
Ano 8 | nº 1847 | 26 de outubro de 2022
NOTÍCIAS
Queda no mercado do boi gordo em São Paulo
Com os preços da tonelada da carne bovina destinada ao mercado externo em queda, como reflexo, as indústrias ofertaram menos R$2,00/@ para o boi gordo destinado ao mercado interno e menos R$3,00/@ para fêmeas gordas
As indústrias frigoríficas de São Paulo estão ofertando menos R$ 2/@ para o boi gordo direcionado ao mercado interno e menos R$ 3/@ para fêmeas gordas, informou na terça-feira, 25 de outubro, a Scot Consultoria. O macho terminado está cotado em R$ 275/@ no mercado paulista, enquanto a vaca gorda vale R$ 262/@ (preços brutos e a prazo). A novilha gorda segue negociada por R$ 269/@ nas praças de São Paulo, e o bovino destinado ao mercado da China está cotado em R$ 285/@ (preço bruto e a prazo), acrescentou a Scot. No Rio de Janeiro, mesmo com redução na oferta de gado gordo no estado, os preços permaneceram estáveis na comparação com o levantamento anterior (24/10). Na exportação de carne bovina até a terceira semana de outubro, 142,69 mil toneladas de carne bovina in natura foram exportadas, com um volume médio diário embarcado de 10,19 mil toneladas, volume 148,0% maior frente à média de outubro/21 (4,1 mil toneladas). O faturamento, no período, foi de US$841,67 milhões. Em relação ao preço pago por tonelada, este mês (US$5,89 mil) está 1,7% menor em relação à média do mês anterior (US$6,00 mil).
SCOT CONSULTORIA
Boi: Preços continuam em queda
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência é de que os preços continuem caindo no curto prazo. Mesmo a demanda doméstica de carne bovina durante o último bimestre parece não ser suficiente para uma agressiva recuperação dos preços
A mudança da dinâmica de exportação faz a diferença neste momento, com importadores chineses renegociando contratos de maneira mais contundente, tentando reduzir preços em dólar em um momento de forte desvalorização do yuan. “Os frigoríficos ainda desfrutam de uma posição confortável em suas escalas de abate, encontrando as condições necessárias para manter a pressão sobre os preços junto aos pecuaristas. A incidência de contratos a termo é outro elemento que oferece tranquilidade aos frigoríficos de maior porte”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 278. Já em Dourados (MS), a cotação recuou para R$265. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 252. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 275. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 257. No atacado, os preços da carne bovina ficaram estáveis. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento, considerando a lenta reposição entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês. Persiste o otimismo em torno da demanda no decorrer do último bimestre, período pautado pelo ápice da demanda doméstica. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16 por quilo. Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,80. O quarto traseiro do boi teve queda e ficou cotado em R$ 21,20 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Forrageira asiática aumenta em 60% o peso de bovinos criados a pasto, diz Embrapa
Pesquisa da estatal na Bahia promoveu dieta à base de desmódio e capim-marandu
O uso da forrageira desmódio (Desmodium ovalifolium) em consórcio com o capim-marandu pode aumentar em 60% o peso de bovinos criados a pasto, concluiu a Embrapa após um estudo de quatro anos realizado em Itabela (BA). A introdução da leguminosa de origem asiática na dieta dos animais também pode reduzir em 30% o tempo de abate. De acordo com o pesquisador Robert Boddey, da unidade Agrobiologia da estatal, no experimento o efeito positivo do desmódio na pastagem foi o mesmo que o de aplicar 150 quilos de fertilizante nitrogenado por hectare ao ano. Os resultados da pesquisa foram publicados na Grass & Forage Science, um dos periódicos mais importantes da área. A descoberta tende a trazer melhorias ambientais também, ao reduzir o ciclo de vida do animal e, consequentemente, sua emissão de metano — em 10%, conforme dados preliminares. Ao poupar fertilizantes nitrogenados, por sua vez, deixa-se de liberar o óxido nitroso, considerado o mais potente gás causador do efeito estufa. “Além desse ganho para o ambiente, há a possibilidade de reduzir o gasto com o fertilizante, que atualmente está em torno de US$ 300 por hectare de pastagem”, pontua o pesquisador da Embrapa. Os pesquisadores acreditam que o desmódio pode acabar com um impasse envolvendo o custo e o trabalho de implantação de leguminosas. “Há uma resistência entre os produtores, porque além das sementes serem caras, as espécies utilizadas até então, em especial os estilosantes, não apresentam boa persistência associada com a braquiária”, diz Boddey. Essa forrageira asiática, por outro lado, pode ficar em campo por mais de nove anos.
VALOR ECONÔMICO
Ociosidade de frigoríficos em MT cai em setembro, mas pode voltar a subir
A utilização da capacidade frigorífica em Mato Grosso, estado com o maior rebanho de bovinos do Brasil, subiu em setembro, mas poderá voltar a cair em outubro diante de um cenário de demanda interna estagnada e recuo nas exportações, segundo levantamento mensal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)
A utilização da capacidade frigorífica real subiu 3,21 pontos percentuais (p.p.) para 84,83% em setembro, ante agosto. Já utilização da capacidade operacional, que considera apenas os frigoríficos operantes do estado, subiu 3,40 p.p., para 63,99%. “Essa menor ociosidade que ocorreu no interior das indústrias foi pautada, principalmente, pelo aumento no abate diário de bovinos na média de 7,1% devido à diminuição no número de dias úteis (…) ante o mês anterior”, disse o Imea em relatório semanal divulgado na segunda-feira (24). A demanda no estado continuou estagnada e as exportações começaram a sinalizar recuo na parcial de outubro, o que poderá aumentar a ociosidade da indústria local neste mês.
CARNETEC
ECONOMIA
Dólar sobe ante real com tensão eleitoral, mas bom humor externo limita ganhos
O dólar avançou na terça-feira, em meio a cenário eleitoral doméstico tenso, mas fechou bem abaixo dos maiores patamares da sessão, pressionado por movimento de procura por risco no exterior
A moeda norte-americana à vista fechou em alta de 0,37%, a 5,3206 reais na venda. Na B3, às 17:06 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,36%, a 5,3260 reais. O afastamento do dólar ante os maiores níveis do pregão refletiu apetite por risco no mercado externo, disse Jefferson Rugik, presidente-executivo da Correparti Corretora. O mercado externo se agarrava a esperanças de que o Federal Reserve desacelerará seu ritmo de aperto monetário no final deste ano, em meio a sinais de que o banco central norte-americano está tendo sucesso em sua tentativa de esfriar a economia e conter a inflação mais alta em décadas. Dados da terça-feira mostraram que os preços das moradias nos EUA recuaram em agosto numa base mensal, enquanto a confiança do consumidor norte-americano piorou em outubro. Forneceu impulso adicional a ativos arriscados nesta terça-feira a redução da turbulência política no Reino Unido, um dos maiores centros financeiros do mundo, depois que Rishi Sunak se tornou o novo primeiro-ministro e reconduziu Jeremy Hunt ao cargo de ministro das Finanças. Mas receios eleitorais domésticos impediram o dólar de fechar a sessão no vermelho frente ao real, e investidores alertavam para a perspectiva de muita volatilidade ao longo dos próximos dias. No domingo, o ataque do apoiador de Bolsonaro e ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) contra policiais federais já havia desencadeado uma onda de cautela no mercado local. A essas tensões, soma-se a preocupação sobre a agenda fiscal do próximo governo. Lula, que ainda tem vantagem sobre Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto, voltou a se manifestar contra o teto de gastos e também disse que não anunciará sua equipe econômica antes de ganhar o segundo turno da eleição presidencial. Tanto o petista quanto o atual presidente fizeram promessas de grandes gastos com programas sociais durante suas campanhas.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com eleição pesando em Petrobras; BRF desaba 11%
BRF ON desabou 11,24%, a 12,24 reais, mais uma vez na ponta de baixa do Ibovespa. Analistas do Citi, por sua vez, cortaram a recomendação de BRF para “neutra/alto risco”, com preço-alvo de 18 reais, enquanto elevaram Marfrig para “compra”, com preço-alvo de 17 reais. No setor de proteínas, MARFRIG ON avançou 0,45%, MINERVA ON perdeu 3,3% e JBS ON cedeu 0,42%
O Ibovespa voltou a fechar em queda na terça-feira, descolado de Wall Street, com as ações da BRF capitaneando as perdas com um tombo de mais de 11%, enquanto o cenário eleitoral continuou pressionando os papéis da Petrobras. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,2%, a 114.625,59 pontos. Ainda digerindo os potenciais efeitos do ataque do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) contra policiais federais no último domingo no desempenho de Bolsonaro na campanha, agentes também pesavam o risco de fraude eleitoral. Nesse contexto, papéis do chamado “kit Bolsonaro”, como Petrobras e Banco do Brasil, continuaram sofrendo na bolsa, enquanto o “kit Lula”, que embarca educação e varejo, subiram, com destaque para Magazine Luiza. Pesquisas divulgadas desde a véspera, contudo, ainda mostram um cenário bastante acirrado para o próximo dia 30. Na visão de Lucas Xavier, analista técnico da Warren, o Ibovespa seguiu corrigindo a alta forte que fez na semana passada (+7%), sofrendo com a volatilidade e o noticiário político na última semana antes das eleições. Ele acrescentou que, dado o desempenho do Ibovespa na última semana, a expectativa era de que o índice pudesse corrigir, embora não se esperasse uma queda de mais de 3% como ocorreu na segunda-feira. Para o analista, o Ibovespa agora está em ritmo de espera e suscetível à volatilidade devido ao calendário político e, também, da proximidade da temporada de resultados. No exterior, o norte-americano S&P 500 engatou a terceira alta seguida, com declínio nos rendimentos dos Treasuries, em meio a dados econômicos sugerindo que a política monetária agressiva do Federal Reserve tem surtido efeito.
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CNI: Confiança cai em 23 de 29 setores industriais em outubro
Pesquisa da CNI mostra queda disseminada da confiança nas cinco regiões do Brasil e em todos os portes de indústria
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – Resultados Setoriais caiu de forma disseminada na indústria na passagem de setembro para outubro de 2022. A confiança ficou menor em 23 de 29 setores pesquisados. A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que as maiores quedas foram observadas nos setores Impressão e reprodução de gravações (-8,3 pontos), Produtos de borracha (-6,6 pontos) e Calçados e suas partes (-6,2 pontos). De acordo com a pesquisa, a queda reflete, em maior medida, expectativas menos positivas para os próximos seis meses e, em menor medida, uma avaliação menos positiva das condições atuais frente aos últimos seis meses. Nas regiões, os recuos mais elevados ocorrem nas regiões Centro-Oeste, que passou de 64 pontos para 60,8 pontos entre setembro e outubro. No mesmo período, o ICEI caiu de 61,9 pontos para 58,9 pontos no Sul, de 62 pontos para 60 pontos no Sudeste e 65,4 pontos para 62,7 pontos no Norte. A menor queda ocorreu no Nordeste, onde a confiança recuou de 62,9 pontos para 61,2 pontos. O ICEI varia de 0 a 100, com linha de corte em 50 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário. A confiança caiu em todos os portes de empresa do setor industrial, especialmente nas pequenas empresas (-3,2 pontos), seguidas das grandes (-2,2 pontos) e médias (-2,0 pontos). Apesar da queda, empresários de indústrias de todos os portes ainda demonstram confiança.
CNI
Prévia da inflação, IPCA-15 sobe 0,16% em outubro, diz IBGE
Os preços ao consumidor brasileiro voltaram a subir, de acordo com os dados de outubro do IPCA-15, acima do esperado e com o aumento nos preços de plano de saúde compensando redução nos custos de combustíveis.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve no mês alta de 0,16%, depois de apresentar deflação por dois meses seguidos, mostraram os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. O índice, considerado prévia da inflação oficial, havia recuado 0,73% em agosto e 0,37% em setembro graças a medidas do governo e à queda nos preços de combustíveis. Mesmo com a retomada da alta, o IPCA-15 passou a acumular em 12 meses alta de 6,85%, abaixo dos 7,96% de setembro e patamar mais baixo desde abril de 2021. Apesar de permanecer abaixo de 7%, a leitura ainda está bem acima do teto da meta oficial para a inflação este ano, cujo centro é de 3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA –já abandonada pelo Banco Central. As leituras de outubro foram mais fortes do que as expectativas em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,05% na base mensal e de 6,75% em 12 meses. No mês, o maior impacto entre as altas foi exercido pelo grupo de Saúde e cuidados pessoais, cujos preços subiram 0,80%, devido principalmente ao aumento de 1,44% nos preços dos planos de saúde, diante de reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Vestuário apresentou a maior alta entre os grupos, de 1,43%, enquanto Alimentação e bebidas deixou para trás o recuo de 0,47% de setembro e avançou 0,21% em outubro. Na outra ponta, os preços de combustíveis seguiram em queda, em meio ao recuo dos preços praticados pela Petrobras nas refinarias. Etanol (-9,47%), gasolina (-5,92%), óleo diesel (-3,52%) e gás veicular (-1,33%) ajudaram a levar o grupo Transportes a registrar queda de 0,64% em outubro. No entanto, a deflação de Transportes perdeu força em relação a setembro, uma vez que as passagens aéreas dispararam 28,17%, exercendo o maior impacto positivo individual no IPCA-15 de outubro. Comunicação (-0,42%) e Artigos de residência (-0,35%) também registraram queda nos preços.
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Confiança do consumidor no Brasil cai em outubro e interrompe 4 meses de altas, diz FGV
A confiança dos consumidores brasileiros interrompeu sequência de quatro altas e recuou em outubro, uma vez que piorou a expectativa para os próximos meses, de acordo com dados da Fundação Getulio Vargas divulgados na terça-feira
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no mês recuo de 0,4 ponto, chegando a 88,6 pontos. Segundo a coordenadora das sondagens, Viviane Seda Bittencourt, o resultado aponta uma mudança de comportamento, com melhora das avaliações sobre o momento atual influenciada pelos consumidores de menor poder aquisitivo e uma revisão das expectativas para os próximos meses dos consumidores com maior poder aquisitivo. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,2 ponto e foi a 74,5 pontos, maior nível desde março de 2020, mas o Índice de Expectativas (IE) caiu 1,5 ponto, indo a 98,7 pontos. “É possível que esse resultado esteja sendo influenciado pelo efeito das transferências de renda, redução da inflação pelo terceiro mês consecutivo e crescimento dos postos de trabalho”, explicou Bittencourt. “Apesar do resultado mais favorável para as classes de renda mais baixa, o endividamento das famílias e as taxas de juros mais elevadas limitam uma recuperação mais robusta”, completou.
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Arrecadação cresce menos em setembro
Receita diz que resultado não representa desaceleração. No mês passado, o indicador teve alta real de 4,07% em relação ao mesmo período de 2021, a menor expansão deste ano
O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, afirmou na terça-feira (25) que o desempenho da arrecadação federal em setembro não representa uma desaceleração. No mês passado, o indicador teve alta real de 4,07% em relação ao mesmo período de 2021. Foi o menor crescimento deste ano. “Não podemos considerar como desaceleração”, disse em entrevista coletiva concedida para comentar setembro, divulgados mais cedo pela Receita. “A oscilação do mês não altera a trajetória de crescimento.” Malaquias também destacou o crescimento da base de comparação como motivo para o fato de a alta do mês passado ter sido a menor deste ano. Segundo ele, é natural que, depois de meses de crescimento elevado, a expansão perca força em termos percentuais. De acordo com o chefe do centro de estudos, a arrecadação de setembro superou as expectativas da Receita e “não há desalinhamento” negativo entre o indicador verificado e o que estava projetado. Apesar do cenário positivo, o coordenador-geral de Modelos e Projeções Econômico-Fiscais da Secretaria de Política Econômica, Sérgio Gadelha, afirmou que, em setembro, pela primeira vez em mais de dois anos, a arrecadação federal convergiu para a expectativa de mercado. Nos 24 meses anteriores, o resultado tinha sido superior à projeção. Já o coordenador-geral de Previsão e Análise da Receita Federal, Marcelo Gomide, afirmou que a arrecadação atípica “não é o que explica crescimento” do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IPRJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) em setembro. “O que aconteceu foi algo mais generalizado”, disse. Gomide também explicou que o crescimento de 188,73% das outras receitas administradas por outros órgãos foi causado por uma questão contábil, já que até o ano passado esses valores eram classificados como se fossem administrados pela própria RFB. Por fim, os números divulgados na terça-feira pela Receita mostram que os cortes nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do PIS/Cofins tiveram impactos negativos, respectivamente, de R$ 1,9 bilhão e R$ 3,75 bilhão na arrecadação federal em setembro.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Ação da BRF chega a desabar mais de 10% com analistas cautelosos sobre resultados e rentabilidade
As ações da BRF chegaram a desabar mais de 10% na terça-feira, com relatórios de analistas mais cautelosos com os resultados da companhia, bem como na expectativa sobre a atuação do novo comando da companhia de alimentos
No pior momento, chegaram a 12,32 reais, mínima intradia desde junho. Na véspera a ação já havia recuado 7,7%. A equipe do JPMorgan cortou o preço-alvo da ação de 16,5 para 15 reais, esperando resultados fracos para o terceiro trimestre, vendo tendências fracas dos preços de alimentos processados no Brasil. “Nós acreditamos que os negócios no Brasil devem mostrar pouca melhora devido à recuperação econômica instável, mercado super abastecido e preços internos em queda”, afirmaram em relatório a clientes. “Além disso, custos menores de milho não devem ser vistos neste trimestre, eventualmente apenas no final do quarto trimestre”, avaliam. Ao mesmo tempo, calculam que a dinâmica fraca do Brasil não deve ser compensada pelas operações internacionais, uma vez que os melhores preços de exportação para a Ásia devem ser contrabalançados pela normalização das margens no Halal, que estavam mais altas no segundo trimestre. O JPMorgan estima Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de 1,316 bilhão de reais no terceiro trimestre. Eles haviam atualizado recentemente a recomendação dos papéis para “neutra”, citando que a relação risco/retorno parece interessante. “Mas a velocidade de recuperação do mercado doméstico é frustrante, levando-nos a adotar estimativas mais conservadoras para o quarto trimestre e para 2023”, argumentaram. Para 2023, agora esperam Ebitda ajustado de 5,486 bilhões de reais, de 6,190 bilhões de reais anteriormente. Analistas do Citi, por sua vez, cortaram a recomendação de BRF para “neutra/alto risco”, bem como o preço-alvo de 29 para 18 reais, preferindo aguardar uma recuperação de rentabilidade após a troca do comando. No final de agosto, a empresa anunciou que o presidente-executivo da companhia, Lorival Luz, renunciou ao cargo, e a sua substituição por Miguel Gularte, que atuava como CEO da Marfrig Global Foods. Para a equipe do Citi, a BRF deve trabalhar para restaurar a rentabilidade e reduzir o excesso de estoque. No mesmo relatório, o Citi elevou Marfrig para “compra”, com preço-alvo passando de 26 para 17 reais. A ação subia 1,43%, a 11,35 reais, após avançar quase 5% mais cedo, a 11,74 reais. Eles observam que a Marfrig controla a BRF em nível de diretoria, mesmo com 33% de participação econômica.
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Minerva anuncia investimento na empresa de refeições Liv Up
A Minerva S.A. informou na segunda-feira (24) que investiu US$ 5 milhões na empresa brasileira Liv Up Limited, especializada em refeições prontas, como parte da sua iniciativa de corporate venture capital
O investimento minoritário da Minerva na foodtech brasileira de refeições saudáveis ocorreu durante uma rodada de captação realizada pela Liv Up. A Liv Up tem 12 dark stores (pontos de armazenamento) em dez estados brasileiros que abastecem mais de 40 cidades. A empresa conta com chefs e nutricionistas que utilizam a inteligência gerada pelos dados coletados nas vendas através do canal digital próprio para atender cerca de 350 mil clientes que já provaram seus produtos. “A Minerva utilizará seu histórico operacional e seu profundo conhecimento sobre a cadeia de carne bovina para auxiliar a Liv Up em sua operação, além de aproveitar sua ampla base de parceiros comerciais para acelerar a expansão dos canais comerciais da foodtech”, disse a Minerva em comunicado. A Minerva vem investindo em corporate venture capital desde 2020, como parte da estratégia de sua área de inovação de reduzir riscos, maximizar oportunidades e avançar na cadeia de valor da indústria de alimentos. A empresa já realizou aportes iniciais na norte-americana produtora de proteína animal sem uso de animais Clara Foods, na plataforma de compras on-line Shopper, na start-up do setor agrícola Traive e em uma joint venture com a Amyris.
CARNETEC
MEIO AMBIENTE
BRF é Selo Ouro em emissões de gases de efeito estufa pelo 13º ano consecutivo
A BRF foi reconhecida pelo 13º ano consecutivo com o Selo Ouro pelo Programa Brasileiro GHG Protocol, ferramenta que visa estimular empresas brasileiras na tomada de decisão para a mitigação de seu impacto sobre o clima ambiental e a mensuração e gerenciamento de emissões de gases de efeito estufa, informou a companhia
O selo é concedido aos inventários completos de instituições que apresentam suas emissões verificadas por empresas especializadas, e reforça o compromisso e a transparência de medidas das companhias que contribuam com a neutralidade climática. “A renovação do Selo Ouro reforça o comprometimento com a nossa agenda ESG e com a transparência de nossas ações e compromissos globais de sustentabilidade, que impactam positivamente o meio ambiente, a cadeia produtiva e as comunidades onde estamos inseridos”, disse a diretora de Reputação e Sustentabilidade da BRF, Raquel Ogando, em nota. A companhia, que é uma das empresas fundadoras do Programa Brasileiro GHG Protocol, tem atuado para reduzir as emissões e estabeleceu o compromisso de ser net zero até 2040. Para isso, definiu um conjunto de iniciativas em quatro frentes prioritárias: compra sustentável de grãos; fomento à agricultura de baixo carbono; aumento do uso de energia renovável e incremento da eficiência operacional. Entre as ações de destaque em andamento, alguns exemplos são: a construção de parques de energia eólica e solar no Nordeste em parceria com AES Brasil e Pontoon, respectivamente; rastreabilidade de 100% dos grãos adquiridos dos biomas Amazônia e Cerrado até 2025; e a parceria com instituições financeiras para estimular produtores integrados na adesão por energia limpa.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Carcaça suína especial tem queda no estado de São Paulo
Levantamento da Scot Consultoria informou que o valor da carcaça especial registrou desvalorização de 1,92%/0,93% e está cotado a R$ 10,20/R$ 10,60 o quilo, enquanto arroba do suíno CIF está cotada a R$ 141,00/@ a R$145,00/@, e não houve alteração
Conforme foi divulgado pelo Cepea/Esalq referente às informações da última segunda-feira (24), o preço do animal vivo em Minas Gerais está próximo de R $ 7,55/kg e seguiu estável o comparativo diário. Em Santa Catarina, o valor do suíno também apresentou estabilidade e está precificado a R $ 6,57/kg. Em São Paulo, o animal vivo apresentou estabilidade e está ao redor de R $ 7,58/kg. No Paraná, o valor do animal apresentou uma desvalorização de 0,43% e está cotado em R $ 6,91/kg. Já no Rio Grande do Sul, o preço do suíno apresentou ganho de 1,95% e cotado em torno de R $ 6,79/kg.
Cepea/Esalq
Cotação do frango no atacado paulista tem queda de 1,09%
A Scot Consultoria apontou queda de 1,09% para o frango no atacado paulista que está precificado em R$ 7,27/kg, enquanto que a referência para a carne de frango na granja em São Paulo permaneceu estável e está precificada ao redor de R$ 5,50/kg
No último levantamento realizado pelo Cepea na segunda-feira (24), o preço do frango congelado seguiu com estabilidade e foi cotado em R$ 8,00/kg. Já a cotação do frango resfriado permaneceu estável e está sendo negociado em R$ 8,00/kg. O preço do frango vivo em Santa Catarina segue estável e está cotado em 4,20/kg. A referência do frango vivo no Paraná não teve alteração e está cotado ao redor de R $5,19/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência.
Cepea/Esalq
Bulgária abaterá 19 mil galinhas para conter surto de gripe aviária
A Bulgária começará a abater cerca de 19.000 galinhas poedeiras em uma fazenda industrial no sul do país nesta segunda-feira após a detecção de uma cepa altamente infecciosa de gripe aviária, disseram as autoridades regionais de segurança alimentar
Este é o terceiro surto na fazenda na vila de Krivo Pole, perto da cidade de Haskovo, nos últimos três anos, disse a repórteres o chefe da agência regional de segurança alimentar.
O risco da doença para os seres humanos é considerado baixo, mas surtos anteriores entre aves de criação resultaram em extensos programas de abate para conter a propagação. A Holanda e a França também sofreram um ressurgimento de casos da forma altamente letal da gripe aviária.
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