
Ano 8 | nº 1693| 17 de março de 2022
NOTÍCIAS
Boi gordo: arroba cai em São Paulo, Minas e Mato Grosso do Sul
Cotação nas regiões paulistas recuou R$ 2 na quarta-feira, para R$ 340/@, a prazo, segundo a Scot Consultoria
Na comparação com o dia anterior (15/3), houve queda de R$ 2/@ nas cotações do boi e da vaca prontos para abate, agora negociados no mercado paulista em R$ 340/@ e R$ 298/@, respectivamente (valores brutos e a prazo). O valor da novilha gorda se manteve estável, a R$ 332/@, preço bruto e a prazo. Segundo a Scot, os negócios com o boi-China (abatido mais jovem, geralmente abatido com idade inferior a 30 meses) são fechados pelo valor máximo de R$ 345/@ em São Paulo, uma redução de R$ 5/@ em relação ao preço máximo registrado na semana passada. A consultoria IHS Markit observou, na quarta-feira, recuos pontuais nos preços da arroba em algumas praças do Mato Grosso do Sul e de Minas Gerais. Em Dourados (MS), o boi gordo caiu de R$ 315/@ para R$ 310/@, enquanto em Campo Grande (MS) saiu de R$ 317/@ para R$ 312/@. Na região de Belo Horizonte, de acordo com apuração da IHS Markit, o macho terminado recuou de R$ 307/@ para R$ 304/@. As regiões Norte e Nordeste, sobretudo nos Estados do Maranhão, Tocantins e Pará, ainda dispõem de ofertas razoáveis de gado gordo.
Scot Consultoria/IHS
Abate de bovinos em MT cai 19% em fevereiro, exportação de carne é recorde
Os abates de bovinos em Mato Grosso, estado com o maior rebanho no Brasil, caíram 19% em fevereiro, na comparação com janeiro, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) divulgados em relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)
“Apesar da demanda aquecida, o principal fator balizador para esse movimento foi a escassez de animais prontos para o abate, com a engorda ainda sendo finalizada nos pastos”, disse o Imea. “Para o mês de março, há um número maior de lotes sendo entregues, visto que a engorda nos pastos iniciou mais cedo em 2021.” O maior declínio nos abates em fevereiro ocorreu para os machos, 27% abaixo do registrado em janeiro, a 183,62 mil cabeças abatidas.
Na categoria das fêmeas, a queda nos abates foi de 9%, a 348,32 mil cabeças. Já as exportações de carne bovina de Mato Grosso foram recorde para o mês de fevereiro, a 45,1 mil toneladas (eq. c.). Esse recorde foi influenciado pelas compras da China, que elevou as importações de carne bovina do estado em 75,2% ante janeiro. O Egito, segundo maior comprador, reduziu as compras em 52,1%. “Após o quarto bimestre de 2021 ter sido marcado por queda nos envios internacionais, o primeiro bimestre de 2022 começou mais aquecido, com o volume de 88,69 mil toneladas em equivalente carcaça exportadas no estado”, disse o Imea.
CARNETEC
Alta de preços dos insumos faz PIB do agronegócio subir 8,3% em 2021
Setor respondeu por 27,4% do PIB brasileiro, a maior participação desde 2004, quando foi de 27,5%. O PIB da pecuária recuou 8,95%.
Apesar de uma desaceleração no segundo semestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cresceu 8,36% em 2021. Em decorrência do bom desempenho do PIB agregado do agronegócio em 2021, o setor alcançou participação de 27,4% no PIB brasileiro, a maior desde 2004, quando foi de 27,5%. Os segmentos primário e de insumos se destacaram em 2021, com aumentos de 17,52% e 52,63%, respectivamente. O PIB também cresceu para os outros dois segmentos, 1,63% para a agroindústria e 2,56% para os agrosserviços. Dentre os ramos, enquanto o PIB do agrícola avançou 15,88% de 2020 para 2021, o PIB do pecuário recuou 8,95%. O crescimento do PIB do segmento primário agrícola decorreu, especialmente, do alto patamar real dos preços dos insumos, tendo em vista as expressivas quebras de produção para importantes culturas, devido ao clima desfavorável. O avanço da renda nesse segmento não foi ainda maior por conta do também expressivo incremento dos custos de produção. Esse crescimento refletiu, em grande medida, a alta importante dos preços de fertilizantes e de máquinas agrícolas. Porém, o aumento da produção nacional de fertilizantes, defensivos e máquinas agrícolas também impulsionou os resultados. De acordo com o Cepea, o fraco desempenho do ramo pecuário teve como principal fator de pressão o aumento expressivo dos custos com insumos, seja dentro da porteira, na agroindústria ou nos agrosserviços do ramo. No segmento primário, o PIB cresceu, mas com resultado bem modesto tendo em conta as fortes elevações dos preços dos animais vivos e do leite.
CEPEA
Abertura canadense pode trazer mercado mexicano
A abertura do mercado canadense para a carne bovina e suína do Brasil, anunciada em 14/03 pela Ministra da Agricultura Tereza Cristina durante sua missão ao país, pode abrir também o mercado do México, agora o único país da América do Norte que impede a entrada da carne bovina brasileira
O setor acredita que os embarques para o Canadá devem começar rapidamente porque os protocolos firmados dispensam a necessidade de inspeções sanitárias in loco, como ocorre, por exemplo, com a China. Do lado da indústria de suínos, também contemplada pela abertura do Canadá, as perspectivas são de que os embarques comecem a ser realizados a partir de maio, segundo o Diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luis Rua. “A gente vai agora para SIAL Montreal, de 20 a 22 de abril com apoio da Apex, Ministério da Agricultura, Ministério das Relações Exteriores e estamos levando já quatro empresas. Algumas já tinham negócios em aves, outras nunca estiveram no mercado canadense, mas seguramente vai ser um ponto bastante importante de encontro para aqueles que não tiverem seus clientes estabelecidos de alguma forma estabelecer esse primeiro contato”, pontua Rua ao destacar que oito frigoríficos de Santa Catarina estariam prontos para atender os protocolos canadenses e iniciar a exportação para o país. “É um mercado de tarifa zero, o que dá competitividade ao Brasil. E a gente sabe dos problemas que os EUA vêm enfrentando em relação a abate e a dificuldade em conseguir pessoal, com a produção americana diminuindo. Então o Brasil, de alguma, forma deve ajudar a complementar a produção local canadense e pegar um espaço importante desse mercado”, informa Rua.
PECUARIA.COM
ECONOMIA
BC ameniza aperto monetário e eleva Selic para 11,75%
O ritmo no aumento da taxa foi mais brando do que o adotado nas últimas três reuniões, quando a autoridade monetária promoveu elevações de 1,5 ponto percentual nos juros
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou na quarta-feira a taxa básica de juros em 1,00 ponto percentual, para 11,75% ao ano. Esta é a oitava alta consecutiva da Selic. Para a próxima reunião, Copom antevê outro ajuste da mesma magnitude. “O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da há 4 minutos inflação para suas metas, e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária, diz o comunicado. A decisão da quarta veio em linha com a mediana das expectativas do mercado e dentro do sinalizado pela autoridade monetária no encontro anterior — na reunião de fevereiro, o BC indicou que reduziria o ritmo de aperto monetário, mas não especificou a magnitude dos próximos ajustes. Na ocasião, a Selic foi elevada em 1,5 ponto, para 10,75% ao ano. Em levantamento realizado pelo Valor com 93 instituições financeiras e consultorias, 82 esperavam que a Selic fosse elevada em 1 ponto percentual, para 11,75%. Nove casas projetavam aumento de 1,25 ponto, enquanto duas acreditavam que o comitê iria manter o ritmo de elevação dos juros em 1,5 ponto. O Copom se reúne novamente em 3 e 4 de maio.
VALOR ECONÔMICO
Dólar à vista fecha em queda de 1,29%, a R$5,0917
O dólar sofreu a maior queda em quase duas semanas na quarta-feira, voltando a ficar abaixo de 5,10 reais, com operadores vendendo a moeda depois de forte volatilidade logo após a primeira alta de juros nos Estados Unidos em três anos
As negociações aqui refletiram no fim do dia o rali de risco que impulsionou Wall Street e derrubou o dólar frente a uma cesta de moedas de países ricos e emergentes. As declarações do líder do banco central norte-americano (Fed), Jerome Powell, que falou em coletiva de imprensa após a decisão, geraram leituras diversas entre investidores, com teses de que Powell soou “dovish” (inclinado a menor aperto das condições monetárias) ao falar de riscos à economia, mas “hawkish” (duro com a inflação) ao indicar altas em todas as reuniões do Fomc neste ano. Um entendimento corrente é de que o Fed estaria contando com uma desaceleração da atividade para esfriar a alta dos preços –com o menor ritmo da economia causado pelas altas sequenciais de juros. Isso teria causado a reversão das curvas de juros nos EUA entre cinco e dez anos, um clássico sinal de recessão, o que, por tabela, prenunciaria cortes de taxa. Esse raciocínio teria derrubado o dólar após uma alta inicial e, ao mesmo tempo, impulsionado Wall Street. Aqui, a moeda à vista acabou fechando em queda de 1,29%, a 5,0917 reais. Lá fora, o índice do dólar contra uma cesta de divisas fortes chegou a cair quase 0,7% após subir 0,1% na máxima.
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Ibovespa sobe 2% com apoio de NY após alta de juros nos EUA
O Ibovespa subiu 1,98%, a 111.112,43 pontos, após quatro baixas seguidas. O volume financeiro da sessão foi de 44,2 bilhões de reais, em dia de vencimento de opções de índice
O Fed, banco central norte-americano, subiu o juro em 0,25 ponto percentual nos EUA, para a faixa entre 0,25% e 0,50%, medida amplamente esperado pelo mercado. A decisão foi por 8 a 1 entre os membros do colegiado. A instituição projetou que sua taxa básica atingirá o intervalo de 1,75% a 2% até o fim do ano, o que indica no mínimo seis altas de 0,25pp. Além disso, o Fed afirmou que espera começar a reduzir seu balanço de quase 9 trilhões de dólares “em uma próxima reunião”. Powell disse que os detalhes da redução do balanço podem ser finalizados na próxima reunião de política monetária, em maio, e afirmou que a economia do país está forte o suficiente para uma redução nas compras de ativos. Para Roberto Motta, chefe da mesa de derivativos da Genial, “Powell acalmou o mercado quando falou que a economia está forte o suficiente” para suportar o início do ciclo de alta de juros, após comunicado “mais duro” que o esperado quanto à inflação. O humor era positivo nos mercados já antes da decisão do Fed, diante da declaração do presidente ucraniano de que as negociações com a Rússia estão se tornando “mais realistas”, enquanto o Ministro das Relações Exteriores russo afirmou que há “alguma esperança de compromisso”.
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Guerra pode pressionar PIB do agronegócio do Brasil em 2022, diz Cepea
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro tende a desacelerar ou até cair em 2022, quando comparado à alta de 8,36% registrada no ano passado, pressionado por custos de produção elevados pelos impactos da guerra na Ucrânia, estimou nesta quarta-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) à Reuters
Em uma projeção preliminar, a pesquisadora da área de macroeconomia do Cepea Nicole Rennó disse que o PIB do setor pode cair de 4% a 6% no cenário mais pessimista, e subir até 5% na melhor perspectiva. “Esperamos um desempenho pior do PIB do agronegócio, mas lembrando que a base está muito alta… O que vai trazer grande desafio para o PIB é o cenário (que) está mais complicado por conta dos custos em alta”, disse. Ela afirmou que as despesas elevadas já atingiam o agro no ano passado. “E a situação foi agravada por conta dos fertilizantes, (com o conflito) da Rússia”, acrescentou. “Agora, os custos com fertilizantes, energia, combustíveis e, se a gente pensar na pecuária, preços dos grãos que devem continuar firmes, representam mais custos para o setor como um todo.” A especialista ainda destacou que a demanda doméstica tende a continuar fraca, fator que pesa sobre a pecuária. Embora as exportações sejam um importante impulsionador dos resultados do segmento de carnes, disse ela, a maior parcela da produção é destinada ao consumidor brasileiro. O ano de 2021 foi marcado por aumento de 8,36% no PIB, mensurado pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Contudo, o avanço veio abaixo da expectativa de 9,37%, uma vez que a inflação deteriorou a medida de renda real do agronegócio. A quebra de safra de milho e resultados negativos na pecuária também limitaram o crescimento anual. Ainda assim, o agronegócio alcançou participação de 27,4% no PIB brasileiro, a maior desde 2004 –quando foi de 27,53%. Segundo o levantamento, o setor agrícola registrou alta de 15,88%, enquanto a pecuária recuou 8,95% no ano passado. Na pecuária, a queda teve como principal fator de pressão o forte aumento dos custos com insumos, seja dentro da porteira, na agroindústria ou nos agrosserviços do ramo. Além dos preços elevados de animais vivos, a quebra na segunda safra de grãos do ano passado elevou os custos com milho, matéria-prima utilizada na ração utilizada na pecuária. “Ademais, a menor produção de boi gordo também influenciou negativamente o PIB pecuário”, afirmou o Cepea. O Cepea também destacou que na agroindústria de carnes a relação entre faturamento e custos com insumos foi ainda mais desfavorável, diante das dificuldades de repasse das elevações das matérias-primas ao consumidor final devido a fragilização da demanda doméstica.
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Ipea: Inflação acelera para todas as faixas de renda em fevereiro
A renda alta foi o que teve a maior inflação, com taxa de 1,07%
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou ontem dados de fevereiro do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, que apontam para uma aceleração inflacionária para todas as faixas de renda. As famílias de renda alta registraram a maior aceleração inflacionária no período, passando de 0,34% em janeiro para 1,07% em fevereiro. Já o segmento que apresentou a menor taxa inflação em fevereiro foi o das famílias com renda média-baixa (0,93%). No acumulado em 12 meses, as famílias de renda muito baixa apresentam a maior alta inflacionária, cuja taxa de 10,9%, se mantém pouco superior à registrada pelas faixas de renda baixa e média-baixa (10,7% e 10,8%, respectivamente) e acima da faixa de renda alta (9,7%). A análise dos dados desagregados de fevereiro mostra que a alta do grupo ‘alimentos e bebidas’ foi a principal responsável pela pressão inflacionária das famílias de renda mais baixa (com renda domiciliar menor que R$ 1.808,79). Essa pressão é explicada pelos aumentos registrados nos cereais, farináceos e panificados, como feijão (9,4%), farinha de trigo (2,8%), biscoito (2,3%), macarrão (1,1%) e pão (1,0%). O forte crescimento dos preços dos alimentos in natura, especialmente da batata (23,5%), da cenoura (55,4%) e do repolho (25,7%), aliado a alta do café (2,5%) e leite (1,0%), ajudam a explicar esta contribuição altista para a inflação das famílias de menor renda. Enquanto isso, a pressão inflacionária para as famílias de renda mais alta veio dos reajustes 6,7% das mensalidades escolares e de 3,9% dos cursos extracurriculares que fizeram do grupo educação o maior foco inflacionário em fevereiro. Para o segmento de renda alta (com renda domiciliar maior que R$ 17.764,49) os reajustes de 3,8% do transporte escolar, de 2,2% do transporte por aplicativo e de 1,5% dos pacotes turísticos também representaram pontos de pressão. Entretanto, os efeitos desses aumentos foram atenuados por conta das deflações dos planos de saúde (-0,69%), das passagens aéreas (-5,0%), do etanol (-5,0%) e da gasolina (-0,47%). “Embora as principais altas estejam concentradas nos grupos alimentação e educação, houve um aumento de preços mais generalizado em fevereiro, tendo em vista que todos os grupos exerceram uma pressão altista em todos os segmentos de renda”, afirma a pesquisadora do Ipea Maria Andréia Parente Lameiras, autora do indicador mensal. A inflação acumulada em 12 meses também voltou a acelerar para todas as faixas de renda, com exceção das famílias de renda média e média alta. A maior alta no período está centrada na classe de renda muito baixa (10,9%), enquanto a menor é verificada no segmento de renda alta (9,7%). Os dados desagregados mostram que a maior pressão inflacionária nos últimos 12 meses para as famílias de renda mais baixa veio do grupo habitação. Esse impacto vem por conta dos reajustes de 28,1% das tarifas de energia elétrica e de 27,6% do gás de botijão. Já para as famílias de renda mais alta, a pressão está no grupo transportes, refletido pelos aumentos de 32,6% da gasolina, de 36,2% do etanol e de 27,7% do transporte por aplicativo. Além disso, as altas dos alimentos em domicílio, principalmente os reajustes de 8,6% das carnes, de 19,6% das aves e ovos, de 43,8% do açúcar e de 61,2% do café, também provocaram impactos altistas significativos sobre a inflação no período, sobretudo para as camadas de renda mais baixa.
IPEA
Setor de serviços do Brasil inicia o ano com perdas inesperadas em janeiro
O setor de serviços brasileiro iniciou 2022 com queda inesperada no volume em janeiro, após dois meses de fortes altas, mas permanece acima do patamar pré-pandemia
O volume do setor teve em janeiro recuo de 0,1% na comparação com dezembro, segundo os dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fica abaixo do ganho de 0,2% esperado em pesquisa da Reuters, depois de avanços de 1,7% em dezembro e 2,9% em novembro. Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume apresentou alta de 9,5%, ante expectativa de 9,3%. O resultado de janeiro deixou o setor 7,0% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, mas ainda 5,2% abaixo do pico da série, registrado em novembro de 2014. O avanço da vacinação contra a Covid-19 no país permitiu a retomada dos serviços com contato social, os mais afetados pela pandemia, embora a disseminação da variante Ômicron no início deste ano tenha apresentado desafios. O setor enfrenta ainda um cenário de redução da renda dos trabalhadores, em meio à inflação elevada no país, e de acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, ainda não é possível saber se a perda vista em janeiro seria um ponto de inflexão ou apenas uma tomada de fôlego. “Não sabemos o que vai ocorrer daqui para frente, mas o que dá para dizer é que o ritmo do setor de serviços está cada vez menor”, avaliou Lobo, citando uma acomodação do setor. “Não dá para chamar janeiro de mês de inflexão dos serviços.” “A Ômicron não parece ter sido a causa para essa queda. Talvez um nível de preços mais alto, menor renda e desemprego muito elevado”, completou. Três das cinco atividades pesquisadas apresentaram retração no volume em janeiro, com destaque para a queda de 4,7% dos serviços de informação e comunicação, segundo mês consecutivo de perdas. Nessa atividade, o segmento de tecnologia da informação caiu 8,9%, contribuindo “decisivamente” para o resultado do setor de serviços no primeiro mês do ano, de acordo com Lobo. Também apresentaram quedas os serviços prestados às famílias (-1,4%), interrompendo nove meses seguidos de ganhos; e outros serviços (-1,1%). Os resultados positivos em janeiro foram registrados por transportes (1,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%). O índice de atividades turísticas, por sua vez, cresceu 1,1% em relação a dezembro, oitava taxa positiva nos últimos nove meses, acumulando ganho de 69,6%. Ainda assim, o segmento permanece 9,7% abaixo do patamar pré-pandemia.
REUTERS
IGP-10 desacelera alta a 1,18% em março, mas reajuste de combustíveis deve pesar à frente
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou a alta a 1,18% em março, depois de avançar 1,98% no mês anterior, sob influência do arrefecimento da inflação ao produtor, que ainda não sentiu o recente ajuste para cima nos preços domésticos dos combustíveis
O dado divulgado na quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) levou o índice acumulado em 12 meses a uma alta de 14,63%. Também ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 1,27%. “O reajuste dos combustíveis, subitem com peso destacado nos índices da família IGP, não influenciou o comportamento desta edição do IGP-10, cujo período de coleta foi encerrado no dia 10 de março”, disse em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. Na quinta-feira passada, dia 10, a Petrobras anunciou elevação dos preços do diesel em cerca de 25% em suas refinarias, além de alta de quase 19% da gasolina, na esteira dos ganhos nas cotações do petróleo no mercado internacional em função da guerra na Ucrânia. Sem contemplar ainda a alta dos preços domésticos desses produtos, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, subiu 1,44% em março depois de salto de 2,51% em fevereiro. “As principais fontes de pressão no IPA foram soja (7,32% para 8,75%), cuja cotação segue em elevação e, ovos (-0,12% para 20,62%), refletindo os efeitos sazonais próprios dessa época do ano”, disse Braz. Para o consumidor a pressão aumentou, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, acelerando a alta para 0,47% em março, de 0,39% no mês anterior. A principal colaboração para esse resultado partiu do grupo Alimentação, que acelerou a alta para 1,54% este mês, de 1,09% anteriormente. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez teve alta de 0,34% no período, depois de subir 0,61% em fevereiro.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: preços estáveis na quarta-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 109,00/R$ 116,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 8,40 o quilo/R$ 8,70 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (15), os preços ficaram inalterados em Minas Gerais, custando R$ 6,07/kg, e em Santa Catarina, com valor de R$ 5,44/kg. Houve queda de 0,75% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 5,30/kg, baixa de 0,56% no Paraná, alcançando R$ 5,33/kg, e de 0,33% em São Paulo, fechando em R$ 6,10/kg.
Cepea/Esalq
Frango: preços em alta
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,20/kg, enquanto a ave na granja aumentou 1,69%, valendo R$ 6,00/kg.
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,03/kg, assim como o Paraná, custando R$5,05/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (15), a ave congelada valorizou 1,41%, alcançando R$ 7,21/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,57%, fechando em R$ 7,11/kg.
Cepea/Esalq
ABRAFRIGO
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