CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1816 DE 12 DE SETEMBRO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1816 | 12 de setembro de 2022

 

NOTÍCIAS

Boi: São Paulo fechou a semana estável

Após o aumento no preço pago pela arroba do boi gordo no fechamento de quinta (8/9), o dia amanheceu com preços estáveis para todas as categorias destinadas ao abate

Segundo a Scot, a arroba do boi, vaca e novilha fechou a semana valendo R$ 290, R$ 268 e R$ 282, respectivamente (preços brutos e a prazo). A referência do boi-China (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está em R$ 300/@, preço bruto e a prazo. Em Marabá – PA, na comparação diária a cotação do boi gordo e a da vaca gorda caiu R$2,00/@. A cotação da novilha caiu R$5,00/@. No Espírito Santo, queda de R$2,00/@ para as fêmeas destinadas ao abate, na comparação feita dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: Vendas externas seguem recordes, mas internas estão em ritmo lento

Os volumes de carne bovina in natura exportados pelo Brasil vêm crescendo nestes últimos meses, atingindo, em agosto, quantidade recorde, considerando-se toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997

O Brasil exportou 203,23 mil toneladas de carne bovina em agosto, um recorde, sendo 21,5% a mais que em julho/22 e 11,81% maior que no mesmo período do ano passado. Já no mercado interno, as vendas de carne estão lentas. Diante disso, a carcaça casada bovina negociada no atacado da Grande São Paulo registra média de R$ 19,58/kg na parcial de setembro (até o dia 8), quedas de 1,81% na comparação mensal e de expressivos 10,44% na anual, sendo, também, a menor desde outubro de 2019, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI).

Cepea

Boi: preços estáveis fecharam a semana

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as negociações foram pouco fluídas. O feriado na quarta-feira quebrou o ritmo das negociações

Com isso, os frigoríficos operam com escalas relativamente mais curtas neste momento (entre seis e sete dias úteis em média), ainda que a grande indústria ainda conte com a incidência de animais a termo em sua programação. “A demanda por animais padrão China se torna mais aquecida, o que tem resultado em negociações acima da referência média em alguns estados, notadamente em São Paulo”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi teve alta e ficou em R$ 291. Já em Dourados (MS), a cotação ficou em R$276. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia em queda, ficando cotado a R$ 266; em Uberaba (MG), os preços continuam fixados em R$ 280. Em Goiânia (GO), os preços do boi são de R$ 270 a arroba. Já os preços da carne bovina voltaram a subir no mercado atacadista. A primeira quinzena de setembro vem sendo importante para enxugar os estoques de carne bovina, fator preponderante para que haja espaço para nova valorização dos preços da arroba do boi gordo. O quarto dianteiro do boi foi cotado em R$ 16,50.  Já a ponta de agulha teve preços de R$ 16,40. Por fim, o quarto traseiro do boi cresceu e teve preço de R$ 21,10 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

USDA estima queda na importação chinesa de carne bovina em 2023

As importações de carne bovina pela China devem cair para 2,5 milhões de toneladas em 2023, impactadas pelo cenário econômico, incertezas no segmento de hotéis e restaurantes relacionadas às restrições por covid e apertada oferta global, segundo o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

O aumento de mais de 37% nos preços de carne bovina importada pela China resultou em dificuldades para os importadores. Neste segundo semestre, alguns importadores poderão decidir vender o produto abaixo dos preços comprados para evitar custos de refrigeração e estoque, segundo o USDA. O Brasil, principal exportador de carne bovina para a China, com 38% do total importado pelo país asiático nos primeiros sete meses do ano, poderá ser impactado por esse cenário. A China mantém práticas de testagem, desinfecção e certificação adicionais para os produtos importados desde o início da pandemia que podem trazer desafios para os exportadores. Os chineses já suspenderam importações de carnes de unidades produtivas de vários países após essas inspeções. O USDA estima que o consumo de carne bovina da China caia 3% em 2023, mas continue acima dos níveis históricos, a 9,9 milhões de toneladas. “Entretanto, a carne bovina é considerada um produto de luxo pelos consumidores e o consumo deverá ser mais impactado pelas perspectivas econômicas do que pelo preço”, disse o USDA em relatório divulgado na quarta-feira (07). A carne bovina importada pela China é prioritariamente consumida no setor de hotéis e restaurantes, um segmento que ainda tende a ser impactado pelas restrições relacionadas à covid.

CARNETEC

ECONOMIA

Dólar cai, vai abaixo de R$ 5,15 e fecha semana no vermelho

O dólar fechou em queda de mais de 1% ante o real na sexta-feira, pressionado por melhora no apetite por risco internacional e alta nos preços de commodities importantes

A moeda norte-americana à vista caiu 1,16%, a 5,1462 reais, acumulando baixa de 0,78% em relação ao fechamento da última sexta-feira, com as perdas das últimas duas sessões (incluindo esta) e de segunda-feira compensando o salto de 1,67% visto na terça. A divisa norte-americana terminou este pregão no menor valor desde 30 de agosto (5,1120 reais) e teve a maior queda percentual diária desde 23 de agosto (-1,26%). Na B3, às 17:10 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,32%, a 5,1775 reais. Por trás desse movimento, “destaco a China”, disse à Reuters Lucas Serra, analista da Toro Investimentos, citando desaceleração em dados de inflação da segunda maior economia do mundo, divulgados na noite de quinta (horário de Brasília). Com o arrefecimento nas pressões de preços, “foram abertas possibilidades para que a China injete mais dinheiro na economia para fomentar o crescimento”, avaliou Serra. “Essa expectativa de maior crescimento chinês, em parte por esses estímulos, acaba favorecendo investimentos em ativos de risco”, como moedas de países emergentes, cesta que inclui o real, acrescentou ele. Os preços de produtos como minério de ferro e petróleo dispararam na sexta-feira. Serra também atribuiu parte do apetite por risco internacional a “movimento corretivo” na esteira de falas mais duras de autoridades do banco central norte-americano, o Federal Reserve, que reforçou nesta semana seu compromisso com o combate à inflação, alimentando apostas em um terceiro aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual nos juros pela instituição.

REUTERS

Ibovespa avança 2% e assegura alta na semana com apoio externo

O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% na sexta-feira, garantindo desempenho positivo na semana, com Vale disparando 7,8% após o minério de ferro atingir máxima em duas semanas

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,17 %, a 112.300,41 pontos, acumulando na semana alta de 1,3%. Até a véspera, contabilizava uma perda de 0,86%. O volume financeiro no dia somou 24,4 bilhões de reais. Na visão do sócio e estrategista da Meta Asset Management, Alexandre Póvoa, a bolsa paulista refletiu o dia mais forte das commodities no mercado externo, bem como recuperação de ações ligadas à economia doméstica. Para o analista da Top Gain Sidney Lima, o Ibovespa também ganhou tração com dados de inflação na China, que validaram a visão no mercado de mais estímulos econômicos naquele país no curtíssimo prazo. Investidores também reagiram à queda de 0,36% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em agosto, melhor resultado para o mês desde 1998 e quarto melhor para todos os meses da série do IBGE, iniciada em 1980. Ainda assim, o recuo foi um pouco menor do que o esperado, com aumento no índice de difusão do IPCA – para 65%, ante 63% em julho, na primeira alta desde abril, embora ainda abaixo dos índices ao redor de 75% vistos nos primeiros meses do ano.

REUTERS

IPCA tem segundo mês de queda em agosto e inflação em 12 meses é 8,73%

A inflação ao consumidor no Brasil teve o segundo mês de queda em agosto, ainda sob o impacto positivo do recuo dos preços dos combustíveis, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira

Com a nova queda do índice, menos intensa do que a registrada em julho, a inflação em 12 meses ficou abaixo de dois dígitos pela primeira vez em um ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,36% em agosto, melhor resultado para o mês desde 1998, quando houve deflação de 0,51%, e quarto melhor para todos os meses da série do IBGE, iniciada em 1980. A queda veio após a deflação de 0,68% registrada em julho. Em 12 meses, o IPCA ficou em 8,73%, ante uma alta de 10,07% do mês anterior. A principal contribuição para a deflação no mês veio mais uma vez do Grupo de Transportes, com queda de 3,37%, sob o impacto do recuo de 10,82% dos combustíveis. O grupo contribuiu para uma queda de 0,72 ponto percentual da inflação. O Grupo Comunicação, que tem peso menor sobre o índice geral, caiu 1,10% em agosto. O destaque de alta veio do Grupo Saúde e cuidados pessoais, com 1,31%, e uma contribuição de alta de 0,17 ponto percentual no índice geral. Já o Grupo Alimentação e Bebidas teve alta de 0,24%, após aumento de 1,30% no mês anterior.

REUTERS

BNDES barra pedidos de financiamento demais duas linhas do Plano Safra

Foram suspensos os protocolos de pedidos da linha de custeio do Pronaf da Faixa II e o Programa Crédito Agropecuário Empresarial de Custeio

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) suspendeu o protocolo de pedidos de financiamentos de mais duas linhas de crédito rural do Plano Safra 2022/23 nesta semana. Os programas foram fechados por causa no “nível de comprometimento dos recursos disponíveis”. Desta vez, foram suspensas a linha de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) da Faixa II, com juros há um dia Agronegócios de 6% ao ano, e o Programa Crédito Agropecuário Empresarial de Custeio, que atende produtores de grande porte. No fim de agosto, o BNDES suspendeu o protocolo para novos financiamentos em diversas linhas, como investimento empresarial, do Pronaf e do Pronamp, ABC+, Inovagro, PCA e Moderfrota. Outras instituições financeiras receberam limites equalizáveis nesta temporada e ainda podem ter saldos para financiamentos com subvenção nessas linhas.

VALOR ECONÔMICO

Número de empresas fechadas sobe quase 25% em um ano

Segundo quadrimestre teve mais de 600 mil negócios encerrados no país

Dados do Ministério da Economia apontam uma onda de redução no número de aberturas de empresas e avanço nos casos de fechamento neste ano. Entre maio e agosto, mais de 600 mil empresas foram fechadas no país. O movimento já vinha acontecendo desde 2020 e não arrefeceu com a melhora no cenário da pandemia. O volume de empresas fechadas é cerca de 10% maior do que o registrado no quadrimestre anterior e quase 25% superior ao patamar do mesmo período no ano passado. Já o número de aberturas ficou em torno de 1,4 milhão, que representa um crescimento de 2% em relação ao período anterior, porém, uma queda de 3% na comparação com o mesmo quadrimestre de 2021.

FOLHA DE SP

Produção industrial avança em apenas 4 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em julho

Segundo o instituto, houve crescimento no Pará (4,7%), Mato Grosso (3,7%), Santa Catarina (1,9%) e Rio de Janeiro (0,7%)

Apesar da alta na média nacional, a produção da indústria brasileira teve avanço em apenas quatro dos 15 locais pesquisados em julho, ante junho, pela Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (09).  Na média brasileira, a indústria teve alta de 0,6% em julho, frente a junho, segundo o resultado divulgado pelo IBGE na última semana. Na sexta, o instituto detalhou o resultado pelos diferentes locais acompanhados pela pesquisa. As quatro altas foram registradas em Pará (4,7%), Mato Grosso (3,7%), Santa Catarina (1,9%) e Rio de Janeiro (0,7%), enquanto Minas Gerais registrou estabilidade. Principal parque industrial do país, São Paulo teve queda de 0,6% de sua produção em julho, frente a julho. As demais reduções foram registradas em Espírito Santo (-7,8%), Bahia (-7,3%), região Nordeste (-6,0%), Ceará (-4,1%), Amazonas (-2,6%), Pernambuco (-1,9%), Paraná (-1,4%), Rio Grande do Sul (-0,7%) e Goiás (-0,4%). Frente a julho de 2021, a produção industrial caiu em quatro dos 15 locais pesquisados. Nessa comparação, a produção industrial nacional teve queda de 0,5%. Nesse mês, Espírito Santo (-10,6%) teve a redução mais acentuada, seguida por Ceará (-3,9%), Região Nordeste (-3,1%) e Pernambuco (-2,6%). Por outro lado, Mato Grosso (25,6%) apontou avanço de dois dígitos e o mais intenso em julho de 2022. Amazonas (7,7%), Pará (4,8%), Santa Catarina (3,1%), Rio Grande do Sul (2,7%), Rio de Janeiro (1,7%), São Paulo (1,7%), Goiás (0,9%), Minas Gerais (0,6%), Paraná (0,1%) e Bahia (0,1%) também mostraram taxas positivas no mês. O acumulado no ano foi negativo em nove dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pará (-8,0%), Ceará (-4,5%) e Santa Catarina (-4,2%). Leia mais: PIB: Indústria surpreende e tem expansão de 2,2% no 2º trimestre, ante 1º tri · Já o acumulado dos últimos 12 meses teve 12 dos 15 locais pesquisados com taxas negativas.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Grupo Zanchetta passa a abater 1,3 mil bois/dia com MS

O Grupo Zanchetta passará a abater 1,3 mil cabeças de boi/dia a partir deste mês de setembro. O índice será alcançado com o início da operação da antiga planta frigorífica da Minerva Foods, em Batayporã (MS), desativada desde 2015 por conta de um incêndio

A planta frigorífica Sul Matogrossense recebeu investimentos por parte do Grupo Zanchetta e começa a operar abatendo entre 600 e 700 mil cabeças de boi/dia. O volume se soma aos 600 abates diários do Frigorífico Mondelli, instalado em Bauru e adquirido pelo Grupo Zanchetta em 2019. Segundo José Carlos Zanchetta, presidente do Grupo, a decisão de investir no processamento de carne bovina surgiu ante a necessidade de pausar um outro grande projeto do Grupo. Em 2019, a empresa anunciou o investimento de R$ 730 milhões em um grande complexo avícola em Conchal, no interior de SP. “Não tínhamos garantia de preço, nem de prazo, houve alterações absurdas e num curto espaço de tempo”, salientou. “Foi quando decidimos colocar o projeto em standby e, nesse interim, como a empresa continuava preparada para investimentos, nós adquirimos outras oportunidades e seguimos em frente”, completou. A decisão de suspender temporariamente as obras do novo complexo avícola de Conchal se deveu à necessidade de garantir a sustentabilidade do negócio. O empresário faz questão de frisar que em termos de investimentos, é preciso “ter cabeça na lua e pé no chão”.

Assessoria GRUPO ZANCHETTA

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos vivo sobe 0,32% no Paraná e em Santa Catarina

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 127,00/R$ 133,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 10,00 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (8), houve alta de 0,32% tanto no Paraná quanto em Santa Catarina, custando, respectivamente, R$ 6,27/kg e R$ 6,30/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 6,96/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,36/kg), e São Paulo (R$7,12/kg).

Cepea/Esalq

Quilo do suíno vivo ao produtor independente no Rio Grande do Sul fica estável em R$ 6,70/kg

A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou estabilidade no preço pago ao suinocultor independente pelo quilo do suíno vivo; a cotação foi de R$6,70 na sexta-feira (9). O levantamento é realizado pela Associação de Criadores de Suínos do RS – ACSURS.

O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 89,00. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.550,00 e da casquinha de soja é de R$ 1.300,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,22. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,40 (base suíno gordo) e R$ 5,50 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 17/08; Cooperativa Languiru R$ 5,40, vigente desde 26/08; Cooperativa Majestade R$ 5,40, vigente desde 17/08; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,40, vigente desde 1º/09; Alibem R$ 4,20 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,50 (leitão), vigentes desde 22/08; BRF R$ 5,20, vigente desde 10/08; Estrela Alimentos R$ 4,40 (base creche e terminação) e R$ 5,45 (leitão), vigentes desde 19/08; JBS R$ 5,10, vigente desde 23/05; e Pamplona R$ 5,40 (base terminação) e R$ 5,50 (base suíno leitão), vigentes desde 17/08.

ACSURS

Oferta de suínos na China é suficiente, preços permanecem ‘razoáveis’, diz planejador estatal

O planejador estatal da China disse na sexta-feira que a oferta de suínos do país é suficiente, apesar de um recente aumento nos preços que alguns atribuíram ao declínio da produção

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) disse em um comunicado em sua conta oficial do Wechat que se reuniu recentemente com os principais criadores e processadores de suínos para avaliar a oferta e a demanda atuais de carne suína. “Todas as partes acreditam que a atual capacidade de produção de suínos vivos é geralmente razoável e suficiente, e o número de porcas férteis continuou a aumentar”, afirmou. A oferta de suínos vivos aumentará nos próximos meses antes do período de pico de demanda, mantendo o preço “dentro de uma faixa razoável”, acrescentou. Os preços do suíno na China subiram cerca de 40% desde o início do ano para 22,5 yuans (US$ 3,25) por quilo na principal província produtora, Henan. Os preços crescentes do suíno estão elevando o preço da carne básica da China, em um momento em que o crescimento econômico está diminuindo. Grandes produtores e analistas dizem que a oferta diminuiu depois que os agricultores sofreram grandes perdas desde o verão passado, levando muitos a reduzir seus rebanhos reprodutores. A NDRC disse que as empresas culparam alguns meios de comunicação por exagerar os aumentos de preços. Ele disse que prestará muita atenção ao mercado e tomará medidas quando necessário para garantir que os preços dos suínos permaneçam razoáveis.

REUTERS

China vai reduzir importações de matrizes e carne suína em 2023

USDA prevê redução de importações da China para 5 mil cabeças de matrizes e 1,85 milhão de toneladas de carne suína

A China vai reduzir suas importações de matrizes suínas e carne suína em 2023, para 5 mil cabeças e 1,85 milhão de toneladas, respectivamente, de acordo com o escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim. Segundo o relatório, o movimento é explicado pela redução nos preços no mercado doméstico. “A sensibilidade ao preço pelo consumidor e a concorrência entre os produtores devem restringir os aumentos das cotações de ambos, apertando as margens do setor no país”, disse o USDA. No próximo ano, a produção chinesa de suínos deverá alcançar a marca de 675 milhões de cabeças, mesmo com perdas na atividade ao longo de 2021 e no primeiro semestre de 2022, apontou o adido. “Grandes produtores permaneceram firmes (na atividade), mesmo com as perdas, devem cumprir as metas de produção em 2023 e manter a participação de mercado”, acrescentou. A produção de carne suína está prevista em 52 milhões de toneladas no próximo ano. “Volume menor ante os níveis pré peste suína africana (PSA), mas em linha com a procura do consumidor e perspectivas econômicas otimistas”, disse. Quanto às importações das matrizes, o USDA explicou que preços mais baixos, maiores custos de transportes, requisitos rigorosos de quarentena, testes de importação e restrições relacionadas à covid-19 devem pesar nas compras. A projeção do adido é a de que recuem 8% ante a estimativa para 2022. As compras de carne suína também devem recuar em 2023, refletindo a estabilização na produção doméstica e preços estacionados. “Importações devem ser restritas, já que os preços globais da carne suína são menos competitivos em comparação aos preços domésticos”, acrescentou o relatório.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Frango no atacado em São Paulo fechou com alta de 3,31%

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,80/kg, enquanto o frango no atacado subiu 3,31%, custando R$ 7,80/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg; o Paraná, por sua vez, viu queda de 2,01%, atingindo R$ 5,36/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (8), a ave congelada ficou com preço inalterado, valendo R$ 8,10/kg, enquanto a resfriada teve leve alta de 0,12%, fechando em R$ 8,04/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Exportação volta a crescer; destacam-se Angola e Chile

Depois de caírem com força em julho, as exportações brasileiras de carne de frango voltaram a crescer em agosto

Pelo segundo mês consecutivo, o Japão seguiu na liderança como o maior destino da proteína nacional. Segundo dados da Secex, as exportações brasileiras de carne de frango somaram 437,9 mil toneladas em agosto, volume 8% superior ao registrado em julho e 15,3% acima do observado no mesmo período do ano passado. Os envios à Angola e ao Chile se destacaram: o volume praticamente dobrou de julho para agosto. No caso do país africano, as exportações passaram de 8,3 mil toneladas em julho para 16,5 mil toneladas em agosto.; para o chinelo, os envios passaram de 6,2 mil t para 12,3 mil t.

Cepea

Novo surto de gripe aviária em Ohio leva ao abate 3 milhões de frangos nos EUA

De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, a doença obrigou o abate de 43 milhões de frangos e perus só neste ano no país

Uma granja avícola de Ohio, na região centro-oeste dos Estados Unidos, identificou um surto de gripe aviária, informaram, na quarta-feira, 7, autoridades agrícolas estaduais e federais. O caso confirmado no fim de semana em Defiance County afetou cerca de 3 milhões de frangos, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA. A granja de ovos já iniciou o processo de abate, disse o veterinário estadual Dennis Summers. Após uma pausa de vários meses, a doença que obrigou ao abate de 43 milhões de frangos e perus só neste ano nos Estados Unidos reapareceu na região mais cedo do que o esperado pelas autoridades, com casos em Indiana, Minnesota, Dakota do Norte e Wisconsin na última semana. Vários surtos também foram identificados na costa oeste dos Estados Unidos. O surto no início do ano levou ao aumento dos preços dos ovos e da carne, que se dissipou em junho, mas as autoridades alertaram na época que poderia haver uma reação no fim do ano.

Estadão Conteúdo

INTERNACIONAL

Chineses querem renegociar carne, diz consultoria

No pacote de preocupações com a China, a paridade do yuan com o dólar é sinal de alerta para os exportadores mundiais dependentes dessa economia

As importações ficam mais caras para o país com a moeda local desvalorizada. A Agrifatto, em informe para seus clientes na sexta (9), já registrou que houve pressão sobre os preços da carne bovina brasileira, em valores que serão consolidados quando a Secex relatar as vendas oficiais de setembro dos participantes, sendo Marfrig, JBS, Minerva e Frigol entre os principais. Os três primeiros, listados na B3, entram no radar dos investidores. Pequim luta para evitar a desvalorização da divisa via afrouxamento monetário. O mercado local fechou hoje em leve queda, mas ainda ralando próximo de 1 yuan para US$ 7. Embora se generalize para todos os produtos adquiridos dos fornecedores, as commodities agrícolas ainda têm o suporte das cotações de Chicago e Nova York. Os preços podem até sentir a falta de estímulo de alta que viria com demanda mais elástica dos chineses, que poderiam importar mais se o câmbio estivesse mais favorável – e isso explica, em parte, a redução de 24% das importações de soja em agosto -, mas há outros fatores em jogo. O caso das carnes é diferente, porque não existe bolsa de futuros regulando. A formação de preços praticamente é determinada entre comprador e vendedor. E o peso da China, ‘pesa’, ante a dependência absoluta desse destino para a proteína brasileira. “O mercado chinês forçou pressões baixistas sobre as cotações e conseguiu efetivar graças ao aceite dos exportadores brasileiros”, escreveu a consultoria. Apesar disso, há fôlego de alta para as exportações ao país asiático, que começa a se preparar para formar os grandes estoques para início de 2023. Em agosto, sozinha a China comprou 131,8 mil toneladas, de um total de 230,1 mil/t, injetando mais de 60% das receitas totais de US$ 1,36 bilhão.

Money Times

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