
Ano 8 | nº 1890 |04 de janeiro de 2023
NOTÍCIAS
Início de ano devagar no mercado do boi gordo em São Paulo
Após a virada do ano, os frigoríficos paulistas estão aos poucos retornando às compras. Com a oferta de bovinos terminados ajustada à demanda, os preços permaneceram estáveis na comparação com dia anterior (2/1)
“Com a oferta de bovinos terminados ajustada à demanda, os preços do boi gordo no Estado de São Paulo seguem estáveis”, disse a Scot Consultoria. O boi gordo paulista continua valendo R$ 280/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 267/@ e R$ 272/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com os dados da Scot. O “boi-China”, está cotado em R$ 285/@ no mercado paulista (preço bruto e a prazo). No Rio de Janeiro, poucos negócios concretizados no mercado do boi gordo, os compradores ativos ofertaram menos R$2,00/@ na cotação do boi gordo. Para vaca e novilha gordas as cotações permaneceram estáveis. Na exportação de carne bovina in natura, em dezembro/22 foram exportadas 152,8 mil toneladas de carne bovina in natura, com embarque diário médio de 6,9 mil toneladas, resultado 25,9% maior que dezembro/21. O faturamento acumulado para dezembro é de 756,5 milhões de dólares e o acumulado do ano é de 11,81 bilhões de dólares.
SCOT CONSULTORIA
Boi: mercado sinaliza para aumento na oferta
O mercado físico do boi gordo prosseguiu na terça-feira (3) apresentando um ambiente de negócios truncado, mas com sinalização de avanço de oferta em alguns estados, como é o caso de São Paulo
Segundo a Safras Consultoria, no mercado paulista os frigoríficos atuam com tranquilidade nas compras e buscando preços mais baixos, apontando para escalas de abate confortáveis e com algumas unidades fora de compras. “A expectativa é que o mercado continue ganhando liquidez até o final da semana com retorno dos pecuaristas ao mercado”, aponta a Safras Consultoria. Em Goiás e Minas Gerais as escalas estão um pouco mais apertadas e com isso pode haver uma atuação um pouco mais intensa nas negociações nos próximos dias. A Safras indica que alguns pontos precisam ser acompanhados no decorrer das próximas semanas, começando pelo escoamento da carne, que tende a perder força, natural para um início de ano. A condição do pasto é boa no Centro-Norte do país, fator importante na decisão de venda dos pecuaristas. O ritmo de exportações e atuação da China nas compras também são pontos de atenção. Em São Paulo, os preços ficaram indicados em R$ 280 arroba para pagamento à vista. Em Minas Gerais os preços ficaram em R$ 285 para pagamento à vista. Em Mato Grosso os preços ficaram entre R$ 250,00 a R$ 256,00 à vista. O mercado atacadista prossegue a semana registrando queda de preços em São Paulo. O escoamento dos cortes no atacado deve seguir perdendo força no curto prazo, acompanhando a tendência de queda no consumo na ponta final. A Safras Consultoria destaca que historicamente a demanda recua no primeiro bimestre por conta do menor poder de compra das famílias, com gastos extras, como o pagamento de impostos e materiais escolares. Neste início de ano vale considerar ainda os fracos preços da carne de frango, fator que deve pesar na decisão de escolha da população. O quarto traseiro registrou queda de dez centavos e foi cotado a R$ 20,60, por quilo. O quarto dianteiro também caiu dez centavos e foi precificado em R$ 14,80, por quilo. A ponta de agulha caiu trinta centavos e foi cotado em R$ 15,10, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Demanda chinesa será o fiel da balança para preço do boi
Indicador da Datagro para a arroba negociada em São Paulo caiu 14,2% ao longo do ano passado
Depois de subirem por três anos seguidos, os preços do boi gordo encerraram o ano de 2022 mais baixos do que começaram, segundo a Datagro. A consultoria reforça que o recuo decorre do aumento gradativo da oferta de animais, reflexo da mudança do ciclo pecuário. É praticamente certo que a disponibilidade de gado crescerá em 2023, mas há dúvidas do lado da demanda. O indicador da Datagro para a arroba negociada em São Paulo caiu 14,2% no ano e ficou em R$ 289,90 no dia 30 de dezembro. O valor é baseado em uma média dos últimos três dias úteis até a data de divulgação. Ainda assim, a média de 2022 subiu 1,6% em relação a 2021, para R$ 311,50 por arroba. “A oferta aumentou e tende a continuar crescendo”, reforça João Otávio Figueiredo, líder de pesquisa da Datagro Pecuária. A empresa evita fazer projeções de preços porque seu indicador é usado para balizar negociações entre pecuaristas e indústria. Do lado da demanda, o consumo interno diminuiu em 2022 devido aos problemas econômicos, enquanto as exportações bateram recorde. “Em 2021, o embargo da China impediu que alcançássemos a marca histórica de 2 milhões de toneladas, mas em 2022 nós conseguimos”, diz. De acordo com a Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo), o país exportou 2,16 milhões de toneladas de janeiro a novembro. Os números consolidados de dezembro ainda não foram divulgados, mas a prévia da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicou embarques de 116,6 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada no mês passado. Figueiredo é mais um a sinalizar que o principal ponto de atenção deste ano é a demanda chinesa, que dependerá das ações contra a covid-19. “Mas, apesar de a pandemia dificultar o funcionamento do food service na China, fala-se em um crescimento de 50% nos pedidos em aplicativos de comida nas grandes cidades nos últimos anos”. O analista da Datagro projeta que, mesmo que a China importe 10% menos carne bovina neste ano, conforme prevê do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os embarques brasileiros tendem a não diminuir tanto porque o país tem boi mais barato que a maioria dos concorrentes. “Com o déficit dos Estados Unidos, onde o ciclo pecuário se inverteu para um momento de menor oferta, o Brasil é o fornecedor mais barato”. Mesmo assim, o país precisa avançar nas negociações para acessar novos mercados, como Coreia do Sul e Indonésia, o que reduziria a dependência da China. “Não é um movimento que acontece do dia para noite, mas é necessário diversificar”, defende.
VALOR ECONÔMICO
Carne bovina in natura: embarque recorde para dezembro
Foram exportadas 152,8 mil t do produto in natura em dez/22, alta de 20,5% sobre dez/21; 2022 encerrou com 1,996 milhão de t enviadas para fora do País
Em dezembro/22 foram exportadas 152,8 mil toneladas de carne bovina in natura, resultado 20,5% maior que o volume registrado em dezembro/21, de 126,8, segundo dados divulgados na terça-feira (3/1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A média diária exportada no último mês do ano passado ficou em 6,9 mil toneladas, com elevação de 25,9% frente à média observado e dezembro de 2021, de 5,5 mil toneladas/dia. O preço médio da carne bovina em dezembro/22 ficou em US$ 4.950 mil por tonelada, com um incremento de 2,6% frente ao valor médio de dezembro de 2021. Segundo ressalta a Agrifatto, o último mês do ano registrou recorde histórico na quantidade da proteína bovina exportada para os meses de dezembro. Além disso, destaca a mesma consultoria, 2022 encerrou com 1,996 milhão de toneladas enviadas para fora do País, o maior volume de carne bovina in natura já registrado em um único ano, superando em 27,9% a quantidade total de 2021.
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar fecha em alta com exterior e investidor apreensivo com política fiscal
No exterior, a moeda americana também seguiu forte, ante as principais divisas, seja de países emergentes ou desenvolvidos
O dólar terminou a segunda sessão do ano em mais uma alta, em meio ao temor dos agentes financeiros com o caminho a ser percorrido pelo novo governo no cuidado das contas públicas. No exterior, a moeda americana também seguiu forte, ante as principais divisas, seja de países emergentes ou desenvolvidos, mas por aqui o dólar ganhou fôlego ao longo do dia, em meio a comentários de integrantes da equipe econômica, o que fez a moeda americana em alta. No fim das negociações, o dólar à vista fechou em alta de 1,75%, cotado a R$ 5,4520 – a maior cotação desde 22 de julho de 2022. Já o contrato para fevereiro da moeda americana operava perto das 17h15 com ganho de 1,60%, a R$ 5,4865. No exterior, o dólar avançava 0,48% ante o rand sul-africano e crescia 0,79% ante o forint da Hungria, recuando, no entanto, 0,38% ante o peso mexicano. Já o índice DXY, que mede o peso do dólar ante uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, operava com ganho de 0,97%, a 104,522 pontos.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa cai 2% e fecha abaixo de 105 mil pontos
O Ibovespa voltou a fechar em queda nesta terça-feira, abaixo dos 105 mil pontos, com bancos e Petrobras entre as maiores pressões negativas, em mais um dia marcado por receios com as políticas sinalizadas pelo novo governo
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,14%, a 104.104,21 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 24 bilhões de reais, reforçado pelo retorno de Wall Street. Na máxima, nos primeiros negócios, chegou a esboçar uma tentativa de melhora, registrando 106.683,69 pontos. Mas sem catalisadores para apoiar o movimento, voltou a cair, chegando a 103.852,27 pontos no pior momento. Na véspera, havia caído 3%.
REUTERS
GOVERNO
Ministro da Agricultura define mais nomes da equipe
Carlos Goulart deverá assumir a Secretaria de Defesa Agropecuária
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deverá definir mais alguns nomes que vão compor sua equipe. O secretário de Defesa Agropecuária será Carlos Goulart, segundo fontes ouvidas pelo Valor. Servidor do Ministério da Agricultura desde 2007 e atual diretor do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Goulart é engenheiro agrônomo e mestre em Agricultura Tropical e Subtropical com ênfase em fitossanidade. Técnico, Goulart é um nome que agrada a entidades do setor privado de carnes e grãos. Foi nomeado adido agrícola na China e assumiria o cargo em breve. Ao permanecer no Brasil, vai comandar a principal e maior secretaria do Ministério da Agricultura, responsável pela sanidade e qualidade da produção e dos insumos utilizados no campo. Goulart está de férias e deve ter sido convidado oficialmente na terça-feira pelo ministro Carlos Fávaro. A diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Ana Lúcia Vianna, chegou a ser convidada para comandar a secretaria, mas continuará no cargo atual, também com o aval do setor privado, que elogia sua gestão. Fávaro ainda aguarda para definir quem comandará a Secretaria de Política Agrícola, que cuida de temas como o seguro rural e o Plano Safra. O deputado federal Neri Geller (PP-MT) será o secretário se a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ficar inteiramente na estrutura do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O deputado Neri Geller, que poderá assumir a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Caso a gestão passe a ser compartilhada e seja criada a Agência de Informações Agropecuárias, Geller deve assumir a nova unidade e a secretaria será comandada por Wilson Vaz de Araújo, servidor que trabalha há anos na Pasta. Já foi secretário e adjunto. Atualmente é diretor de Política de Financiamento ao Setor e secretário-adjunto substituto. Geller, que é ex-ministro, também já foi secretário de Política Agrícola. Fávaro também deverá anunciar o nome de uma mulher, servidora de carreira do ministério, para a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo. Os novos nomes se somarão ao de Roberto Perosa, novo Secretário de Comércio e Relações Internacionais. Na segunda-feira, ele já participou de reuniões bilaterais com ministros estrangeiros na sede do Ministério da Agricultura. O diplomata Fernando Zelner, que atuou na gestão anterior, será seu secretário-adjunto.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Baixas no mercado de suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 3,50%/2,72%, chegando em R$ 138,00/R$ 143,00, enquanto a carcaça especial teve altas entre 2,59%/2,73%, valendo R$ 11,30/R$ 10,70 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (2), houve baixa de 2,49% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,82/kg, recuo de 0,56% no Paraná, alcançando R$ 7,13/kg, desvalorização de 0,57%, custando R$ 6,98/kg, retração de 0,42% em Santa Catarina, com preço de R$ 7,15/kg, e de 1,00% em São Paulo, fechando em R$ 7,95/kg.
CEPEA/ESALQ
Frango continua com tendência de quedas
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado recuou 2,26%, chegando em R$ 6,50/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná não houve mudança de preço, custando R$ 5,13/kg, enquanto em Santa Cataria, o recuo foi de 28,27%, baixando para R$ 3,02/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (2), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 7,61/kg e R$ 7,68/kg.
CEPEA/ESALQ
Panamá declara emergência sanitária com primeiro caso de gripe aviária
Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela já possuem casos ativos; México também conta com surtos da doença
O Panamá declarou no final de dezembro estado de emergência sanitária devido à detecção de um caso de influenza aviária de alta patogenicidade, da cepa H5N1, identificada em um pelicano. As informações partem de um comunicado emitido pelo governo do país, e aponta para uma ave contaminada encontrada a 34 km de Taboga. O alerta vale por 90 dias, segundo a Direção Nacional de Sanidade Animal (Dinasa) do Ministério de Desenvolvimento Agropecuário (MIDA) do Panamá, para evitar que a doença chegue a granjas comerciais. Além disso, o documento detalha medidas de biosseguridade que devem ser adotadas, como, por exemplo, não manusear nem transportar aves mortas ou doentes, manter a atenção sobre aves de criação e silvestres e comunicar as autoridades em caso de suspeita da doença, entre outras. O Panamá é o sétimo país da América do Sul a registrar a doença de alta patogenicidade, após relatos no Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela.
DINASA
Fazenda na República Tcheca abaterá 220.000 frangos no maior surto de gripe aviária do país
As autoridades tchecas estão se preparando para destruir até 220.000 galinhas em uma granja no oeste do país depois que a gripe aviária foi descoberta na semana passada, no maior surto até agora
A gripe aviária foi relatada na sexta-feira passada na fazenda localizada a 150 km (90 milhas) a oeste de Praga, que pode abrigar até 750.000 frangos, após um aumento de mortes em um dos três pavilhões lá. A Administração Veterinária Estatal da República Tcheca (SVS) disse na terça-feira que, como as verificações revelaram a infecção apenas em um dos pavilhões, a maior parte do rebanho pode ser poupada. “Todo o plantel do galpão terá que ser abatido”, disse Petr Majer, porta-voz da SVS.
REUTERS
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