
Ano 8 | nº 1845 | 24 de outubro de 2022
NOTÍCIAS
Mercado estável em São Paulo na sexta
Mesmo ainda pressionadas, as cotações para o boi, vaca e novilha gordos trabalharam estáveis na sexta-feira (21/10)
No interior paulista, houve comprador de gado sinalizando o preço de R$ 275/@ no boi-China, mas sem efetivação neste patamar. Segundo dados da Scot Consultoria, mesmo ainda pressionadas, as cotações para o boi, vaca e novilha gordos trabalharam estáveis na sexta-feira, no mercado paulista. Com isso, boi, vaca e novilha gordos estão cotados em R$ 280,00/@, R$ 265,00/@ e R$ 272,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Bovinos destinados à exportação, o “boi -China”, foram cotados em R$ 285,00/@. No Sul de Minas Gerais, alta de R$2,00/@ de novilha gorda em comparação ao fechamento do dia anterior (20/10). As cotações para o boi e vaca gordos permaneceram estáveis. Em Redenção – PA, compradores ofertaram R$2,00/@ a menos para a vaca gorda. Já a cotação para o boi e novilha gordos permaneceu estável.
SCOT CONSULTORIA
Recuperação dos preços da arroba vai depender mais do consumo doméstico do que das exportações
O mercado físico do boi gordo terminou a semana com preços mais baixos
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias a queda nos preços da arroba do boi agora ocorre em todas as principais praças de produção e comercialização do país, uma vez que os frigoríficos apontam para um conforto nas escalas de abate. Além disso, é mencionada dificuldades nas negociações com importadores chineses, que no decorrer do segundo semestre passaram a renegociar ativamente contratos de exportação. Nesse sentido mesmo animais padrão China contam com maior pressão. “A possibilidade de recuperação dos preços da arroba no último bimestre vai depender mais do consumo doméstico do que das exportações de carne bovina, diferente do que ocorreu em anos anteriores, quando o mercado esteve amplamente centrado no fluxo exportador”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 283. Já em Dourados (MS), a cotação recuou para R$265. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 253. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 282. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 262. O mercado atacadista de boi gordo segue com preços estáveis. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela queda das cotações até a próxima virada de mês, considerando a lenta reposição entre atacado e varejo até lá. Por outro lado, a demanda aquecida típica durante o último bimestre pode motivar a recuperação dos preços da carne no atacado. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16 por quilo. A ponta de agulha teve preço de R$ 15,80. O quarto traseiro do boi teve preço de R$ 21,25 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
MS: Aumento de 76% no abate de animais, em setembro
O relatório que acompanha a movimentação da pecuária em MS, trouxe dados da bovinocultura de corte, que produziu 291 mil animais, em setembro. A quantidade apresentou redução de 6% em relação ao mês anterior. De janeiro à setembro, o estado produziu 2,7 milhões de cabeças, incremento de cerca de 14%, em relação ao mesmo período de 2021
Em setembro, as indústrias sul-mato-grossenses, inscritas no Serviço de Inspeção Federal (SIF), abateram 240 mil cabeças, valor quase 10% inferior que o mês de agosto, porém, 76% superior que o igual período do ano anterior. O aumento significativo observado, é justificado pela suspensão das exportações para a China, em 2021, o que interferiu na demanda das indústrias. De janeiro a setembro, o total de animais abatidos foi de 2,3 milhões, crescimento de 9,57%, frente aos 2,1 milhões, do mesmo período de 2021. No mês apurado, a exportação de carne bovina in natura totalizou 16,73 mil toneladas, equivalentes a US$ 93 milhões. Apesar de uma pequena queda no volume em comparação ao mesmo período do ano anterior, a receita apresentou incremento de 2,43%. Nos nove meses de 2022, o estado embarcou para o exterior 155 mil toneladas de carne bovina in natura, quantidade correspondente a US $867,5 milhões. Esses números superaram o mesmo período de 2021, com incremento de 31% e 17%, na receita e volume, respectivamente. O principal destino da operação de exportação foi a China, com 36% da receita, equivalente a 46,8 mil toneladas; seguida pelo Chile, com participação de 13% no faturamento da transação comercial e pelos Estados Unidos, responsável por adquirir 10% da produção do estado. No cenário nacional, o MS ocupa o 5º lugar no ranking de exportação de carne bovina in natura, com participação de 9,46%, ficando atrás de São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.
AGROLINK
ECONOMIA
Dólar vai abaixo de R$ 5,15 com expectativa de Fed mais brando
O dólar fechou em queda de mais de 1% na sexta-feira, abaixo de 5,15 reais, abatido por movimento global de procura por risco em meio a esperanças de desaceleração do ritmo de aperto monetário do banco central dos Estados Unidos
A moeda norte-americana à vista fechou em baixa de 1,29%, a 5,1496 reais na venda, maior depreciação diária desde o tombo de 4,025% registrado no último dia 3 e menor patamar para encerramento desde 22 de setembro (5,1157 reais). Na semana, o dólar acumulou queda de 3,27%. Na B3, onde os negócios vão além das 17h (horário de Brasília) o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,33%, a 5,1550 reais. Oferecendo apoio adicional à moeda brasileira nesta sessão, o dólar registrava amplas perdas no exterior, com seu índice frente a uma cesta de pares fortes caindo quase 1% nesta tarde, em linha com queda nos rendimentos dos títulos soberanos dos Estados Unidos e disparada dos principais índices de Wall Street. Investidores encontraram algum conforto em reportagem do Wall Street Journal de que o banco central dos EUA começará a debater planos de desacelerar seu ritmo de aperto monetário em dezembro, depois de um provável quarto aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual nos juros em seu encontro de novembro. Corroborou essa expectativa a fala da presidente do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly, que disse nesta sexta-feira que é hora de o BC norte-americano começar a falar em diminuir o ritmo das altas nos custos dos empréstimos. O Bank of America disse em relatório de sexta-feira que, se há um lado positivo para os mercados de câmbio de países emergentes em meio a um cenário externo ainda adverso, diante de temores de aperto monetário e recessão, “seria a sensação de que as autoridades de mercados emergentes estão fazendo um trabalho melhor ao coordenar suas políticas fiscais e monetárias”, notando a rapidez dos BCs emergentes em aumentar os juros.O dólar cai 7,6% frente ao real até agora em 2022, com a divisa brasileira.
REUTERS
Ibovespa sobe e tem melhor semana desde novembro de 2020 com exterior
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, renovando máximas desde abril e flertando com os 120 mil pontos, endossado por Wall Street, com Petrobras renovando máximas na esteira do avanço do petróleo
O último pregão da semana também teve uma bateria de notícias corporativas para agentes financeiros repercutirem, entre elas o resultado de Assaí, que abriu a temporada de balanços do terceiro trimestre do Ibovespa. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,36%, a 119.933,49 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 120.751,55 pontos. O volume financeiro somava 34,8 bilhões de reais, em sessão ainda marcada pelo vencimento de contratos de opções sobre ações. Na semana, avançou 7,01%, melhor desempenho semanal desde novembro de 2020.
REUTERS
IFI reduz otimismo de superávit no ano com arrecadação menor
Nova estimativa aposta em saldo positivo de R$ 51 bilhões, e não mais de R$ 71 bilhões
A queda na estimativa para a arrecadação federal levou a Instituição Fiscal Independente (IFI) a revisar para baixo sua projeção de o superávit primário do governo central deste ano, a principal medida de fluxo das contas públicas. Segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal da IFI de outubro, o superávit primário do governo central deve acabar em R$ 50,9 bilhões em 2022. A projeção anterior era de superávit de R$ 71,2 bilhões. Já a receita líquida do governo central (que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência), no cenário apresentado ontem, alcançaria R$ 1,863 trilhão no fim do ano. Isso representa R$ 30 bilhões a menos do que era calculado anteriormente. “As receitas primárias seguem com forte crescimento, mas os dados na margem [na comparação com setembro do ano passado] indicam leve queda do subgrupo das receitas administradas [pela Receita Federal], o que pode representar uma reversão na tendência recente”, disse a IFI ao Valor Fiscal, órgão de monitoramento da política fiscal ligado ao Senado. Apesar da revisão para baixo, a estimativa da instituição para o resultado primário ainda é melhor do que a projeção do governo federal. O Ministério da Economia prevê superávit de R$ 13,5 bilhões. Mas o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, afirmou no fim do mês passado que o resultado deve ficar pouco acima dos R$ 40 bilhões. A última vez em que o governo central registrou superávit foi em 2013. No acumulado de 12 meses até agosto, o indicador estava positivo em R$ 74,1 bilhões. Já para setembro a projeção da IFI, baseada em números do portal Siga Brasil, é que o governo central terá resultado primário positivo de R$ 11,3 bilhões. Caso o número se confirme, o superávit acumulado nos nove primeiros meses do ano alcançará R$ 33,5 bilhões. Mesmo com a estimativa menor para o resultado primário anual, a IFI revisou também para baixo a projeção para a dívida bruta do governo geral (DBGG) no fim deste ano. Considerada por diversos economistas a principal medida de estoque do endividamento público, a DBGG deve acabar 2022 em 77,3% do Produto Interno Bruto, contra 78,1% projetados anteriormente. Para 2023, por sua vez, a IFI apresentou dois cenários para o indicador. No cenário base, a DBGG encerraria o ano que vem em 79,2% do PIB. No alternativo, terminaria em 80,7%. O cenário-base leva em conta, por exemplo, um déficit primário do governo central menor para 2023, de R$ 4,5 bilhões. Já o cenário alternativo calcula, entre outras diferenças, déficit primário de R$ 103 bilhões. Esse déficit maior seria consequência da prorrogação para 2023 da “desoneração de impostos federais sobre combustíveis” e da manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600. A IFI ainda afirmou que a “desaceleração da atividade” e a própria continuidade do benefício em R$ 600 “representam riscos para as contas no próximo ano”.
VALOR ECONÔMICO
Indústria do Brasil encolhe produção e fica na contramão do mundo no primeiro semestre de 2022
Parque brasileiro registrou queda de 2% no período, enquanto as plantas industriais do planeta avançavam 0,1%; resultado deixou o país na 100ª posição de ranking da ONU com 113 postos
No primeiro semestre deste ano, enquanto a indústria de transformação mundial crescia 0,1%, o desempenho do parque fabril brasileiro teve uma perda de 2% sobre o mesmo período de 2021. Os dados são de levantamento feito pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) que se baseia em informações da UNIDO, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial. Na comparação do primeiro semestre de 2022 com o primeiro semestre de 2021, o desempenho da indústria de transformação brasileira foi pior que o da Argentina (5,9%) e Rússia (0,5%). Os líderes do ranking de produção foram Filipinas (33,7%), Trinidad e Tobago (25%), Quirguistão (24%), Arábia Saudita (21,3%) e Mauritânia (20,4%). Na direção oposta, o Brasil só se saiu melhor que o Japão (-2,1%), Luxemburgo (-2,1%), Camarões (-2,3%), Sri Lanka (-2,9%), Malta (-3,2%), Mongólia (-4,2%), Brunei (-5,1%), Macau (-5,3%), Nova Zelândia (-5,7%), Bielorrússia (-6,1%), Argélia (-6,4%), Geórgia (-10%) e Irlanda (-10,1%). Em um momento em que os impactos negativos da pandemia de covid-19 parecem estar se dissipando globalmente, o Brasil enfrenta perda de competitividade internacional. O processo é derivado de entraves estruturais, falta de modernização tecnológica e encarecimento de custos de produção, por exemplo. Além disso, a demanda doméstica tem sido prejudicada pela inflação resistente, pela desvalorização do real e pela migração de recursos do consumo de bens industriais para os serviços, segundo o autor do estudo, Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi. “Tem perspectiva de melhora”, afirmou Cagnin. “As sinalizações que a gente tem da produção industrial é que não está deslanchando o processo de crescimento, mas, aparentemente, a fase de quedas sucessivas ficou para trás.” Por outro lado, as taxas de juros elevadas, os sinais de desaceleração da economia global e os desafios fiscais do País ainda impedem uma projeção muito otimista para 2023. A indústria de transformação mundial registrou desaceleração no ritmo de crescimento. Passou de uma alta de 3,7% no primeiro trimestre de 2022 para uma elevação de 3,1% no segundo trimestre, ambos em comparação ao mesmo período do ano anterior. O parque brasileiro melhorou seu desempenho e saiu de uma queda de 4,5% no primeiro trimestre para um avanço de 0,6% no segundo trimestre. “Não se verificou perda de ritmo, mas os dados da UNIDO deixam claro que, mesmo assim, estamos muito aquém do desempenho industrial mundial”, frisou o estudo do Iedi. O instituto lembra que, a despeito da melhora, a alta brasileira no segundo trimestre é quase um quinto do crescimento obtido pelo setor industrial na média global. “Nossa defasagem só aumenta quando comparamos com o desempenho industrial de países mais parecidos com o Brasil. Os países industrializados de renda média, grupo ao qual pertencemos, registraram expansão de 4% em sua produção industrial no segundo trimestre de 2022, ou seja, quase sete vezes maior que o resultado brasileiro”, apontou o Iedi. No agregado da América Latina, a indústria cresceu 4,9% no segundo trimestre. Na média dos países industrializados de alta renda o aumento foi de 2,4%, enquanto a indústria da China avançou 2,3%.
O ESTADO DE SÃO PAULO
EMPRESAS
O que a Minerva viu na Austrália para dobrar a aposta
Negócio de cordeiro gera margens mais altas e há demanda crescente no Oriente Médio, diz o CEO Fernando Galletti de Queiroz
Por muitos anos, a brasileira Minerva Foods defendeu a estratégia de concentrar a operação industrial na América do Sul, região do mundo mais competitiva para a produção de carne bovina, o que a distinguia das concorrentes JBS e Marfrig — ambas fizeram incursões bilionárias nos Estados Unidos e Europa. De 2021 para cá, no entanto, o approach mudou. A América do Sul continua sendo a plataforma prioritária para a produção de carne bovina — a Minerva é a maior exportadora da região —, mas o negócio dos Vilela de Queiroz está cada vez mais interessado em investir do outro lado do mundo. Depois de estrear na Austrália no ano passado, com a aquisição de dois abatedouros de cordeiro no oeste do país, a Minerva deu a sua maior tacada no país dos cangurus. Por R$ 1,3 bilhão, comprou a Australian Lamb Company (ALB), a maior indústria de cordeiros do país. O que explica o interesse pela Austrália? Com a aquisição, a Minerva se tornou a maior frigorífico de cordeiros da Austrália — o país da Oceania é também o maior player global nessa proteína —, agregando 15% de market share (capacidade de abate de 4,8 milhões de cabeças ao ano) e receita anualizada de R$ 3 bilhões. O negócio foi feito em sociedade com os sauditas da Salic — os brasileiros detêm 65% de uma joint venture criada no ano passado para investir na Austrália —, o que por si só é um indicativo do interesse estratégico do Oriente Médio na importação de carne de cordeiro. De acordo com Galletti de Queiroz, a pandemia mudou a dinâmica no comércio de cordeiro. Por razões sanitárias, o Oriente Médio passou a importar mais carne ao nvés de comprar os animais vivos como costumava fazer. A própria Salic, aliás, cria cordeiros na Austrália. A experiência da Minerva na trading de proteínas também despertou o interesse do grupo para entrar na produção. “Por ser de nicho, é um negócio de boas margens”, acrescentou Edison Ticle, o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia. Atualmente, ALB opera com uma margem Ebitda próxima de 13%, enquanto a Minerva fez perto de 9% no primeiro semestre. A transação também saiu a um múltiplo (EV/Ebitda) próximo aos da Minerva, de 4,8 vezes, o que deve ajudar a criar valor com o M&A, acrescentou Ticle. No sell side, os primeiros relatórios avaliaram o negócio de forma positiva. Thiago Duarte e Henrique Bustolin, do BTG Pactual, escreveram que a aquisição terá um impacto pequeno sobre o endividamento da companhia. “Mesmo sem considerar o Ebitda da ALC, o índice de alavancagem do Minerva deve aumentar apenas 0,3 e fechar o ano em um nível confortável de 2,3 vezes (ou 2,2 vezes ao incorporar os números da ALC, o que ainda permitiria um payout alto de 50%”. disseram os analistas. Em bolsa, a companhia dos Vilela de Queiroz está avaliada em R$ 8,6 bilhões.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Setores avícola e suinícola projetam quase US$ 900 mi após Sial Paris
Após cinco dias de agendas lotadas com encontros de negócios, degustações, promoção de imagem setorial e prospecções de novas exportações, a ação organizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Sial Paris, terminou positiva em negócios fechados e projetados, informou a ABPA na sexta-feira (21)
Encerrada na quarta-feira (19), a ação setorial realizada durante uma das maiores feiras de alimentos do mundo gerou centenas de milhões de dólares em negócios para o setor e o país, a partir das ações estratégicas respaldadas pelas marcas internacionais Brazilian Chicken, Brazilian Pork, Brazilian Egg, Brazilian Breeders e Brazilian Duck. Apenas durante os dias do evento, as 23 agroindústrias integradas ao espaço exclusivo da ABPA&ApexBrasil na Sial fecharam US$ 182 milhões em negócios, segundo levantamentos feitos junto aos exportadores. Os negócios projetados para os próximos 12 meses são ainda mais expressivos, devendo alcançar US$ 833 milhões, de acordo com as empresas participantes. Mais de 3,5 mil importadores e potenciais clientes visitaram o espaço nos cinco dias de evento, 37% deles são novos contatos. Os associados da ABPA estiveram em peso na Sial Paris. Ao todo, 23 agroindústrias confirmaram participação no espaço da ABPA: Bello Alimentos, C Vale, Copacol, GTFoods, SSA, Zanchetta, Somave, Avenorte, Jaguafrangos, Avivar, Vibra, Villa Germânia, Vossko, Lar, Coasul, Rivelli Alimentos, Netto Alimentos, Dália Alimentos, Alibem, Ecofrigo Bugio, Frimesa, Pif Paf e Saudali. Fora da área da entidade, outras associadas marcaram presença. Foi o caso da Aurora Coop, da BRF, da Frigoestrela, da Pamplona Alimentos e da Seara Alimentos, que participaram com áreas próprias ou por meio de parcerias.
ABPA
Suínos: cotações estáveis. Vivo se destaca no PR e sobe 1,17%
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 141,00/R$ 145,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 10,40/R$ 10,70 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (20), houve alta somente no Paraná, na ordem de 1,17%, chegando a R$ 6,94/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 7,55/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,66/kg), Santa Catarina (R$ 6,57/kg), e São Paulo (R$ 7,52/kg).
Cepea/Esalq
Preços do frango registram recuos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 1,33%, valendo em R$ 7,40/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou inalterado, valendo R$ 4,20/kg, enquanto no Paraná foi observada queda de 0,76%, atingindo R$ 5,19/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (20), a ave congelada sofreu perda de 0,37% no preço, descendo para R$ 8,04/kg, enquanto o frango resfriado recuou 0,62%, fechando em R$ 8,03/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Poder de compra do avicultor tem novo recuo
De setembro para a parcial de outubro, os preços do frango vivo têm registrado queda
Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem do aumento da oferta de animais. Por outro lado, os valores dos principais insumos da cadeia avícola, o milho e o farelo de soja, apresentam estabilidade e avanços, respectivamente. Nesse contexto, o poder de compra do avicultor frente a esses insumos vem recuando em outubro – trata-se do segundo mês seguido de piora na relação de troca ao avicultor.
Cepea
INTERNACIONAL
Argentina: consumo de carne é o menor da história
Informe recente da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) apontou que o consumo de carne bovina foi de 47,8 quilos por habitante na Argentina em 2021, o menor desde 1920. No ano 2000, a média havia sido de 64,9 quilos de carne bovina consumidos por cada argentino
Naquele ano, a carne de boi representava 65% da carne consumida no país; em 2021, ficou em 44%. Com a inflação engolindo a renda e dificultando a compra do produto, a população do país vizinho tem que recorrer a outros tipos de carne: o consumo de carne de frango passou de 27% para 41% entre 2000 e 2021, e o de carne suína, de 8% para 15%. “Por muito tempo, a demanda por carne bovina na Argentina caracterizou-se por ter uma baixa elasticidade em relação à renda. Em outras palavras, a população não mudava muito seu consumo de carne quando sua renda diminuía. Assim, ao contrário de outros consumos alimentares, como o de produtos lácteos, o de carne bovina era independentemente do nível dos salários médios”, apontou o relatório da BCR. Entretanto, na última década, essa relação se estreitou. “O consumo de carne caiu à medida que caía o poder de compra real da média salarial do país. De fato, se a correlação entre essas duas variáveis for medida retroativamente, 77% da variação do consumo de carne bovina desde 2010 é explicada por variações nos salários reais”, destacou a análise. Um estudo do Centro de Economia Política Argentina (Cepa) destacou que a diminuição do consumo de carne bovina, devido à substituição por outros tipos de carne, é um dos motivos para que de um ano para cá a inflação do produto tenha ficado abaixo da inflação geral no país, que foi de 83% em setembro no acumulado em 12 meses. Mas, embora a variação da carne bovina tenha sido menor, ainda ficou num patamar bem elevado: 67,6% em 12 meses.
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