início de 2023, sustentando o crescimento de novos negócios e produção quando foram registradas contrações no setor industrial”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, destacando que uma retomada iminente no curto prazo parece “altamente improvável”. O volume de novos pedidos continuou a crescer no primeiro mês do ano, mas o ritmo de expansão foi o mais baixo desde maio de 2021. Ainda assim, os fornecedores de serviços estão confiantes de que a retomada de novos negócios e de investimentos, a contenção da inflação e a redução dos custos de empréstimos podem impulsionar a produção ao longo dos próximos 12 meses. Em janeiro, no entanto, a fraqueza da demanda, esforços de reestruturação e a incerteza do mercado provocaram a segunda queda mensal consecutiva do emprego no setor, acima da taxa vista em dezembro. Em relação à inflação, o aumento dos preços de insumos acelerou em janeiro, sob pressão do câmbio, de contas salariais mais elevadas e da retomada do ICMS sobre as vendas. Os preços cobrados pela prestação de serviços também aumentaram, chegando a uma sequência de 27 meses de inflação no setor, com a taxa marcando o nível mais alto desde agosto passado e ultrapassando a sua média de longo prazo.

Com a atividade de serviços ainda crescendo em janeiro, mas com a atividade industrial do Brasil marcando o terceiro mês seguido de contração, o PMI Composto subiu de 49,1 em dezembro para 49,9 no mês passado, apenas uma fração abaixo da marca de 50,0 que separa contração de crescimento.

REUTERS

Indústria do Brasil fica estagnada em dezembro e fecha 2022 com perdas de 0,7%

A produção industrial brasileira registrou estagnação em dezembro e encerrou 2022 com queda acumulada no ano, indicando que deve seguir patinando em 2023 diante dos juros elevados, das incertezas econômicas e do crescimento global fraco

O resultado de dezembro ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters, e deixa o setor 2,2% abaixo do patamar pré-pandemia da Covid-19 (fevereiro de 2020) e 18,5% abaixo do nível recorde da série, de maio de 2011. Os dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda que, em relação ao mesmo mês do ano anterior, o setor apresentou recuo de 1,3% na produção, contra expectativa de retração de 1,1%. Assim, o setor, que vem apresentando mais dificuldade de recuperação, fechou o ano com perdas acumuladas de 0,7%, depois de avançar 3,9% em 2021 e de contrair 1,1% em 2019 e 4,5% em 2020 (-4,5%). O Gerente da pesquisa, André Macedo, destaca que a indústria tem comportamento predominantemente negativo nos últimos anos, lembrando que o crescimento de 2021 tem relação direta com a queda significativa de 2020 por conta do início da pandemia. Depois de alguns resultados positivos no início do ano com ajuda de incentivos do governo ao setor e à renda, a indústria passou a mostrar fraqueza no segundo semestre, passando a sentir com mais intensidade o aperto monetário que tirou a taxa básica de juros Selic de 2% para os atuais 13,75%. “Também há influência do aumento nas taxas de inadimplência e de endividamento. E o mercado de trabalho, que embora tenha mostrado clara recuperação ao longo do ano, ainda se caracteriza pela precarização dos postos de trabalhos gerados”, afirmou Macedo. O cenário para 2023, além dos custos de empréstimos elevados, inclui ainda a perspectiva de crescimento global mais fraco. Em dezembro, as influências positivas de maior destaque vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,4%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,1%). Por outro lado, apresentaram queda produtos alimentícios (-2,6%) e metalurgia (-5,1%). Entre as categorias econômicas, somente a fabricação de Bens Intermediários recuou, a uma taxa de 2,1%, enquanto Bens de Capital avançaram 1,8% e Bens de Consumo tiveram ganho de 2,2%. Já no ano de 2022 o recuo teve como maior influência as perdas de 3,2% do setor de indústrias extrativas, puxado pelo minério de ferro. Todas as grandes categorias econômicas tiveram resultados negativos no acumulado do ano passado: Bens Intermediários de 0,7%, Bens de Capital de 0,3% e Bens de Consumo de 0,8%.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: semana encerrou com altas

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de 1,56%/2,27%, chegando em R$ 130,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,04%/0,98%, cotada em R$ 10,00/kg/10,30/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (2), os preços ficaram estáveis no Rio Grande do Sul (R$ 6,37/kg), e em São Paulo (R$ 6,75/kg). Houve alta de 2,23% em Minas Gerais, alcançando R$ 7,32/kg, avanço de 0,32% no Paraná, subindo para R$ 6,36/kg), e de 2,20% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,50/kg.

Cepea/Esalq

Rabobank: Reabertura da China deve impactar equilíbrio entre oferta e demanda de carne suína, mas movimento ainda é incerto

Segundo o banco, a demanda enfraquecida por carne suína na China só deve dar sinais de melhora no final do primeiro trimestre

Conforme análise divulgada pelo banco europeu Rabobank a respeito da oferta, consumo e comércio global de carne suína no primeiro trimestre de 2023, a demanda por carne suína na China foi enfraquecida devido à última onda grave de casos de Covid-19, estabelecimento de políticas restritivas de movimentação da população, além da alta oferta de animais pesados para abate e isso derrubou os preços e a demanda pela proteína. A previsão é de que esta volatilidade deva continuar no decorrer deste primeiro trimestre do ano, e começar a ter sinais de melhora na demanda na virada para o segundo trimestre de 2023.  Enquanto a expectativa da performance do setor é considerada baixista pelos analistas no curto prazo, há um cenário positivo de retomada da demanda uma vez que os casos de Covid-19 na China diminuam de maneira substancial e a vida “volte ao normal” no país. Deve haver uma demanda reprimida nos canais de foodservice, mas também há dúvidas de como essa demanda deve se mostrar (mais fortalecida ou não), dados os desafios macroeconômicos. A volatilidade deve ser uma constante em 2023, e o banco espera que, se não houver mais nenhum fator novo que cause disrupção no setor, os preços do animal na China devem ter alta a partir do segundo trimestre. Para o Brasil, que tem a China como principal parceiro nas exportações de carne suína, representando 42% na fatia dos embarques brasileiros, o Rabobank projeta que a competitividade do Brasil deve sustentar um crescimento de participação. Desta forma, a perspectiva é de aumento de 2% no volume a ser embarcado neste ano. Os pontos de atenção para o primeiro trimestre e os meses seguintes elencados pelo Rabobank são os preços dos grãos, devido à estiagem na Argentina, colheita mais enxuta da safra 2022/23 de milho e soja nos Estados Unidos, estoques finais mundiais menores e demanda incerta. Soma-se a isso questões sanitárias, relativas a casos de Peste Suína Africana e outras doenças, recuperação do consumo pós-Covid-19 na China, condições macroeconômicas (confiança nos investimentos, emprego e consumo), e a competição da carne suína com outras proteínas no varejo e canais de foodservice.

Rabobank

Preços do frango estáveis na sexta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 1,13%, custando R$ 6,25/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança no preço, fixado em R$ 4,29/kg, enquanto no Paraná, houve alta de 0,40%, precificado em R$ 4,99/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (2), tanto o frango congelado quanto a ave resfriada não tiveram alteração nos valores, fechando, respectivamente, em R$ 6,56/kg e R$ 6,61/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Preço recua com força em janeiro, apesar de alta nos embarques

As médias de preços de grande parte dos produtos avícolas acompanhados pelo Cepea registraram baixas expressivas entre dezembro/22 e o primeiro mês de 2023, devido à oferta elevada da carne no mercado doméstico

Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, a maior disponibilidade da proteína se somou ao baixo poder de compra da maior parte da população brasileira em janeiro – mês marcado por despesas extras –, reforçando a queda nos preços. Nem mesmo o bom desempenho nas exportações da carne de frango in natura ao longo do mês foi suficiente para impedir as desvalorizações no mercado doméstico. De acordo com informações da Secex, a média diária de embarques de carne de frango in natura foi de 17,7 mil toneladas em janeiro, 9,9% acima da observada em dezembro/22 e 17% maior que a de janeiro/22, totalizando 388,6 mil toneladas no último mês.

Cepea

INTERNACIONAL

China segura compras de carne do Uruguai em janeiro

As exportações de carne bovina do Uruguai somaram US$ 131 milhões, 39% abaixo do registrado em janeiro de 2022

No entanto, o produto foi o segundo mais vendido pelo país, representando 15% do que foi exportado em janeiro de 2023, segundo dados do Uruguai XXI. A queda é parcialmente explicada pelo recuo de 55% nas compras da China em relação ao ano anterior, de US$ 150 milhões em janeiro de 2022 para US$ 67 milhões em janeiro de 2023. No entanto, o mercado chinês continua sendo o destino mais importante da carne bovina uruguaia, com 51% do total exportado de carne bovina. As exportações para outros destinos somam US$ 64 milhões e caíram em menor proporção, 2% na comparação anual, apontou o relatório. As exportações de derivados de carne somaram US$ 29 milhões em janeiro de 2023, registrando variação anual negativa, de 32%. Estes representaram 3% do total exportado no mês.

Agência Safras

Preços mundiais de alimentos caem pelo 10º mês consecutivo em janeiro, diz FAO

Os preços mundiais dos alimentos caíram em janeiro pelo décimo mês consecutivo, e registram agora uma baixa de aproximadamente 18% em relação ao recorde atingido em março do ano passado, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, informou a agência de alimentos das Nações Unidas nesta sexta-feira

O índice de preços da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), que acompanha as commodities alimentares mais negociadas globalmente, teve uma média de 131,2 pontos no mês passado, contra 132,2 em dezembro. Essa foi a leitura mais baixa desde setembro de 2021. O número de dezembro foi revisado para baixo de uma estimativa original de 132,4. Quedas nos preços de óleos vegetais, laticínios e açúcar ajudaram a derrubar o índice, enquanto cereais e carnes permaneceram praticamente estáveis, disse a FAO. O índice de preços de cereais da FAO subiu apenas 0,1% em janeiro em relação ao mês anterior, alcançando um aumento de 4,8% no ano. Os preços internacionais do trigo caíram 2,5% com a produção na Austrália e na Rússia superando as expectativas. O arroz, por outro lado, saltou 6,2%, impulsionado em parte pela forte demanda local em alguns países asiáticos exportadores. Os preços dos óleos vegetais caíram 2,9% em janeiro, o índice de lácteos baixou 1,4% e o açúcar recuou 1,1%. A carne caiu apenas 0,1%. Em estimativas separadas de oferta e demanda de cereais divulgadas nesta sexta-feira, a FAO elevou sua previsão para a produção global de cereais em 2022 para 2,765 bilhões de toneladas, contra estimativa anterior de 2,756 bilhões de toneladas. A FAO disse que espera uma produção global recorde de trigo em 2022, graças às previsões revisadas de safra da Austrália e da Rússia. Olhando para 2023, a FAO disse que as primeiras indicações apontavam para uma provável expansão da safra de trigo de inverno no hemisfério norte. No entanto, alertou que os altos custos de fertilizantes podem afetar os rendimentos.

REUTERS

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

 

 

abrafrigo

Leave Comment