CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1797 DE 15 DE AGOSTO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1797 | 15 de agosto de 2022

 

NOTÍCIAS

BOI: Mais um dia de estabilidade de preços em São Paulo

O mercado está parado. Após as notícias recentes e escalas que já estavam longas, as indústrias paulistas permaneceram fora das compras

Com isso, os preços pagos pela arroba dos bovinos para abate não tiveram alterações na comparação feita com o dia anterior (11/8). Na Região de Campo Grande – MS, na comparação diária, queda de R$2,00/@ de boi gordo. Demais categorias estáveis. Na região de Cuiabá – MT, os preços estão em queda. Na comparação com o fechamento do dia anterior, a queda foi de R$3,00/@ para todas as categorias de bovinos para abate. Com isso, a cotação do boi gordo destinado ao mercado interno (sem prêmio-exportação) segue valendo R$ 300/@, segundo os dados da Scot. Para o boi-China, paga-se ao redor de R$ 310/@ em São Paulo, enquanto vaca e a novilhas gordas são negociadas, respectivamente, por R$ 278/@ e R$ 292/@ (preços brutos e a prazo), de acordo com o levantamento realizado pela Scot.

SCOT CONSULTORIA                        

Média nacional das escalas de abate atinge o maior patamar dos últimos 4 anos

A paralisação temporária de algumas unidades frigoríficas, motivada pela decisão da JBS em anunciar férias coletivas, trouxe novas apreensões para o mercado do boi gordo na segunda semana de agosto

Com isso, os preços da arroba do boi gordo cederam e as escalas avançaram consideravelmente em boa parte das regiões pecuárias, o que fez a média nacional das programações de abate atingir 13 dias úteis na sexta-feira (12/8), o maior patamar dos últimos 4 anos, resultando em um avanço de 3 dias em relação ao quadro observado na sexta-feira anterior (5/8), informa a Agrifatto. São Paulo – Os frigoríficos locais fecharam a sexta-feira com 17 dias úteis programados, alta de 3 dias no comparativo entre as semanas. Minas Gerais – As indústrias mineiras conseguiram avançar as suas escalas em 8 dias e a média das programações se encontram completas para 23 dias úteis. Pará – Os frigoríficos encerraram a semana com a média de 15 dias úteis programados, 3 dias de alta no comparativo semanal. Mato Grosso do Sul – As programações de abate se encontram na casa de 12 dias úteis, avançando 2 dias úteis sobre as escalas da sexta-feira anterior. Mato Grosso – As indústrias matogrossenses fecharam a semana com as escalas próximas dos 11 dias úteis, 4 a mais do que foi visto na última semana. Goiás – As escalas de abate continuaram na média de 10 dias úteis, sem alterações ante a sexta-feira passada. Tocantins – Os frigoríficos locais fecharam a semana com as programações de abate na média de 8 dias úteis, avanço semanal de 1 dia.

Rondônia – As escalas seguem próximas dos 7 dias úteis, em linha com o registrado na última semana.

AGRIFATTO

Boi: cotações despencam no encerramento da semana

Diferentemente do previsto muitos frigoríficos continuaram ausentes da compra de gado e devem retornar ao mercado nos próximos dias tentando preços ainda mais baixos

O mercado físico de boi gordo continuou em queda na sexta-feira (12), fechando a semana com tom de pessimismo. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, muitos frigoríficos continuaram ausentes da compra de gado e devem retornar ao mercado nos próximos dias tentando preços ainda mais baixos, sinalizando para posição de conforto em relação a escala de abates. “Vale mencionar ainda que algumas unidades anunciaram férias coletivas ao longo dos últimos dias, fator que acaba trazendo pressão e preocupação entre os pecuaristas”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi teve mais uma queda e fechou com preço de R$ 300. Já em Dourados (MS), os preços despencaram para R$280. Em Cuiabá (MT) a arroba de boi gordo ainda foi cotada em R$ 280. Simultaneamente, em Uberaba (MG), houve queda brusca e a arroba ficou em R$ 280. Em Goiânia (GO), os preços do boi caíram R$10 e a cotação ficou em R$ 280 a arroba. O mercado atacadista de boi gordo ainda operou com preços estáveis. Contudo, há a sinalização de um quadro menos promissor para o curto prazo, considerando que o apelo ao consumo deve cair após o dia dos pais e devido à menor capitalização das famílias. Os frigoríficos seguem apontando para uma posição confortável em seus estoques, o que também é uma variável que tende a pesar negativamente, destaca Iglesias. O quarto dianteiro do boi continuou com preço de R$ 16,80, assim como a ponta de agulha também continuou cotada a R$ 16,75. O quarto traseiro do boi mantém-se em R$ 22 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar bate mínima em 2 meses com rali global de risco por esperança sobre Fed

O dólar terminou em forte queda o pregão da sexta-feira, indo ao menor patamar em dois meses e engatando a terceira semana consecutiva de perdas, com operadores espelhando a fraqueza da moeda ante divisas emergentes e correlacionadas às commodities em um cenário de esperanças de menor aperto monetário nos EUA

O dólar à vista caiu 1,66% na sexta, a 5,0742 reais, mínima desde 15 de junho (5,0278 reais). O dólar aqui desviou da alta de 0,5% de um índice da moeda norte-americana contra pares de mercados desenvolvidos. Na lista de vencedores no mercado de câmbio nesta sexta estiveram moedas de risco, com juros mais altos atrelados e mais golpeadas pelas perspectivas mais duras para a política monetária dos EUA. As taxas dos títulos do Tesouro dos EUA, uma medida da trajetória dos juros por lá, caíram. “Nosso exercício de correlação simples sugere que um recuo nas taxas dos EUA beneficiaria uniformemente os ativos de risco de mercados emergentes, mas mais significativamente o crédito e as moedas de alto rendimento”, disseram estrategistas do Barclays em relatório. “O real tem a maior taxa de juros do mundo civilizado, e isso tende a ajudar a moeda”, disse Ronaldo Patah, estrategista-chefe da UBS Consenso, multi-family office do UBS no Brasil. Patah segue vendo o preço “justo” para o dólar em 5,00 reais. No acumulado desta semana o dólar recuou 1,83%. Na parcial de agosto, cai 1,90%, aprofundando a queda em 2022 para 8,96% –boa parte dela construída nos primeiros meses do ano.

REUTERS

Ibovespa avança com balanços e Petrobras

O Ibovespa avançou forte e fechou acima dos 112 mil pontos nesta sexta-feira, embalado por uma bateria de resultados corporativos e pela disparada de Petrobras, enquanto apostas relacionadas aos juros nos Estados Unidos e no Brasil asseguraram o melhor desempenho semanal

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,33%, a 112.270,52 pontos, de acordo com dados preliminares, acumulando uma alta de 5,45% na semana – a quarta consecutiva de valorização e maior ganho semanal desde a semana encerrada em 6 de novembro de 2020. O volume financeiro somava 31 bilhões de reais.

REUTERS

Mais da metade dos trabalhadores em 11 Estados estão no setor informal, diz IBGE

Na média brasileira, a parcela do pessoal ocupado que trabalha no setor informal era de 40% no segundo trimestre de 2022

Onze das 27 unidades da federação têm mais da metade de seus trabalhadores ocupados no setor informal, mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral, divulgada na sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Todos eles estão nas regiões Norte e Nordeste. Na média brasileira, a taxa de informalidade – parcela do pessoal ocupado que trabalha no setor informal – era de 40% no segundo trimestre de 2022. A pior situação do país neste quesito é a do Pará, onde 61,8% do pessoal ocupado estão em vagas informais, seguido por Maranhão (59,4%), Amazonas (57,7%), Piauí há 2 dias Brasil (56,1%), Rondônia (50,4%), Amapá (51,4%), Ceará (52,8%), Paraíba (52,2%), Pernambuco (52,9%), Sergipe (52%) e Bahia (53,1%). Considerando também os Estados com taxa de informalidade acima dos 40%, são 17 das 27 unidades da federação. Por outro lado, Estados do Sul e do Sudeste tem taxas mais próximas dos 30%, como Santa Catarina (27,2%), São Paulo (31,1%), Paraná (32,2%) e Rio Grande do Sul (32,8%). “A gente sabe que a informalidade tem algumas características relacionadas às atividades econômicas, sabe que está principalmente no comércio, em alguns serviços e na construção e menos na indústria e nos serviços prestados às empresas. E é justamente nos Estados do Norte e Nordeste do país que há uma incidência maior de pessoas ocupadas nessas atividades de mais informalidade”, afirmou a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. Em Estados como São Paulo e Rio de Janeiro, disse ela, há uma diversidade econômica maior. Com isso, embora exista a informalidade, sua incidência é menor que em outros locais. “Não é que não vai ter comércio ambulante ou serviços informais, mas é que há um peso maior de outras atividades, então essa taxa de informalidade é menor. A dinâmica econômica e setorial das diversas regiões acaba proporcionando uma maior ou menor incidência do trabalho informal”, explicou.

VALOR ECONÔMICO                  

Brasil tem 2,985 milhões de desempregados há dois anos ou mais, diz IBGE

Outros 1,227 milhão buscavam emprego havia pelo menos um ano, porém menos de dois anos, segundo dados da Pnad Contínua

No segundo trimestre de 2022, o País tinha 2,985 milhões de pessoas em situação de desemprego de mais longo prazo, ou seja, em busca de um trabalho há pelo menos dois anos. Se considerados todos que procuram emprego há pelo menos um ano, esse contingente em situação de desemprego de longa duração sobe a 4,212 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo IBGE. O contingente que tentava uma oportunidade de trabalho há dois anos ou mais respondia por 29,6% do total de 10,080 milhões de desempregados existentes no segundo trimestre deste ano. Houve melhora em relação ao primeiro trimestre, quando essa população totalizava 3,463 milhões de pessoas, ou seja, 478 mil pessoas a menos nessa situação. Outros 1,227 milhão buscavam emprego havia pelo menos um ano, porém menos de dois anos, 12,2% do total de desocupados. Esse contingente diminuiu em 319 mil pessoas ante o primeiro trimestre do ano. Mais 4,287 milhões de brasileiros procuravam trabalho há mais de um mês, mas menos de um ano, 42,5% do total de desempregados, 592 mil pessoas a menos que no trimestre anterior. Um total de 1,581 milhão de brasileiros tentavam uma vaga há menos de um mês, 15,7% dos desempregados, 479 mil pessoas a menos nessa situação ante o trimestre anterior.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Desemprego cai em 22 estados no segundo trimestre

Taxa no Brasil foi de 9,3% no mesmo período, diz IBGE. No Brasil, a renda foi estimada em R$ 2.652 no segundo trimestre, conforme os dados divulgados já no final de julho. É o menor valor para o período na série histórica, iniciada em 2012

Em um contexto de retomada de atividades econômicas, a taxa de desemprego teve queda em 22 estados no segundo trimestre, frente aos três meses anteriores, informou na sexta-feira (12) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Houve estabilidade nas outras cinco unidades da federação, de acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). As reduções mais intensas, de mais de 3 pontos percentuais, ocorreram no Tocantins (de 9,3% para 5,5%), em Pernambuco (de 17% para 13,6%) e em Alagoas (de 14,2% para 11,1%). Em São Paulo, estado mais populoso do país, a taxa de desemprego recuou de 10,8% para 9,2%. Segundo os critérios da pesquisa, Distrito Federal (11,5%), Amapá (11,4%), Ceará (10,4%), Rondônia (5,8%) e mato Grosso (4,4%) mostraram relativa estabilidade frente ao primeiro trimestre, sem variações estatísticas tão relevantes. Entre abril e junho, as maiores taxas de desemprego foram registradas na Bahia (15,5%), em Pernambuco (13,6%) e em Sergipe (12,7%), na região Nordeste. As menores ficaram localizadas em Santa Catarina (3,9%), Mato Grosso (4,4%) e Mato Grosso do Sul (5,2%), nas regiões Sul e Centro-Oeste. A Pnad considera tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal. Ou seja, são avaliados desde empregos com carteira assinada e CNPJ até os populares bicos. No Brasil, a taxa de desemprego recuou para 9,3% no segundo trimestre, conforme dados divulgados pelo IBGE no último dia 29. É o menor patamar para esse período desde 2015. À época, o indicador estava em 8,4%, e a economia atravessava recessão. O número de desempregados no país, por sua vez, diminuiu para 10,1 milhões de abril a junho deste ano, em um contexto de menores restrições a atividades econômicas. Adriana Beringuy, coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, avaliou na sexta que o aumento da ocupação contribuiu para a queda do desemprego em diferentes recortes, incluindo o geográfico. Porém, a pesquisadora frisou que a renda do trabalho não vem acompanhando essa expansão na mesma velocidade. Vagas com salários menores e o impacto da inflação podem explicar o rendimento fragilizado na média, segundo ela. No Brasil, a renda foi estimada em R$ 2.652 no segundo trimestre, conforme os dados divulgados já no final de julho. É o menor valor para o período na série histórica, iniciada em 2012. “O rendimento não vem apresentando uma expansão em termos reais”, disse Beringuy. A Pnad também sinalizou que, enquanto as taxas de desemprego dos homens (7,5%) e das pessoas brancas (7,3%) ficaram abaixo da média nacional (9,3%), os índices das mulheres (11,6%) e das pessoas pretas (11,3%) e pardas (10,8%) continuaram mais altos no segundo trimestre deste ano.

FOLHA DE SÃO PAULO

MEIO AMBIENTE

Desmatamento na Amazônia bate recorde nos primeiros 7 meses do ano

O desmatamento na floresta amazônica brasileira atingiu um recorde nos primeiros sete meses do ano, mostraram dados preliminares do governo na sexta-feira, enquanto o país caminha para o pior período da temporada anual de queimadas

De acordo com dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 5.474 quilômetros quadrados foram desmatados na região de janeiro a julho, um aumento de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado, o que significa que uma área sete vezes o tamanho da cidade de Nova York foi destruída no período. Somente em julho, o desmatamento totalizou 1.487 quilômetros quadrados, praticamente igualando os níveis observados no mesmo mês de 2021. A área desmatada no mês passado foi quase a mesma da cidade de São Paulo. Ambientalistas e especialistas culpam Bolsonaro por reverter a proteção ambiental, abrindo espaço para madeireiros e pecuaristas desmatarem áreas na Amazônia. “É mais um número que estarrece, mas não surpreende”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo do grupo ambiental Observatório do Clima, acrescentando que o desmatamento “fora de controle” na Amazônia veio na onda das estratégias do governo para reduzir a proteção. O Palácio do Planalto encaminhou ao Ministério do Meio Ambiente pedido de comentário. O ministério destacou que “o acumulado dos últimos 12 meses aponta redução de 2,16%” no desmatamento. Os números mais recentes ocorrem no momento em que o Brasil se aproxima do pior período de sua temporada anual de queimadas na Amazônia. Dados do Inpe mostram que os registros de incêndios na região tendem a aumentar em agosto e setembro. Em julho, esses registros aumentaram 8% em relação ao ano anterior, para um total de 5.373, embora permanecendo abaixo da média de 6.213. No mês passado, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu uma licença prévia que permitirá que uma grande rodovia seja asfaltada no centro da floresta amazônica, em um movimento que ameaça aumentar ainda mais o desmatamento.

Reuters

EMPRESAS

Recuperação de preços da carne vendida à China anima Marfrig

Tendência beneficia exportações a partir do Brasil

O preço da carne bovina vendida pela Marfrig do Brasil para a China está começando a subir novamente, após uma queda em julho, afirmou o CEO da companhia para a América do Sul, Miguel Gularte. “A perspectiva é que essa recuperação siga ocorrendo”, disse, em teleconferência com analistas sobre os resultados da empresa do segundo trimestre. O executivo reforçou, ainda, que a diferença entre o preço da tonelada recebido pela empresa pela carne exportada e a média brasileira — com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) — também aumentou. A Marfrig não revela o número da companhia. A operação sul-americana ganhou uma atenção especial dos analistas na sexta-feira. No trimestre passado, o sólido desempenho da empresa na região ajudou a reduzir a queda provocada por um aperto nas margens da controlada americana National Beef. Entre abril e junho, a receita líquida da Marfrig na América do Sul avançou 41,6% em relação a igual período do ano passado, para R$ 7,1 milhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado quase quadruplicou, para R$ 678 milhões. Gularte reforçou que a plataforma de vendas da empresa à Ásia deu tração para o resultado. A companhia tem sete plantas no Brasil habilitadas a exportar para a China, além de quatro no Uruguai e duas na Argentina. “Cerca de 74% das nossas exportações foram para a Ásia, mas nós não somos dependentes da China. Também tivemos bom desempenho na Europa e nos Estados Unidos, com ajuda da National Beef para performar”, disse Gularte. O CEO para a América do Sul afirmou que a carne brasileira é adequada para uso em hambúrgueres e outros produtos industrializados, que seguem bastante demandados pelo delivery e e-commerce nos EUA. Para avançar também no mercado brasileiro, a Marfrig continua investindo em produtos de maior valor agregado. Uma nova fábrica de hambúrgueres será inaugurada em Bataguassu (MS) em breve. “Temos nos esforçados para aumentar a venda de produtos com marcas. Isso, frente a uma situação econômica desafiadora, permite um resultado melhor. Com todos esses aspectos, esperamos colher bons frutos na América do Sul nos próximos meses”, afirmou Gularte. No Uruguai, a oferta está um pouco menor devido à entressafra, mas deve se normalizar a partir de setembro. E a possibilidade de vender carne com osso de animais de todas as idades à China colabora para sustentar os embarques, segundo Gularte. Na Argentina, por sua vez, a Marfrig aposta em hambúrgueres e salsichas para vender no mercado doméstico, alimentando as exportações — que foram limitadas pelo governo argentino — com produtos de valor agregado e carne que atenda à cota Hilton na Europa, mais vantajosa. “Juntando os três países, fomos os maiores exportadores de cota Hilton na temporada 2021/22”, mencionou Gularte.

VALOR ECONÔMICO

Masterboi inaugura, dia 15, em Pernambuco, primeira planta frigorífica no Nordeste

A primeira planta industrial frigorífica da Masterboi no Nordeste será inaugurada nesta segunda-feira,15 de agosto, na cidade de Canhotinho, Agreste de Pernambuco, a 206 quilômetros da capital

A empresa, fundada há 22 anos, mantém sua sede no Recife e está entre os maiores frigoríficos do país, com duas unidades industriais na Região Norte – uma em Nova Olinda, no Tocantins; e outra em São Geraldo do Araguaia, no Pará. Maior frigorífico industrial do Nordeste e o único a operar com o Serviço de Inspeção Federal (SIF) na região, a nova unidade segue o padrão de qualidade Masterboi, que garante o acesso aos mercados nacional e internacional, e, inicialmente, poderá exportar para os países do bloco Lista Brasil, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Instalado numa área de 111 hectares, com 21 mil metros quadrados de área construída, o novo frigorífico industrial tem capacidade de abater 700 cabeças de gado por dia, além de ovinos, caprinos e suínos, podendo atingir a meta de 1400 animais/dia, em médio prazo. A primeira planta industrial frigorífica da Masterboi no Nordeste será inaugurada nesta segunda-feira,15 de agosto, na cidade de Canhotinho, Agreste de Pernambuco, a 206 quilômetros da capital.

MASTERBOI

Demanda asiática por carne bovina deve seguir forte, avalia presidente da JBS

A JBS, maior companhia global de carnes, está otimista com as perspectivas de vendas de cortes bovinos para países asiáticos, principalmente China, já que o consumo per capita do produto na região permanece baixo, disse o presidente-executivo da empresa, Gilberto Tomazoni, na sexta-feira

“O aumento das importações de carne bovina é estrutural na Ásia devido à melhora no poder de compra (dos consumidores)”, afirmou Tomazoni, durante uma teleconferência para discutir os resultados do segundo trimestre. A JBS vende carne bovina para clientes asiáticos usando várias plantas exportadoras localizadas em países como Brasil e Estados Unidos.

Reuters

Frigorífico Redentor tenta reverter suspensão temporária de embarques à China

Empresa ainda aguarda informações sobre os motivos que levaram ao embargo

A Ramax Group, responsável pelas operações do Frigorífico Redentor em Guarantã do Norte (MT), informou em nota que a suspensão das exportações de carne bovina da planta para a China é temporária. A empresa aguarda mais detalhes sobre os motivos que levaram ao embargo, mas já adotou um plano para tentar reverter a medida e retomar os embarques. A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) oficializou a suspensão nesta semana. No fim de julho, o Ministério da Agricultura havia comunicado a planta sobre a proibição para as exportações aos asiáticos. Ontem, foi realizado um abate auditado pelo Ministério da Agricultura no frigorífico para avaliar a possibilidade de retirada da suspensão. “É importante destacar que um plano de ação foi iniciado no mês passado, com o objetivo de reverter uma suspensão anterior, por parte do Ministério da Agricultura. Esse plano continuará sendo aperfeiçoado, também no contexto do GACC, até a há 2 dias Agronegócios empresa obter informações mais específicas sobre a suspensão de exportação para o mercado chinês”, informou A Ramax assumiu as operações do Frigorífico Redentor em fevereiro deste ano. Um contrato de prestação de serviços foi firmado no início do ano e viabilizou o retorno das atividades na planta no norte de Mato Grosso.

VALOR ECONÔMICO                

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: mercado estável na sexta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 135,00/R$ 140,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 10,00/R$ 10,50 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (11), houve alta de 0,52% em Minas Gerais, chegando em R$ 7,70/kg, e de 0,47% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,41/kf. Ficaram estáveis os preços no Paraná, custando R$ 6,48/kg, R$ 6,40/kg no Rio Grande do Sul e R$ 7,21/kg em São Paulo.

Cepea/Esalq                              

Frangos: Sexta-feira de cotações com poucas alterações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,52%, custando R$ 7,68/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg no Paraná, houve aumento de 0,18%, chegando em R$ 5,48/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (11), tanto a ave congelada quanto a resfriada não mudaram de preço, valendo, respectivamente, R$ 8,10/kg e R$ 8,12/kg.

Cepea/Esalq

Frango/Cepea: Embarques de carne de frango à China recuam mais de 19%

As vendas de carne de frango à China registraram queda entre junho e julho

Segundo dados da Secex compilados pelo Cepea, 37,6 mil toneladas de carne de frango foram enviadas ao país no mês passado, baixas de 19,2% frente a junho e de expressivos 40,5% na comparação com julho/21. O alto valor do produto nacional tem sido um dos motivos para a diminuição das vendas à China, que busca diversificar suas importações de carne e consegue, devido ao seu poder de barganha por conta do volume que importa, obter preços mais atrativos no mercado internacional. Apesar do forte recuo no volume embarcado, o preço médio das exportações aumentou. Dados da Secex mostram que, em julho, a carne de frango brasileira teve média de R$ 11,81/kg, o maior patamar de preço em moeda nacional da série histórica, iniciada em 1997, sendo 6,2% maior que a cotação de junho e 31,4% acima do preço observado em julho/21.

Cepea

Preço médio de exportações de carne de frango foi recorde em julho

O preço médio das exportações de carne de frango brasileira em julho aumentou para R$ 11,81/kg, maior patamar de preço da série histórica iniciada em 1997, segundo dados compilados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O preço também ficou 31,4% superior ao registrado em julho do ano passado e 6,2% acima do embarcado em junho. O aumento no preço da carne de frango contribuiu para que a China reduzisse as compras do produto brasileiro em 40,5% ante igual mês do ano passado e de 19,2% ante junho. “O alto valor do produto nacional tem sido um dos motivos para a diminuição das vendas à China, que busca diversificar suas importações de carne e consegue, devido ao seu poder de barganha por conta do volume que importa, obter preços mais atrativos no mercado internacional”, disse o Cepea em nota na sexta-feira (12).

Cepea

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