CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1629 DE 07 DE DEZEMBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1629 | 07 de dezembro de 2021

 

ABRAFRIGO

 probrasil

Associações do agronegócio apresentam fórum ProBrasil ao presidente Bolsonaro

Produtores e exportadores de proteína animal, de biodiesel e bioquerosene apresentaram na segunda-feira (06.12) ao Presidente Jair Bolsonaro o Fórum ProBrasil – Proteínas do Brasil. Trata-se de uma articulação de oito associações empresariais que representam os produtores de aves e suínos, bovino, pescados e rações animais, de reciclagem animal, indústria pet, além de biodiesel e bioquerosene

A apresentação do Fórum ProBrasil contou com a audiência dos ministros da Economia, Paulo Guedes, de Minas e Energia, Bento Albuquerque, da Agricultura, Tereza Cristina, do Trabalho e Previdência, Onix Lorenzoni, do Meio Ambiente, Joaquim Leite, das Relações Exteriores, Carlos França, e do secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif. O Fórum ProBrasil foi criado para discutir a segurança alimentar, o bem-estar social e o desenvolvimento econômico do país. Com propósitos comuns, estas associações decidiram se unir para atuar com sinergia de ações, pensamentos e valores. O principal objetivo do Fórum é promover o fomento ao desenvolvimento da agroindústria nacional, agregando valor aos produtos, gerando emprego e renda no interior do país. Essas entidades, que representam empresas do setor, entre as quais algumas consideradas grandes players mundiais, formam atualmente um parque que emprega diretamente 1,4 milhão de trabalhadores em 754 indústrias que, juntas, geram exportações de US$ 25 bilhões (cerca de R$ 150 bilhões). O Fórum ProBrasil, formado por um movimento associativista, oferece ao governo a expertise do setor para contribuir com a elaboração de políticas públicas e para o desenvolvimento sustentável nacional. O colegiado também representa o setor de produção de aves, que é o primeiro exportador e terceiro maior produtor, e o de suínos, quarto maior produtor e exportador mundial. Juntos, estes dois segmentos produzem mais de 16 milhões de toneladas/ano. Também compõe o Fórum a Ubrabio representa mais de 40% da produção. Na Pecuária de Corte o setor é o maior exportador e segundo maior produtor de carne bovina com produção de 10 milhões de toneladas. Também compõe o Fórum o setor de produção de rações animais, terceiro maior produtor global. O Fórum também abriga indústrias de alimentação de pets, responsáveis por 52% das vendas do setor, segundo maior produtor mundial de pet foods. O colegiado também representa cerca de 70% das marcas de pescados comercializadas no país. Esta articulação empresarial representa a terceira maior produção global de alimentos para animais e recolhe 13 milhões de toneladas de resíduos de origem animal, antes descartadas na natureza, aproveitados agora como matéria prima para vários produtos. Participam do Fórum ProBrasil a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras  de Carnes (ABIEC), Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), Sindicato da Indústria de Alimentação Animal (SINDIRAÇÕES) e União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

ABRAFRIGO/ABIEC/ABINPET/ABIPESCA/ABPA/ABRA/SINDIRAÇÕES/Ubrabio.

NOTÍCIAS

Boi gordo: calmaria no mercado paulista

A semana abriu com parte das indústrias analisando o mercado para definir o patamar de preços a serem praticados

A semana abriu com grande parte das indústrias analisando o mercado para definir o patamar de preços a serem praticados. Apesar disso, alguns compradores começaram a pressionar as cotações para baixo. Na comparação feita dia a dia, a referência para o boi, vaca e novilha gordos ficou estável. No Norte de Minas Gerais, com a oferta de animais terminados escassa, a cotação do boi gordo subiu R$2,00/@, a da vaca gorda R$3,00/@ e da novilha gorda R$5,00/@, na comparação feita dia a dia. Na região de Cuiabá – MT, as escalas de abate confortáveis e o menor empenho dos compradores pressionaram as cotações do boi gordo e da vaca gorda, registrando queda de R$1,00/@ na comparação diária. A cotação da novilha ficou estável. Em novembro, foram exportadas 81,2 mil toneladas de carne bovina in natura, com um faturamento de 399,6 milhões de dólares. O volume foi 1,2% menor que o mês anterior e o pior desempenho desde junho de 2018.

SCOT CONSULTORIA

Boi: escaladas de abate são alongadas e preços da arroba recuam

Com uma escala mais confortável, não há tamanha necessidade em pagar tanto pela arroba do boi gordo

O mercado físico de boi gordo registrou preços em baixa na maioria das regiões de produção e comercialização nesta segunda-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os grandes frigoríficos pressionaram os pecuaristas, desdobramento do avanço das escalas de abate na virada do mês. “Com uma escala mais confortável, com capacidade para atender todos os pedidos do varejo no período de maior demanda do ano, não há tamanha necessidade em pagar tanto pela arroba do boi gordo. Para que novos pontos de máxima sejam alcançados há necessidade de algum fato novo, a exemplo de um potencial recredenciamento da carne bovina brasileira por parte da China, que criaria um grande otimismo com potencial para alicerçar nova rodada de reajustes”, disse Iglesias. Porém, não há indícios de quando a China voltará a comprar a carne bovina do Brasil. Aliás, é possível que a autorização para nova produção de carne bovina com destino ao mercado chinês ocorra apenas em 2022. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 322 na modalidade à prazo, ante R$ 322 na sexta-feira. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 316, contra R$ 319. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 305, contra R$ 307. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 330 por arroba, estáveis. O mercado atacadista registrou preços em queda para todos os principais cortes de carne bovina. “No entanto, ainda há potencial para alguma recuperação ao longo do mês de dezembro, período que conta com o ápice do consumo no decorrer do ano. Contudo, o consumidor médio ainda tem optado por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango”, assinalou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,75 por quilo, queda de R$ 0,30. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 15,70 por quilo, queda de R$ 0,30. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,50 por quilo, queda de R$ 0,20.

AGÊNCIA SAFRAS

Embarques de carne bovina dentro da expectativa de queda no início de dezembro/21

O volume exportado de carne bovina in natura alcançou 15,8 mil toneladas nos primeiros três dias úteis de dezembro/21, sendo que o total exportado ficou em 142,5 mil toneladas no mesmo período do ano passado

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia informou, a média diária exportada ficou em 5,2 mil toneladas os primeiros três dias úteis de dezembro, na qual teve um recuo de 18,38% frente à média exportada no mês de dezembro do ano passado, com 6,4 mil toneladas. Para o analista de mercado da Agrifatto, Yago Travagini, as exportações vieram dentro das expectativas. “Com 3 dias, os embarques ficarem ao redor de 5,28 mil por tonelada de média diária é um sinal que está dentro do que era esperado. Caso a China não volte às compras, a tendência é que o volume exportado tenha uma redução nas próximas semanas”, informou. Os preços médios ficaram próximos de US$ 4.812,9 mil por tonelada, alta de 6,81% frente aos dados divulgados em dezembro de 2020, com preços médios de US$ 4.506,1 mil por tonelada. O analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, disse que os preços médios estão apresentando bons patamares e que devem seguir dentro dessa média ao longo de dezembro. “O fator cambial deve favorecer já que a tendência é que o real deve se manter desvalorizado no curto prazo”, comentou. A média diária ficou em US$ 25,4 milhões, queda de 12,83%, frente ao observado no mês de dezembro do ano passado, com US$ 29.192 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

Mercado tem carne para o fim de ano, mas falta o consumidor

Baixo poder de compra da população impacta projeções do setor

Pagamento da primeira parcela do 13 salário do mês, chegada das festas de final de ano. Tudo poderia levar o consumidor para o mercado de alimentos neste início de dezembro. Ele continua, no entanto, bastante retraído, principalmente na aquisição de carnes. A avaliação é de Heloísa Xavier, diretora da JOX Assessoria Agropecuária. “É um mercado inconsistente para este período do ano. Falta poder aquisitivo para a população, e o dinheiro que está entrando vai para pagar contas atrasadas e as que estão vencendo”, afirma. No setor de carnes, a bovina ainda tem uma pequena sustentação nas vendas, devido às promoções da carne de segunda, mas a oferta de animais ainda é baixa. Já nos setores de frango e de suínos, os frigoríficos estão bem mais abastecidos. “O mercado tem carne, mas falta o consumidor.” Esse cenário de incertezas no consumo se reflete no campo. Após um recuo de R$ 11 na sexta-feira (3), quando caiu para R$ 313, a arroba de boi gordo voltou a se recuperar nesta segunda-feira (6) no mercado paulista, subindo para R$ 322, uma elevação de R$ 9. A queda da semana passada foi um movimento brusco, mas pontual, segundo Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A dificuldade maior para o consumidor, em termos de preços, vai continuar com a carne bovina. Além da demanda maior neste período do ano, o que é natural, a oferta de gado vai continuar restrita. A ocorrência de chuvas na passagem de 2021 para 2022 está melhor do que foi a de 2020 para 2021, o que permite ao pecuarista controlar melhor suas vendas. Em julho, a arroba estava em R$ 322, recuou para R$ 254 no final de outubro e voltou para R$ 324 na semana passada. O pesquisador do Cepea diz que está havendo uma peneira na atividade, com muitos produtores indo para a soja ou arrendando suas terras. Apesar do cenário atual, ele prevê uma melhora na oferta, principalmente após o primeiro semestre. O pecuarista já faz confinamento para a entrega no ano todo, e há um aumento de produtividade. O cenário para o consumidor, porém, é delicado. A arroba de boi no pasto vale mais do que o equivalente a uma arroba da carcaça casada no atacado de São Paulo. Isso mostra uma pressão maior no campo do que os preços atuais da carne no atacado e no varejo. Segundo o Cepea, o quilo de carne da carcaça casada (carnes do traseiro, dianteiro e ponta de agulha) está em R$ 20,55 no mercado atacadista de São Paulo, o maior preço desde meados de junho.

FOLHA DE SP

Índice de preços global de carnes cai 0,9% em novembro

O índice global de preços de carnes medido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) caiu 0,9% em novembro, na comparação com outubro, a quarta queda consecutiva na comparação mensal, disse a FAO em comunicado na semana passada

O índice ainda ficou 17,6% acima do valor registrado em novembro do ano passado. As cotações internacionais de carne suína caíram pelo quinto mês consecutivo, impactadas pela redução nas compras pela China, principalmente da carne suína produzida na União Europeia. Os preços de ovinos também tiveram forte queda após o aumento na oferta, principalmente na Austrália. Já os preços de carne bovina continuaram estáveis. As cotações no Brasil foram em parte mitigadas pelo aumento nos valores das carnes exportadas pela Austrália. Os preços de carne de frango também ficaram estáveis, já que a oferta global ficou adequada para atender à demanda apesar das dificuldades no lado da oferta, principalmente relacionadas à baixa disponibilidade de contêineres e à gripe aviária na Europa e na Ásia. A cotação das carnes é um dos itens considerados no índice global de preços de alimentos da FAO divulgado mensalmente. O índice global de alimentos teve alta de 1,2% em novembro, ante outubro, influenciado por altas nas cotações de cereais, lácteos e açúcar.

CARNETEC

Brasil será responsável por 29% da carne bovina no mundo em 2030

O Brasil será responsável por 29% das exportações mundiais de carne bovina em 2030, conforme aponta o relatório do Departamento de Agriculta dos Estados Unidos (USDA). Nos próximos nove anos, as exportações terão um aumento de 41,8% no volume

O país seguirá como o principal exportador do produto no mundo e os Estados Unidos aparecerão logo em seguida, com uma fatia de 11,4% do mercado. As informações são da CNN Brasil. De acordo com o relatório, a alta acontece por conta da maior demanda por carne bovina e pela estagnação de outros países na exportação do produto. Com relação à carne suína, o Brasil deve pular de quarto maior exportador para terceiro, ultrapassando o Canadá. O primeiro lugar segue ocupado pela União Europeia e o segundo pelos Estados Unidos. Além do aumento na quantidade de carne destinada a outros países, o Brasil também ampliará sua atual capacidade de produção de 10 milhões de toneladas anuais para 12,4 milhões em 2030. Entretanto, apesar de ser o país que mais exporta, não é o que mais produz, já que perde para os 13,3 milhões de toneladas dos Estados Unidos. O motivo estaria relacionado ao fato de que o mercado interno norte-americano consome mais carne bovina do que o brasileiro. A explicação para isso tem a ver, inclusive, com o quanto cada população consegue gastar no alimento. “O mercado doméstico dos Estados Unidos tem uma preferência para esse tipo de proteína. É um hábito cultural deles, assim como dos brasileiros, de comer muita carne. No entanto, o poder aquisitivo é que define qual proteína animal será mais consumida dentro do nosso país”, disse Ana Cecília Kreter, pesquisadora associada do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), à CNN. Ela ainda chama a atenção para o último trimestre deste ano, em que a população brasileira consumiu mais carne de frango e ovo por serem proteínas mais baratas.

CNN BRASIL

EUA não vão parar de importar carne do Brasil

Os Estados Unidos não vão suspender importações de carne bovina do Brasil, disse o secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack

Em novembro, a Associação de Produtores de Carne dos Estados Unidos (NCBA) pediu a proibição da entrada do produto brasileiro no mercado norte-americano, após registros de casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como “doença da vaca louca”, no Brasil. A solicitação do embargo seguiu uma suspensão efetivada pela China, usando estes casos como “desculpa”, o que fez as exportações brasileiras caírem praticamente pela metade em outubro e novembro, segundo dados da ABRAFRIGO. Com o embargo chinês, agora os EUA aparecem como os principais importadores de carne bovina do Brasil, tendo abocanhado fatia de 17,3% em novembro, de um total de 100 mil toneladas.

REUTERS

ECONOMIA

Dólar renova máxima desde abril; fiscal segue no radar

O dólar subiu para uma nova máxima em quase oito meses frente ao real nesta segunda-feira, com apostas em aumentos antecipados de juros nos Estados Unidos ofuscando fortes expectativas de elevação da taxa Selic nesta semana, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) realiza sua última reunião de 2021

A divisa norte-americana à vista subiu 0,25%, a 5,6925 reais na venda, nova máxima para encerramento desde 13 de abril deste ano (5,7175). Na B3, às 17:21 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,55%, a 5,7175 reais. Várias autoridades do Fed sinalizaram recentemente que o banco central norte-americano está preparando o terreno para acelerar o ritmo de redução de seus estímulos e possivelmente antecipar aumentos de juros para 2022, uma vez que dados econômicos têm indicado persistência da inflação e aperto no mercado de trabalho –apesar de um relatório de empregos do governo referente a novembro ter vindo abaixo das expectativas do mercado. Investidores de todo o mundo seguem de olho no noticiário em torno da variante Ômicron do coronavírus, recém-detectada, uma vez que ainda não há clareza sobre qual será seu impacto sanitário e econômico. No Brasil, o cenário político-fiscal também segue no radar nesta reta final de 2021, antes de um 2022 provavelmente difícil para os mercados domésticos. Estrategistas do Citi disseram em relatório na segunda-feira que “as eleições presidenciais (do ano que vem) devem ter relevância cada vez maior nos preços dos ativos, dada sua relação próxima com os riscos fiscais”. Nos últimos meses, a trajetória das contas públicas brasileiras tem sido motivo de forte preocupação, em meio à pressão do governo por mais gastos com auxílio à população em 2022, quando o Presidente Jair Bolsonaro deve tentar a reeleição.

REUTERS

Ibovespa sobe pela 3ª sessão seguida diante de menor receio com Ômicron

O Ibovespa garantiu a terceira alta seguida nesta segunda-feira, para o maior nível de fechamento desde meados de novembro, com diminuição dos receios em relação à Ômicron e o andamento da PEC dos Precatórios sustentando o clima positivo na bolsa brasileira

Vale foi a maior contribuição positiva para o índice, enquanto Rumo ocupou a ponta oposta. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 1,94%, a 107.105,23 pontos, o maior fechamento desde 11 de novembro. O volume financeiro foi de 25,5 bilhões de reais.

REUTERS

Poupança tem novembro de saque recorde com saída de R$12,4 bi, aponta BC

A caderneta de poupança registrou saída líquida de 12,4 bilhões de reais em novembro, maior resgate já registrado para o mês na série histórica iniciada em 1995, mostraram dados do Banco Central na segunda-feira

No mês passado, os saques superaram os depósitos em 9,3 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve retirada líquida de 3,1 bilhões de reais. Novembro foi o quarto mês consecutivo em que a poupança perdeu recursos, após resgates líquidos também expressivos em agosto (-5,468 bilhões de reais), setembro (-7,720 bilhões de reais) e outubro (7,430 bilhões de reais) –nos dois últimos casos, o saque também foi recorde para o mês. No acumulado de janeiro a novembro, a poupança teve saída de 43,2 bilhões de reais, ante entrada de 145,7 bilhões de reais em igual período do ano passado, quando a aplicação foi impulsionada pelo pagamento do auxílio emergencial e pelo nível baixo da taxa básica de juros, que aumenta a competitividade da poupança frente a outros investimentos. Desde março deste ano, o BC já elevou a Selic em 5,75 pontos percentuais, ao nível atual de 7,75% ao ano, em meio ao ciclo de aperto monetário conduzido para domar a inflação.

REUTERS

Riscos fiscais da União sobem R$130 bi em 2021 e alcançam R$4,2 tri, diz Tesouro

A exposição da União aos chamados riscos fiscais específicos alcançou 4,2 trilhões de reais em 2021, uma elevação de 130 bilhões na comparação com o ano passado, informou o Tesouro Nacional na segunda-feira

Os chamados riscos específicos são aqueles relacionados a eventos com ocorrência irregular e com diferentes origens, normalmente associados a programas governamentais, ao balanço patrimonial do governo e a eventuais novos passivos que ainda dependem de confirmação. Entre esses riscos, está o estoque de ações judiciais contra a União, de 2,2 trilhões de reais, montante cerca de quatro vezes maior do que o observado em 2014. Uma fatia de 42% desse total, de 938 bilhões de reais, é considerada perda provável. A apresentação desse crescimento no volume dos riscos relacionados a possíveis sentenças judiciais ocorre enquanto o Congresso finaliza o trâmite para estabelecer um teto anual ao pagamento de precatórios –dívidas do governo reconhecidas pela Justiça e sem possibilidade de recurso. A medida faz parte da PEC dos Precatórios. Pela nova regra, que ainda depende de aprovação final do Congresso, os precatórios que excederem um limite anual de pagamento entrarão em uma espécie de fila. Em 2022, por exemplo, dos 89 bilhões de reais em precatórios inscritos pelo Judiciário, aproximadamente metade ficará acima do teto estipulado pela nova regra. Entre os mecanismos de quitação desses débitos, há a previsão de o governo poder pagar antecipadamente com um desconto sobre o valor total. Em relação à dívida ativa da União, o estoque total está em 2,6 trilhões de reais. Desse montante, é esperada uma recuperação de 501 bilhões de reais. Na análise de propostas legislativas que beneficiam Estados e municípios, o Tesouro estima que essas medidas poderão onerar a União em 644 bilhões de reais ao longo de dez anos. O órgão do Ministério da Economia ainda aponta que a mudança na estrutura etária brasileira, com aumento do número de idosos e redução da proporção de jovens, pode ampliar em 12,4 bilhões de reais a demanda sobre despesas de saúde e educação entre 2021 e 2030. Além dos riscos específicos, o Tesouro avalia riscos macroeconômicos, relacionados a mudanças cíclicas ou estruturais na economia que afetariam receitas e despesas do governo. Nessa categoria, o Ministério da Economia atualiza projeções para a relação entre a dívida bruta do governo geral e o PIB. Para o fim de 2021, o Tesouro projeta que a dívida bruta ficará em 80,6% do PIB, contra 88,8% no encerramento de 2020. “O crescimento da dívida bruta do governo geral, após os eventos de 2020, reduziu significativamente a capacidade do país em absorver novos choques que afetem as variáveis econômicas por meio de endividamento”, informou o Tesouro.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: mercado fechou segunda-feira com preços estáveis ou recuando

Segundo o Cepea/Esalq, mesmo diante do aquecimento nas vendas na segunda quinzena de novembro, os valores médios do animal vivo e da carne no mês ficaram abaixo dos registrados em outubro/21 e bem inferiores aos de novembro/20, em termos reais

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu 3,65%/3,45%, valendo R$ 132,00/R$ 140,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 9,90/R$ 10,30 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (3), houve queda de 0,65% em São Paulo, chegando em R$ 7,63/kg, e de 0,15% no Paraná, atingindo R$ 6,52/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, custando R$ 7,47/kg, valor de R$ 6,36/kg no Rio Grande do Sul, e R$ 6,74 fechando em Santa Catarina.

Cepea/Esalq

Exportações de carne suína iniciam dezembro em queda com China mais afastada do mercado

“O Brasil vai ter que pensar em alternativas para sobreviver sem a China”

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura na primeira semana de dezembro (três dias úteis) registraram recuo tanto no comparativo com a semana anterior quanto com o mês de dezembro de 2020. Para o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, estes dados seguem como um reflexo da China se afastando do mercado, como já fez com outros grandes players. “Aquele boom de exportação que a gente viveu em 2019/20, parece estar perto do final. O Brasil vai ter que pensar em alternativas para sobreviver sem a China”, disse. A receita obtida, US$ 21.065 milhões representou 12,07% do montante obtido em todo dezembro de 2020, que foi de US$ 174,4 milhões. No volume embarcado, as 9.167 toneladas são 12,7% do total exportado em dezembro do ano passado, com 72.248 toneladas. No faturamento por média diária, US$ 7.021 ele é 11,47% menor do que o de dezembro de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve recuo de 15,8%. Em toneladas por média diária, 3.055 toneladas, houve retração de 6,94% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, baixa de 17,3%. No preço pago por tonelada, US$ 2.297, ele é 4,86% inferior ao praticado em dezembro passado. O resultado, frente ao valor da semana anterior, representa alta de 1,8%.

AGÊNCIA SAFRAS

Frango: segunda-feira com preços estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,10/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,35/kg

Na cotação do animal vivo, os valores não mudaram em Santa Catarina, com R$ 3,70/kg, nem no Paraná, com R$ 5,77/kg. São Paulo ficou sem referência de preço na segunda-feira.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (3), a ave congelada sofreu queda de 0,30%, atingindo R$ 6,75/kg, enquanto a resfriada caiu 0,29%, fechando em R$ 6,76/kg.

Cepea/Esalq

Exportação de frango no início de dezembro tem bom ritmo

Casos de influenza aviária que estão se espalhando por países da Ásia e Europa devem representar novas oportunidades de exportação da proteína brasileira em 2022

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura na primeira semana de dezembro (três dias úteis), tem preço pela tonelada bem acima do que o registrado no mesmo mês do ano passado. Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as exportações de carne de frango “seguem muito bem, e devem bater recorde este ano, superando 4,5 milhões de toneladas embarcadas”. Para Iglesias, os casos de influenza aviária que vêm sendo registrados na Ásia e na Europa devem representar grandes oportunidades para a proteína brasileira em 2022. A receita obtida foi de US$ 70.317, o que representa 14,21% do montante obtido em dezembro de 2020, que foi de US$ 494,6 milhões. No volume embarcado, as 39.473 toneladas representam 11,25% do total exportado em dezembro do ano passado, com 350.857 toneladas. No faturamento por média diária nesta primeira semana do mês, US$ 23.439, ele foi 4,24% maior do que dezembro do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve recuo de 18,6%. Nas toneladas por média diária, 13.157 toneladas, houve baixa de 17,49% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparada a semana anterior, queda de 18,2%. No preço pago por tonelada, US$ 1.781, ele é 26,34% superior ao praticado em dezembro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve queda de 0,4%.

AGÊNCIA SAFRAS

Novo surto de gripe aviária confirmado no norte da França, mais dois suspeitos

Autoridades locais no norte da França disseram na segunda-feira que um novo cluster de gripe aviária foi detectado no fim de semana na região, acrescentando que dois possíveis casos adicionais de gripe aviária em granjas estão atualmente sob investigação.

REUTERS

Suécia encontra gripe aviária em pequena granja enquanto o vírus se espalha

Um caso de gripe aviária foi detectado em uma pequena fazenda particular com patos e galinhas no sul da Suécia, disseram as autoridades, após vários surtos recentes em fazendas de aves em toda a Europa.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

MyCarbon da Minerva Foods, conclui primeira Comercialização de créditos de carbono

Um dos maiores desafios da cadeia produtiva de carne bovina é a descarbonização

A Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, informou que sua subsidiária My Carbon, criada neste ano com foco no desenvolvimento e comercialização de crédito de carbono, fechou seu primeiro contrato para a redução certificada de emissões de gases de efeito estufa. “A My Carbon é parte dos esforços que temos realizado para implementar iniciativas que promovam uma pecuária mais sustentável e de baixo carbono. A conclusão da primeira comercialização de créditos de carbono pela empresa evidencia que esta é uma possibilidade real e que torna ainda mais tangível o conceito de produção sustentável”, afirma Fernando Queiroz, CEO da Minerva Foods e da My Carbon, em nota enviada ao Valor. A Minerva realça que, como mais uma vez ficou evidente nas discussões da COP26, em Glasgow, um dos maiores desafios da cadeia produtiva de carne bovina é a descarbonização. “Cada unidade de carbono corresponde a uma tonelada de CO2 que deixou de ser emitida na atmosfera, o que torna a comercialização de créditos de carbono uma forma efetiva de reduzir as emissões de gases de efeito estufa no planeta”, reforça a companhia. Os créditos são gerados a partir de projetos e ações que têm por objetivo evitar ou neutralizar as emissões de carbono, evitando assim o aumento dos impactos do efeito estufa. Na nota, a Minerva lembra ainda que, segundo relatório divulgado pela consultoria financeira Refinitiv, o mercado de créditos de carbono cresceu 20% no último ano no mundo e movimentou US$ 227 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

 

abrafrigo

Leave Comment