CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1864 DE 22 DE NOVEMBRO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1864 | 22 de novembro de 2022

 

Notícias

BOI: Calmaria em São Paulo

Negociações frias na praça paulista na segunda-feira. As indústrias, em sua maioria, estão com escalas de abate entre 5 e 10 dias e as cotações do boi gordo seguem estáveis desde o dia 10/11

No Rio de Janeiro, os preços dos bovinos destinados ao abate permaneceram estáveis no comparativo diário, na praça carioca. No entanto, a menor oferta de bovinos para abate tem contribuído para preços firmes. Na carne com osso, as vendas no atacado foram menores em relação à semana passada. Em razão da maior oferta de mercadoria e do consumo doméstico patinando nesse final de mês, o atacado com osso sofreu ajustes negativos consideráveis. No atacado paulista, o preço da carcaça de bovinos castrados e inteiros recuou 3,1% e 4,5%, respectivamente, nos últimos sete dias.

SCOT CONSULTORIA

Boi: preços seguem estáveis

A expectativa ainda é de alta dos preços no curto prazo, com o consumo aquecido no final do ano e ainda com a Copa do Mundo

O mercado físico do boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos na segunda-feira (21). De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, com escalas de abate cada vez mais encurtadas, mesmo no Mato Grosso e no Pará, o viés ainda é de alta no curto prazo. “A demanda doméstica de carne bovina ainda ocupa um papel relevante na recuperação dos preços da arroba do boi, considerando o ápice do consumo durante o último bimestre. Os frigoríficos exportadores também se mostram mais ativos no mercado neste momento, voltando a atuar de maneira mais incisiva na compra de gado”, disse Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 279. Já em Dourados (MS), a cotação é de R$263. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 246. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 275. Já em Goiânia (GO), a arroba teve cotação de R$ 275. Os preços da carne bovina também subiram no mercado atacadista. De acordo com Iglesias, a expectativa ainda é de alta dos preços no curto prazo, com o consumo aquecido no final do ano e ainda com a Copa do Mundo de Futebol impulsionando as vendas no varejo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,20 por quilo.  A ponta de agulha teve preço de R$ 16,15. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 21,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Preço médio da carne bovina exportada tem queda de 9,59% em novembro

Apesar de apresentar alta no comparativo anual, os preços médios estão recuando em função da renegociação dos valores por parte da China diante da desvalorização cambial da moeda local. Volume movimentado alcançou 98,3 mil toneladas em 12 dias úteis

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, os preços médios da carne bovina in natura exportada ficaram em US$ 5.291 mil por tonelada na terceira semana de novembro, alta de 7,3% frente aos dados divulgados em novembro de 2021, em que os preços médios registraram o valor médio de US$ 4,931 mil por tonelada.  No comparativo semanal, os preços médios apresentaram queda de 1,10%. No fechamento de outubro, o preço médio foi de US$ 5.852 mil por tonelada, com queda de 9,59%, frente aos dados atuais. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os dados já começam a apontar uma queda dos preços médios mais acentuados frente às semanas anteriores. “O efeito das renegociações de preços por parte da China já está sendo notada nos dados das exportações e devemos a isso a desvalorização cambial da moeda Chinesa, em que precisamos baixar o valor em dólar para compensar o encarecimento das importações”, relatou.  Na terceira semana de novembro a média diária ficou em US$43,3 milhões alta de 105,9%, frente ao observado no mês de novembro do ano passado, que ficou em US$21 milhões. O volume exportado alcançou 98,3 mil toneladas em 12 dias úteis de novembro/22. No ano passado, o mês de novembro encerrou com 81,1 mil toneladas em 19 dias úteis, na qual o setor sentiu os reflexos do embargo da China pelo produto brasileiro.  A média diária exportada ficou em 8,1 mil toneladas, alta de 91,9%, frente ao observado no mês de novembro do ano anterior, que ficou em 4,2 mil toneladas.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar fecha em queda firme contra o real

Moeda americana encerrou o dia com recuo de 1,18%, a R$ 5,3101, descolada do ambiente externo

Após reduzir a intensidade da queda próximo do fim da manhã, o dólar voltou a cair mais de 1% nesta tarde e manteve a força da retração até o fechamento, encerrando o dia com recuo de 1,18%, a R$ 5,3101. Descolado do ambiente negativo externo, o desempenho do real foi impulsionado pelas expectativas de desidratação do texto da PEC da Transição apresentado na semana passada. No fim de semana, o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) protocolou uma PEC da Transição alternativa, que reduziria de R$ 198 bilhões para R$ 70 bilhões a ampliação necessária ao teto de gastos para garantir a manutenção do Bolsa Família em R$ 600 mensais e assegurar o adicional de R$ 150 por criança às famílias. Além disso, a percepção de que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está adotando um tom mais conciliador com o mercado, após ele agradecer a carta recebida pelos economistas Pérsio Arida, Edmar Bacha e Pedro Malan e reiterar a intenção de governar com responsabilidade fiscal, também trouxe alívio para os investidores. Segundo o economista da Guide Investimentos, Victor Beyruti, a valorização do real veio “por conta da melhora com relação à percepção da situação fiscal”. “As falas de Lula, mais conciliadoras, além da expectativa de uma PEC mais desidratada, estão ajudando a devolver o fraco desempenho que a gente teve na semana passada, mesmo em um dia de dólar forte lá fora”, comenta. Tendo em vista as movimentações no cenário político, o Goldman Sachs fez previsões para o comportamento do dólar ante o real, projetando o dólar em R$ 5,20 nos horizontes de três meses e de seis meses à frente e esperando que, em 12 meses, a moeda americana seja negociada a R$ 5. Enquanto isso, no mercado externo, o dia foi de tensão por conta das notícias do aumento nas infecções por covid-19 na China e o relato da primeira morte relacionada ao vírus em quase seis meses. Além disso, o estresse no mercado se elevou, mais cedo, após ter sido decretado um lockdown no distrito de Guangzhou, no Sul do país. As notícias impactaram os preços das commodities, principalmente do petróleo, com os contratos WTI e Brent fechando o dia com queda de mais de 5%, o que se refletiu no desempenho de moedas de países exportadores e emergentes.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fecha em alta puxada por salto de Copel após titubear com petróleo

O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, com as ações da Copel disparando mais de 20% em meio a planos de privatização para a elétrica paranaense, enquanto persistem preocupações com novos surtos de Covid na China que adicionam receios sobre a atividade econômica mundial

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,9%, a 109.849,35 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima, chegou a 110.235,29 pontos e na mínima, quando sofreu o tombo do petróleo que afetou Petrobras, atingiu 107.957,01 pontos. O volume financeiro somava 29 bilhões de reais.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva negocia aquisição de frigorífico no Uruguai

Companhia brasileira detém a exclusividade para comprar a BPU, controlada pelos japoneses da NH Foods

A Minerva Foods está perto de fechar mais uma aquisição no exterior. A empresa brasileira firmou um acordo de exclusividade com os japoneses da NH Foods para negociar a compra do Breeders & Packers Uruguay (BPU), um frigorífico uruguaio com capacidade para abater cerca de 1 mil cabeças de gado por dia. De acordo com as fontes, a Minerva está fazendo a diligência no BPU. A expectativa é que o negócio seja concretizado até 15 de dezembro, quando se encerra o período de exclusividade da companhia dos Vilela de Queiroz. Os valores ainda não estão totalmente definidos, mas a transação deve ficar entre US$ 35 milhões e US$ 45 milhões, disseram as fontes. O Rabobank está assessorando a Minerva na aquisição. A NH Foods decidiu vender a operação uruguaia num momento de baixa do ciclo pecuário do país sul-americano. Para se ter uma ideia da discrepância dos valores, os japoneses pagaram cerca de US$ 135 milhões há cinco anos para adquirir o BPU. Se fechar a compra do frigorífico, a Minerva vai ampliar sua capacidade de abate no país em 40%. Atualmente, a companhia conta com três unidades no país, com capacidade somada par abater 2,5 mil bovinos por dia. No Uruguai, a também brasileira Marfrig é a líder na produção de carne. Ao assumir o BPU, a Minerva está apostando na virada do ciclo pecuário no Uruguai, com maior oferta de gado nos próximos anos. Na última teleconferência com analistas, a companhia já havia sinalizado as perspectivas de melhora na situação do Uruguai. A aproximação com a NH Foods começa com o M&A no Uruguai, mas poderá se desdobrar em uma parceria global, possivelmente envolvendo a operação dos japoneses na Austrália. A Nippon Ham é dona do terceiro maior frigorífico de bovinos do país da Oceania. A Minerva está avaliada em R$ 8,1 bilhões em bolsa.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: mercado começa semana estável

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, assim como a carcaça especial, cotada em R$ 10,20 o quilo/R$ 10,60 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (18), os preços não mudaram, valendo R$ 7,26/kg em Minas Gerais, R$ 6,54/kg no Paraná, R$ 6,62/kg no Rio Grande do Sul, 6,51/kg em Santa Catarina e R$ 7,10/kg em São Paulo.

Cepea/Esalq

Exportação de carne suína até a 3ª semana de novembro é 94% do total de novembro/21

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, a exportação de carne suína in natura até a terceira semana do mês de novembro (12 dias úteis) atingiu mais de 94% da receita total registrada em novembro de 2021

A receita, US$ 149,4 milhões já representa 94,32% do montante obtido em novembro de 2021, com US$ 158,4 milhões. No volume, as 57.926 toneladas são 82,49% do total registrado em novembro do ano passado, com 70.218 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 12,4 milhões valor 49,4% maior do que a de novembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve baixa de 10%. Em toneladas por média diária, 4.827 toneladas, houve crescimento de 30,6% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Quando comparado a semana anterior, recuo de 9,9%. No preço pago por tonelada, US$ 2.579, ele é 14,3% superior ao praticado em novembro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa teve queda de 0,20%.

AGÊNCIA SAFRAS

Frango no atacado cede em São Paulo a R$ 7,25/kg

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,96%, custando R$ 7,25/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, da mesma maneira que no Paraná, fixado em R$ 5,19/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (18), tanto a ave congelada quanto a resfriada cederam 0,37%, cotadas, respectivamente, em R$ 8,00/kg e R$ 8,07/kg.

Cepea/Esalq

Exportação de frango em 12 dias úteis vai a 72% do volume de novembro/21

Segundo Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura até a terceira semana do mês de novembro (12 dias úteis) diminui o ritmo, mas segue com resultados positivos em novembro

A receita de US$ 458, 6 milhões, representa 83,8% do montante obtido em novembro de 2021, com US$ 547,2 milhões. No volume, as 220.208 toneladas são 72% do total registrado em novembro do ano passado, com 305.887 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 38.2 milhões, valor 32,7% maior que o registrado novembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 7,8%. Em toneladas por média diária, foram 18.350 toneladas, elevação de 14% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, retração de 9,2%. No preço pago por tonelada, US$ 2.082, ele é 16,4% superior ao praticado em novembro do ano passado. Frente ao valor da semana anterior, baixa de 1,5%.

AGÊNCIA SAFRAS

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

 

 

 

 

 

abrafrigo

Leave Comment