CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1639 DE 21 DE DEZEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1639 | 21 de dezembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado abre a semana com preços firmes

Pecuaristas atuam de maneira retraída nas negociações, apostando em novas altas para o boi gordo no curto prazo

O mercado físico do boi gordo abriu a semana apresentando preços firmes. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a reabertura da China segue afetando a dinâmica do mercado. “Os frigoríficos estão buscando animais que atendam as especificações exigidas por aquele mercado, enquanto os pecuaristas atuam de maneira retraída nas negociações, apostando em novas altas para o boi gordo no curto prazo. Deste modo, os frigoríficos encontram dificuldade para alongar as escalas de abate, que variam entre 5 e 7 dias úteis neste momento”, assinalou. Em São Paulo os preços continuam firmes, com registro de negócios no interior entre R$ 320/330/@ a prazo, dependendo da qualidade dos animais. No triângulo mineiro indicação de negócio em R$ 320/@ a prazo. Em Goiás o mercado continua firme, com pecuarista buscando novos reajustes. Em Goiânia, o boi gordo foi indicado em R$ 310/315/@ a prazo. No Mato Grosso do Sul, na região de Campo Grande indicação em R$ 320/@ a prazo. No Mato Grosso preços continuam firmes. Na região de Cuiabá a arroba foi indicada em R$ 300 a prazo. O mercado atacadista também abriu a semana apresentando preços estáveis. “A queda dos preços das proteínas concorrentes, como a carne suína e a de frango, é um fator que tende a limitar a alta dos cortes bovinos no curto prazo. Apesar da entrada do décimo terceiro salário na economia, o alto preço da carne bovina é fator que acaba comprometendo a escolha das famílias”, disse Maia. O quarto traseiro segue cotado a R$ 22,25, por quilo. Quarto dianteiro ficou posicionado em R$ 14, por quilo e a ponta de agulha no patamar de R$ 13,30.

AGÊNCIA SAFRAS

Com China no radar, cotação do boi gordo ganha fôlego

Diferente da quietude vista nas segundas-feiras nas semanas anteriores, o mercado abriu a semana comprador e com preços firmes

Em São Paulo, a cotação do boi gordo e da vaca gorda subiu R$2,00/@ comparado ao fechamento da última sexta-feira (17/12). Destaque para a novilha gorda, cuja cotação subiu R$5,00/@, reflexo da boa demanda pela categoria que atende aos requisitos do mercado chinês. Mesmo cenário comprador na região do Triângulo Mineiro, resultou na alta de R$5,00/@ para o boi e novilha gordos, e de R$4,00/@ para a vaca gorda, na comparação diária. Na região de Três Lagoas – MS, a referência para o boi gordo subiu 0,7% na comparação dia a dia, ou R$2,00/@.

SCOT CONSULTORIA

Preço da carne bovina exportada sobe em dezembro. volume continua em queda com ausência chinesa

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne bovina in natura na terceira semana de dezembro (13 dias úteis) seguem com desempenho baixo, sem reflexo da retomada chinesa nem de entrada da Rússia nos negócios

Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, a volta da China às compras da carne bovina brasileira deve ser vista em janeiro e fevereiro, com mais vigor, e é preciso aguardar as movimentações da Rússia, que anunciou recentemente cotas para a aquisição da proteína. A receita obtida com as exportações de carne bovina, US$ 325,3 milhões, representou 50,66% do montante obtido em todo dezembro de 2020, que foi de US$ 642.2 milhões. No volume embarcado, as 66.203 toneladas representaram 46,45% do total exportado em dezembro do ano passado, com 142.524 toneladas. A receita por média diária, US$ 25.029 foi 14,26% menor do que dezembro do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve alta de 7,8%. Em toneladas por média diária, 5.092 toneladas, baixa de 21,39% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Comparado ao resultado na semana anterior, avanço de 7,6%. No preço pago por tonelada, US$ 4.914 ele é 9,07% superior ao praticado em dezembro passado. Frente a semana anterior, leve alta de 0,17%.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em alta de 1,06%, a R$5,745

O dólar começou a penúltima semana do ano em firme alta, confortavelmente acima de 5,70 reais e fechando na máxima em nove meses, alavancado pelo clima arisco no exterior, mas também por incertezas sobre o Orçamento no Brasil em meio a um cada vez mais carregado noticiário eleitoral doméstico

O dólar à vista saltou 1,06% nesta segunda-feira, a 5,745 reais na venda, maior patamar desde 30 de março (5,7588 reais). A cotação operou em alta por toda a sessão e acelerou fortemente os ganhos na reta final, renovando sucessivamente os picos. A demanda por dólar –ativo considerado de segurança– se deu num dia bastante negativo nos mercados financeiros globais, devido a temores agudizados de que a variante Ômicron do coronavírus –tida como de disseminação rápida– possa forçar a adoção de mais medidas de restrição em mais países, potencialmente afetando a recuperação econômica global. Sinal disso, o petróleo despencou, pela percepção de que o mundo demandará menos energia. As bolsas de Nova York afundavam mais de 1%, variação expressiva para os padrões locais. Moedas portos seguros, como iene e franco suíço, valorizavam-se. O rali do dólar por aqui não atraiu o Banco Central, diferentemente de sessões passadas, em que a autoridade monetária interveio para prover liquidez ao mercado, após desde novembro o país ter perdido quase 6 bilhões de dólares em câmbio contratado. A menos de duas semanas do fim do ano, o dólar sobe 1,92% em dezembro, elevando os ganhos em 2021 para 10,66%. A moeda caminha a passos largos para engatar o quinto ano consecutivo de valorização. O fechamento desta segunda-feira deixou o dólar a apenas 0,83% da máxima do ano –de 5,7927 reais, alcançada em 9 de março– e a 2,72% do recorde de 5,9012 reais batido em 13 de maio de 2020. “É uma combinação de políticas erradas, fluxo mais forte (de saída), riscos que foram amplificados na curva pelo BC e falta de expectativa de crescimento por conta do juro alto.”  Somando-se às incertezas externas e turbinando ainda mais o dólar, o mercado analisou as notícias sobre a votação do Orçamento de 2022. A votação do relatório final, que estava prevista para ocorrer às 10 horas da segunda-feira pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), foi adiada para a terça-feira para que os parlamentares possam fazer ajustes ao texto. A Presidente da CMO, senadora Rose de Freitas (MDB-ES), citou questionamentos técnicos quanto ao parecer do relator.

REUTERS

Ibovespa cai 2% por temor global com Ômicron

O principal índice da bolsa brasileira cedeu forte na segunda-feira, acompanhando a queda nos índices acionários globais por temores com os potenciais efeitos da variante Ômicron da Covid-19 na economia

Países da Europa anunciaram restrições ou disseram avaliar possíveis medidas para conter o avanço da variante no continente. Além disso, pesou na confiança dos mercados uma perspectiva de crescimento econômico menor do que o esperado nos Estados Unidos, após o pacote de investimento doméstico do Presidente norte-americano Joe Biden, orçado em 1,75 trilhão de dólares, sofrer um contratempo. Petrobras foi a principal pressão sobre o índice, enquanto JBS ficou na ponta oposta. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 2,04%, 105.018,65 pontos. O volume financeiro foi de 23,2 bilhões de reais.

REUTERS

Especialistas reduzem projeção para crescimento econômico do Brasil este ano pela 10ª vez, mostra Focus

Para 2022, os especialistas seguem vendo expansão econômica de apenas 0,50%

O mercado reduziu pela 10ª vez seguida a expectativa para o crescimento da economia brasileira neste ano, ajustando levemente as contas para a inflação, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira. Segundo a pesquisa realizada com uma centena de economistas, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 4,58% em 2021, redução significativa ante a expectativa de alta de 4,65% na semana anterior. Para 2022, os especialistas seguem vendo expansão econômica de apenas 0,50%. Os especialistas consultados semanalmente pelo BC ainda ajustaram o cenário para a inflação, vendo alta do IPCA de 10,04% este ano e de 5,03% no próximo, contra 10,05% e 5,02% antes, respectivamente. A conta para este ano fica bem acima do teto da meta de 3,75% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o ano que vem o centro do objetivo é de 3,50%, com a mesma margem. Em relação à taxa básica de juros, permanece a expectativa de que a Selic encerre 2022 a 11,50% e 2023 a 8,0%.

REUTERS

Frangos & Suínos

Suínos: segunda-feira de preços estáveis no SUL

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 110,00/R$ 118,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 9,10/R$ 9,50 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (17), houve queda de 2,07% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,62/kg, e de 1,52% em São Paulo, chegando a R$ 6,50/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná, custando R$ 5,55/kg, R$ 5,97/kg no Rio Grande do Sul e R$ 5,83/kg em Santa Catarina.

Cepea/Esalq

Valor da carne suína exportada atinge o mínimo de 2021

Apesar da queda no preço da tonelada, outros resultados para a proteína suinícola embarcada melhoraram na terceira semana de dezembro

Segundo Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura na terceira semana de dezembro (13 dias úteis) seguem com preço pago por tonelada em queda, atingindo o valor mínimo do ano. Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Allan Maia, se os embarques de carne suína continuarem neste ritmo, é possível que dezembro encerre com 80 a 90 mil toneladas da proteína in natura embarcada.  “Sobre o preço pago por tonelada, é a mínima do ano, com a China renegociando contratos. E com o preço fraco, pelo menos é possível escoar mais, uma vez que estamos com maior disponibilidade no mercado interno”, disse. A receita, US$ 112,4 milhões, representou 64,4% do montante obtido em todo dezembro de 2020, com US$ 174,4 milhões. No volume embarcado, as 50.104 toneladas são 69,3% do total exportado em dezembro do ano passado, com 72.248,47 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 8.652 quantia 9,09% maior do que dezembro de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve alta de 5,4%. Em toneladas por média diária, 3.854 toneladas, houve elevação de 17,36% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Em relação à semana anterior, incremento de 5,83%. No preço pago por tonelada, US$ 2.244 na terceira semana de dezembro, ele é 7,05% inferior ao praticado em dezembro passado.

AGÊNCIA SAFRAS

Frango: segunda-feira de preços estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto o frango no atacado caiu 2,54%, valendo R$ 6,14/kg

Na cotação do animal vivo, o preço não mudou em Santa Catarina, valendo R$ 3,76/kg, nem no Paraná, custando R$ 5,05/kg. São Paulo ficou sem referência de preço na segunda-feira.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (17), tanto a ave congelada quanto a resfriada tiveram queda de 0,30%, valendo, respectivamente, R$ 6,72/kg e R$ 6,73/kg.

Cepea/Esalq

Receita da carne de frango exportada em 13 dias úteis vai a 79% do total de dezembro/20

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia as exportações de carne de aves in natura na terceira semana de dezembro (13 dias úteis) atingiram quase 80% do faturamento total de dezembro/20

Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a carne de frango brasileira tem desempenhado um excelente papel nas exportações, uma vez que o país embarca o produto para mais de 100 países. A receita de US$ 394,2 milhões, representou 79,0% do montante obtido em todo dezembro de 2020, que foi de US$ 494,6 milhões. No volume embarcado, as 227.742 toneladas representam 64,9% do total exportado em dezembro do ano passado, com 350.857 toneladas. A receita por média diária foi 34,89% maior do que a de dezembro do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve alta de 15,7%. Em toneladas por média diária, foram 17.518 toneladas, avanço de 9,85% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Em relação à semana anterior, alta de 16,4%. No preço pago por tonelada, US$ 1.731ele é 22,79% superior ao praticado em dezembro passado. Frente ao valor da semana anterior, leve queda de 0,62%.

AGÊNCIA SAFRAS

ABPA espera que repasse de custos seja mais diluído em 2022

O repasse do aumento de custos de produção aos preços das carnes suína e de frango no mercado doméstico deverá ser mais diluído ao longo de 2022, segundo o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin

A programação dos repasses deve variar conforme o mix de produtos e condições de cada empresa. “Você tem empresas que abatem 7 milhões de aves por dia e outras que abatem 150. Uma que abate 15 mil suínos por dia e outra 300. Então isso (repasse de custos aos preços) vai variar muito de empresa a empresa, do microclima local da oferta de grãos. E algumas empresas, inclusive, nem precisarão repassar em alguns produtos”, disse Santin em coletiva de imprensa na quinta-feira (16). “Se eu pudesse dizer alguma coisa, eu diria que vai ser um aumento diluído ao longo do ano.” O dirigente disse que a elevação dos preços das carnes suína e de frango ocorre para cobrir o aumento nos custos de produção a um novo patamar que deverá se manter.

CARNETEC

EMPRESAS

Frigol anuncia Eduardo Miron como CEO

Ex-comandante global da Marfrig vai liderar o quarto maior frigorífico de carne bovina do país

Eduardo Miron, ex-CEO da Marfrig, assumiu ontem o posto de principal executivo da Frigol, o quarto maior frigorífico de carne bovina do país. A mudança, anunciada a funcionários e clientes ao longo da manhã da segunda-feira, é o mais novo passo que a empresa dá nos esforços de profissionalização de sua gestão. Miron já fazia parte dessa estratégia antes mesmo da troca de comando efetivada ontem. Em novembro do ano passado, oito meses de deixar a Marfrig, o executivo foi contratado para ser o primeiro conselheiro independente da Frigol, que até então tinha em seu colegiado apenas membros da família Gonzaga Oliveira. Na nova função, Miron substituirá Marcos Câmara, que havia assumido como CEO no ano passado. Além de sua experiência de dez anos na Marfrig – onde foi Vice-Presidente de Finanças, executivo da Keystone Foods, nos Estados Unidos, e, entre 2018 e 2020, CEO global -, Miron construiu uma trajetória de mais de duas décadas na americana Cargill, onde ocupou cargos de liderança no Brasil e nos EUA. Em sua primeira entrevista após assumir o comando da Frigol, horas depois do anúncio feito internamente, Miron disse ao Valor que uma de suas prioridades será aumentar a “flexibilidade” da companhia. Dito de outra forma, nesse novo momento, a empresa pretende ajustar sua estrutura operacional e de custos para que suas respostas a “eventos” sejam tão ágeis quanto rentáveis. “A Frigol já tem um bom controle de custos, com boa governança”, afirmou. “Em 2019, a alavancagem ficou em 1,5 vez (relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, taxas, depreciação e amortização – Ebitda), foi de 1,3 no ano passado e deve ficar em 1,5 neste ano. Isso mostra claramente que a empresa está em uma faixa confortável, com as melhores métricas do mercado”. Essas características fazem da Frigol “uma pérola” para o mercado de crédito, avalia o executivo. Ele elogiou o desempenho de seu antecessor, Marcos Câmara, e disse que a mudança de comando se deveu a uma necessidade de a companhia ter “um DNA mais próximo do mercado de proteínas”. Antes de ser escolhido para o comando executivo da Frigol, como conselheiro independente, Miron liderou os comitês financeiro e de risco e também de novos negócios. Nessa segunda frente, a companhia debruçou-se sobre a análise de quais caminhos seguir para acelerar seu crescimento nos próximos anos, mas também para se adaptar a choques como o representado pelo embargo chinês à carne bovina brasileira, imposto a partir do início de setembro. Para a Frigol, a suspensão não deve impedir que ela alcance a meta de faturar R$ 3 bilhões em 2021, diz Miron, mas a empresa quer estar mais bem estruturada para que episódios do gênero não representem um baque tão grande para os negócios. Hoje, as exportações representam cerca de 50% da receita da empresa.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

Canadá confirma caso atípico de ‘vaca louca’

Autoridades detectaram a doença em animal de corte de 8 anos e meio que estava ferido e exibia poucos sinais neurológicos

O Canadá confirmou neste fim de semana um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), mais conhecida como mal da “vaca louca”, em uma fazenda localizada no condado de Ponoka Country, na província de Alberta. O último registro desse tipo no país havia ocorrido em agosto de 2015. O caso, identificado em 6 de dezembro, ocorreu com um animal de corte de 8 anos e meio que estava ferido e exibia poucos sinais neurológicos. As primeiras amostras foram encaminhadas a um teste rápido, que indicou o problema. A partir disso, o episódio foi relatado à Agência Canadense de Inspeção de Alimentos (CFIA), que confirmou a doença e notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) no último dia 16. Segundo a autoridade do Canadá, a carcaça do animal foi retida e não foi direcionada a nenhuma cadeia de distribuição. A forma atípica do mal da vaca louca costuma se manifestar em animais mais velhos, sem que haja transmissão como na forma clássica da doença, que pode ser transmitida por ração contaminada. Foram dois casos atípicos, em Minas Gerais e Mato Grosso, que levaram ao embargo chinês à carne bovina brasileira, imposto a partir de 4 de setembro.

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