
Ano 8 | nº 1666 | 04 de fevereiro de 2022
NOTÍCIAS
Boi gordo: ofertas de venda e de compra equilibradas nas praças paulistas
Com o escoamento no mercado doméstico sem força, somado à oferta limitada de animais terminados, as cotações dos bovinos para abate nas praças paulistas não sofreram mudanças na comparação diária
No Oeste da Bahia, com as escalas de abate prontas para a próxima semana, os compradores abriram o dia ofertando menos pelos bovinos terminados. Comparado com o fechamento anterior (2/2), a queda foi de R$2,00/@ de boi e novilha gordos e de R$7,00/@ de vaca gorda. A oferta de animais na região de Belo Horizonte – MG aumentou e os preços perderam firmeza. Na comparação diária, a queda foi de R$5,00/@ de boi e vaca gordos e R$3,00/@ de novilha gorda.
SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Exportações iniciam o ano em forte ritmo
Segundo dados da Secex, o volume de carne bovina escoado pelo Brasil ficou acima de 140 mil toneladas, um recorde para o mês e com avanços de 10,7% sobre a quantidade de dezembro/21 e de 31% sobre a de janeiro/21
Quanto aos preços da arroba no mercado interno (Indicador CEPEA/B3, mercado paulista), a média de janeiro atingiu R$ 338,46, um recorde, em termos reais, considerando-se a série completa de médias mensais deflacionadas (IGP-DI), aumentos de 5,5% na comparação mensal e de 2,36% na anual.
Cepea
Recorde de embarques de carne em janeiro elevou preço do boi
Segundo o Cepea, cotação média em São Paulo alcançou no mês passado o patamar inédito de R$ 338,46 por arroba
O volume recorde de exportações brasileiras de carne bovina em janeiro elevou as cotações da arroba do boi no mercado interno. No mês passado, o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, com base no Estado de São Paulo, alcançou média de R$ 338,46 por arroba, um patamar inédito em termos reais. Em comparação com o mês anterior, o preço da arroba aumentou 5,5%, de acordo com o Cepea. O aumento em relação a janeiro do ano passado foi de 2,36%. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no mês passado, o país embarcou mais de 140 mil toneladas de carne bovina, maior volume já registrado em um mês de janeiro. O volume cresceu 31% em relação a janeiro de 2021.
VALOR ECONÔMICO
Aberta consulta pública para procedimentos de abate e inspeção de bovídeos
A proposta busca harmonizar e regulamentar os procedimentos, alinhados com o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal
Está disponível no portal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o processo de consulta pública, pelo prazo de 75 dias, para os procedimentos de abate e de inspeção ante e post mortem de bovídeos em abatedouros frigoríficos sob inspeção federal no Brasil. A proposta busca harmonizar e regulamentar os procedimentos, alinhados com o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal (Riispoa).
O documento aborda o processo de abate como um todo, bem como os procedimentos a serem realizados para a inspeção de bovídeos, referentes à recepção, avaliação e segregação dos animais, ao abate de emergência, à avaliação clínica dos animais antes do abate, à necropsia, à preparação para a execução das técnicas de exame nas linhas de inspeção e técnicas de exame, destinação de carcaças e vísceras pelo serviço de inspeção e respectivos registros e documentos relacionados. A inspeção ante mortem é um componente primário da higiene da carne antes do abate, e a inspeção post mortem é um componente primário do controle do processo na higiene da carne pós-abate. As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.
MAPA
Rebanho bovino de MT quebra recorde e atinge 32,7 milhões de cabeças
Dez municípios concentram 25% da produção pecuária e 20% das fazendas de gado; Cáceres é o maior produtor com mais de 1 milhão de cabeças e 3 mil propriedades
Em um ano, o rebanho bovino de Mato Grosso teve aumento em 1,624 milhão de animais e agora totaliza 32.788.192 de cabeças. Este é um novo recorde para o Mato Grosso, campeão da atividade pecuária no país. Levando em conta a estimativa populacional do IBGE para Mato Grosso em 2021, são 9 bois a cada um habitante. Conforme os dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), o rebanho cresceu 5,2% no Estado de novembro de 2021 em relação a novembro de 2020, e em praticamente todas as 14 regionais do Estado, com exceção da de Barra do Garças, onde houve um pequeno decréscimo de 0,6%. Ficaram com crescimento acima da média estadual as Regionais de Cáceres, Alta Floresta, Barra do Bugres, São Felix do Araguaia, Pontes e Lacerda e Juína, sendo esta última com maior incremento (10,4%). Os 10 maiores municípios em número de rebanho concentram 25% ou um quarto de toda produção pecuária e um quinto dos estabelecimentos rurais de Mato Grosso. Ao todo Mato Grosso tem 108.315 propriedades que criam gado no Estado. Os destaques são Cáceres e Vila Bela da Santíssima Trindade, que juntos detêm mais de 2 milhões de cabeças. Cáceres é o maior produtor do Estado e possui rebanho de 1.168.663, distribuídos em 3.133 propriedades. Em seguida vem Vila Bela com 1.067.739; depois Juara, Juína, Alta Floresta, Colniza, Vila Rica, Pontes e Lacerda, Nova Bandeirantes e Aripuanã. Conforme o fiscal do Indea, o médico veterinário João Marcelo Néspoli, “nos anos de 2020 e 2021, houve redução expressiva na quantidade de fêmeas abatidas, um montante de 713.757 cabeças, quando se compara 2019 com 2021”, explicou João Marcelo.
INDEA
Preço da carne volta a subir no Brasil
Festas de final de ano e retomada das exportações para China pressionam produto, dizem analistas
Após sinais de trégua, os preços das carnes voltaram a subir para os consumidores brasileiros entre o final de 2021 e o começo de 2022, apontam dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15). Conforme o indicador de inflação, os produtos tiveram altas em dezembro e janeiro de 0,90% e 1,15%, respectivamente. O IPCA-15 é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) entre a segunda parte do mês anterior e a primeira metade do mês de referência da divulgação. Para o índice de janeiro, por exemplo, os dados foram coletados entre 14 de dezembro de 2021 e 13 de janeiro de 2022. Os dois últimos avanços das carnes vieram após duas quedas em outubro e novembro (-0,31% e -1,15%). Essas duas verificadas entre junho de 2020 e setembro de 2021. No IPCA-15, os preços das carnes refletem a variação de 18 cortes, a maior parte bovinos, além das carnes de porco e de carneiro. Para analistas, as altas entre o final de 2021 e o começo de 2022 refletem uma combinação de fatores. Em parte, há efeitos sazonais, porque a demanda no mercado interno costuma ser aquecida com as festas de fim de ano. Além disso, também há reflexos do fim do embargo das exportações de carne bovina brasileira para a China, anunciado em 15 de dezembro. A medida estava em vigor desde o início de setembro, após o registro de dois casos atípicos de vaca louca. Foi justamente o embargo que, segundo analistas, havia feito os preços darem sinais de trégua para o consumidor brasileiro, já que a oferta de produtos ficou mais concentrada no mercado interno antes das festas de final de ano. Com o fim da restrição, o cenário começa a mudar, e a demanda maior do país asiático pressiona os preços no Brasil. “O embargo foi algo inesperado. Como não tinha mais saída de carne bovina para a China, a oferta ficou maior aqui, aliviando o consumidor. Neste momento, com o fim do embargo, os preços vêm subindo”, aponta o economista Matheus Peçanha, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). No começo de 2022, o patamar da carne bovina deve continuar elevado para os brasileiros, projetam analistas. Não estão descartadas novas pressões a partir da demanda chinesa pelos produtos. Em janeiro, as exportações de carne bovina do Brasil avançaram 31% no comparativo anual, com o impacto dos negócios para o país asiático. Outra questão no radar de analistas é a seca na região Sul, que castigou culturas como milho, soja e pastagens. A escassez hídrica dificulta a alimentação do gado. Por outro lado, o que pode frear os aumentos para o consumidor é o fato de grande parte da população estar com a renda menor, ponderam analistas. No trimestre até novembro de 2021, período mais recente com dados disponíveis, o rendimento médio do trabalho voltou a recuar no Brasil, atingindo o menor nível desde 2012, segundo o IBGE.
FOLHA DE SÃO PAULO
ECONOMIA
Dólar sobe 0,41%, com exterior negativo e após Copom, mas fica abaixo de R$5,30
O dólar fechou em alta na quinta-feira, com investidores tomando como argumento o cenário externo mais arisco para recomprar a moeda norte-americana depois de a cotação tocar mínimas em mais de quatro meses
O mercado analisou ainda a sinalização do Banco Central emitida na véspera sobre reduzir a velocidade de alta dos juros, o que poderia levar o ciclo de aperto a terminar em patamar mais baixo que o previsto por parte dos analistas –o que, dessa forma, reduziria o retorno potencial oferecido pela divisa brasileira. A taxa de juros embutida em contratos a termo de taxa de câmbio dólar/real com vencimento em um ano caiu a 11,49% ao ano nesta quinta. Ainda que seja um patamar bastante mais elevado que a maioria dos pares emergentes, está abaixo da máxima recente de quase 11,9%. A volatilidade implícita em opções de real de um ano estava em 17,08%, a uma distância da mínima de meados de janeiro, quando ficou aquém de 16%, indicando aumento de percepção de risco em relação ao real. O dólar à vista subiu 0,41%, a 5,2977 reais. A forte queda nas bolsas de valores em Nova York tirou apetite do mercado por risco. Na véspera, foi o Bacen que concentrou as atenções no Brasil, surpreendendo parte do mercado ao telegrafar uma redução no ritmo de altas da Selic em março. A Santander Asset espera que o dólar feche 2022 em 5,60 reais. Mas uma postura do BC contra a inflação poderia abrir espaço para que um esperado ajuste no desalinhamento da taxa de câmbio ocorresse via taxa nominal, o que significaria queda do dólar. “Se as coisas aqui ficarem menos conturbadas, ambiente político mais calmo, e o novo governo mantiver a racionalidade em termos de política econômica, então o câmbio de equilíbrio vai ficar abaixo de 5 reais”, disse Emerson Marçal, coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da Escola de Economia de São Paulo da FGV (FGV-EESP). Em relatório global sobre estratégias de investimento, o UBS BB, demonstrou ainda alguma cautela com o câmbio. “Recomendamos que as classes globais de ativos não sejam protegidas pela moeda, pois a exposição à divisa estrangeira aumenta a diversificação e protege o investidor contra um enfraquecimento do real brasileiro”, disseram Ronaldo Patah e Alejo Czerwonko no documento.
Reuters
Ibovespa tem queda contida após Meta derrubar bolsas em NY
O principal índice da bolsa brasileira registrou um leve recuo nesta quinta-feira, resistindo parcialmente à liquidação das ações de tecnologia e ao consequente tombo das bolsas norte-americanas causado por projeções abaixo do esperado divulgadas pela Meta, dona do Facebook
A alta de ações de setores mais defensivos, como financeiro e de energia, e o efeito positivo da indicação de desaceleração no ritmo de alta de juros pelo Banco Central em alguns papéis ajudaram o índice local a limitar as perdas. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,26%, a 111.598,24 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 22,1 bilhões de reais.
Reuters
Expansão de serviços no Brasil perde força em janeiro
O setor de serviços do Brasil iniciou 2022 em crescimento, mas a escalada da pandemia com a variante Ômicron do coronavírus afetou a atividade, que em janeiro registrou a expansão mais fraca em oito meses, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na quinta-feira
O PMI de serviços brasileiro recuou a 52,8, de 53,6 em dezembro. Mesmo em queda, o índice seguiu pelo oitavo mês acima da marca de 50, que separa crescimento de contração, de acordo com a IHS Markit. Embora os ganhos tenham sido associados à retomada de eventos que haviam sido adiados, à maior procura de clientes e à melhora do turismo, os empresários citaram a falta de investimentos e a piora da pandemia como fatores negativos. “É encorajador ver que o crescimento do setor de serviços no Brasil se sustentou no início do ano, apesar da intensificação da pandemia”, disse a Diretora Associada de Economia da IHS Markit, Pollyanna De Lima. Houve melhora da demanda no primeiro mês do ano, com o nono aumento mensal seguido nos novos negócios, mas a taxa de expansão recuou a uma mínima em oito meses. Os preços de insumos aumentaram em janeiro, com as empresas destacando custos mais elevados de energia, alimentos, combustíveis, remédios, metais, transporte e trabalhistas. Esses aumentos foram associados a escassez de oferta, crise do transporte e depreciação cambial, e os custos adicionais foram repassados aos clientes. A taxa de preços cobrados acelerou em relação a dezembro. O aumento das vendas e projeções de crescimento mantiveram em alta as contratações em serviços, mas no ritmo mais fraco nos oito meses de expansão, compensados por demissões e dificuldades em encontrar mão de obra adequada. Mas ainda assim os fornecedores de serviços esperam que a pandemia recue nos próximos meses, levando a uma retomada da demanda e, consequentemente, da produção. As expectativas de estabilidade de preços e a oferta de novos serviços ajudaram ainda o otimismo a melhorar em relação a dezembro. O setor industrial brasileiro também mostrou perda de força em janeiro e, junto com o desempenho mais fraco de serviços, levou o PMI Composto do Brasil à mínima em oito meses de 50,9 em janeiro, de 52,0 em dezembro.
Reuters
Preços de alimentos sobem em janeiro puxados por óleos vegetais, diz FAO
Os preços mundiais dos alimentos subiram em janeiro e permaneceram perto das máximas de 10 anos, liderados por um salto no índice de óleos vegetais, disse à agência de alimentos da ONU na quinta-feira
O indicador de preços de alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que acompanha as commodities alimentares mais comercializadas globalmente, teve uma média de 135,7 pontos no mês passado, contra 134,1 revisados para cima em dezembro. Esse número foi dado anteriormente como 133,7. Os preços mais altos dos alimentos contribuíram para um aumento mais amplo da inflação à medida que as economias se recuperam da crise do coronavírus, e a FAO alertou que os custos mais altos estão colocando em risco as populações mais pobres em países dependentes de importações. A FAO, com sede em Roma, também elevou sua projeção de produção global de cereais em 2021 para 2,793 bilhões de toneladas, versus estimativa anterior de 2,791 bilhões de toneladas, de acordo com suas perspectivas de oferta e demanda de cereais. A FAO disse que seu índice de óleos vegetais subiu 4,2% mês a mês em janeiro para atingir níveis recordes, devido à redução das disponibilidades de exportação e outras restrições do lado da oferta, especialmente escassez de mão de obra e clima desfavorável. “Há uma preocupação de que os impactos dessas restrições não diminuam rapidamente”, disse Boubaker Ben-Belhassen, Chefe da Divisão de Mercados e Comércio da FAO, em comunicado. O índice de preços de lácteos da FAO aumentou 2,4%, seu quinto aumento mensal consecutivo, com os ganhos mais acentuados registrados pelo leite em pó desnatado e manteiga. O índice de preços dos cereais subiu apenas 0,1%, com o milho registrando um ganho de 3,8% no mês, estimulado por preocupações com as condições persistentes de seca na América do Sul, disse a FAO. Por outro lado, os preços mundiais do trigo caíram 3,1% devido às grandes colheitas na Austrália e na Argentina. Os preços da carne subiram em janeiro, enquanto o açúcar teve queda de 3,1% em relação ao mês anterior devido, em parte, às perspectivas favoráveis de produção nos principais exportadores Índia e Tailândia, disse a FAO.
Reuters
Desvalorizações de grãos e pecuária pressionam IPPA/Cepea no último trimestre de 2021
No último trimestre de 2021 o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) recuou 1,1%, em termos reais, frente ao trimestre imediatamente anterior
Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, esse cenário esteve atrelado às quedas observadas para o IPPA-Grãos e para o IPPA-Pecuária, de 2,9% e de 5,6%, respectivamente. No caso do IPPA-Grãos/Cepea, a baixa se deve às desvalorizações registradas para o arroz (-11,5%), milho (-9,8%) e soja (-1,4%), também entre o terceiro e o quarto trimestres de 2021. Quanto ao IPPA-Pecuária/Cepea, as quedas nos preços da arroba bovina (-5,8%), do frango (-7,2%), do leite (-6,6%) e dos ovos (-6,4%) que influenciaram o resultado. Por outro lado, o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea avançou 8,8% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2021, reflexo das fortes altas registradas para a batata (21,7%), tomate (19,4%), banana (7,9%) e uva (35,6%). O IPPA-Cana e Café/Cepea, por sua vez, avançou 13,3%, impulsionado sobretudo pela valorização do café (31,3%), já que o aumento na cana ocorreu em menor intensidade (7,0%). 2021 x 2020 – De janeiro a dezembro de 2021, o IPPA/Cepea avançou 4,5% em comparação a 2020. Neste caso, o resultado esteve atrelado aos aumentos observados para o IPPA-Grãos/Cepea, de expressivos 10,0%, e para o IPPA-Cana e Café/Cepea, de fortes 14,1%. Ressalta-se que, no grupo de grãos, o Índice foi impulsionado pelas significativas valorizações do algodão (27,2%), do milho (16,9%) e da soja (8,0%) no ano passado. No caso do segundo grupo, o café foi o maior responsável pelo avanço do índice, já que o preço do produto subiu mais de 30% em 2021 frente a 2020. Já o IPPA-Pecuária/Cepea recuou 3% de 2020 para 2021 e o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea, fortes 18%.
Cepea
Geração de empregos na agropecuária em 2021 foi a maior em dez anos
Saldo foi de 140,9 mil novos postos de trabalho, segundo cálculos da CNA feitos com base em informações do Caged. O campo respondeu por 5,2% do total de vagas abertas no Brasil (2,7 milhões) no ano passado
A agropecuária gerou 140,9 mil novos postos de trabalho no país em 2021, o maior saldo de vagas do setor desde 2011, segundo cálculos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) feitos com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Naquele ano, haviam sido criados 85,6 mil empregos com carteira assinada no setor. O saldo de 2021 é quatro vezes superior ao registrado no ano anterior, quando a agropecuária criou 36,6 mil vagas formais de emprego. Com o resultado, o campo respondeu por 5,2% do total de vagas abertas no Brasil (2,7 milhões) no ano passado. A região Sudeste, com 79 mil vagas, liderou a abertura de novos postos de trabalho no setor agropecuário. Depois, pela ordem, ficaram Nordeste (20,7 mil empregos) Centro-Oeste (17,8 mil) Sul (8,8 mil) e Norte (8,1 mil vagas). Entre as atividades agropecuárias, as que mais contribuíram para a geração de novos empregos ao longo de 2021 foram o cultivo de soja (22,2 mil), bovinos para corte (21,6 mil) e a plantação de cana-de-açúcar (8,9 mil). Para a CNA, os resultados poderiam ter sido melhores, mas foram limitados pela pandemia e a lenta recuperação da economia brasileira. “Para 2022, poderemos esperar a criação de mais vagas de emprego, mas talvez em um ritmo um pouco mais lento do que o observado em 2021, que contou com o retorno ao mercado de trabalho de muitas pessoas que perderam seus postos em 2020”, diz comunicado técnico da entidade.
VALOR ECONÔMICO
MEIO AMBIENTE
Desmatamento sob Bolsonaro chegou a nível alarmante, aponta Ipam
Destruição da Amazônia cresceu em relação a anos anteriores à gestão atual
Uma nota técnica do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) aponta a explosão do desmatamento em terras públicas federais na Amazônia desde o início do governo Jair Bolsonaro (PL), destruição que atingiu um alarmante patamar, dizem os pesquisadores. Os cientistas do instituto, uma organização não governamental, mostraram que a média anual de perda de floresta amazônica foi 56,6% maior, de 2019 a 2021, em relação ao período anterior ao governo Bolsonaro, de 2016 a 2018 —já era observada uma tendência de crescimento do desmate, em períodos eleitorais, como 2018, tendem a registrar maiores taxas de destruição. De 2019 até 2021, mais de 32 mil km² de floresta foram ao chão, o equivalente a cerca de 21 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Os dados utilizados pelos cientistas são provenientes do Prodes, programa do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que aponta anualmente o desmate. “A desestruturação do aparato de governança ambiental, ocorrido a partir de 2019, tem influenciado no aumento do desmatamento como um todo, tanto em terras de uso privado (imóveis rurais e lotes em assentamentos rurais), como em terras públicas, especialmente em categorias fundiárias de proteção menos restritiva (APAs) e naquelas sem qualquer destinação.” Pouco mais da metade (51%) do desmatamento desde 2019 ocorreu em terras públicas, a maior parte delas (83%) federais. A nota técnica cita, como fatores que favorecem o crescimento do desmate, os cortes orçamentários nas entidades que fazem fiscalização. Um documento do Observatório do Clima, divulgado no início desta semana, mostrou que, em meio ao aumento do desmate em 2021, houve o menor número de multas em décadas e uso de somente 41% do orçamento disponível para fiscalização. Segundo a nota do Ipam, também contribuem para o aumento do desmatamento a substituição de diretores e chefes de operação do Ibama, mudanças no processo de autuação, flexibilização de penalidades e a desarticulação institucional nas operações, “decorrentes do empoderamento do Exército Brasileiro para realizar a fiscalização”. Desde o primeiro ano sob Bolsonaro, em que houve uma explosão de queimadas na Amazônia e uma grande atenção internacional mirada no assunto, o governo tem se apoiado no Exército para combater crimes ambientais na floresta. A atuação militar, porém, não tem apresentado resultados sólidos, com aumentos anuais e históricos na destruição do bioma. A atuação do Exército também tem sido criticada por especialistas, que afirmam, como aponta a nota do Ipam, que há ineficiência militar nas ações. Segundo ambientalistas e pesquisadores da área, o mais lógico seria que as Forças Armadas apenas dessem auxílio aos agentes ambientais de Ibama e ICMBio, que são especializados no combate a ilícitos ambientais. De acordo com os pesquisadores do Ipam, o desmatamento na Amazônia é, em geral, especulativo e mira a apropriação de ilegal de terras, em especial, de áreas em florestas públicas não destinadas, que concentram cerca de um terço do que foi desmatado de 2019 a 2021. Também é possível observar um aumento de desmatamento, sempre em relação ao triênio anterior ao governo Bolsonaro, nas unidades de conservação. Segundo a nota técnica, apesar de os dados de desmate em terras indígenas estar em um patamar também mais alto em comparação a antes, tem ocorrido uma redução anual desses dados. Ainda falando sobre áreas protegidas, o Pará foi o estado que mais contribuiu, de 2020 a 2021, para o desmatamento desse conjunto. O ente concentrou 72% do desmate nessa categoria fundiária. As principais vítimas foram unidades de conservação e terras indígenas na região da Terra do Meio e nos arredores da BR-163. O Amazonas vem apresentando aumentos anuais de desmate, o que preocupa pesquisadores, considerando que o estado tem vastas áreas de florestas bem conservadas e fora de áreas protegidas. Segundo o estudo do Ipam, o aumento do desmate no Amazonas se concentra principalmente em florestas públicas não destinadas, na divisa Amazonas-Acre-Rondônia, região conhecida como Amacro. Os pesquisadores do instituto também apontaram as áreas críticas em cada estado. Além dos locais já citados no Pará, merecem atenção os municípios de Altamira, São Félix do Xingu e Novo Progresso.
FOLHA DE SÃO PAULO
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: quinta-feira com preços estáveis NO PARANÁ E SC
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 88,00/R$ 100,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 7,20 o quilo/R$ 7,50 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (2), houve queda somente em São Paulo, na ordem de 0,79%, chegando a R$ 5,03/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, custando R$ 5,18/kg, R$ 4,19/kg no Paraná, R$ 4,40/kg no Rio Grande do Sul e R$ 4,34/kg em Santa Catarina. O início de cada mês, com a entrada da massa salarial, costuma dar fôlego para as vendas das proteínas animais de maneira geral, refletindo em preços melhores pagos ao suinocultor, mas não é o que se vê neste início de fevereiro. De acordo com lideranças do setor, ainda há um excedente de produção que dificulta a curva ascendente dos valores.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: mesmo com a virada do mês, preços seguem em retração
No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 27/01/2022 a 02/02/2022), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 5,62%, fechando a semana em R$ 4,41/kg. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente nova queda, podendo ser cotado a R$ 4,38/kg”, informou o Lapesui
O mercado mineiro foi o único em que houve aumento, saindo de R$ 5,20/kg vivo para R$ 5,40/kg, de acordo com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), o encerramento do mês de janeiro retirou os compradores da sua inércia e eles vieram para o mercado como era de se esperar com o início de fevereiro. De acordo com informações da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), a Bolsa de Suínos, conforme apontam os criadores, tem fundamentos para uma pequena alta, motivada pela melhora nas vendas, tanto por parte dos criadores quanto pelos frigoríficos, além da redução do peso dos animais nas granjas. Diante disso, os produtores solicitaram o valor de R$ 105,00 a arroba (R$ 5,69/kg), o que não foi aceito pelos frigoríficos. O valor de referência na semana anterior era de R$ 5,33/kg. Santa Catarina registrou mais uma queda, saindo de R$ 4,81/kg vivo para R$ 4,76/kg, de acordo com dados da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS). Losivanio de Lorenzi, Presidente da instituição, afirma que “não está se conseguindo manter os preços, e a situação ficando cada vez mais preocupante, com preço pago ao produtor e custos de produção indo em direção contrária. É um desarranjo de produção muito grande, as indústrias e cooperativas cresceram demais e agora todos os produtores pagam a conta”.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Janeiro é marcado por fracas vendas externas e internas
As vendas externas e internas de carne suína registraram baixo ritmo ao longo de janeiro
Segundo pesquisadores do Cepea, no front externo, portos de importantes parceiros comerciais, como a Rússia, congelam por conta do inverno, limitando a entrada de cargas. No caso da China, o país costuma adquirir maiores volumes no encerramento do ano em detrimento de janeiro, visando ter maior estoques para a comemoração do Ano Novo Chinês. No mercado brasileiro, as vendas fracas estiveram atreladas especialmente ao menor poder de compra da população, contexto que pressionou as cotações do animal vivo e da carne ao longo do mês. Além disso, a oferta elevada reforçou o movimento de baixa nos preços internos.
Cepea
Demanda por carne suína perde força e derruba preço do animal vivo
No mês passado, indicador do Cepea para Santa Catarina caiu 21%, para R$ 4,32 por quilo; segundo associação de criadores, cenário é ‘desesperador’
As exportações de carne suína perderam tração em janeiro, o que derrubou os preços do animal vivo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O aumento da oferta do produto no mercado interno também pressionou as cotações. No mês passado, o preço do animal vivo em Santa Catarina caiu 21% em relação a dezembro, para R$ 4,32 por quilo, de acordo com o indicador do Cepea. Já a cotação da carcaça suína especial recuou 0,13% no atacado paulista, para R$ 7,58. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 67,8 mil toneladas da proteína em janeiro, bem abaixo do desempenho registrado ao longo de 2021, quando as exportações passaram de 100 mil toneladas em diversos meses. O volume dos embarques no mês passado cresceu 15,7% em relação a janeiro de 2021, mas, com a queda de 9,8% no preço médio da tonelada, a receita das vendas ao mercado externo aumentou apenas 4,3% no mesmo comparativo, para US$ 150,3 milhões. Segundo o Cepea, portos de importantes destinos da proteína, como a Rússia, congelaram neste inverno do hemisfério norte, o que limitou a entrada de cargas. Já a China, como de costume, adiantou suas compras no fim do ano para se preparar para o feriado do Ano Novo Chinês e, agora, reduziu o ritmo de aquisições.
VALOR ECONÔMICO
Frango: preços estáveis na quinta-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,55%, valendo R$ 5,47/kg.
No caso do animal vivo, o Paraná ficou estável em R$ 5,08/kg, assim como em Santa Catarina, com preço de R$ 4,41/kg, enquanto São Paulo ficou sem referência de preço na quinta-feira (3). Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (2), houve recuo de 0,68% para a ave congelada, atingindo R$ 5,85/kg, enquanto o frango resfriado valorizou 0,34%, fechando em R$ 5,87/kg.
Cepea/Esalq
Preço do frango apenas acompanhou a evolução do custo
Os dados do IBGE, por exemplo, apontam que, frente a uma inflação anual de 10,06%, o preço do frango inteiro evoluiu quase 20% (19,89%) e dos cortes de frango perto de 30% (29,85%).
Mas isso não representou ganho para o segmento produtor de frangos que, mesmo obtendo retorno aparentemente elevado em alguns momentos do ano, apenas tentaram acompanhar a evolução dos custos
Na prática (e considerando também os novos custos impostos com o surgimento da pandemia), não conseguiram. Demonstração objetiva dessa afirmação é obtida comparando-se a evolução dos custos de produção do frango (levantados mensalmente pela Embrapa Suínos e Aves) com a remuneração obtida pelo produtor paulista na venda da ave viva. Os ganhos em relação ao custo têm sido mínimos, situando-se em pouco mais de 9% na média dos 11 anos analisados. Porém, esse “ganho” apresentou diferenças significativas no último biênio. Ou seja: entre 2011 e 2019 a margem entre custo de produção e preço recebido foi de 10,5%. Já no biênio 2020/2021 esse índice caiu para menos de 3%. Caso mantivesse a média anterior, o preço do frango nos últimos dois anos teria sido ainda maior. Não foi porque o setor produtivo absorveu parte do aumento de custos, submetendo-se, assim, a significativos prejuízos.
AVESITE
INTERNACIONAL
Rabobank: Mudanças previstas para a indústria de carne bovina
A demanda por carne bovina está alta e espera-se que continue assim por vários anos – no entanto, há mudanças à frente para o setor. É isso que um novo relatório do Rabobank tem a dizer: nenhuma indústria é a mesma ou será a mesma que era antes do COVID-19 no mundo pós-COVID-19
A pandemia levou a alguns aspectos positivos no mundo da carne bovina, um dos quais foi o aumento da demanda. A pandemia alterou significativamente a vida das pessoas – menos comer fora e mais refeições em casa. No entanto, o COVID-19 também mostrou problemas na cadeia de suprimentos quando se trata de carne bovina. Embora possa haver carne bovina suficiente sendo produzida, chegar ao público se tornou problemático e caro. O relatório do Rabobank diz: “A transição de um sistema de entrega just-in-time para um sistema de entrega just-in-case parece ótimo. Mas como essa resiliência pode ser incorporada ao sistema sem que os custos crescentes se tornem proibitivos?” Não é realista ou economicamente viável pensar que os produtores podem construir e manter um maior estoque de gado com a elasticidade disponível quando as condições de mercado exigem contração ou aumento da oferta de gado ao mercado, observa o relatório. “Uma cadeia de suprimentos mais durável e flexível dependerá em grande parte de mudanças e adaptações.” Os produtores de gado têm pouco ou nenhum controle sobre o que acontece na cadeia de fornecimento de carne bovina depois que o animal é abatido. No entanto, os produtores terão que estar atentos às mudanças na cadeia de suprimentos. Por exemplo, desde o início do COVID, os salários de entrada na fábrica de carne bovina aumentaram 33%. Caixas e materiais de transporte aumentaram 25%. Os aumentos de custos são constantes em toda a cadeia produtiva e terão impacto direto nos preços da carne no varejo ao consumidor. A questão para os consumidores agora é se eles poderão comprar carne bovina nos níveis vistos nos últimos dois anos, à medida que a economia desacelera e a inflação afeta os bolsos. Existem quatro questões principais que impulsionam as mudanças do sistema na cadeia de fornecimento de carne bovina nos Estados Unidos. Eles incluem mão de obra versus automação; alteração dos requisitos de embalagem; sustentabilidade e transporte. Os custos atingiram um ponto crítico, trazendo alta tecnologia e robótica para as plantas de processamento em um ritmo acelerado. A introdução da automação nos frigoríficos provavelmente se concentrará na rastreabilidade, transferência em caixa, rotulagem e armazenamento de carne bovina, preenchimento de pedidos e empilhadeiras sem motorista. Os avanços de software para rastreamento de produtos, rastreabilidade e preenchimento de pedidos adicionarão uma grande eficiência. A automação também será aplicada na eficiência da planta e no monitoramento da planta para uso de energia e água. As plantas usarão a equipe de manutenção para verificar os indicadores de alerta antecipado de quebras do sistema. Sensores e câmeras serão usados para monitoramento para criar dados para ajudar a microgerenciar fluxos e operações de produtos.
Os dias da carne coberta de celofane com bandeja de espuma estão chegando ao fim. Ele foi projetado para manter a carne com boa aparência por algumas horas e não para uma longa vida útil. O problema é que os prazos de validade mais longos estão se tornando necessários, especialmente devido às diferentes formas de compra da carne. Isso inclui serviços de refeições, serviços de entrega e quando os consumidores fazem uma compra de carne bovina – uma vez por semana ou algumas vezes por semana. Com as mudanças na forma como os consumidores obtêm seus mantimentos, os preços aumentam para manter a carne segura e saudável. A sustentabilidade vai se tornar mais importante com o passar do tempo. As empresas estão sendo solicitadas a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, capturar carbono e reduzir as emissões. As empresas do setor de carne bovina estão sendo pressionadas a fornecer documentação das práticas de produção e mais auditorias e verificações de terceiros. Todos os custos de documentação somam-se a custos de produção mais elevados. De acordo com o relatório do Rabobank, os especialistas concordam em uma coisa no setor de transporte. Há muitas peças quebradas sem conserto fácil. Toda a rede de frete marítimo, ferroviário e rodoviário precisa ser consertada para modernizar o sistema.
O setor de caminhões foi reduzido em 30% devido à pandemia. Há uma escassez de 61.500 motoristas de longa distância. Mas os problemas não param por aí. O Rabobank diz que existem três questões críticas na indústria de carne bovina em um mundo pós-COVID. O maior deles é que cada um dos desafios significa aumento de custos. A segunda questão é que o sistema deve permanecer operacional. Se não houver comida no supermercado, não haverá lucros. O terceiro desafio é que os custos crescentes dentro da cadeia de fornecimento de carne bovina reduzem o spread de preços entre carne bovina e os produtos alternativos, aumentando o risco de competição de proteínas alternativas.
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