
Ano 8 | nº 1878 | 12 de dezembro de 2022
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Ministro Dias Toffoli desempata julgamento do Funrural, votando contra a cobrança
Iniciada no dia 8, a sessão virtual de julgamento de desempate na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) nº 4395, o Ministro Dias Toffoli proferiu voto no sentido de que o FUNRURAL não é devido pelos frigoríficos
Mais uma vez, Sua Excelência demonstra a cautela e respeito pelos precedentes do STF, contribuinte sobremaneira com a segurança jurídica que se espera da Corte Suprema. A discussão se arrastava por mais de 12 anos. O julgamento se encerra no dia 16/12, com o resultado definitivo. Mas, prevalecendo este resultado, o STF trará viabilidade financeira a muitas agroindústrias, pois os efeitos da decisão devem se estender não só às partes do processo, mas a todo contribuinte do País que esteve e ainda está sendo chamado a recolher este Tributo. Para Paulo Mustefaga, presidente executivo da ABRAFRIGO – Associação Brasileira de Frigoríficos, autora da Ação, “a manutenção da decisão do Ministro Toffoli espelhará o reconhecimento pela luta desta Entidade em prol de seus Associados. Um trabalho de mais de uma década que vem na melhor hora, especialmente para os pequenos e médios frigoríficos que atuam principalmente no mercado interno e que vêm passando por sérias dificuldades financeiras nos últimos anos em razão do enfraquecimento do mercado interno e dos elevados custos de produção, impulsionados pelas exportações”. O advogado que defende a Associação, Fabriccio Petreli Tarosso, do escritório Tarosso Advogados, disse que “o STF, ao manter esta decisão, restaurará a justiça ao Agro de todo o País, possibilitando ao setor agropecuário, representado pelas indústrias frigoríficas, a retomada das atividades com plena segurança jurídica”.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS
Arroba do boi gordo termina a semana estável em São Paulo
Após a queda na arroba do boi gordo na quinta (8/12), os compradores, com escalas mais confortáveis, mantiveram a referência
Em Minas Gerais, Triângulo, no final da semana, houve alta de R$2,00/@ para o boi gordo, para as fêmeas, estabilidade. Na Bahia, Sul, Estabilidade nos preços para o final da semana na região.
Scot Consultoria
Mercado físico de boi gordo se mantém com preços firmes
Segundo informações da Consultoria Safras & Mercado, a semana terminou com registro de negócios acima das referências médias
As escalas de abate, em especial no Mato Grosso, permanecem encurtadas, o que oferece respaldo para continuidade deste movimento. Em São Paulo o quadro ainda é de escalas de abate mais confortáveis, que hoje atendem entre seis e sete dias úteis em média. “Algumas indústrias seguem ausentes da compra de gado, e essa dinâmica esteve presente ao longo de toda a semana”, assinalou o analista Fernando Henrique Iglesias. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 289. No atacado, os preços da carne bovina seguem acomodados. O ambiente de negócios volta a sugerir por alguma recuperação dos preços no curto prazo, em linha com a boa demanda durante a primeira quinzena do mês. “Como ponto de entrave pode ser citada a situação da carne de frango, em excedente neste momento”, ponderou Iglesias. O quarto traseiro seguiu com preço de R$ 21,90 por quilo. O quarto dianteiro seguiu em R$ 16,20 por quilo, e a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,15 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Arroba do boi deverá ter forte baixa no país no próximo ano
Recuo da demanda chinesa e aumento da oferta de gado pressionarão cotações
Os preços da arroba do boi gordo deverão oscilar entre R$ 250 e R$ 270 em São Paulo no ano que vem, projeta a consultoria Safras & Mercado. O novo patamar de preços – muito mais baixo que o deste ano, quando houve negócios a R$ 350 – é resultado da queda da demanda chinesa e do já esperado aumento na oferta de gado. “Teremos um boi mais firme no começo do ano, mas depois os preços vão cair”, diz o analista Fernando Iglesias. “Algumas pessoas têm a impressão de que as commodities se estabilizam no topo, mas não é assim. E o ciclo do boi está apontando para baixo, com todo aquele investimento que o pecuarista fez em aumento de capacidade produtiva entre 2019 e 2021”. A boa condição das pastagens no começo do próximo ano tende a ajudar o produtor a reter o gado no campo para ganhar poder de barganha com a indústria. Porém, Iglesias não acredita que esse movimento vá durar muito tempo. Os frigoríficos já estão diminuindo o ritmo de atividades em algumas unidades e se reposicionando para lidar com o novo cenário, segundo o analista. “Há um esforço brutal do pecuarista neste momento para conseguir vender a R$ 300 em São Paulo”, afirma. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) registrou negócios entre R$ 280 e R$ 290 na semana passada. Para o analista, as exportações, que ajudaram o segmento a contrabalançar o declínio do consumo no mercado interno, não repetirão o desempenho “espetacular” de 2022, já que a China, principal destino dos embarques, reduziu sua dependência externa. “O Brasil continua sendo a melhor opção global [para os importadores], mas teremos um movimento um pouco mais discreto”, avalia Iglesias. Ele projeta exportações de 2% a 3% menores em 2023. Os números dos embarques deverão começar a refletir a queda das compras chinesas a partir de fevereiro. “Veremos os efeitos dos lockdowns nos relatórios da Secex [Secretaria de Comércio Exterior] dentro de 45 a 60 dias”, afirma. As medidas de restrição sanitária para conter a covid-19 na China e uma forte desvalorização do yuan teriam, de acordo com o analista, deflagrado um movimento de renegociação entre importadores chineses e exportadores brasileiros. “É por isso que vemos agora preços médios que são quase a metade do pico que ocorreu em junho”, diz.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar tem alta com amparo externo
O dólar subiu frente ao real na sexta-feira, em uma reação que agentes do mercado avaliaram como comedida à confirmação de Fernando Haddad à frente do Ministério da Fazenda do governo eleito, anúncio que já era amplamente esperado, e também alinhada à força da moeda norte-americana no exterior
No mercado à vista, o dólar ganhou 0,58%, a 5,2458 reais na venda em sessão que contou com volumes reduzidos devido ao jogo do Brasil na Copa do Mundo. “A questão do Haddad é um pouco mais do mesmo que vem sendo discutido: ele já vinha sendo cotado, estava no preço já”, disse à Reuters Bruno Mori, economista e planejador financeiro pela Planejar, notando reação benigna do mercado à confirmação do ex-prefeito de São Paulo na futura pasta da Fazenda, com destaque para a alta do Ibovespa. João Piccioni, analista da Empiricus, também notou reação moderada do mercado à indicação de Haddad. “A gente está vendo o dólar para cima, mas para mim esse nível não me parece nada fora do natural. Talvez se a gente, nos próximos dias, ver esse dólar superar a marca de 5,40, 5,50, aí sim eu acho que teria alguma coisa intrínseca local que realmente tenha provocado esse estresse, mas, por hora, eu olho para o mercado e vejo tudo até muito tranquilo”. Piccioni, da Empiricus, acrescentou que a alta do dólar nesta sessão não foi motivada apenas pela pauta doméstica, e que a moeda norte-americana já vinha ganhando força desde o início do pregão após dados de inflação ao produtor norte-americano mais fortes do que o esperado. “É aquela história: se espera que o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) continue apertando os juros, então o dólar ganha espaço frente às demais moedas globais. Eu acho que é mais nessa do que necessariamente a questão do Haddad”, disse ele sobre o movimento do mercado de câmbio doméstico nesta sexta-feira. Na semana, o dólar avançou 0,61% frente ao real, e, no acumulado de dezembro, ganha quase 1%. “Os investidores brasileiros geralmente são desanimados em relação ao Brasil. Essa negatividade é extrema atualmente”, disse em publicação no Twitter na sexta-feira Robin Brooks, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês). “A visão é de que –entre estímulos fiscais e empréstimos subsidiados– o Brasil caminha para altos juros reais. Os mercados estão começando a precificar isso”. Embora note pessimismo no âmbito doméstico, há tempos o IIF tem como “valor justo” para o real –ou seja, o patamar condizente com os fundamentos econômicos do Brasil– o nível de 4,50 por dólar. A moeda norte-americana ainda perde quase 6% frente à brasileira no acumulado de 2022.
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Ibovespa avança com em dia de confirmação de Haddad no Ministério da Fazenda
O Ibovespa subiu na sexta-feira sustentado por empresas ligadas a commodities, especialmente as metálicas, em dia de anúncio de Fernando Haddad como ministro da Fazenda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme amplamente esperado pelo mercado
Vale e Suzano foram as maiores contribuições positivas ao índice. O Ibovespa subiu 0,25%, a 107.519,56 pontos. Na semana, porém, acumulou queda de 3,9% O volume financeiro foi de 20,1 bilhões de reais, impactado negativamente pelo jogo do Brasil na Copa do Mundo. Lula anunciou o nome de Haddad pela manhã, junto com mais quatro ministros. Ainda que a potencial escolha do ex-prefeito de São Paulo para a função tenha causado reações negativas nas últimas semanas nos ativos locais, sua nomeação já estava precificada no mercado. “O anúncio ao menos retira especulações sobre essa questão, o que é positivo para alguns investidores, principalmente internacionais que não gostam de imprevisibilidade”, disse Luís Eduardo Novaes, analista da Terra Investimentos. O ministro do Planejamento, também aguardado de perto pelos investidores, não foi anunciado nesta sexta-feira, e Lula disse que o nome precisará ser alguém “afinado” com o Ministério da Fazenda. Sobre a equipe econômica, Haddad disse que começará a formá-la, mas não anunciaria os nomes na sexta-feira. Também na sexta-feira, o IBGE divulgou dado de inflação local em novembro, que veio abaixo do esperado. Para semana que vem, enquanto os ministérios do governo Lula seguem em foco, há expectativa no mercado pela tramitação da PEC da Transição na Câmara dos Deputados, depois de ter sido aprovada no Senado. No exterior, decisões de taxas de juros na zona do euro e nos Estados Unidos estarão em foco.
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IPCA sobe 0,41% em novembro, diz IBGE
A inflação ao consumidor do Brasil desacelerou e ficou abaixo do esperado em novembro, com a taxa acumulada em 12 meses abaixo de 6%, porém pressionada pelos preços de combustíveis e alimentos.
Em novembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,41%, contra 0,59% em outubro, mostraram na sexta-feira dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois de três meses de queda, a inflação voltou a pesar nos bolsos dos brasileiros em outubro, e indica que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva deverá assumir em janeiro com o estouro da meta para o IPCA de pano de fundo. A inflação em 12 meses até novembro perdeu força ao registrar taxa de 5,90%, contra 6,47% no mês anterior, primeira vez que fica abaixo de 6% desde fevereiro de 2021 (+5,20%). No entanto, segue persistentemente acima do teto da meta, cujo centro é de 3,5% para este ano, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Em novembro, sete dos nove grupos pesquisados apresentaram alta dos preços. Os maiores impactos vieram de Transportes (0,83%) e de Alimentação e bebidas (0,53%), sendo que os dois grupos juntos contribuíram com cerca de 71% do IPCA do mês. A maior variação, no entanto, foi registrada por Vestuário (1,10%), marcando o quarto mês seguido com alta superior a 1%. De acordo com o IBGE, o resultado de Transportes foi provocado, principalmente, pelo aumento de 3,29% dos combustíveis, depois de recuo de 1,27% em outubro. Os preços do etanol (7,57%), da gasolina (2,99%) e do óleo diesel (0,11%) subiram em novembro, mas gás veicular teve queda de 1,77%. “A alta da gasolina está ligada ao aumento do preço do etanol. Isso ocorreu por conta de um período de entressafra da produção de cana de açúcar. A gasolina leva álcool anidro em sua composição”, explicou o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. Em Alimentação e bebidas, os maiores responsáveis pela alta foram os alimentos para consumo no domicílio (0,58%), com destaque para o comportamento dos preços da cebola (23,02%) e do tomate (15,71%). A inflação de serviços, por sua vez, desacelerou com força a 0,13% em novembro, depois de uma taxa de 0,67% no mês anterior, acumulando em 12 meses alta de 7,95%. Os dados do IBGE mostraram ainda que a difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, caiu a 59% em novembro, de 68% em outubro.
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Marco fiscal e reforma tributária serão prioridades, diz Haddad
Futuro ministro da Fazenda também promete revitalizar acordo com UE
A discussão sobre o novo marco fiscal, a reforma tributária e a revitalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia serão prioridades da equipe econômica no primeiro ano de governo, disse o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Pouco após ser confirmado ao cargo, ele concedeu uma rápida entrevista aos jornalistas. O ministro disse ter em mente alguns nomes para a equipe econômica, mas que só começará a fazer os convites agora, após ter sido confirmado ao cargo. Sobre a preparação para assumir o Ministério da Fazenda, Haddad informou que a Prefeitura de São Paulo ganhou grau de investimento (selo de bom pagador) durante sua gestão. “É só olhar o histórico e ver que a Prefeitura de São Paulo recebeu investment grade [grau de investimento], pela primeira vez, durante minha gestão. Quem não olha o histórico cai em fake news”, disse Haddad, antes de deixar o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Em relação à discussão sobre o novo marco fiscal, o futuro ministro disse que o novo governo está obrigado a definir um substituto para a regra do teto de gastos após a aprovação, pelo Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição. “A [versão atual] da PEC dá um prazo para que a gente faça isso”, disse Haddad. O texto aprovado no Senado estabelece até agosto do próximo ano para que o futuro governo envie uma nova regra fiscal por meio de um projeto de lei complementar. O novo ministro disse que a equipe econômica será “plural” e que será combinada junto com o Ministério do Planejamento, pasta a ser recriada e cujo titular ainda não foi anunciado. “Preciso combinar com o ministro do Planejamento, para ter uma equipe coesa”, disse.
AGÊNCIA BRASIL
LEGISLAÇÃO
Sessão temática debate nesta segunda o autocontrole agropecuário
O Projeto de Lei (PL) 1.293/2021, que prevê o autocontrole na produção agropecuária, será debatido em sessão temática na segunda-feira (12/12), às 10h. A proposta muda o atual modelo de sistema de defesa do setor, exclusivamente estatal, para um controle híbrido
Pelo projeto, de autoria do Executivo, empresas e produtores criariam seus próprios programas de defesa agropecuária. Já aprovado na Câmara dos Deputados, se passar no Senado seguirá para a sanção presidencial. A matéria é relatada na Comissão de Agricultura do Senado (CRA) pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), favorável à sua aprovação. Para Heinze, o atual modelo de fiscalização sanitária do país está “esgotado”, principalmente porque, segundo ele, a enorme expansão do agronegócio não foi seguida de investimentos proporcionais nos órgãos de fiscalização. Mas ao ser aprovado na CRA, em junho, o projeto teve os votos contrários dos senadores Paulo Rocha (PT-PA) e Zenaide Maia (Pros-RN). Heinze argumenta que o projeto mantém as fiscalizações estatais nos níveis estaduais e municipais. Ele também destaca que o autocontrole é praticado nos EUA e na Europa. Para o senador, o autocontrole favorecerá todas as cadeias produtivas, das grandes às pequenas. “No meu estado [Rio Grande do Sul] toda a carne que é consumida, não apenas a carne exportada, é fiscalizada. O estado tem um sistema de fiscalização, o Ministério da Agricultura tem um sistema de fiscalização e várias prefeituras têm um sistema de fiscalização. Portanto ninguém consome carne que não é fiscalizada. Esse é um projeto muito importante para o agro; teremos um crescimento muito importante, e não só das grandes empresas. Em qualquer canto do Brasil haverá alguém auditando. Essa é a função do Ministério da Agricultura. Profissionais privados não poderão exercer atividade típica de auditores”, afirmou Heinze. A principal mudança promovida pelo PL 1.293/2021 é a previsão de que as próprias empresas criarão sistemas de controle, na tarefa de manter produtos, rebanhos e lavouras saudáveis. Caberá à fiscalização agropecuária verificar o cumprimento dos programas. Nesse cenário, o órgão estatal competente faria não apenas a fiscalização ativa, hoje muitas vezes realizada por amostragem, mas passaria a atuar também com base na gestão de informações, mantendo seus poderes de polícia administrativa em casos de infrações às normas. De acordo com o projeto, os programas de autocontrole deverão conter registros sistematizados e auditáveis do processo produtivo — envolvendo desde a chegada da matéria-prima, ingredientes e insumos até a entrega do produto final. Também teriam de prever o recolhimento de lotes de produtos que possam causar riscos ao consumidor (ou à saúde animal ou vegetal). O setor produtivo teria de apresentar ao Ministério da Agricultura manuais de elaboração e implementação dos programas de autocontrole. Os programas poderiam também ser certificados por instituições privadas com competência para isso. Os órgãos públicos integrantes do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária poderiam credenciar pessoas ou empresas para prestar serviços relacionados à defesa agropecuária. De acordo com o projeto, não será permitido aos credenciados desempenhar atividades de fiscalização agropecuária que exijam poder de polícia administrativa. O projeto também simplifica as regras para liberação de estabelecimentos e produtos por órgãos competentes. O projeto estabelece punições em caso de descumprimento das normas. Mas essas medidas não poderão ser aplicadas se a correção do problema puder ser feita durante o processo de fiscalização, ou, se aplicadas, deverão ser canceladas assim que for comprovada a solução do problema. As infrações são classificadas como “leves”, “moderadas”, “graves” e “gravíssimas”, segundo o risco para a defesa agropecuária. Conforme a gravidade, devem ser punidas com advertência, multas, condenação do produto ou cassação do registro, ou a cassação da habilitação do profissional para prestar serviços de defesa agropecuária. O texto prevê a atualização dos valores das multas, que poderiam variar de R$ 100 a R$ 150 mil. Além disso, a proposta prevê que a empresa poderá solicitar a conversão em multa da suspensão ou da cassação de registros, cadastros ou credenciamentos, desde que assine um termo de ajustamento de conduta.
Agência Senado
FRANGOS & SUÍNOS
Carcaça suína aumentou 4,09% em São Paulo
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial teve aumento de até 3,03%/4,90%, custando R$ 10,20/kg/10,70/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (8), houve alta apenas para Minas Gerais, na ordem de 0,41%, chegando a R$ 7,29/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 6,49/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,71/kg), Santa Catarina (R$ 6,51/kg), e São Paulo (R$ 7,17/kg).
Cepea/Esalq
Preço de suínos da China tem pior semana já vista com perspectiva de demanda ruim
Os contratos futuros de suínos vivos negociados na China encerraram a semana em queda de mais de 9%, sua maior queda semanal já registrada, depois que o abate intenso e a demanda fraca colocaram mais pressão sobre os preços spot
O contrato negociado na bolsa de Dalian fechou a 19 mil iuans (2.733 dólares) a tonelada, pouco acima da mínima do início de abril. Os futuros de suínos começaram a ser negociados na China em janeiro de 2021.Os preços à vista caíram 17% na última semana, para 21,4 iuans por quilo, de acordo com a Shanghai JC Intelligence, apagando todos os ganhos de um rali durante o verão, quando atingiram 28 iuanes por quilo no final de outubro. A queda nos preços ocorre depois que os produtores aumentaram os volumes de abate na expectativa de melhorar a demanda no final do ano e após Pequim pedir garantias suprimentos estáveis. No entanto, a demanda, fraca ao longo do ano devido às medidas rígidas da China para impedir a propagação do Covid, ainda não aumentou. “Os preços eram altos demais”, disse Darin Friedrichs, co-fundador da Sitonia Consulting, com sede em Xangai. “Mesmo que Pequim relaxe sua rigorosa política de ‘zero Covid-19’, a recuperação do consumo em restaurantes provavelmente será lenta, disseram analistas.
REUTERS
Sexta de cotações estáveis para o frango
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja caiu 1,89%, atingindo R$ 5,20/kg, enquanto o frango no atacado ficou estável em R$ 7,15/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná não houve alteração de preço, com a ave viva cotada em R$ 5,20/kg, assim como Santa Catarina, com valor de R$ 4,21/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (8), tanto a ave congelada quanto a resfriada tiveram leve alta de 0,13%, cotadas, respectivamente, em R$ 7,90/kg e R$ 7,98/kg.
Cepea/Esalq
Taiwan relata primeiro surto de gripe aviária H5N1 em fazenda
Taiwan relatou o primeiro surto em nível de fazenda da cepa grave H5N1 da gripe aviária, ou gripe aviária, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH), com sede em Paris, na sexta-feira
O vírus matou 214 patos, com o resto do bando de mais de 5.000 aves abatidas, disse a WOAH, citando um relatório das autoridades taiwanesas.
REUTERS
Brasil reforça ações de biossegurança para prevenir gripe aviária
Casos foram registrados em cindo países da América do Sul
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e avicultores estão reforçando as ações de biossegurança no país diante do aumento dos casos de influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) na América do Sul. O Brasil nunca registrou a ocorrência da doença em seu território. Até o momento, foram notificados focos da doença em países vizinhos como Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e Chile. “Em alguns limitando-se a aves silvestres e outros atingindo aves de subsistência ou de produção”, disse o Mapa. De acordo com a pasta, essa é a maior epidemia de influenza aviária de alta patogenicidade ocorrida no mundo, e a maioria dos casos está relacionada ao contato de aves silvestres migratórias com aves de subsistência, de produção ou aves silvestres locais. O período de maior migração de aves do Hemisfério Norte para a América do Sul acontece de novembro a abril. “Por isso, neste momento, o trabalho que vem sendo realizado é o aumento das ações de vigilância pelo serviço veterinário oficial e órgãos ambientais e o reforço das medidas de biosseguridade pelos produtores, com o objetivo de mitigar os riscos de ingresso e disseminação da gripe aviária no país”, disse o ministério. A intensificação das ações de vigilância inclui, por exemplo, a testagem de amostras coletadas de aves de subsistência criadas em locais próximos a sítios de aves migratórias. O objetivo é monitorar a circulação viral, permitir a demonstração de ausência de infecção e apoiar a certificação do Brasil como país livre da influenza aviária de alta patogenicidade. O Mapa explicou ainda que a prevenção da gripe aviária H5N1 é responsabilidade de todos os atores da cadeia de produção, “a fim de salvaguardar a sanidade da criação avícola nacional e mitigar os impactos socioeconômicos de uma eventual ocorrência da doença em aves de produção comercial”. Nesse sentido, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) atualizou seu protocolo de biosseguridade com a recomendação de suspensão imediata das visitas a granjas, frigoríficos e demais estabelecimentos da avicultura do país. A decisão é válida tanto para brasileiros quanto para estrangeiros. “Apenas quem trabalha diretamente e exclusivamente na respectiva unidade produtiva deve ter o acesso autorizado”, alertou a entidade. O Ministério da Agricultura alertou ainda que a primeira linha de defesa contra a gripe aviária é a detecção precoce e a notificação de suspeitas da doença. Os casos suspeitos devem ser notificados imediatamente, presencialmente ou por telefone, aos serviços veterinários estaduais ou nas superintendências federais de agricultura. A notificação também pode ser feita pela internet, na plataforma e-Sisbravet.
AGÊNCIA BRASIL
Frango/Cepea: Volume exportado em 2022 deve atingir novo recorde
As exportações brasileiras de carne de frango (in natura e processados) caíram de outubro para novembro
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Cepea, o Brasil exportou 375,7 mil toneladas de carne de frango em novembro, queda de 4,7% em relação a outubro, mas 12,2% superior ao volume embarcado em novembro/21. De janeiro a novembro deste ano, já foram exportadas 4,4 milhões de toneladas da proteína, restando apenas 174,1 mil toneladas para que o Brasil renove o recorde do ano passado, quando 4,6 milhões de toneladas foram embarcadas. Agentes do setor consultados pelo Cepea estão bem confiantes de que esse recorde seja renovado, tendo em vista que a média mensal de envios ao exterior tem superado a marca de 300 mil toneladas.
Cepea
INTERNACIONAL
Uruguai: Exportações de carnes em 2022 fecham com US$ 3,3 bilhões, alta de 10% nos valores
O Instituto Nacional de Carnes (INAC) do Uruguai apresentou o fechamento estatístico do ano, com volume aproximado de 520 mil toneladas de peso carcaça sendo exportadas, avaliando 2022 como um bom ano em sua totalidade, apesar da queda de valores no último semestre
O gerente de informações do INAC, Jorge Acosta, informou que “o interessante” é que vamos estar com crescimento nas exportações. “Se contarmos todas as carnes, estaremos bem acima de US$ 3 bilhões. Não necessariamente em volume, porque vai cair, mas com um preço que estava muito bom e cresceu. É 18% ou 20% a mais na carne bovina. Com menor volume, mas com recuperação de valor, muito próximo dos 5 mil dólares por tonelada”, destacou. No fechamento estatístico do ano, destacam-se níveis de abate de bovinos acima da média histórica. Com variações significativas nos níveis de atividade ao longo do ano, estima-se um abate bovino para 2022 com uma queda (entre 7-9%) em relação a 2021, ficando acima de 2,4 milhões de cabeças; produto de um primeiro semestre com alto abate que completou mais de 1,34 milhão de bovinos e consequentemente acumulará mais de 56% do abate anual. Estes números colocam 2022 acima da média dos últimos 20 anos (2,2 milhões). Com volumes um pouco menores do que em 2021, o setor de carnes completará uma receita total de exportação de aproximadamente US$ 3,3 bilhões como resultado do aumento médio dos preços das colocações no exterior, o que significa um crescimento de aproximadamente 10%. Com um crescimento levemente inferior (+4,8%), o mercado chinês vai gerar divisas perto de US$ 1,8 bilhão no final de 2022, o que representa 56% das receitas totais e determina um crescimento de cerca de 200 milhões com o principal parceiro comercial do setor de carnes. A carne bovina atingiria um volume de aproximadamente 520 mil toneladas peso carcaça; cerca de 50 mil toneladas a menos que 2021 (-9%), verificando-se uma quebra em todos os mercados, exceto nos Estados Unidos (+9,5% de recuperação); mas com um valor médio por tonelada superior e que terminaria o ano com uma média anual acumulada próxima de USD 5.000/ton.
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