
Ano 8 | nº 1792 | 08 de agosto de 2022
NOTÍCIAS
Boi: Semana encerrou com preço estável em São Paulo
Com poucos negócios e boa parte das indústrias fora das compras, os preços para o boi, vaca e novilha ficaram estáveis na sexta-feira (5/8).
Em Redenção-PA, com escalas confortáveis, as indústrias estão ofertando menos R$2,00/@ para machos e fêmeas terminados, na comparação diária. Em Alagoas, a oferta ajustada a demanda fez com que os preços para boi, vaca e novilha gordos continuassem estáveis. As escalas de abate nas praças do interior de São Paulo, referência para outras regiões pecuárias brasileiras, seguem alongadas na maioria das indústrias locais, atendendo, em média, o mês vigente, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário brasileiro. Com isso, diz a engenheira agrônoma Jéssica Olivie, analista da Scot, ao longo desta semana, a pressão no preço pago pela arroba do boi gordo para o mercado interno surtiu efeito. Durante os cinco dias da semana, a arroba do boi paulista “comum” (sem padrão-exportação) acumulou baixa de R$ 4/@, fechando a sexta-feira (5/8) em R$ 304/@, valor bruto, no prazo, informou a Scot. Os preços das fêmeas prontas para abater ficaram estáveis na sexta-feira, após algumas desvalorizações no meio da semana. Segundo a Scot, a vaca gorda é vendida por R$ 280/@ em São Paulo, enquanto a novilha gorda sai por R$ 297/@ (preços brutos e a prazo). Bovinos com destino ao mercado da China (abatidos com até 30 meses de idade) recebem ágio em relação ao gado “comum”, sendo negociados por R$ 315/@ no mercado paulista, de acordo com a Scot. Na avaliação de Jéssica, embora a arroba tenha perdido força nas últimas semanas, o ritmo de queda é limitado pelo ótimo desempenho das exportações de carne bovina in natura.
SCOT CONSULTORIA
Boi: O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na sexta-feira
O mercado continua esperando pela chegada do Dia dos Pais, período que conta com maior apelo ao consumo, para preços mais altos
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na sexta-feira (05). De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por queda dos preços para o curto prazo, consequência da posição bastante confortável das escalas de abate no decorrer de agosto, que atendem em média sete dias úteis. “A incidência de contratos a termo entre os frigoríficos de maior porte foi um fator importante para justificar esse ambiente de baixa, mesmo em um período de boa demanda de carne bovina”, diz Iglesias. Dessa maneira, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi caiu ainda mais e chegou a R$ 308. Já em Dourados (MS), os preços não tiveram alterações e ficaram em R$289. Ao mesmo tempo, em Cuiabá (MT) a arroba de boi gordo teve preço de R$ 284. Simultaneamente, em Uberaba (MG), os preços ainda são de R$290. Finalmente, em Goiânia (GO), os preços do boi também se mantiveram e fecharam o dia em R$ 290 a arroba. O mercado atacadista de boi gordo voltou a operar com preços acomodados. O ambiente de negócios ainda sugere pela alta das cotações durante a primeira quinzena de agosto, período que conta com maior apelo ao consumo. Mencionando o adicional de demanda relacionada às comemorações relativas ao Dia dos Pais, destaca Iglesias. O quarto dianteiro do boi continuou com preço de R$ 16,80, assim como a ponta de agulha também continuou cotada a R$ 16,75. O quarto traseiro do boi mantém-se em R$ 22,00 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Reposição: dificuldade de venda reduz preços nas praças pecuárias
Destaque para as fortes quedas nos preços da bezerrada nas praças do Mato Grosso do Sul e de Goiás, relata a IHS Markit
As pastagens brasileiras seguem perdendo qualidade – devido ao período seco –, enquanto os altos preços dos alimentos concentrados têm afugentado os recriadores e invernistas do mercado de reposição. Tal conjuntura contribui para o enfraquecimento dos preços do bezerro e demais categorias de animais jovens, não terminados. “O mercado de gado para reposição abre o mês de agosto com forte queda nos preços entre as diversas categorias, efeito do descompasso entre oferta e demanda”, relata a IHS Markit. A procura por animais, sobretudo por bezerrada de ano, continua muito fraca, relata a consultoria. “A especulação baixista ganhou ainda mais força nesta semana por causa também do enfraquecimento nos preços da arroba da boiada gorda”, acrescentam os analistas da IHS. Mesmo as categorias mais pesadas e mais eradas de gado de reposição também mostram demanda mais acanhada, fator que deve impactar o número de animais confinados neste ano, observa a consultoria. Entre os Estados do Centro-Oeste, destaque para as fortes quedas nos preços da bezerrada nas praças do Mato Grosso do Sul e de Goiás, relata a IHS. No MS, foi possível ver relatos de vendas de bezerro de ano a R$ 2.200/cabeça, segundo dados da consultoria. No Mato Grosso, a semana também foi de ajustes negativos nos preços. “A demanda fraca por macho gerou quedas, mas houve maior firmeza para fêmeas em função ao maior custo-benefício e período da estação de monta”, relata a IHS. Na região Sudeste, os preços da reposição recuaram no interior paulista e também nas praças de Minas Gerais. Nessas regiões, a baixa liquidez de negócios segue sendo o principal fator de queda nos preços locais, observa a IHS. Entre as praças da região Norte, a morosidade de negócios no mercado de reposição também persistiu durante a semana, com quedas nos preços de animais jovens em Tocantins, informa a IHS. No Sul do País, foram observados pequenos ajustes positivos nas praças do Paraná e estabilidade nos preços da reposição no Rio Grande do Sul. “O mercado gaúcho encontrou suporte no ritmo forte das vendas de gado em pé”, destaca a IHS.
PORTAL DBO
Média brasileira das escalas de abate permanece firme nos 10 dias úteis, diz Agrifatto
Em São Paulo, os frigoríficos fecharam a sexta-feira, 5 de agosto, com 14 dias úteis programados, sem variação no comparativo entre as semanas, informa a consultoria
A queda de braço entre frigoríficos e pecuaristas continuou intensa nesta semana no mercado físico do boi gordo, enquanto as escalas de abate seguem confortáveis para as principais indústrias do setor, informa nesta sexta-feira, 5 de agosto, a Agrifatto. “Alguns frigoríficos optam por se afastarem das compras e a referência para o animal pronto para o abate segue estável na média de R$ 305/@ no mercado de São Paulo”, informa a consultoria. Assim, a média nacional das escalas de abate se encontra próxima dos 10 dias úteis, sem alteração ante a programação registrada na semana anterior. São Paulo – Os frigoríficos fecharam a sexta-feira com 14 dias úteis programados, sem variação no comparativo entre as semanas. Minas Gerais – As indústrias mineiras conseguiram avançar suas escalas em 5 dias e a média das programações se encontram completas para 15 dias úteis. Pará – No estado, os frigoríficos encerraram a semana com a média de 12 dias úteis programados, 2 dias de queda no comparativo semanal. GO e MS – As programações de abate se encontram na casa de 10 dias úteis, ambos os estados não apresentaram variação ante o registrado na sexta-feira anterior. MT, RO e TO – Os frigoríficos mato-grossenses, rondonienses e tocantinenses fecharam a semana com as programações de abate na média de 7 dias úteis. As escalas em Mato Grosso permaneceram estáveis, enquanto as de Rondônia recuaram 1 dia e a de Tocantins 2 dias, no comparativo semanal.
Agrifatto
ECONOMIA
Dólar zera alta na semana
O dólar à vista fechou em queda de 1,03%, a 5,1689 reais na venda
O índice do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos saltava 0,8% no fim da tarde. O dólar subia entre 0,4% e 1,8% ante pares do real como peso mexicano, peso chileno e peso colombiano. “O gringo está entrando para aplicar nos juros, já que chegou o fim do ciclo (de alta da Selic)”, disse um gestor que preferiu não ser identificado. Os vencimentos mais dilatados da curva de DI –tradicionalmente mais visados pelos estrangeiros– caíram cerca de 10 pontos-base. A queda dos juros por sua vez elevou o apelo da renda variável, o que ajuda a explicar o Ibovespa ter superado os 107 mil pontos mais cedo. “Acho que esse movimento (de ingresso de dinheiro estrangeiro) vai continuar”, disse Vinicius Alves, macroestrategista-chefe da Tullett Prebon, segundo o qual o não residente já havia tempo que queria entrar, mas era desestimulado pela perspectiva de o juro seguir em alta. “Ele agora vê espaço para entrar, não se importa em ter pedido uma semana de movimento (de perda de prêmio na curva). Agora o jogo é quando cai o juro (Selic)”, afirmou. Com o movimento desta sexta, o dólar zerou a alta da semana e acabou acumulando variação negativa de 0,07%. Em 2022, o dólar perde 7,26%.
REUTERS
Ibovespa avança e confirma 3ª semana de alta
O Ibovespa fechou com um avanço modesto na sexta-feira, em sessão marcada por dados mais fortes do que o esperado sobre o mercado de trabalho norte-americano, que beneficiaram ações atreladas a commodities, bem como uma nova bateria de resultados corporativos no Brasil
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,55%, a 106.471,92 pontos. O volume financeiro no pregão somou 26,1 bilhões de reais. Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou um ganho de 3,2% na semana, a terceira seguida de alta, em performance que foi ajudada ainda pela aposta de que o Banco Central pode ter encerrado na última quarta-feira ou finalizará em breve o ciclo de alta de juros no Brasil. Na visão de César Mikail, gestor de renda variável da Western Asset, a mensagem que prevaleceu para o mercado nessa sexta-feira a partir dos dados dos EUA é que diminuiu a probabilidade de uma recessão mais profunda da economia norte-americana, embora isso possa significar mais juros. Nos EUA, foram criadas 528 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, bem acima das expectativas de analistas, com queda na taxa de desemprego e aumento nos ganhos médios por hora. “A leitura do mercado foi mais positiva, de que a recessão está mais distante”, afirmou Mikail, destacando que essa percepção tende a favorecer commodities e, assim, dar suporte ao Ibovespa, que tem entre os maiores pesos ações como Vale e Petrobras.
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Índice de preços dos alimentos da FAO tem quarta queda mensal
Maiores baixar ocorreram nos óleos vegetais e cereais. Os preços da carne bovina recuaram, refletindo o aumento da disponibilidade nas principais regiões produtoras
O índice de preços dos alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) teve média de 140,9 pontos em julho, queda de 13,3 pontos (8,6%) em relação a junho. Essa foi a quarta queda mensal consecutiva. No entanto, na comparação com o mesmo mês de 2021, a pontuação cresceu 16,4 pontos (13,1%). Segundo a FAO, os maiores recuos mensais ocorreram nos preços dos óleos vegetais e dos cereais, enquanto os de açúcar, laticínios e carnes caíram em menor grau. O indicador dos cereais teve média de 147,3 pontos em julho, uma queda de 19,1 pontos (11,5%) em relação a junho. Os preços internacionais de todos os cereais recuaram, com destaque para o trigo, que caiu 14,5%, em parte como reação ao acordo alcançado entre a Ucrânia e Rússia para desbloquear os principais portos do Mar Negro, diz a FAO em relatório. O subíndice de óleos vegetais teve média de 171,1 pontos, uma queda de 40,7 pontos (19,2%). A baixa acentuada foi impulsionada pelos menores preços dos óleos de palma, soja, colza e girassol. O indicador de preços lácteos teve média de 146,4 pontos em julho, queda de 3,8 pontos (2,5%) em relação a junho. “As cotações internacionais do leite em pó desnatado registraram a maior queda, seguidas pelas da manteiga e do leite em pó integral, refletindo principalmente as fracas atividades do mercado na Europa devido às férias de verão”, diz a FAO. O índice de proteínas teve o primeiro declínio mensal após seis altas consecutivas, ao registar 124,0 pontos em julho, uma queda de 0,6 ponto (0,5%) em relação a junho. “As cotações mundiais de carne ovina caíram, devido ao aumento das de exportação da Austrália e da menor demanda. Enquanto isso, os preços da carne bovina recuaram, refletindo o aumento da disponibilidade nas principais regiões produtoras”, diz o texto da FAO. Por fim, o indicador de açúcar caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu a maior baixa em cinco meses ao ficar em 112,8 pontos, 4,4 pontos (3,8%) menos que em junho.
VALOR ECONÔMICO
IGP-DI tem em julho 1ª queda mensal desde final de 2021 e reduz alta em 12 meses para 1 dígito
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou a cair 0,38% em julho, primeira deflação desde o final de 2021, que levou a alta acumulada 12 meses a um dígito pela primeira vez em mais de um ano, refletindo baixas expressivas nos custos de commodities e produtos energéticos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira
O resultado veio após alta de 0,62% em julho e levou o índice a reduzir sua alta acumulada em 12 meses para 9,13%, primeira leitura de um dígito desde junho de 2020 (7,84%). A queda mensal registrada no mês passado foi a primeira desde novembro de 2021, quando o IGP-DI havia caído 0,58%, de acordo com os dados da FGV. Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, teve queda de 0,32%, contra alta de 0,44% no mês anterior. “As quedas verificadas nos preços de grandes commodities – minério de ferro (de -1,63% para -12,94%), soja (de -0,81% para -2,27%) e milho (de -3,30% para -4,98%) – explicam a desaceleração da inflação ao produtor”, explicou em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. A pressão para o consumidor também diminuiu em julho, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) — que responde por 30% do IGP-DI — cedeu 1,19% no período, depois de avançar 0,67% em junho. “No âmbito do consumidor, prevalecem as contribuições dos energéticos, principalmente gasolina (de 0,18% para -14,24%) e energia elétrica (de -0,41% para -5,13%)”, disse Braz. Os preços de combustíveis e energia elétrica têm mostrado quedas expressivas sob vários indicadores de inflação desde que o governo sancionou, em junho, a lei que estabelece um teto para as alíquotas de ICMS sobre esses e outros setores da economia. Outras iniciativas promovidas pelo governo para conter a inflação envolvem cortes em alíquotas de tarifas de importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e PIS/Cofins sobre combustíveis. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) desacelerou sua alta a 0,86% em julho, de 2,14% antes.
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FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: poucas variações para os preços do animal vivo
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 124,00/136,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,40/R$ 9,70 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (4), houve queda somente em Santa Catarina, chegando em R$ 6,23/kg. Ficaram estáveis os preços no Rio Grande do Sul e em São Paulo, custando, respectivamente, R$ 6,27/kg e R$ 6,98/kg. Foi registrado aumento de 0,72% em Minas Gerais, alcançando R$ 7,02/kg, e de 0,33% no Paraná, fechando em R$ 6,09/kg.
Cepea/Esalq
Quilo do suíno independente aumenta 18 centavos no Rio Grande do Sul
A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou aumento de 18 centavos no preço do suíno vivo pago ao suinocultor independente; a cotação é de R$6,71 nesta sexta-feira (5). O levantamento é realizado pela Associação de Criadores de Suínos do RS – ACSURS.
O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 87,00. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.676,67 e da casquinha de soja é de R$ 1.400,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,12. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,30 (base suíno gordo) e R$ 5,40 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 11/07; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,30, vigente desde 11/07; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,30, vigente desde 1º/08; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,40 (leitão), vigente desde 10/02 e desde 18/07, respectivamente; BRF R$ 5,10, vigente desde 06/06; Estrela Alimentos R$ 4,32 (base creche e terminação) e R$ 5,35 (leitão), vigentes desde 19/07; JBS R$ 5,10, vigente desde 23/05; e Pamplona R$ 5,30 (base terminação) e R$ 5,40 (base suíno leitão), vigentes desde 11/07.
ACSURS
Frango vivo caiu 1,08% no Paraná
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 7,70/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg; já no Paraná houve queda de 1,08%, atingindo R$ 5,47/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (4), a ave congelada e a resfriada não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 7,98/kg e R$ 8,01/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: carne sobe em julho; filé registra recorde
Os preços da carne de frango subiram em julho, com recuperação frente ao movimento de queda verificado em maio e em junho
Segundo pesquisadores do Cepea o aumento dos preços é pautado principalmente pela baixa disponibilidade interna de carne de frango devido aos embarques elevados e ao maior consumo da população, que procura proteínas mais baratas por conta da forte inflação. Assim, em julho, o preço médio do frango inteiro comercializado na Grande São Paulo atingiu o maior patamar mensal dos últimos três meses, em termos reais (IPCA de junho/22). O produto congelado registrou média de R$ 7,76/kg na região paulista no último mês, alta de 4,7% frente à do mês anterior. Mesmo com os avanços, o preço de julho ainda esteve 4,9% abaixo da média verificada no mesmo período de 2021. Para os cortes e miúdos também comercializados no atacado da Grande São Paulo, dentre os produtos acompanhados pelo Cepea, apenas a asa se desvalorizou em julho. A demanda específica pelo produto para churrascos e confraternizações tende a se reduzir no período de inverno, devido às temperaturas mais baixas. Na contramão, o que mais se valorizou foi o filé de peito, que tem tido tendência de alta desde meados de março deste ano. O preço é recorde real da série histórica do Cepea, iniciada em 2004 (IPCA de junho/22). No último mês, o produto congelado teve média de R$ 16,06/kg, que, além de recorde, é 5,5% maior que a média de junho e 22,5% superior ao valor registrado em julho/21.
Cepea
INTERNACIONAL
Exportações de carne bovina crescem 19% na Argentina
As exportações argentinas no segundo trimestre de 2022 totalizaram 159 mil toneladas, uma alta de 19% na comparação trimestral e de 7% quando comparado ao segundo trimestre de 2021, segundo informações divulgadas pela Minerva Foods na publicação Panorama Setorial do 2o trimestre de 2022
Em receita, as exportações alcançaram US$ 966 milhões no 2T22, crescimento de 26% na comparação com 1T22 e uma forte alta de 53% quando comparado ao mesmo período de 2021. No período dos seis primeiros meses de 2022, a Argentina exportou 293 mil toneladas, patamar estável na base anual. A receita no período foi de US$ 1,7 bilhão, uma forte expansão de 40% ante o 1S21. A China representou 67% do total das exportações argentinas no 2T22, mantendo-se como o principal mercado para o país. A Alemanha, que alcançou 9% das exportações, foi o segundo maior destino, seguido pela Holanda com 5%, e posteriormente por Chile, Israel e EUA com aproximadamente 4% cada mercado.
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