CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1581 DE 27 DE SETEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1581 | 27 de setembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Pressão de baixa no mercado do boi gordo e frigoríficos fora das compras

Por mais um dia, as indústrias abriram as negociações derrubando os preços do boi gordo

As indústrias ofertaram R$5,00/@ a menos na comparação diária, com alguns frigoríficos fora das compras na última quinta-feira (26/11). Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$276,00, preço bruto e à vista. As ofertas para vaca gorda também recuaram, R$1,00/@, cotada em R$260,00/@, preço bruto e à vista. A novilha ficou cotada em R$270,00/@, nas mesmas condições. Em Mato Grosso do Sul, na praça de Dourados a cotação da arroba do boi gordo caiu R$2,00/@ na comparação feita dia a dia e ficou em R$270,00/@, considerando o preço bruto e à vista. Os preços da vaca e da novilha caíram R$5,00/@, cotadas em R$258,00/@ e R$262,00/@, respectivamente, bruto e à vista. Na praça de Três Lagoas a queda foi ainda maior. A arroba do boi gordo caiu R$5,00 na comparação diária, cotada em R$263,00, bruto e à vista. As fêmeas também apesentaram queda, de R$3,00/@ para a vaca e R$2,00/@ para a novilha, apregoadas em R$253,00/@ e R$258,00/@, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: arroba recua em grande parte das regiões brasileiras, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo recuou em grande parte das regiões brasileiras, com os frigoríficos tentando realizar compras abaixo da referência média 

O foco segue sendo o remanejamento de abates de boiadas que seriam exportadas para a China. Em São Paulo, a referência na modalidade a prazo passou de R$ 304 para R$ 302/303 por arroba. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram um dia em que as quedas predominaram, porém, o primeiro futuro teve uma pequena valorização. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 296,85 para R$ 299,15, do outubro foi de R$ 302,10 para R$ 300,15 e do novembro foi de R$ 311,30 para R$ 309,30 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS 

Preços caem e situação dos pecuaristas se complica

“Para os frigoríficos exportadores o foco segue em toda a operação logística envolvida no embargo voluntário em relação a China, com remanejamento dos abates”, pontua especialista

O mercado físico de boi gordo registrou preços predominantemente mais baixos nesta sexta-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, os abatedouros continuam tentando realizar compras a preços abaixo da referência média. “Para os frigoríficos exportadores o foco segue em toda a operação logística envolvida no embargo voluntário em relação a China, com remanejamento dos abates. Diversas unidades optam por reduzir a capacidade de produção, aguardando a retomada das compras chinesas. Para o pecuarista o cenário também é complicado, considerando que a oferta de animais no momento é de confinamento. A manutenção desses animais confinados representa importante adicional de custos, que por sua vez vai resultar em encolhimento da margem operacional”, analisa Iglesias. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou R$ 302 a R$ 303 na modalidade à prazo, ante R$ 304 a arroba na quinta-feira (23). Em Goiânia (GO), a arroba recuou de R$ 290 para R$ 287. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 301 a R$ 302. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 283, estável. Em Uberaba, (MG), preços a R$ 300, contra R$ 302. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. “Este é mais um sintoma que a carne estocada nas câmaras frias e nos portos ainda não foi ofertada no mercado doméstico, caso isso aconteça os preços desabariam, o que resultaria em uma nova rodada de pressão sobre os preços do boi gordo”. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 16,30, por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Aftosa: dez estados e Distrito Federal deixarão de imunizar rebanho em 2023

Decisão foi tomada por estados que integram o bloco IV do plano de erradicação contra a aftosa; fim da vacinação será analisado pelo Mapa

Em uma decisão unânime, o bloco IV, composto por 10 estados (BA, SE, RJ, SP, MG, GO, MT, TO, MS, ES e DF) e o Distrito Federal, optou por imunizar seus rebanhos contra a febre aftosa até 31 dezembro de 2022. A postura de seguir conjuntamente e adotar a descontinuidade da vacina a partir de 2023 foi anunciada na última quarta-feira, 22, durante reunião virtual da Comissão de Coordenadores dos Grupos Estaduais (CCGE), conduzida pelo presidente do bloco, Humberto Miranda, que também preside o Sistema Faeb/Senar. A decisão conjunta será encaminhada para apreciação do MAPA e, se aprovada, será estabelecida em todos os estados que integram essa divisa sanitária. Este foi o quarto encontro do grupo para debater o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), promovido pelo Mapa e que reúne instituições públicas e privadas ligadas ao setor agropecuário. Os estados que compõem esse bloco já são considerados zona livre de febre aftosa com vacinação e agora pleiteiam o status de zona livre sem o uso do imunizante. Para tanto, eles precisam cumprir rigorosos critérios técnicos e sanitários estabelecidos pelo Mapa. No encontro, cada estado apresentou os resultados alcançados. A Bahia já executou, dentro do prazo, 84,09% das ações previstas para o período de 2017 a 2026, mas segue na busca de soluções para os gargalos. “Chegamos ao consenso de que seria mais fácil enfrentar as dificuldades se administrarmos conjuntamente do que se adotarmos medidas individuais e isoladas. Por isso, seguiremos em bloco, com aplicação da última vacina em novembro de 2022, para iniciarmos 2023 com um plano sanitário seguro, o que passa pela união de educação sanitária e comunicação; pelo controle de trânsito de animais; reforço nas barreiras sanitárias; e investimento em recursos humanos, com a formação de um corpo técnico qualificado para atuar na fiscalização. Só assim a vacina será extinguida, proporcionando segurança aos pecuaristas e a toda população, de forma a desonerar os custos do criador e do consumidor”, avaliou Miranda, certo de que precisa avançar no Plano de Trabalho. A reunião também serviu para discutir o planejamento das próximas iniciativas do Bloco IV, que contabiliza mais 130 milhões de cabeça de gado, detendo mais de 60% do rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos.

CANAL RURAL 

ECONOMIA

Dólar completa 3ª semana de ganhos por incerteza local

O dólar fechou a sexta-feira no maior patamar em um mês frente ao real, engatando a terceira semana de ganhos, conforme operadores ficaram na defensiva diante de incertezas no Brasil e do fortalecimento da divisa no exterior com a perspectiva de alta de juros nos EUA

O dólar à vista subiu 0,66% na sexta, para 5,3444 reais. É o maior valor desde o último dia 23 de agosto (5,3823 reais). A alta desta sexta foi a terceira seguida e concluiu uma semana em que o dólar ganhou 1,08%. Em setembro, a cotação avança 3,33%, elevando os ganhos no ano para 2,95%. O risco de virada na política monetária dos EUA é um dos motivos que fez o Citi rebaixar o status do real dentro de seu portfólio de bônus de mercados emergentes para “neutro”, ante “acima da média”. Junto a isso, se nos EUA o BC parece mais “hawkish” (inclinado a aperto monetário), no Brasil o Citi avalia que o Banco Central revelou uma comunicação “marginalmente mais ‘dovish'” –com menor propensão a altas mais agressivas dos juros. As dúvidas do mercado sobre a política monetária do BC, que desarmou recentemente apostas em altas mais fortes da Selic, aumentaram nesta sexta depois de o IBGE divulgar que o IPCA-15 foi o maior para o mês de setembro desde 1994. A curva de juros inclinou, com forte alta nos vencimentos longos, mais sensíveis à percepção de risco geral, incluindo fiscal. “A potencial flexibilização do teto de gastos até o fim do ano pode exacerbar a fraqueza do real”, disseram os profissionais do Citi, que veem taxa de câmbio de 5,33 por dólar no término de 2021. Evidência de pessimismo com a taxa de câmbio, o Société Générale mantém posição comprada em dólar frente à moeda brasileira, com meta de 5,70 reais.

REUTERS 

Caso Evergrande volta a preocupar e IBOVESPA cai

O principal índice brasileiro de ações caiu na sexta-feira, após três altas seguidas, em meio a temores renovados de crise da gigante imobiliária Evergrande na China e novas decepções com a economia doméstica

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 0,68%, aos 113.285,37 pontos. O índice ainda teve saldo positivo de 1,66% na semana após encadear três altas seguidas. A sessão teve giro financeiro de apenas 23,4 bilhões de reais, bem abaixo da média diária recente.

REUTERS 

IPCA-15 tem maior alta em 27 anos para setembro e vai acima de 10% em 12 meses

A alta do IPCA-15 chegou aos dois dígitos no acumulado em 12 meses pela primeira vez desde o início de 2016 depois de a prévia da inflação oficial brasileira ter registrado em setembro alta acima do esperado, e no nível mais elevado para o mês em 27 anos

Em meio ao intenso movimento de aperto monetário diante das preocupações com a inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 1,14% em setembro, depois de alta de 0,89% em agosto. Esse foi o maior resultado mensal para o índice desde fevereiro de 2016 (1,42%) e a taxa mais elevada para um mês de setembro desde 1994, início do Plano Real. Com isso, o acumulado em 12 meses chegou a 10,05%, alcançando os dois dígitos pela primeira desde os 10,84% registrados em fevereiro de 2016, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na sexta-feira. Os resultados ficaram acima das expectativas em pesquisa da Reuters de avanços do IPCA-15 de 1,02% e 9,93% respectivamente nas comparações mensal e anual. Os maiores vilões do IPCA-15 em setembro foram, mais uma vez, gasolina e energia elétrica, de acordo com os dados do IBGE.

Os combustíveis subiram em setembro 3,0% depois de alta de 2,02% no mês anterior. Somente a gasolina disparou 2,85% e acumula avanço de 39,05% nos últimos 12 meses. Entre os outros combustíveis as altas foram de 4,55% do etanol, 2,04% do gás veicular e 1,63% do óleo diesel (1,63%). Isso levou o grupo Transportes a subir no mês 2,22%, de 1,11% em agosto. No grupo ainda se destacou o avanço de 28,76% das passagens aéreas, após a queda de 10,90% em agosto. Já a energia elétrica subiu 3,61%, embora a taxa tenha desacelerado em relação aos 5,0% de agosto. No mês passado, vigorou a bandeira vermelha patamar 2, com acréscimo de 9,492 reais a cada 100 kWh consumidos, e a partir de 1º de setembro passou a valer a bandeira tarifária de Escassez Hídrica, que acrescenta 14,20 reais para os mesmos 100 kWh. Esse resultado pressionou o grupo Habitação a um avanço de 1,55% em setembro, de 1,97% no mês anterior. Com importante peso sobre o bolso do consumidor, a alimentação no domicílio acelerou de 1,29% em agosto para 1,51% em setembro, com os preços das carnes subindo 1,10%. Assim, a inflação do grupo Alimentação e Bebidas disparou a 1,27% em setembro, de 1,02% antes.

REUTERS 

Contas externas têm saldo positivo de US$ 1,684 bilhão em agosto

No mesmo mês de 2020, o superávit foi de US$ 950 milhões. Em 12 meses, encerrados em agosto, o déficit em transações correntes é de US$ 19,505 bilhões, 1,23% do Produto Interno Bruto (PIB)

O resultado é o melhor para o mês de agosto desde 2006, quando as contas externas tiveram superávit de US$ 2,1 bilhões. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a diferença no resultado das transações correntes, na comparação interanual, se deve ao aumento do superávit comercial. “A balança comercial têm crescido fortemente, tanto nas exportações quanto nas importações”, disse. Ele explicou que isso é reflexo do crescimento da atividade econômica em todo o mundo. Já nos oito primeiros meses do ano, o déficit é de US$ 6,539 bilhões, contra saldo negativo de US$ 12,957 bilhões de janeiro a agosto de 2020. As exportações de bens totalizaram US$ 27,380 bilhões em agosto, aumento de 56% em relação a igual mês de 2020. As importações somaram US$ 21,732 bilhões, incremento de 72,4% na comparação com agosto do ano passado. Com esses resultados, a balança comercial fechou com superávit de US$ 5,648 bilhões no mês passado, ante saldo positivo de US$ 4,946 bilhões em agosto de 2020. O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) manteve a trajetória de retração, com saldo negativo de US$ 1,577 bilhão em agosto, ante US$ 1,452 bilhão em igual mês de 2020. Na comparação interanual, houve redução de 32,2% nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, de US$ 902 milhões em agosto de 2020 para US$ 611 milhões em agosto de 2021. De acordo com o BC, isso se deve pela nacionalização (importação) de equipamentos no âmbito do Repetro, ou seja, de bens que passam a ser propriedade de residentes no Brasil, sem a necessidade de pagamento de aluguel a não residentes. Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 4,451 bilhões no mês passado, ante US$ 2,592 bilhões em agosto de 2020. Quase a totalidade dos ingressos ocorreu em participação no capital, US$ 3,821 bilhões, enquanto as operações intercompanhia (como os empréstimos da matriz no exterior para a filial no Brasil) somaram apenas US$ 630 milhões. Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 370,395 bilhões em agosto de 2021, aumento de US$ 14,7 milhões em comparação ao mês anterior. A receita de juros das reservas atingiu US$ 465 milhões em agosto. Por outro lado, houve variações negativas de US$ 544 milhões e de US$ 355 milhões em preços e paridades, respectivamente.

AGÊNCIA BRASIL 

EMPRESAS

Morgan Stanley vê cenário bullish para Minerva e JBS

Não há carne bovina suficiente no planeta, o que beneficia os principais exportadores brasileiros

A China ainda não retomou as compras de carne brasileira, mas o apetite voraz do país asiático fez a ação da Minerva Foods disparar na sexta-feira. Num relatório distribuído a clientes, o Morgan Stanley recomendou a compra dos papéis do frigorífico brasileiro e também da JBS. “Não há carne bovina suficiente no planeta”, escreveram os analistas Ricardo Alves e Victor Tanaka. Sem oferta capaz de atender a demanda, as margens dos exportadores de carne bovina justificariam um investimento em BEEF3 e JBSS3. O Morgan Stanley elevou o preço-alvo para Minerva, de R$ 15 para R$ 16,50, o que embute um potencial de valorização de mais de 60% sobre as atuais cotações. O preço-alvo para JBS pulou de R$ 47 para R$ 54, o que implicaria numa alta de 55%. “Ficamos muito mais bullish com os frigoríficos da América Latina após nosso mergulho em carne bovina”, ressaltaram os analistas num relatório de 53 páginas sobre o mercado global de carne. Na contramão das rivais JBS e Marfrig, que valorizaram mais de 50% em 2021, a Minerva vinha ficando para trás na bolsa, o que parece injustificado na leitura dos analistas do Morgan Stanley — por outro lado, pode ser o momento para entrar na companhia a um valuation atrativo. Numa relação ao relatório, as ações da Minerva subiram mais de 4%, com a companhia avaliada em R$ 5,6 bilhões. A JBS valorizava 3%. A firma dos irmãos Batista vale R$ 87 bilhões em bolsa. O Ibovespa caía 0,7%.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS 

Exportação de carne de frango pode bater recorde em setembro

Segundo o Cepea, volume poderá chegar a 470 mil toneladas

As exportações de carne de frango in natura caminham para um novo recorde mensal, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Em 12 dias úteis, o país embarcou 256,6 mil toneladas do produto, ou 21,4 mil toneladas por dia. O volume representa altas de 34% sobre agosto e de 40,5% frente a setembro do ano passado. Caso o ritmo seja mantido, o volume poderá chegar a 470 mil toneladas e superar o patamar observado em julho de 2018, o maior até agora, quando foram exportadas 463,1 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No mercado interno, no entanto, vendedores de carne de frango baixaram os preços para tentar estimular os negócios na segunda metade de setembro, mas a comercialização perdeu força nos últimos dias, diz o Cepea, em nota. O indicador da instituição para o frango congelado, com base no Estado de São Paulo, recuou cerca de 3%, com o quilo do produto cotado a R$ 8,25 ontem. Tradicionalmente, a primeira metade dos meses concentra as compras devido ao pagamento de salários da população. Apesar do movimento, vendedores consultados pela instituição se disseram otimistas, indicando que o volume de negócios continua satisfatório.

VALOR ECONÔMICO

China vai comprar 30 mil toneladas de carne suína congelada em 10 de outubro

A China vai comprar 30.000 toneladas de carne de porco congelada para reservas estaduais em 10 de outubro, de acordo com um aviso do China Merchandise Reserve Management Center na sexta-feira

O planejador estatal da China disse que continuará a comprar carne suína para sustentar os preços fracos no maior mercado consumidor de carne suína do mundo.

REUTERS

INTERNACIONAL

As importações chinesas de carne bovina do continente continuaram a se recuperar em agosto

A partir de abril, após três meses de declínio, a importação de carne bovina pelo continente começou a se recuperar em julho

E em agosto, as importações continuaram a crescer, houve um incremento em relação ao mesmo período do ano passado. Pode-se ver que nos últimos cinco anos, o número deste agosto atingiu um novo recorde no mesmo período histórico. Nos primeiros oito meses deste ano, as importações acumuladas de carne bovina do Continente Chinês apresentaram crescimento. Além disso, as importações de carne bovina nos primeiros oito meses deste ano representaram 72% do total do ano passado.

BTC/OIG News 

Nova variante de aftosa descoberta na África 

O ministro disse que a nova cepa foi detectada no início de agosto pela primeira vez 

O Ministro da Agricultura da Namíbia, Carl Schlettwein, relatou a detecção de uma nova cepa da febre aftosa no país, que infectou milhares de cabeças de gado. A doença viral, que causa lesões em bovinos, ovinos e outros animais, mas não afeta as pessoas, foi detectada pela primeira vez em maio na região do Zambeze, que faz fronteira com a vizinha Zâmbia. Mas, apesar das altas vacinações nos rebanhos afetados, as autoridades preocupadas observaram que as taxas de infecção permaneceram altas e decidiram investigar mais. “É importante ressaltar que o novo sorotipo O da febre aftosa também causa casos clínicos em cabras e ovelhas e pode propagar a doença a outros animais suscetíveis”, disse o ministro Carl Schlettwein em um comunicado. O ministro disse que a nova cepa foi detectada no início de agosto pela primeira vez no país da África Austral, acrescentando que as investigações descobriram que ela foi introduzida no país a partir da Zâmbia através do movimento ilegal de gado através da fronteira. Schlettwein alertou que as exportações de carne da Namíbia, que pode exportar carne para a China, UE e Estados Unidos, podem ser afetadas pelo último surto. “Também afetará negativamente os acordos comerciais que a Namíbia assinou recentemente com países, como Gana, sobre a exportação de carnes e derivados”, disse. Na Angola, uma cepa também foi identificada. “Para evitar o alastramento da doença em Angola, que pode provocar danos incalculáveis à saúde humana e financeira ao Estado, as administrações municipais do Rivungo, Dirico, Calai e Cuangar estão orientadas a travar a circulação de animais entre a Namíbia, Angola e a Zâmbia”, disse Victorino Filipe, ministro da Agricultura do país.

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