
Ano 9 | nº 1897 |13 de janeiro de 2023
NOTÍCIAS
Queda na cotação para o “boi China”
As cotações do boi e novilha gordos destinados ao mercado interno caíram R$4,00/@ na comparação diária
As cotações do boi e novilha gordos destinados ao mercado interno, além do chamado “boi-China, caíram na quinta-feira (12/1), nas praças do interior de São Paulo, refletindo a forte pressão de baixa imposta pelos frigoríficos desde o início de janeiro. Segundo apuração da Scot Consultoria, o valor do boi gordo “comum” ficou em R$ 270/@ (preço bruto, no prazo) no mercado paulista, com baixa de R$ 4/@ sobre a cotação do dia anterior. A cotação da novilha gorda também registrou desvalorização diária de R$ 4/@, atingindo R$ 265/@, enquanto o valor da vaca gorda negociada em São Paulo ficou estável, em R$ 261/@ (preços brutos e a prazo), informou a Scot. Para o “boi China”, a referência caiu R$ 5/@ no mercado paulista, agora negociado por R$ 275/@ (preço bruto e a prazo). De acordo com a consultoria, as indústrias que atendem ao mercado de exportação pagam menos por bovinos mais erados, acima de 30 meses de idade, cujo destino geralmente é o mercado interno. O deságio deste padrão de animal terminado, informa a Scot, pode chegar a até R$ 30/@, com ofertas em torno de R$ 245/@, informou a Scot. No Acre, as escalas de abate confortáveis, atendendo em média 10 dias, e um baixo escoamento de carne bovina trouxe conforto nas negociações por parte da ponta compradora, que ofertou R$10,00/@ a menos para todas as categorias, em relação ao dia anterior (11/1). No Rio Grande do Sul, Oeste, queda de R$0,10/kg de boi gordo e R$0,05/kg de vaca gorda. A cotação da novilha gorda ficou estável. As quedas ocorreram devido à estiagem na região que tem dificultado o manejo das pastagens, com isso, os produtores estão buscando diminuir a pressão de pastejo, elevando a oferta de gado.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo voltou a operar com preços em queda na quinta-feira (12)
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, grande parte dos frigoríficos ainda aponta para uma posição confortável de suas escalas de abate, atendendo entre cinco e sete dias úteis em média
“Com uma fraca demanda por carne bovina neste início de ano aumenta a perspectiva de queda mais contundente das cotações. É necessário apontar o contraponto, que os pecuaristas ainda dispõem de boa capacidade de retenção em meio à melhor condição das pastagens”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi caiu de R$ 282 para R$ 280. Em Minas Gerais, os preços permaneceram em R$ 282. Em Dourados (MS), a cotação se manteve R$ 264. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 253. Já em Goiânia (GO), a arroba está em R$ 273. O mercado atacadista apresentou estabilidade em seus preços. De acordo com Iglesias, a expectativa é de continuidade no movimento de queda no curto prazo, considerando a reposição mais lenta entre atacado e varejo no decorrer da segunda quinzena do mês. “Além disso, a população está descapitalizada nesse período do ano, considerando a incidência de despesas tradicionais ao período”, destaca o comentarista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14 por quilo. Já a ponta de agulha caiu, ficando com preço de R$ 14,50. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 20 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Mapa receberá contribuições da sociedade na rastreabilidade na cadeia produtiva de carnes de bovinos e búfalos
A rastreabilidade é fundamental para assegurar saúde dos rebanhos e comércio seguro dos produtos. A consulta ficará disponível até o dia 16 de fevereiro de 2023
O Ministério da Agricultura e Pecuária abriu uma Tomada Pública de Subsídios sobre a proposta de regulamentação de controles aplicados à rastreabilidade na cadeia produtiva das carnes de bovinos e de búfalos no Brasil. A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e o Codex Alimentarius reconhecem que a rastreabilidade na cadeia produtiva de carne bovina é uma ferramenta essencial para assegurar tanto a inocuidade dos alimentos, a saúde dos rebanhos e viabilizar a promoção do comércio seguro desses produtos. Atualmente, a rastreabilidade em vigor no país, definida na Lei nº 12.097/2009, baseia-se no cadastro de propriedades rurais feito pelos próprios produtores nos serviços veterinários estaduais (SVEs); identificação coletiva dos animais (quando é informada a propriedade de procedência dos animais); e expedição da Guia de Trânsito Animal (GTA) pelos SVEs para fins de controle da movimentação do lote de animais entre a propriedade de procedência e o estabelecimento de destino. “O sistema de rastreabilidade baseado na identificação animal coletiva é de grande valia e, até o momento, atende satisfatoriamente o mercado interno e os programas sanitários. Porém, não possibilita ao Serviço Veterinário Oficial conhecer as informações pormenorizadas referentes ao histórico de vida de cada animal movimentado entre distintas propriedades rurais situadas no território nacional. Por este motivo, vários países na América do Sul e outras regiões do mundo já adotaram a identificação animal individual como forma de aperfeiçoamento dos seus sistemas de rastreabilidade”, explica a auditora fiscal federal agropecuária Andréa Perez. A decisão de adotar o sistema de rastreabilidade bovina individual no país é considerada complexa e carece de ampla discussão com a sociedade devido à vasta dimensão do território brasileiro com graus distintos de tecnificação, de qualificação da mão-de-obra e de capacidade de investimento. A consulta ficará disponível até o dia 16 de fevereiro de 2023. O questionário para participação encontra-se no sistema SISMAN da Secretaria de Defesa Agropecuária. Para ter acesso ao SISMAN, o usuário deverá fazer cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso – SOLICITA, por meio do link https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.
MAPA
ECONOMIA
Dólar fecha abaixo de R$ 5,10, no menor patamar desde 4 de novembro
A sessão foi marcada por uma fraqueza generalizada da moeda americana no exterior
O dólar à vista terminou a sessão da quinta-feira em queda consistente depois que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de dezembro nos Estados Unidos veio fraco, indicando uma consolidação do esfriamento da inflação. No Brasil, a atenção dos agentes financeiros na sessão esteve voltada à divulgação das medidas fiscais do novo governo para conter a dívida pública. No fim das negociações, o dólar comercial fechou em queda de 1,56%, a R$ 5,0999, no menor nível de fechamento desde 4 de novembro. O contrato futuro para fevereiro operava perto das 17h05 em queda de 1,17%, a R$ 5,1200. No exterior, a moeda perdeu força ante divisas emergentes, caindo 1,06% contra o rand sul-africano e recuando 0,45% ante o peso mexicano por volta de 17h30. O índice DXY, que mede o peso do dólar ante uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, exibia perdas de 0,85%, a 102,309 pontos. Na manhã de hoje, foram divulgados os números de inflação nos EUA, que ficaram em linha com o esperado pelo mercado em dezembro. Como apontaram os economistas do Wells Fargo em nota, as evidências cada vez mais convincentes de desaceleração da inflação trazidas pelo relatório de hoje aumentam a chance de que o Federal Reserve (Fed) aumente os juros em apenas 0,25 ponto percentual em sua próxima reunião. “Mas com a tendência da inflação ainda acima da meta, esperamos que, mesmo que o Fed entregue uma redução no ritmo, ele continuará apertando depois de sua próxima reunião.” A deflação na margem em dezembro nos EUA é o principal motivo para o dólar ter atingido as mínimas ante o real na manhã desta quinta-feira, aponta Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora. “O dado mostra que a tendência é de a inflação perder força nos EUA, com os preços dos barris de petróleo distantes do ápice do ano passado e com a economia da China voltando a abrir e reduzindo a pressão na ponta da oferta dos produtos”, diz. Velloni ainda afirma que, com a indicação de esfriamento de preços, o Fed pode ser mais flexível em seu aperto monetário. “Essa é uma inflação diferente. Ainda que a economia americana estivesse aquecida, havia um problema de oferta gerado pela pandemia. Agora o cenário começa a mudar.” Outro motivo que explica a fraqueza do dólar frente ao real é a própria reabertura da China, diz Velloni. No Brasil, a atenção agora a tarde se voltava a divulgação de medidas econômicas do ministério do Planejamento por Fernando Haddad. Em um cenário otimista, o Ministro chegou a sugerir zerar o déficit primário. Para ele, a realização da meta depende de fatores, mas que a projeção pelo lado das receitas não deve cair, assim como as medidas para voltar a reverter a desoneração do PIS/Cofins no final do ano e a mudança na base de cálculo do imposto.
VALOR ECONÔMICO
Americanas derrete 77,33%; Ibovespa fecha em queda
Tombo dos papéis da varejista, após “inconsistências” de R$ 20 bi, é o maior da história das ações que compõem a carteira atual do índice desde 1994´; investidores também analisam medidas econômicas anunciadas e inflação nos EUA
Em sessão marcada pelo derretimento das ações da Americanas (-77,33%) — a maior queda da história das ações que compõem a carteira atual do Ibovespa desde 1994, segundo levantamento do Valor Data — o Ibovespa voltou ao campo negativo após seis pregões consecutivos de altas. Além do imbróglio da varejista, que encontrou R$ 20,8 bilhões em inconsistências contábeis no seu balanço, investidores analisaram o anúncio das primeiras medidas da equipe econômica do novo governo e os dados de inflação dos Estados Unidos. No fim da sessão, o referencial local registrou perda de 0,59%, aos 111.850 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 21,27 bilhões no Ibovespa e R$ 26,62 bilhões na B3. Em Nova York, os principais índices acionários encerraram em alta. O S&P 500 avançou 0,34%, aos 3.983 pontos, o Dow Jones fechou em alta de 0,64%, aos 34.189 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,64%, aos 11.001 pontos. O Ibovespa abriu a sessão em queda firme, com investidores colhendo mais informações sobre o rombo financeiro de R$ 20,8 bilhões da Americanas (o papel da empresa ficou em leilão até às 14h20) e possíveis impactos em concorrentes e no setor financeiro, credor da companhia. Depois de mais quatro horas de leilão, os papéis ordinários da empresa abriram quase 80% (e fecharam a sessão com perdas de 77,33%). Georgia Jorge, do BB Investimentos, disse que, apesar de sua recomendação de venda de AMER3 não estar ligada à essa questão, mas sim ao fato de a companhia estar passando por um processo de turnaround combinado a um cenário macroeconômico adverso ao varejo, entende que o fato em discussão reforça a percepção negativa, diante das incertezas que são trazidas por conta da necessidade de reapresentação dos demonstrativos financeiros, o que impactará a modelagem financeira e seu valor justo, além da falta de transparência que traz impactos adicionais aos minoritários. No início da tarde, o Ibovespa ensaiou recuperação e chegou a ultrapassar os 113 mil pontos, com investidores globais precificando um ciclo de aperto de juros menor nos EUA por conta da leitura do CPI de dezembro e na medida em que players locais aguardavam o anúncio das primeiras medidas da equipe econômica do novo governo.
VALOR ECONÔMICO
Haddad apresenta plano de ajuste de R$242,7 bi que levaria contas de 2023 ao azul
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou na quinta-feira o primeiro conjunto de medidas econômicas do novo governo, com um plano de ajuste de até 242,7 bilhões de reais nas contas de 2023, o que faria o resultado primário reverter o déficit previsto atualmente e fechar o ano no azul
O pacote inclui 36,4 bilhões de reais em reestimativa de receitas para o ano em relação ao previsto até agora, 83,3 bilhões de reais em ações com ganho permanente de receita, 73 bilhões de reais em aumento extraordinário de arrecadação e 50 bilhões de reais em redução de despesas. Como resultado do ajuste potencial, segundo o Ministério da Fazenda, o resultado fiscal do governo central em 2023 poderia passar do déficit de 231,55 bilhões de reais previsto no Orçamento para um superávit 11,13 bilhões de reais. Parte das medidas dizem respeito ao Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais), órgão colegiado que julga em segunda instância administrativa os litígios em matéria tributária e que, segundo a pasta, tem “situação insustentável” com estoque de processos saltando de 600 bilhões de reais até 2019 para 1 trilhão de reais no fim de 2022. Uma das ações se assemelha a um Refis (programa de renegociação de dívidas com descontos). O Programa Litígio Zero oferecerá reduções de até 50% em débitos tributários de contribuinte pessoa física no Carf ou em delegacias da Receita Federal. O teto para o débito dessas pessoas será de 60 salários mínimos e o benefício será dado independentemente da classificação da dívida ou da capacidade de pagamento do contribuinte. Para empresas, a renegociação dará desconto de até 100% para créditos considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação. Será possível usar prejuízos fiscais e base de cálculo negativa para quitar até 70% do débito. O mesmo programa, que tem ganho estimado de 50 bilhões de reais aos cofres federais neste ano, fará com que as delegacias da Receita possam julgar casos com valores de até mil salários mínimos – hoje o teto é de 60 salários. Com isso, o governo estima uma redução de 70% nos processos que entram no Carf. Ainda no Litígio Zero, haverá outro incentivo à regularização de débitos, com desconto de 100% apenas sobre o valor das multas caso a situação do contribuinte seja regularizada. Há ainda um “incentivo à denúncia espontânea”, ainda não detalhado pelo governo, com incremento de 20 bilhões de reais. O ministério anunciou ainda uma mudança na regra de funcionamento do Carf que favorece o governo. O plano é retomar o chamado voto de qualidade, extinto durante o governo Jair Bolsonaro, que autoriza o presidente do colegiado a dar um voto de desempate nos julgamentos. Atualmente, casos de empate dão benefício automático ao contribuinte. Também foi anunciada medida que retira o imposto estadual ICMS da base de cálculo para a geração de crédito de Pis/Cofins para empresas, o que gera ganhos aos cofres federais. O ministério ainda apresentou outras medidas para 2023, apesar de não as detalhar no material distribuído no anúncio. Entre as ações citadas na apresentação do ministério, está um ganho de 28,88 bilhões de reais para uma reoneração de combustíveis, mas a pasta não explicou de que forma isso será feito. Do lado das despesas, o ministério prevê uma economia de 25 bilhões de reais neste ano após uma revisão de contratos e programas, além de outros 25 bilhões de reais com uma autorização para executar um valor inferior ao autorizado pelo Orçamento deste ano. O pacote apresentado na quinta ainda inclui a reversão do corte de PIS/Cofins sobre receita financeira, implementada pela gestão do ex-ministro Paulo Guedes, mas que já havia sido colocada em prática neste mês por ato do novo governo. O cálculo inclui ainda um ganho de 23 bilhões de reais pelo governo, com a liberação para os cofres públicos de recursos do Pis/Pasep que não haviam sido sacados pelos trabalhadores. A medida foi autorizada pela PEC da Transição. Outros 36,4 bilhões de reais a mais neste ano dizem respeito a uma reestimativa de receitas em relação ao valor projetado atualmente no Orçamento.
REUTERS
Volume de serviços do Brasil fica estável em novembro e aponta perda de fôlego
O setor de serviços brasileiro registrou estabilidade em novembro, no segundo mês seguido sem crescimento do volume, indicando perda de fôlego em um ambiente de juros altos e desaceleração global
O resultado, após queda de 0,5% em outubro, foi mais fraco do que a expectativa em pesquisa da Reuters, que apontava um avanço de 0,2%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na quinta-feira que, após o dado, o setor ficou 10,7% acima do patamar pré-pandemia, mas está 0,5% abaixo do recorde alcançado em setembro de 2022. O acumulado do ano até novembro mostra que o setor tem expansão de 8,5% do volume. Na comparação com novembro do ano anterior, houve expansão de 6,3%, enquanto economistas esperavam alta de 6,2%. “O resultado de novembro pode ser lido como uma perda de fôlego frente aos avanços registrados nos meses anteriores”, avaliou o analista da pesquisa, Luiz Almeida, lembrando que, de março a setembro, o índice acumulou crescimento de 5,8%. “Ainda é cedo para falarmos se estamos diante de um ponto de inflexão da trajetória”, completou Almeida, destacando que as atividades que vinham se mostrando como pilares do setor — tecnologia da informação e transporte de cargas– tiveram desaceleração do crescimento em novembro. No mês, três das cinco atividades investigadas tiveram recuo no volume, com destaque para a queda de 0,7% de serviços de informação e comunicação, depois de avançar 5,1% no acumulado do período de julho a outubro. Esse resultado foi influenciado principalmente pela contração de 4,1% do setor de tecnologia da informação, depois de quatro meses de alta. O segundo impacto negativo no índice de novembro foi da queda de 2,2% de outros serviços, seguido da retração de 0,8% nos serviços prestados às famílias. Os resultados positivos foram registrados por transportes, de 0,3%, e serviços profissionais, administrativos e complementares, de 0,2%. O índice de atividades turísticas, por sua vez, recuou 0,1% frente a outubro, segundo resultado negativo seguido, acumulando nesse período contração de 2,7%. O segmento de turismo, assim, ainda está 2,5% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, pré-pandemia, e 9,6% abaixo do ponto mais alto da série, de fevereiro de 2014. Analistas projetam que o final de 2022 foi fraco para os serviços, depois de se favorecerem da reabertura no pós-pandemia, uma vez que, assim como o restante da economia, passa a sentir com mais forças os efeitos defasados da elevação nos juros no país. A fraqueza de serviços acompanha os resultados da indústria e das vendas no varejo em novembro, com ambos apresentando quedas.
REUTERS
Colheita de grãos crescerá 12,6% e baterá recorde em 2023, projeta IBGE
Instituto projeta que o volume total alcançará 296,2 milhões de toneladas
Com a recuperação da produção de soja, a colheita brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá atingir o recorde de 296,2 milhões de toneladas em 2023, 12,6% mais que em 2022, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se confirmada a previsão, serão 33,1 milhões de toneladas a mais que em 2022, e em relação à estimativa anterior há crescimento de 0,8%. Principal cultura do agronegócio brasileiro, a soja é também o motor para o aumento da produção este ano. O IBGE estima um crescimento de 24,1% na produção do grão em 2023, o que significa uma diferença de 28,8 milhões de toneladas. Outra contribuição para a expansão da safra este ano é da primeira safra do milho (16,2% ou 4,1 milhões de toneladas). Ambas as culturas foram prejudicadas no ano passado pela seca na região Sul e em parte do Mato Grosso do Sul. O IBGE também estima que devem crescer as produções da segunda safra do milho (2,5%, ou 2,1 milhões de toneladas), do algodão herbáceo em caroço (1,3%, ou 53,9 mil toneladas), do sorgo (5,3%, ou 150,2 mil toneladas) e do feijão 1ª safra (3,7%, ou 40,3 mil toneladas). Em contrapartida, foram estimados declínios na produção para arroz (3,4%, ou 360,1 mil toneladas), feijão 2ª safra (9,9%, ou 132,6 mil toneladas), feijão 3ª safra (1%, ou 6,6 mil toneladas) e trigo (16,2%, ou 1,626 milhão de toneladas). A estimativa final para a safra brasileira de grãos em 2022 ficou em 263,2 milhões de toneladas, 3,9% a mais (10 milhões de toneladas) que a colheita de 253,2 milhões de toneladas de 2021, de acordo com o IBGE. Arroz, milho e soja responderam por 91,4% da produção em 2022, e por 87% da área colhida.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Custo de produção de suínos encerra 2022 ultrapassando os R$ 8 por quilo vivo
O ano de 2022 terminou com o custo de produção por quilo de suíno vivo chegando aos R$ 8,07. Este é o maior valor já registrado pela Embrapa Suínos e Aves em sua Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS)
Os custos de produção refletem tanto os coeficientes técnicos de produtividade quanto os preços de mercado dos insumos e fatores de produção e, no caso dos suínos, são calculados com base em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina, estado usado como referência nacional. Isto também fez o Índice de Custo de Produção de suínos, o ICPSuíno, chegar a uma nova pontuação recorde, de 461,90 pontos. Em relação a novembro, o índice aumentou 1,09%, fechando o ano de 2022 com um acumulado de 15,33%. O custo da nutrição, com 0,96% de aumento, e um peso de 79,59% na composição do custo total, foi o que mais impactou o ICPSuíno de dezembro. Já o ICPFrango subiu pelo segundo mês consecutivo em dezembro de 2022, com uma variação de 0,74%, chegando aos 428,51 pontos. A nutrição também foi o que mais influenciou o índice, com alta de 1,17%. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva passou de R$ 5,50 em novembro para R$ 5,54 em dezembro. Em 2022, o ICPFrango acumulou uma variação de 6,19%.
Embrapa Suínos e Aves
Preços estáveis no PR e SC e queda no RS no Mercado de suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 123,00/R$ 127,00, enquanto a carcaça especial cedeu 2,11%/2,00%, valendo R$ 9,30/R$ 9,80 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (11), houve alta somente em Minas Gerais, na ordem de 0,14%, chegando a R$ 6,96/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 6,45/kg) e em Santa Catarina (R$ 6,51/kg). Foram registradas quedas de 0,56% em São Paulo, chegando a R$ 7,12/kg, e de 0,46% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,44/kg. O mercado da suinocultura independente na quinta-feira (12) registrou valores estáveis ou quedas, mas menos abruptas. Na semana anterior, preços sugeridos em alguns Estados não foram colocados em prática e o que vigorou foram valores abaixo da sugestão, fluindo as vendas e se aproximando da normalidade no volume de animais para a virada da quinzena.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: preços recuam
Em São Paulo, o preço teve queda forte em relação à semana anterior, saindo de R$ 8,53/kg (valor estabelecido sem acordo entre frigoríficos e produtores), para R$ 6,93/kg vivo, com acordo, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS)
Apesar da aparente queda brusca, de acordo com Valdomiro Ferreira, presidente da APCS, ele explica que como não houve negociação na semana passada, o mercado não trabalhou com o preço de R$ 8,53/kg vivo. “O motivo desse preço de hoje é em função de uma melhora no volume de compra a partir da última segunda-feira. A expectativa dos setores da cadeia produtiva é que a bolha da primeira semana de janeiro foi esvaziada, e há uma tendência de uma normalidade no volume tradicional para a segunda quinzena de janeiro”, disse Ferreira. No mercado mineiro, o valor recuou na quinta-feira, passando de R$ 7,20/kg vivo para R$ 7,00/kg vivo segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), com preço sugerido pela entidade.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Com a proximidade das festas de fim de ano em dezembro, os preços do suíno vivo e da carcaça reagiram
Com a proximidade das festas de fim de ano em dezembro, os preços do suíno vivo e da carcaça reagiram em todas praças acompanhadas pelo Cepea, sobretudo a partir da segunda semana do mês, impulsionados pelo aumento da procura por carne suína
Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), o suíno comercializado no mercado independente, posto no frigorífico, teve valorização de 5,5% de novembro para dezembro, passando para R$ 7,59/kg no último mês. Na Grande Belo Horizonte (MG), a alta no preço também foi de 5,5% no período, com o animal negociado na média de R$ 7,67/kg em dezembro. Na região Sul do País, o valor do animal subiu 3,6% no Oeste Catarinense (SC) entre novembro e dezembro, indo a R$ 7,04/kg no último mês. No Norte do Paraná (PR), o suíno teve valorização de 3,4% no mesmo período, negociado a média de R$ 7,28/kg em dezembro. Na Serra Gaúcha (RS), o preço do animal também avançou 3,4%, indo a R$ 7,16/kg no último mês. No mercado atacadista da carne, as cotações da carcaça acompanharam o movimento altista do suíno vivo, o que indicou demanda aquecida na ponta final da cadeia. Assim, no atacado da Grande São Paulo (SP), a carcaça especial foi negociada na média de R$ 11,32/kg em dezembro, alta de 5,3% frente a novembro. Dentre os cortes mais procurados para as festas de fim de ano, o pernil com osso foi o que teve a valorização mais expressiva, comercializado à média de R$ 12,21/kg em dezembro, avanço de 2,8% frente a novembro. Agentes consultados pelo Cepea indicaram boa procura por parte dos atacadistas nesse período do ano que antecede as festas, o que possibilitou ajustes positivos nos preços dos produtos suinícolas.
Cepea
Quinta-feira de estabilidade no mercado do frango
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja recuou 2,00%, custando R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado aumentou 0,33%, chegando em R$ 6,05/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança de preço, com valor inalterado de R$ 3,02/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,03/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (11), a ave congelada ficou estável em R$ 7,36/kg, enquanto o frango resfriado cedeu 0,27%, fechando em R$ 7,47/kg.
Cepea/Esalq
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