CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1774 DE 13 DE JULHO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1774 | 13 de julho de 2022

NOTÍCIAS

Poucos negócios em São Paulo

O mercado do boi gordo nas praças paulistas se manteve devagar em função das escalas confortáveis. Ofertas pontuais abaixo dos preços de referência ocorreram. Na exportação, o volume médio diário embarcado foi de 7,3 mil toneladas, queda de 2,8% frente à média de julho/21 (7,5 mil toneladas)

Em Marabá – PA, os compradores abriram o dia (12/7) ofertando R$2,00/@ a menos para a novilha gorda na comparação feita dia a dia. Para boi gordo e para a vaca gorda os preços permaneceram estáveis. Na exportação de carne bovina, até a segunda semana de julho, foram movimentadas 43,85 mil toneladas de carne bovina in natura. O volume médio diário embarcado foi de 7,3 mil toneladas, queda de 2,8% frente à média de julho/21 (7,5 mil toneladas). Apesar da queda, a receita média diária (US$48,6 milhões) está 18,7% maior frente à receita média diária em julho/21. Segundo apurou a Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, referência para as demais regiões pecuárias, o mercado do boi gordo segue devagar, em função das escalas confortáveis. “Ofertas pontuais abaixo dos preços de referência estão ocorrendo”, informa a Scot. Porém, a referência para o boi gordo paulista seguiu sem alteração na terça-feira, valendo R$ 317/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 284/@ e R$ 304/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo os dados da consultoria. Bovinos destinados ao mercado da China estão sendo vendidos por R$ 325/@.

SCOT CONSULTORIA

Mercado de boi gordo continua com preços acomodados

Dia dos pais será data-chave para reposição mais rápida e retomada do movimento de alta no mercado do boi gordo

O mercado físico de boi gordo continuou com preços acomodados na terça-feira (12). De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as tentativas de compra abaixo da referência média foram traduzidas em menor fluidez dos negócios, justamente os casos de São Paulo e de Mato Grosso do Sul. “Para a segunda quinzena do mês, nesses estados em que as escalas estão mais longas a tendência é por fluxo mais lento de negócios, com algumas tentativas de compra em patamares mais baixos. Para alguns estados as escalas de abate permanecem encurtadas, o que mantém os preços firmes, caso de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso,” destacou Iglesias. Ainda segundo o especialista, para o próximo período de virada de mês a expectativa é de retomada do movimento de alta. O Dia dos Pais acaba considerado como data-chave para justificar uma reposição mais rápida ao longo da cadeia produtiva. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ainda está em R$ 325. Já em Dourados (MS), os preços também permaneceram em R$296. Ao mesmo tempo, em Cuiabá (MT) a arroba de boi gordo continuou em R$ 301. Simultaneamente em Uberaba (MG), os preços ainda estão a R$ 320. Finalmente, em Goiânia (GO), os preços continuam indicados em R$ 305 a arroba. Já o mercado atacadista voltou a apresentar preços estáveis para a carne bovina. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Porém, em relação à primeira quinzena do mês a expectativa é de altas mais consistentes, considerando que além da entrada dos salários na economia haverá também o Dia dos Pais. O quarto dianteiro do boi permaneceu a R$ 17,85, assim como a ponta de agulha seguiu cotada a R$ 17,50. O quarto traseiro ainda teve preço de R$ 22,65 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Sindicato de fiscais agropecuários nega que categoria esteja em greve

Anffa diz que atividades que podem afetar a população estão em ritmo normal

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) informou que a categoria não está em greve e que mantém as atividades de trabalho em ritmo normal em serviços que podem afetar o cidadão. Ontem, a 4ª Vara Federal do Distrito Federal acatou um pedido de liminar em Mandado de Segurança contra a greve da carreira, mas o sindicato esclareceu que a medida se refere aos atos dos dias 14 e 15 de junho, quando a carreira iniciou uma paralisação de 48 horas que foi interrompida. O Anffa Sindical ainda reiterou que, “se há atualmente algum atraso na expedição de certificados, decorre unicamente do já conhecido déficit de auditores, que faz com que esses profissionais trabalhem por horas extras não remuneradas, inclusive em finais de semana e feriados”.

VALOR ECONÔMICO

Projeto de lei que permite pecuária extensiva no pantanal é aprovada na Assembleia Legislativa do Mato Grosso

Na assembleia legislativa do estado de Mato Grosso, foi aprovado o Projeto de Lei 561/2022 que permite a pecuária extensiva na planície alagável da bacia do alto Paraguai, que está localizada no Pantanal

Após a votação ser adiada por um pedido de vista, o projeto foi aprovado na terça-feira (12) na segunda sessão ordinária e vai garantir a manutenção da atividade da pecuária extensiva, bem como a sustentabilidade econômica e a permanência dos pantaneiros naquele bioma. O Projeto de Lei 561/2022 já foi aprovado na primeira votação na sessão ordinária na Assembleia Legislativa, de autoria da Comissão de Meio Ambiente, na quarta-feira (29/06). O projeto que foi aprovado faz alterações na Lei anterior de nº 8830/2008, conhecida como Lei do Pantanal. O projeto foi aprovado na assembleia com 22 votos favoráveis e apenas dois contrários. Agora o projeto será encaminhado ao governador, Mauro Mendes (União Brasil), para assinatura e publicação no Diário Oficial. A proposta foi elaborada pela Assembleia Legislativa em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio ambiente (Sema), tendo como base um estudo técnico realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal. O projeto permite a limpeza de pastagem mediante autorização do órgão ambiental e a criação de corredores ecológicos. “A alteração do caput e do § 1º do art. 11, permite a limpeza de pastagem mediante autorização do órgão ambiental, na forma do regulamento e veda a limpeza de pastagem para restauração campestre, capões, cordilheiras, diques marginais naturais e matas ciliares”, conforme está destacado no projeto de lei.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Presidente da Nelore: carne vegetal não é carne

Pecuaristas do Brasil querem mudanças na legislação brasileira para que proteínas de base vegetal, as chamadas plant-based, não sejam mais chamadas de carne

Nesta semana, a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) divulgou um comunicado cobrando ação dos pecuaristas contra o que chama de “propaganda enganosa”. “Até quando os pecuaristas brasileiros aceitarão passivamente esta propaganda enganosa? Está na hora de reagirmos. Devemos reivindicar para que seja praticada a verdade. Se plant based não é carne, então não pode ser denominada como carne. Simples assim”, protesta, em nota, Nabih Amin El Aouar, presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). A raça Nelore, cujos criadores são representados pela entidade, responde por cerca de 80% do rebanho bovino de corte do Brasil. Médico cardiologista, Aouar associa, em seu comunicado, alimentos plant-based ao que chama de “super processados”, sobre os quais, segundo ele, “os efeitos ainda não estão claros sobre o organismo”. Para reivindicar a mudança nas normas brasileiras, o presidente da ACNB usa como referência um decreto divulgado recentemente na França. O texto proíbe que alimentos proteicos à base de plantas sejam denominados como “carne”, “bife” ou “salsicha”. De acordo com a imprensa europeia, a medida começa a vigorar em primeiro de outubro. No entanto, os produtos vegetais ainda rotulados como carne poderão ser vendidos no mercado até o dia 31 de dezembro deste ano. “Quando essa proibição ocorrerá no Brasil?”, questiona o presidente da Associação. “Está na hora de o governo brasileiro, por meio do Mapa, se posicionar sobre o tema. Nossos objetivos principais são dois: mostrar que plant-based não é carne e fornecer a correta informação para os consumidores”, acrescenta.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha no maior nível desde janeiro com temor de recessão global e aumento da covid na China

Os ganhos recentes da moeda americana – que atingiu paridade com o euro – também impactam negativamente o mercado de câmbio no Brasil

O dólar acelerou a alta no fim da tarde e fechou o dia em alta de 1,27%, a R$ 5,4385, maior nível desde 26 de janeiro. A depreciação do real refletiu o clima avesso a risco que vem dominando o exterior nesta semana, com o aumento dos temores de recessão diante do avanço de casos de covid-19 na China. Os ganhos recentes da moeda americana – que atingiu paridade com o euro – também impactam negativamente a divisa brasileira. Já no plano doméstico, a votação da PEC das bondades na Câmara fica no radar dos investidores. O índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, subia 0,13%, negociado a 108,16 pontos. Um novo crescimento nos casos de covid-19 na China impulsiona os temores de recessão nesta semana, à medida que a política de covid zero adotada pelo país pode levar a novas restrições de circulação, afetando as cadeias de suplementos globais. O clima faz com que o petróleo tenha fortes quedas, impactando o câmbio por aqui. Os contratos do tipo Brent e WTI encerraram o dia com recuos de mais de 7% no mercado internacional. Ainda no exterior, o mercado já se prepara para a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos, que acontece amanhã, enquanto o dólar opera nas máximas históricas conforme o DXY.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fecha próximo da estabilidade, à espera por novos dados dos EUA

O Ibovespa fechou em leve alta, próximo da estabilidade, enquanto o mercado espera por dados de inflação nos Estados Unidos

Ao longo da sessão, as commodities exerceram pressão baixista, enquanto ativos locais deram impulso. Após ajustes, o índice registrou avanço de 0,06%, aos 98.271 pontos. No exterior, S&P 500 fechou em queda de 0,92%, aos 3.819 pontos; Dow Jones em baixa de 0,62%, aos 30.981 pontos, e Nasdaq em recuo de 0,95%, aos 11.265 pontos. Entre as maiores quedas do índice, SLC ON caiu 6,19% em razão do recuo no preço de grãos na Bolsa de Chicago. Petrobras ON recuou 1,96% e Petrobras PN caiu 1,50% acompanhando a baixa no petróleo Brent, cujo contrato para agosto perdeu 7,10% hoje, a US$ 99,49 o barril. Vale ON teve leve avanço de 0,30% apesar da forte baixa nas cotações do minério de ferro. O setor de varejo foi responsável pelos principais avanços do dia. Magazine Luiza ON avançou 11,41%; Via ON ganhou 9,44%. Americanas ON subiu 8,26%.

VALOR ECONÔMICO

Mercado passa a ver piora no rombo fiscal em 2022 após seis meses de revisões otimistas

O mercado financeiro piorou a projeção para o resultado primário das contas do governo federal em 2022 após seis meses consecutivos de revisões mais otimistas, mostrou relatório Prisma Fiscal divulgado na terça-feira pelo Ministério da Economia, indicando também um aumento na previsão para a dívida bruta no ano

De acordo com o documento, que capta projeções de agentes de mercado para as contas públicas, a expectativa para o resultado primário do governo central neste ano ficou em déficit de 20,0 bilhões de reais, ante rombo de 11,9 bilhões de reais projetado em junho. A mudança de rumo nas expectativas coincide com a proposição pelo governo e análise no Congresso da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para liberar desembolsos por fora do teto de gastos neste ano em aproximadamente 40 bilhões de reais para turbinar benefícios sociais. As revisões das projeções para resultados mais positivos em 2022 haviam começado em janeiro, quando os agentes de mercado melhoraram a previsão de rombo fiscal neste ano de 95,5 bilhões de reais para 88,7 bilhões de reais. Os resultados seguintes trouxeram perspectivas melhores para as contas públicas, até a interrupção da trajetória observada no atual levantamento. As projeções do mercado para o resultado primário refletem uma elevação na estimativa da despesa total do governo, de 1,770 trilhão de reais para 1,793 trilhão de reais. Houve uma melhora menos intensa nas expectativas para a receita líquida federal, passando de 1,762 trilhão de reais no relatório anterior para 1,775 trilhão de reais na pesquisa deste mês. Com a piora nos dados, os analistas consultados pela pasta aumentaram a expectativa para a dívida bruta do governo geral em 2022 para 79,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 78,9% na pesquisa de junho. O governo vem registrando recordes de arrecadação em meio à retomada da atividade econômica e alta da inflação. Além de afirmar que a estratégia do momento é converter esse ganho de receitas em cortes de tributos, a equipe econômica deu aval para a aprovação da PEC que cria e amplia benefícios sociais em ano eleitoral. Nos últimos meses, o governo já anunciou cortes de PIS/Cofins de combustíveis, redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para uma série de produtos e cortes de tarifas de importação.

Para 2023, as projeções de mercado indicam déficit primário de 30,0 bilhões de reais no governo central, ante 24,8 bilhões de reais na estimativa trazida pelo relatório anterior. A dívida bruta no ano que vem, segundo os prognósticos, deve ficar em 82,50% do PIB, ante 81,75% previstos no mês passado.

Reuters

Setor de serviços do Brasil cresce 0,9% em maio

Segundo o IBGE, todas as cinco atividades do setor tiveram aumento no mês; em 12 meses, alta é de 11,7%

O setor de serviços voltou a crescer em maio, corroborando as expectativas de economistas de um avanço na atividade econômica brasileira no segundo trimestre. O volume de serviços prestados no País teve uma expansão de 0,9% em relação a abril, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços divulgados na terça-feira, 12, pelo IBGE. De janeiro a maio, os serviços acumularam um ganho de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 12 meses, a alta é de 11,7%. Com isso, o volume de serviços prestados chegou a maio operando em patamar 8,4% superior ao de fevereiro de 2020, antes do agravamento da crise sanitária no País. O setor de serviços é o mais importante da economia brasileira e representa cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado positivo se soma a outros indicadores que vêm mostrando uma expansão da atividade econômica. A produção industrial aumentou 0,3% em maio ante abril. Um destaque é que a retomada no setor de serviços agora tem ocorrido em todas as atividades pesquisadas pelo IBGE: transportes, informação e comunicação, serviços profissionais, serviços prestados às famílias e outros serviços. Todas registraram alta em maio. “Tanto as atividades de caráter presencial quanto aquelas que não são presenciais mostraram taxas positivas. Em meses anteriores, havia alternância”, disse Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE. A leitura geral é de retomada, mas uma parte importante das atividades pesquisadas pelo IBGE segue operando em nível abaixo do pré-covid. Em maio, por exemplo, os transportes passaram a operar 16,7% acima do nível pré-pandemia, enquanto os serviços prestados às famílias ainda estavam 7% abaixo. Também estão acima do nível pré-pandemia os segmentos de serviços de informação e comunicação (12,4% acima), serviços profissionais (6,1% acima) e de outros serviços (1%). Apesar da melhora no setor de serviços até maio, economistas preveem que o crescimento deve desacelerar, refletindo uma perda do impulso do começo do ano.

O Estado de São Paulo

Brasil soma mais de 66 milhões de inadimplentes em maio e tem maior média da série histórica

Bancos, cartões e contas básicas como água, luz e gás, estão entre os segmentos que mais endividam os brasileiros

Em maio, o Brasil atingiu a marca de 66,6 milhões de inadimplentes, segundo indicador da Serasa Experian. O número é o maior desde o começo da série histórica iniciada em 2016. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o levantamento registra um aumento de 4 milhões de CPFs negativados. A análise por setor apontou que o maior volume de dívidas está no segmento de bancos e cartões, com 28,2% do total. Em seguida aparecem contas básicas, como água, luz e gás agrupadas na área de utilities, com 22,7%. Em terceiro lugar ficam varejo e financeiras, com 12,5% cada um. Entre os Estados brasileiros, São Paulo concentra o maior número de inadimplentes (15,6 milhões), seguido pelo Rio de Janeiro (6,7 milhões), Minas Gerais (6,3 milhões), Bahia (4,1 milhões) e Paraná (3,5 milhões). Diante desse cenário, a Serasa Experian informou que oferece atualmente 2,2 milhões de negociações de ofertas com condições especiais de quitação de dívidas por até R$ 100,00 por meio da Serasa Limpa Nome. Os acordos podem ser realizados com mais de 100 empresas, como bancos, financeiras, companhias telefônicas, lojas de varejo, universidades e securitizadoras.

O Estado de São Paulo

Balança tem superavit de US$36,82 bilhões no ano, até a segunda semana de julho

Recuo de 7,5% em relação ao período de janeiro a julho do ano passado. A corrente de comércio subiu 24,3%, atingindo US$ 311,01 bilhões, na soma de US$ 173,91 bilhões em exportações e US$ 137,09 bilhões em importações

Os dados foram divulgados na segunda-feira (11/07) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. No mês, até a segunda semana, o saldo foi positivo em US$ 2,51 bilhões, em alta de 24,8% sobre julho de 2021. A corrente de comércio alcançou US$ 17,06 bilhões, subindo 43,4%, com exportações de US$ 9,79 bilhões (+40,7%) e importações de US$ 7,28 bilhões (+47,2%). Apenas na segunda semana de julho, houve superávit de US$ 2,045 bilhões, com a corrente de comércio chegando a US$ 14,108 bilhões, refletindo exportações no valor de US$ 8,077 bilhões e importações de US$ 6,032 bilhões. Entre os setores, as exportações da Agropecuária aumentaram 57,8% neste mês, até a segunda semana, chegando a US$ 2,16 bilhões, com destaque para o crescimento das vendas de milho não moído, exceto milho doce (+160,5%), café não torrado (+96,7%) e soja (+49,1%). Na Indústria Extrativa, os embarques cresceram 26,9%, atingindo US$ 2,57 bilhões, puxados pelas vendas de outros minerais em bruto (+130,1%), minérios de cobre e seus concentrados (+114,7%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+149,8%). Também aumentaram as vendas da Indústria de Transformação (+42,7%), que alcançaram US$ 5,04 bilhões. A expansão nesse setor foi impulsionada pelo crescimento das exportações de açúcares e melaços (+58,3%), farelos de soja e outros alimentos para animais, excluídos cereais não moídos, farinhas de carnes e outros animais (+49%) e óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+48,1%). Do lado das importações, até a segunda semana de julho, cresceram 15,7% as compras para a Agropecuária, que somaram US$ 144,23 milhões, impulsionadas pelas altas nos desembarques de trigo e centeio, não moídos (+83,7%), milho não moído, exceto milho doce (+39%) e frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+22,6%). Na Indústria Extrativa, as compras aumentaram 22%, chegando a US$ 386,65 milhões, com destaque para as entradas de outros minérios e concentrados dos metais de base (+63,9%), carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (81,5%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+57,3%). A Indústria de Transformação elevou em 50,3% as importações até segunda semana do mês, somando US$ 6,69 bilhões. Contribuíram para o crescimento, principalmente, os aumentos das compras de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+146,3%), compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (+81,4%), além de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+175,5%).

Ministério da Economia

EMPRESAS

Frigol levanta R$ 100 milhões com emissão de CRAs

Foi a primeira operação estruturada de longo prazo da empresa no mercado de capitais

A Frigol, quarto maior frigorífico de carne bovina do país, informou que acaba de levantar R$ 100 milhões em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que serão usados para alongar o perfil de sua dívida. Coordenada pelo Banco Safra, foi a primeira operação estruturada de longo prazo da empresa no mercado de capitais. Os títulos vencerão em cinco anos e a remuneração aos investidores será de CDI + 5,75% ao ano. “É uma grande conquista. Demonstra que estamos sendo reconhecidos pelo nosso trabalho, focado em excelência operacional, e consequente entrega de melhores resultados e produtos para o mercado. Também é uma sinalização que o mercado investidor está otimista com o setor”, destaca Eduardo Miron, CEO da Frigol, em nota enviada ao Valor. Na nota, a companhia realça que a emissão acontece em um momento de resultados positivos, depois de um primeiro semestre de novos recordes. Dados preliminares indicam que o faturamento superou R$ 2 bilhões e foi 35% maior que o do mesmo período do ano passado, e que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) chegou a cerca de R$ 180 milhões, com margem Ebitda próxima de 10%. Em linha com uma estratégia que ganhou força nos últimos anos, as exportações continuaram em alta e representaram mais ou menos a metade do faturamento de janeiro a junho. A China é o principal destino dos embarques de carne bovina da Frigol, que foi fundada em 1992 e tem operações em São Paulo e no Pará.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Cotações estáveis no mercado de suínos com alterações no preço do vivo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 129,00/R$ 138,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,40 o quilo/R$ 9,80 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (11), não houve mudança de preço em Minas Gerais, valendo R$ 7,26/kg, e foi registrada queda de 0,27% em São Paulo, atingindo R$ 7,26/kg. Houve leve alta de 0,81% no Rio Grande do Sul, chegando em R$ 6,26/kg, 0,16% no Paraná, alcançando R$ 6,32/kg e 0,16% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,34/kg.

Cepea/Esalq

Frango tem alta de 1,67% para ave na granja em São Paulo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja teve alta de 1,67%, chegando em R$ 6,10/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 0,39%, alcançando R$ 7,75/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Os preços no Paraná e em Santa Catarina ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 5,55/kg e R$ 4,87/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (11), tanto a ave congelada quanto a resfriada não tiveram mudança de valor, custando, respectivamente, R$ 8,24/kg e R$ 8,20/kg.

Cepea/Esalq

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