
Ano 7 | nº 1608 | 05 de novembro de 2021
NOTÍCIAS
Movimento de baixa no mercado do boi gordo perdendo força?
A oferta de boiadas terminadas está minguando nas praças paulistas, o que forçou os compradores a ofertarem mais pela arroba do boi gordo na manhã de quinta-feira (4/11). As escalas estão diminuindo, comparadas aos momentos em que atendiam cerca de 8-10 dias há algumas semanas, e atualmente atendem, em média, 5 dias.
A cotação do boi gordo subiu R$1,00/@ na comparação diária, negociado em R$263,00/@, preço bruto e a prazo, enquanto a cotação da vaca e novilha gordas ficou estável, negociadas em R$250,00/@ e R$258,00/@, respectivamente, nas mesmas condições. No Pará, o cenário é de aumento de oferta, pressionando a cotação do boi gordo nas três regiões monitoradas pela Scot Consultoria. A queda foi de R$4,00/@ para o boi gordo na região de Paragominas, de R$2,00/@ em Redenção e de R$1,00/@ em Marabá. Em Redenção houve queda de R$2,00/@ também para vaca e novilha gordas. Com isso, o boi gordo foi negociado na região em R$247,00/@, enquanto a vaca e novilha gordas foram negociadas em R$242,00/@ e R$244,00/@, preços brutos e a prazo. No Norte de Mato Grosso, cenário semelhante ao da praça pecuária paulista, onde a oferta de gado terminado diminuindo pressionou os preços para cima. A cotação do boi gordo subiu R$1,00/@ na comparação feita dia a dia, enquanto a da vaca e novilha gordas ficou estável. A referência do boi, vaca e novilha gordos ficou, respectivamente, em R$248,00/@, R$238,00/@ e R$241,00/@, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: preços começam a reagir com oferta se ajustando a novo padrão
Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 261 na modalidade a prazo, contra R$ 257 no último fechamento
O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos na quinta-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, os preços começaram a reagir em muitas praças de comercialização, com o volume de animais ofertados passando a se adequar a uma nova realidade em termos de demanda, mais focada no mercado doméstico. “Os danos provocados pela ausência da China na ponta importadora seguem presentes no dia a dia do mercado, com prejuízos tanto para criadores como para frigoríficos. No caso da indústria, os prejuízos vêm na forma de aumento da capacidade ociosa, somado ao custo de manutenção dos estoques. Para o pecuarista a manutenção dos animais nos confinamentos, somado ao alto custo de nutrição em meio a forte queda dos preços resultou em um prejuízo que oscila entre R$ 500 a R$ 1.000 por cabeça, conforme a região”, apontou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 261 na modalidade a prazo, contra R$ 257. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 240,00, inalterada. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 262,00, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 245, contra R$ 243. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 257 por arroba. O mercado atacadista também apresenta sinais de firmeza. O ambiente de negócios passa a sugerir espaço para alta dos preços, mesmo que de modo comedido, principalmente nos cortes do dianteiro bovino, aqueles que sofreram as quedas mais intenso desde o início do embargo à exportação de carne bovina do Brasil para a China, de acordo com a Safras & Mercado. “De qualquer maneira ainda há um grande volume de carne bovina estocada em câmaras frias aguardando um posicionamento por parte da China. A preocupação é que esse estoque precise ser disponibilizado no mercado interno caso demore ainda mais para a retomada das exportações”, alertou o analista. O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 20,40 por quilo. Quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 13,30 por quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 13 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Com enfraquecimento da demanda por animais mais jovens, cotação do bezerro registra queda de 1,03% no Mato Grosso
O mercado de reposição tem registrado desvalorização nas principais categorias no estado do Mato Grosso
Com a ausência da demanda chinesa nos embarques de carne bovina, a procura por animais mais jovens ficou enfraquecida e o preço do bezerro foi pressionado em 1,03%, resultando na cotação média de 2.903,98/@. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou, as categorias mais novas, como o bezerro e a bezerra de desmama, registraram uma queda de 2,36% e 5,48%, respectivamente. “Os animais mais velhos, como a vaca solteira e o boi magro tiveram desvalorização de 2,80% e 7,49% no comparativo de outubro e setembro deste ano”, explicou o instituto em seu boletim semanal. A cotação da arroba do boi gordo teve um recuo de 4,20%, frente aos valores observados na semana anterior. No caso da vaca gorda, as referências tiveram queda de 4,31% se comparada aos valores da semana passada, em que a média de preço ficou em R$ 231,98/@. Ao longo de outubro/21, os preços da arroba do boi gordo tiveram uma queda de 9,38% no estado frente ao mês de setembro/21. A programação de abate se alongou 11,82% no mesmo comparativo, diante de um maior volume de estoque da proteína nas indústrias frigoríficas. “Em outubro, a média das escalas de abate ficaram próxima de 7,52 dias úteis e isso contribuiu para pressão negativa nas cotações da arroba no mercado físico. Além disso, aumento da oferta de animais terminados no confinamento contribuiu para o recuo na cotação do boi gordo”, informou o instituto.
IMEA
Lei que atualiza regras sobre a entrada de bovinos e bubalinos vindos de outros estados em Santa Catarina é sancionada
Com o reconhecimento de outros estados como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal, Santa Catarina alterou a legislação que trata da entrada de bovinos e bubalinos. A Lei nº 18.239 foi publicada na última sexta-feira, 29, e atualiza as normas vigentes desde 2019
“Com a lei sancionada, os produtores poderão comprar bovinos de outros estados para o abate em Santa Catarina. É mais um avanço que estamos conquistando, principalmente com as áreas livres de febre aftosa do Paraná e do Rio Grande do Sul, que haverão de trabalhar em conjunto para que nós possamos ter mais matérias-primas à disposição de Santa Catarina, novamente fortalecendo a cadeia da bovinocultura de corte”, disse o Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Altair Silva. Entre as principais alterações da lei estão a retirada da necessidade de identificação individual de bovinos e bubalinos para abate ou para Estabelecimentos de Pré-Embarque (EPE) para exportação de animais vivos; não há mais restrição de ingresso para animais vacinados com B19 para brucelose, porém necessitarão apresentar testes de diagnóstico para brucelose e tuberculose com resultado negativo e deverão ter idade adequada para realizar os exames; aumenta para seis meses de idade o prazo de identificação dos bovinos e bubalinos que ingressarão em Santa Catarina. As novas regras são válidas apenas para os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia e regiões do Amazonas e do Mato Grosso do Sul – reconhecidos pela OIE como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. Os animais que ingressarem em Santa Catarina devem possuir identificação individual oficial, permanente ou de longa duração aplicada em até seis meses após o nascimento. É necessário ainda o registro da entrada dos animais pelos seus proprietários, no prazo de até cinco dias úteis após o ingresso, no Sistema de Gestão da Defesa Agropecuária Catarinense, e a identificação dos animais com brincos oficiais do Sistema de Identificação Individual e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos de Santa Catarina. A exceção passa a ser para bovinos e bubalinos destinados ao abate imediato em estabelecimentos com Serviço de Inspeção Oficial (SIM, SIE ou SIF) ou destinados a Estabelecimentos de Pré-Embarque (EPEs) para exportação de animais vivos. A entrada de animais continua condicionada ao transporte em veículos com carga lacrada pelo Serviço Veterinário Oficial do Estado de origem, podendo ingressar no Estado de Santa Catarina somente pelos postos fixos de fiscalização estabelecidos pelo Serviço Veterinário Estadual de Santa Catarina.
Secretaria de Agricultura SC
Depois de atingir o pico de US$ 63,16/@ em junho, valor em dólar do boi gordo fica abaixo dos US$ 50 em outubro
Nos atuais patamares de preço, a competitividade do boi gordo nacional frente a outros países está nos melhores níveis dos últimos 12 meses, compara analista da Agrifatto
O movimento de valorização da moeda norte-americana frente ao real e a ausência de compras chinesas de carne bovina brasileira fizeram com que o preço do boi gordo mergulhasse em uma forte queda do seu valor em dólares, informa o economista Yago Travagini, analista de mercado da consultoria Agrifatto. O valor médio do animal terminado em outubro/21 ficou em US$ 48,90@, queda de 14,32% frente o mês de setembro/21. “Pela primeira vez neste ano, o preço médio mensal do boi gordo ficou abaixo dos US$ 50/@”, relata Travagini. Com desvalorização em dólar, o boi gordo brasileiro voltou a atingir o menor patamar de preço entre os seus principais concorrentes no mercado de exportação de carne bovina, compara o analista da Agrifatto. Segundo ele, atualmente, em dólares, a cotação do boi gordo brasileiro está 21% mais barata que o valor de arroba do boi argentino; 8,82% mais abaixo em relação ao preço do animal paraguaio; e 32,61% inferior ao custo da arroba uruguaia. “Nos atuais patamares de preço, a competitividade do boi gordo brasileiro frente a outros países está nos melhores níveis dos últimos 12 meses”, observa Travagini. Dessa forma, continua o analista, “a preferência de outros países (excluindo a China) pela proteína bovina brasileira pode crescer nos próximos meses, ocasionando um balanço deste preço do boi gordo em dólares a níveis maiores”. Desde 2019, com o aumento da demanda pela proteína bovina no mercado internacional, o preço do boi gordo brasileiro passou por forte valorização, saindo de US$ 38,39/@ em ago/2019 para US$ 63,16/@ em junho/2021 – um avanço de 64% no período analisado, e o maior patamar desde agosto de 2011, informa o economista. No entanto, desde a confirmação de dois casos atípicos de vaca louca no Brasil (em 4 de setembro) e o início do embargo da China à carne bovina brasileira, os preços em dólar do animal nacional passou por forte desvalorização, ressalta Travagini.
PORTAL DBO
Comissão de Finanças aprova autocontrole para cadeia agroindustrial
Além de instituir o autocontrole, o projeto pretende melhorar a comercialização de pequenos produtores. Proposta segue para a CCJ
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, 3, parecer favorável ao Projeto de Lei 1.293/21 que dispõe sobre o autocontrole nas atividades agropecuária e agroindustrial para desburocratizar, agilizar e tornar mais competitiva a indústria de alimentos e insumos no Brasil. “Trata-se de uma das maiores e mais importantes reformas propostas pelo Executivo para desburocratizar o sistema e para que possamos continuar produzindo alimento e riqueza”, afirmou o deputado Evair de Melo (PP-ES), que presidiu a sessão. Segundo o deputado, com esse projeto, “o Brasil chega a um grau de maturidade que permitirá aumentar as divisas externas e garantir a oferta de empregos, mantendo a segurança necessária em toda a cadeia produtiva”. O relator na comissão, deputado Chistino Aureo (PP-RJ), destacou que a aprovação da proposta coloca o Brasil em condições de igualdade na competição internacional no que diz respeito as cadeias de produção e, especialmente, no processamento de proteína animal. “É um passo importante para que os agentes privados tenham cada vez mais responsabilidade diante dos produtos que colocam para consumo e na relação do poder público com empreendedores, com aqueles que trabalham no campo, na indústria e no mercado de exportações”, disse. Entre as condições fundamentais defendidas pela OCB para a aprovação do projeto estão a definição mais clara de conceitos contidos na lei, como o de análise de risco; a garantia de autonomia do setor privado na definição de programas de autocontrole; e o ajuste adequado do valor das multas para que fiquem dentro da realidade econômica. O projeto segue agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados. O projeto será relatado pelo deputado Pedro Lupion (DEM-PR).
CANAL RURAL
ECONOMIA
Dólar avança contra real em meio a temores fiscais domésticos
O dólar avançou frente ao real na quinta-feira, com a aprovação do texto-base da PEC dos Precatórios em primeiro turno, receios fiscais domésticos e a força da moeda norte-americana no exterior. Com este desempenho, o dólar acumula agora alta de 8,03% contra o real no acumulado de 2021.
A moeda norte-americana à vista subiu 0,35%, a 5,6085 reais na venda. Na B3, onde os negócios vão além das 17h (de Brasília), o dólar futuro subia 0,96%, a 5,6340 reais. A PEC dos Precatórios, que abre espaço fiscal para o pagamento do benefício social Auxílio Brasil no valor de 400 reais até o final de 2022, foi aprovada com uma margem apertada na madrugada desta quinta-feira, e sua votação em segundo turno deve acontecer na próxima terça-feira. Embora tenha sido recebido por alguns investidores como esperança de redução das incertezas em torno das contas públicas, o avanço da PEC está longe de ser uma boa notícia para os mercados financeiros, uma vez que prevê mudanças para a regra do teto de gastos. Além disso, ainda há perspectiva de que o texto possa enfrentar resistência de parlamentares quando chegar ao Senado, disse em nota Jefferson Rugik, da Correparti Corretora. Segundo ele, foram esses receios que levaram o dólar a passear pelas máximas do pregão nesta quinta-feira. “Na nossa opinião, mudar a regra do teto de gastos para temporariamente aumentar os benefícios sociais não apenas reduz a credibilidade do instrumento fiscal, uma vez que em outros momentos de necessidade o governo poderia mudar a regra novamente, mas também aumenta enormemente a probabilidade de a regra ser alterada de novo em 2023, uma vez que será muito difícil para qualquer presidente que seja eleito no ano que vem acabar com o auxílio temporário”, disse o Credit Suisse na quinta-feira em relatório assinado por Solange Srour, economista-chefe do banco no Brasil, e Lucas Vilela, economista.
REUTERS
Ibovespa cai mais de 2% com preocupação sobre PEC dos Precatórios e balanços
O Ibovespa chegou a cair abaixo dos 103 mil pontos na quinta-feira, em meio a receios com o desfecho da PEC dos Precatórios e uma bateria de balanços, com perspectivas do Itaú Unibanco reforçando receios com a desaceleração da economia em 2022
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em baixa de 2,09%, a 103.412,09 pontos. O volume financeiro somou 31,2 bilhões de reais. A aprovação apertada em primeiro turno do texto-base da PEC dos Precatórios – que abre espaço fiscal para um benefício social de 400 reais até o final de 2022, ano em que o Presidente Jair Bolsonaro deve tentar a reeleição – ditou volatilidade. De acordo com o gestor de renda variável da Western Asset Cesar Mikail, continua a preocupação com a situação fiscal, com o teto de gastos, e há receios sobre se o texto vai passar na semana que vem no segundo turno na Câmara. A votação do segundo turno da PEC na Câmara foi marcada para a próxima terça-feira. A intenção do Presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), era concluí-la na quinta, mas ele não conseguiu reunir quórum suficiente para garantir a aprovação. Uma bateria de resultados corporativos também repercutiu nos negócios, com a bolsa paulista mais uma vez descolando de Wall Street – onde novas máximas foram registradas pelo S&P 500 e Nasdaq.
REUTERS
Brasil tem fluxo cambial positivo de US$766 mi em outubro, diz BC
O saldo mensal de entradas e saídas de dólares pelo câmbio contratado no Brasil voltou a ficar positivo em outubro depois de um setembro de fluxo negativo, mostraram dados do Banco Central na quinta-feira
No mês passado, o fluxo total foi positivo em 766 milhões de dólares, com uma entrada líquida de 3,119 bilhões de dólares na conta financeira compensando um saldo negativo de 2,353 bilhões de dólares nas operações comerciais. Em setembro, o fluxo cambial foi negativo em 1,170 bilhão de dólares, quebrando uma sequência de três meses de entrada líquida de dólares no país. No acumulado de 2021, o saldo é positivo em 19,478 bilhões de dólares, dado que se compara a um déficit de 20,008 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado.
REUTERS
FAO: Preços mundiais dos alimentos atingem novo pico desde julho de 2011
O Índice de Preços de Carne da FAO caiu 0,7% de seu valor revisado em setembro, marcando a terceira queda mensal. As cotações internacionais das carnes suína e bovina caíram em meio à redução nas compras da China da primeira e à forte queda nas cotações de abastecimento do Brasil da segunda. Em contraste, os preços das carnes de aves e ovinos aumentaram, impulsionados pela alta demanda global e baixas perspectivas de expansão da produção
O barômetro mundial dos preços dos alimentos atingiu um novo pico, atingindo seu nível mais alto desde julho de 2011, informou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês). O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais nos preços internacionais de uma cesta de commodities alimentares, teve média de 133,2 pontos em outubro, alta de 3% em relação a setembro, subindo pelo terceiro mês consecutivo. O Índice de Preços de Cereais da FAO em outubro aumentou 3,2% em relação ao mês anterior, com os preços mundiais do trigo subindo 5% em meio ao estreitamento das disponibilidades globais devido às colheitas reduzidas nos principais exportadores, incluindo Canadá, Federação Russa e Estados Unidos da América. Os preços internacionais de todos os outros cereais principais também aumentaram em relação ao mês anterior. O Índice de Preços do Óleo Vegetal da FAO subiu 9,6% em outubro, atingindo um recorde histórico. O aumento foi impulsionado por cotações mais firmes para os óleos de palma, soja, girassol e colza. Os preços do óleo de palma aumentaram pelo quarto mês consecutivo em outubro, amplamente sustentados por preocupações persistentes sobre a produção moderada na Malásia devido à contínua escassez de mão de obra migrante. O Índice de Preços de Laticínios da FAO subiu 2,6 pontos em relação a setembro, influenciado pela demanda global de importação mais firme de manteiga, leite em pó desnatado e leite em pó integral em meio aos esforços dos compradores para garantir o abastecimento e aumentar os estoques. Em contraste, os preços do queijo permaneceram estáveis, já que os suprimentos dos principais países produtores eram adequados para atender à demanda de importação global. O Índice de Preços do Açúcar da FAO caiu 1,8% em relação a setembro, marcando a primeira queda após seis aumentos mensais consecutivos. O declínio foi principalmente o resultado da demanda de importação global limitada e perspectivas de grandes suprimentos exportáveis ??da Índia e da Tailândia, bem como um enfraquecimento do real brasileiro em relação ao dólar dos EUA.
FAO
Indústria vem ‘claramente’ em trajetória negativa, diz gerente do IBGE
Dos nove meses de 2021, a indústria teve queda em sete deles, considerando a série com ajuste sazonal
A indústria apresenta trajetória “claramente” negativa e ainda sente os efeitos da pandemia. A afirmação foi feita na quinta-feira (04) pelo Gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), André Macedo, ao divulgar os resultados referentes a setembro, com queda de 0,4% em relação a agosto. É o quarto resultado negativo seguido, período no qual acumula perda de 2,6%. “O setor industrial vem claramente em trajetória descendente negativa. Na medida que vai colocando quedas em cima de quedas, o patamar vai diminuindo. A situação em patamar de produção é pior do que a de agosto. Isso fica muito evidente quando coloca a questão em termos de patamar pré-pandemia. Estamos 3,2% abaixo daquele período”, disse Macedo, lembrando que a indústria chegou a operar 3,5% acima do patamar pré-pandemia, em janeiro de 2021. Dos nove meses de 2021, a indústria teve queda em sete deles, considerando a série com ajuste sazonal (frente ao mês anterior). As únicas exceções foram os meses de janeiro (0,2%) e maio (1,2%). Com a queda de 0,4% em setembro, há uma sequência de quatro taxas negativas, de -0,5% em junho, -1,2% em julho e -0,7% em agosto. “A indústria ainda sente os efeitos da pandemia, com desorganização da cadeia produtiva, encarecimento dos custos de produtos e falta de insumos. Além das questões que afetam a oferta, há todos os fatores que afetam a demanda doméstica. Temos um mercado de trabalho longe de recuperação consistente, a renda não avança e inflação afetando o consumo das famílias. Isso reforça o comportamento negativo do comportamento da indústria, mesmo com queda na margem menos intensa que em meses anteriores”, afirmou ele. Das quatro grandes categorias do setor industrial pesquisadas pelo IBGE, três estão abaixo do patamar pré-pandemia, segundo os resultados da PIM-PF. Na média da indústria, o nível de setembro de 2021 está 3,2% abaixo de fevereiro de 2020, marco da pré-pandemia. O patamar de produção de bens duráveis está 21,8% abaixo de fevereiro de 2020. Também está no campo negativo o patamar de bens semi e não duráveis, 6% abaixo de fevereiro de 2020. No caso de bens intermediários, a distância é inferior e o nível de produção de setembro de 2021 está 0,1% abaixo de fevereiro de 2020. No campo positivo, o nível de produção de bens de capital é o que melhor se posiciona, em patamar 5% acima de fevereiro de 2020. Entre os 26 ramos pesquisados, a grande maioria (17) mostra patamar de produção inferior ao de antes do início da crise sanitária no país.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Marfrig reforça compromissos ESG durante a COP-26
Companhia se une a 10 empresas líderes globais em commodities para traçar um plano de ação focado em reduzir as emissões de gases de efeito estufa na agropecuária
A Marfrig anunciou sua adesão à iniciativa liderada por dez empresas globais em commodities para traçar um plano de ação conjunto de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) até a 27ª Conferência do Clima da ONU – COP-27, que acontecerá em 2022, no Egito. Fazem parte do grupo empresas de carne bovina e beneficiadoras de soja, cacau e óleo de palma. O objetivo é contribuir para que o aumento de temperatura do planeta não exceda 1,5 ºC até 2030. Anunciado durante a COP-26, sediada em Glasgow, na Escócia, o programa tem como foco aumentar o apoio e os incentivos aos pequenos proprietários e agricultores, melhorar a rastreabilidade dos fornecedores indiretos e aprimorar o rastreamento das emissões no escopo 3. Uma comitiva da Marfrig — formada por Marcos Molina, fundador e presidente do Conselho de Administração; Roberto Waack, presidente do Comitê de Sustentabilidade e membro do Conselho de Administração; Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa; Marcelo Furtado, ex-diretor executivo do Greenpeace Brasil e membro Comitê de Sustentabilidade, e Marcella Santos, membro do Comitê de Sustentabilidade — está em Glasgow para acompanhar os eventos e as discussões promovidas pela COP-26. Em 2009, a Marfrig assumiu o compromisso público de combate ao desmatamento e, desde então, seu programa de sustentabilidade tem evoluído constantemente. Em meados do ano passado, lançou o programa Marfrig Verde+, que busca tornar a sua cadeia produtiva mais sustentável e livre de desmatamento até 2030, incluindo todos os biomas nos quais a empresa atua — em especial, Amazônia e Cerrado. Desenvolvido em parceria com a IDH – Iniciativa para o Comércio Sustentável, o projeto é baseado no princípio de produção-conservação-inclusão, e se apoia em três pilares: desenvolvimento de mecanismos financeiros, assistência técnica e adoção de tecnologias de monitoramento e rastreabilidade. O investimento do programa é de 500 milhões de reais até 2030.
MARFRIG
JBS e DSM fazem parceria para reduzir as emissões de metano na cadeia bovina
A JBS agrega à sua cadeia de valor suplemento alimentar que reduz emissões entéricas de bovinos
A JBS firmou parceria com a Royal DSM, empresa global movida por propósito, das áreas de saúde, nutrição e biociência, para implementar um projeto com a meta de reduzir a emissão de metano entérico bovino em escala mundial. Para alcançar o objetivo, a JBS utilizará o Bovaer®, suplemento nutricional desenvolvido pela DSM para melhorar consideravelmente a pegada de gases de efeito estufa na cadeia de valor da produção de carne bovina. O acordo foi assinado na COP26, em Glasgow, na Escócia. Segundo a DSM, o desenvolvimento do Bovaer® transcorreu por mais de 10 anos, por meio de 45 testes de longa duração em fazendas, em 13 países espalhados por 4 continentes, o que resultou em mais de 48 estudos publicados em revistas científicas independentes. No início de setembro de 2021, o Brasil foi o primeiro mercado a conceder a aprovação regulatória total para o Bovaer®. O Bovaer® é adicionado à alimentação dos animais, com potencial de reduzir em até 90% as emissões entéricas de metano, como comprovado recentemente em um estudo australiano de confinamento de carne bovina. Um quarto de colher de chá do aditivo ao dia, por animal, inibe a enzima que ativa a produção do gás metano no estômago do ruminante. Segundo a DSM, o efeito é imediato e, se o uso for interrompido, a emissão de gases é retomada integralmente. A DSM e a JBS vão desenvolver em conjunto o plano de implementação do Bovaer® na cadeia produtiva. O objetivo é promover uma transição da indústria global de carne bovina, liderada pela JBS, para obter, via nutrição, um caminho seguro para reduzir as emissões de metano. “A estratégia de negócios da JBS é a sustentabilidade. Estamos desenvolvendo um grande plano de ação para a redução de toda a pegada de carbono da Companhia, e essa parceria com a DSM vai contribuir não só com nossos planos, mas com todo o setor nesta complexa questão das emissões de metano”, diz Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.
JBS
Sem China, com dividendos: Minerva bate recordes
Companhia dos Vilela de Queiroz vai antecipar R$ 200 milhões em dividendos e calcula um retorno de 12% aos acionistas em 2021
A China continua tirando o sono de pecuaristas e donos de frigoríficos no Brasil, mas não conseguiu impedir um trimestre recorde na Minerva Foods. A companhia dos Vilela de Queiroz contornou o embargo à carne brasileira, recompôs as margens e vai antecipar R$ 200 milhões em dividendos, o que trouxe o retorno ao acionista para 12% em 2021 (no primeiro semestre, mais de R$ 400 milhões em proventos já foram distribuídos). A Minerva acaba de divulgar o balanço do terceiro trimestre, com uma receita líquida de R$ 7,3 bilhões — um salto anual de 43,4% puxado pela disparada dos preços da carne, sobretudo no mercado externo. O Ebitda aumentou 17%, alcançando R$ 648 milhões, um recorde. O lucro trimestral atingiu R$ 72,4 milhões, incremento de 24%. Cada vez menos dependente do Brasil, a empresa vem sustentando as operações na Athena Foods, a subsidiária que reúne os negócios na Argentina, Paraguai, Uruguai, Colômbia e Chile. Notadamente, os uruguaios e paraguaios puxam os resultados. No trimestre, a Athena respondeu por 56% do faturamento. “Apesar do fechamento da China em setembro, tivemos um desempenho operacionalmente muito bom. Teríamos feito um trimestre fabuloso seguindo a mesma toada de julho e agosto, ” disse Edison Ticle, o Diretor Financeiro da Minerva. No primeiro momento, a Minerva sentiu o baque do embargo chinês — o gigante asiático costuma responder por 60% das exportações dos frigoríficos brasileiros. Entre julho e agosto, os negócios no Brasil operavam com margens entre um dígito alto e dois dígitos, o que caiu para menos de 4% com a repentina saída chinesa. A partir de outubro, a companhia já conseguiu recuperar os níveis de margens no Brasil, o que foi favorecido pela queda dos preços do gado e também pelo nível sustentado da carne bovina (Pequim não vai transformar o churrasco de fim de ano numa barganha). Enquanto a China provocava solavancos nas margens do negócio brasileiro em setembro, a Athena Foods seguiu entregando um nível de margem Ebitda em dois dígitos baixos. Como o Brasil também melhorou, os sinais para o quarto trimestre são positivos, disse Ticle. No terceiro trimestre, a Minerva reportou uma margem Ebitda de 8,8%, queda de dois pontos na comparação anual. Não fosse o embargo, a companhia romperia a barreira de 10%. Para os próximos meses, a tendência é de margens no mínimo iguais às do terceiro trimestre. “É o 15º trimestre consecutivo de fluxo de caixa positivo. São quase quatro anos com a companhia gerando caixa religiosamente. Está parecendo um relógio suíço”, brincou Ticle. Com caixa recheado, a Minerva vem conseguindo manter os índices de endividamento abaixo de 2,5 vezes, patamar que permite o pagamento de dividendos acima do mínimo obrigatório. Em setembro, o indicador ficou em 2,4 vezes — o que foi ajudado pelo aporte de R$ 250 milhões que a família Vilela de Queiroz fez recentemente, subscrevendo um bônus que vencia neste ano.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos/Cepea: Média de outubro é maior desde abril deste ano
Os valores do suíno vivo e da carne estiveram elevados na maior parte de outubro
Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo diante dos recuos observados na segunda quinzena, a média do mês passado ainda foi a maior desde abril deste ano, em termos reais (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI de setembro/21). Pesquisadores do Cepea indicam que, no início de outubro, os valores foram sustentados pela demanda aquecida, que esteve acima da oferta de novos lotes para abate. Já na segunda quinzena do mês, os preços passaram a cair, pressionados pela retração de frigoríficos, que limitaram as compras de novos lotes devido ao enfraquecimento das vendas de carne no atacado. Em outubro, o suíno vivo foi negociado à média de R$ 7,23/kg na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), alta de 3,5% frente à de setembro e a maior desde abril, em termos reais.
Cepea
Suínos: preços estáveis ou com recuos na quinta-feira
Segundo o Cepea/Esalq, os preços passaram a cair desde a segunda quinzena de outubro, pressionados pela retração de frigoríficos, que limitaram as compras de novos lotes devido ao enfraquecimento das vendas de carne no atacado
Em São Paulo, conforme a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$113,00/R$ 117,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,00/R$ 9,50 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (4), os valores ficaram estáveis em Minas Gerais, custando R$ 6,48/kg, e no Rio Grande do Sul, cotado em R$ 5,67/kg. Houve queda de 1,32% no Paraná, chegando a E# 6,00/kg, retração de 0,66% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,06/kg, e baixa de 0,16% em São Paulo, fechando em R$ 6,27/kg. Os preços no mercado independente de suínos registraram altas e quedas nesta semana. Apesar dos aumentos pontuais, entretanto, lideranças da área explicam que os custos de produção ainda pressionam os suinocultores.
Cepea/Esalq
Suinocultura independente: preços têm comportamentos distintos entre as regiões
No estado do Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 28/10/2021 a 03/11/2021), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 5,27%, fechando a semana em R$ 6,71. “Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente queda, podendo ser cotado a R$ 6,47”, diz o informe do Lapesui
Em São Paulo, na quinta-feira (4) o valor passou de R$ 6,40/kg vivo para R$ 6,56/kg vivo, segundo a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). Informativo da entidade explica que “os produtores e frigoríficos presentes (na realização da Bolsa) são unânimes em afirmar que está estancando a queda de preços, mas por outro lado, existe a necessidade de reajustes para diminuir os impactos negativos entre preço e custo de produção”, informou a APCS. O preço no mercado mineiro passou de R$ 6,50/kg vivo para R$ 7,00/kg, de acordo com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), sem acordo entre frigoríficos e produtores. Para o consultor de mercado da entidade, Alvimar Jalles, há duas variáveis chave para um início de mês de novembro: a menor idade possível dos animais nas granjas e o menor estoque de animais disponíveis para essa mesma data. “Assim sendo, com o aquecimento natural de demanda do final do ano, a escassez de suínos vivos irá se intensificar”, explicou. Houve queda no valor do animal vivo em Santa Catarina na quinta-feira, segundo o Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, saindo de R$ 6,51/kg vivo para R$ 6,34/kg. “Houve mais uma queda nesta semana, num cenário desesperador. Estamos batendo na tecla de pedir ao Governo Federal refinanciamento de dívidas e auxílio para reter matrizes. Os produtores independentes não sabem mais o que fazer para se manter na atividade”, disse Lorenzi.
AGROLINK/LAPESUI/ACCS/APCS
Rabobank: Peste suína africana na Alemanha: uma virada na indústria de suínos
A queda nas exportações levou ao excesso de oferta e os preços baixos resultantes estão acelerando a racionalização da base de produção
O rescaldo da pandemia Covid-19, questões estruturais de longo prazo e mudanças na demanda global também afetam o mercado de carne suína. A cadeia de suprimentos de suínos da Alemanha passou por muitos desafios no passado e, embora as coisas estejam claramente diferentes desta vez, esperamos que a resiliência que a indústria de suínos mostrou no passado a ajudará a enfrentar o pior desta tempestade. A situação na Alemanha tem implicações mais amplas para o resto da Europa. Segundo informe do Rabobank, dois aspectos que às vezes são esquecidos quando se considera o significado do surto de PSA na Alemanha. A primeira é que a Alemanha perdeu sua posição de maior produtor e exportador de carne suína na Europa, criando oportunidades para outros países produtores de carne suína. A segunda é que as cadeias de suprimento de carne suína na Europa Ocidental podem tirar lições das experiências da Alemanha. Exatamente como essas oportunidades funcionarão, o tempo dirá, mas as perguntas já estão surgindo. A principal delas é como o impacto do PSA, combinado com outras questões que afetam o mercado na Alemanha, pode desencadear uma mudança na base de energia da carne suína europeia. Conforme a análise do banco, poderia consolidar o papel da Espanha como o maior produtor de carne suína, mas também poderia abrir oportunidades para outros países produtores de segunda linha, como Dinamarca e Holanda, que há muito tempo permanecem à sombra da Alemanha.
Rabobank
Reino Unido ordena medidas de biossegurança mais rígidas, após detecção de surto de gripe aviária
A Grã-Bretanha declarou uma Zona de Prevenção da Influenza Aviária em todo o país na quarta-feira, ordenando que fazendas e criadores de pássaros endurecessem suas medidas de biossegurança depois que vários casos de gripe aviária foram detectados em aves selvagens
REUTERS
Frango encerra a quinta-feira com preços mistos
Segundo o Cepea/Esalq, o poder de compra do avicultor paulista está mais elevado neste mês frente aos principais insumos utilizados na atividade, milho e farelo de soja
Os preços médios do frango vivo estão estáveis em outubro frente ao mês anterior, ao passo que os valores dos insumos estão em queda. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,00/kg, enquanto o frango no atacado teve alta de 1,37%, cotado em R$ 7,40/kg. No animal vivo não houve mudança de preço em São Paulo, valendo R$ 5,50/kg, nem no Paraná, fixado R$ 5,91/kg. Já em Santa Catarina, o valor caiu 10,63%, custando R$ 3,70/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (3), o preço da ave congelada subiu 0,39%, chegando a R$ 7,81/kg, e o da resfriada aumentou 0,25%, fechando em R$ 8,11/kg.
Cepea/Esalq
Carne de frango tem aumento anual de 60% na receita cambial
Exportações brasileiras de carne de frango foram as menores do exercício passado
Um ano atrás, em outubro de 2020, as exportações brasileiras de carne de frango foram as menores do exercício passado. Mesmo assim os resultados de outubro passado foram positivos, pois superiores à média de 355.638 toneladas mensais registrada nos nove meses anteriores. Em relação ao mês anterior, o volume embarcado recuou quase 7% com outubro tendo um dia útil a menos que setembro. Assim, a média diária embarcada nos dois meses foi muito similar, superior a 18 mil toneladas/dia, apresentando redução de apenas 2% de um mês para outro. A queda mensal no volume foi parcialmente neutralizada por nova melhora no preço médio que, chegando aos US$1.770,90/tonelada, aumentou mais de 2% em relação ao mês anterior e quase 31% em comparação a outubro de 2020. Disso resultou uma receita cambial – US$641,375 milhões – menos de 7% inferior à de setembro passado, mas 60% superior à que foi obtida em outubro de 2020. Agora, em 10 meses, o volume de produto in natura embarcado – perto de 3,563 milhões de toneladas, pelos dados preliminares da SECEX/ME – é quase 10% maior que o de idêntico período de 2020. E como obteve incremento de quase 14% no preço médio, gerou receita cambial ligeiramente superior a US$5,750 bilhões, valor cerca de um quarto superior ao dos mesmos 10 meses de 2020.
AGROLINK
INTERNACIONAL
Com falta de funcionários nos frigoríficos, preços da carne bovina devem registrar novas altas nos EUA
Os preços da carne bovina devem registrar novas altas nos Estados Unidos por conta das indústrias frigoríficas que estão com dificuldade para contratar funcionários
Os cortes bovinos dispararam 25% no ano passado, enquanto outros estão atingindo preços quase recordes, tornando a carne um dos maiores contribuintes para a inflação durante a pandemia. De acordo com as informações da Bloomberg, a pandemia acabou dificultando a contratação de novos funcionários. “A pandemia apenas exacerbou os problemas de contratação, ao mesmo tempo que levantou novas preocupações se os frigoríficos contratariam as pessoas a longo prazo”, destacou. Outro fator que comprometeu a contratação de funcionários, foi a restrição de migração adotada no governo Trump. “Mais de um terço do quadro de funcionários era de pessoas que nasceram no exterior, conforme foi divulgado no relatório de 2020 do Instituto de Política Econômica”, informou a Bloomberg. O Diretor Executivo da American Association of Meat Processors, Christopher Young, destacou que as indústrias frigoríficas estão trabalhando para estabelecer essa situação junto com as faculdades e estágios. “Os frigoríficos precisam melhorar o marketing para atrair pessoas interessadas em trabalhar neste setor”, disse.
Bloomberg
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