
Ano 8 | nº 1784 | 27 de julho de 2022
NOTÍCIAS
Cotação do “boi China” sobe em São Paulo
Os negócios envolvendo bovinos que atendem ao mercado interno ocorreram paulatinamente nessa manhã, com as escalas confortáveis e os compradores ainda buscando posicionamento frente à demanda vigente. Assim, a cotação do boi, vaca e novilha permaneceu estável na comparação com o dia anterior (25/7)
Com um cenário exportador positivo, os negócios envolvendo bovinos com até quatro dentes, cujo destino é a exportação, ganharam ritmo nessa manhã e registraram incremento de R$5,00/@, em comparação ao levantamento anterior. Em Campo Grande – MS, com escalas confortáveis e um escoamento comedido, as cotações da arroba do boi, vaca novilha caíram R$1,00, em relação ao levantamento anterior. Assim, a referência para o macho terminado continua valendo R$ 310/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 280@ e R$ 300/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Até a quarta semana de julho foram exportadas 129,67 mil toneladas de carne bovina in natura. O volume médio diário embarcado foi de 8,1 mil toneladas, incremento de 7,7% frente à média de julho/21 (7,5 mil toneladas/dia). No período, o preço médio por tonelada (US$6,6 mil) subiu 21,6%. Com volume e preços maiores, a receita média diária (US$53,6 milhões) está 31,0% maior frente à receita média diária em julho/21.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: diferencial de base entre MT e SP recua em junho/22, para 14,02%, diz Imea
No Mato Grosso, a arroba registrou queda de 1,34% no mês passado, ficando em R$ 276,29; já o preço em São Paulo teve retração mensal de 1,55%, fechando com valor médio de R$ 321,34
O diferencial de base entre Mato Grosso e São Paulo (defasagem da cotação da arroba do boi gordo de uma praça pecuária em relação ao mercado paulista) ficou em -14,02% em junho/22, o que significou leve redução de 0,19 ponto percentual em relação ao resultado de maio/22, informa nesta terça-feira (26/7) o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo a entidade, a quantidade de animais enviados para abate aumentou em junho devido ao avanço da estiagem (período de entressafra de boiada terminada a pasto), o que pressionou as cotações em ambos os Estados – no Mato Grosso, a queda mensal da arroba foi de 1,34%, enquanto na praça de São Paulo o recuou em junho/22 foi ligeiramente mais acentuado, de 1,55%. Os preços médios do boi gordo nas praças do Mato Grosso e de São Paulo ficaram em R$ 276,29/@ e R$ 321,34/@, respectivamente. “Com a dificuldade no escoamento da proteína à população, devido ao baixo poder de compra, as indústrias operaram de maneira limitada nas compras e com escalas de abates mais longas, o que reforçou o movimento de baixa da arroba, especialmente em São Paulo”, ressaltam os analistas do Imea. De maneira prática, o diferencial pode ser utilizado quando o produtor pretende negociar na bolsa (B3) ou diretamente com os frigoríficos, por meio de operações de boi a termo (contrato no qual a indústria “trava” o preço do animal para o pecuarista no mercado futuro ou de opções). Para o curto prazo, espera-se volatilidade nos preços do boi gordo, estimulada pela menor oferta de animais a pasto e entrada dos bois terminados no confinamento (primeiro giro).
Imea
Mercado de boi gordo: exportações de carne bovina permanecem altas
Apesar do mercado interno enfraquecido e com preços mais baixos, as exportações permanecem em ótimo nível principalmente em relação as receitas
O mercado físico de boi gordo ainda registrou preços de estáveis a mais baixos na terça-feira (26). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos voltaram a tentar compras abaixo da referência média. “A posição das escalas de abate por parte dos frigoríficos é muito confortável em grande parte do país. Resta saber se a demanda doméstica de carne bovina durante a primeira quinzena de agosto terá capacidade para inverter a curva de preços. Como se sabe, além da entrada dos salários na economia, precisa ser mencionada a demanda adicional durante o Dia dos Pais, data que tradicionalmente motiva o consumo de carnes”, destaca Iglesias. Ao mesmo tempo, o analista afirma que as exportações permanecem em ótimo nível, principalmente em relação as receitas. Dessa maneira, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi caiu R$1 ficou em R$ 314. Já em Dourados (MS), os preços permaneceram em R$285. Ao mesmo tempo, em Cuiabá (MT) a arroba de boi gordo teve preço de R$ 288. Por outro lado, em Uberaba (MG), os preços ainda são de R$295. Finalmente, em Goiânia (GO), os preços do boi despencaram e chegaram a R$ 285 a arroba. O mercado atacadista do boi gordo continua a operar com preços em queda. Segundo Iglesias, a queda é compreensível, dada a reposição mais lenta entre atacado e varejo no decorrer da segunda quinzena do mês. “Para a primeira quinzena de agosto ainda há expectativa de boa reposição e consequente recuperação dos preços, pensando no adicional de demanda durante o Dia dos Pais”, disse o analista. O quarto dianteiro do boi teve queda de R$0,60 e fechou com preço de R$ 16,20. Já a ponta de agulha também caiu e ficou a R$ 16,10, queda de R$0,40. O quarto traseiro do boi mantém-se em R$ 21,90 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
IPCA-15 tem menor variação em 2 anos em julho, com redução do ICMS
O IPCA-15 desacelerou em julho e atingiu a menor variação em dois anos graças ao impacto da redução das alíquotas de ICMS sobre os preços de combustíveis e energia, com a taxa em 12 meses voltando a ficar levemente abaixo de 12%. Em 12 meses inflação ainda é de 11,39%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) passou a subir 0,13% em julho depois de um avanço de 0,69% em junho. A leitura mensal da prévia da inflação oficial, divulgada na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a mais baixa desde junho de 2020 (+0,02%). O alívio levou o índice a acumular em 12 meses inflação de 11,39%, voltando a ficar abaixo de 12%, mas ainda mais de duas vezes o teto da meta oficial para a inflação este ano, que é de 3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA –já abandonada pelo Banco Central. O que garantiu a desaceleração da alta em julho foram as quedas dos grupos Transportes e Habitação, respectivamente de 1,08% e 0,78%, graças à lei que estabelece um teto para as alíquotas de ICMS sobre os setores de combustíveis, gás, energia, comunicações e transporte coletivo. A lei não fixa uma alíquota para o ICMS, mas limita a incidência do tributo para alguns setores a aproximados 17% ao carimbá-los como “essenciais”. Os dois grupos contribuíram com -0,36 ponto percentual no índice do mês. Os preços da gasolina registraram recuo de 5,01%, enquanto os de etanol caíram 8,16%, de acordo com os dados do IBGE. Já a energia elétrica residencial teve queda de 4,61%. O resultado indica que a inflação no país pode já ter atingido o pico, mas os efeitos da lei não devem ser duradouros e as projeções para o ano que vem seguem subindo. Por outro lado, o maior impacto individual no IPCA-15 de julho foi exercido pelo leite longa vida, que disparou 22,27% e levou o grupo Alimentação e bebidas a subir 1,16%. Com forte peso no bolso do consumidor, alimentos tiveram o maior impacto no índice do mês, depois de os preços do grupo acelerarem a alta em relação à taxa de 0,25% de junho.
REUTERS
Dólar contraria exterior e fecha em queda em dia marcado pela volatilidade
Em um movimento que destoou da dinâmica externa, o dólar encerrou o pregão desta terça-feira em queda de 0,38%, cotado a R$ 5,3492 no mercado à vista
A moeda americana se afastou das mínimas do dia, mas o viés favorável à divisa brasileira predominou, na medida em que teve continuidade uma correção, após os fortes ganhos do dólar ante divisas de países da América Latina, que têm sido bastante penalizadas recentemente devido ao aumento dos riscos políticos na região. A volatilidade tem se mostrado elevada nos últimos dias, na medida em que a percepção de risco tem se agravado. Assim, a forte alta do dólar no exterior foi deixada em segundo plano tanto no Brasil quanto em outros países da América Latina. Enquanto o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de outras seis moedas principais, saltava 0,70%, para 107,233 pontos, às vésperas da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), o dólar caía 0,36% ante o peso colombiano e cedia 1,25% em relação ao peso chileno na tarde desta terça-feira. O dia de alívio no câmbio, porém, não elimina a volatilidade esperada à frente por participantes do mercado, que veem possibilidade de novas rodadas de desvalorização do real. Os estrategistas do Citi mantêm recomendação neutra para o real. Para eles, a moeda brasileira continuará a se beneficiar de um carrego mais alto devido ao ciclo acelerado de aperto monetário, “mas as eleições estão cada vez mais no radar e o risco fiscal está aumentando, assim como o ruído político”. Da mesma forma, o estrategista Juan Prada, do Barclays, nota que o presidente Jair Bolsonaro indicou, nos últimos dias, intenção de tornar permanente o valor do benefício do Auxílio Brasil de R$ 600. Isso, na visão do profissional, “traria pressões adicionais de gastos e desafiaria o teto de gastos em 2023”. Assim, Prada avalia que o ruído fiscal antes das eleições “deve continuar a pesar sobre a moeda brasileira”. Não por acaso, o Wells Fargo alterou suas projeções para o câmbio brasileiro e passou a ver depreciação ainda mais acentuada à frente: o banco elevou a projeção para o dólar de R$ 5,40 para R$ 5,75 no fim deste ano e de R$ 5,80 para R$ 5,95 no fim de 2023.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa cai e volta aos 99 mil pontos
Índice recuou 0,50%, aos 99.772 pontos, antes de decisão do Fed sobre juros e em meio à temporada de balanços corporativos
Diante de uma sessão amplamente negativa nas bolsas em Nova York, antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) que ocorre hoje e conforme investidores analisam a temporada de balanços corporativos, o Ibovespa não conseguiu se descolar dos seus pares e recuou, voltando ao patamar dos 99 mil pontos no fechamento da terça-feira. Ao final do dia, o índice recuou 0,50%, aos 99.772 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 13,6 bilhões no Ibovespa e R$ 17,1 bilhões na B3. No exterior, o S&P 500 perdeu 1,15%, aos 3.921 pontos, o Dow Jones cedeu 0,71%, aos 31.761 pontos e o Nasdaq teve queda de 1,87%, aos 11.562 pontos. Um dia antes do anúncio da decisão de política monetária do Fed, os ativos de risco apresentaram dinâmica negativa, com investidores aguardando para entender a temperatura da comunicação do BC americano. O mercado espera uma alta de 0,75 ponto percentual, mas analistas entendem que o tom do Comitê ainda pode impactar os negócios. Paralelamente, a temporada de balanços do segundo trimestre, que segue avançando nos EUA, também provocou precificação. As ações de tecnologia recuaram antes da Alphabet e da Microsoft divulgarem seus balanços, o que ocorreu há pouco, e o setor de varejo sofreu com a piora no guidance do Walmart. “Em relação ao Fed, o mercado buscará avaliar o comunicado e a coletiva pós decisão, que podem trazer tom mais duro. Na minha visão, precisamos ficar mais atentos à decisão de setembro. A visão da casa é que o aumento será de 0,5 ponto percentual, mas pode surpreender para cima”, diz Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de ações e derivativos do BTG Pactual. Ele afirma que seguimos vivendo um dilema entre a atratividade dos ativos de risco e a falta de vetores que mudem a tendência de queda. Na sessão, as ações ligadas às commodities metálicas recuaram mesmo em dia de alta do minério de ferro. Em relatório divulgado nesta terça-feira, o Goldman Sachs cortou os preços do minério de ferro até o final do ano de 2022. Na ponta positiva, JBS ON subiu 2,97%, liderando os ganhos. Para o Itaú BBA, o frigorífico deve divulgar resultado relativamente fraco na unidade de bovinos nos EUA, devido ao preço crescente do boi americano, mas a divisão de frango deve superar expectativas e ajudar no desempenho da ação.
VALOR ECONÔMICO
FMI sobe projeção para PIB do Brasil em 2022 e reduz para o ano que vem
Estimativa do Fundo para o crescimento do País neste ano foi de 0,8% para 1,7%
O Fundo Monetário Internacional (FMI), elevou novamente a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2022, de uma alta de 0,8% em abril para 1,7% agora. Apesar de ser a maior revisão para cima anunciada pelo organismo, conforme o relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado nesta terça-feira, 26, o País vai crescer menos que a média mundial e seus pares emergentes. A expansão do Brasil deve apoiar, contudo, o PIB da América Latina, de acordo com o FMI. “A América Latina e o Caribe também tiveram uma revisão para cima, de 0,5 ponto porcentual, em 2022, como resultado de uma recuperação mais robusta nas grandes economias”, diz o Fundo, no documento, citando países como Brasil, México, Colômbia e Chile. Para 2023, o FMI promoveu um novo corte em suas projeções e espera que a economia brasileira cresça 1,1% e não mais 1,4%, como estimou em abril. Novamente, aqui, a redução das previsões foi em ritmo mais ameno do que a de outros países. Ainda assim, passadas as eleições presidenciais no Brasil, a economia deve se expandir abaixo do PIB global e dos mercados emergentes.
O ESTADO DE SÃO PAULO
EMPRESAS
Programa da Marfrig capacita e ajuda açougues a melhorar desempenho
Contribuir para aumentar as vendas dos açougues, melhorar o relacionamento com o consumidor e incrementar a performance operacional, estes são os objetivos do Programa Açougue Mais da Marfrig, conforme comunicado
Voltado para açougues clientes da Marfrig – que compram carne da companhia e revendem para o público final –, o Programa Açougue Mais oferece treinamento gratuito dos funcionários das lojas, ministrado por um time de marcas da Marfrig que ensina as equipes a padronizar processos e procedimentos, o que torna a operação mais eficiente e rentável segundo a empresa. No ano passado, os açougues participantes alcançaram crescimento de 41% nas vendas e de 26% na receita, além de quebra menor do que em períodos anteriores (de 1,1%). A quebra se dá quando o produto precisa ser descartado porque não foi bem manipulado ou armazenado. Os funcionários são instruídos a realizar controle de recebimento, limpeza e organização do setor, manuseio de carnes e apresentação dos produtos em bandejas e balcões. Recebem orientações sobre como reduzir desperdícios, cortar e limpar a carne da forma ideal, evitar deterioração e contaminação dos produtos e armazenar as carnes adequadamente. Em parceria com o Açougue Mais, o projeto Virada de Loja tem a finalidade de transformar o visual e o layout do açougue, bem como melhorar a apresentação e a exposição dos produtos e a experiência de compra do consumidor. “O Programa Açougue Mais contribui para os estabelecimentos parceiros aumentarem sua rentabilidade após orientação da Marfrig, que aplica toda a sua expertise em boas práticas para melhorar a eficiência operacional dos açougues. Em um trabalho conjunto, com união de esforços, conseguimos que nossos clientes alcancem uma evolução operacional por meio do conceito de gestão compartilhada e de um movimento de 360°, que vai da estratégia à operação e que atende às necessidades dos varejistas”, disse o gerente de marcas da Marfrig, José Noeli, no comunicado. A capacitação de funcionários e a consultoria têm duração de uma a duas semanas. Após este período, o time marcas do Açougue Mais retorna às lojas para revisitar os procedimentos e, se necessário, reorganizá-los ou reforçá-los. Atualmente 115 açougues dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro participam do Açougue Mais. Criado em 2018, o programa passará a atender também o Rio Grande do Sul.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Perdas nas cotações dos suínos na terça. animal vivo caiu 3,07% em Minas Gerais
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de 3,91%/3,68%, chegando em R$ 123,00/R$ 131,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 9,20/R$ 9,60/kg.
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (25), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,27/kg. Houve queda de 3,07% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,94/kg, baixa de 0,28% em São Paulo, alcançando R$ 7,18/kg, recuo de 0,16% no Paraná, valendo R$ 6,28/kg, e de 0,16% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,41/kg.
Cepea/Esalq
ABCS vê alta na exportação e demanda doméstica por carne suína no 2º semestre
A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) espera que haja aumento nas exportações e no consumo doméstico de carne suína no segundo semestre, apesar da crise enfrentada pelo setor neste ano
“Apesar da recuperação do preço do suíno e queda do custo de produção, a crise ainda não terminou. Porém, para o segundo semestre há uma grande expectativa com relação ao crescimento das exportações e o aquecimento da demanda doméstica, puxada não somente pela sazonalidade, mas também pela entrada de maior recurso do auxílio governamental previsto para iniciar em agosto”, disse o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, em nota divulgada pela entidade. “Do lado dos custos, o milho deve continuar em viés de queda nas cotações com o avançar da colheita recorde.” A colheita da segunda safra de milho deve ser recorde, superando 88 milhões de toneladas, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), levando o volume total de produção de todas as safras de milho neste ano a 116 milhões de toneladas. O aumento da oferta de milho deve reduzir os custos de produção do setor de suínos, já que o milho usado na nutrição animal é um dos principais componentes dos custos do segmento. Do lado da demanda, o aumento das exportações esperado tende a reduzir a oferta doméstica da proteína. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também disse na semana passada que espera recuperação do setor de carne suína neste ano, com aumento no consumo doméstico.
CARNETEC
Frango: preços estáveis na terça. leve alta de 0,26% no atacado paulista
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, enquanto o frango no atacado teve leve alta de 0,26%, chegando em R$ 7,57/kg
NA cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 5,50/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (25) a ave congelada e a resfriada não mudaram de preço, valendo, ambas, R$ 7,99/kg.
Cepea/Esalq
INTERNACIONAL
Exportações de carne da Argentina cresceram 40% em valor no primeiro trimestre
As exportações de carne bovina da Argentina totalizaram 56.000 toneladas de produto, equivalentes a 80.000 toneladas de peso de carne bovina, em junho, e assim atingiram 426.000 toneladas no primeiro semestre, o que implica um crescimento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com o relatório do Consórcio de Exportadores de Carnes Argentinas ABC, os frigoríficos faturaram um total de US$ 1,762 bilhão pelo comércio exterior de cortes congelados e refrigerados entre janeiro e junho, valor 40% superior ao do mesmo período de 2021. Se somadas os miúdos, o total gerado pela rede foi de US$ 1,88 bilhão. “A subida dos preços e uma maior participação das carnes refrigeradas e das cotas sujeitas a tarifas no total, que apresentam valores médios mais elevados, resultaram num aumento do valor médio faturado, face à média dos primeiros meses de 2021”, refletiu o Consórcio ABC. E acrescentou: “Uma tendência oposta à evolução das tonelagens exportadas, embora se deva destacar a evolução ascendente dos últimos meses, em que os volumes ultrapassaram a média verificada desde que começaram a ser aplicadas medidas de gestão das exportações de carne em 2021”.
Segundo o relatório do Consórcio ABC, uma das chaves do saldo positivo com que terminou o primeiro semestre foi a reativação das compras pela China, destino que explica 76% dos volumes de carne enviados ao exterior e 65% dos dólares gerados. A partir de maio, a China melhorou “significativamente” as compras de carne desossada, a que se acrescentou que nos primeiros seis meses o valor médio pago por tonelada foi de US$ 5.754, o que significa US$ 1.800 a mais que no ano passado e um valor semelhante ao recorde de o final de 2019. “O crescimento dos valores médios da China, nosso principal destino, permitiu o aumento significativo do valor faturado pelas exportações argentinas de carne bovina: 40% no primeiro semestre de 2022”, disse o Consórcio. Da mesma forma, também foi uma boa notícia que os frigoríficos autorizados a exportar para a União Europeia cumpriram quase na totalidade a cota atribuída através da Quota Hilton. “Segundo a informação publicada em 04/07/2022 pela Comissão Europeia, o nosso país certificou um total de 28.101 toneladas no ciclo 2021/22, valor praticamente igual ao comunicado pela área de Cotas de Exportação da Secretaria de Mercados Agrícolas”, indicou o Consórcio. E completou: “O restante não exportado foi de 1.288 toneladas, o menor desde o exercício de 2018/19 em que a cota foi concluída”.
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