
Ano 8 | nº 1854 | 07 de novembro de 2022
NOTÍCIAS
São Paulo encerrou a semana com preço estável
O preço seguiu estável para o último dia da semana, visto que a ponta frigorífica se adequou à situação das rodovias. Não houve alteração nos preços dos bovinos destinados ao abate ao longo de toda a semana
Segundo apurou a Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, a arroba do boi gordo encerrou a semana com preços estáveis. O valor do boi gordo “comum”, direcionado ao mercado interno, segue negociado por R$ 275/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha estão cotadas em R$ 260/@ e R$ 269/@ (preços brutos e a prazo). Bovinos destinados ao mercado da China seguem valendo R$ 280/@ em São Paulo (preço bruto e a prazo), acrescentou a Scot. Em Rondônia – Sudeste, os preços do boi e vaca seguiram estáveis na região. Já a cotação da novilha gorda caiu R$2,00/@, na comparação diária. Em Mato Grosso – Norte, o preço do bovino gordo recuou R$2,00/@, na comparação feita com último levantamento (3/11). Para as fêmeas, preços estáveis.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo registrou preços em baixa na sexta-feira
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias a redução dos bloqueios em rodovias do Centro-Norte do país permitiu o carregamento de carga viva nos principais estados produtores. Mesmo assim, foi evidenciada inexpressiva fluidez dos negócios no fechamento da semana
“O quadro fundamental oferece poucas mudanças neste momento, com os frigoríficos ainda desfrutando de relativo conforto em suas escalas de abate, com capacidade para testar preços mais baixos no curto prazo. Já a energia da demanda doméstica de carne bovina no último bimestre segue como fator essencial para uma recuperação dos preços da arroba no curto prazo. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 273. Já em Dourados (MS), a cotação recuou para R$262. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 244. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 265. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 255. O mercado atacadista segue acomodado. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por alguma alta das cotações no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo. Além disso, a demanda atinge seu ápice ao longo do último bimestre, o que deve resultar em alta dos preços da carne bovina no atacado e no varejo. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16 por quilo. Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,80. O quarto traseiro do boi teve queda e ficou cotado em R$ 21,20 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Preço da carne exportada cai e afeta mercado de boi. Importadores, inclusive da China, estão renegociando contratos
Os preços médios da carne bovina exportada pelo Brasil estão em queda neste segundo semestre, em parte como resultado das renegociações de contratos feitas pelos importadores
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela consultoria Safras & Mercado, a tonelada chegou a atingir o pico de R$ 6,8 mil, em junho, mas, em outubro, a média caiu para R$ 5,9 mil. O país exportou 152,6 mil toneladas de carne bovina (fresca, refrigerada ou congelada) em junho, quando a receita alcançou R$ 1,4 bilhão. No mês passado, informações preliminares indicam embarques de 188,6 mil toneladas e faturamento de R$ 1,1 bilhão. “Isso reflete a preocupação com os lockdowns na China, mas também a desvalorização do yuan [moeda chinesa] em relação ao dólar, que enfraquece o poder de compra do maior importador da proteína brasileira”, disse Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, ao Valor. Segundo ele, a China importará menos carne bovina brasileira no ano que vem porque deverá produzir 400 mil toneladas a mais dessa proteína. “Os chineses estão expandindo sua produção para depender menos de importações, um movimento que já ocorreu com as carnes suína e de frango. As compras do país não serão nos mesmos níveis de 2022”, afirma. Iglesias observa, ainda, que os frigoríficos brasileiros também já estão se reposicionando para lidar com o comportamento do mercado externo, “baixando de forma contundente os valores ofertados pelo boi gordo no interior do Brasil”. O Valor procurou as três maiores empresas do segmento no país – JBS, Marfrig e Minerva -, que não se manifestaram porque estão no período de silêncio que antecede a publicação de resultados trimestrais ou por não poderem comentar estratégias de mercado. Os analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin, do BTG Pactual, afirmam, em relatório, que a desaceleração dos preços da proteína neste semestre acompanha a virada do ciclo pecuário para um cenário de aumento de oferta. Mas, com o crescimento do volume de embarques, eles acreditam que o quarto trimestre será mais forte para os frigoríficos brasileiros. “Espera-se que os suprimentos de animais continuem aumentando e que a demanda no exterior permaneça forte. Os grandes players brasileiros de carne bovina parecem bem posicionados para apresentar resultados mais fortes a partir do segundo semestre deste ano”, avaliam. Para os analistas, a Minerva, a maior exportadora de carne bovina da América do Sul, é a melhor escolha para o investidor porque o crescimento da oferta no Brasil deverá reduzir o impacto da queda de margens nos Estados Unidos. O BTG também recomenda compra de ações da JBS, maior empresa de carne bovina do mundo. Já a Marfrig recebe avaliação neutra do banco porque os resultados da empresa estão mais expostos à carne americana. No mercado interno, a arroba do boi em Mato Grosso, que atingiu R$ 312,08 no fim de janeiro, agora é negociada por cerca de R$ 240, de acordo com o Instituto Mato- Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Em São Paulo, que concentra plantas exportadoras, os negócios têm sido fechados por pouco mais de R$ 287 por arroba. No fim de março, os preços estavam em R$ 352.
VALOR ECONÔMICO
Boi/Cepea: Exportação segue elevada, mas preço interno cai
As exportações brasileiras de carne bovina in natura vêm se sustentando em patamares elevados ao longo deste ano
Depois de o volume embarcado ter ficado acima de 200 mil toneladas em agosto e em setembro, somou quase 190 mil toneladas em outubro. Segundo pesquisadores do Cepea, esse bom desempenho, contudo, não foi suficiente para impedir que o boi gordo se desvalorizasse em outubro no mercado interno. No acumulado do mês (entre 30 de setembro e 31 de outubro), o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 recuou quase 4%. Dados da Secex indicam que o Brasil embarcou em outubro 188,56 mil toneladas de carne bovina in natura, queda de 7,3% frente a setembro/22, mas expressiva alta de 129,42% frente a outubro/21 (quando, vale lembrar, os envios de carne à China, maior destino da proteína nacional, estavam suspensos) e 16% acima da de outubro/20. Trata-se, também, do maior volume já exportado em um mês de outubro.
Cepea
Negócios seguem travados no mercado de reposição
Movimento de baixa no mercado físico do boi gordo reduz os investimentos de recriadores e invernistas
Na semana encurtada pelo feriado nacional, o mercado de gado para reposição não trouxe maiores novidades em termos de fluxo de comercialização e de preços, informou na sexta-feira, 4 de novembro, a IHS Markit. “A pressão baixista observada nos preços da arroba do boi gordo afastou boa parte da ponta compradora dos negócios”, afirmou a consultoria. Os negócios envolvendo animais jovens (não-terminados) também registraram morosidade diante das preocupações ocasionadas pela paralisação de transportadores rodoviários. Na região Sudeste do País, a ocorrência de negócios foram pontuais ao longo desta semana. As ofertas de animais no interior paulista e também nas praças de Minas Gerais ainda continuam elevadas, o que prejudica a formação de preços mais firmes, observou a IHS. Entre as praças do Centro-Oeste, a semana também foi de fraca ocorrência de negócios pela ausência de leilões, informa a consultoria. Os preços entre as principais categorias não sofreram grandes variações no período, com ambas as pontas do mercado na defensiva, acrescenta a IHS. “Mesmo com a chegada do período de vacinação contra aftosa, o mercado de reposição segue truncado”, ressaltam os analistas da IHS.
PORTAL DBO
SP e GO registram redução dos custos de produção de bovinos confinados
Na edição nº65, referente ao mês de outubro, o Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) identificou redução nos custos da diáriaboi (CDB) para os confinamentos de São Paulo (CSPm e CSPg) e de Goiás (CGO), em comparação ao mês anterior, setembro
No levantamento realizado no mês de outubro foi identificada redução nos preços de alguns insumos utilizados na alimentação dos animais nos estados de São Paulo e aumento para o estado de Goiás. Dentre eles, os preços de sorgo grão e milho grão reduziram -6,62% e – 1,08%, respectivamente, em relação a setembro. Em Goiás, o insumo que mais apresentou aumento foi o farelo de soja, de 6,51%. Por fim, os custos das dietas apresentaram as seguintes reduções: -7,53%, -7,65% para as propriedades representativas CSPm e CSPg, respectivamente. Para a propriedade representativa CGO houve aumento de 0,74%. O software de formulação de Ração de Lucro Máximo (RLM) foi utilizado para encontrar a melhor dieta ao menor custo para as propriedades representativas. Foi registrada redução no Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) para as propriedades CSPm, CSPg e CGO, em comparação ao mês anterior. Em 2022 o indicador reduziu em -0,36%, -0,27% para CSPm e CSPg, e ainda assim, acumulou alta de 2,49% para CGO. A taxa Selic considerada nos cálculos foi de 13,75% a.a. Essa taxa em outubro de 2021 era de 7,75% a.a. A taxa mais alta implica em maiores de custos de oportunidade. Os resultados de Custo Total por arroba foram de R$ 307,92, R$ 305,52 e R$ 293,03 para CSPm, CSPg e CGO, respectivamente. Isso sugere que os confinadores deveriam receber valores superiores a esses para obterem lucro econômico na atividade.
Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em queda de 1,36%, a R$5,0524 na venda, e tomba 4,71% na semana
O dólar tombou na sexta-feira a seu patamar mais fraco em mais de dois meses, aproximando-se da marca de 5 reais, acompanhando a fraqueza da divisa norte-americana no exterior em meio a expectativas de relaxamento de restrições sanitárias na China e a dados de emprego mistos nos Estados Unidos
Ao mesmo tempo, a manutenção de ingressos de recursos estrangeiros no Brasil após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi uma pressão adicional para o dólar, que registrou nos dias que se seguiram ao segundo turno presidencial no domingo seu pior desempenho semanal desde o final de julho. O dólar à vista caiu 1,36% nesta sexta, a 5,0524 reais, menor patamar para encerramento desde 29 de agosto (5,0330). Na semana, que foi encurtada por feriado nacional na quarta-feira, a moeda norte-americana despencou 4,71%, maior queda desde o período findo em 29 de julho (-5,91%). Colaborando para o apetite por risco global nesta sessão, a China fará mudanças substanciais em sua política de “Covid-zero” nos próximos meses, disse uma ex-autoridade de controle de doenças do país em uma conferência organizada pelo Citi, de acordo com uma gravação da sessão ouvida pela Reuters. Os preços do petróleo saltaram em meio ao otimismo sobre a China, assim como outras commodities importantes, como o minério de ferro. Enquanto isso, nos EUA, dados mostraram que empregadores do país contrataram mais trabalhadores do que o esperado em outubro, mas o aumento da taxa de desemprego para 3,7% sugere algum afrouxamento nas condições do mercado de trabalho, o que permitiria ao Federal Reserve passar a adotar aumentos menores da taxa de juros a partir de dezembro. Já na cena doméstica, alimentou a força do real nesta sexta e no acumulado da semana o início de uma transição de poder mais “saudável” do que os mercados temiam após o resultado das eleições presidenciais, disse à Reuters Gustavo Sung, economista chefe da Suno Research. Alguns investidores também têm atribuído a boa reação dos mercados ao resultado da eleição à visão benigna de agentes estrangeiros sobre a agenda de Lula, muito mais alinhada à governança ambiental, social e corporativa (ESG, na sigla em inglês) do que a do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com Sung, o foco do mercado deve ficar a partir de agora nas discussões em torno da “PEC da transição”, que sugerirá exceções à regra do teto de gastos no ano que vem para garantir o cumprimento de promessas de campanha do presidente eleito, bem como nas especulações sobre quem chefiará a pasta econômica de Lula. Com o risco de uma “bomba fiscal” para 2023, a indicação de um ministro da Fazenda que traga uma “âncora de credibilidade” para os mercados é essencial para acalmar temores sobre a agenda econômica do próximo governo e pode ter impacto positivo sobre os ativos brasileiros, disse o economista da Suno.
REUTERS
Ibovespa sobe e avança mais de 3% na primeira semana após eleição
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, estimulado pelo salto das ações da Vale, em meio a expectativas de alívio nas restrições contra a Covid na China. A sessão também foi marcada por dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos
Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa subiu 1,08%, a 118.155,46 pontos, acumulando um avanço de 3,16% na semana. O volume financeiro no pregão somava 39,5 bilhões de reais. Investidores também conferiram números de outubro do mercado de trabalho dos EUA, com criação de vagas acima das expectativas e acréscimo ligeiramente maior do que previsto no ganho médio por hora, embora a taxa de desemprego tenha avançado. Para economistas da Genial Investimentos, os dados oferecem sinais mistos para a decisão do Federal Reserve em dezembro. “Esse cenário contribui para aumentar a incerteza quanto à magnitude do aumento da taxa de juros, deixando indefinida se a próxima alta será de 50 ou 75 pontos-base”, disseram, lembrando que antes da próxima decisão haverá mais dados de emprego. Por aqui, movimentações sobre transição de governo seguiram no radar. A perspectiva majoritária de que não terá sobressaltos endossou o viés comprador. A principal questão no mercado é sobre quem será o ministro da Fazenda. O movimento mais positivo na B3 também tem como pano de fundo compras por estrangeiros, passada a eleição. Nos dois primeiros pregões da semana, as compras feitas por não residentes na B3 superaram as vendas em 2,4 bilhões de reais. Ainda assim, a equipe da Santander Asset manteve visão neutra para a bolsa brasileira, citando desafios no campo da inflação e do menor crescimento da economia no cenário global. Eles avaliaram que o nível de preços no Brasil continua atrativo e o final do ciclo de alta dos juros pode sustentar o movimento positivo, mas destacaram que “as definições de política econômica do próximo governo ainda devem trazer ruídos”, conforme relatório a clientes.
REUTERS
Expansão do setor de serviços do Brasil acelera em outubro com demanda forte, mostra PMI
A atividade de serviços do Brasil ganhou impulso da demanda e cresceu em outubro no ritmo mais forte em três meses, embora o cenário inflacionário tenha pesado, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês)
Em outubro, o PMI de serviços brasileiro subiu a 54,0 de 51,9 em setembro, de acordo a pesquisa da S&P Global, atingindo o patamar mais forte desde julho graças ao aumento no volume de novos pedidos. A marca de 50 separa crescimento de contração. “Houve sinais de recuperação no setor de serviços brasileiro à medida que avançamos para o final de 2022, com a demanda mostrando uma resistência considerável apesar de outro aumento nos custos de produção”, afirmou a diretora associada de economia da S&P Markit, Pollyanna De Lima. “Após três meses consecutivos de desaceleração, a pesquisa PMI indicou maior expansão em novos negócios e na produção”, completou. A força da demanda, a conquista de novos clientes e eventos maiores foram citados como razões para a recuperação das vendas. Isso ajudou na criação de vagas de trabalho, e o emprego aumentou pelo 17º mês consecutivo, a uma taxa acentuada que superou a registrada em setembro. Também ajudou a avaliação entre os prestadores de serviços de que o volume da atividade de negócios será maior até outubro de 2023. O nível geral de confiança ficou em outubro acima da média histórica, fundamentado por investimentos, esforços de marketing, oferta de novos serviços e estabilidade política após as eleições. O ponto negativo veio da inflação. As despesas operacionais continuaram aumentando, mas a redução dos custos de energia e combustíveis ajudou a taxa de inflação geral a cair para o nível mais baixo em 26 meses. No entanto, ao contrário da tendência dos preços de insumos, houve reaceleração na taxa de inflação dos preços cobrados, uma vez que as empresas procuraram transferir os recentes aumentos de custos para seus clientes. A força do setor de serviços impulsionou o índice de produção do setor privado brasileiro, compensando a perda de força da indústria em outubro. Assim, o PMI Composto do Brasil subiu a 53,4, de 51,9 em setembro, que havia marcado o nível mais baixo em oito meses. Os dados foram coletados entre 12 e 26 de outubro de 2022.
REUTERS
Índice global de alimentos cai em outubro, apesar de alta de preços dos cereais, diz FAO
O índice global de preços de alimentos apurado pela agência das Nações Unidas teve ligeira queda em outubro, configurando a sétima baixa mensal consecutiva e ficando 14,9% abaixo da máxima histórica registrada em março
A Organização para Agricultura e Alimentação (FAO) disse na sexta-feira que seu índice de preços, que acompanha as commodities alimentares mais negociadas globalmente, teve uma média de 135,9 pontos no mês passado, ante 136,0 (revisado) em setembro. O número de setembro havia sido calculado anteriormente em 136,3. O índice caiu frente ao recorde de 159,7 alcançado em março, mas permaneceu 2,0% acima do ano anterior. Enquanto os preços caíram no geral, o índice de cereais aumentou 3,0%, com o trigo subindo 3,2%, refletindo principalmente incertezas relacionadas às exportações da Ucrânia e também uma revisão para baixo na oferta dos EUA. Os preços internacionais do arroz aumentaram 1,0%. Por outro lado, o índice de óleo vegetal da FAO caiu 1,6% em outubro e baixou quase 20% em relação ao nível do ano anterior. O aumento das cotações internacionais do óleo de semente de girassol foi mais do que compensado pelos preços mundiais mais baixos dos óleos de palma, soja e colza. Os preços dos lácteos caíram 1,7%, as carnes baixaram 1,4% e o açúcar recuou 0,6%. Em estimativas separadas de oferta e demanda de cereais, a FAO reduziu sua previsão para a produção global de cereais em 2022 para 2,764 bilhões de toneladas, de 2,768 bilhões de toneladas anteriores. O volume ficaria 1,8% abaixo da produção estimada para 2021.
“A revisão para baixo mês a mês diz respeito quase inteiramente à safra de trigo nos Estados Unidos, refletindo rebaixamentos nos rendimentos e na área colhida”, disse a FAO.
REUTERS
Indústria desacelera em setembro com queda no emprego e faturamento, diz CNI
O faturamento, o emprego e a utilização da capacidade instalada recuaram, segundo a pesquisa Indicadores Industriais, realizada pela Confederação Nacional da Indústria
Os Indicadores Industriais, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram um quadro de desaceleração em setembro. O faturamento, o emprego e a utilização da capacidade instalada recuaram. As horas trabalhadas na produção caíram um pouco mais forte, mas a queda não reverte a alta de agosto. Já a massa salarial e o rendimento cresceram pelo quarto mês consecutivo e tiveram avanço em sete dos nove meses do ano. “Apesar da desaceleração registrada nesse mês, existem elementos que podem afetar positivamente a indústria de transformação, entre eles a recomposição contínua da renda da população, que permite a sustentação do consumo dos bens industriais, e a reorganização da cadeia de suprimentos, que alivia a pressão sobre os custos de produção”, explica a economista da CNI, Larissa Nocko. O faturamento real da indústria de transformação apresentou recuo de 0,2% em relação ao resultado de agosto. Apesar do recuo, o faturamento exibe trajetória de alta desde novembro de 2021, o que faz com que o faturamento se encontre 7,9% acima do patamar de setembro de 2021. O emprego industrial registrou recuo de 0,4% na comparação com agosto. É o segundo mês consecutivo de queda, o que sugere a perda do ritmo de crescimento do emprego depois de sucessivas altas apresentadas desde o segundo semestre de 2020. Na comparação com setembro de 2021, a alta é de 0,6%. A massa salarial real da indústria de transformação cresceu 0,3% na comparação com agosto. O índice registrou o quarto mês consecutivo de crescimento e acumula alta de 5,5% na comparação entre maio e setembro. Na comparação com setembro de 2021, o crescimento é de 6,4%. O rendimento médio real dos trabalhadores da indústria mostrou avanço de 0,7% entre setembro e agosto. É o quarto mês consecutivo de crescimento. Apesar da queda no mês, na comparação com setembro de 2021, o rendimento apresenta avanço de 5,8%. As horas trabalhadas na produção recuaram 1,1% em setembro de 2022, na comparação com agosto. Apesar da queda, o índice mostra tendência de crescimento desde 2021, de modo que as horas trabalhadas permanecem próximas do ponto mais alto de 2022, inferiores apenas ao registrado em agosto. Na comparação com setembro de 2021, há crescimento de 3,3%. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) recuou 0,1 ponto percentual em setembro de 2022, na comparação com agosto, para 80,2%. O indicador está acima dos 80% desde março de 2021, percentual superior ao praticado antes da pandemia.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: mercado com quedas leves no PR e SC
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,90/R$ 10,40 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (3), ficaram estáveis os preços em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, custando, respectivamente, R$ 7,26/kg e R$ 6,69/kg. Houve queda de 0,77% em Santa Catarina, chegando em R$ 6,46/kg, baixa de 0,61% no Paraná, atingindo R$ 6,56/kg, e de 0,40% em São Paulo, fechando em R$ 7,43/kg.
Cepea/Esalq
Exportações de carne suína alcançam 98,6 mil tons em outubro, aponta ABPA
Volume exportado no ano chega a 924,2 mil toneladas
As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 98,6 mil toneladas em outubro, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é 0,5% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 99 mil toneladas. Em receita, as vendas do setor cresceram 8,8%, com US$ 237,1 milhões em outubro deste ano, contra US$ 217,9 milhões obtidos no décimo mês de 2021. No acumulado do ano, as exportações de carne suína totalizaram embarques de 924,2 mil toneladas entre janeiro e outubro, volume 4,5% menor do que o registrado nos dez primeiros meses de 2021, com 967,9 mil toneladas. Em receita, as vendas do setor chegaram a US$ 2,088 bilhões, número 8,4% menor que o resultado alcançado entre janeiro e outubro do ano passado, com US$ 2,279 bilhões. Entre os principais destinos das exportações de carne suína, a China, maior importadora, incrementou suas compras em 23,2% em outubro na comparação com o ano anterior, alcançando 46 mil toneladas. Outros destaques foram o Chile e as Filipinas que, segundo o mesmo comparativo, elevaram as suas importações em, respectivamente, 74,8% (com 7,2 mil toneladas) e 0,3% (com 4,4 mil toneladas). “A média do segundo semestre permanece superior a 100 mil toneladas, em patamares acima do registrado tanto no primeiro semestre deste ano, como à média de todo o ano de 2021. O resultado aponta a recuperação do desempenho do ano em relação ao registrado no ano passado e indica a mesma tendência para 2023”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
ABPA
Preços do frango ficaram estáveis na sexta
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado valorizou 2,82%, valendo em R$ 7,30/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado, valendo R$ 4,20/kg, e no Paraná houve recuo de 1,71%, atingindo R$ 5,17/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (3), a ave congelada teve recuo de 0,50%, atingindo R$ 7,95/kg, e a resfriada cedeu 0,38%, fechando em R$ 7,95/kg.
Cepea/Esalq
China anuncia fim do embargo de exportação de dois frigoríficos de aves do Brasil
Unidades da Aurora e Minuano enfrentavam suspensão de vendas há mais de dois anos
A China retirou a suspensão aplicada às exportações de carnes de aves de dois frigoríficos brasileiros que durava mais de dois anos ainda por conta da covid-19. A informação foi confirmada ao Valor pelo ministro da Agricultura, Marcos Montes. No início desta semana, a Administração-Geral de Alfândegas do país (GACC, na sigla em inglês) enviou um comunicado ao Ministério da Agricultura em Brasília informando o fim do embargo para a unidade da Cooperativa Central Aurora Alimentos em Xaxim (SC) e para o abatedouro da Minuano Alimentos em Lajeado (RS). “Nesta semana, a China liberou duas unidades que haviam fechado por conta da covid-19”, comemorou Marcos Montes. Segundo o ministro, o país asiático mantém regras rígidas para evitar novas disseminações do vírus. “Lá o problema da covid é gravíssimo”. A suspensão dessas plantas ocorreu no auge da pandemia, quando a China bloqueou as exportações de diversos frigoríficos em vários países e exigiu um protocolo sanitário rígido para evitar supostas contaminações de cargas embarcadas para lá com coronavírus. As exportações da unidade da Minuano foram suspensas em 26 de junho de 2020. Na Aurora, o bloqueio ocorreu logo depois, em 20 de agosto de 2020. Desde então, outros frigoríficos brasileiros sofreram embargos, mas já tiveram os embarques normalizados. Atualmente, sete unidades ainda estão suspensas. O bloqueio mais longevo é do frigorífico de aves da BRF em Marau (RS), desde dezembro de 2021. Seis unidades foram embargadas em 2022, quatro abatedouros de aves – a Masterboi em São Geraldo do Araguaia (PA), a São Salvador Alimentos em Itaberaí (GO), a Bello Alimentos em Itaquiraí (MS), a BRF em Lucas do Rio Verde (MT) – e dois de bovinos – o Frigorífico Redentor em Guarantã do Norte (MT) e a JBS em Mozarlândia (GO). Algumas dessas suspensões mais recentes também foram motivadas pelo controle chinês da covid-19. Consultada, a Aurora informou que prefere não fazer nenhum comentário sobre a suspensão desse embargo.
VALOR ECONÔMICO
Frango/Cepea: Protestos deixam setor avícola em alerta
De acordo com colaboradores consultados pelo Cepea, apesar de os bloqueios promovidos por manifestantes em diversos pontos de rodovias do Brasil nos últimos dias atrapalharem a comercialização da carne de frango em boa parte das regiões do País, travando a entrega do produto, não foram registradas oscilações expressivas de preços no período
Ainda assim, agentes do setor seguem apreensivos, tendo em vista que, nas principais regiões produtoras, como Santa Catarina e Paraná, ainda há bloqueios, prejudicando o transporte de rações, animais e até mesmo da carne, o que eleva o risco de desabastecimento nas gôndolas dos supermercados, caso o movimento persista.
Cepea
INTERNACIONAL
Índice global de preços de carnes cai 1,4% em outubro
O índice global de preços de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 1,4% em outubro, ante setembro, para 118,4 pontos, a quarta queda consecutiva mensal, disse a FAO em comunicado na sexta-feira (04)
O índice ainda ficou 5,8% acima do registrado em outubro do ano passado. Os preços de todos os tipos de carnes considerados no índice caíram em outubro, na comparação com setembro, sendo que a redução mais forte ocorreu para carnes de ovinos, impactadas por aumento da oferta por parte da Oceania e fracas importações globais. Os preços de carne suína caíram substancialmente, devido às fracas importações globais e menor demanda doméstica nos principais países produtores. “Enquanto isso, os preços de carne bovina caíram levemente diante da grande oferta atual e aumento na disponibilidade de gado para abate, principalmente no Brasil”, disse a FAO. A tendência de queda global nos preços de carne de frango continuou pelo quarto mês consecutivo, com a disponibilidade de produtos para exportação acima da demanda global apesar dos impactos dos surtos de gripe aviária e alta dos custos na produção.
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