
Ano 8 | nº 1817 | 13 de setembro de 2022
NOTÍCIAS
Cotação da vaca gorda sobe em São Paulo
O preço da arroba do boi e novilha nas praças paulistas permaneceram estáveis, mas a cotação da vaca gorda subiu R$2,00/@ em relação à sexta-feira (9/9)
Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, na segunda-feira, nas praças paulistas, os preços do boi gordo e da novilha gorda não sofreram alteração, ficando em R$ 290/@ e R$ 282/@ (valor bruto e a prazo). Por sua vez, a cotação da vaca gorda subiu R$ 2/@ em São Paulo, para R$ 270/@ (bruto, no prazo), acrescenta a Scot. A referência do boi-China está em R$ 300/@ (base SP), preço bruto e a prazo. Em Goiânia – GO, na comparação com o fechamento de sexta-feira (9/9), a semana abriu com preços estáveis para a cotação do boi, vaca e novilha. No atacado de carne com osso a cotação está estável. A carcaça casada de bovinos castrados recebeu incremento de 0,1% no comparativo semanal, enquanto a de bovinos inteiros está precificada uma queda de 0,1% no mesmo comparativo. O fluxo de vendas vem melhorando, mas ainda existe carne excedente no mercado. Em razão da aproximação da segunda quinzena, a tendência é de estabilidade, sem descartar ajustes pontuais.
SCOT CONSULTORIA
Exportações de carne bovina movimentam 63,6 mil toneladas na segunda semana de setembro/22
Segundo Secretária Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, os embarques de carne bovina in natura na segunda semana de setembro atingiram 63,6 mil toneladas em 06 dias úteis
A média diária exportada ficou em 10,6 mil toneladas, alta de 19,2%, frente ao observado no mês de setembro do ano anterior, com 8,9 mil toneladas. Os preços médios ficaram em US$ 6.062 por tonelada, alta de 4,7% frente a setembro de 2021, com valor médio de US$ 5.788 mil por tonelada. A média diária ficou em US$ 64,3 milhões, alta de 24,8%, frente a setembro do ano passado, com US$ 51.543,7 milhões. Para o analista de mercado da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, é mais um mês de bom desempenho nos embarques. “O preço médio segue como destaque desta semana e estamos caminhando em passos largos para mais um recorde histórico nos embarques de carne bovina tanto em volume quanto em receita”, calculou.
AGÊNCIA SAFRAS
Preço da carne subiria no longo prazo com limite à exportação, diz especialista
O preço da carne bovina subiria no longo prazo no Brasil caso houvesse um bloqueio de exportação, como citado pelo candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirma a CEO da consultoria Agrifatto Lygia Pimentel
Em um evento realizado em Taboão da Serra (SP) no sábado (10), Lula afirmou que que, caso eleito, pretende “discutir” a política de exportação de carnes do Brasil, a fim diminuir preços. “O que eu quero é que vocês possam entrar no açougue e comprar carne. Por isso nós vamos ter que discutir o preço da carne nesse país. Nós vamos discutir se vai continuar só exportando ou se vai deixar um pouco pra nós comermos”, afirmou o ex-presidente. Em entrevista à CNN no domingo (11), Pimentel explicou que a medida, em um primeiro momento, faria o preço cair, mas haveria um desestímulo ao produtor, fazendo com que “produza menos e gerando um efeito inverso lá na frente, de alta de preços, e de forma muito mais difícil de lidar, porque a recuperação da produção demoraria ainda mais do que se deixasse os preços oscilando livremente”. “Primeiro ponto é que, para abaixarmos preço da carne, não adianta aumentar oferta de forma imediata. Se bloquear exportações, os preços cairiam por 2, 3, 4 meses, mas o pecuarista não se sentiria estimulado a produzir porque o custo está alto e deixaria de investir, com essa queda levando à queda produtiva”, avalia. Segundo Pimentel, o comportamento dos preços está ligado ao chamado ciclo pecuário. Nesses casos, uma alta de preços estimula a produção e leva ao esforço de aumento do rebanho. Com uma oferta maior, os preços recuam ou ficam inferiores ao custo de produção, e então ocorre o movimento inverso, com o rebanho e a produção caindo e os valores da carne subindo. Foi esse movimento que ocorreu entre 2019 e 2021, em uma fase de alta de ciclo com produção menor que coincidiu com uma demanda maior na China, cujo rebanho bovino foi impactado pela peste suína africana. “A exportação de carne bovina brasileira corresponde hoje a 30% de tudo que é produzido, 70% ficam no consumo interno. Do final de 2019 para cá, tivemos uma expansão dessa proporção, que costumava ser de 20% de toda a produção que era exportada, se expandindo em decorrência da peste suína africana que acometeu os rebanhos suínos na Ásia”, diz Pimentel. Nesse sentido, a demanda chinesa maior é uma “parte menor” na explicação para a alta dos preços, mais ligada ao ciclo pecuário. Pimentel destaca que os preços já estão começando a cair no Brasil conforme os produtores entram na etapa do ciclo de aumento de produção e oferta. “Se deixar o mercado fluir, vai funcionar, se não o produtor vai parar de produzir, vai ter queda de oferta e veremos algo semelhante ao que vimos na Argentina”, comenta. No caso argentino, a exportação de carne foi bloqueada entre 2007 e 2008, fazendo com o que os preços subissem e o consumo per capita de carne bovina caísse de uma média de 68 quilos por ano para 41 quilos, “sem ampliação de consumo, pelo contrário”.
CNN BRASIL
Após sequência de quedas, carne bovina deve voltar a subir
Segundo o Cepea, auxílios oficiais tendem a estimular o consumo, o que sustentará os preços
Os preços da carne bovina no atacado da Grande São Paulo chegaram neste mês a seu menor patamar desde outubro de 2019, informou na sexta-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Mas a tendência é que as cotações reajam nos próximos meses, acompanhando um aumento na demanda doméstica. Segundo Thiago Bernardino, pesquisador do Cepea, o recuo nos últimos meses é consequência da queda da demanda pela proteína, mais cara que “concorrentes” como as carnes de frango e suína. Até quinta-feira, o quilo da carne era negociado, em média, por R$ 19,58, montante 1,8% inferior ao de agosto e 10,44% menor que o de um ano atrás. “O mercado doméstico está realmente combalido pela inflação, que está mais controlada agora, mas que veio dificultando o caminho desde o fim de 2021”, disse ele ao Valor. “E estamos falando em inflação generalizada, de energia, gás, combustíveis e outros produtos alimentares”. Bernardino vê um cenário de aumento dos preços da carne bovina nos próximos quatro meses por causa sobretudo do pagamento de auxílios à população de baixa renda e a categorias específicas, como os caminhoneiros. Além disso, é comum que as festividades de fim de ano e o pagamento do 13º salário aqueçam a demanda. “Tradicionalmente, a procura por cortes de churrasco aumenta, isso é natural do brasileiro. E neste ano temos Copa do Mundo, que reúne as pessoas. O cenário é favorável”, avalia. A partir da virada do ano, porém, a situação pode mudar. Um novo governo – seja um segundo mandato do presidente Jair Bolsonaro ou o início de outra gestão – tende a começar com um orçamento restrito, dada a necessidade de enxugamento de gastos. Assim, é possível que os benefícios sociais temporários não perdurem. Além disso, o início do ano também é um período de gastos com impostos elevados (IPVA e IPTU, por exemplo) e com material escolar. O pesquisador do Cepea não vê riscos para as exportações no curto prazo, já que a China provavelmente já negociou tudo o que vai precisar para abastecer seu mercado durante as celebrações locais de Ano Novo, que ocorrem no fim de janeiro. “E mesmo que os chineses reduzam as compras a partir de 2023, eles vão continuar comprando do Brasil. Somos muito competitivos”, afirma Bernardino. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que a China, principal compradora da carne bovina brasileira, vai importar 20% menos proteína de boi no ano que vem. Em 2022, o mercado chinês foi o destino de 51,8% das exportações brasileiras, que somaram 1,52 milhão de toneladas até agosto. A China já importou 786,9 mil toneladas neste ano, volume 31% maior que o do mesmo período de 2021.
VALOR ECONÔMICO
Boi: mercado ainda aponta para alta
O viés de preços ainda aponta para alta das cotações no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia
O mercado físico do boi gordo operou de maneira mista no início da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, em estados como São Paulo foram relatadas negociações acima da referência média, principalmente no que diz respeito a animais que cumprem os requisitos de exportação com destino à China. “Em outros estados persiste o movimento de queda, a exemplo do Mato Grosso e do Pará, regiões em que as escalas de abate são mais confortáveis, posicionadas entre sete e nove dias úteis em média”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi teve alta e ficou em R$ 295. Já em Dourados (MS), a cotação ficou em R$276. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia em queda, ficando cotado a R$ 266. Em Uberaba (MG), os preços continuam fixados em R$ 280. Em Goiânia (GO), os preços do boi são de R$ 270 a arroba. O atacado inicia a semana com preços acomodados. De acordo com Iglesias, o viés de preços ainda aponta para alta das cotações no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia. O quarto dianteiro do boi foi cotado em R$ 16,50. Já a ponta de agulha teve preços de R$ 16,40. O quarto traseiro do boi cresceu e teve preço de R$ 21,10 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Economia
Dólar emenda 3ª queda e vai abaixo de R$ 5,10
O dólar caiu pelo terceiro pregão consecutivo nesta segunda-feira e fechou no menor patamar em duas semanas, abaixo de 5,10 reais, castigado por clima de maior apetite por risco no exterior, valorização de commodities e percepção de cenário doméstico ainda atraente para o capital estrangeiro
A moeda norte-americana negociada no mercado interbancário recuou 0,93%, a 5,0983 reais, menor nível para encerramento desde 29 de agosto (5,0330 reais). No acumulado dos últimos três pregões, o dólar recuou 2,7%. Na B3, às 17:07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,08%, a 5,1250 reais. Já os preços de várias commodities importantes, como petróleo e minério de ferro, têm mostrado alta nos últimos pregões. Enquanto isso, investidores continuaram monitorando o noticiário político brasileiro, a menos de três semanas do primeiro turno das eleições presidenciais. O Goldman Sachs notou em relatório que algumas medidas de percepção de investidores em relação ao pleito têm se mantido “relativamente estáveis” conforme se aproxima 2 de outubro, o que eles atribuem a uma combinação de fatores que têm tirado o foco das incertezas político-fiscais do Brasil.
Entre esses elementos, o banco citou o elevado “carry” (retorno de taxa de juros) do real e a maior sensibilidade da moeda aos preços das commodities, dois pontos também mencionados por Mattos, da StoneX. No entanto, o Goldman Sachs alertou que um resultado acirrado nas urnas pode ser o maior risco de cauda para o real neste momento. Apesar do recente enfraquecimento do dólar, há grandes chances de uma recuperação acentuada da moeda norte-americana –tanto no mercado local quanto no internacional– até o fim deste ano, avaliou Mattos, citando o efeito do atual ciclo de aperto monetário do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos. O Fed já subiu sua taxa de juros em 2,25 pontos percentuais desde março deste ano, e a maior parte dos mercados financeiros acredita que a autoridade monetária elevará os custos dos empréstimos em mais 0,75 ponto em seu encontro deste mês, nos dias 20 e 21. Dados de inflação norte-americanos de terça-feira serão avaliados de perto, já que podem oferecer pistas sobre a decisão do banco central na semana que vem.
REUTERS
Ibovespa avança antes de dado de inflação dos EUA
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, embalado pelo tom positivo de praças acionárias no exterior antes de um dado crucial de inflação nos Estados Unidos, que ajudará a balizar as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,98%, a 113.406,55 pontos. O volume financeiro da sessão somou 22,7 bilhões de reais. Em Wall Street, o S&P 500 avançou mais de 1% na véspera de divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto, no qual agentes financeiros buscarão pistas sobre a duração e a profundidade do aperto monetário norte-americano. Para a decisão de juros do banco central dos EUA neste mês, o mercado precifica mais de 90% de chance de alta de 0,75 ponto percentual. Assim, o CPI – exceto se muito diferente do previsto – tende a influenciar as apostas para a decisão seguinte. Pesquisa Reuters com economistas aponta uma queda de 0,1% no CPI em agosto sobre julho e alta de 8,1% ano a ano. “A expectativa é que a inflação tenha arrefecido, mas se esse dado não vier conforme o esperado, os ânimos podem reverter esse apetite a risco que vemos no mercado”, disse Álvaro Feris, especialista em investimentos da corretora Rico. No Brasil, a pesquisa Focus voltou a mostrar revisão para cima nas projeções de economistas para o crescimento do PIB brasileiro neste ano, para 2,39%, enquanto as estimativas para o IPCA foram novamente revisadas para baixo, a 6,40%.
REUTERS
Analistas veem inflação mais baixa e crescimento ligeiramente maior do PIB em 2022 e 2023, mostra Focus
Analistas voltaram a reduzir as projeções para a inflação neste ano e no próximo e a elevar as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto, mostrou pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira
A mediana das estimativas para o IPCA de 2022 das cerca de 100 instituições consultadas na sondagem caiu pela 11ª semana consecutiva, para 6,40%, de 6,61% na pesquisa anterior. Para o ano que vem, a projeção caiu pela quarta semana seguida, a 5,17%, de 5,27% antes. Os novos números, que seguem acima do teto das metas para os dois períodos (5% e 4,75%), vêm após o IBGE ter informado na semana passada que o IPCA teve o segundo mês seguido de deflação em agosto, levando o índice acumulado em 12 meses a 8,73%. As projeções para a taxa básica de juros não sofreram ajuste nesta semana, e seguem em 13,75% (nível atual) para o fim deste ano e em 11,25% para 2023, mesmo após autoridades do Banco Central terem feito colocações na semana passada consideradas duras com a inflação, com o diretor de Política Monetária, Bruno Serra, ressaltando que a autarquia discutirá um ajuste residual nos juros. Para o PIB, a projeção de crescimento deste ano subiu ligeiramente –para 2,39%, de 2,26%–, também no 11º ajuste para cima consecutivo. Em 2023, analistas agora veem alta de 0,50%, ante 0,47% na semana passada. As instituições participantes do Focus também reduziram o prognóstico para o superávit comercial este ano, elevando em quase 6 bilhões de dólares a estimativa para o déficit em transações correntes –para 25 bilhões de dólares, de 19,10 bilhões de dólares.
REUTERS
Ministério confirma Valor Bruto da Produção agropecuária de R$ 1,2 trilhão em 2022
Montante é 0,3% inferior ao calculado pela Pasta para 2021. No grupo formado pelos cinco principais produtos da pecuária, o Ministério da Agricultura prevê VBP de R$ 369,1 bilhões, 4,4% menor que em 2021
O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária brasileira deverá somar R$ 1,207 trilhão em 2022, de acordo com nova projeção do Ministério da Agricultura divulgada na segunda-feira. O número é 0,3% menor que o calculado para o ano passado e representa uma leve redução na comparação com a estimativa publicada em agosto. Mesmo assim, está em linha com os dados projetados pela Pasta nos últimos seis meses. Lavouras Para os 17 produtos agrícolas que compõem o levantamento, o ministério prevê VBP de R$ 838,2 bilhões, um aumento de 1,7% ante 2021. O grupo é puxado pela soja, com VBP calculado em R$ 346,4 bilhões, 11,4% menos que no ano passado, por causa da quebra de safra no Sul e em parte de Mato Grosso do Sul. O milho aparece na sequência, com R$ 153,2 bilhões, acréscimo de quase 14% na comparação com 2021, quando o clima afetou a colheita. A cana-de-açúcar também apresenta desempenho positivo, com VBP de R$ 103 bilhões, alta de 10,3% no ano. Na lista de produtos em alta aparecem ainda o café (R$ 61,8 bilhões, aumento de 35,9%), o trigo (R$ 18,7 bilhões, incremento de 40,4%) e o tomate (R$ 15,3 bilhões, elevação de 23,8%). No grupo formado pelos cinco principais produtos da pecuária, o Ministério da Agricultura prevê VBP de R$ 369,1 bilhões, 4,4% menor que em 2021. Os bovinos lideram, com R$ 152,1 bilhões, queda de 5,4% ante o ano passado por causa da demanda doméstica retraída graças à retração do poder aquisitivo dos consumidores. Para o frango está projetada uma redução de 6,5%, para R$ 109,7 bilhões e para os suínos, uma diminuição de 8,8%, para R$ 31,1 bilhões. Já para o leite a projeção é de aumento de 2,7%, para R$ 56,1 bilhões. O cenário de ovos também é de alta, com incremento de 3,9% no VBP na comparação com 2021, chegando a R$ 19,8 bilhões. Mato Grosso lidera o ranking dos Estados, com VBP projetado de R$ 218,6 bilhões. Depois aparecem o Paraná (R$ 144 bilhões), São Paulo (R$ 141,5 bilhões), Minas Gerais (R$ 137,7 bilhões) e Goiás (R$ 107,9 bilhões).
VALOR ECONÔMICO
Juros futuros têm leve alta, com ajuste e piora nas projeções para o IPCA em 2024
Os juros futuros encerraram o pregão da segunda-feira em ligeira alta ao longo de toda a estrutura a termo da curva
O movimento, segundo participantes do mercado, é impulsionado por um ajuste após a queda recente nas taxas, além de refletir a nova piora das projeções de inflação para 2024, capturadas no Boletim Focus do Banco Central, que reforça as perspectivas de juros mais altos no país por um período mais extenso. Assim, no horário de encerramento da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2024 passava de 12,92% para 12,985%; a do DI para janeiro de 2025 avançava de 11,64% para 11,695%; a do DI para janeiro de 2026 subia de 11,35% para 11,39%; e a do DI para janeiro de 2027 saltava de 11,29% para 11,30%.
VALOR ECONÔMICO
Frangos & Suínos
Suínos: queda de 1,83% para o animal vivo em São Paulo na segunda-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 10,00 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (9), o preço caiu 1,83% em São Paulo, chegando em R$ 6,99/kg. Ficaram estáveis os valores em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Paraná (R$ 6,27/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,36/kg) e Santa Catarina (R$ 6,30/kg.
Cepea/Esalq
Suínos/Cepea: final de agosto mostrou desequilíbrio entre oferta e demanda, com preços pressionados
As vendas aquecidas e as consequentes valorizações do suíno vivo ao longo da primeira quinzena de agosto superaram os recuos dos preços observados na segunda metade do mês. Em agosto, o valor médio do animal negociado no mercado independente ficou acima do registrado em julho
Nos últimos dias do mês, os preços do vivo recuaram com certa força em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo o enfraquecimento da demanda por carne suína, influenciado pela descapitalização da maior parte da população. Com a menor procura, observou-se um desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno. Colaboradores consultados pelo Cepea relataram que produtos suinícolas oriundos do Sul (principal região produtora) chegaram ao Sudeste com valores mais baixos, reforçando o movimento de desvalorização do produto local. O preço médio do suíno posto na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) caiu fortes 6% na última semana de agosto (de 24 a 31), passando para R$ 7,15/kg no dia 31. Ainda assim, a média mensal fechou a R$ 7,31/kg, 1,4% acima da de julho, sendo a sexta valorização mensal consecutiva; frente a agosto de 2021, o aumento foi de 5%. Na região de Ponte Nova (MG), houve expressiva desvalorização de 10,4% na última semana de agosto, com o animal cotado a R$ 6,95/kg no dia 31. Porém, a média do mês ficou 4,7% acima da de julho e 6,1% superior à de agosto/21, a R$ 7,49/kg no último mês. No mercado de carnes, a fraca demanda na última semana de agosto e o aumento da oferta no mercado doméstico pressionaram as cotações dos cortes suínos. Na média das regiões do estado de São Paulo, o pernil com osso se desvalorizou 4,3% entre 24 e 31 de agosto, a R$ 10,43/kg no dia 31. O lombo foi comercializado a R$ 14,78/kg no dia 31, queda de 1% no mesmo período. Na média de agosto, os cortes também registraram avanço frente a julho. Para o pernil com osso e o lombo, as altas foram de 3,5% e de 0,4%, respectivamente, para as médias de R$ 10,74/kg e de R$ 14,75/kg. Para a carcaça especial, o cenário foi o mesmo: queda de preços na última semana de agosto, mas alta na média do mês. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína se desvalorizou 5,9% entre 24 e 31 de agosto, a R$ 10,06/kg no dia 31. Contudo, a média mensal avançou 5,3% frente à de julho, a R$ 10,38/kg em agosto. No comparativo anual (agosto/21), o aumento foi de 0,6%.
Cepea
Receita e volume de carne suína exportada em 6 dias úteis já são mais de 30% do movimento de setembro de 2021
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura até a segunda semana de setembro (6 dias úteis) seguem com resultados positivos
A receita com as exportações de carne suína até a primeira semana deste mês, US$ 76,8 milhões, representa 31,7% do montante obtido em setembro de 2021, que foi de US$ 242 milhões. No volume embarcado, as 31.105 toneladas são 30,5% do total registrado em setembro do ano passado, com 101.792 toneladas. A| receita por média diária foi de US$ 12,8 milhões valor 11,1% maior do que o de setembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve avanço de 16%. Em toneladas por média diária, 5.184 toneladas, alta de 7% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, alta de 12,09%. No preço pago por tonelada, US$ 2.470, ele é 3,9% superior ao praticado em setembro passado. Frente ao valor da semana anterior, alta de 3,5%. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as exportações de carne suína seguem em trajetória de recuperação. “A China voltou a comprar um pouco mais de carne suína, e também há o mérito do trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e das associações do setor, que estão ampliando mercados para outros países asiáticos além da China, e também da América Latina”, disse ele.
AGÊNCIA SAFRAS
Cotações estáveis para o frango na segunda-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,80/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,26%, custando R$ 7,82/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de valor, custando R$ 4,25/kg, assim como no Paraná, que terminou o dia com R$ 5,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (9), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram com valores inalterados, custando, respectivamente, R$ 8,10/kg e R$ 8,04/kg.
Cepea/Esalq
Exportação de frango atinge quase 40% do total de setembro/21 em seis dias
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura até a segunda semana de setembro (6 dias úteis) atingiram quase 40% do total de setembro do ano passado
A receita até a primeira semana deste mês, US$ 266.4 milhões, já representa 39,7% do montante obtido em setembro de 2021, com US$ 670,6 milhões. No volume embarcado, as 131.867 toneladas são 34% do total registrado em setembro do ano passado, com 388.534 toneladas. A receita por média foi de US$ 44,4 milhões valor 39% maior que o registrado em setembro de 2021. No comparativo com a semana anterior, houve elevação de 22,9%.
Em toneladas por média diária, 21.977 toneladas, houve crescimento de 18,8% no comparativo com o mesmo mês de 2021. Em relação à semana anterior, alta de 26,8%. No preço pago por tonelada, US$ 2.020, ele é 17% superior ao praticado em setembro do ano passado. Frente ao valor atingido na semana anterior, recuo de 3%. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho continua muito positivo. “As exportações seguem agressivas, sem percalços, e o Brasil continua na liderança mundial. Para este ano o Brasil está conseguindo uma excelente distribuição de vendas para países como Japão, Emirados Árabes, e estamos vendo que a China está comprando menos, mas não está fazendo falta”, disse.
AGÊNCIA SAFRAS
INTERNACIONAL
Argentina: Mercado da carne bovina de 2023 igual ao de 2022
A previsão é que 3,08 milhões de toneladas de carne sejam produzidas
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que em 2023 os volumes de exportação de carne bovina argentina mantenham os mesmos números de 2022: cerca de 770 mil toneladas. A previsão é que 3,08 milhões de toneladas de carne sejam produzidas. Em 2023, o estoque de gado no país pode diminuir em até 450 mil cabeças (-8,5%) para 52,95 milhões de cabeças de gado. Já a China deverá ser o principal destino das exportações. Mesmo com a forte demanda global de carne e os preços, as restrições impostas pelo governo para exportação podem impedir a Argentina de enviar maiores volumes, diz o relatório do USDA. De acordo com dados da indústria argentina, o país tem capacidade para exportar um milhão de toneladas de carne bovina por ano. O recorde até agora foi em 2020, quando os argentinos exportam 900 mil toneladas de carne. Ainda de acordo com o relatório, os altos preços mundiais da carne em 2022, colocam a Argentina no caminho certo em termos de valor, mas não em termos de volume, disse o relatório dos EUA.
AGROLINK
China: governo intervém após aumento de 30% no preço da carne suína em um mês
O governo chinês começou a liberar reservas de carne suína em meio ao aumento dos preços da carne suína
O Southern Weekend informou que a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China anunciou em 1º de setembro que aumentaria as reservas de carne suína do governo em setembro. Assim, a comissão liberará as reservas de suínos em lotes e ordenará que todas as cidades liberem conjuntamente as reservas de suínos locais. A decisão veio depois que os preços da carne suína aumentaram acentuadamente em um único mês. De acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, o preço médio da carne suína no mercado atacadista agrícola foi de 29,76 yuans (R$ 21,999) por kg em 1º de setembro, quase 10 yuans/kg acima do mesmo período de 2021. Somente em julho, o preço da carne suína no mercado atacadista nacional atingiu 29,10 yuans (R$ 21,531) por quilo, um aumento de quase 8 yuans por quilo em relação a junho. Isso representa um aumento de 30,6% no mês. Wang Zuli é o principal especialista no departamento de monitoramento e alerta precoce do setor de suínos do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. Ele explicou que o atual aumento do preço da carne suína se deve principalmente a fatores sazonais. Forte demanda e oferta apertada estão elevando os preços. Ele disse que o consumo de carne suína começou a entrar na tradicional alta temporada. Com o impacto de festivais como o Mid-Autumn Festival e o National Day, espera-se que a demanda aumente e os preços aumentem como resultado. Além disso, o preço da carne suína também é afetado pelo ciclo do suíno. Uma nova rodada do ciclo do porco começou em abril e maio, e leva cerca de 10 meses desde a gestação da porca, o nascimento do leitão até o abate. Portanto, o preço está atualmente na faixa ascendente. De acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, o número de porcas reprodutivas aumentou no primeiro semestre de 2021, atingiu um pico em junho passado e depois diminuiu. Isso significa que em março e abril de 2022, a oferta de suínos vivos no mercado era redundante e o preço atingiu o fundo do poço. De abril a maio, o mercado estava com oferta apertada, o preço do suíno entrou na faixa de alta. O aumento do preço da carne suína também se deve ao declínio na eficiência da suinocultura. Embora o governo tenha começado a liberar reservas de carne suína, a quantidade de reservas é limitada. De acordo com o Southern Weekend, a China consome cerca de 700 milhões de suínos vivos por ano, cerca de 50 milhões de toneladas de carne suína. E as reservas de carne suína são inferiores a 2 milhões de toneladas por ano.
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