
Ano 8 | nº 1839 | 14 de outubro de 2022
NOTÍCIAS
Boi: Estabilidade em São Paulo
Nas praças paulistas, grande parte das indústrias frigoríficas continuam fora das compras na quinta-feira (13/10). Parte dos frigoríficos que estão comprando pressionam os preços ofertando valores mais baixos, mas com pouco êxito em fechar negócios
Com isso, os preços do boi gordo seguem estáveis no interior de São Paulo, valendo R$ 285/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 267/@ e R$ 277/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Bovinos destinados ao mercado da China (abatidos mais jovens, com até 30 meses de idade) estão cotados em R$ 290/@ nas praças paulistas (preço bruto e a prazo), de acordo com a Scot. A engenheira agrônoma Jéssica Olivier, analista de mercado da Scot, diz que o cenário visto até o momento é de estabilidade nos preços da arroba, mas a pressão baixista pode ser retomada nos próximos dias, refletindo “a oferta de bovinos terminados, provenientes do segundo giro de confinamento, a partir da segunda quinzena de outubro e início de setembro”. A analista chama a atenção para uma possível retração de compras por parte da China, de longe o principal cliente da carne bovina brasileiras. Nos últimos dois meses (agosto e setembro), recorda Jéssica, os volumes exportados de carne bovina in natura atingiram os maiores patamares de toda a série histórica brasileira. “Nesse contexto, as participações da China em agosto e setembro foram de 64,4% (130,8 mil toneladas) e 67,3% (136,5 mil toneladas), respectivamente”, relembra. No entanto, continua a analista, o preço pago pela tonelada da carne brasileira diminuiu. Em julho/22, o comprador chinês desembolsava US$ 7.082,93/tonelada, em média. Por sua vez, em agosto/22 e setembro/22, as cotações recuaram sucessivamente, para (US$ 6.516,09/tonelada e US$ 6.356,31/tonelada, respectivamente. Com o feriado do Dia Nacional da China, na primeira semana de outubro, as compras pararam, relata Jéssica. “Além disso, o Ano Novo chinês vem mais cedo este ano, estreitando a janela de compras de carne bovina”, afirma a analista, que acrescenta: “Somado aos dois feriados, o estoque de carne no país oriental é alto”. Em meio ao cenário abordado anteriormente, diz Jéssica, as compras de carne bovina chinesa deverão desaquecer. “A fim de se proteger, as indústrias frigoríficas habilitadas para exportação podem diminuir o número de animais abatidos nos próximos dias”, alerta a analista. No Sul da Bahia, com dificuldade para suprir sua demanda, compradores ofertaram mais R$2,00/@ para todas as categorias. Em Belo Horizonte – BH, alta de R$2,00/@ para boi e novilha gordos. A cotação da vaca gorda permaneceu estável.
SCOT CONSULTORIA
Rebanho bovino brasileiro cresceu e foi recorde em 2021
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em setembro, a pesquisa de pecuária municipal (PPM), quanto às estimativas de produções e rebanhos de aves, suínos e bovinos no país. O rebanho bovino brasileiro, em 2021, alcançou a marca de 224,6 milhões de cabeças, crescimento de 3,1% em relação a 2020
O aumento é consequência, entre outros fatores, da forte retenção de fêmeas nos últimos anos (2019/2020/2021) e reflete uma maior oferta de bezerros em 2022. O Centro-Oeste lidera a concentração do rebanho no país e responde por 33,6% do rebanho brasileiro. Na sequência, a região Norte, onde está localizada a cidade de São Félix do Xingú-PA, munícipio que detém o maior rebanho do país, com 2,4 milhões de cabeças. O Mato Grosso, com cerca de 32,4 milhões de cabeças, concentra 14,4% do rebanho, na sequência, Goiás, com 24,3 milhões de cabeças, ou 10,8% de participação, e o Pará, com o terceiro maior rebanho, com 10,7%, equivalente a cerca de 23,9 milhões de cabeças. Alguns estados merecem destaque no avanço de seu rebanho bovino em 2021, principalmente estados no Nordeste do Brasil. Destacamos Bahia, Pernambuco, Tocantins e Pará, que registraram os maiores incrementos no rebanho em relação ao ano anterior. O rebanho cresceu, mas a área de pastagem praticamente não avançou. Enquanto o rebanho bovino cresceu, as áreas de pastagem no país não cresceram em mesma proporção. Em 2000, o rebanho bovino era de 169,9 milhões de cabeças, alocado em cerca de 161,0 milhões de hectares. Em 2021, 224,6 milhões de cabeças estão alocadas em 160,9 milhões de hectares. O rebanho bovino cresceu 36,4% e a área destinada à produção, praticamente, é a mesma. Fruto no incremento de tecnologias e melhores práticas pecuárias pelo produtor brasileiro.
SCOT CONSULTORIA
China aumenta em quase 30% a importação de carne bovina do Mato Grosso
A China, somada a Hong Kong, segue liderando o ranking de maior importador de carne bovina mato-grossense. As compras da proteína registraram um incremento de 27,57% no acumulado de janeiro a setembro de 2022, ante o mesmo período do ano passado
Os dados são do boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgado nesta semana. Conforme a publicação, no acumulado deste ano foram embarcadas 280,88 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) de Mato Grosso, ante a 220,17 mil TEC do mesmo período de 2021. Além da Ásia, os países do Oriente Médio, como o Egito e os Emirados Árabes Unidos, também aumentaram suas compras. Os acréscimos registrados foram de 122,48% e 108,69%, respectivamente, no período. Já a Rússia diminuiu suas compras em 11,2% no comparativo anual. O cenário foi pautado pela barreira imposta nas compras de carnes oriundas de animais mais velhos, acima de 30 meses de idade, a partir de setembro do ano passado. A decisão da Rússia de suspender as restrições ocorreu em setembro deste ano, quando o país retornou às compras.
Ascom Acrimat
O mercado físico de boi gordo teve mais um dia de preços estáveis
De acordo com o analista de Safras & Mercado, teve pouca movimentação na semana. Os frigoríficos ainda apontam para uma posição confortável das escalas de abate, com boa incidência de contratos a termo. O movimento lateralizado é a característica principal do mercado físico durante o mês de outubro
“A demanda de carne bovina aquecida durante o último bimestre é um elemento importante para justificar a recuperação dos preços da carne e da arroba do boi gordo. Mas, para que isso se confirme, é necessário o encurtamento das escalas de abate”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292. Já em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$267. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 258. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 287. Já em Goiânia (GO), a arroba continuou cotada em R$ 260. O mercado atacadista voltou a operar com preços mais altos para a carne bovina no dia, ainda reflexo do aumento típico da demanda durante a primeira quinzena com a entrada da massa salarial na economia. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16 por quilo. Já a ponta de agulha teve preço de R$ 15,80. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,25, alta de R$0,15 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar à vista fecha praticamente estável, a R$5,2723 na venda
O dólar teve uma sessão de reviravoltas na quinta-feira e fechou praticamente estável, abandonando perdas registradas na parte da tarde depois de pela manhã ter saltado mais de 2%, acima de 5,38 reais, na esteira de dados de inflação norte-americanos mais altos do que o esperado
A moeda norte-americana à vista fechou em 5,2723 reais na venda, praticamente inalterado em relação à cotação de encerramento de terça-feira, véspera de feriado, de 5,2724 reais. Na B3, às 17:08 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,40%, a 5,2940 reais.
REUTERS
Ibovespa fecha em baixa, mas acima de 114 mil pontos com apoio de NY
O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, pressionado por Vale, mas distante da mínima da sessão, beneficiado pela melhora em Wall Street, mesmo após dados mais fortes do que o esperado sobre a inflação norte-americana
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,17%, a 114.633,45 pontos, segundo dados preliminares. O volume financeiro somava 28,1 bilhões de reais, com a sessão também marcada pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro. Pela manhã, o Ibovespa chegou a 112.690,12 pontos, contaminado pelas preocupações com os próximos passos do banco central dos Estados Unidos após uma alta acima do esperado nos preços ao consumidor daquele país. Em Nova York, o S&P 500 também sofreu na abertura, alcançando 3.491 pontos no pior momento, com os receios sobre os efeitos na economia da manutenção da política monetária restritiva do Federal Reserve. Wall Street, contudo, reagiu e o S&P 500 fechou em alta de 2,59%, 3.669,86 pontos, reflexo de cobertura de posições vendidas e movimentos técnicos.
REUTERS
Fluxo cambial do Brasil foi negativo em US$184 mi na semana passada, diz BC
O Brasil perdeu 184 milhões de dólares em termos líquidos pelo câmbio contratado na semana passada, de acordo com dados do Banco Central da quinta-feira, com um forte déficit na conta comercial mais do que compensando os ingressos pelo lado financeiro
Houve saída líquida de 1,083 bilhão de dólares por meio de operações comerciais na semana passada, contra saldo positivo de 3,383 bilhões na semana finda em 30 de setembro. A conta financeira, por sua vez, recebeu entradas no valor de 899 milhões de dólares na semana passada, que coincidiu com os primeiros cinco dias úteis do mês de outubro. No período de 26 a 30 de setembro, as operações financeiras haviam registrado rombo de 3,338 bilhões de dólares. No mês passado, o Brasil registrou déficit de 3,850 bilhões de dólares pelo câmbio contratado como um todo, resultado mensal mais fraco desde maio (-5,760 bilhões de dólares) e o pior para setembro desde o rombo de 6,446 bilhões de dólares registrado em 2019. O fluxo cambial ainda está positivo em 17,151 bilhões de dólares no acumulado de 2022.
REUTERS
Consumo das famílias tem alta de 7,23% em agosto. De janeiro a agosto alta é de 2,67%
No entanto, em comparação com setembro de 2021, quando o conjunto de produtos custava R$ 675,73, a cesta teve alta de 8,76%
O consumo das famílias brasileiras teve alta de 7,23% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2021, segundo levantamento divulgado hoje (13) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado dos 8 primeiros meses do ano, a alta é de 2,67% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o vice-presidente Institucional e Administrativo da Abras, Marcio Milan, o crescimento do último mês foi impulsionado pelos benefícios sociais concedidos pelo governo federal a partir de agosto. Além disso, também houve, de acordo com ele, impacto da redução do desemprego e da inflação, com a desoneração dos preços da energia e combustíveis. “A gente vem observando a empregabilidade: o emprego vem crescendo e o desemprego vem caindo”, disse. A partir dos últimos resultados, a Abras também revisou a projeção de crescimento do consumo das famílias neste ano, de 2,8% para um crescimento de 3% a 3,3%. “O reflexo do auxílio, que começou em agosto, da queda dos preços, que se acentuou em setembro, mostra que a nossa projeção está com certeza no caminho de chegar a 3% ou 3,3%”, ressaltou Milan. A cesta com os 35 produtos mais consumidos em supermercados registrou queda de 1,71% em setembro na comparação em agosto, custando R$ 745,03. No entanto, em comparação com setembro de 2021, quando o conjunto de produtos custava R$ 675,73, a cesta teve alta de 8,76%.
ABRAS
Mercado vê superávit fiscal de R$40 bi em 2022 e rombo de R$57,8 bi em 2023, mostra Prisma
O mercado financeiro melhorou mais uma vez a projeção para o resultado primário do governo neste ano, mas voltou a piorar a estimativa para rombo em 2023 em meio a incertezas sobre o arcabouço fiscal e o cumprimento de promessas de campanha por candidatos, mostrou relatório Prisma Fiscal divulgado na quinta-feira pelo Ministério da Economia
De acordo com o documento, que capta projeções de agentes de mercado para as contas públicas, a mediana das expectativas para o resultado primário do governo central em 2022 ficou em superávit de 40 bilhões de reais, ante saldo positivo de 30,5 bilhões de reais projetado em setembro. Se confirmado, será o primeiro resultado no azul em nove anos. As estimativas do mercado apontam para uma elevação na projeção da receita líquida do governo, de 1,851 trilhão de reais para 1,861 trilhão de reais. Também houve um aumento nas expectativas para a despesa total, passando de 1,810 trilhão de reais no relatório anterior para 1,819 trilhão de reais na pesquisa deste mês. Com a melhora nos dados do ano, os analistas consultados pela pasta reduziram a previsão para a dívida bruta do governo geral em 2022 para 77,55% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 78,19% na pesquisa de setembro. Para 2023, as projeções de mercado indicam um retorno ao déficit primário, com rombo ainda maior do que o previsto anteriormente. A nova projeção aponta para déficit de 57,8 bilhões de reais, ante saldo negativo de 43,2 bilhões de reais no levantamento anterior. A estimativa é que a dívida bruta suba a 81,8% do PIB no ano que vem –acima dos 81,7% previstos no mês passado. Ainda não há clareza sobre o quadro fiscal do país em 2023. O Orçamento do ano que vem foi enviado ao Congresso pelo governo com a previsão de um rombo de 63,7 bilhões de reais, número que não incorpora promessas de manutenção do Auxílio Brasil em patamar elevado, que originalmente valeria até dezembro, e correção da tabela do Imposto de Renda. Tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputarão o segundo turno das eleições, se comprometeram a implementar essas medidas, mas não definiram soluções para financiar as iniciativas.
REUTERS
Vendas no varejo desaceleram e crescem 0,3% em setembro, aponta indicador da Cielo
As vendas no varejo em setembro mostraram desaceleração, com crescimento de 0,3%, descontada a inflação, ante o mesmo período do ano passado, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) divulgado na quinta-feira
Apesar do crescimento positivo por 11 meses seguidos, o dado é o menor desde novembro de 2021, quando o ICVA indicou 2,1% de expansão. De acordo com a Cielo, os efeitos de calendário ajudaram o resultado porque houve uma sexta-feira a mais e uma quarta-feira a menos, data em que o comércio está menos aquecido. Excluindo esse efeito, houve recuo de 0,2% na comparação deflacionada. Na opinião de Diego Adorno, gerente de produtos de dados da Cielo, uma das razões para a desaceleração está no setor dos postos de combustível, que já vinha perdendo ritmo e apresentou uma queda em setembro em relação ao mesmo mês de 2021. “É um reflexo de dois fatores: da redução recente do preço dos combustíveis e de uma base comparativa mais forte, em setembro de 2021, que vinha de um processo de afrouxamento de quarentena”, afirmou no comunicado. O ICVA é apurado junto a 1,1 milhão de varejistas no país credenciados à companhia e distribuídos por 18 setores.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos tem preços estáveis
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial aumentou 1,03%/2,00%, atingindo R$ 9,80/kg/R$ 10,20/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (11), devido ao feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida, celebrado no dia 12, os preços andaram em direções diferentes. O valor do suíno vivo ficou estável apenas no Rio Grande do Sul, fixado em R$ 6,56/kg. Houve recuo de 0,30% no Paraná, chegando em R$ 6,59/kg, e de 0,27% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,26/kg. Opostamente, foram registradas altas de 0,47% em Santa Catarina, valendo R$ 6,39/kg, e em São Paulo, fechando em R$ 6,86/kg.
Cepea/Esalq
Suínos/Cepea: Oferta limitada e demanda aquecida elevam preços
As cotações do suíno vivo e da carne têm registrado forte alta neste início de outubro
Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta controlada de animais em peso ideal para abate e o aumento da procura de frigoríficos por novos lotes, devido à maior demanda doméstica, têm impulsionado os valores. No mercado do vivo, as valorizações foram verificadas em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. De acordo com agentes do setor, mesmo com o feriado dessa quarta-feira, 12 (Dia de Nossa Senhora Aparecida) – ocasião que acarreta um dia a menos de abate na semana –, a demanda por novos lotes para abate deve se manter firme. Quanto à carne, agentes, atentos ao aquecimento da demanda na ponta final, reajustaram positivamente os preços da maioria dos produtos suinícolas.
Cepea
Suinocultura independente: preços em alta
O preço do quilo do animal vivo no mercado independente em São Paulo subiu, passando de R$ 7,61/kg para R$ 7,89/kg nesta quinta-feira (13), segundo informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS)
No mercado mineiro, o preço subiu de R$ 7,30/kg para R$ 7,60/kg, com acordo entre os frigoríficos e suinocultores, conforme dados da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Em Santa Catarina, segundo dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o preço do animal aumentou, saindo de R$ 6,63/kg vivo para R$ 6,88/kg vivo.
AGROLINK
USDA prevê aumento de 3% nas exportações de carne suína brasileira em 2023
A China permanecerá como principal cliente, mas Brasil deve seguir ampliando vendas para outros países do sudeste asiático e da América do Sul
O Brasil deve manter-se em 4º lugar no ranking entre os maiores exportadores de carne suína em 2023, de acordo com um relatório divulgado pelo Departamento Norte-americano de Agricultura (USDA, na sigla em inglês), seguindo responsável por uma fatia de 10% na participação do mercado. As exportações de carne suína do Brasil devem subir 3% no ano que vem em relação a 2022, com volumes robustos embarcados para a América do Sul e Sudeste Asiático, incluindo as Filipinas, onde a Peste Suína Africana (PSA) restringe a produção. A China permanecerá como principal destino do Brasil, mas as importações totais de carne suína da China devem cair devido ao aumento da produção local do gigante asiático. Em âmbito global, o USDA projeta que a produção em 2023 se eleve em 1%, atingindo volume de 111,0 milhões de toneladas, à medida que a produção chinesa aumenta. Espera-se que a produção de carne suína da China cresça 2% enquanto o setor continua se recuperando dos impactos da PSA, que atingiu a China em cheio em 2018. A expectativa, segundo o USDA, é de que os altos custos de produção dos suínos na China, especialmente com a alimentação dos animais, reduzam os incentivos à produção suínos com excesso de engorda. Estados Unidos, Brasil e México também devem expandir a produção, mais do que compensando as quedas de outros grandes produtores, incluindo a União Europeia e o Reino Unido. Questões como o preço da ração para os suínos aumentando, custos de energia e restrições ambientais devem diminuir a produção da UE. Os suinocultores do Reino Unido enfrentam altos custos de alimentação e o desafio do enfraquecimento da demanda interna pelo animal produzido localmente. Brasil e México continuam a expandir o setor suinícola para atender à crescente demanda doméstica, em parte impulsionado por consumidores que buscam alternativas à carne bovina com preços mais altos e demanda de exportação mais forte em vários países. A produção no Vietnã continua a se recuperar, pois a administração da PSA protegeu o setor de surtos em grande escala. As exportações globais, segundo o USDA, devem cair 2%, para 10,5 milhões de toneladas em 2023, à medida que as importações da China enfraquecem pelo segundo ano consecutivo. Apesar dos problemas persistentes com a PSA, as importações de carne suína das Filipinas também devem diminuir devido à o fim das políticas de favorecimento das importações em 2022 (o aumento temporário nos volumes de cotas de suínos terminou em maio de 2022 e as tarifas reduzidas foram estendidas até o final de 2022).
USDA
Frango: ave congelada ou resfriada em SP passa dos R$ 8,00/kg
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, enquanto o frango no atacado teve aumento de 0,39%, chegando em R$ 7,65/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o valor ficou estável em R$ 5,23/kg, da mesma forma que Santa Catarina, valendo R$ 4,20/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (11), devido ao feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida, celebrado no dia 12, o frango congelado sofreu recuo de 0,49%, chegando a R$ 8,06/kg, enquanto a ave resfriada aumentou 0,25%, fechando em R$ 8,10/kg.
Cepea/Esalq
INTERNACIONAL
Romênia confirma surto de peste suína africana em fazenda de suínos
A Romênia confirmou um surto de peste suína africana em uma grande fazenda de porcos no condado de Timis, no Oeste, e que 39.000 animais serão abatidos, disse o prefeito do condado na quarta-feira
A febre que afeta porcos e javalis se espalhou pela Europa Oriental nos últimos anos. Não afeta humanos. “É oficial, há um surto em Timis”, disse o prefeito do condado, Mihai Ritivoiu, no Facebook, acrescentando que as autoridades locais e a agência de segurança alimentar estão se reunindo para concordar com os próximos passos. “Devemos tomar medidas para combater a propagação da doença. A prioridade é proteger outras duas fazendas, cada uma com dezenas de milhares de porcos, localizadas a poucos quilômetros de distância”. Centenas de casos foram relatados na Romênia e em vários outros estados da União Europeia este ano entre porcos mantidos em quintais e pequenas propriedades, bem como em várias grandes fazendas privadas. Surtos também foram detectados recentemente na Alemanha e na Itália.
REUTERS
Nova Zelândia propões taxar CO2 do gado
Agricultores contestam a decisão
O governo da Nova Zelândia propôs taxar os gases de efeito estufa que os animais de fazenda produzem quando arrotam e também seus gases como parte de um plano para combater as mudanças climáticas, segundo informações do abc.es. O governo disse que o imposto agrícola seria o primeiro do mundo e que os agricultores deveriam poder recuperar o custo cobrando mais por produtos ecológicos. Mas os agricultores rapidamente condenaram o plano. O principal sindicato, Federated Farmers, disse que o plano “arrancará as entranhas de uma pequena cidade da Nova Zelândia” e as fazendas serão substituídas por árvores. O presidente da Ranchers, Andrew Hoggard , disse que os agricultores tentaram trabalhar com o governo por mais de dois anos em um plano de redução de emissões que não diminuiria a produção de alimentos. “Nosso plano era manter os agricultores cultivando”, disse Hoggard. Em vez disso, ele disse que os agricultores venderiam suas fazendas “tão rápido que você nem ouvirá os cães latindo na parte de trás do caminhão enquanto se afastam”, relata a AP. Parlamentares da oposição do partido conservador ACT disseram que o plano realmente aumentaria as emissões globais ao transferir a agricultura para outros países que eram menos eficientes na produção de alimentos. A indústria agrícola da Nova Zelândia é vital para sua economia. Os produtos lácteos, incluindo aqueles usados para fazer fórmula infantil na China, são os maiores exportadores do país. Na Nova Zelândia existem apenas 5 milhões de pessoas, mas o dobro (10 milhões) de gado bovino e gado leiteiro e 26 milhões de ovelhas. Cerca de metade de suas emissões de gases de efeito estufa vêm de fazendas. Animais de fazenda produzem gases que aquecem o planeta, principalmente metano dos arrotos e gases do gado.
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