
Ano 8 | nº 1790 | 04 de agosto de 2022
NOTÍCIAS
Mais um dia de queda de preço em São Paulo
Segundo dia de queda de preços em São Paulo. O cenário permanece: escalas longas e baixa necessidade de compra pela indústria
Na comparação com dia anterior (2/8), queda de R$2,00/@ de boi gordo e R$1,00/@ de novilha gorda. No Sudeste de Rondônia, queda de R$2,00/@ para todas as categorias na comparação feita com o último levantamento (2/8). No Norte de Tocantins, comparado ao fechamento de ontem (2/8), ocorreram aumentos de R$1,00/@ de boi gordo e R$2,00/@ de vaca e novilha gordas. “O cenário permanece: escalas longas e baixa necessidade de compra pela indústria paulista”, reforça a Scot. A novilha gorda teve recuo diário de R$ 1/@, atingindo R$ 297/@ em Sã Paulo, enquanto a cotação da vaca gorda permaneceu estável na quarta-feira, em R$ 280/@ (valores brutos, no prazo), acrescentou. O boi- China (abatido mais jovem, com idade até 30 meses) segue ao redor de R$ 315/@ na praça paulista.
SCOT CONSULTORIA
Consumo de carne bovina no Brasil deve cair ao menor nível em 26 anos
Demanda menor no mercado interno, com pandemia de covid-19, alta de preços e perda do poder de compra da população, ajuda a explicar a queda, diz Conab
O consumo de carne bovina pelos brasileiros deve cair ao menor nível em 26 anos, segundo estimativa divulgada pela Conab na última segunda-feira, 1º. A disponibilidade do produto em 2022 deve atingir 24,8 kg por pessoa, menor proporção da série histórica, iniciada pelo órgão em 1996. No período pré-pandemia, em 2019, a disponibilidade de carne bovina era de 30,6 kg por pessoa no País. O ano de 2006 registrou a maior proporção do produto, com 42,8 kg de carne bovina por habitante. Segundo a Conab, a produção de carne bovina tende a manter o comportamento de redução na oferta, porque a demanda no mercado interno está desaquecida. O 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19, apontou que a fome no Brasil voltou a patamares registrados nos anos 1990, com 33,1 milhões de pessoas sem ter o que comer no País e mais da metade da população brasileira (58,7%) convivendo com algum grau de insegurança alimentar. A estimativa para a produção total de carne no País em 2022, incluindo aves, suínos e bovinos, é de cerca de 28 milhões de toneladas. A produção de aves deve se manter próxima a 15 milhões de toneladas. Já na produção de suínos, é esperada a maior produção para a série histórica, estimada em 4,84 milhões de toneladas, cenário que contribui para maior disponibilidade no mercado brasileiro e implica em maior oferta e pressão de baixa para os preços do produto, aponta a Conab. A produção de carne bovina, estimada em 8,115 milhões de toneladas, é o menor número em 20 anos.
O Estado de São Paulo
Brasil passará a exportar carne bovina com osso para o Uruguai
O Brasil passará a exportar carne bovina com osso para o Uruguai e alimentação de origem não animal (aditivos alimentares, premixes e alimentos compostos) para o Marrocos
As aberturas foram oficializadas em julho com aceite dos protocolos fitossanitários pelos países envolvidos, segundo informações da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura obtidas pelo Broadcast Agro. Ao todo, no mês passado sete mercados foram abertos para produtos agrícolas brasileiros, incluindo soro fetal bovino para a China – estas antecipadas na última semana. No ano, a pasta totaliza 39 ações de aberturas de mercados.
ESTADÃO CONTEÚDO
Carnes mantêm alta no exterior, mas caem no mercado interno
O Brasil perdeu o ritmo das exportações de carnes “in natura” no mês passado, em relação a igual período do ano anterior. Apesar de uma desaceleração nos volumes, as receitas continuam crescentes para os exportadores, conforme os dados divulgados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), na segunda-feira (1º)
As exportações de carne bovina mantêm um bom volume, repetindo o patamar de 167 mil toneladas de julho de 2021. Já as de suínos tiveram retração de 5%, recuando para 87,91 mil toneladas. As vendas externas de carne de frango também perderam ritmo no mês passado, em relação a igual período anterior. Os dados da Secex indicam exportações de 377,1 mil toneladas da proteína “in natura”, 3,6% abaixo do volume de julho de 2021. Embora o país tenha reduzido um pouco o volume exportado, a demanda externa não permite queda nos preços internacionais, à exceção nos valores de negociação da carne suína. A desaceleração das compras da China fez o valor médio desta proteína recuar para US$ 2.381 por tonelada no mês passado, 4,6% a menos do que em julho de 2021. Já a carne de frango teve valorização de 30% no período, subindo para US$ 2.237 por tonelada. A de boi foi a US$ 6.549, com aumento de 20% em 12 meses. No mercado interno, as carnes começam a perder preço, à exceção da suína que, devido a uma oferta menor e retomada das exportações, interrompeu a tendência de queda. Em julho, a alta foi de 2% para os consumidores. Conforme pesquisa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a bovina teve queda de 0,5%, e a de frango subiu 1%, um ritmo de alta inferior ao registrado nas semanas anteriores.
Folha de S. Paulo
Boi: expectativa de novas altas no curto prazo
Com a entrada de salários e a chegada do Dia dos Pais, o mercado de boi gordo tem a reposição entre atacado e varejo melhorando durante a primeira quinzena de agosto
O mercado físico de boi gordo registrou mais uma vez preços pouco alterados na quarta-feira (03). De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, mercado ainda se depara com várias indústrias frigoríficas ausentes da compra de gado, ainda desfrutando de uma posição confortável em suas escalas de abate, que hoje estão posicionadas entre seis e oito dias úteis em média. A incidência de animais a termo acaba tornando o quadro ainda mais confortável para determinados frigoríficos, com algumas indicações de escala para a semana que se inicia no dia 15/08. “Mesmo com previsão de boa demanda é possível que não haja espaço para grandes reajustes no decorrer de agosto, com a incidência de algumas negociações acima da referência média para preencher alguma lacuna formada na programação”, diz Iglesias. Dessa maneira, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi caiu para R$ 313. Já em Dourados (MS), os preços também não tiveram alterações e ficaram em R$289. Ao mesmo tempo, em Cuiabá (MT) a arroba de boi gordo teve preço de R$ 284. Simultaneamente, em Uberaba (MG), os preços ainda são de R$290. Finalmente, em Goiânia (GO), os preços do boi também se mantiveram e ficaram em R$ 290 a arroba. Por outro lado, o mercado atacadista de boi gordo confirma a tendência de alta dos preços no decorrer da semana. Conforme o esperado a reposição entre atacado e varejo vem melhorando ao longo da primeira quinzena de agosto. Está semana é de entrada de salários na economia. A próxima será pautada pelo adicional de consumo relacionado ao Dia dos Pais. Portanto, a expectativa é de novos reajustes no curto prazo, diz Iglesias. “A entrada da massa salarial e o Dia dos Pais estimulam a reposição entre atacado e varejo”, destaca Iglesias. Dessa maneira, o quarto dianteiro do boi fechou com preço de R$ 16,80, crescimento de R$0,60. Já a ponta de agulha também teve alta e ficou cotada a R$ 16,75. Por fim, o quarto traseiro do boi mantém-se em R$ 22,00 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Abates têm alta de 4% no segundo trimestre
No segundo trimestre de 2022 foram abatidas aproximadamente 5,5 milhões de cabeças de gado no Brasil, alta de 4% quando comparado ao primeiro e segundo trimestre de 2021, segundo informações divulgadas pela Minerva Foods, na publicação Panorama Setorial, do 2º trimestre de 2022
O preço médio da arroba (indicador Boi Gordo Esalq/BM&F para o estado de São Paulo) atingiu R$ 325,0/@ no 2T21. Em dólares, o preço do gado no trimestre seguiu US$ 4,4/ kg. As exportações brasileiras de carne bovina atingiram 463 mil toneladas no segundo trimestre de 2022, uma expansão de 18% na comparação anual e estável ante o trimestre anterior. A receita de exportação no trimestre, alcançou US$ 3,0 bilhões, um aumento de 54% na comparação com o ano anterior e de 15% com o 1T22, impulsionado pelo movimento de alta nos preços da carne bovina no mercado internacional. O preço médio da carne bovina em dólar atingiu US$ 6,5/kg, uma alta de 31% comparado ao 2T21 e 17% ante o 1T22. Em reais, o preço médio do trimestre foi de R$ 32,0/kg, crescimento de 22% na base anual e de 10% ante o trimestre anterior. O movimento de alta nos preços reflete a forte demanda internacional e o desbalanceamento entre a oferta e demanda por carne bovina no mercado global.
MINERVA FOODS
ECONOMIA
BC eleva Selic em 0,5 ponto, a 13,75%, e fala em aperto residual menor em setembro
O Banco Central subiu a Selic em 0,5 ponto percentual pela segunda vez consecutiva, a 13,75% ao ano, e indicou que encerrará o ciclo de aperto com um ajuste menor em setembro
“O Comitê avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, em sua próxima reunião”, afirmou comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgado pela autarquia nesta quarta-feira. A magnitude da elevação foi ao encontro da expectativa do mercado, de acordo com pesquisa Reuters com 34 economistas. Com a decisão, o BC levou a Selic a um patamar 11,75 pontos acima da mínima histórica de 2% ao ano, atingida em meio à pandemia de Covid-19 e que vigorou até março do ano passado. Foi a décima segunda elevação seguida da taxa básica, que está no nível mais alto desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano.
REUTERS
Dólar perde força e fecha quase estável
O dólar alternou quedas e altas, mas acabou ficando no zero a zero ante o real nesta quarta-feira, antes da decisão de juros pelo Banco Central e ao fim de um dia sem muita direção comum nas praças financeiras globais
O dólar à vista teve variação positiva de 0,02%, a 5,2781 reais na venda. As máximas do dia foram alcançadas conforme o dólar lá fora estendeu os ganhos, puxado por fortes dados econômicos dos EUA e reiterados discursos de autoridades do Fed determinadas a vencer a inflação. A aceleração do rali em Wall Street na parte da tarde, porém, reduziu o apelo da divisa norte-americana, e o dólar aqui e no exterior chegou ao fim da tarde afastado dos picos da sessão. O humor dos agentes financeiros segue bastante instável e ao sabor de indicadores de atividade, emprego e preços (sobretudo nos Estados Unidos), que orientam as decisões dos bancos centrais. No Brasil, o Copom anunciou nova alta de 0,50 ponto percentual da Selic após o fechamento dos mercados na quarta-feira –e há quem acredite que o ciclo pode ser estendido. “Um banco central ‘hawkish’ (duro com a inflação) provavelmente oferecerá suporte ao real no curto prazo”, disse em nota Bertrand Delgado, estrategista do Société Générale, que esperava a elevação de 50 pontos-base na Selic, para 13,75% ao ano. Ainda assim, o caminho para o real deverá ser “pedregoso”. “Vemos o real num intervalo estreito com viés de enfraquecimento. A moeda continua exposta a condições financeiras globais mais adversas, dólar forte, crescimento externo e local desacelerando acentuadamente e ajuste fiscal pós-eleitoral sendo adiado”, completou Delgado, citando ainda a deterioração dos termos de troca. O Société Générale projeta que o dólar fechará este ano em 5,86 reais e finalizará o primeiro trimestre de 2023 em 5,97 reais.
REUTERS
Ibovespa avança antes de Copom. Vale pesa
O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, após trocar de sinal algumas vezes durante o pregão, que teve Cielo disparando após resultado trimestral, assim como ações de consumo tiveram forte valorização
Wall Street endossou o segundo avanço seguido na bolsa paulista, que, no entanto, foi atenuado pelo declínio de ações atreladas a commodities, principalmente mineradoras e siderúrgicas, em meio a preocupações com a China. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,4%, a 103.774,68 pontos. O volume financeiro somou 22,2 bilhões de reais. Na visão de Bruno Komura, analista da Ouro Preto Investimentos, expectativas de que esse aumento na Selic será o último desse ciclo de aperto monetário apoiaram o movimento positivo na bolsa, particularmente de papéis como os de varejo. “Muitas ações de varejo, que são muito sensíveis a inflação, aperto de condições financeiras, estão se beneficiando, assim como empresas de crescimento”, afirmou. Na outra ponta, destacou o analista, ações atreladas a commodities, principalmente dos setores de mineração e siderurgia, puxaram o Ibovespa para baixo, diante de perspectivas de que o setor imobiliário chinês não está reagindo como deveria aos estímulos naquele país.
REUTERS
Estrangeiros sacam R$ 90,2 milhões da Bolsa no primeiro dia de agosto
No mesmo dia, o investidor institucional sacou R$ 472,5 milhões. Com isso, o saldo anual do grupo é negativo em R$ 79,30 bilhões
Com isso, o superávit anual da categoria recuou para R$ 53,67 bilhões. Os investidores estrangeiros sacaram R$ 90,2 milhões em recursos no segmento secundário da B3 (ações já listadas) em 1º de agosto, dia em que o Ibovespa caiu 0,91%. Com isso, o superávit anual da categoria recuou para R$ 53,67 bilhões. No mesmo dia, o investidor institucional sacou R$ 472,5 milhões. Com isso, o saldo anual do grupo é negativo em R$ 79,30 bilhões. E o investidor individual aportou R$ 525,6 milhões em 1º de agosto, elevando seu superávit em 2022 para R$ 1,91 bilhão. As informações foram divulgadas pela B3.
VALOR ECONÔMICO
Setor de serviços do Brasil perde força em julho apesar de sinais de alívio na inflação, mostra PMI
A expansão da atividade de serviços do Brasil perdeu força em julho e teve o ritmo mais fraco desde o início do ano, depois de ter atingido um recorde no mês anterior, ainda afetada pelas pressões inflacionárias, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da S&P Global, divulgada na quarta-feira
O PMI caiu a 55,8 em julho, depois de em junho igualar a leitura mais alta da série histórica, de 60,8. Apesar da queda para a taxa mais fraca desde fevereiro no mês passado, o índice permanece acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. O mês foi marcado por aumentos mais modestos na atividade de negócios e nas vendas, mas com a demanda ainda robusta. O volume de novos pedidos aumentou pelo 15º mês consecutivo em julho, mas a taxa de expansão foi a mais baixa em cinco meses. A atividade foi impactada por pressões inflacionárias no mês, que amorteceram o crescimento das vendas. Mesmo assim, os preços dos insumos aumentaram à taxa mais baixa em cinco meses, o que a pesquisa atribuiu em parte aos efeitos da lei que estabelece um teto para as alíquotas de ICMS sobre os setores de combustíveis, gás, energia, comunicações e transporte coletivo. Mas os fornecedores de serviços brasileiros ainda apontaram aumento das despesas operacionais, com pressão dos preços de alimentos, combustíveis e serviços públicos. Várias empresas citaram ainda a valorização do dólar. “O crescimento foi sem dúvida amortecido por fortes pressões sobre os preços, embora as empresas tenham permanecido confiantes em uma recuperação sustentada da economia ao longo dos próximos 12 meses”, disse Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence.
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FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: queda de preços no PR e SC
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 124,00/136,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,40/R$ 9,70 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (2), houve queda de 1,73% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,24/kg, e de 0,49% no Paraná, alcançando R$ 6,08/kg. Foi registrado alta de 1,61% em Minas Gerais, chegando em R$ 6,96/kg, avanço de 0,43% em São Paulo, valendo R$ 6,97/kg, e de 0,32% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,27/kg.
REUTERS
Preços do frango estáveis
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,13%, chegando em R$ 7,68/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg, nem no Paraná, valendo R$ 5,53/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (2), a ave congelada ficou com valor fixado em R$ 7,98/kg, enquanto a resfriada teve leve aumento de 0,12%, fechando em R$ 8,01/kg.
Cepea/Esalq
INTERNACIONAL
USMEF: Investindo no potencial da carne bovina dos EUA na África
Dos US$ 5 bilhões em carne bovina dos EUA exportados ao redor do mundo até maio deste ano, apenas US$ 8 milhões foram para a África
Mas a África é um destino muito promissor para carnes bovinas, uma proteína de baixo custo que ajuda a atender às necessidades nutricionais da África. Também há um interesse crescente em cortes de carne bovina de alta qualidade que atraem o interesse da crescente classe média da África. Matt Copeland, representante da Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF) na África, disse que uma população crescente, uma necessidade crescente de proteína acessível, uma explosão de lojas de varejo de estilo ocidental e algum abrandamento nas barreiras regulatórias sinalizam que a região é um mercado potencial de crescimento para carne vermelha dos EUA. A USMEF, com apoio do USDA e do Beef Checkoff Program, está preparando as bases com importadores, varejistas e fornecedores para expandir as vendas de carne vermelha dos EUA na região.
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